TAG do Halloween

A Karol Pinheiro traduziu lá no canal dela uma tag de Halloween com 13 perguntas (claro!) sobre monstros, vilões, medos e até superstições, e como eu gosto demais de Halloween e não resisto a uma boa tag, tomei a liberdade de respondê-la aqui e deixar o convite pra todo mundo fazer o mesmo, independente da data já ter passado ou não. Festa legal não tem problema de estender um pouco a comemoração, não é mesmo? 😛

Ilustração por Iban Barrenetxea

1. O que você não gostaria de encontrar a noite em uma floresta?

Acho que pra começar eu não gostaria nem de estar a noite em uma floresta. Tanto lugar incrível e divertido (e nisso eu incluo o combo “minha cama mais Netflix”) e eu vou estar justo em uma floresta?! Mas se o caso for mesmo esse, acho que o que eu definitivamente não gostaria de encontrar é algum espírito maligno andando por aí. Zumbis, vampiros, bruxas ou qualquer outra coisa do tipo não seriam nem um pouco agradáveis também, é claro, mas acho que encontrar alguém do além mundo que definitivamente não tá aqui pra me fazer bem, me deixaria em um pânico tão grande que eu travaria, desmaiaria, morreria de medo antes mesmo de qualquer coisa acontecer.

2. Qual o seu monstro ou vilão preferido?

Existem vilões tão maravilhosos, com o perdão da palavra, que fica difícil escolher apenas um. Desde Jack Nicholson em O Iluminado, até o Coringa de Heath Ledger, passando pelo Alex de Laranja Mecânica e o Hades do desenho do Hércules, a lista é longa. Mas se eu tivesse que escolher apenas um vilão, ou no caso uma vilã para apontar como meu preferido, acho que acabaria ficando com Bellatrix Lestrange de Harry Potter.

Nos livros ela já tem uma personalidade tão forte, tão assustadoramente maluca, – mas ao mesmo tempo extremamente inteligente – que com a atuação da Helena Bonham Carter isso foi elevado a enésima potência! Ela é uma vilã completa, do tipo que te assusta e te envolve de uma tal maneira, que ainda que você não torça a seu favor, há um reconhecimento tácito do quão grande é a sua força e personalidade.

3. Qual foi a coisa mais assustadora que já aconteceu quando você estava sozinha?

Nem faz muito tempo assim, tomei o maior susto da vida quando saí do banho e descobri a janela do meu quarto aberta, sendo que eu lembrava de já tê-la fechado. O mais assustador é que a única maneira de abri-la seria mesmo por dentro, já que eu sempre fecho minha janela com uma tranquinha interna.

Depois de me convencer de que eu devia tê-la aberto e esquecido disso, fiquei verdadeiramente paralisada de medo quando no dia seguinte a mesma coisa aconteceu, sendo que eu tinha verificado a janela antes de entrar no banho. Fechei a janela, procurei por alguém escondido na casa toda e já tava com a certeza de que tinha um espírito dentro do meu quarto, quando vi que um dos meus gatos estava, – acreditem ou não – abrindo a janela com a patinha. Ele não só aprendeu a abrir a tranca, como esperava eu sair de perto pra poder ir passear belo e formoso na garagem.

Ilustração por Drazen Kozjan

4. Se te desafiarem a dormir em uma casa mal-assombrada, você toparia?

Jamais! Vejam bem, eu sou fissurada em filmes de terror, especialmente em histórias que envolvem casas do gênero, mas uma coisa é assistir uma história (que a gente torce pra ser fictícia) e uma outra bem diferente é virar protagonista de um conto do tipo. Tô passando bem longe disso, acreditem.

5. Você é supersticiosa?

Eu acho que não. Nunca liguei pra essa coisa de passar embaixo de escada ou de deixar chinelo com a sola pra cima. Já quebrei espelho, inclusive, e os últimos anos tem ido muito bem, obrigada. E nem vamos entrar no mérito de que gato preto dá azar, né, porque não apenas é horrível ficarem com a essa superstição boba com o pobre do bichinho, como ainda tem gente desalmada no mundo que chega a judiar do animal. Sério, é um absurdo sem tamanho, uma falta de sensibilidade, humanidade mesmo, que nem dá pra descrever.

6. Você acredita em universos paralelos?

Não que eu ache que nós estamos à merce de sermos invadidos a qualquer momento, seja por ~seres de outros planetas~ ou forças sobrenaturais, mas, ao mesmo tempo, acho que é muita, mas muita soberba mesmo da nossa parte acreditarmos que estamos sozinhos aqui, em um mundo tão gigantesco e complexo. A gente acha que sabe muito, mas o muito que a gente acha que sabe é tão minúsculo e tão cheio de incertezas, com respostas atribuídas a religiões e misticismos, que de fato não sabemos quase é nada.

