A hora da premiação #aquecimentoOscar

Amanhã é o grande dia, mas antes mesmo da gente preparar o combo balde de pipoca + coca giga (ritual obrigatório!), vai aí mais um post do #aquecimentoOscar!

A deusa Meryl Streep foi indicada 17 vezes ao Oscar e ganhou como melhor atriz em "A Escolha de Sofia" e "A Dama de Ferro", e melhor atriz coadjuvante por "Kramer vs. Kramer"

A deusa Meryl Streep foi indicada 17 vezes ao Oscar e ganhou como melhor atriz por “A Escolha de Sofia” e “A Dama de Ferro”, e melhor atriz coadjuvante por “Kramer vs. Kramer”

Zapeando pelo youtube e vendo alguns discursos da premiação, achei vários que me emocionaram/surpreenderam tanto que me peguei mandando o link pro namorado e pras amigas também assistirem. E de todos eles, cinco são incríveis demais, seja pela reação da pessoa ao ser premiada ou pelo discurso já pronto na ponta da língua ou dito ali de supetão. Portanto, nada mais justo do que terminar essa série do Oscar com o melhor momento de todos: a premiação… tá dá!

Em 1973 Marlon Brando ganhou o Oscar de melhor ator por “O Poderoso Chefão”, mas nem se deu ao trabalho de comparecer na cerimônia. Na hora da entrega da estatueta, em seu lugar, uma mulher de tranças e pele bem morena subiu no palco pra fazer um dos discursos mais históricos do Oscar. Histórico mais pela polêmica que gerou na hora (reparem nas vaias que vieram antes dos aplausos polidos) e também porque depois descobriu-se que de índia, como ela se dizia, a mulher não tinha era nada.

“Meu nome é Shasheen Littlefeather, eu sou uma índia apache e estou aqui representando Marlon Brando que mandou dizer que não aceita o prêmio em sinal de protesto pela imagem falsa que o cinema e a televisão projetaram do índio norte-americano” (tradução-resumo da Folha de S. Paulo).

Em 1993 o filme “O Piano” foi saindo de mansinho da categoria de ‘filme desconhecido’ para ‘novo sucesso Hollywoodiano’ e de repente tava lá, entre os mais mais do ano. Na cerimônia de 1994 ele teve uma penca de indicações ao Oscar, incluindo melhor filme (quem levou foi a “Lista de Schindler”) e melhor atriz coadjuvante. Nessa categoria a indicada foi Anna Paquin, uma garota de apenas 11 anos de idade. E ela conseguiu! Se tornou a segunda menina mais jovem até hoje a levar uma estatueta pra casa. E essa reação espantada/fofa/tímida/nervosa dela é uma graça!

Não sou lá uma das maiores fãs de Halle Berry, mas né, é impossível não ficar emocionada com a reação e o discurso dela no Oscar de 2002. Ganhadora da estatueta de melhor atriz por “Monster’s Ball”, ela foi a primeira atriz negra a receber o prêmio. E Halle Berry agradeceu a um monte de gente pelo feito (fiquei verdadeiramente emocionada com os agradecimentos ao seu empresário, a mãe e ao marido), mas principalmente a “todas as mulheres negras, desconhecidas e anônimas que agora têm a chance, pois hoje esta porta foi aberta.”

Esse é um dos momentos mais memoráveis do Oscar porque a história que levou Ben Affleck e Matt Damon a ganhar essa estatueta, veio muito antes de tudo isso aí. Matt era um garotinho de 10 anos de idade quando conheceu Ben, um menino de oito anos de idade que se transformaria em seu melhor amigo, daqueles pra vida toda. Amigos na infância, na adolescência e na juventude, os dois compartilhavam de uma mesma paixão: o cinema. Juntos ou sozinhos começaram a fazer alguns pequenos papeis em longas americanos, até que em 1997 as coisas finalmente aconteceram. Depois de anos escrevendo “Gênio Indomável”, a Miramax Films topou transformá-lo em longa com a condição que de que Robin Williams estivesse no roteiro. Robin topou, Gus Van Sant foi o diretor e os dois amigos além de roteiristas interpretaram os dois melhores amigos da história. Já tava tudo muito lindo, mas ainda viria a cereja no topo do bolo: o filme foi um sucesso total e foi indicado a sete categorias no Oscar, conferindo uma estatueta pra Robin Williams como melhor ator coadjuvante (o único Oscar que ele já ganhou até hoje!) e a estatueta de melhor roteiro original para os melhores amigos, Mat e Ben. Daquelas histórias que não parecem verdade, mas são <3.

