As histórias que vou levar de Buenos Aires

14 de março, 10h40.

Faltava menos de meia hora para o nosso voo para Buenos Aires decolar, quando abri meu facebook e pulou na tela um daqueles “veja esta lembrança de dois anos atrás”. A imagem era da plataforma 9 ¾ em King’s Cross, o primeiro lugar que eu e o Diego visitamos assim que chegamos em Londres, lá em 2015. Aquela não tinha sido nossa primeira viagem juntos, é verdade, mas havia sido muito especial, não só porque Londres é uma cidade por si só mágica, mas também porque de lá seguimos para Paris – o lugar que eu mais tinha vontade de conhecer no mundo todo.

Sentada naquela sala de aeroporto dois anos depois e vendo aquela lembrança pela tela do celular, não é como se eu tivesse esquecido daqueles dias. Ao contrário: a viagem que fiz em 2015 foi uma das mais transformadoras da minha vida. Mas o curioso era que eu simplesmente não tinha me tocado até ali da coincidência das datas: exatamente dois anos depois de desembarcarmos em Londres, estávamos viajando juntos de novo, só que agora para um outro destino.

Instagram @paulinhav

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Buenos Aires era uma cidade que eu queria conhecer já fazia muito tempo, especialmente pela quantidade de amigos que já tinham ido pra lá e só tinham dito coisas maravilhosas do lugar. E, claro, tinha a questão de lá ser a terra da Mafalda, a garotinha inteligente, politizada e maravilhosa criado pelo cartunista Quino que sempre foi uma inspiração pra mim. Portanto, quando no comecinho desse ano resolvemos definir para onde íamos viajar nas férias, foi muito natural que a gente escolhesse BA como nosso destino.

No dia 14 então, quando desembarcamos na Argentina, fazia uma tarde de clima maravilhoso, com um ventinho gelado soprando nas ruas e fazendo todo mundo tirar os casaquinhos do armário. Já de cara tivemos uma impressão muito boa da cidade, especialmente porque dessa vez não ficamos em hotel, e sim hospedados no apartamento de um argentino, e a recepção que o pai dele fez foi tão acolhedora que eu senti como se aquele fosse um prenúncio do que estava por vir.

Naquele mesmo dia, saímos pra conhecer os arredores do apartamento e demos um pulinho na área do Centro Cultural Recoleta, que estava cheia de gente sentada no gramado, fazendo piquenique, jogando conversa fora e olhando o pôr-do-sol. É impressionante, aliás, a quantidade de áreas verdes espalhadas pela cidade. Parece que em todo canto que você vai sempre têm praças, gramados e jardins, e os argentinos aproveitam cada pedacinho desses espaços públicos pra se encontrarem com os amigos, pra marcarem encontros, pra passarem um tempo com a família.

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Nesse mesmo dia conhecemos também o El Ateneo, uma livraria construída dentro de um antigo teatro, considerada pelo The Guardian a segunda livraria mais linda do mundo! Lá, além das estantes com livros espalhadas pelos diversos andares do teatro, no palco, junto a um velho piano, funciona uma cafeteria que obviamente a gente fez questão de visitar e experimentar um pouco do cardápio (vai ter um post só sobre as comidas da viagem haha, então vou evitar falar disso aqui hoje).

Além disso, ali pertinho conhecemos também a Bond Street, uma versão portenha da Galeria do Rock. Tudo ali é voltado para a cultura underground, como as lojas de piercings e tatuagens, os grafites das paredes e até a forma como o local foi planejado, cheio de escadas em uma “desorganização” planejada.

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Nos dias que se seguiram, aproveitamos pra conhecer alguns dos lugares que já tínhamos lido a respeito e estávamos loucos pra ver de perto, como o Caminito, cheio de casinhas coloridas e muita, muita gente mesmo; a Casa Rosada, sede da presidência da República Argentina; O Rosedal de Palermo, um jardim de rosas que parece saído de dentro de um filme; o Jardim Botânico Carlos Thays, que traz uma paz pra dentro da gente indescritível; toda a região do Puerto Madero, que é um absurdo de linda, especialmente pela arquitetura moderna que fica no seu entorno; a estátua da Mafalda (acompanhada dos seus fieis amigos Susanita e Manolito) e a Fragata Sarmiento, o primeiro barco que eu entrei na minha vida!