Talvez no futuro as pessoas consigam descobrir mais concretamente coisas sobre outros universos e seres por aí, mas, por enquanto, ao menos pra essa nossa geração, o que ficam são um monte de dúvidas, perguntas não respondidas e um “mas e se” constante na nossa cabeça.

7. Você se assusta facilmente?

Muito! Sou do tipo que pula da cadeira, que o coração quase salta pela boca, que dá um grito de puro terror e que precisa parar uns segundinhos pra respirar quando alguém inventa de pregar uma peça.

8. Você iria a um cemitério à noite?

Acho que eu iria sim, desde que é claro houvesse um motivo minimamente plausível pra isso. Nem tenho tanto problemas assim com cemitérios, ainda que eles não sejam um lugar que eu goste de ir nem nada do tipo.

9. Você prefere ir a uma festa de Halloween vestida de monstro ou uma festa a fantasia vestida bonitinha?

Em festas de Halloween, fantasias dessas bem monstruosas são o que há de melhor. O problema é que, sendo bem sincera, eu nunca me esforço o suficiente pra fazer uma fantasia legal assim haha. Não sei fazer maquiagens mirabolantes, não tenho nenhuma roupa super assustadora e nem me acho tão criativa assim pra bolar algo do zero e fazer total handmade. Então acaba que quase sempre eu opto pelo mais básico e acabo indo numa mistura de “vou tentar surpreender um pouco” com roupa bonitinha.

10. Em um filme de terror você é a menina que morre primeiro, a sobrevivente ou a assassina?

Bem que eu queria dizer que sou a sobrevivente, aquela personagem bem fodona que enfrenta o assassino e de quebra ainda salva uns amigos. Mas a verdade é que muito provavelmente eu sou a menina que morre primeiro.

Eu não sei atirar, tenho quase nada de força nos braços e tenho um péssimo fôlego pra correr, ou seja, o tipo ideal pra aparecer nos cinco primeiro minutos do filme e terminar a carreira por aí mesmo.

11. Com quantos anos você assistiu seu primeiro filme de terror?

Pra ser sincera eu não lembro quantos anos eu tinha ou qual filme de terror assisti, mas se eu tivesse que chutar, diria que provavelmente foi algum filme do Tim Burton.

Eu tenho umas memórias muito antigas de filmes desse diretor, especialmente de Edward Mão de Tesoura (não à toa um dos meus longas preferidos da vida). E já imagino que você vá dizer que Edward não é um filme de terror propriamente dito, o que eu tenho que concordar, mas, ao mesmo tempo, se a gente for parar pra pensar, a história toda é tão macabra e o personagem é de uma peculiaridade tão grande, que seria natural que uma criança se assustasse com ele, assim, à primeira vista.

Mas eu sempre gostei de Edward, sempre achei ele uma figura que inspirava muito mais compaixão do que medo, muito mais coisas boas do que sustos. Acho que talvez por isso, filmes e personagens de terror tenham entrado de maneira tão tranquila na minha vida e me feito gostar tanto do gênero.

12 . Qual foi a primeira fantasia de Halloween que você usou na vida?

Se não me falha a memória, foi de bruxa em uma festa da escola. Nenhum figurino muito elaborado, é verdade (meu histórico de fantasias não muito mirabolantes vem de longe como vocês podem perceber), mas uma bruxinha que dava pro gasto.

13. Se você pudesse ter um animal de estimação de Halloween, qual seria: um gato preto, uma coruja, um morcego ou um lobo?

Ainda que eu ache lobinhos de uma fofura indescritível, – e esquecendo, é claro, toda a parte de que ele provavelmente me comeria – ainda assim eu escolheria um gato preto. Aliás, não só escolheria, como escolhi, já que eu tenho uma gatinha preta linda, toda pimposa e dorminhoca. E quando eu digo dorminhoca é dorminhoca mesmo, do tipo que fica o dia todo dormindo e só acorda pra comer. Aaahh, gatos <3

Enfim, como falei lá em cima, fiquem a vontade pra responder essas perguntas também e lembrem de aproveitar esse restinho de Dia das Bruxas pra comer doces (me enchi de caramelo hoje haha), pregar um susto em algum amigo ou ver um filme bem assustador.

Bisous, bisous e boa semana!

TAG: com que filme eu vou

Desde que eu descobri a newsletter da Anna, fiquei completamente viciada em todos os lugares que ela escreve, incluindo o seu blog, o So Contagious, de onde eu descaradamente roubei essa tag aqui. Ela é uma tag de filmes e vocês sabem como eu amo falar sobre isso (ainda que meu desafio do “1001 filmes para ver antes de morrer” esteja estacionado há milênios no vídeo de apresentação).