“Roberto!”

Roberto Benigni dirigiu e protagonizou “A Vida é Bela” (que eu não vi até hoje e me repreendo toda vez por isso), e ganhou o Oscar de melhor trilha sonora original, melhor filme estrangeiro e melhor ator, com direito à comemoração mais linda e espontânea – como ele mesmo parece ser – que alguém já viu na premiação. E diz se não é uma delícia sentir a torcida da plateia por ele, sentir que aquele prêmio era meio que compartilhado por todos, que aquela vibração e emoção eram tão importantes pra ele quanto pra quem assistia? Dá vontade de estar lá e bater palmas e gritar junto com todo mundo.

– Pra quem gostou do #aquecimentoOscar (to na torcida haha), eu já falei aqui sobre os melhores look do red carpet, aqui sobre uma foto que mostra Audrey Hepburn e Grace Kelly nos bastidores da premiação e aqui sobre os filmes que estão concorrendo a categoria de melhor figurino no Oscar desse ano.

Melhor figurino #aquecimentoOscar

Na corrida pra ver todos os filmes indicados ao Oscar 2013, fiz questão de priorizar a categoria de melhor figurino. Isso porque além de ter vontade de falar sobre eles aqui no blog, essa é uma das categorias que eu acho mais belas na premiação. Daí que agora, depois de vistos os cinco filmes que estão concorrendo, já dá pra fazer as apostas de quem eu acho que leva a estatueta (e torcer loucamente pelo meu escolhido haha).

Nesse ano, os indicados a melhor figurino do Oscar foram: “Anna Karenina”, “Os Miserévais”, “Lincoln”, “Espelho, espelho meu” e “Branca de neve e o caçador”. Longe de mim querer fazer uma análise profunda do figurino ou do longa, mas decidi compartilhar aqui as impressões de alguém que assistiu todos eles, ama moda e cinema, e por isso mesmo se permitiu fazer algumas considerações sobre ambos, ok?

Então, vamos lá!

Anna Karenina

Anna Karenina

Anna Karenina

Anna Karenina

Já começo logo de cara com meu preferido da categoria, já que no tocante ao figurino “Anna Karenina” é simplesmente de arrepiar. O conjunto do filme todo parece contribuir para que o figurino ganhe destaque, vide as angulações de câmera que aparecem durante o longa e a própria cenografia. Durante todo o filme ela brinca com a ideia de uma peça de teatro, e transforma todas as cenas em cenários que se desmontam e em cenas que congelam enquanto apenas um personagem ganha movimento. A beleza é tão grande que o filme tá concorrendo para melhor direção de arte também e, apesar de faltar “O Hobbit” pra assistir todos dessa categoria, chuto que “Anna Karenina” é um fortíssimo concorrente.

Pra quem não sabe a obra original foi escrita por Liev Tolstói e foi publicada entre 1873 e 1877, retratando um período da aristocracia russa onde as roupas e acessórios eram extremamente voluptuosos – leia-se carregados e opulentes. Daí que pra poder retratar a época sem cair no mais do mesmo e sem pesar a mão, Jacqueline Durran, a responsável por toda essa beleza de guarda-roupa do filme, tomou como ponto de inspiração os anos 50 e os anos 70, levando como referência nome do calibe de Lanvin, Christian Dior e Balenciaga. Depois disso ela retornou para as origens da época retratada e fez meio que uma salada mista disso tudo, resultando em roupas super volumosas, rodadas e aristocráticas, mas que ainda assim era mais enxutas que as da obra original. E entre os que odiaram as mudanças e entre os que amaram, fico no segundo time.