E assim como em outras viagens que fizemos onde visitamos uma quantidade razoável de museus (Diego divide comigo essa pira louca pelo acervo desses lugares), em Buenos Aires visitamos O Museu Nacional de Belas Artes e o Museu de Arte Latino-Americana, onde vimos o quadro O Abaporu da Tarsila do Amaral. Coisa que pra mim foi bem emocionante mesmo, já que cresci escutando minha mãe, professora de Artes, falar desse quadro, de Tarsila e de toda a sua turma de 1922.

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Só que mais até do esses lugares que conhecemos da cidade, na maioria bem famosos e conhecidos por serem ponto turísticos, a gente também procurou se deixar levar muitas vezes. Se perder um pouco pelo caminho. Parar pra ver o movimento das praças, acompanhar os pais deixando as crianças na escolinha do lado do apartamento, parar nas bancas de revistas e conhecer um pouco do que os argentinos consomem de notícias e entretenimento.

E um monte de coisa não tão importantes assim à primeira vista, mas que tornaram essa viagem ainda mais linda, foram surgindo por causa disso. Como ficar um tanto quanto emocionada ao ver um senhorzinho de terno e gravata, perdido em pensamentos, jantando sozinho e escutando tango no fundo de um restaurante na Recoleta. Como se divertir dentro do supermercado conhecendo marcas argentinas e comprando coisinhas para jantarmos no apartamento. Como sair de madrugada bêbada do restaurante em Puerto Madero e de mãos dadas com o Diego sentir aquela brisa vindo das águas geladas do lugar. Como dispensar táxis e ubers e fazer quase que tudo a pé, conhecendo diferentes cantos da cidade.

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Na volta pra casa só conseguia pensar em quanta coisa boa levei comigo dessa cidade. Não só em fotos, mas no conhecimento, na memória e no coração.

Um monte de histórias que Buenos Aires me proporcionou e que nunca vou esquecer.

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Beijos, com saudade.

Emma Watson na Vanity Fair de março

Já faz mais de um ano desde que Emma Watson anunciou uma espécie de recesso de Hollywood. Na época, quando questionada sobre esse afastamento, Emma foi bem enfática sobre o quanto precisava desse período para se dedicar a uma outra grande prioridade da sua vida: a causa feminista.

Embaixadora pela boa vontade da ONU Mulheres, Emma esteve nesse tempo divulgando pelos quatro cantos do mundo o projeto HeForShe, uma campanha internacional do órgão que busca a igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Com um discurso muito belo, forte e corajoso, – e que ela fez questão de levar para a sua vida pública, fosse em suas redes sociais ou mesmo nas aparições que fazia – Emma mostrou um outro lado de si que muitas das pessoas que apenas a conheciam como “a garotinha de Harry Potter”, jamais imaginariam.

Terminado esse um ano, e sem colocar de lado, é claro, tudo que foi conquistado nesse período, a atriz decidiu voltar aos cinemas. E voltar em grande estilo, é importante dizer, já que Emma é a protagonista do live-action de A Bela e A Fera, um dos filmes mais comentados pela imprensa nos últimos tempos.

O longa estreia esse mês e se já não bastasse eu estar muito, muito ansiosa pra ver Emma como protagonista do meu filme preferido da Disney dos anos 90, a atriz ainda me deixou mais empolgada ao aparecer na capa e no recheio da Vanity Fair desse mês falando sobre o longa, sobre seu relacionamento com os fãs, sobre intimidade e, claro, sobre feminismo.

A entrevista na íntegra tá aqui pra quem quiser dar uma olhadinha e eu arriscaria dizer que se você não tem opinião formada sobre a atriz, vai passar a gostar muito mais dela e a entender bem melhor as ações que ela tomou nos últimos anos em relação a sua carreira e a sua vida pessoal.

Além disso, as fotos estão incríveis e tem aquele quê artístico e maravilhosamente maluco do Tim Walker, um fotógrafo que sempre extrapola o mundo real e faz de cada imagem que fotografa um sonho, um acontecimento onírico.

Uma coisa curiosa desse ensaio é que uma de suas fotos gerou uma pequena polêmica no Twitter, trazendo ainda mais à tona a importância de se debater o poder de escolha que nós, mulheres, temos sobre o nosso corpo.