Pois bem, quero voltar em breve aqui pra indicar decentemente a newsletter dela e de algumas outras meninas maravilhosas que venho acompanhando, mas, por ora, vamos falar de filmes pra assistir nas mais diferentes situações, fechado? Já aviso que eu fiz uma pequena misturinha e respondi algumas categorias de forma mais geral e algumas de forma bem pessoal. Espero que não tenha ficado confuso.

1. Um filme para assistir sozinha: 

Noah Baumbach (2012)

Eu não sei nem como classificar um filme como Frances Ha. Ele é leve, mas tem momentos de tensão também. É engraçado, mas me fez sentir um aperto no peito em vários cenas. É sobre uma história quase que banal, mas que ganha uma profundidade gigante ao longo da seu desenrolar. Definitivamente, algo difícil de classificar.

O que dá pra dizer é que Frances Ha é um filme que te faz mergulhar dentro dele e experimentar diversos sentimentos diferentes. E acho que filmes assim, quando vistos sozinhos, tornam a experiência ainda mais intensa, mais transformadora. Vale a pena ver aproveitando cada cena, cada momentinho de beleza que ele tem.

Sei que vocês não vão se arrepender.

2. Um filme para assistir quando está chovendo: 

Giuseppe Tornatore (1988)

Cinema Paradiso, além de ser um dos meus filmes preferidos da vida, tem aquele tipo de história impossível de não emocionar o mais duro dos corações. Tenho pra mim que a melhor forma de assistir a esse filme é em um dia chuvoso, debaixo das cobertas, comendo muita pipoca e chorando e rindo sem pudores em cada uma das suas cenas maravilhosas.

Ele foi o vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1990 e, no fundo, ele nada mais é do que uma grande ode ao cinema, a todas as suas histórias e a toda a sua importância na vida das pessoas.

De uma delicadeza e inocência gigantes, tem aqui o trailer do filme pra quem quiser dar uma olhadinha.

3, Um filme para te fazer dormir: 

Ti West (2012)

Eu sou fã assumida de histórias de terror/suspense. Assisto tudo que vocês possam imaginar de filmes nessa categoria, indo dos clássicos aos blockbusters e passando ainda por aqueles filmes lado B mega trashs que quase ninguém nunca escutou falar.

Tem muita porcaria no meio? Claro que tem. Mas é uma alegria muito grande (meio creep isso, eu sei haha) quando a gente acha um bom filme na categoria, desses que tem uma história sólida, um enredo bem amarrado e que não menospreza a inteligência do espectador. E sim, era exatamente tudo isso que eu tava esperando quando fui assistir esse filme aqui.

Além de Hotel da Morte ser do Ti West, um dos diretores de terror mais aclamados dos últimos anos, os elogios ao longa foram bastante impressionantes. A crítica especializada amou o filme e eu fui com as minhas expectativas lá em cima pra assistir aos seus 90 minutos de história. Bom, vocês já podem imaginar que eu tive um tombo daqueles, né? Aliás, não só eu, mas praticamente todo mundo que foi assistir, já que esse é um daqueles clássicos filmes que agrada muito ao pofissionais de cinema, mas que deixa nós, meros mortais, sem entender o porquê de tanto alvoroço.

Pra piorar a situação o filme tem um ritmo extremamente lento, mas assim, extremamente lento mesmo. E não de um jeito interessante, que cria um terror psicológico na gente. Na real é de um jeito que faz todo mundo morrer de sono e nem se importar em saber o que vai acontecer no final da história.

4. Um filme para assistir bêbada:

Seth Rogen e Evan Goldberg (2013)

Esse filme tem tantas coisas bizarras acontecendo ao mesmo tempo que deve ser muito maravilhoso assisti-lo estando bêbada. A bem da verdade, o roteiro dele é tão doido que pode muito bem ter saído de uma noite de porre do Jay Baruchel e do Seth Rogen. Posso até imaginar eles muito loucos, contando um para o outro sobre um monte de histórias doidas sobre o fim do mundo, até que de repente alguém fala “imagina se isso virasse um filme!”.

Pronto, tava aí a chance desses caras (e mais James Franco e toda essa turminha de sempre) usarem um pouquinho do dinheiro que eles tem pra fazerem um filme doido, sem compromisso algum, mas que no fundo é uma zoeira com eles mesmos e com todos os filmes que eles já fizeram. E tudo isso com participações de um monte de gente famosa, como Rihanna e Emma Watson.

