Arrumando a arara de roupas

Sempre fui apaixonada por araras de roupas. Pra mim elas são um dos móveis que mais dão charme pro nosso quarto e ajudam a criar um cantinho que tem mais a nossa cara. Só que nessas de sempre colocar a arara como item da ‘wishlist de decoração’, e sempre aparecem outras coisas que tinham mais prioridade no momento, acabava que ela ficava sempre pra depois. Mas aí, no comecinho do mês, essa história de “mais tarde” acabou: ganhei uma arara e ela foi devidamente instalada no meu quarto.

Ontem a mala que tinha esquecido na minha cidade natal finalmente chegou aqui no apartamento e aproveitei para arrumar de vez a arara, colocando todas as roupas, acessórios e revistas nos seus devidos lugares. Antes fui pesquisar algumas dicas na internet de jeitos legais de fazer essa arrumação, mas no final das contas acabei seguindo uma única “regra”: fazer aquilo que a vontade mandasse haha. Ou seja, distribuí as roupas pela arara sem nenhuma ordem (nem de cor, nem tamanho, nem nada), mas em uma ordem que no final das contas faz total sentido pra mim e que na hora de eu me arrumar vai ser bem mais fácil pra visualizar o que tenho pra vestir. Ainda faltam mais cabides e muitas mais roupas pra pendurar (ela é enorme, cabe muita coisa!) e como pretendo comprar uns chapéus novos em breve, já sei onde eles serão guardados quando não estiverem passeando.

Pra mostrar por aqui a arrumação da arara de maneira mais bonitinha e organizada, resolvi gravar o passo a passo de tudo que foi colocado nela. Só dar play que é bem rapidinho!

Ps: um obrigada ao namorado mais incrível do universo que aceita minhas ideias loucas e ainda se joga comigo! Além de me ajudar a gravar, ele que editou esse vídeo fofo.

Detalhes da arrumação

Detalhes da arrumação

Mais alguns detalhes

Mais alguns detalhes

A Isa fez um post sobre araras dando dicas bacanas de lugares e valores pra quem quer comprar uma. Ah! E zapeando pela internet descobri que tem DIY também pra quem não tá afim de gastar, mas nem por isso quer deixar de ter a sua própria. Outra coisa bem legal é apostar em cabides diferentes. Por enquanto eu ainda to usando uns antigos que tinha guardado (sou ~excêntrica~ e tenho apenas um cabide azul no meio de um mar de preto, repararam? haha), mas quero comprar uns mais fofinhos, e vendo essa foto daqui de baixo, acho que já tenho meu escolhido…

Reparem na graça que são esses cabides!

Reparem na graça que são esses cabides!

E olha, agora posso dizer com propriedade: essa beleza toda das araras nas fotos fica ainda mais incrível dentro do nosso quarto. Podem acreditar!

Sophie, a mascotinha

Tinha contado lá na página do blog que em breve teria uma surpresa por aqui… Então, lá vai.

Agora o Little Blog tem uma mascote!

Bem vinda, Sophie!

 

E não é uma mascote qualquer! A Sophie é uma homenagem a uma gatinha que eu já tive e uma que eu “tenho” (não é minha, mas é como se fosse haha). e que vai aparecer de vez em quando aqui no blog sempre dialogando com os posts. Ela é obra da linda da Obe Dessa, essa amiga inestimável e que desenha como ninguém.

A Sophie gosta de risoto, tem uma queda tremenda por cupcakes, não cansa de se apaixonar por roupas, sapatos e perfumes, é super entendida de sétima arte e acredita que todo mundo deveria ler Capote, Caio F. Abreu e livros sobre psicanálise pelo menos uma vez na vida. E ah, claro, ela lê o Little Blog ;} haha

No fundo, tudo isso é uma brincadeira pra ter uma mascotinha que tenha a cara e o jeitinho desse espaço e que também seja uma “marca registrada” do blog, sempre trazendo mais beleza e leveza para os posts.

Espero (mesmo, mesmo) que vocês tenham gostado! Ela é uma fofura, não é? To completamente apaixonada.

Ps:  preciso agradecer mais uma vez a Obe por ter se empenhado tanto e feito um trabalho tão lindo. Obrigada mesmo, Obe! Você arrasou.

