TAG do Halloween

A Karol Pinheiro traduziu lá no canal dela uma tag de Halloween com 13 perguntas (claro!) sobre monstros, vilões, medos e até superstições, e como eu gosto demais de Halloween e não resisto a uma boa tag, tomei a liberdade de respondê-la aqui e deixar o convite pra todo mundo fazer o mesmo, independente da data já ter passado ou não. Festa legal não tem problema de estender um pouco a comemoração, não é mesmo? 😛

Ilustração por Iban Barrenetxea

1. O que você não gostaria de encontrar a noite em uma floresta?

Acho que pra começar eu não gostaria nem de estar a noite em uma floresta. Tanto lugar incrível e divertido (e nisso eu incluo o combo “minha cama mais Netflix”) e eu vou estar justo em uma floresta?! Mas se o caso for mesmo esse, acho que o que eu definitivamente não gostaria de encontrar é algum espírito maligno andando por aí. Zumbis, vampiros, bruxas ou qualquer outra coisa do tipo não seriam nem um pouco agradáveis também, é claro, mas acho que encontrar alguém do além mundo que definitivamente não tá aqui pra me fazer bem, me deixaria em um pânico tão grande que eu travaria, desmaiaria, morreria de medo antes mesmo de qualquer coisa acontecer.

2. Qual o seu monstro ou vilão preferido?

Existem vilões tão maravilhosos, com o perdão da palavra, que fica difícil escolher apenas um. Desde Jack Nicholson em O Iluminado, até o Coringa de Heath Ledger, passando pelo Alex de Laranja Mecânica e o Hades do desenho do Hércules, a lista é longa. Mas se eu tivesse que escolher apenas um vilão, ou no caso uma vilã para apontar como meu preferido, acho que acabaria ficando com Bellatrix Lestrange de Harry Potter.

Nos livros ela já tem uma personalidade tão forte, tão assustadoramente maluca, – mas ao mesmo tempo extremamente inteligente – que com a atuação da Helena Bonham Carter isso foi elevado a enésima potência! Ela é uma vilã completa, do tipo que te assusta e te envolve de uma tal maneira, que ainda que você não torça a seu favor, há um reconhecimento tácito do quão grande é a sua força e personalidade.

3. Qual foi a coisa mais assustadora que já aconteceu quando você estava sozinha?

Nem faz muito tempo assim, tomei o maior susto da vida quando saí do banho e descobri a janela do meu quarto aberta, sendo que eu lembrava de já tê-la fechado. O mais assustador é que a única maneira de abri-la seria mesmo por dentro, já que eu sempre fecho minha janela com uma tranquinha interna.

Depois de me convencer de que eu devia tê-la aberto e esquecido disso, fiquei verdadeiramente paralisada de medo quando no dia seguinte a mesma coisa aconteceu, sendo que eu tinha verificado a janela antes de entrar no banho. Fechei a janela, procurei por alguém escondido na casa toda e já tava com a certeza de que tinha um espírito dentro do meu quarto, quando vi que um dos meus gatos estava, – acreditem ou não – abrindo a janela com a patinha. Ele não só aprendeu a abrir a tranca, como esperava eu sair de perto pra poder ir passear belo e formoso na garagem.

Ilustração por Drazen Kozjan

4. Se te desafiarem a dormir em uma casa mal-assombrada, você toparia?

Jamais! Vejam bem, eu sou fissurada em filmes de terror, especialmente em histórias que envolvem casas do gênero, mas uma coisa é assistir uma história (que a gente torce pra ser fictícia) e uma outra bem diferente é virar protagonista de um conto do tipo. Tô passando bem longe disso, acreditem.

5. Você é supersticiosa?

Eu acho que não. Nunca liguei pra essa coisa de passar embaixo de escada ou de deixar chinelo com a sola pra cima. Já quebrei espelho, inclusive, e os últimos anos tem ido muito bem, obrigada. E nem vamos entrar no mérito de que gato preto dá azar, né, porque não apenas é horrível ficarem com a essa superstição boba com o pobre do bichinho, como ainda tem gente desalmada no mundo que chega a judiar do animal. Sério, é um absurdo sem tamanho, uma falta de sensibilidade, humanidade mesmo, que nem dá pra descrever.

