Antes da viagem: o sonho e os planos

Foi no dia 13 de março de 2015, as 22h35 de uma sexta-feira muito feliz e ansiosa, que eu e Diego embarcamos para Londres. Essa viagem, no entanto, começou quase um ano antes dessa data, quando em dezembro de 2013 eu escrevi esse texto aqui – em um daqueles momentos que às vezes a gente tem de parar e repensar nossa vida.

O sonho

Na época, eu havia colocado na minha cabeça que não dava mais pra postergar minhas vontades. Lembro que eu vivia falando sobre as coisas que eu sonhava (e ainda sonho) em ser, as coisas que eu queria realizar, que eu queria cumprir, tudo aquilo que eu imaginava para o meu futuro. Só que a impressão que eu tinha era que eu sonhava muito com tudo isso, mas não corria atrás de fato dessas tantas vontades que eu tinha.

Foi no final do ano então, já sabendo que em 2014 eu começaria em um emprego novo, que eu havia desejado por muito tempo, que eu decidi que aquela era a hora da virada. Eu coloquei na minha cabeça que eu não deixaria para depois o que eu podia fazer hoje. Que eu pararia de apenas sonhar com viagens que queria fazer (não, eu nunca havia saído do Brasil) e passaria a tentar realizá-las de fato. Que eu pararia de reclamar da minha falta de dinheiro e economizaria em pequenas despesas do dia a dia que eu sabia serem possíveis. Que eu pararia de falar e agiria mais. Eu decidi, por fim, que eu batalharia pra realizar meus sonhos, nem que pra isso eu levasse minha vida inteira.

E, claro, não foi fácil. Ainda não é, obviamente. Ainda há um batalhão de sonhos que eu quero realizar e que eu luto todo dia pra chegar lá. Mas saber que um deles eu consegui concretizar por meio dos meus esforços, das minhas economias, dos meus planejamentos, das minhas vontades é muito maravilhoso. Porque é óbvio que ganhar uma viagem dos pais, dos avós, whatever, é incrível, – não tô recusando não, gente, haha – mas pra mim era muito importante realizar isso sozinha. Era algo que eu devia a mim mesma, numa forma de provar pra Paula que ela podia sim colocar algo na cabeça, lutar por aquilo e fazer a tal coisa ganhar forma.

Mais bonito e importante ainda foi realizar isso ao lado do Diego, uma pessoa muito menos “faladeira” do que eu dos seus sonhos assim em público, mas que tem um monte de vontades, ideias maravilhosas, projetos e desejos dentro de si. É uma coisa que eu vou guardar pra toda a minha vida: ter realizado um sonho meu e ele ter realizado um sonho dele, juntos. <3

Com ele, lá no alto da torre :)

Sei que tudo isso aqui pode soar bastante melodramático pra vocês, mas eu precisava explicar a importância que essa viagem tem pra mim pra que vocês possam acompanhar os próximos posts sentindo essa mesma felicidade. Olhando do ponto de vista de alguém que realizou o sonho de conhecer Paris, a cidade pela qual ela mais suspirava no mundo, que viajou pra Londres e descobriu que uma cidade pode sim ser maravilhosa e que já tem uma outra viagem planejada ainda pra esse ano porque descobriu que “conhecer o mundo” é o que ela de fato quer.

Portanto, não se acanhem: leiam os próximos textos e assistam os vídeos (sim, terão vídeos!) lembrando sempre que o mundo tá aí pra ser descoberto e que se a gente quer se jogar nele, a gente vai achar um meio de chegar lá. Com toda certeza.

Os planos

Eu comecei a me planejar pra essa viagem de uma maneira toda errada, haha, querendo tudo pra ontem: botei na cabeça que a viagem tinha de sair em 2014 e nem me toquei que, além da questão financeira, havia toda uma questão de “falta de tempo” que não se resolveria sozinha. Afinal, a gente tem emprego e toda uma vida aqui que não dá pra largar pra trás e dizer “daqui 15 dias tô voltando, ok?” Foi com o coração um pouquinho pesado que eu vi que ainda não era a hora e eu precisava ter um pouco mais de paciência.