Tudo porque em uma das fotos daqui de baixo, Emma usou apenas um bolero sobre os ombros, deixando parte dos seios à mostra. Isso bastou pra que algumas pessoas começassem a criticar a atriz, apontando a imagem como uma atitude hipócrita vinda de alguém que defende o feminismo.

Bizarro, eu sei.

Só que em tempos assim, onde movimentos sociais tão necessários de existirem ganham distorções absurdas, nossa eterna Hermione Granger soube ser simples e muito sábia na sua resposta “Isso sempre me mostra quantos equívocos e mal-entendidos existem sobre o que é o feminismo. Feminismo significa dar escolhas às mulheres. Feminismo não é um bastão que você usa para bater em outras mulheres. É sobre liberdade, libertação, igualdade. Realmente não sei o que os meus seios têm a ver com isso.”

Emma Watson na Vanity Fair de março

Emma Watson na Vanity Fair de março

Emma Watson na Vanity Fair de março

Emma Watson na Vanity Fair de março

Emma Watson na Vanity Fair de março

E pra quem terminou de ver essas imagens e, assim como eu, acha que tá pouco de Emma Watson, pode mandar mais, fica a dica pra acompanhar o novo perfil que a atriz criou no Instagram pra mostrar os looks que ela têm usado na divulgação de A Bela e a Fera. A ideia é falar sobre os estilistas que estão por trás de cada peça e, assim, ajudar a divulgar o trabalho de pessoas quer possuem um trabalho eco-friendly, e acreditam na sustentabilidade e no comércio justo.

Ou seja, como não amar essa mulher?

Bisous, bisous

Meryl Streep e o Oscar #aquecimentoOscar

São 67 anos de vida e 40 anos desde que Meryl Streep estreou em seu primeiro filme. E pode até soar estranho e frio se prender a números quando estamos falando da carreira de uma atriz que já disse e continua a dizer tanto em suas atuações,  mas a verdade é que são eles quem nos ajudam a ter uma dimensão do que é essa história.

Pra começar que são 20 indicações ao Oscar e 29 ao Globo de Ouro (!), além de uma premiação em Cannes, duas no Emmy, duas no BAFTA e uma no Festival de Berlim. E não é só isso. Meryl recebeu ainda uma Medalha Presidencial da Liberdade – título que é considerado a mais alta condecoração civil dos Estados Unidos!

Meryl Streep

A primeira indicação de Meryl ao Oscar foi em 1979, como atriz coadjuvante pelo filme O franco Atirador. Só que já nessa época ela não era uma completa desconhecida do público. Além de ter atuado muito no teatro, inclusive em grandes produções da Broadway, Meryl havia estrelado a minissérie Holocausto, que havia tido um sucesso enorme de audiência e lhe rendido um Emmy de melhor atriz.

Foi assim que ela passou a se tornar uma figurinha carimbada nas premiações de Hollywood, especialmente porque em uma indústria tão complicada quanto essa, ela já chamava atenção pelo talento fora do comum. E assim sendo, o que não faltaram foram papeis difíceis – e extremamente elogiados pela crítica – que passaram a se suceder em uma velocidade chocante na sua carreira.

Ela foi uma mãe que lutava pela guarda de seu filho em “Kramer vs Kramer”, assim como uma pacata dona de casa vivendo um romance extraconjugal em “As Pontes de Madison”. Foi também uma professora de violino em “Música do Coração” e a temida editora da revista de moda Runway em “O Diabo Veste Prada”. Se transformou em Julia Child – a famosa autora de livros de culinária e apresentadora de TV – no filme “Julie & Julia”, e foi ainda uma socialite que sonhava obstinadamente em ser uma cantora de ópera (sem, no entanto, ter talento para isso) em sua mais recente indicação ao Oscar, em o longa “Florence – Quem é essa mulher?”.

As 20 indicações de Meryl Streep ao Oscar

Sempre colocando sua vida pessoal longe do olhar da imprensa, Meryl depositou toda a atenção dos fãs, de Hollywood e obviamente da crítica especializada nos trabalhos que fazia. E, muitas vezes, utilizou desse espaço que tinha para apoiar ou mesmo levantar questões importantes dentro e fora da indústria cinematográfica.