6. Você acredita em universos paralelos?

Não que eu ache que nós estamos à merce de sermos invadidos a qualquer momento, seja por ~seres de outros planetas~ ou forças sobrenaturais, mas, ao mesmo tempo, acho que é muita, mas muita soberba mesmo da nossa parte acreditarmos que estamos sozinhos aqui, em um mundo tão gigantesco e complexo. A gente acha que sabe muito, mas o muito que a gente acha que sabe é tão minúsculo e tão cheio de incertezas, com respostas atribuídas a religiões e misticismos, que de fato não sabemos quase é nada.

Talvez no futuro as pessoas consigam descobrir mais concretamente coisas sobre outros universos e seres por aí, mas, por enquanto, ao menos pra essa nossa geração, o que ficam são um monte de dúvidas, perguntas não respondidas e um “mas e se” constante na nossa cabeça.

7. Você se assusta facilmente?

Muito! Sou do tipo que pula da cadeira, que o coração quase salta pela boca, que dá um grito de puro terror e que precisa parar uns segundinhos pra respirar quando alguém inventa de pregar uma peça.

8. Você iria a um cemitério à noite?

Acho que eu iria sim, desde que é claro houvesse um motivo minimamente plausível pra isso. Nem tenho tanto problemas assim com cemitérios, ainda que eles não sejam um lugar que eu goste de ir nem nada do tipo.

9. Você prefere ir a uma festa de Halloween vestida de monstro ou uma festa a fantasia vestida bonitinha?

Em festas de Halloween, fantasias dessas bem monstruosas são o que há de melhor. O problema é que, sendo bem sincera, eu nunca me esforço o suficiente pra fazer uma fantasia legal assim haha. Não sei fazer maquiagens mirabolantes, não tenho nenhuma roupa super assustadora e nem me acho tão criativa assim pra bolar algo do zero e fazer total handmade. Então acaba que quase sempre eu opto pelo mais básico e acabo indo numa mistura de “vou tentar surpreender um pouco” com roupa bonitinha.

10. Em um filme de terror você é a menina que morre primeiro, a sobrevivente ou a assassina?

Bem que eu queria dizer que sou a sobrevivente, aquela personagem bem fodona que enfrenta o assassino e de quebra ainda salva uns amigos. Mas a verdade é que muito provavelmente eu sou a menina que morre primeiro.

Eu não sei atirar, tenho quase nada de força nos braços e tenho um péssimo fôlego pra correr, ou seja, o tipo ideal pra aparecer nos cinco primeiro minutos do filme e terminar a carreira por aí mesmo.

11. Com quantos anos você assistiu seu primeiro filme de terror?

Pra ser sincera eu não lembro quantos anos eu tinha ou qual filme de terror assisti, mas se eu tivesse que chutar, diria que provavelmente foi algum filme do Tim Burton.

Eu tenho umas memórias muito antigas de filmes desse diretor, especialmente de Edward Mão de Tesoura (não à toa um dos meus longas preferidos da vida). E já imagino que você vá dizer que Edward não é um filme de terror propriamente dito, o que eu tenho que concordar, mas, ao mesmo tempo, se a gente for parar pra pensar, a história toda é tão macabra e o personagem é de uma peculiaridade tão grande, que seria natural que uma criança se assustasse com ele, assim, à primeira vista.

Mas eu sempre gostei de Edward, sempre achei ele uma figura que inspirava muito mais compaixão do que medo, muito mais coisas boas do que sustos. Acho que talvez por isso, filmes e personagens de terror tenham entrado de maneira tão tranquila na minha vida e me feito gostar tanto do gênero.

12 . Qual foi a primeira fantasia de Halloween que você usou na vida?

Se não me falha a memória, foi de bruxa em uma festa da escola. Nenhum figurino muito elaborado, é verdade (meu histórico de fantasias não muito mirabolantes vem de longe como vocês podem perceber), mas uma bruxinha que dava pro gasto.

13. Se você pudesse ter um animal de estimação de Halloween, qual seria: um gato preto, uma coruja, um morcego ou um lobo?