Mas, olhando agora pra trás, eu acho que esse tempo foi ótimo. Porque foi graças a ele que eu e Diego conseguimos tirar nosso passaporte sem correria e ir juntando um pouco de dicas, experiências de amigos e familiares e mais um arsenal de opiniões aí espalhadas pela internet pra montar os destinos e roteiros da nossa viagem.

Pra começar que Amsterdã (que inicialmente seria a terceira cidade que nós iríamos visitar) foi riscada dos planos. Como não conseguimos tirar férias exatamente nos mesmo período e não íamos poder ficar 16 dias completos fora do país, optamos por focar em apenas duas cidades – e assim aproveitar melhor cada uma delas – do que fazer um passeio corrido em que não desse tempo de ver muita coisa.

Decidimos por Londres por ser a cidade que Diego mais queria conhecer, e por Paris porque eu sonho com ela há um tempão. Da mesma forma, a viagem pela Eurostar (que fizemos de Londres para Paris) foi escolhida porque nós nunca havíamos andando de trem, e estrear com um passeio pelo Canal da Mancha não era uma ideia de todo ruim.

Feito isso, compramos as passagens e fechamos os hostels. Aliás, se alguém se interessar, posso fazer um post depois sobre os hostels que fiquei, porque sei que rola um certo receio de muita gente em ficar em hostel ao invés de hotel. Já adianto que os dois que ficamos, o de Londres e o de Paris, são maravilhosos, com quartos só pra mim e para o Diego, com banheiro só pra gente, super seguros e confortáveis.

Algumas dicas que me deram, que eu usei e que são ótimas pra quem vai viajar para Londres e Paris:

Desde o primeiro momento em que eu e Diego decidimos fazer essa viagem, nossa ideia era “viver a cidade”. Nem por um momento a gente pensou em outra coisa. Porque é muito legal balancear os lugares mais famosos (os tais “pontos turísticos”) com lugares menos movimentados, mas que nos fazem ter muito mais contato com quem é de fato de lá. Acho que é uma forma da conhecer melhor a cidade, longe dos turistas e dos flashes. O engraçado, no entanto, é que várias das pessoas pra quem a gente contava da viagem, não perguntavam o que a gente tinha em mente conhecer, mas sim o que a gente pretendia comprar.

Que fique claro: nada contra quem faz viagens e gasta um rim em cada uma. Se eu tivesse dinheiro pra isso, não me importaria mesmo em passear e gastar horrores, mas nossa prioriade tava longe de ser essa. Algumas coisas a gente comprou porque é natural (tô pensando em gravar um videozinha depois, mas já adianto que não são muitas coisas não), mas a gente focou em gastar dinheiro em passeios, em momentos, em lugares. Subi na Torre, subi no Arco do Triunfo, subi em Notre Dame, visitei a Tower of London, fui me maravilhar com a “Savage Beauty” (exposição sobre a carreira do McQueen de que vou falar depois aqui), passeei na London Eye, fui visitar o Palácio de Versalhes (e os Domínios da Maria Antonieta), fiquei embasbacada com as pinturas do Louvre e fiz mais um monte de passeios que, infelizmente, são pagos, mas que valeram cada centavo. Pelo menos pra mim, muito mais do que seu tivesse gastado em roupa.

Portanto, pode parecer um conselho bobo, mas se você tá indo pra esses lugares (ainda mais se for a primeira vez como eu), é muito importante focar onde você quer gastar seu dinheiro. Se vai ser em compras ou se vai ser em passeios. Vale lembrar ainda que em Londres a moeda é a libra e em Paris é o euro (na época que eu fui, chegamos a pagar R$5,20 na libra e R$3,60 no euro! socorr!), ou seja, na maior parte dos lugares, financeiramente falando, não compensa mesmo fazer compras.

