Uma história de amor, música e amizade

(esse texto foi escrito no último dia 12 de junho, dia dos namorados)

P. S. I love you

Eu sei, eu sei. Não existe coisa mais clichê do que escrever um texto sobre o seu namoro no dia dos namorados. Mas eu amo essa data especialmente por isso: porque tá todo mundo tão inspirado, tão aberto a falar sobre o amor, tão aberto a se sentir bobo, apaixonado, usando de todo o pacote de coisas bregas possíveis pra dizer sem medo um “eu te amo”, que é contagiante.

Ainda que seja 17 de maio o dia que eu e o Diego mais amamos, e que de fato comemoramos algo que mudou as nossas vidas – o começo de uma história que seis anos depois ainda continua a crescer, a se mexer, a ser divertida e a ensinar muito pra nós dois -, eu acho o dia dos namorados uma data apaixonante! O dia de ver juras de amor. rosas, bombons, declarações espalhadas por aí e amar cada segundinho disso, sem medo de parecer brega ou o que for.

E é um pouco por causa de tudo isso que esse texto aqui surgiu.

Limitless undying love which shines around me like a million suns

Vamos voltar um pouquinho no tempo, para o começo de 2009.

Foi quando eu e Diego nos conhecemos, logo no início da faculdade.

Diego vinha de Mogi Mirim e tinha acabado de tomar uma decisão que, como ele mesmo diz, não sabia muito bem no que ia dar. Morar em Bauru, cursar jornalismo, seguir um caminho totalmente diferente do que até então parecia ser o certo… Havia um turbilhão de dúvidas na sua cabeça.

Eu vinha de Leme e tava tão assustada e ansiosa quanto ele. Porque tirando quando eu era criança e dizia que queria ser bombeira (haha), logo que eu passei a frequentar a escola e ter uma noção do que era uma carreira, eu já sabia que queria ser jornalista. E era exatamente esse sonho que eu estava vindo realizar em Bauru, o que me deixava feliz e morrendo de medo na mesma proporção.

A gente se conheceu logo no nosso primeiro dia na cidade, quando ele apareceu em casa junto com outras pessoas, todas ajudando na mudança de uma república de jornalismo. Foi aí nesse primeiro “olá” que tudo começou, e não porque a gente tenha caído de amores um pelo outro e se apaixonado assim, à primeira vista. Mas porque nós ficamos muito, muito, muito amigos à primeira vista.

I wanna hold your hand

Foi Diego quem fez eu assistir Pulp Fiction pela primeira vez; foi Diego quem me mostrou que o amor que eu tinha pelos Beatles podia ser ainda maior; foi o Diego quem me acompanhou no meu primeiro show em Bauru; e também era o Diego que passava madrugadas em casa junto com uma turma de amigos tendo conversas sobre a vida, o universo e tudo mais. Foi o Diego quem esteve presente me ajudando, aconselhando e se divertindo comigo, logo quando eu cheguei por aqui.

Essa amizade que despertou logo nos nossos primeiros dias de faculdade foi muito importante pra mim. E pra ele também. Éramos dois estranhos em uma cidade diferente, em uma universidade diferente, rodeados de pessoas novas nas nossas vidas. Longe da família, dos amigos, de tudo aquilo que parecia até então certo. A gente se deu bem logo de cara e até hoje eu acho que essa amizade despertada tão de início foi uma das coisas mais maravilhosa da nossa relação. Porque foi ela que construiu toda a base do nosso relacionamento. Foi ela que fez a gente se descobrir primeiro um ao outro e então se apaixonar um pelo outro.

And then while I’m away I’ll write home every day and I’ll send all my loving to you

Nos nós beijamos pela primeira vez no dia dia 17 de maio de 2009. E foi de um jeito tão natural, tão incrível, tão diferente de tudo que eu já tinha passado, que foi aí que nós percebemos que já estávamos mesmo apaixonados um pelo outro. Era amizade ainda, – porque sempre vai haver amizade – mas era amor também.

Nunca houve um “estamos namorando”. Depois do primeiro beijo a gente simplesmente viveu o que os dois estavam sentindo e as coisas foram acontecendo. Com a amizade e o amor misturados a gente passou a se conhecer ainda mais, a se divertir ainda mais, a se apaixonar ainda mais, a ser companheiros ainda mais. E olhando agora pra trás, eu vejo que as coisas aconteceram de uma forma tão linda, tão natural, tão apaixonante e cheia de respeito que não me surpeende que a gente tenha construído essa relação tão bonita. E que cresce cada dia mais.