Ainda que eu ache lobinhos de uma fofura indescritível, – e esquecendo, é claro, toda a parte de que ele provavelmente me comeria – ainda assim eu escolheria um gato preto. Aliás, não só escolheria, como escolhi, já que eu tenho uma gatinha preta linda, toda pimposa e dorminhoca. E quando eu digo dorminhoca é dorminhoca mesmo, do tipo que fica o dia todo dormindo e só acorda pra comer. Aaahh, gatos <3

Enfim, como falei lá em cima, fiquem a vontade pra responder essas perguntas também e lembrem de aproveitar esse restinho de Dia das Bruxas pra comer doces (me enchi de caramelo hoje haha), pregar um susto em algum amigo ou ver um filme bem assustador.

Bisous, bisous e boa semana!

Wishlist de Halloween da Rose Wholesale

Halloween é uma das minhas datas preferidas do ano, e, por isso mesmo, não poderia ter ficado mais feliz do que quando fui convidada pela loja online Rose Wholesale pra fazer uma wishlist da sua promoção de Dia das Bruxas. ?

Essa promo deles tem desde peças básicas, até peças que beiram a fantasia e que podem servir de inspiração pra qualquer festa desse tema que você for.

Confesso que não foi fácil chegar a uma lista com 10 produtos finais, mas acabei optando por roupas e acessórios de decoração que têm a vibe trevosa que eu tanto amo no Halloween, mas que também podem ser usados em outras ocasiões. Então, aí vão eles!

Wishlist de Halloween da Rose Whosale

1. Casaco vermelho. (R$ 104,56) Já repararam como nos filmes de terror antigos, sempre tem alguém vestido com um casacão ou uma capa dessas bem impactantes? E faz sentido, porque acho que casacos além de chiques, são peças um tanto quanto misteriosas, dessas que fazem a gente sempre imaginar uma boa história por trás de si. Confessa apaixonada que sou pela peça, gostei em particular desse modelo por ter um corte mais reto do que o da maioria, ter só uma casa de botão (ainda que normalmente eu goste do efeito de muitos botões na parte frontal de roupas) e essa cor vinho tão, tão linda.

2. Suéter com ombro à mostra. (R$ 21,47) Gosto quando uma peça que tinha tudo pra ser muito parecida com qualquer outra, tem um charminho extra, um toque diferente do restante. E pra mim é exatamente isso o que acontece com esse suéter aqui. Branco, estampado com uma caveira grandona, com tecido bem levinho e fluido, o diferencial dele fica por conta da gola caída de um lado, que deixa um dos ombros à mostra.

Como a peça é bem focada em meia estação (o tecido parece ser bem leve mesmo), o recorte diferente da gola não fica estranho e dá pra imaginá-lo como uma terceira peça que a gente veste quando começa a bater um ventinho mais gelado.

3. Saia longa de tule plissada. (R$ 32,60) Acho que essa peça é a que de fato mais me inspira a pensar em looks para o Halloween. Ela tem volume e todo um drama característico das fantasias da data, mas acho que mesmo fora desse contexto eu consigo pensar em combinações em que a usaria. Não é fácil, eu sei, mas acho que uma das coisas mais legais da moda é mesmo essa parte de styling e da maravilha que podemos fazer com ele.

4. Sandália pink. (R$ 60,96) Não sei se todo mundo aqui sabe, mas eu sou bem baixinha. E ainda que eu não use tanto salto assim pra compensar a altura (ou a falta dela, no caso), de vez em quando me bate essa vontade de subir em um bom salto plataforma e arrasar por aí.

Esse daqui da foto é bem alto, mas tem o salto grosso – o que me deixa mais confortável e me inspira a ter mais segurança na hora de andar. Além disso, eu amei essa tira diagonal que não deixa a sandália tão óbvia e traz uma vibe ~impactante~ pro sapato. E ah, fica de aviso pra quem também o amou, que no site da Rose Wholesale dá pra encontrar esse mesmo modelo nas cores preto e nude.

5. Caveira decorativa. (R$ 66,43) Não é de agora que eu namoro uma dessas caveira, sonhando em colocá-la como decoração da minha cômoda ou da mesa do computador (apesar de achar que nessa última já tá ficando humanamente impossível caber alguma coisa).

Eu sempre gostei de caveiras, e acho que uma parte dessa influência vem de acompanhar o trabalho do Alexandre Herchcovitch, que sempre trabalhou esse símbolo na suas coleções.

Anyway, quem sabe agora é a hora de adquirir a minha.