5. Um filme para passar enquanto você está fazendo outra coisa:

Gil Junger (1999)

Vejam bem, 10 coisas que eu odeio em você é um filme adorável. Além de ser um dos melhores romances teenagers já produzidos, ele tem uma cena musical impagável, com Heath Ledger cantando e dançando Can’t Take My Eyes Off You. Só que como esse é um filme que todo mundo já viu incontáveis vezes, seja por vontade própria ou por ele sempre passar na TV, a gente praticamente já decorou as cenas, as falas e toda a sequência da história (tudo bem, essa parte eu devo estar falando apenas por mim haha).

Anyway, o filme é ótimo pra quando a gente tá arrumando a casa, ou cozinhando ou fazendo qualquer outra coisa do tipo. Quando rola um tempinho, é só olhar pra tela que a gente ainda sabe o que tá acontecendo.

6. Dois filmes para serem assistidos em sequência:

William Wyler (1953)

Blake Edwards (1961)

A escolha mais óbvia pra essa categoria seria é claro a de colocar uma sequência de filmes, tipo “Meu primeiro amor” e “Meu primeiro amor – parte 2”. Mas, assim como a Anna fez, preferi optar por dois filmes que não tem relação direta entre si, mas que ainda assim tem um vínculo bastante forte. No caso, um vínculo chamado Audrey Hepburn.

O filme A Princesa e o Plebeu, de William Wyler, foi responsável pela estreia de Audrey nas telonas. Na verdade, ela até já tinha feito outros filmes antes, mas em papéis muito menores, o que tornava a princesa Ann de fato sua primeira protagonista. E a sua estreia foi tão triunfal que de cara Audrey conquistou um Oscar de melhor atriz. Além disso o filme é uma graça, cheio de delicadezas e cenas lindas de Roma, e a química entre Audrey e Gregory Peck é tão boa que você torce o tempo todo para que o dia de plebéia da princesa nunca mais termine.

Bonequinha de Luxo, em contrapartida, mostra um outro lado da atriz. O filme foi a consagração da carreira de Audrey e transformou a sua personagem em uma referência atemporal para diversas garotas que se apaixonavam por seu tubinho preto e seu colar de pérolas.

Assistir os dois filmes em sequência, além de ser delicioso, mostra a evolução de uma das atrizes mais incríveis que Hollywood já teve, em dois momentos chaves que fizeram a imagem de Audrey perdurar como um ícone ate hoje. É legal ver essas diferenças e, claro, aproveitar dois filmes tão lindos e com histórias tão envolventes.

7. Um filme para (não) assistir com o namorado:

Tom Hooper (2012)

Foi bem difícil pensar em um filme pra essa categoria, especialmente porque nos meus quase sete anos de namoro com o Di, a gente já assistiu filmes de tudo quanto foi tipo, desde os que eu morri de rir, morri de chorar ou morri de tanto tomar susto.

Sendo bem pessoal nessa resposta, acho que o único filme que eu não veria (e de fato não vi, já que nem ele e nem nenhum dos meus amigos quis assistir ao filme comigo e eu acabei indo ao cinema sozinha) é Os Miseráveis do Tom Hooper. Nem tanto por ele não se interessar pela história, mas pura e simplesmente pelo fato de que Os Miseráveis é um musical e Diego tem zero de paciência com musicais (na verdade só os de cinema, os de teatro ele gosta).

Eu, em compensação, indico fortemente esse filme haha. Ele é maravilhoso do começo ao fim, tem cenas super fortes e conta uma das histórias mais maravilhosas que eu já vi, que se passa ao longo da Revolução Francesa. Sou doida pra ler o livro também, que é do escritor francês Victor Hugo.

8. Um filme para assistir com amigos:

Christopher Smith (2009)

Eu falei que sou a doida dos filmes de terror/suspense, né? O que talvez eu não tenha falado é que eu tenho uma turma de amigos tão louca quanto eu por filmes desse tipo. E Triângulo do Medo foi um dos melhores longas que a gente já viu juntos!

No começo ele até parece ter uma história de suspense qualquer, mas conforme o filme vai se desenrolando a gente vai percebendo que as coisas não são bem assim, e que existem diversas teorias e caminhos malucos que ele toma e que contradizem tudo aquilo que a gente imaginava que era certo.

Sério, se você tem amigos que também gostam de longas de suspense, vocês precisam assistir esse filme aqui juntos! Tenho certeza que vocês também vão ficar discutindo sobre todas as possibilidades malucas que vão surgindo (durante e mesmo depois do filme acabar) e debatendo qualquer detalhezinho que aparece na tela – e que pode mudar a história toda.