Outra dica legal, que me pareceu bobinha de início, mas que me ajudou demais durante os passeios, foi montar um roteiro do que íamos fazer. Gente, tenham em mente que roteiros que nós mesmo fazemos são legais porque podem ser quebrados a qualquer hora. hahaha. E podem ter certeza que eles serão quebrados, porque a cidade acaba te fazendo ter outras vontades. Fora mudanças básicas como tirar um passeio que era a céu aberto de um dia chuvoso e descobrir uma galeria bonitinha perdida em um bairro da cidade que merece sua atenção. Mas ter um roteiro já em mente, de lugares  que você realmente quer conhecer, é muito importante. Olhar antes o que fica mais perto do que e o que é melhor pra visitar em tal dia (Versailles, por exemplo, não abre aos domingos, assim como a troca da guarda real em março só acontece em dias ímpares), economiza tempo e dinheiro e te faz aproveitar muito melhor os lugares.

E, por fim, duas dicas que são bem específicas pra quem tá indo viajar pra Londres e para Paris. Em Londres, existe o travelcard, uma espécie de cartão que você compra e te dá acesso livre aos metrôs, ônibus e trens da cidade por um ou sete dias, dependendo da opção que você escolher. Nós escolhemos o de sete dias e pagamos um valor salgadinho (46 libras por pessoa), mas que compensou muito pela comodidade que o cartão proporcionou. Vale lembrar que nós ficamos seis dias em Londres, então o tempo do travelcard pra nós foi muito ok, mas se você vai ficar mais de meses na cidade, talvez um Oyster card valha mais a pena, já que ele é um cartão recarregável.

Agora, muita atenção: se você for comprar o travelcard como nós e estiver passeando com namorado, amigo, whatever, você deve comprá-lo em uma estação do metrô que também seja estação de trem. Dessa forma, você vai ganhar um “brinde” das companhias ferroviárias de Londres chamado 2 for 1. E gente, o 2 for 1 é maravilhoso! Com ele, você visita vários pontos turísticos pagando o valor de apenas uma entrada para duas pessoas. A Tower of London, por exemplo, um dos lugares mais legais de Londres, tá inclusa no 2 for 1. No papelzinho que vem junto com ele, há uma lista de todos os lugares que ele dá acesso e digo e repito, gente: vale muito a pena!

Em Paris há um esquema mais ou menos parecido. Apesar de para os bilhetes de metrô eles não terem nenhum serviço parecido com o travelcard (pelo menos nós não conseguimos descobrir nenhum), e ser necessário comprar bilhetes unitários normais, eles possuem uma promoção parecida com o 2 for 1. A diferença aqui é que você precisa comprar essa promoção.

Chamado de Paris Museum Pass, esse cartãozinho (que também só pode ser comprado em estações que são tanto de metrô quanto de trem e custa mais ou menos uns 50 euros por pessoa (o de quatro dias, que foi o que nós compramos)), te dá acesso de graça em vários pontos turísticos que são pagos. E o melhor de tudo: em vários deles, você tem acesso “vip” e não precisa pegar fila. Gente, isso é uma maravilha que vocês não têm nem ideia. No Louvre, por exemplo, com o PMP nós, além de não pagarmos a entrada, pulamos uma fila que, brincando, nos faria gastar umas duas horas do nosso dia.

Se você vai fazer um passeio parecido com o nosso, do tipo “quero mesmo conhecer todos esses lugares”, eu recomendo os dois cartões. Lembrando que a cidade vai muito além dos pontos turísticos que possui é que é legal demais sair dessas áreas também de vez em quando.

Agora, de malas prontas, tudo acertado, cintos afivelados, é hora de contar como foi nossa viagem.

