100 anos de Chanel

Falar do desfile da Chanel me soa muito condizente com aquela expressão “chover no molhado”. Isso porque, até aqui, quase todos os sites e blogs de moda já devem ter subido suas opiniões e/ou análises sobre esse que é um dos desfiles mais aguardados da semana de moda de Paris. Só que por mais que todo mundo já tenha falado repetidas vezes sobre isso, eu fico me perguntando como não me juntar ao coro…

Beleza Chanel inverno 2013/2014

Beleza Chanel inverno 2013/2014

Mas por enquanto, vamos deixar de lado qualquer análise sobre a coleção em si. Chanel, só pra variar, foi deslumbrante. Só que nessa coleção, no ano em que a maison comemora os 100 anos de legado de mademoiselle Chanel, muita coisa – e não só a roupa – vem à tona e merece ser falada.

São 100 anos. Não 100 dias, nem 100 meses. 100 anos de história de uma das maiores marcas – pra muita gente a maior mesmo – do planeta. 100 anos de roupas que não são apenas roupas, mas que em muitas vezes alcançaram o status de arte e, em todas as vezes, o de inspiração.

No Grand Palais, local em que foi o desfile dessa coleção de inverno 2013/2014, Chanel parece mostrar que a seriedade, bom gosto e peso que tem desde seu lançamento continuam imutáveis mesmo depois de todo esse tempo. E afinal, tem como não se espantar com uma marca que tem o famoso toque de Midas? Que tudo aquilo que faz – absolutamente tudo – vira febre do dia pra noite, aparece copiada over and over again e faz uma legião de pessoas usarem ou resgatarem uma peça, acessório, maquiagem que jamais pensariam usar? Isso pra mim soa mais do que um poder de convencimento, isso pra mim tem a ver com um lugar na escalada do sucesso e, principalmente, do respeito ao seu consumidor ou só apreciador, – já que no caso da marca os da segunda categoria são muitos – em que eles confiam de olhos fechados naquilo que a grife faz. Em qualquer outra situação eu acharia isso ruim. Esse ‘vou fechar os olhos e deixar que ela me leve’. Em se tratando de Chanel eu acho entendível, acho até certo.

Eu só não consigo não me embevecer em ver uma marca com tantos anos se reinventar a cada coleção. Ser original sem precisar esquecer seu passado, suas raízes. Ser rentável sem precisar fugir da beleza, da arte. Eu me espanto todas as vezes.

E me encanto cada vez um pouco mais.

Chanel inverno 2013/2014

Chanel inverno 2013/2014

Chanel inverno 2013/2014

Chanel inverno 2013/2014

cChanel inverno 2013/2014

Chanel inverno 2013/2014

Detalhes importantes

Como contei nesse post aqui a mudança para o apartamento novo deu o maior trabalhão. Porém, depois de todo o cansaço e do empurra, arrasta e arruma, tudo no seu devido lugar, chegou a vez de decorar cada cantinho do apartamento. Como prometido eu tirei algumas fotos, mas to fazendo isso aos poucos porque primeiro to me informando mais sobre decoração em sites e revistas e, em segundo porque algumas coisas demandam um tempinho a mais pra ficarem do jeito que eu quero. Mas, enquanto alguns planos vão sendo colocados em prática, pequenos detalhes já têm ganhado uma carinha especial

Mesa nova

Me concedi licença poética pra dar o nome dessa mesa de ‘mesa laranja-charme’, o que bem se explica só de olhar pra ela. E essa mesa é uma conquista, já que no antigo apartamento não havia nem sinal de uma, tampouco de uma tão bonita assim. Fico encantada com o fato dela ser de vidro – sempre gostei de móveis de vidro – e caber perfeitamente num cantinho da cozinha, formando um espacinho de sala de jantar. Pra dar um toque especial, ela ganhou uma cafeteira – que depois de muita dúvida sobre onde iria ficar, deu lindamente certo assim à mostra – e um vaso de peônias laranjas, com pequenos toques de amarelo, super charmosas.