Entre as curiosidades sobre o figurino do filme tem o fato de que Keira Knightley usou um colar de diamantes Chanel que custa a bagatela de 2 milhões de dólares, além de peças que demoraram até 50 horas para serem feitas! E tudo isso foi parar em Londres, – na Ham House em Richmond numa exposição que mostra as peças usadas no longa fazendo todo mundo suspirar por chapéus, vestidos, sapatilhas e uma infinidade de outras roupas e acessórios.

Belezas modísticas à parte, o filme em si não me agradou tanto. Nem a dobradinha de Keira e Joe Wright, que foi tão, mas TÃO incrível em “Orgulho e Preconceito” – um dos meus filmes preferidos da vida – teve efeito dessa vez. Parece que não rola encaixe entre os personagens, que não se cria empatia até. Um desenvolvimento bem malemá, com alguns poucos momentos bons.

Os Miseráveis

Fotos feitas por Annie Leibovitz  para a Vogue US

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Fotos feitas por Annie Leibovitz  para a Vogue US

Tenho uma apreço muito especial por “Os Miseráveis”, o que inclui tanto o enredo e todo o desenvolvimento do filme, quanto as músicas e claro, o próprio figurino. De tudo o que li – e vi – sobre o figurino do filme, fica muito claro qual foi a principal inspiração para a confecção das peças: as cores. São elas, mais até do que os volumes, os tecidos e principalmente as texturas que vão aparecendo tão diversificadamente no longa, que ditam o tom da cena, da atuação, do sentimento presente. Tanto que o figurinista Paco Delgado vai usando uma escolha de cores bem minuciosa pra cada cena. Tipo Anne Hatwyay que quando canta I dreamed a dream – lindo de morrer! – usa roupas super sóbrias, cinzas, que dão essa ideia bem doentia, de pobreza para a cena. Já na hora que ela é resgatada por Jean Valjean, que é um momento super dramático do filme, ela tá toda de vermelho, expressando essas fortes sensações mesmo.

Outro ponto que me faz amar loucamente o figurino de “Os miseráveis” é que ele coloca o sonho, o delírio, a fantasia ali juntinho e em pé de igualdade com a reconstrução histórica das roupas. Isso porque Delgado teve que reconstruir as peças usadas na época de 1815 e 1835, – período em que se passa o longa – mas ao mesmo tempo adicionar uma boa dose de faz-de-conta já que se tratava de um musical. E né, bem difícil saber dosar até que ponto deve-se ser uma releitura ao pé da letra das roupas da época, e até que ponto dá pra adicionar doses de imaginação e sonho nas peças. Nada tranks, eu diria.

Lincoln

Lincoln

Lincoln

Lincoln

Achei Lincoln ok no desenvolvimento do longa e ok no figurino. Não que eu tenha odiado, mas só não achei que o filme realmente era condizente com o tanto de furor que se fez em cima dele. Apesar disso acho que ele é um fortíssimo concorrente ao Oscar de melhor filme, vide a linha que a academia quase sempre segue com os vencedores e o filme ser ‘nós americanos somos incríveis’ até dizer chega. Mas é claro também que o figurino tem seus méritos. A figurinista responsável por ele foi Joanna Johnston que já é figurinha marcada nos filmes do Spielberg. Acredito que isso faça uma diferença giganstesca na hora de se criar o figurino de um filme, afinal já ter trabalhado com o diretor permite que o figurinista esteja muito mais em sintonia com suas vontades e sua maneira de querer que as coisas apareçam na tela – o que o figurino contribui um tanto gigantesco.

Diferente de Anna Karenina, ele procurou ser bem fiel à época retratada – o período da Guerra de Secessão Americana e a trajetória política e pessoal do presidente do período, Abraham Lincoln. E ah, uma coisa que eu acho interessante no filme e que me faz ter vontade de bater palmas é o fato dele ser focado principalmente em personagens masculinos, o que acaba sempre dificultando na escolha dos figurinos. Eu admiro mesmo quando figurinos masculinos conseguem ser tão bem trabalhados, porque, querendo ou não, a gente sabe que historicamente ele sempre foi um guarda-roupa mais contido, que não permite tantos sonhos e delírios quanto o feminino. O que é uma pena, diga-se de passagem. Daí que, por isso mesmo, acho que apesar da gente não sentir o coração pulando pelo figurino igual acontece em Anna Karenina e Os Miseráveis, é de se admirar que Joanna tenha chegado em peças tão bonitas e tão fiéis como as que chegou.

