Eles indicam: shows inesquecíveis!

Sempre tem algum show que marca a gente de uma maneira inexplicável e nem sempre precisa ser daquela banda que a gente esperou meses pelo dia da apresentação ou daquele álbum que a gente ama desde o lançamento.

Daí que por tudo isso – e pelo VMA de ontem que vai ficar eternizado na minha memória pelos gifs fantásticos que gerou haha –  a edição do eles indicam de hoje é sobre shows inesquecíveis! Então, com vocês, Bárbara Carneiro, João Magagnin e Soraia Alves contando aqui os shows inesquecíveis das suas vidas. Aqueles que vale colocar na wishlist pra um dia também ir ;}Mudando de assunto...

Mika - Planeta Terra Festival 2010

  “Poucas coisas são mais fáceis na minha vida do que escolher um show inesquecível. Em razão de não ser uma assídua frequentadora desses eventos, de viver desatualizada de música e de fazer incursões constantes a playlists com artistas mortos, foram poucos os shows a que fui e de um deles, em especial, eu tive uma perspectiva de visão muito favorável. Em 2010, fui ao Planeta Terra Festival por causa do Mika e tivemos, eu e meus amigos, a felicidade de ficarmos bem próximos ao palco. Em determinado momento, no intervalo entre um show e o do Mika, pessoas da produção começaram a chamar meninas da platéia para entrar no palco. Com uma trajetória caótica, acabei sendo uma das escolhidas para dançar a última música com o cantor. Não é todo dia que a pessoa sobe no palco com um dos seus artistas favoritos e ainda dança com um vestido-de-noiva e uma máscara de coelho para uma multidão de pessoas. Apesar de ter as fotos e o autógrafo, a lembrança mesmo é superior a qualquer recordação material.” | Autora do The Cactus Tree.

O Mika é libanês, mas ainda novinho foi morar na França e logo em seguida em Londres, onde se naturalizou britânico. Desde 2007 quando apareceu para o grande público (foi difícil achar uma gravadora que investisse naquele cara de voz tão aguda e letras muitas vezes irônicas), ele lançou três álbuns:  “Life in Cartoon Motion” (2007), “The Boy Who Knew Too Much” (2009) e “The Origin of Love”  (2012).  Pra quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho dele, seguem os clipes de “Lollipop”, “We are Golden” e “Origin of Love”, respectivamente de cada um dos seus álbuns.

Mudando de assunto...

Ivete Sangalo - Réveillon 2011/2012

 

“O show mais-mais inesquecível da minha vida foi durante o Réveillon de 2011/2012 em Fortaleza – CE. Cidade lotada, gente maravilhosa e uma turma fantástica. Tudo decidido de última hora, conseguimos pegar um ônibus e chegar a tempo da festa começar. Showzaço da musa baiana Ivete Sangalo, que mesmo a uma penca de metros de distância da gente, encantava e nos seduzia daquele jeitinho nordestino de ser. Não tem pra ninguém, Veveta é tudo!” | Autor do Come on John.

 

 

Apenas que eu amei a escolha do João! Primeiro por ele ter escolhido uma cantora brasileira, mega arretada e de uma personalidade sem igual, e segundo porque apesar de eu nunca ter ido a um show da Ivete, posso imaginar que deve ser daqueles em que é impossível ficar com o pé no chão!

Bom, acho difícil ninguém conhecer Veveta, mas vamos lá… Ela é uma cantora baiana (mas também é produtora, atriz, compositora, instrumentista e insira aqui milhares de outras habilidades) que do alto dos seus 41 anos tem corpinho e vitalidade de 20. Ivete Sangalo começou na Banda Eva e depois seguiu carreira solo, quando lançou seu primeiro álbum em 1999. De lá pra cá já foram 10 álbuns, entre os de estúdio e ao vivo. E além de toda essa beleza por fora, Ivete é linda também por dentro: ela é a embaixadora da ONU no Brasil na luta contra o tráfico de pessoas (:

Mudando de assunto...