E essa parte, ah, essa parte é especial demais <3  (mas vai ficar para um próximo post/vídeo que esse já tá gigantesco hihi)

Bisous, bisous e até já já 😉

Os cinco de janeiro 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Recheadinho de morangos

Meu primeiro dia do ano já começou com festa, na comemoração de aniversário da minha mãe. Fiquei feliz de estar ao lado dela nesse dia, porque há quatro anos não conseguíamos comemorar essa data juntas, já que eu costumo passar o Ano Novo em Mogi Mirim e ela em Leme. 2015, no entanto, já começou diferente, e fiquei Natal e Ano Novo com meus pais (e com Diego também, na passagem <3). No dia primeiro, junto do bolo de aniversário recheadinho de morangos e de tias, primos e avô, cantamos juntas o “parabéns pra você” :)

Tem festa de aniversário, sim senhor!

Já falei aqui no blog que em janeiro completei 25 anos de idade e que tô muito empolgada com todas as coisas que prometem acontecer nesse ano. Pra comemorar o quarto de século, chamei os amigos pra ir no Bangkok, um restaurante de comida tailandesa que eu amo aqui em Bauru e que, além dos quitutes deliciosos, tem também uma decoração maravis, com as mesas e almofadas espalhadas ao redor da piscina. A noite foi muito divertida e as conversas transitaram entre os tópicos mais diversos possíveis, como feminismo, viagens, comidas (haha) e RuPaul’s Drag Race.

In Wonderland

Desde sempre, sou fascinada pela história da menina Alice. Já tive blog com o nome de in wonderland, já adotei frases do filme como mantra de vida e já até guardei cada menção ao livro ou ao filme em um lugar especial do coração. Mas, um item desse amor descontrolado ainda faltava ser riscado: os DVD’s dessa história (assim mesmo no plural, já que ela teve várias versôes), habitando minha estante. Todo em preto e branco, com participações de Cary Grant, Gary Cooper e W. C. Fields, o primeiro que comprei é o de 1933, dirigido por Norman Z. McLeod. Espero em breve também adquirir o original, que é de 1903, e ainda as versões de 1951 (da Disney <3), de 1999 e de 2010. A de 1976, que é uma versão pornográfica da história (não, isso não é brincadeira), eu não faço muita questão haha.

Muito verde sempre, por favor

Muito verde sempre, por favor

Sempre que posso, gosto de ir ao Jardim Botânico daqui de Bauru e fazer um piquenique com o Diego. A gente costuma levar muitas frutas, pão de queijo, suco e alguns docinhos e, sentados em um pano estendido na grama, a gente fica assim, ora conversando um pouco, ora lendo, ora só deitados olhando pro parque. Esse lugar me dá paz e uma vontade danada de respirar bem fundo e encher os pulmões de ar fresco.

Companheiro fiel

Companheiro fiel

Eu uso óculos desde os seis anos de idade. Meu grau é altíssimo (tipo mais de dez) e eu tenho miopia e astigmatismo que ainda não estagnaram, o que torna impossível que eu opere tão já. Teve uma época que eu fiquei bem revolts com isso, principalmente quando era adolescente e achava que o óculos escondiam demais meu rosto. Hoje em dia, minha relação com ele é muito mais tranquila. Se eu puder operar, com certeza irei operar, por diversos fatores, não só estéticos, mas não é como se todo dia eu odiasse o fato de usar óculos. Eu queria que fosse mais barato, só isso haha, (como meu grau é muito alto eu uso lente de cristal pra que o óculos fique fininho) e que assim eu pudesse mandar fazer inúmeros pra poder variar no dia a dia.

Hoje, além dos óculos eu uso lentes de contato também (não mais as rígidas que eu usava na adolescência e odiava, mas as gelatinosas mesmo, muito mais fáceis de manusear) pra ir jantar, gravar vídeos, quando quero fazer uma maquiagem pra arrasar… E, no dia a dia, os óculos me acompanham. Por isso mesmo, em janeiro mandei fazer um novo, já que meu último tava bem velhinho, coitado. Escolhi fazer uma armação branca e, em breve tô querendo arriscar fazer uma redondinha preta pra poder variar. Tem que ser planejado com calma isso porque armações redondas também encarecem (muito!) o óculos, já que tem que mudar o formato da lente de cristal. Em resumo: não é fácil, não é barato, mas tem que ser usado, e já que tem que ser usado vamos deixar ele bem bonitinho e o mais legal possível :p

E o mês de janeiro de vocês, como é que foi?