9. Um filme para assistir com a sua mãe:

Brian Percival (2014)

Mais uma resposta pessoal hehe. Talvez A Menina que Roubava Livro não seja o filme mais indicado pra essa categoria, mas como eu assisti ele no cinema com a minha mãe e nós duas gostamos do filme e ficamos um tempão conversando sobre tudo que aconteceu, foi inevitável que ele fosse o primeiro longa a aparecer na minha cabeça.

O filme é inspirado no livro homônimo escrito por Markus Zusak e é contado do ponto de vista da Morte, que observa os passos dados pela garota Liesel Meminger durante a Segunda Guerra Mundial. Eu já o tinha lido muito antes do filme, o que me fez ir preparada emocionalmente para o cinema. E, claro, não adiantou nada. Ainda que o filme não tenha a mesma profundidade do livro, ele é bastante triste e poético, e mexeu muito com a gente. Sabe filme que faz você ficar pensando nele um tempão mesmo depois que a sessão terminou? Esse daqui é um deles.

10. Um filme para assistir com o seu pai:

Steven Soderbergh (2001)

Eu tenho bastante certeza que Onze Homens e um Segredo é o típico filme que meu pai adoraria assistir. Ele tem todos os pontos fortes dos filmes de ação, tem bons atores no elenco e tem uma história bastante interessante, que prende a gente do começo ao fim.

Ainda que eu não seja fã dos filmes do gênero, esse é um dos poucos que eu adoro. Acho o máximo esses filmes de ação que têm planos inteligentíssimos por trás (na história, 11 ladrões especialistas em diferentes áreas arquitetam um plano para assaltar três grandes cassinos de Las Vegas na mesma noite).

O filme, aliás, teve duas continuações: o Doze Homens e Outro Segredo, lançado em 2004, e o Treze Homens e Um Novo Segredo, de 2007, ambos também do Steven Soderbergh.

 

E vocês, o que indicariam em cada uma dessas categorias?

Bisous, bisous e até amanhã!

TAG: a minha moda

Há muito tempo, em uma galáxia muito distante, a Lu Ferreira do Chata de Galocha gravou um vídeo respondendo essa tag lá no canal dela. Eu adorei a ideia logo de cara (é engraçado como não vejo muitas tags sobre moda nesse mundo de blogs) e, desde então, fiquei morrendo de vontade de fazer também.

Demorou, mas finalmente tô aqui pra fazer a minha versão, dessa vez em texto, respondendo 10 perguntas sobre estilo pessoal. Não vou taguear ninguém porque quero que todo mundo se sinta à vontade pra responder as perguntas, seja em vídeo ou em post, e claro, deixar o link depois aqui nos comentários pra eu ler. :)

1. Qual tipo de roupa você nunca usaria?

Nunca é uma palavra muito forte, vocês também não acham? Não gosto de dizer que nunca usaria uma determinada peça porque acho que nossos gostos e vontades mudam muito ao longo da vida. Concordo que é normal a gente ter um estilo mais ou menos definido, mas isso não nos impede de testar coisas diferentes também, né? (Aliás, essa é uma das partes mais legais da moda!) Por isso mesmo, aprendi que muitas das roupas que um dia eu já achei estranhas ou que imaginava não terem nada a ver comigo, tempos depois me convenceram não apenas que eram legais, mas que também podiam ficar incríveis no look.

Portanto, o que eu não usaria agora são saias longas, que além de não serem peças que eu gosto muito, também me achatam e me “engolem” de um jeito que eu não me sinto bem. Ah, não usaria crocs também! Todo mundo fala que eles são muito confortáveis, mas acho que se esse for o único bônus da parada, tem mais uma penca de sapatos bonitos e confortáveis por aí à disposição pra gente escolher haha.

2. Qual tipo de roupa que você ama usar?

Sou apaixonada por roupas bastante femininas, especialmente saias e vestidos bem rodados. Acho que a silhueta em A fica bem em mim, e gosto de peças com uma pegada anos 50/60. Agora, se for pra escolher só uma peça, fico com os vestidos. Eu amo pernas de fora, haha, e vestidos em especial me soam muito mais libertadores.

3. Qual estampa você menos gosta ou não gosta?

Tirando bolinhas e listras, eu não sou de usar muitas estampas. Ta aí uma coisa, inclusive, que eu queria muito mudar no meu guarda-roupa! Acho incrível quando alguém faz um mix de estampas nada esperado que fica com um resultado lindo e surpreendente.

Pensando rapidamente aqui em alguns tipos de estampas, acho que as que menos combinam comigo e consequentemente as que menos uso são as de estilo étnico.

4. Que roupa você só usou por ser um presente ou já usou alguma roupa só por ter ganho?

Definitivamente eu não sou o tipo de pessoa que usa algo que não gostou só porque foi um presente.