6. Camiseta preta com asas. (R$ 27,00) Faz um tempinho, eu escrevi um post para o Johnny Tattoo Studio falando sobre camisetas longline, aquelas camisetas que são mais compridas do que o normal e que viraram uma febre no guarda-roupa masculino. Só que bem antes de virar tendência e delas desfilares um monte aí pelas ruas, eu já usava camiseta longline até não poder mais, já que adoro camisetas mais compridinhas assim.

Essa que escolhi pra wishlist atende não só esse requisito como também é preta (a cor que eu mais uso) e tem esse detalhe bem bonito das asas. Ou seja, outra roupa que eu usaria facilmente no meu dia a dia.

7. Almofada geométrica. (R$ 21,34) Essa almofada não tem muito erro, né? Ela combina fácil em qualquer canto da casa e acho que fica ainda mais bonita quando combinada com outras almofadas coloridas pra criar um contraste.

8. Saia rodada azul. (R$ 49,50) Sei que essa saia talvez assim à primeira vista não inspire muito um traje de Halloween, mas só quem já teve uma saia rodada sabe como essa peça pode ser versátil. E juro que isso não é balela! Eu sou apaixonada por saias amplas assim, bastante rodadas, que cabem bem em diferentes ocasiões.

9. Almofada verde de caveira. (R$ 25,49)Eu amei, amei essa almofada! É o tipo de peça que é claro que pode servir de decoração pras festas de outubro (ou de novembro de você for como eu e não se importar de estender um pouquinho as festas de Halloween), mas é um acessório que dá pra decorar qualquer canto da casa sem ficar com cara de “esqueceram de tirar a decoração da festa temática daqui”.

Já consigo até imaginar essa almofada na poltrona do meu futuro escritório.

10. Vestido preto com mangas de lantejoulas. (R$62,08)Eu fiquei tão, mas tão apaixonada por esse vestido! Eu amo vestidos “simples” que tem um detalhe forte como esse daqui (olhem essas mangas de lantejoulas que maravilhosas!). Além disso, posso me imaginar usando essa peça em tantas festas e ocasiões sociais diferentes, que mais do que uma roupa de Halloweeen, acho ele um super curinga para a arara de roupas.

Contem depois nos comentários quais peças do site vocês mais gostaram? Quero muito saber!

Muitos sustos e boas compras pra vocês!

Bisous, bisous

Os três jogos da vez

De vez em quando eu realmente me rendo ao universo dos jogos de videogame, passando por vários estágios de amor.

A primeira fase dessa paixão consiste em ficar completamente presa ao bendito jogo, não querendo levantar a bunda da cadeira enquanto não vejo o fim da história. A segunda já é um pouco menos autocentrada, digamos assim, e consiste em nada mais nada menos do que querer indicá-lo pra todo mundo que eu conheço, fazendo questão de explicar em detalhes porque aquele game realmente vale a pena.

No momento, três jogos têm despertado essa vontade em mim, o que fez com que inevitavelmente eu decidisse fazer esse post pra indicá-los. Quem tiver a curiosidade de jogar algum dos jogos mencionados aqui, conta depois nos comentários o que achou :)

Overcooked

Antes de apresentar Overcooked em detalhes, preciso contar para o mundo que, ainda que na vida real eu não cozinhe praticamente nada, nesse jogo aqui eu preparo sopas de cebola e tomate como ninguém, além de deliciosos sanduíches com variadas combinações. Então se eu consigo esse feito, amigos, acreditem, vocês também conseguem!

Dito isso, vamo ao propósito desse post: Overcooked é um jogo cooperativo onde você é um aspirante a chef de cozinha que precisa provar suas habilidades preparando pedidos feitos pelos fregueses. A cada nova fase, não só as cozinhas vão se tornando mais complicadas de se trabalhar, – desde ratos invadindo o lugar até cozinhas móveis onde você precisa transitar de um espaço para outro – como também os pedidos vão ficando mais complicados. E aqui você faz de tudo, desde o corte dos alimentos, até a fritura de carnes, a montagem dos pratos, as entregas e a limpeza das louças.

A história por trás de Overcooked, no entanto, vai um pouco além da cozinha. Ainda que isso não interfira na jogabilidade das fases, todas as provas pelas quais você e seus amigos passam têm por trás de si um objetivo maior: vocês voltaram no tempo, e através da culinária, têm a chance de salvar o mundo de ser destruído por um espaguete gigante.