Bisous, bisous

As pessoas maravilhosas da minha vida

Eu não costumo fazer textos muito pessoais-reflexivos aqui no blog, mas às vezes a vida é tão boa comigo que eu sinto como se fosse injusto, leviano até da minha parte, ter um espaço em que escrevo e me mostro tanto e não mostrar também esses momentos. E, principalmente, essas pessoas. Esses seres que cruzam minha vida e que me tornam uma pessoa muito melhor.

Porque se eu tenho uma sorte nessa vida é de ter pessoas ao meu redor que mais do que amigas, no sentido de saberem de mim demais, de rirem comigo calorosamente, de me escolherem pra contar um caso, de me abraçarem quando o mundo desmorona e também quando o mundo sorri, são também pessoas que me fazem pensar. Assim, pensar um bocado. Pensar muito. Sobre a vida, o universo e tudo mais.

Gente que me faz ter momentos catárticos de parar e pensar “porra, essa vida é louca, mas é também maravilhosa.” Eu sou apaixonada por gente assim. No sentido mais puro do termo. Gente que eu admiro e que me faz pensar em coisas que eu não pensaria sozinha. Ou que, pelo menos, eu não pensaria sob outros ângulos, não pensaria fora da caixinha, não pensaria olhando com olhos menos engessados e muito mais livres.

Eu tenho uma sorte danada de ter encontrado gente assim nesses vinte e cinco anos de vida.

Eu divido meu apartamento, minha cama, boas horas do meu dia e principalmente minha vida com uma pessoa assim. Com um cara que me fala coisas que me fazem querer ser uma pessoa melhor. Com um cara que abre meus olhos, inclusive quando eu tô errada, e que me mostra o mundo. Eu tenho pessoas assim quando vou pra minha mesa na redação. Gente que em um religioso ‘café das sete horas’, mostra pontos de vista tão diferentes sobre um mesmo assunto, mostra maneiras tão diferentes de se ver um mesmo problema, que é tão eficaz quanto um tapa na minha cara pra acordar.

Eu tenho gente assim na minha vida que, mesmo longe geograficamente, é tão imensuravelmente importante pra mim que não tem ideia. Gente que conversa comigo sobre assuntos que ninguém mais conversa, gente que joga no meu colo uma verdade incontestável “você é só um grãozinho de nada em meio a todo esse universo.”

Eu tenho gente assim aos finais de semana quando vou visitar meus amigos. Gente que tem uma real preocupação em fazer a diferença no mundo, gente que pensa, sente e sofre o problema dos outros e continua inabalável na sua crença de fazer o bem. E gente que assim me toca e me ensina todo dia um pouquinho mais sobre tolerância.

Eu tenho gente assim na minha vida em vários momentos do meu dia. Nas mais variadas circunstâncias e das mais variadas formas, trazendo pensamentos e questionamentos diversos pra minha vida. E que me ocupam demais a cabeça porque eu penso demais sobre as coisas. Penso até muito mais do que deveria, a ponto de ter quadros de ansiedade e insegurança que me trazem enxaquecas, alergias…

Às vezes eu sinto que sou uma pessoa muito pequena, um átimo de nada, querendo entender o mundo e entender toda a complexidade dessas pessoas maravilhosas ao meu redor. E isso é muita coisa pra uma pessoa só. E é dolorido, é difícil, é bastante trabalhoso. Mas, no final do dia, ainda que tudo isso se deposite sobre esses ombros tão pequenos, só consigo pensar que é graças a todos essas pessoas, ensinamentos e questionamentos que o mundo se torna um lugar muito complexo pra se estar, mas também muito mais bonito pra se viver.

Os cinco de dezembro 2014

Todas as fotos desse post são do meu instagram: @paulinhav.

Cortei um pouco do cabelo e enrolei as pontas. Meu sonho era manter essa cabelo assim pra sempre.