Mesinha laranja-charme

Cômoda

Durante as férias eu comprei e ganhei algumas coisas que já imaginava que dariam bem certo se colocadas em cima da cômoda. Como acho que um móvel assim precisa ter bastante da nossa cara, procurei juntar muito daquilo que me ‘representa’. Ou seja, Beatles, Audrey Hepburn, referência a revistas de moda, batons, Torre Eiffel, caixinha de acessórios, perfumes, cremes e fotografia. Esse porta-retratos, aliás, futuramente irá abrigar uma foto minha com o Diego, mas enquanto a foto não fica pronta, deixei essa ilustração bonitinha.

Uma partezinha da cômoda

Uma partezinha da cômoda

Porta canetas

As canetas e lápis do antigo apartamento viviam espalhadas pelos poucos metros quadrados do lugar, mas já era confusão suficiente pra eu nunca conseguir achar nenhuma sequer quando precisava. Daí que resolvi dar uma basta nessa situação. Tava na hora de ter um porta canetas pra facilitar e embelezar a sala. Só que eu não queria comprar um que eu pudesse achar em outro lugar qualquer, eu queria na verdade algo bem pessoal que, mais uma vez, falasse um pouco de mim. Daí que tive a ideia de fazer um DIY! Coloquei então em prática toda minha habilidade artística – que não é lá grande coisa – e voilá. Temos um porta canetas!

Além dos materiais aqui da imagem, acabei usando fita de cetim também, porque além de combinar com a colagem ela pode ser usada pra esconder a emenda entre os pedaços de papel da base.

DIY

Materiais

Já com o sulfite e a fita de cetim

Já com o sulfite e a fita de cetim

Voilá, ficou pronto!

Voilá, ficou pronto!

Explicação do DIY: Ó, não tem muito segredo. É só pegar um potinho (pode ser do que você quiser) e colar um pedaço de folha sulfite em toda sua volta. É legal medir bem antes pra não sobrar nenhuma rebarbinha de folha, já que dá um bom trabalho cortar reto depois. Passada essa primeira parte (usei cola bastão mesmo, mas isso depende de que material o potinho é feito), colei as fitas de cetim nas emendas. Se não tiver emendas, fica a critério de cada um colá-las ou não. Depois é só colar as imagens em cima do sulfite, dispondo da maneira que quiser e, feito isso, chega a parte mais complicada que é a de passar o papel contact. Tem que tomar cuidado mesmo porque depois que ele grudou uma vez, não tem volta, e é superfácil dele armar umas bolinhas de ar que depois não saem mais. Se você chegou até aqui e deu tudo certo, parabéns, haha!
Agora é só colocar o porta canetas no cantinho da sua preferência.

Decorando lindamente

Decorando lindamente

As próximas coisas que quero fazer demandam um pouco mais de tempo, mas virão com certeza aqui pro blog assim que ficarem prontas. Mas antes disso ainda volto aqui na categoria pra falar das revistas e sites que tenho visitado. Nunca imaginei que existissem tantos sites incríveis de decoração e DIY. Inspiradores até dizer chega!

Ah, me deem suas opiniões sobre esses detalhes que fiz no apartamento! To à procura de novas ideias e sugestões :)

Dicionário de sapatos – parte 1

Uma amiga muito querida, a Ju Bellotti, me enviou essa imagem faz uns dias e eu achei incrível a ideia desse painel (aqui tem o post onde originalmente ele foi publicado). Instantaneamente comecei a lembrar o quanto já cansei de escutar gente perguntando como chamava um sapato x e qual a diferença que tinha dele para um outro y. Eu mesma, vire e mexe, também fico super perdida com essas classificações – que né, às vezes são bem complicadinhas mesmo – porque são tantos tipo, modelos que parecem tão iguais, mas que ganham denominações diferentes, nomes novos pra sapatos que a gente já conhecia de outro jeito que nossa, dá canseira só de pensar. Portanto, além de postar a imagem aqui, quis fazer um resuminho de cada um dos tipos que aparecem nela. Se alguém discordar de algo ou quiser acrescentar alguma coisa, fique à vontade pra falar! E se gostar, bora comentar também haha.