Parece bizarro, eu sei, mas é tão divertido jogar Overcooked com o Diego e com mais alguns amigos que eu me sinto na obrigação de recomendar esse jogo pra todo mundo que está a procura de um game cooperativo divertido. E às vezes confuso, mas por isso mesmo ainda mais hilário.

E ah, ele têm o bônus de passadas as fases iniciais você poder jogar no modo versus, vendo quem dentre os seus amigos consegue cozinhar melhor e mais rápido no jogo.

Disponível para: Playstation 4, Xbox One e Microsoft Windows.

Keep talking and nobody explodes

Sim, Keep talkin and nobody explodes, como o próprio nome sugere, tem a ver com explosões, e conversas, e maneiras de não fazer tudo ir pelos ares.

Esse aqui também é um jogo de modo cooperativo (como disse lá em cima ando jogando muito com o Di e mais alguns amigos) só que diferente de Overcooked onde todos os cozinheiros têm os mesmos objetivos, em ‘Keep talking…’ os jogadores podem ter funções diferentes dento da história. Pra ser mais exata, apenas um dos participante fica em frente da tela do game, onde se vê em uma sala com uma bomba que precisa ser desarmada. Cabe a ele então descrevê-la da melhor maneira possível para os outros jogadores que devem descobrir como desativá-la tendo acesso apenas aos manuais do jogo.

Parece até fácil falando assim, mas acontece que para cada bomba ser desarmada, existem vários pequenos-grandes problemas que precisam ser solucionados. Um dos mais clássicos é o de cortar o fio da cor certa em um emaranhado de fios, mas existe ainda o de saber por qual caminho levar uma bolinha por um labirinto e mesmo o de descobrir qual a combinação exata de certas letras.

Tudo isso em um tempo máximo de cinco minutos, se não, é claro, a bomba explode.

Esse jogo é principalmente sobre não se desesperar, sobre ter foco e saber ser ágil. E eu busco tanto isso no meu dia a dia, que acho muito bem-vindo quando um game me estimula a ser mais assim.

Disponível para: Playstation 4, Android, Microsoft Windows, Macintosh

Framed

Além de ser de longe o jogo mais bonito e curioso dos três, Framed tem o mérito de ter sido indicado e ter ganhado uma quantidade respeitável de prêmios desde que foi lançado em 2014. Muito merecidamente, diga-se de passagem.

A ideia aqui é que você acompanhe uma história em quadrinhos onde os quadros podem ser trocados de lugar, fazendo com que novos rumos sejam dados à narrativa. Quando as fases começam a ficar mais complicadas, os quadros podem até ser rotacionados, o que torna a história ainda mais cheia de reviravoltas.

Desenvolvido por um estúdio australiano chamado Loveshack, sua missão ao longo da história é a de basicamente salvar o protagonista de ser pego pelo policiais, – esse não é o jogo mais politicamente correto do mundo, eu sei – enquanto ele atravessa prédios, trens e ruas mal-iluminadas com uma maleta misteriosa.

O jogo é uma delícia e a história vai ficando tão interessante que em pouco mais de uma hora já dá pra terminá-la. E ficar com a vontade de jogar uma continuação, que eu tô torcendo pra ser lançada muito em breve.

Disponível para: dispositivos móveis (Apple Store, Google Play e Amazon Apps).

E vocês, têm jogado o que ultimamente?

Bisous, bisous e boa semana!

Os cinco de agosto

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Instagram @paulinhav

Logo no comecinho do mês, eu e a Amanda Araújo nos reunimos para o primeiro encontro do Clube de Discussão de Gilmore Girls. Acompanhadas de bolo de abacaxi e café preto, nós discutimos sobre a primeira e a segunda temporada da série, e decidimos focar essa primeira conversa nas impressões que tivemos de Lorelai, Rory e cia, já que são essas duas primeiras temporadas as responsáveis por nos reapresentarem as personagens.

É muito curioso mesmo rever Gilmore Girls tantos anos depois. São muitas coisas que nunca havíamos reparado ou que na primeira vez que vimos tínhamos enxergado de uma maneira completamente oposta, acho que especialmente por estarmos em uma fase diferente das nossas vidas. Falamos sobre tudo isso nessa nossa primeira conversa, que inclusive já ganhou post aqui no blog.