Cortei um pouco do cabelo e enrolei as pontas. Meu sonho era manter essa cabelo assim pra sempre

Às vezes eu acho que alguém prega uma peça em mim e troca todos os copos de Coca-cola que eu tomo por chá de bambu. Assim, sem eu perceber. Porque só isso pra explicar o quão rápido meu cabelo tem crescido.

Eu ainda quero fazer um post aqui no blog contando sobre o problema grave de queda de cabelo que eu tive na adolescência, e como nos últimos cinco anos ele mudou completamente por causa dos tratamentos que fiz. Foi uma mudança decisiva na minha vida capilar, porque foi graças a ela que hoje meu cabelo tá crescendo dessa maneira louca. E que eu amo, claro, mas que me deixa um pouquinho incomodada porque com todo esse “peso”, meu cabelo acaba ficando muito liso. E eu sou louca por um movimento nos cabelos! Amo ondulações, amo cachos, amo essa vida mais tortinha e menos reta haha.

Por isso que uma das coisas que eu mais curto fazer no salão (nas raras vezes que eu vou, porque tenho preguiça) é babyliss. Como no dia dessa foto aí. Saio de lá me achando Gisele, Carrie e Jessie, todas misturadas, e com uma sensação boa de empoderamento. É a força do ondulado <3

Um mês cheio de boas companhias

Um mês cheio de boas companhias

Dezembro é sempre o melhor mês pra nos reunirmos com as pessoas que nos fazem um bem danado, porque além de Natal e Ano Novo, tem as revelações de amigo secreto, tem as despedidas de final de ano, tem os happy hours… E foi exatamente assim que foi meu último mês de 2014. Cheio de gente linda que me faz bem, que me faz rir e que topa se vestir de branco e pegar mico juntos.

Tenho 25 anos e amo My Little Pony!

Tenho 25 anos e amo My Little Pony!

É Natal e você pede o que de presente? Um batom, uma viagem, um vestido, o ingresso de um show? Eu até poderia pedir alguma dessas coisas, mas preferi pedir pro Diego a Princess Twilight Sparkle, a cavala-unicórnia mais linda do mundo e que tem a crina mais colorida e maravilhosa de todos os tempos.

Natal: a melhor época do ano <3

Natal: a melhor época do ano <3

Eu amo o Natal por vários motivos e um deles é que nessa época do ano até as coisas mais simples do dia a dia acabam pegando emprestadas um pouquinho da sua magia, das suas cores, do seu espírito natalino. Como por exemplo as embalagens especiais de comidas e bebidas que algumas empresas fazem e as imagens de rena, Papai Noel, árvore de Natal e estrela cadente que se espalham por todo lugar.

Essa garrafinha da Coca eu encontrei sem querer no supermercado e foi amor à primeira vista. Eu amo tanto essas edições especiais que você não fazem ideiam e logo botei ela aqui na mesa do computador pra me trazer um pouquinho de espírito de natal todos os dias haha. Já o cupcake foi presente da minha editora-chefe e só posso dizer que não casou apenas visualmente com a garrafinha, mas também deliciosamente no sabor haha.

Sou assim, a tradução da brasilidade e da cor do verão. Só que não.

Sou assim, a tradução da brasilidade e da cor do verão. Só que não

Aproveitei o recesso de final de ano pra fazer uma coisa que há muito tempo eu queria e não conseguia: passar uma tarde na piscina. Com toda essa brasilidade e cor de verão que Deus me deu, só que não, passei toneladas de filtro solar antes de ma arriscar a fazer isso, porque se não as consequências podem ser desastrosas, indo desde uma vermelhidão absurda até a pele descascando loucamente. No final deu tudo certo e além de conseguir nadar (porque eu nado mesmo, gente, não ligo muito pra ficar tomando sol ou ficar queitinha na piscina, sou dessas que fica que nem uma barata tonta nadando de um lado pro outro, planta bananeira e fica treinando segurar a respiração embaixo d’água haha), ainda tirei um tempinho pra ficar lendo na beira da piscina, que é uma das coisas que eu mais amo fazer.