No último Globo de Ouro, por exemplo, quando recebeu uma homenagem na premiação, fez um discurso emocionante condenando as recentes medidas tomadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu deportar milhões de imigrantes. Além disso, em 2015, durante o discurso de Patricia Arquette no Oscar pedindo igualdade salarial para homens e mulheres, Meryl foi uma das primeiras a ficar de pé e gritar em apoio a colega de profissão.

Foi ela também uma das atrizes a participar de uma campanha em 2016 contra (novamente) Donald Trump, em oposição a comentários sexistas que o até então candidato à presidência havia falado. E foi a atriz também quem não teve medo de durante uma renomada premiação cinematográfica em 2014, relembrar os perigos de se “endeusar” certas figuras do cinema como Walt Disney, que a despeito de todo o trabalho que realizou, teve sua carreira marcada por episódios racistas e misóginos.

Meryl Streep no Oscar

Meryl recebendo a estatueta por Kramer vs Kramer em 1980

Considerada uma atriz que “começou tarde” na carreira, Meryl se tornou uma lenda viva no cinema. O recorde de indicações ao Oscar pertence a ela, que só não tem o maior número de estatuetas da premiação porque fica atrás da igualmente maravilhosa Katherine Hepburn – que ganhou 4 vezes enquanto Meryl “apenas” ganhou três.

Com um dos currículos mais respeitados da área, a atriz estará mais uma vez concorrendo ao Oscar desse ano como melhor atriz. Ela não é apontada como favorita para levar o prêmio pra casa, mas continua a fazer de seu nome uma presença constante no cinema e nas premiações da área, não importa quanto tempo passe ou quantas outras atrizes apareçam e (ainda bem) façam muito sucesso nas telonas.

Tudo porque, acredito eu, certos brilhos e um talento de verdade realmente nunca se apagam.

Beijos e até amanhã com mais #aquecimentoOscar!

There is too much love to go around these days

{para escutar durante o post} ?

Fevereiro já vai quase pela metade, mas o primeiro shooting de 2017 finalmente aconteceu.

No último domingo, depois de ter dormido quase nada porque fui em uma festa de drag queens no sábado (sim, de drag queens <3), eu e a Ari aproveitamos o sol da manhã para irmos fotografar. E deixando a modéstia de lado, preciso contar que eu amei as fotos e fiquei bem feliz do primeiro ensaio de 2017 ter acontecido assim: ao som dessa música, numa manhã de sol, rodeada de ar puro e com esse balão tão bonitinho, que ainda tá cheio e enfeitando o quarto ao lado.

Espero que vocês curtam as fotos tanto quanto eu :)

Beijos e até logo mais.

Desbravando São Paulo #6

Aproveitando que no último dia 25 de janeiro foi aniversário de São Paulo e que na última vez que estive por lá conheci alguns lugares muito incríveis, resolvi fazer o Desbravando São Paulo #6 aqui no blog,  com lugares pra comer, passear e ter bons com momentos com os amigos.

Pra quem quiser ver outros posts que já rolaram com indicações de lugares pra visitar em São Paulo, é só clicar aqui.

E ah, contem depois nos comentários quais desses lugares vocês conhecem ou quais ficaram com vontade de conhecer, e me indiquem lugares legais pra ir também! Vou colocar na lista pra minha próxima visita.

Foto do site oficial do restaurante

Foto do site oficial do restaurante

O Consulado Mineiro tem diversas unidades espalhadas por São Paulo, mas a que eu fui, acompanhado da Babi, do Lucas e da Naína, fica em frente a feirinha da Benedito Calixto. Foi lá inclusive onde ficamos enrolando enquanto não chegava nossa vez de entrar no restaurante, já que fomos almoçar tarde e pegamos uma senhora fila pra entrar. Parece, aliás, ser meio comum esse movimento todo no lugar, o que faz com que o pessoal fique esperando a sua vez ali na rua bebendo, em um ambiente bem leve e descontraído.

Almoçamos em uma das mesas lá de dentro e os pratos deles são super fartos, tipicamente mineiros e muito, muito gordos. Sabe comida de vó que você não consegue parar enquanto não vê o fundo da panela? Bem isso!

Achei um lugar muito gostoso pra ir almoçar em um final de semana quando você não tá preocupada com o tempo ou com alguns quilos a mais na balança. Nós que estávamos em quatro dividimos dois pratos, ficamos mega satisfeitos e o valor pra cada um foi bem justo diante da qualidade e quantidade de comida que foi servida.