Espelho, espelho meu

Espelho, espelho meu

Espelho, espelho meu

Espelho, espelho meu

Coincidências ou não o Oscar desse ano teve dois filmes sobre a Branca de Neve e os Sete Anões indicados a categoria de melhor figurino. No caso, Espelho, espelho meu e A Branca de Neve e o Caçador – cada um com suas peculiaridades e suas versões da história original. Aliás, ultimamente o cinema tem recebido uma avalanche de versões moderninhas de contos-de-fada, não? Além dos dois da Branca de Neve que eu já disse aqui, tem João e Maria Caçadores de Bruxas, Jack e o Caçador de Gigantes e A Garota da Capa Vermelha (Chapeuzinho Vermelho) que eu me lembro assim de relance.

Mas, voltando ao filme, em Espelho, espelho meu o que salva realmente é o figurino, que tá espetacular. De resto, foi o que eu menos gostei dos cinco. Acho a história bem fraca, as atuações bem difíceis de convencer – tirando Julia Roberts – e fica um filme cansativo, que quer te fazer rir em vários momentos, mas que não chega lá. Por outro lado, as peças usadas pela figurinista são um capítulo à parte.

Eiko Ishioka, a japonesa responsável por 400 das 600 peças usadas no longa faleceu em janeiro do ano passado, mas deixou, sem dúvida alguma, sua marca registrada no mundo dos figurinos. Ela que já tinha ganhado o Oscar pelas peças usadas em Drácula de 1993, trouxe uma impressionante mistura de cores, formatos e texturas a esse filme. Do vestido de cisne usado por Branca de Neve no baile da rainha (oi, Bjork!), ao vestido mega colorido usado em seu casamento (não, ela não casou de branco!). Julia Roberts não fica nem um pouco atrás e, no papel da malvada rainha, também deslumbra qualquer um com suas produções. Uma curiosidade do filme é que a tiara de diamantes que aparece na história tem 78 quilates e (pasmem!) 144 diamantes. E o mais legal de tudo isso? Ela era de Grace Kelly, que a usou muito lindamente no casamento de sua filha.

Pesquisando um tico mais sobre o filme achei o trechinho de um texto – bem bonito – no The Hollywood Reporter sobre a reação da figurinista quando viu suas peças em cena. “Ishioka nunca viu o filme terminado, mas Collins [Lily Collins, A Branca de Neve na história] se lembra de ver o seu olhar na frente do monitor durante as filmagens da cena do Baile. ‘Ela viu todas as suas incríveis criações em uma única cena e deve ter sido incrível e emocionante. Mas ela foi sempre tão humilde. Tudo o que ela fez foi sorrir.

A Branca de Neve e o Caçador

Branca de Neve e o Caçador

Branca de Neve e o Caçador

Branca de Neve e o Caçador

O fato de dois filmes sobre a Branca de Neve estarem concorrendo ao Oscar ganha sim algumas comparações e acho até bom, porque na hora que começamos a olhar com calma para a versão que cada um fez da história – incluindo aí seus figurinos, é claro – a gente começa a perceber que é tudo muito diferente. Se em Espelho, espelho meu, Branca de Neve era a donzela-indefesa-e-frágil que só descobre o quanto é forte no final do filme, Branca de Neve e o Caçador não tem nada a ver com essa ideia quadrada de princesa. A personagem principal nessa versão feita pelo diretor Rupert Sanders é muito mais guerreira e corajosa do que um bando de marmanjo por aí. Exatamente por esse distanciamento com a história criada pela Disney, o figurino da Branca do filme é muito mais austero e estruturado do que colorido e feminino. Bela usa armadura, roupas escuras, calças e apesar de ser interpretada por Kristen Stweart, que tem a mesma cara de felicidade e tristeza para os seus personagens, me apetece muito mais do que a Branca de Espelho, espelho meu.