O que já aconteceu algumas vezes foi eu ganhar uma peça de roupa que provavelmente não teria comprado se visse na loja, mas que em casa, provando e testando com outras peças, ganhou meu coração. Agora, se a roupa realmente não faz meu estilo e não dá certo com mais nada do meu guarda-roupa, eu não uso mesmo. Sábado mesmo falei aqui no blog sobre como a gente não pode fazer algo só pra agradar os outros e tá aí mais uma prova disso. Nesse caso aqui, prefiro doar a peça pra alguém que vai usá-la muito mais do que eu.

5. Tomara que caia é…?

Algo que, em geral, não combina comigo. Digo em geral porque dependendo da peça (acho lindo, por exemplo, macacões que tem a parte de cima tomara que caia) ou da cor (preto, preto, preto!), ele pode me agradar sim. Quase sempre tomaras que caia não ficam legais no meu corpo porque eu tenho muito busto e eles marcam ainda mais essa região – e de um jeito não legal, digamos assim.

6. Saia ou vestido?

Como eu disse ali em cima eu sou apaixonada pelos dois, mas na hora de escolher, ainda sou mais da turma do vestido. Além da tal sensação de liberdade que eles me dão, acho que que vestidos são mais versáteis do que as pessoas pensam.

Não dá pra fazer com todos, claro, mas em vestidos mais sequinhos eu tenho um truque que sempre funciona muito bem: uso um suéter ou blusas não tão largas sobre a parte de cima, de modo que só apareça a parte debaixo do vestido, “transformando” ele em uma saia. O contrário também vale, ou seja, para “transformá-lo” em uma blusa é só usar por cima dele saias que sejam um tanto mais longas e amplas do que a sua parte de baixo. Quase sempre dá certo e eu sigo feliz usando meus vestidos de um monte de jeitos diferentes hahaha.

7. O que as pessoas te dizem que é feio, mas só você acha bonito?

Não que todo mundo ache feio, mas às vezes rola uma resistência bastante boba com oxfords (que eu amo!). Eu acho o máximo essa pegada um pouco mais masculina que alguns deles têm, porque além de ajudarem a equilibrar meu visual girlie (e que em excesso eu acho bem esquisito), eles também são muito comuns em um dos estilos que eu mais admiro: o boyish!

8. O que seria uma roupa vulgar?

Em pleno 2016 esse tipo de pergunta é meio inacreditável, hein?

Desculpa, gente, mas me nego a responder isso. Eu acho essa palavra muito tosca, cheia de preconceitos e julgamentos horrorosos. Existe uma ideia muito degradante por trás do termo, especialmente quando estamos falando de moda feminina, que só serve pra oprimir ainda mais as mulheres. Tô fora disso!

Próxima pergunta, por favor!

9. Quais as 4 cores que você mais tem no seu guarda-roupa?

Me senti muito básica agora, já que a verdade é que minha arara de roupas é dominada pela cores preta, branca, cinza e azul.

10. Qual a cor ou cores que você não tem e nem vai ter de jeito nenhum no seu guarda-roupa?

Eu até tenho uma camiseta amarela no meu guarda-roupa, mas a verdade é que eu costumo fugir um pouco dessa cor porque não acho que ela combine comigo. Como eu sou muito branquinha, parece que ela “morre” em mim e fica tudo muito opaco, sem vida, sem luz. Não gosto não!

Espero que vocês curtam as perguntas e se animem a respondê-las também.
Bisous, bisous e até amanhã!

TAG: 50 fatos sobre mim

Enquanto o post sobre a minha festa de aniversário não fica pronto (ele sobe ainda essa semana!), fica aqui o último vídeo que subi lá no canal do blog respondendo a TAG “50 fatos sobre mim”.

Confesso que não foi fácil listar esses 50 itens, mas fazia tanto tempo que eu tava com vontade de responder essa tag, que achei que o fato de subir mais um degrauzinho na escada da idade era o momento ideal pra isso. No final, adorei o processo todo de autoanálise!

É bom olhar pra gente mesmo, assim, de vez em quando, e reparar mais nas nossas manias, nas nossas falhas, nos nosso acertos. É divertido e leve, claro, mas é também muito interessante se despir e olhar com mais atenção pra quem a gente de fato é.

Eu espero que vocês se divirtam com as respostas do vídeo tanto quanto eu me diverti enquanto estava gravando. E não se esqueçam de curtir o vídeo e se inscreverem lá no canal do blog caso ainda não sejam inscritos.

Bisous, bisous e até mais!