Links para toda hora #1

Sei que o feriado/final de semana praticamente já acabou, mas como ainda resta esse finzinho de domingo gelado (aqui pelo menos choveu e fez frio o dia todo), ainda dá tempo de ver um monte de link sensa que rolou na última semana.

  •  O GWS subiu um vídeo mega legal feito pelas meninas em parceria com a Glamour. Nele, a Nuta resgata uma tag que já virou marca registrada das meninas em outras edições do Fashion Rio: mostrar um conjunto de fotos, – todas com alguma ligação com moda – para o pessoal que transita por lá. Não importa se é jornalista, fotógrafo, estudante, segurança… A ideia é que todo mundo dê seus pitacos sobre o que aquela imagem representa. O resultado é, no mínimo, engraçadoMudando de assunto...
  • Não é link, mas é uma dica linda e inspiradora. Nesse último mês de maio, a Vanity Fair US recoloriu uma foto da musa Audrey Hepburn para estampar sua capa. E não é só isso: a revista tá recheada com imagens icônicas da atriz, – retiradas do livro “Audrey in Rome” – um texto que reconta um pouco da sua história e uma entrevista com seu filho, Luca Dotti. Vou confessar que eu chorei enquanto lia a entrevista e, uma frase em particular, fez meu coração ficar todo quentinho.

    “When asked in what way his mother remains most physically present in his life, Luca says, “Through scent.” (…) So there are certain scents, you know, a certain cake, or a flower, things like that. It’s not so physical, but it’s powerful. And every spring, especially here in Rome, you have this smell of orange blossom in the air. Spring is coming and it was her favorite season. It makes me think of her.”

    Em tradução livre: “Quando perguntado de que maneira sua mãe permanece mais fisicamente presente em sua vida, Luca diz: “Através do perfume.” (…) É que há determinados aromas, você sabe, um certo bolo, ou uma flor, coisas desse tipo. Não é tão físico, mas é poderoso. E, a cada primavera, especialmente aqui em Roma, você tem esse cheiro de flor de laranjeira no ar. A primavera está chegando e era a estação favorita dela. Isso me faz pensar nela.

    audrey
    Mudando de assunto...

O link de indicação agora vai para blog “Think Olga“. Ué, mas pra ele todo? Sim, pra ele todo haha. Eu descobri esse blog nem faz muito tempo, mas em pouco mais de um texto eu já tava admirada. Juliana de Faria, a jornalista que faz os textos que recheiam o “Think Olga” traz à tona um tema muito importante de ser discutido: a feminilidade nos dias de hoje. Vale ler cada texto e descobrir em cada cantinho uma nova inspiração, uma nova luta, uma nova felicidade em ser mulher.

Think Olga

Ilustração de http://www.lucy-e.com/

Mudando de assunto...

A querida Isabelly Lima tá fazendo um sorteio novo lá no “Refletindo Moda”. Apaixonada por livros que é, o prêmio escolhido é o “Madame Charme – Como viver à française”, livro da Jennifer L. Scott. É facinho de participar!Mudando de assunto...

  • Essa entrevista da T Magazine do New York Times é longa, mas vale muito a pena ler! Miuccia Prada é uma mulher surpreendente não só na moda, mas em todos os outros campos – da política a economia – onde ela decide intervir. Mudando de assunto...
  • O último link do dia é para o canal da Tatiana Feltrim, o Tiny Little Things. Acontece que como eu ando muito viciada em vlogs de resenhas – o da Melina do A series of serendipity, o da Pamela do Garota It, etc e etc – eu fiquei zapeando pelo youtube e acabei descobrindo a Tati. Descobrir é ótimo, né? A mulher tem mais de 30 mil seguidores haha. O que posso dizer é que a Tatiana é uma professora de inglês que devora livros, faz vídeos que vão muito além de resenhas – tem dicas pra aprimorar seu inglês, discussão sobre quem tem cacife pra falar sobre literatura – e tem uma desenvoltura e propriedade pra falar enormes. E o que eu mais gosto é que ela não se prende apenas a leituras contemporâneas, mas sempre resgata clássicos e livros que tão lá no nosso imaginário como difíceis de ler. Sério, vale muito o clique!