Ao longo desses mais de seis anos de namoro, a gente aprendeu um bocado – juntos e separados. E estivemos lá um pelo outro também. Nas madrugadas estudando pra provas, nas festas com os amigos, no primeiro dia do trabalho novo, na apresentação de TCC, na adoção dos nosso gatinhos, nos problemas da vida, nas alegrias do dia a dia, nas viagens, nas palavras, nos erros, nos acertos…

Falling, yes I am falling

Já faz dois anos e meio que, oficialmente, passamos a dividir um apartamento, e para surpresa de alguns e confirmação de outros, as coisas deram muito certo – e continuam a dar.

Tanto que a gente tem um monte de planos aí pela frente: casar no campo, viajar o mundo inteirinho se possível, achar um lugar um pouco maior pra viver, fazer uma série de coisas, ter um monte de experiências, crescer pessoal e profissionalmente e estar lá pelo outro nas vitórias individuais, nas vitórias em conjunto e em qualquer momento feliz ou doloroso da vida.

Will you still need me, will you still feed me, when i’m sixty-four?

E, por fim, o que eu posso dizer é que nós estamos muito animados pelo que vem aí pela frente. Porque como diria aquela canção dos Beatles (que a gente tanto gosta): as coisas vão ser ainda mais divertidas e cheias de amor com o tempo, especialmente quando a gente tiver sessenta e quatro anos.

Disso eu tenho certeza.

Bisous, bisous

As 10 coisas mais legais do meu mundo!

Essa não é a primeira vez que eu respondo uma tag aqui no blog, mas é sim a primeira vez que faço isso em vídeo! Tô ficando craque no assunto (mentira, demoro uma eternidade pra gravar e editar hahaha) e tô tentando manter uma frequência maior de vídeos por aqui.

Essa tag de hoje chama “As 10 coisas mais legais do meu mundo” e eu a encontrei no canal da Karol Pinheiro (que foi, inclusive, quem a criou) e adorei o fato dela falar sobre vários assuntos diferentes. Acho que é um jeito legal também de me “apresentar” pra quem tá chegando agora aqui no Little Blog ou mesmo pra quem é um novo inscrito do canal. Espero que vocês curtam as perguntas e respostas e fiquem à vontade pra responder a tag no canal e/ou blog de vocês também.

Bisous, bisous e bom restinho de quarta-feira!

Os cinco de abril 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Muitas leituras de moda!

Aos poucos tô colocando minhas leituras de moda em dia, e olha que não é pouca coisa não! Além dessas revistas que comprei na viagem (mostrei um pouquinho mais delas nesse vídeo aqui de comprinhas, mas ainda quero falar sobre cada uma com mais detalhes), tem também a Vogue Brasil e a Elle Brasil desse mês que tão com capas deslumbrantes e com conteúdos muito bacanas.

Na foto, além das minhas leituras de domingo, estão também um vasinho de flor e um cupcake que ganhei do Diego pra acompanharem esse momento. Achei que o pacote completo combinou bastante.

Todo um amor pelo rock nacional dos anos 80

Todo um amor pelo rock nacional dos anos 80

Apesar de ter nascido nos anos 90, desde pequena eu tenho um bocadinho de amor pelos anos 80, especialmente no que diz respeito a filmes e músicas. Isso é tão verdade que mesmo hoje escutando de tudo (as coisas aqui vão de de Beatles a Jessie J!), no que diz respeito a música nacional, não tem jeito, minha paixão maior tá mesmo no rock dos anos 80.

Plebe Rude, Cazuza, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Aborto Elétrico… Tá tudo aí nesse pacote. E exatamente por isso que em abril eu fui no meu primeiro show da vida do Capital Inicial!

Apesar de não ser muito fã do trabalho atual da banda (até 2005, quando eles lançaram o CD especial Aborto Elétrico, eu ainda achava o som que eles faziam muito bom, mas de lá pra cá o rumo das músicas mudou absurdamente), eu fiquei empolgada demais com o setlist do show. Teve Veraneio Vascaína, Fátima, Geração Coca-Cola, Que País É Este, Olhos Vermelhos e muito mais. Foi muito bom escutar essas músicas que eu tanto gosto, assim, pessoalmente, e espero mesmo que o Capital volte a fazer um som mais rock (e com letras mais interessantes) e não tão “prontinho pra tocar na rádio” como tem feito atualmente. Seria muito bom ter esse tipo de música no nosso cenário atual.