E ah, vou dividir o post porque se não fica longo e cansativo demais, ok?
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Thigh high boots: são as botas de cano alto altíssimo. As mais comuns são mesmo as de salto fino, mas elas podem aparecer com saltos mais geométricos e até com saltos a la wedges boots. Convenhamos que elas não são os sapatos mais fáceis de se usar e, ao mesmo tempo que alongam as pernas, trazem toda a atenção pra essa região – e aí que mora o perigo.
Ps: quando uma bota dessas aparece, lembro instantaneamente das Spice Girls! Sou só eu? haha.

Knee high boots: elas ficam sempre abaixo do joelho e também são adeptas de um bom saltinho.

Wellington boots: as galochas! Eu acho elas bem práticas (alô dias chuvosos) e é possível encontrar modelos super girlies mesmo ela tendo essa pegada mais pesada, mais masculina.

Cowboy boots: são bem menores e tem um saltinho bem discreto. Quase sempre elas têm essa carinha mais étnica e são figurinhas fáceis em qualquer festival de música.

Ugg Boots: quentinhas até dizer chega, são aquelas botas que tem pelinhos por dentro. Desde a década de 60 elas eram muito usadas em países de clima bem frio, como a Austrália, mas hoje estão espalhadas pra todo canto.

Timberlands boots: elas sempre me pareceram uma mistura meio ‘grosseira’ entre bota e sapato. São ótimas pra esportes e caminhadas.

Gladiator boots: elas podem ser rasteirinhas assim como na imagem, mas também podem ter um saltão.
Ps: elas apareceram de formas e tamanhos bem diferentes no último desfile do Tufi Duek no SPFW.

Bondage Boots: até onde sei (me corrijam se eu estiver errada!) as bondage boots não precisam ser pequeninas assim. Um exemplo delas em versão cano altíssimo são essas daqui, by Tom Ford, e usadas por Anne Wathaway na premiére de Os Miseráveis.

Weedge botties: as da imagem são altíssimas, mas isso não é uma regra. Tem várias weedgge botties com plataformas mais médias, bem gostosas e fáceis de usar.

Dr Martens: pra quem gosta de punk, esse tá bem fácil. O Doc martens na verdade é uma marca de vestuário, acessórios e – claro – de sapatos, que ficou muito conhecida pela sua bota de mesmo nome. Tanto que quando se fala em Doc Marten é a tal da bota e não a marca aquilo que vem primeiro à cabeça. A bota sempre foi queridinha dos punks e grunges e tem um solado um pouco diferente dos sapatos tradicionais, com um amortecimento muito mais eficaz.

Chelsea boots: no inverno passado elas fizeram uma aparição tímida na estação, mas suficiente pra resgatar essa botinha do armário lá dos anos 60, onde ela era febre em Londres. Sempre de cano bem curto, o que a diferencia de uma bota pequena qualquer é essa lateral com elástico.

Crocs: apenas o sapato mais controverso de todos os tempos. Só dá pra amá-lo ou odiá-lo, assim mesmo sem meio termo. Eu sou assumidamente da segundo categoria, mas como a gente não tá aqui falando só sobre as minhas preferências haha vale dizer que elas são supeeer confortáveis (ah vá!) e que há uns três, quatro anos viraram uma febre mundial que ainda não acabou. #tristeza

Lita: por incrível que pareça a Lita é um bebê no mundo dos sapatos, com apenas três aninhos de vida. Ela tem esse salto mais quadradão mesmo e mistura ankle boot com meia pata de um jeito louco, porém lindo. Ah! E ela foi criada pela Jeffrey Campbell, uma marca californiana bem conhecida pelos sapatos mirabolantes que faz.

Gladiators: a versão da gladiators boots em sandálias ou rasteirinhas.

Clogs: outro grande encrenqueiro entre as mulheres, esses tamancos de madeira de origem holandesa vivem arrumando confusão entre quem os ama e quem os odeia. Eles são lá da década de 70, tiveram um suspiro de sobrevivência nos anos 90, e agora voltaram com tudo pras vitrines de sapato por causa do desfile de primavera 2010 da Chanel. Aqui no Brasil, antes disso, eles eram conhecidos como babouches (acho esse nome tão engraçado!).