 

Então, é isso. Agora vou lá terminar de arrumar minha mala que logo mais pego estrada. Boa leitura pra vocês. Bisous ;}

Dicionário de sapatos – parte 3

A primeira parte deste post foi publicada aqui e a segunda aqui :}Dicionário de Sapatos

Cone heel: o nome dele, por si só, já dá uma boa pista do que vem por aí. Os cone heels nada mais são do aqueles sapatos que tem o salto em formato de cone, com a base mais larga em cima e a mais estreita embaixo. Agora, se o salto é padronizado, já não podemos dizer o mesmo das partes de cima, que podem vir em formato de oxford, scarpin, botas de cano médio, sandálias gladiadoras… Tá tudo liberado (ops!).

D’orsay: tradicionais e extremamente ladylike, eles são fechados na frente e no calcanhar, com uma abertura (mais ou menos larga, dependendo do modelo), entre esses dois extremos.

Ankle strap: as tiras são sua marca registrada, mas podem ser reguláveis ou não, caindo bem em diversos modelos. Mas, pelo bem dos nossos tornozelos, vamos lembrar que nossos pés devem estar muito bem presos não só nas tiras, mas também em todo o sapato. Já vi gente usando ankle strap e colocando todo o peso do corpo na tira enquanto o pé dançava no solado da sandália! Santa maria protetora das quedas tem que trabalhar muito nessas situação, gente, então vamos evitar o desgaste.

T-Strap: o t ali do começo da palavra tem um significado muito importante porque é exatamente o formato que a tira desse sapato faz. Como? Desse jeitinho aqui, com uma tira que dá a volta em todo o tornozelo e outra tira que sai do meio dessa e atravessa toda o pé até a parte da frente do sapato. Elas dão uma super segurança para o andar e, de quebra, ainda são mega sexys.

Open toe: são super controversos e, pra falar bem a verdade, eu sempre fico na dúvida quando um sapato é open toe ou peep toe. Dizem que a real diferença tá na parte da frente do calçado, já que os open toes deixam todos os dedos do pé à mostra, enquanto os peep toes são mais contidos e mostram apenas um pedacinho. Meio confuso, né?

Wedge: vamos dizer que a wedge é uma prima moderninha da anabela, tá? Ela aprendeu tudo com a prima mais velha, mas deixou de lado aquele jeitão de anos 90 e aqueles saltos de cortiça. Agora, as novas anabelas wedges tem couro, tachas, saltos poderosos e são de tombar qualquer um. No inverno são uma das opções mais incríveis pra esquentar os pezinhos – e sair daquela monotonia chamada botas.

Chunky heel: eles têm um lugar só deles no meu coração por um motivo muto importante… Esses saltos maravilhosos e grossos que dão toda uma firmeza pra andar e trazem um sexy appeal que eu amo. Apesar do salto ser sempre bem grosso, com uma base maior em cima e uma menor embaixo, há inúmeras variações na sua altura. Já no calçado propriamente dito, existem diversos modelos, mas eu gosto dos mais fechado ou dos abertos só com tiras grossas. Sempre tenho a impressão que partes de cima muito finas não ornam (haha ornar é uma palavrinha engraçada) muito legal com o peso e poder desse salto.

Jelly: um beijo, Melissa! Vai falar que quando a gente fala de Jellys, as Melissas não são os primeiros sapatos que vem à nossa cabeça? Mas vamos ser justos e lembrar que as jellys, na verdade, tem uma infinidade de marcas e modelos, com a característica-mor de serem feitas de plástico. Elas apareceram pela primeira vez lá na década de 80, mas ficaram cada vez mais moderninhas e, hoje, tendo como exemplo a própria Melissa, conseguiram sair daquele estigma de “sapato popular”.

Continua…

O girl power de Jessie J.

É fato: quando uma cantora me conquista, ela me conquista em maiúscula, sem meios termos.

Com Jessie J foi assim. Eu não conhecia muito do trabalho dela, – e quase nada do seu jeito – mas depois que comecei a assistir o The Voice UK, onde ela é mentora ao lado de Will.i.am, Tom Jones e Dany O’Donoghue, eu posso dizer que sou team Jessie pra sempre.

O girl power de Jessie J.