Taylor Swift Book Tag

Essa tag aqui foi originalmente criada pelo canal The Book Life e é tão divertida (pra quem gosta das músicas da Taylor, claro), que se espalhou rapidinho pelos canais de literatura do youtube. Ela tá na minha “lista de tags a serem respondidas” já faz um tempo e decidi fazer isso em texto mesmo porque assim eu tenho uma desculpa pra colocar vários gifs da Taylor Swift em um mesmo post haha.

E ah, se você também achar as perguntas legais e quiser respondê-las, pode ficar a vontade! Só não esquece de creditar o canal que a criou, tá?

1. We Are Never Ever Getting Back Together – escolha um livro ou série que você estava amando, mas que depois você decidiu que queria “terminar” com ela.

Eu demorei um tempo pra entender essa pergunta (sou lerda, gente, desculpa), mas até onde compreendi, ela pede que você fale de algum livro ou série que teve um começo muito legal, mas que depois de um tempo só foi ficando pior e pior e pior, até você não querer mais nem olhar pra ele.

Depois de pensar um bocado, cheguei a conclusão de que eu nunca fui “traída por uma história” desse jeito. É claro que já tiveram títulos com os quais eu não concordei em alguma parte ou fiquei sem entender porque raios acontecerem certas coisas no final, mas nada que tenha me feito ficar decepcionada com a história a ponto de largá-la sem nem olhar pra trás. Nas poucas vezes em que eu abandonei um livro, o motivo tinha mais a ver com ler o tal livro na hora errada ou, no máximo, comprovar que um título que eu já não tinha muita expectativa, realmente era bem chato.

Seguindo o raciocínio desse segundo exemplo, lembrei de Crepúsculo, livro do qual eu já não esperava muito e que desde o começo da história não conseguiu me prender. Os personagens não me convenceram, a protagonista tinha zero de empatia e a história toda não fazia sentido. E melhor nem entrarmos em méritos de escrita, porque a questão aqui é bem sofrível. (Me desculpem os fãs de Crepúsculo, mas eu realmente acho o livro ruim.)

Eu ainda cheguei a ler a continuação da história, Lua Nova, mas não consegui ir além disso, o que eu acho triste pra dedéu já que eu odeio abandonar séries tanto quanto odeio abandonar livros – ou seja, muito.

2. Red – escolha um livro com a capa vermelha.

Nessa categoria, o primeiro livro que me vem à cabeça é “Glamour”, da Diana Vreeland. Eu ainda não o li, confesso, mas como ele fica em cima da cômoda do meu quarto e é inteirinho vermelho, de um tom que não tem como não chamar atenção, é impossível não lembrar dele quando se trata de um livro vermelho.

Espero lê-lo ainda esse ano e se isso realmente acontecer, podem contar com resenha aqui no blog!

3. The Best Day – escolha um livro que faça você se sentir nostálgica (o).

Assim como Harry Potter me lembra muito minha infância e o começo da minha juventude, Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva, foi um divisor de águas na minha adolescência.

Lembro que quando o li, ele me atingiu como um soco na boca do estômago. Foi com ele que eu tive, pela primeira vez, a dimensão do que era “viver o mundo”. Foi com ele que eu vi que eu era uma zé ninguém que não sabia absolutamente nada da vida. E não preciso nem falar que quando a gente é adolescente, descobrir um troço desses acende uma bomba atômica dentro da gente, né? A vontade é a de querer agarrar o mundo nos próximos cinco minutos de existência.

O bom é que hoje, olhando pra trás, eu acho que foi maravilhoso pra mim ter tido esse chacoalhão. Minha vida teria sido muito diferente se isso não tivesse acontecido, já que desde então, eu venho tentando viver tudo que puder pra quebrar essa bolha ao meu redor. E tenho tentado enlouquecer, criar experiências, ser feliz, amar, fazer de tudo um pouco. Porque no final das contas, é só isso que importa.

E ah, pra quem nunca escutou falar do livro, ele é autobiográfico, e foca especialmente no acidente que deixou o escritor tetraplégico.

4. Love Story – escolha um livro com uma história de amor proibida.

Talvez um dos mais clássicos romances com uma história de amor proibida – por questões óbvias – é Lolita, do Vladimir Nabokov. Sou fascinada tanto pelo livro quanto pelos filmes, o de 1962 e o de 1997. O livro mistura de uma maneira assustadora inocência com sensualidade e me fez ter uma série de reações diferentes ao longo de toda a história: do desprezo ao nojo, da dó a raiva…

5. I Knew You Were Trouble – escolha um livro com um personagem mau, mas que apesar disso, você não conseguiu resistir e se apaixonou (ou gostou muito) dele.