Foo Fighters - Lollapalooza 2011

  

“Apesar de achar que alguns outros shows tomarão o lugar de inesquecível (Bruce Springsteen mês que vem, Mumford & Sons talvez em 2014), das apresentações que vi até hoje a mais marcante, com certeza, foi a do Foo Fighters como headliner no primeiro dia do Lollapalooza 2011, em São Paulo. Foram pouco mais de duas horas e meia de show, com um Dave Grohl extremamente carismático, um Taylor Hawkins incansável e uma energia incrível, que me fez pular sem cansar em meio à 75 mil pessoas. O show do Pearl Jam esse ano também foi demais! Kings of Leon, The Killers… todos incríveis. Mas ouvir o FF tocando minha faixa favorita (Hey, Johnny Park) e que não estava na setlist há tempos foi realmente especial.” | Autora no Rock’n’Beats.

O Foo Fighters começou sua carreira em 1995 e tem um ~pequeno~ resquício de uma outra banda que eu adoro: seu vocalista, Dave Grohl, já foi baterista do Nirvana! Ao álbum de estreia se seguiram mais outros seis álbuns, que transformaram essa banda de rock numa mais famosas dos anos 2000. Na pequena lista de sucessos dos cinco integrantes do Foo Fighters, há canções como “Learn to fly”, “My hero”, “Best of you” e “All my Life”.

Foto Estadão/ Marcelo Justo

Foto Estadão/ Marcelo Justo

Mudando de assunto...

Paul McCartney - Up and Coming Tour 2010

Eu nem titubeio quando me perguntam qual meu show inesquecível da vida. Acho que o que eu vivi – e senti – no dia 22 de novembro de 2010, em um Morumbi lotado ao som de Paul McCartney, é uma experiência quase impossível de descrever. Eu cresci escutando Beatles por causa do meu pai, e em 2009, quando comecei a namorar o Diego, descobri um garoto ainda mais fã de Beatles do que eu, que fez eu me apaixonar ainda mais por esses garotos de Liverpool. Escutar Paul ao vivo, cantando “All my loving”, “Let it be”, “Yesterday” e tantas outras músicas que funcionam como trilha sonora de vários momentos da minha vida, foi um momento mágico.

Sir Paul é de uma simpatia que olha, gente, dá vontade de apertar as bochechas (a Bárbara Carneiro daqui do post pode confirmar minha teoria, porque nós cantamos, gritamos e choramos juntas nesse dia haha). Durante o show não foram poucas às vezes em que ele se esforçou ao máximo pra conversar com a plateia em português, pra fazer piadinhas sobre o tempo (que tava de uma chuva tremenda aquele dia) e pra manter a vitalidade e energia nas quase duas horas de apresentação. Isso com 71 anos!! Na sua turnê atual, “Out there”, Paul voltou ao Brasil e dessa vez foi lá pra BH, dando a chance pra mais brasileiros assistirem uma das maiores lendas vivas do rock.

Fotos tiradas pela Bárbara Carneiro

Fotos tiradas pela Bárbara Carneiro

As revolucionárias botas de Nancy Sinatra

Na semana passada enquanto assistia mais um episódio de Skins UK (ainda vou falar dessa série por aqui), começou a tocar uma música toda bonitinha pra uma das minhas personagens favoritas, a Effy Stonem. E logo no começo da música, quando soaram as primeiras melodias, me deu um estalo: aquilo era Nancy Sinatra?

E sim, era mesmo Nancy Sinatra cantando sua deliciosa Sugar Town.

Sugar Town – Nancy Sinatra

O sobre nome famoso não engana, Nacy é mesmo filha de Frank Sinatra e, assim como o pai, teve esse gosto pelos palcos desde pequenininha. Ela amava música e cinema e durante a sua adolescência, em plena década de 50, conseguia enxergar como essas duas artes estavam mudando a cabeça dos jovens em todo o mundo.

Afinal, foi em 1953 que Marilyn Monroe, a garota mais femme fatale que o cinema já conheceu, estourou em “Os homens preferem as loiras”. Em 1955 James Dean roubou a cena, o coração das meninas e a admiração dos rapazes com seu papel de Jim Stark em “Juventude Transviada”. E, não bastasse tudo isso, no final dos anos 50, ainda tinha Elvis Presley com sua guitarra e seu gingado. Algo inimaginável de ser ver na TV até pouco tempo atrás.

Tinha coisa demais acontecendo, e Nancy, que admirava essas pessoas e o que elas estavam fazendo, também queria fazer parte disso.