Mules: é sempre uma confusão quando se fala delas! Perde-se a conta de quantas lojas online classificam clogs como mules ou usam o nome das coitadinhas em vão pra denominar uns sapatos aleatórios. Sério, gente, pesquisem e vejam do que eu to falando! A que aparece nessa imagem é uma versão mais moderninha que tem circulado por aí, mas as originais são essas daqui, como bem explica a querida Thereza do Fashionismo.

Slingbacks: tiveram sua primeira aparição lá na década de 30 e foram ganhando alguns detalhes com o passar dos anos. A maioria tem uma plataforma muito mais contida, alguns modelos deixam a pontinha dos pés aberta e a fivela, originalmente, não é regulável.

Continua…

And the Oscar goes to… #aquecimentoOscar

Chegou o grande dia! Vamos fazer nossas apostas e nos preparamos para a premiação – e também para o red carpet – com todas as comidas, bebidas, companhias e a torcida, claro, que a gente merece. Eu vou ver tudinho da premiação junto com os amigos e o namorado, mas ficarei dando meus pitacos lá pelo twitter (@paulinha_v). Quem quiser acompanhar, tá mais do que convidado.

Enquanto isso, pra quem perdeu a maratona #aquecimentoOscar aqui do blog ainda dá tempo de conferir o que rolou. Então, vamos lá…

Poster do 85° Oscar que relembra de uma maneira super original quais foram os vencedores (de acordo com o ano de lançamento) das edições passadas. E a última, quem será que irá ocupar? A gente fica sabendo essa noite :)

Poster do 85° Oscar que relembra de uma maneira super original quais foram os vencedores (de acordo com o ano de lançamento) das edições passadas. E a última posição quem será que irá ocupar? A gente fica sabendo essa noite!

O primeiro post falou sobre nada mais, nada menos que os melhores looks de red carpet. Na minha humilde opinião, é claro. Pra quem adora essa parte, – confesso que apesar de gostar, sou muito mais a hora da premiação – lá no instagram da Oficina de Estilo tão rolando umas postagens bem legais com os looks que mais fizeram até hoje nosso olho brilhar. Vale a pena conferir :)

Teve também um post sobre umas fotos tiradas de Audrey Hepburn e Grace Kelly nos bastidores do 28º Oscar. Deu até pra relembrar quando as duas ganharam por melhor atriz, e se emocionar um tanto sem fim com a reação que elas tiveram.

Já nos preparativos para o Oscar desse ano, teve esse texto aqui sobre os filmes que estão concorrendo na categoria de melhor figurino. Os comentários são bem pessoais, mas como esse ano consegui ver todos dessa categoria fiquei empolgada de meter meu bedelho e falar o que penso #souenxerida.

E por último, mas nem de longe menos importante, um post com as premiações que tiveram os discursos/reações mais legais. Vai de Halle Berry até Anna Paquin.

Então, é isso. Um bom Oscar pra todo mundo e que os nossas apostas vencem (to participando do bolão da editora e to empolgada hahaha).

Bisous!

A hora da premiação #aquecimentoOscar

Amanhã é o grande dia, mas antes mesmo da gente preparar o combo balde de pipoca + coca giga (ritual obrigatório!), vai aí mais um post do #aquecimentoOscar!

A deusa Meryl Streep foi indicada 17 vezes ao Oscar e ganhou como melhor atriz em "A Escolha de Sofia" e "A Dama de Ferro", e melhor atriz coadjuvante por "Kramer vs. Kramer"

A deusa Meryl Streep foi indicada 17 vezes ao Oscar e ganhou como melhor atriz por “A Escolha de Sofia” e “A Dama de Ferro”, e melhor atriz coadjuvante por “Kramer vs. Kramer”

Zapeando pelo youtube e vendo alguns discursos da premiação, achei vários que me emocionaram/surpreenderam tanto que me peguei mandando o link pro namorado e pras amigas também assistirem. E de todos eles, cinco são incríveis demais, seja pela reação da pessoa ao ser premiada ou pelo discurso já pronto na ponta da língua ou dito ali de supetão. Portanto, nada mais justo do que terminar essa série do Oscar com o melhor momento de todos: a premiação… tá dá!