A figurinista do filme é Colleen Atwood, a mulher que ~apenas~ foi indicada 10 vezes ao Oscar e já faturou 3 vezes a a estatueta (Alice nos País das Maravilhas, Nine e Chicago). Ela apostou nessa vibe mais austera e militar em todos os personagens do filme, tirando Charlize Theron (deusa!), que é o único pontinho mais colorido e feminino do filme, e que resgata esse lado fabuloso dos figurinos de contos-de-fada.

– Pra quem gostou do #aquecimentoOscar (to na torcida haha), eu já falei aqui sobre os melhores look do red carpet e aqui sobre uma foto que mostra Audrey Hepburn e Grace Kelly nos bastidores da premiação. E calma que até domingo tem mais!

 

Novo cantinho

Assim como eu já tinha contado lá no facebook, meu feriado não foi pulando Carnaval e nem descansando, mas nem por isso deixou de ser agitado. Tudo porquê finalmente mudei de apartamento, algo que eu queria já fazia um tempão.

www.theyallhateus.com

E olha, fui pega desprevenida, porque nem de longe imaginava que seria tão trabalhoso quanto foi! Não só na mudança literal das coisas, mas também na disposição dos móveis, na arrumação de cada cantinho… Tanto que por erro de logística (sou jornalista gente, desculpa haha) foi preciso sair correndo de última hora pra comprar móveis novos. Mas né, pensei que se era preciso comprar, arrumar tudo de novo, enfim, botar a mão na massa, na mudança, ia fazer da melhor e mais proveitosa maneira possível. E deu tão certo que eu fiquei ainda mais apaixonada por decoração, algo que já fazia um tempão que eu andava me interessando.

Daí que tanta inspiração me deu a ideia de criar uma categoria disso aqui no blog, e até o próximo post espero já ter batido algumas fotos do apartamento pra mostrar em detalhes algumas coisas que eu organizei. São coisas pequenas, mas acho que em decoração (e na vida também) dos pequenos detalhes se fazem os grandes. Como eu não sou perita no assunto vou procurar dividir aqui no blog as descobertas e tentativas de uma novata. Podem parecer coisas bobas, mas se deram certo comigo, vai que tem alguém tão inexperiente quanto eu que não sabe e também pode se aproveitar da ideia?

E o melhor de tudo: a categoria aqui é pra indicar bons links de decoração (sou fã da área de decor do Fashionismo), pra fazer todo mundo suspirar com a beleza de algumas imagens – e também pra gente descobrir como adaptá-las mais realisticamente pra nossa vida – e quem sabe até pra se arriscar em alguns diys. O importante é testar, ser feliz e saber deixar cada canto – da casa, do escritório, whatever – mais a nossa cara e mais aconchegante.

E claro que pra começar, imagens inspiradoras até dizer chega!

– É só clicar que elas abrem numa janelinha e mostram os créditos!

www.feedfloyd.com

http://m.pinterest.com/pin/410601690996150264/

www.cupcakesclothes.com

endlesswinds.tumblr.com

www.girlscene.nl

www.homeadore.com

rcazt1811.deviantart.com

Ah, ideias e dicas de decoração são mais do que bem-vindas! Como eu já disse, sou uma novata no assunto e quero ajuda 😉

Audrey e Grace #aquecimentoOscar

Era 21 de março de 1956 e o fotógrafo Allan Grant (que tem fotos memoráveis das maiores estrelas do cinema nas décadas de 40, 50 e 60) registrou para a revista Life o nervosismo de duas moças que estavam nos bastidores do 28º Oscar. Audrey Hepburn e Grace Kelly não haviam sido indicadas a nenhuma categoria daquele ano e estavam ali, na verdade, para apresentarem os ganhadores de melhor filme e melhor ator, respectivamente.

As fotos mostram as duas olhando atentamente para o palco e trocando algumas palavras e, fico eu aqui pensando, como seria estar nessa mesma sala vendo um “encontro” entre duas das maiores divas do cinema.