Belatriz Lestrange de Harry Potter é uma personagem horrível. Porém, horrivelmente maravilhosa. Considero ela uma das melhores vilãs que eu já vi por aí, o que só ficou ainda melhor quando Helena Bonham Carter a interpretou nos cinemas. Pra mim, a personagem dos filmes se assemelha de maneira absurda com a mulher que eu imaginava quando li os livros. Ela cria um medo abismal na gente – com um pé muito perigoso ali na loucura – e tem um magnetismo que poucos personagens “secundários” conseguiram atrair pra si.

6. Innocent (written b/c of Kanye West!) – escolha um livro que alguém estragou o final para você (spoiler!).

Juro pra vocês que fiquei um tempão pensando em algum livro que me estragaram o final, mas simplesmente não consegui lembrar de nenhum. Claro que eu já cheguei a ler muitos livros em que eu já sabia grande parte da história antes mesmo de ver a primeira página (A Culpa é das Estrelas é um dos casos mais recentes), mas mesmo nessas situações, o final sempre foi uma surpresa pra mim. E peço encarecidamente a todos que continue a ser assim.

7. Everything Has Changed – escolha um livro em que o personagem se desenvolve bastante.

Vou ter que falar da série “Millenium” aqui, já que a personagem Lisbeth Salander tem um dos desenvolvimentos literários mais incríveis que já vi. Ao longo da história ela aprende muito – e nem sempre de maneira fácil – e se torna ainda mais madura, inteligente e preparada para administrar os muitos problemas e tretas que surgem na sua vida. A série, aliás, é maravilhosa e você lê os livros num piscar de olhos, de tão fluido e viciante que eles são.

8. You Belong With Me – um livro que você está ansiosa (o) para que seja lançado e que você possa ler. 

Sei que vai soar estranho dizer que tô que nem uma doida a espera de Winds of Winter, quinto livro da série “As Crônicas de Gelo e Fogo” do George R. R. Martin, tendo em vista que eu só li até A Tormenta de Espadas, terceiro livro da série. Acontece que esses livros são tão maravilhosos (vocês já repararam que eu tenho um fraco imenso por séries, né?) que eu fico meio desesperada em pensar que não são todos eles que já foram lançados (serão sete, no total). Imagina se acontece alguma coisa com o escritor (não tô jogando praga de jeito nenhum, hein!) e ele não termina de escrevê-los?  Eu tenho uma síncope!

Fico pensando em quem leu o primeiro livro da série pouco depois dele ter sido lançado, em 1996… São quase 20 anos acompanhando uma das histórias mais épicas, longas, cheias de reviravoltas e incríveis da atualidade! Se eu que ainda tenho dois livros inteirinhos e enormes aqui pra ler antes de Winds of Winter já tô agoniada para o lançamento dele, fico imaginando essas pessoas…

9. Forever and Always – escolha o seu casal literário favorito.

Eu escolhi um casal que nem de longe é um “casal melado, ai céus, eles nasceram um para o outro”. E escolhi eles exatamente por não serem assim. Acho que o que mais me encanta no romance Rony e Hermione de Harry Potter (sim, HP de novo! hihi) é que definitivamente os dois não são um casal muito provável. E o que é mais importante: eles conseguiram transformar a amizade que sentiam um pelo outro em amor, sem fazer com que outros aspectos das suas vidas perdessem importância.

E isso acontece porque J.K. sabe falar de amor (no sentido de romance) sem forçar a barra, sem extrapolar limites e sem precisar criar um casal só “porque toda história precisa de um casal”.

Ps: preciso acrescentar ainda um segundo casal nesse tópico: Elizabeth Bennet e Mr. Darcy de “Orgulho e Preconceito” da Jane Austen. Socorro, que casal maravilhoso! Eu tenho uma crush eterna por Mr. Darcy e amo o fato deles também não serem um casal provável, que demora muito tempo pra se entender nem tanto por forças externas, mas especialmente pelo que sentem e pensam a respeito um do outro.

10. Come Back, Be Here – escolha um livro que você não gosta de emprestar por medo de nunca mais voltar.

Tenho muitos livros na minha estante que são queridos e que tenho medinho de emprestar e não voltarem mais, mas acho que “Toda Mafalda”, do Quino, é meu maior xodó nesse quesito. A Mafalda é uma das minhas personagens preferidas e esse livro é um compilado de todas as suas tirinhas, numa edição enorme, hard cover e maravilhosa. Além disso, esse foi o primeiro livro que ganhei do Diego, com direito a cartinha dele escrita na folha de rosto da edição. <3

E vocês, quais livros colocariam em cada uma das categorias acima? Se responderem a tag, deixem o link aqui nos comentários que eu vou querer ver!

Bisous, bisous