E o mês de dezembro de vocês, como é que foi?

Bisous, bisous!

Youth like diamonds in the sun… and diamonds are forever

{pra escutar enquanto se lê este post}

No último sábado, dia 10, completei 25 anos de idade.

Eu sempre amei comemorar aniversários. Sempre me animava saber que mesmo depois das festas de final de ano, minha época preferida de todas, as coisas boas ainda não haviam acabado e se eu esperasse pacientemente mais dez dias, meu aniversário logo estaria lá.

Lembro que quando eu morava em Leme com meu pais, era sagrado fazer uma festinha e chamar os parentes e amigos mais próximos pra irem comer salgadinho e bolo em casa. Não lembro de um ano que tenha passado e que meus pais não deram uma festinha dessas pra mim, com direito a gente até tarde da noite em nossa casa, com “parabéns pra você” cantado em alto e bom som, com presentes espalhados em cima da cama porque todo mundo sempre queria saber o que eu havia ganhado e com muitas fotos. Minhas e de todo mundo que havia ido.

E mesmo anos mais tarde quando eu já estava em Bauru e não aconteciam mais festinhas em casa, não teve um ano sequer em que eu não chamei meus amigos pra saírem, em que eu não comprei um bolinho na padaria e convidei gente querida pra cantar um parabéns pra mim, em que eu não recebi um cartão fofo de aniversário e que me fez chorar litros.

Porque pra mim aniversário sempre foi motivo de comemoração, de saber que bons momentos me aguardavam, de me sentir rodeada de pessoas que eu amo e admiro – e que apesar de sempre serem recíprocas, se abriam ainda mais nessa data pra expressar carinho. Aniversário pra mim sempre foi sinônimo de festa. De muita comida. De muito amor. De muita gente querida. De um dia “meu”, em que eu podia ser paparicada sem neuras.

O primeiro dos 25 aniversários que viriam

O primeiro dos 25 aniversários que viriam

Quando sentei pra escrever esse post e botar em palavras toda a importância que eu enxergo em fazer aniversário, – especialmente esse  de vinte e cino anos – lembrei que uma vez, em um antigo blog que eu tinha, escrevi um texto sobre como completar determinadas idades, como 15, 18 e 30 anos, tinha ainda mais relevância do que outras. E lembrei também que uma das idades que eu considerava mais importantes eram os tais dos 25 anos de idade. Os mesmos vinte e cinco que eu completei agora.

O look da comemoração de aniversário desse ano

O look da comemoração de aniversário desse ano

Eu ainda considero vinte e cinco anos uma data muito importante. Dessas bastante simbólicas e tudo mais. Mas, ao mesmo tempo, acho que tenho enxergado todo e qualquer aniversário com a mesma relevância, já que cada uma dessas idades me proporcionou – e proporciona – experiências diferentes, amadurecimento, transições e novos sonhos. E, definitivamente, não dá pra mensurar isso em anos. O que dá é pra acumular experiências, acumular bons momentos e lutar sempre pra ser uma pessoa melhor e mais realizada.

Assim,  essa nova idade que chegou agora é apenas uma soma do que eu fui até aqui. Ela por si só não quer dizer nada. Ela só me faz enxergar um último ano muito bom  e um próximo ano que tem coisas maravilhosas encaminhadas pra acontecerem. Ela é muito menos sobre “você vai conseguir, garota” e muito mais sobre “você está conseguindo, garota!” .

Com os amigos no sábado, comemorando o quarto de século

Com os amigos no sábado, comemorando o quarto de século

Realizar sonhos é maravilhoso, mas o que eu definitivamente aprendi nos últimos anos é que melhor do que chegar lá, do que se ver no final do caminho, é ter orgulho de tudo que você conquistou nesse percurso. De todos os tijolinhos que juntos conseguiram criar algo maior.

Porque parece clichê, mas é verdade: a estrada é sempre muito mais importante do que o destino.

Bisous, bisous