A carreira da Jessie J. é bem única. Pra começar que antes de ser essa cantora de sucesso que é, J. J. era compositora e escreveu várias músicas que outros artistas gravaram e viraram tops hits nas paradas da Inglaterra e do mundo todo. Pra vocês entenderem bem do que eu to falando, vamos voltar lá pra 2010 e para aquela música gruda-na-cabeça-e-nunca-mais-sai “Party in the USA” da Miley Cyrus. Pois bem, ela foi escrita por nossa Jessie em parceria com Dr. Luke. Tá bom pra vocês? E não foi só isso, ainda teve Justin Timberlake, Chris Brown, Christina Aguilera e mais um monte de artistas sensa que gravaram composições dela.

Quando ela finalmente assinou um contrato com uma gravadora, todo mundo descobriu que mais do que compor, Jessie tinha um vozeirão de tombar qualquer um. E sério, é um vozeirão mesmo.

O girl power de Jessie J.

A Jessie J passa uma imagem tão forte, tão de mulherão que às vezes até assusta as pessoas. Um dos episódios da segunda temporada do The Voice que eu mais apeguei, ainda nas Blind Auditions, foi quando a Jessie virou a cadeira dela pra um monte de cantoras e nenhuma, absolutamente nenhuma foi pro seu time! Ela ficou tão chateada que disse em alto e bom som “não entendo porquê as mulheres tem medo de mim”. E olha, eu comecei a reparar e é verdade. Não sei explicar o que acontece, mas a Jessie é tão forte, é tão segura de si (não é pra qualquer uma segurar esses looks, essa atitude, esse girl power) que parece que rola um certo receio. Não dá pra explicar se é medo de ser ofuscada, de não conseguir acompanhar o ritmo louco dela ou sei lá eu o quê, mas algo me diz que esse tipo de atitude a Jessie tem de enfrentar muito, não só em um programa de TV.

Smile!

E quanto mais eu conheço dessa garota, mais eu me apaixono. E não é só por Domino, Who’s laughing now? ou Price Tag, mas também porque Jessie é daquelas cantoras que vem com pacote completo. Os figurinos usados nos seus shows e mesmo as roupas  assim, na sua vida real, quando tá longe dos holofotes, são os mais coloridos, extravagantes e over possíveis. Pense em brilhos, bocas com glitter, perucas de todas os tons  de uma caixinha de lápis de cor e muitas fendas. Acrescente roupas justas (mas não vulgares!), litas estampadas nos pés, acessórios imensos e um jeito sexy-poderoso único. O espírito da Jessie vai bem por esse caminho.

Uma das coisas mais legais que ela já fez desde que começou a fazer sucesso, foi participar de uma ação da “Comic Relief”, entidade que luta contra a fome em países africanos. Se as doações para a entidade chegassem até os U$S 115 milhões, ela rasparia todo seu cabelo ao vivo, no palco do programa que tem o nome da instituição e que é transmitido pela BBC britânica. Dito e feito. Jessie perdeu os cabelos, mas não a beleza, nem a solidariedade e o carisma.

instagram.com/isthatjessiej‎

instagram.com/isthatjessiej‎

Jessie J. nasceu em Essex na Inglaterra, tem 25 anos, não bebe, não fuma, já teve um AVC aos 18 anos de idade (ela tem um fraco batimento cardíaco desde os 11), já foi backing vocal de Cyndi Lauper, é bissexual assumida, tem apenas um álbum lançado (de cabeça agora, contei 7 músicas do CD que ganharam clipe) e cantou no encerramento das Olimpíadas de Londres em 2012, coisa que né, tá longe de ser pra qualquer um. No dia 15 de setembro, já foi confirmada sua participação no Rock in Rio 2013. Sorte dos cariocas…

Mummy they call me names – Mamãe, eles me deram apelidos
They wouldn’t let me play – Eles não me deixavam jogar
I run home – Eu corro pra casa
Sit and cry almost everyday – Sento e choro quase todos os dias
Hey Jessica you look like an alien – Hey, Jessica, você parece um alien
With green skin – Com a pele verde
You look fit in this play then – Você não se encaixa nesse planeta
Oh they pull my hair – Oh, eles puxam o meu cabelo
They took away my chair – Eles arrastam a minha cadeira
I kept it in and pretend that I didn’t care – Eu guardei para mim e fingi que não me importava
But who’s laughing now? – Mas quem está rindo agora?
Who’s laughing now? – Quem está rindo agora?”
(Letra de Who’s laughing now? de Jessie J.)