Em 1973 Marlon Brando ganhou o Oscar de melhor ator por “O Poderoso Chefão”, mas nem se deu ao trabalho de comparecer na cerimônia. Na hora da entrega da estatueta, em seu lugar, uma mulher de tranças e pele bem morena subiu no palco pra fazer um dos discursos mais históricos do Oscar. Histórico mais pela polêmica que gerou na hora (reparem nas vaias que vieram antes dos aplausos polidos) e também porque depois descobriu-se que de índia, como ela se dizia, a mulher não tinha era nada.

“Meu nome é Shasheen Littlefeather, eu sou uma índia apache e estou aqui representando Marlon Brando que mandou dizer que não aceita o prêmio em sinal de protesto pela imagem falsa que o cinema e a televisão projetaram do índio norte-americano” (tradução-resumo da Folha de S. Paulo).

Em 1993 o filme “O Piano” foi saindo de mansinho da categoria de ‘filme desconhecido’ para ‘novo sucesso Hollywoodiano’ e de repente tava lá, entre os mais mais do ano. Na cerimônia de 1994 ele teve uma penca de indicações ao Oscar, incluindo melhor filme (quem levou foi a “Lista de Schindler”) e melhor atriz coadjuvante. Nessa categoria a indicada foi Anna Paquin, uma garota de apenas 11 anos de idade. E ela conseguiu! Se tornou a segunda menina mais jovem até hoje a levar uma estatueta pra casa. E essa reação espantada/fofa/tímida/nervosa dela é uma graça!

Não sou lá uma das maiores fãs de Halle Berry, mas né, é impossível não ficar emocionada com a reação e o discurso dela no Oscar de 2002. Ganhadora da estatueta de melhor atriz por “Monster’s Ball”, ela foi a primeira atriz negra a receber o prêmio. E Halle Berry agradeceu a um monte de gente pelo feito (fiquei verdadeiramente emocionada com os agradecimentos ao seu empresário, a mãe e ao marido), mas principalmente a “todas as mulheres negras, desconhecidas e anônimas que agora têm a chance, pois hoje esta porta foi aberta.”

Esse é um dos momentos mais memoráveis do Oscar porque a história que levou Ben Affleck e Matt Damon a ganhar essa estatueta, veio muito antes de tudo isso aí. Matt era um garotinho de 10 anos de idade quando conheceu Ben, um menino de oito anos de idade que se transformaria em seu melhor amigo, daqueles pra vida toda. Amigos na infância, na adolescência e na juventude, os dois compartilhavam de uma mesma paixão: o cinema. Juntos ou sozinhos começaram a fazer alguns pequenos papeis em longas americanos, até que em 1997 as coisas finalmente aconteceram. Depois de anos escrevendo “Gênio Indomável”, a Miramax Films topou transformá-lo em longa com a condição que de que Robin Williams estivesse no roteiro. Robin topou, Gus Van Sant foi o diretor e os dois amigos além de roteiristas interpretaram os dois melhores amigos da história. Já tava tudo muito lindo, mas ainda viria a cereja no topo do bolo: o filme foi um sucesso total e foi indicado a sete categorias no Oscar, conferindo uma estatueta pra Robin Williams como melhor ator coadjuvante (o único Oscar que ele já ganhou até hoje!) e a estatueta de melhor roteiro original para os melhores amigos, Mat e Ben. Daquelas histórias que não parecem verdade, mas são <3.

“Roberto!”

Roberto Benigni dirigiu e protagonizou “A Vida é Bela” (que eu não vi até hoje e me repreendo toda vez por isso), e ganhou o Oscar de melhor trilha sonora original, melhor filme estrangeiro e melhor ator, com direito à comemoração mais linda e espontânea – como ele mesmo parece ser – que alguém já viu na premiação. E diz se não é uma delícia sentir a torcida da plateia por ele, sentir que aquele prêmio era meio que compartilhado por todos, que aquela vibração e emoção eram tão importantes pra ele quanto pra quem assistia? Dá vontade de estar lá e bater palmas e gritar junto com todo mundo.

– Pra quem gostou do #aquecimentoOscar (to na torcida haha), eu já falei aqui sobre os melhores look do red carpet, aqui sobre uma foto que mostra Audrey Hepburn e Grace Kelly nos bastidores da premiação e aqui sobre os filmes que estão concorrendo a categoria de melhor figurino no Oscar desse ano.