Mudando um pouquinho

Mudando um pouquinho

Desde o mês passado tenho trabalhado em um horário diferente na editora e acabou que agora não tô mais tão pertinho dessa turma toda aí da foto. Mas tá tudo bem, porque a gente sempre se encontra pelos corredores e a qualquer hora dá pra marcar um café, uma pizza, um imagem e ação, um qualquer-coisa-pra-matar-a-saudade <3

Porn food

Porn food

Eu gosto de comer, simples assim. E amo experimentar pratos novos, ir em restaurantes, cafeterias, barzinhos… Posso não saber cozinhar muito bem, mas sou boa de garfo e acho mesmo prazeroso pratos que além de deliciosos são visualmente atraentes. Eu adoro um prato bem feito, caprichado (seja doce ou salgado), bastante bonito e que realmente me deixe com vontade de experimentar nem que seja uma colheradinha, sabem? O clássico porn food.

A foto daqui é de um desses dias quando depois de comer uma salada maravis de deliciosa (e também muito bonita!), eu comi de sobremesa esse crepe de chocolate, morangos e suspiro. Posso garantir que o sabor tava tão bom quanto o visual.

Muito importantes na minha infância e adolescência

Muito importantes na minha infância e adolescência

Esses dias enquanto arrumava minha estante de livros, achei essas duas lembranças tão queridas da infância e adolescência: os livros A Droga da Obediência e A Droga do Amor. Pra quem não conhece essas publicações, os dois títulos, – juntamente com Droga de Americana, Pântano de Sangue e Anjo da Morte – fazem parte de uma série chamada “Os Karas”, um sucesso nacional dos anos 90 escrito pelo Pedro Bandeira.

Antes mesmo de me apaixonar por Harry Potter, já existia essa série na minha vida. Não sei dizer ao certo se foi por causa dela que eu passei a gostar de ler (na real, eu lembro de gostar de ler desde que eu me entendo por gente), mas, com certeza, ela e a série Vaga-Lume foram as primeiras publicações que realmente me marcaram e me trasformaram nessa apaixoanada por livros que sou hoje.

E o mês de abril de vocês, como é que foi?

Bisous, bisous

Os cinco de fevereiro e março 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram: @paulinha_v.

Fevereiro

Revistas de moda: uma eterna crush em minha vida

Vocês sabem o quanto eu sou viciada em revistas de moda, né? O problema é que exatamente por amá-las tanto e querer sempre comprar tudo que eu vejo pela frente, rolava um acúmulo mensal de revistas aqui em casa que eu não dava conta de ler. Por isso que assim que 2015 começou eu prometi pra mim mesma que eu selecionaria melhor o que iria comprar. E, além disso, eu daria um jeito de ler toda e qualquer revista que comprasse, pra fazer bom uso do dinheiro e do espaço na estante investido.

Assim, pela primeira vez na vida tô assinando a Vogue Brasil e comprando por fora algumas revistas que têm me interessado muito, como a “nova” L’officiel (com time 2.0) e as revistas que comprei na viagem e que mostrei nesse post aqui. Tô procurando reservar um tempinho dos fins de tarde e finais de semana pra poder ler tudo isso, me inspirar e ter ideias novas. E já adianto que a coceirinha pra falar (ainda mais) sobre elas aqui no blog tá bem forte. Aguardem posts em breve 😉

Subindo mais um degrauzinho

Em fevereiro, Ariane, uma amiga mui querida, se formou na residência de Psicologia. Pra comemorar esse novo degrauzinho alcançado, rolou festinha de formatura com direito a banda, amigos, muita comida e risadas até a barriga doer. E, claro, a certeza de que agora temos uma nova e competentíssima profissional no mercado!

Sobre filmes que mexem comigo

Já faz algum tempo que eu copiei a listinha do livro “1001 filmes para ver antes de morrer” lá no meu listography e, desde então, venho riscando todos os itens que vou assistindo dela. Só que aí em fevereiro, depois de um tempão sem nem pegar esse livro nas mãos, resolvi tirá-lo da prateleira e PÁ, me deu uma vontade doida de levar mais a sério esse desafio. Na real, não é nem só dos filmes listados que eu penso isso, mas de todos os filmes mais antigos que eu morro de vontade de assistir e acabo sempre deixando de lado. Por conta disso, decidi que agora em 2015 (e aproveitando que o Oscar já passou e que os filmes restantes dessa lista eu posso ver com mais calma) vou fazer um intesivão de filminhos antigos, começando pelos do Billy Wilder, um diretor que morro de curiosidade de conhecer mais o trabalho.