E ah, nosso segundo encontro – onde iremos falar da terceira e da quarta temporada – já é semana que vem! Então se preparem, porque agora que já “conhecemos” cada uma das personagens, vamos focar mesmo na história e no que cada uma de nós vem achando dos episódios. Tô muito, muito ansiosa por essa conversa!!

Instagram @paulinhav

Faz bem mais de um ano que eu comprei o box de Percy Jackson e os Olimpianos, e, desde então, venho passando vários outros livros na frente dele com a desculpa de que pra dar conta dos cinco livros, teria que fazer uma maratona das boas. Dessas de parar e fazer ‘só isso’ da vida. O problema obviamente é que eu nunca tinha tempo pra fazer algo assim, o que me fez chegar a conclusão de que com tempo ou sem tempo, eu ia ter que dar um jeito na situação se quisesse conhecer essa história.

Em agosto então comecei “O Ladrão de Raios”, primeiro livro da série, e nesse momento já estou na metade do quarto, “A Batalha do Labirinto”, provando pra mim mesma que quando uma série realmente é boa, a gente dá um jeitinho de lê-la sem enrolar muito.

Tenho gostado tanto dos livros e criado uma identificação tão forte com as personagens, que a única coisa que de fato me arrependo é não ter lido o livro ainda adolescente. Tenho certeza de que ele teria sido muito importante na minha formação literária.

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A Carol Guido é uma dessas pessoas que eu sigo nas redes sociais já faz muitos e muitos anos, e alguém que eu passei a admirar ainda mais depois que ela postou uma série de textos lá no GWS chamados de “A viagem que mudou a minha vida”. Na época cheguei a mandar uma mensagem pra ela falando o quanto aqueles textos tinham me impactado, e acho que até hoje, por mais que eu nunca tenha morado fora do país, um pouco das coisas que estavam escritas naquele post só aumentaram ainda mais esse meu amor por viagens, e por conhecer novos lugares e pessoas.

Bom, mas aonde mesmo eu queria chegar nisso tudo é que hoje em dia a Carol mora em Londres (acompanhem ela lá no snap @guidocarol pra verem várias coisas maneiras da cidade!) e no mês de agosto ela teve a brilhante ideia de mandar um postal da cidade pra todo mundo do twitter que quisesse. O resultado foi que eu e outras várias pessoas sortudas (e ligadas no twitter haha) ganhamos um cartão londrino muito gracinha, com mensagens especiais escritas pela Carol pra cada um.

O cartão é a coisa mais lindinha e agora fica guardado numa gaveta cheia de outras coisas legais e especiais pra mim :)

Instagram @paulinhav

Eu não sei se eu já contei isso aqui, mas desde que Pokémon Go foi lançado no Brasil eu ando irremediavelmente apaixonada pelo jogo. Durante a semana fica um pouco complicado dar continuidade a minha jornada para ser a maior treinadora Pokémon de todas os tempos (a não ser é claro que apareça um Jigglypuff perto de onde eu tô almoçando ou enquanto eu fico esperando no ponto de ônibus), mas nos finais de semana sempre tiro uma meia horinha pra ir até a praça ou o bosque ou qualquer outro lugar em que eu possa me divertir um pouco aumentando minha pokédex. E isso vale tanto pra Bauru quanto pra Leme, como bem prova a foto daqui de cima, quando fui no lago municipal caminhar e jogar um pouco também.

Instagram @paulinhav

Sei que eu já escrevi sobre livros aqui nesse post, mas eu precisava muito falar sobre “A vida invisível de Eurídice Gusmão” da Martha Batalha antes do colocar o último ponto final nesse texto.

Eu tô com esse projeto pessoal de ler mais autores nacionais contemporâneos, ainda que eu faça isso aos poucos, conhecendo um pouquinho aqui de um e um pouquinho ali de outro. Acho importante fazer isso. Acho importante valorizar brasileiros desta geração que escrevem bem, que têm coisas importantes pra falar, que têm histórias verdadeiras pra contar. A gente reclama tanto dos problemas do mercado editoral, como a desvalorização de autores, o valor abusivo dos livros, a falta de espaço para alguns gêneros, e aí quando podemos fazer alguma coisa mesmo pra mudar isso, como ler mais autores brasileiros atuais, acabamos não fazendo.