Só que aí, já no final da década de 50, por um lance do destino Nancy conheceu Elvis Presley. As versões para esse encontro são várias. Alguns dizem que ela o conheceu numa apresentação com o pai, outros que foi numa base da Força Aérea (?), outros que foi nos bastidores de um programa de TV…  Anyway, o que de fato a gente sabe com certeza é que Nancy e Elvis se deram bem desde o primeiro instante e que pra ela, que realizava o desejo de conhecer um de seus maiores ídolos, a amizade com Elvis foi como um sonho. Não dá pra saber muito bem o que esse encontro do destino despertou de tão corajoso em Nancy, mas, depois dele, ela decidiu que tava mais do que na hora de firmar sua carreira. Passou a atuar em filmes como “Get Yourself a College Girl” (1964) e a fazer relativo sucesso musical na Europa e no Japão.

E tava indo tudo muto bem pra dona Nancy, seguindo ali pela duas carreiras que ela sempre gostou, até que chegou fevereiro de 1968 e… PÁ! Nancy Sinatra virou uma estrela do dia pra noite.

“These boots are made for walking, and that’s just what they’ll do
one of these days these boots are gonna walk all over you”
{“Essas botas foram feitas para andar e é só isso que elas vão fazer.
E um dia desses essas botas vão passar por cima de você!”}

 

Quando “These Boots are Made for Walking” estourou nas paradas de sucesso, todo mundo passou a conhecer Nancy Sinatra. Não só sua voz, mas seu visual, seu jeito meio provocante e, claro, seu estilo “go go boots”. A expressão se refere a um visual onde botinhas – que iam desde as de cano mais curto até aquelas na altura do joelho, independente do tamanho do salto – são a grande estrela de toda a produção, dando destaque pras pernas – algo pra lá de sensual na época – de quem as usava. Nancy não só popularizou o go go boots, como fez questão de mostrar ser uma garota nada convencional pra época.

Ela não tinha medo de aparecer com minissaias, fazer fotos toda trabalhada em poses cheias de segundas intenções e de se mostrar uma mulher completamente independente e feliz com seu corpo.

“These Boots are Made for Walking” virou um hino do feminismo da década de 60 e uma maneira das mulheres expressarem, ainda que cantando, que afinal elas podiam sim mandarem em sua vida e em seus relacionamentos.

Nancy Sinatra continuou a ser uma garota go go boots e a levar suas músicas feministas pros quatro cantos do mundo. Emplacou hit atrás de hit e fez grande sucesso com “Something Stupid”, cantada em dueto com seu pai. Ela ainda lançou “You Only Live Twice” que virou música-tema do filme “007 – Só se vive duas vezes” e regravou “Bang Bang” da Cher, que foi parar em Kill Bill vol.1.

Como atriz, estrelou um filme ao lado de Elvis Presley em 1968 chamado “Speedway”. Há boatos de que durante as gravações do filme, a amizade dos dois se transformou em algo muito maior, e que o brilho de olho de Nancy nas cenas, não era só pelo prazer de atuar haha.

Nancy casou duas vezes e teve uma única filha, Amanda Lambert e, em 1955, do alto da sua beleza e maturidade de 55 anos, foi capa da Playboy americana de maio.

No começo desse ano, Lana Del Rey regravou uma de suas músicas, “Summer Wine”, que ganhou até clipe.

Pra quem quiser conhecer mais sobre Nancy Sinatra, eu indico baixar esse álbum aqui dela que tem os grandes sucessos da sua carreira. Garanto que vai ser difícil não se apaixonar <3

Bisous!

O girl power de Jessie J.

É fato: quando uma cantora me conquista, ela me conquista em maiúscula, sem meios termos.

Com Jessie J foi assim. Eu não conhecia muito do trabalho dela, – e quase nada do seu jeito – mas depois que comecei a assistir o The Voice UK, onde ela é mentora ao lado de Will.i.am, Tom Jones e Dany O’Donoghue, eu posso dizer que sou team Jessie pra sempre.

O girl power de Jessie J.