Consulado Mineiro
Praça Benedito Calixto, 74
Site do Consulado Mineiro

Foto do instagram da sorveteria, o @fridaemina

O Frida & Mina é uma sorveteria supercharmosa ali em Pinheiros, toda pequenininha e delicada, com sorvetes que tem um sabor irresistível.  Todos os sabores (e as casquinhas!) são feitos artesanalmente lá na própria sorveteria, com produtos naturais e frescos. O mais legal disso tudo é que como o espaço de produção deles é de vidro, você consegue ver tudo isso sendo feito enquanto escolhe o que vai saborear. E que sabor, meus amigos! Os sorvetes de lá são super diferentes e deliciosos. Indico fortemente o crocante de macadâmia (que eu pedi uma bola e não queria que terminasse nunca mais), mas chutaria dizer que vale a pena voltar muitas vezes lá e experimentar um pouquinho de todos.

Tenho que admitir que não é um sorvete barato. Mas, ainda assim, acaba valendo a pena pelo sabor e texturas diferentes, qualidade da produção e pela casquinha que é puro amor.

Frida & Mina
R. Artur de Azevedo, 1147 – Pinheiros
Site da Frida & Mina

Foto do meu instagram @paulinhav

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É muito difícil dizer em poucas palavras porque vale a pena visitar o bairro da Liberdade, já que ele é tão grande e tem tantos lugares – dos mais famosos até os mais escondidinhos – que merecem ser conhecidos. Babi já me levou em alguns desses lugares em uma outra visita que fiz na cidade, mas nessa última vez passeamos por lá despretensiosamente, fizemos compra em um mercadinho da região e admiramos as tão famosas lanternas das suas ruas.

E isso é uma das coisas mais gostosas de lá: não são apenas os restaurantes, lojinhas ou insira aqui seu lugar preferido que tem na Liberdade que são legais. O bairro, por si só, é cheio de vida, de pequenas feirinhas nas calçadas, de decorações diferentes e coloridas, de pessoas falando alto e se apinhando pra andar em um lugar que tem ritmo próprio.

Acho que é uma parte de São Paulo muito intensa e muito diferente de todo o resto, que merece ganhar um pouco do nosso tempo pra ser conhecida melhor, mesmo que sem um destino certo. Se deixa levar.

Foto do meu instagram @paulinhav

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A Beth é um potinho de amor em forma de padaria. Só assim pra explicar pra vocês as comidas e bebidas deliciosas que eles fazem nesse lugar, que é super pequenininho e fica numa ruinha charmosa ali na Vila Mariana. Eles têm uma produção de pães artesanais sem conservantes, e absolutamente tudo que tem lá pra comer é tão natural e te enche de amor a cada mordida que fica impossível não querer voltar muitas vezes.

Fui lá em um domingo pra experimentar o cardápio de brunch e tava tudo muito delicioso e cheio de gente (tão cheio que muitas pessoas ficavam sentadas na calçada mesmo porque o lugar é pequeno e tem pouquíssimas cadeiras). No dia anterior havia tido um evento especial deles com o tema de Gilmore Girls (!) e ainda tinham adesivos sobrando pras pessoas escolherem se eram team Logan, team Jess ou team Dean. Como não amar?

Portanto, visitem, comam, comprem (inclusive na lojinha online deles) e se deliciem. É muito bom!

Beth Bakery
Rua Paula Ney, 338 – Vila Mariana
Site da Beth

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O parque da Aclimação é um pedaço lindo de verde em São Paulo, que fica aberto diariamente das 6h as 22h e que é perfeito pra caminhar, correr, desestressar um pouco  e, se você tiver uma amiga fotógrafa como a Babi, ainda ganhar de brinde fotos suas tiradas lá.

Além disso, o parque tem um lago lindo, uma concha acústica e vários pequenos cantinhos charmosos em que dá pra fazer um piquenique ou mesmo levar um livro pra ler. É um lugar até que bem movimentado pelo tanto de gente que vai pra lá se exercitar, mas que é repleto de pequenos cantos onde você pode parar, ficar sozinho, respirar e recuperar as energias.

Parque da Aclimação
End.: Rua Muniz de Souza, 1119 – Aclimação
Site do Parque

Beijos e bom final de semana