E esse livro aqui é a prova viva de que existem coisas muitas boas sendo produzidas no país. “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” é um livro sobre mulheres que tiveram suas vidas pautadas e anuladas em função de outras pessoas, de valores sociais distorcidos e de um monte de convenções opressoras. E ainda que ele se passe na Rio de Janeiro dos anos 40, ele continua ainda assim muito atual e importante. Portanto só posso dizer o seguinte:  façam esse favor a vocês mesmos e leiam esse livro :)

Bisous, bisous e bom final de semana!

As mulheres do verão 2017 da Tory Burch

Na última quinta-feira a New Yok Fashion Week encerrou seus desfiles de verão 2017 com uma apresentação comentadíssima de Marc Jacobs, que fez uma coleção inspirada na cena clubber dos anos 90. A beleza e bom trabalho do desfile são incostentáveis, e nessa matéria aqui do FFW dá pra conferir quais foram os pontos-chaves dessa apresentação tão falada.

Só que nessa temporada americana, ainda que eu tenha ficado encantada com a apresentação de Marc Jacobs – e de Jason Wu, Rodarte e outros nomes dos quais sempre falo aqui no blog – o desfile que mais me chamou a atenção foi mesmo o da estilista Tory Burch, que criou uma coleção que começa inspirada no estilo de vida mais formal e corrido da costa leste dos EUA e, como se estivéssemos em uma viagem bem gostosa, desemboca no clima mais descolado e relax da costa oeste.

Ainda que a mudança de região seja feita de forma gradual nos looks apresentados, ficam bem evidentes as influências de que a estilsta se valeu pra traduzir o clima e o lifestyle desses lugares.

O estilo preppy dos colégios norte-americanos, por exemplo, aparece de um jeito bem sutil e bem belo no começo da coleção, com os casaquinhos de colégio, os sapatos com saltos baixos e os laçarotes. Eles aparecem como se fossem detalhes de uma roupa mais formal, mais elaborada, feita mesmo para uma mulher que tem uma vida profissional e social agitadas.

Além disso, ainda nessa primeira fase do desfile, – quando a história contada ainda transita por New York, Filadélfia e os outros estados da costa leste – afora as estampas e tecidos lindos, o que mais me chamou atenção foi a forma como todos esses elementos foram combinados na passarela. Mais até do que peças bem feitas, com ótimos cortes e caimentos, o acerto dessa coleção é a inteligência do styling, do jeito criativo de mostrar como é possível usar as roupas de diferentes maneiras.

Quando a costa oeste começa a surgir na passarela, parece até que uma brisa mais suave vem anunciando a sua chegada.

É bastante profissional e bonito o jeito como a elegância da primeira parte do desfile continua presente, mas agora em um clima mais boho, mais descontraído, mais leve. Saem as estampas navys e xadrezes, e entram os motivos geométricos.

Ainda que o colorido e a descontração sejam os dois grandes símbolos dessa nova mulher da coleção, o que ganhou mais minha atenção nessa parte foi a esperteza que alguns detalhes trouxeram para os looks, como os sapatos desenhados (que parecem ser de camurça) e os colares de pérolas enormes, que poderiam até parecer deslocados, mas que fazem sentido quando inseridos na proposta das peças.

Nessa “brincadeira” de mostrar em uma mesmo desfile dois estilos quase que opostos, indo de uma mulher mais formal para uma mulher mais relax, o que a estilista Tory Burch faz é unir o melhor de dois mundos, numa forma um tanto quanto estratégica de atingir não apenas diferentes tipos de mulheres, mas também de agradar a uma mesma mulher em momento diferentes do seu dia.

As estampas e as peças lindas continuam lá, mas além de contarem uma história que funciona de um jeito muito legal na passarela, elas abrem um leque bastante interessante para as vendas da marca. Não à toa, Tory Burch é uma verdadeira business woman, que foi além do mundo da moda e, desde 2013, vem expandindo seus negócios também para o mundo da beleza, com perfume, maquiagens, cosméticos e muito mais. A estilista, aliás, figurou na lista da Forbes desse ano como uma das 50 mulheres mais ricas e bem-sucedidas dos EUA.

Alguém, definitivamente, pra ficar – ainda mais – de olho.