A carreira da Jessie J. é bem única. Pra começar que antes de ser essa cantora de sucesso que é, J. J. era compositora e escreveu várias músicas que outros artistas gravaram e viraram tops hits nas paradas da Inglaterra e do mundo todo. Pra vocês entenderem bem do que eu to falando, vamos voltar lá pra 2010 e para aquela música gruda-na-cabeça-e-nunca-mais-sai “Party in the USA” da Miley Cyrus. Pois bem, ela foi escrita por nossa Jessie em parceria com Dr. Luke. Tá bom pra vocês? E não foi só isso, ainda teve Justin Timberlake, Chris Brown, Christina Aguilera e mais um monte de artistas sensa que gravaram composições dela.

Quando ela finalmente assinou um contrato com uma gravadora, todo mundo descobriu que mais do que compor, Jessie tinha um vozeirão de tombar qualquer um. E sério, é um vozeirão mesmo.

O girl power de Jessie J.

A Jessie J passa uma imagem tão forte, tão de mulherão que às vezes até assusta as pessoas. Um dos episódios da segunda temporada do The Voice que eu mais apeguei, ainda nas Blind Auditions, foi quando a Jessie virou a cadeira dela pra um monte de cantoras e nenhuma, absolutamente nenhuma foi pro seu time! Ela ficou tão chateada que disse em alto e bom som “não entendo porquê as mulheres tem medo de mim”. E olha, eu comecei a reparar e é verdade. Não sei explicar o que acontece, mas a Jessie é tão forte, é tão segura de si (não é pra qualquer uma segurar esses looks, essa atitude, esse girl power) que parece que rola um certo receio. Não dá pra explicar se é medo de ser ofuscada, de não conseguir acompanhar o ritmo louco dela ou sei lá eu o quê, mas algo me diz que esse tipo de atitude a Jessie tem de enfrentar muito, não só em um programa de TV.

Smile!

E quanto mais eu conheço dessa garota, mais eu me apaixono. E não é só por Domino, Who’s laughing now? ou Price Tag, mas também porque Jessie é daquelas cantoras que vem com pacote completo. Os figurinos usados nos seus shows e mesmo as roupas  assim, na sua vida real, quando tá longe dos holofotes, são os mais coloridos, extravagantes e over possíveis. Pense em brilhos, bocas com glitter, perucas de todas os tons  de uma caixinha de lápis de cor e muitas fendas. Acrescente roupas justas (mas não vulgares!), litas estampadas nos pés, acessórios imensos e um jeito sexy-poderoso único. O espírito da Jessie vai bem por esse caminho.

Uma das coisas mais legais que ela já fez desde que começou a fazer sucesso, foi participar de uma ação da “Comic Relief”, entidade que luta contra a fome em países africanos. Se as doações para a entidade chegassem até os U$S 115 milhões, ela rasparia todo seu cabelo ao vivo, no palco do programa que tem o nome da instituição e que é transmitido pela BBC britânica. Dito e feito. Jessie perdeu os cabelos, mas não a beleza, nem a solidariedade e o carisma.

instagram.com/isthatjessiej‎

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Jessie J. nasceu em Essex na Inglaterra, tem 25 anos, não bebe, não fuma, já teve um AVC aos 18 anos de idade (ela tem um fraco batimento cardíaco desde os 11), já foi backing vocal de Cyndi Lauper, é bissexual assumida, tem apenas um álbum lançado (de cabeça agora, contei 7 músicas do CD que ganharam clipe) e cantou no encerramento das Olimpíadas de Londres em 2012, coisa que né, tá longe de ser pra qualquer um. No dia 15 de setembro, já foi confirmada sua participação no Rock in Rio 2013. Sorte dos cariocas…

Mummy they call me names – Mamãe, eles me deram apelidos
They wouldn’t let me play – Eles não me deixavam jogar
I run home – Eu corro pra casa
Sit and cry almost everyday – Sento e choro quase todos os dias
Hey Jessica you look like an alien – Hey, Jessica, você parece um alien
With green skin – Com a pele verde
You look fit in this play then – Você não se encaixa nesse planeta
Oh they pull my hair – Oh, eles puxam o meu cabelo
They took away my chair – Eles arrastam a minha cadeira
I kept it in and pretend that I didn’t care – Eu guardei para mim e fingi que não me importava
But who’s laughing now? – Mas quem está rindo agora?
Who’s laughing now? – Quem está rindo agora?”
(Letra de Who’s laughing now? de Jessie J.)