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Como sempre impecavelmente belas (eu e minhas redundâncias), em dois vestidos de cintura bem marcada (alô Dior!), e com escolhas que fazem bastante sentido com a maneira que sempre se vestiam: Grace Kelly toda feminina, em um vestidão bem volumoso e com um coque bem trabalhado, e Audrey com aquela feminilidade caraterística que sempre ganhava um toque meio excêntrico da atriz. Pode parecer loucura minha, mas sempre tive a impressão que Audrey usava roupas superfemininas a) ou de uma maneira diferente ou b) com detalhes que não deixavam aquilo banal. E é impressão minha ou esse vestido dela aí é meio mullet? Audrey preconizando tendências, um beijo! E claro, finalizando com um coque bem feito e firme, de que ela sempre foi adepta.

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Audrey Hepburn foi a vencedora do Oscar de melhor atriz em 1954 pelo filme “A Princesa e o Plebeu” e em 1992 ganhou o “Prêmio Humanitário Jean Hersholt” (Elizabeth Taylor também ganhou essa premiação no mesmo ano) em uma homenagem póstuma da academia.

O vídeo aqui embaixo foi quando ela ganhou o Oscar em 1954 e eu fiquei emocionadinha ao ver a reação dela ao ganhar o prêmio. Parece que ela tá explodindo de felicidade e, ao mesmo tempo, tá num momento introspectivo, olhando o tempo inteiro pra baixo. Mas também, imagina a sensação de ganhar um Oscar? Se fosse eu, certeza que minha voz ia pífar, eu ia esquecer tudo que havia planejado pra dizer, ia entrar num semi estado de pânico e ia querer chorar de felicidade ali mesmo.

E ah, vocês repararam que na hora de falar as indicadas à estatueta, além delas e dos nomes dos filmes, também se costumava falar a produtora responsável? #detalhes

Já Grace Kelly recebeu o prêmio de melhor atriz em 1955 por “The Country Girl”. Reparei no detalhe de que ela subiu com a bolsa na mão haha. Deve ser o nervosismo (apesar que eu achei até bem charmosinho), afinal, ela tava ganhando um Oscar, mon dieu!

Vocês tão gostando do #aquecimentoOscar? Se tiverem ideias de post, compartilhem nos comentários 😉

NYFW: poder e era disco

Jason Wu

Assim como contei hoje mais cedo lá no facebook, a semana de Moda de Nova York começou terça-feira e desde ontem tão rolando os desfiles mais incríveis do evento. Daí que eu – fã confessa de Jason Wu – já tava me preparando para um desfile sensacional do estilista e thank god, não me decepcionei. Primeiro porque ele faz jus ao trabalho que já realizou até aqui e continua investindo em silhuetas que vão do rígido/utilitário até o fluido sem em nenhum momento perder a sensualidade. É incrível como independente do shape que a peça tenha, Jason Wu consegue imprimir tanta beleza feminina. E segundo porque, nessa coleção em especial, ele construiu a imagem de uma mulher bem poderosa. Desconfio eu que por causa da Miss Wu, que pedia tanto que ele deixasse esse lado mais ‘menina’ falar alto, ele propositalmente fez o oposto na sua marca principal. Das duas formas, ele acerta em cheio.

Desfile Jason Wu

Kate Spade

Mas além dele, a Kate Spade – que sempre tem um perfume girlie delicioso – apresentou uma coleção inspirada na década de 70 em New York. É incrível como toda coleção da Kate Spade me dá vontade de levantar e começar a sei lá…dançar! Ela é engraçada, é alto-astral. E essa pega um monte de referências da era disco e joga nas peças, só que com um ar muito mais moderninho. E aí tem também os acessórios da marca, que são sempre a cereja no topo do bolo. Melhor dizendo, são muitas cerejas no topo desse bolo, porque tanto os acessórios quanto a beleza do desfile são tão ou mais importantes do que as próprias roupas.

Nesse desfile aí eu fiquei com um tiquinho de medo dessas unhas gigantescas, mas to tentando desfocar disso e olhar pras outras coisas belas da coleção hahaha.

Desfile Kate Spade

Ps1: As imagens assim ficam legais? To tentando me arriscar no photoshop e deixar as fotos mais divertidas pra colocar aqui =)

Ps2: Se clicar nas imagens, elas abrem maiores em uma janelinha!

Ps3: As fotos do desfile do Jason Wu são do FFW e as da Kate Spade do próprio tumblr da marca.