Quem tiver alguma indicação pra fazer, sinta-se à vontade pra deixar nos comentários!

Trocando a folia pela piscina

Todas as últimas vezes que fui pra casa dos meus pais em Leme, me joguei sem medo na piscina. Mesmo durante o Carnaval eu preferi trocar a folia pela água e descobri assim que a piscina tem funcionado pra mim de um jeito meio terapêutico, e que a sensação boa de nadar (já até contei por aqui que eu fico nadando mesmo quando tô dentro d’água, gastando energia e me movimentando que nem uma doida) me faz bem, me enche de uma sensação de calmaria e paz. Fora a delícia que é ficar lendo na beiradinha da piscina com um vento gelado batendo no nosso rosto <3

Strike!

Strike!

Fevereiro também foi mês de sair com os amigos pra jogar boliche e fazer vários strikes (mentira essa última parte haha). Eu não sou nem de longe, mas assim, nem de longe mesmo, uma boa jogadora de boliche, mas também não tô nem aí pra isso. Como sei que sou péssima nesse jogo, abandono a Mônica de Friends que existe em mim pelo menos um pouquinho. Afinal, o importante mesmo é sair com gente que me faz bem, que me faz rir e que eu adoro muito.

Março

Espero que vocês estejam acompanhando os posts que estão subindo aqui no blog sobre a viagem, mas pra quem perdeu as fotos que eu subi no Instagram (me sigam lá!), aqui vai um top cinco das muitas coisas legais que aconteceram durante o mês de março enquanto estive em Londres e Paris.

Foram anos de espera, mas minha carta de Hogwarts finalmente chegou

Foram anos de espera, mas minha carta de Hogwarts finalmente chegou

Uma das nossas primeiras paradas em Londres foi na estação de King’s Cross, onde fica a tão incrível plataforma 9 ¾. E sério, eu não poderia ter ficado mais feliz do que fiquei por ter ido até lá! Tendo um carinho tão grande quanto eu tenho pelos livros e filmes de Harry Potter e tendo sonhado durante muito tempo com uma cartinha que me levasse direto pra Hogwarts, estar naquele lugar é quase como se eu tivesse conseguido participar um pouquinho da história também.

É mágico que ela fique de fato na estação e que de um lado a gente veja trens chegando e saindo a todo momento e, de outro, a gente veja esse pequeno carrinho na parede que significa tanto pra quem é fã de HP.

London Eye, o cartão-postal mais lindo de Londres

A vista que a gente tem de Londres quando estamos dentro da London Eye é maravilhosa, mas tão bonita quanto isso é a própria roda-gigante, uma obscenidade de linda nas margens do rio Tâmisa. Ao entardecer, quando o sol vai indo embora e o céu vai misturando o rosa e o vermelho aos seus tons de azul, as cores se refletem na água e na própria London Eye, formando uma das vistas mais lindas que já vi na minha vida <3

Melhor amigo, namorado e companheiro de viagem

Quem for até Londres, precisa conhecer a Tower Bridge, uma das pontes mais famosas da cidade (essa mesma de fundo da foto), mas também precisa, vejam bem, p-r-e-c-i-s-a conhecer a Tower of London, que fica do ladinho dessa ponte. Ela já foi a residência oficial da monarquia britânica, mas hoje se tornou uma espécie de museu da história londrina. São várias torres dentro do local e, em cada uma, uma parte da história da cidade é desvendada. As joias da coroa estão lá (sim, é possível vê-las de pertinho!), assim como a coleção de armaduras da realeza e as masmorras e máquinas de tortura que foram preservadas. Além disso, os espaços destinados aos animais do rei (desde um elefante até um tigre!) também continuam por lá, e, por falar em animais, prepare-se para ver corvos de carne e osso, enormes e a um metro de distância de você, por todo o lugar.

O dia em que eu realizei um sonho <3

O dia em que eu realizei um sonho <3

Chega a ser difícil colocar em palavras o sentimento de ver a Torre Eiffel de pertinho. É incrível como, mesmo já tendo visto tantas fotos e vídeos dela, nada tinha me preparado para a sua beleza e a emoção que ela transmite ao vivo. Saindo do metrô e caminhando em direção a ela, fiquei arrepiada da cabeça até a ponta dos pés. E mais bonito ainda foi fazer tudo isso junto com o Diego: subirmos até lá no alto e, de mãos dadas, olharmos aquela vista e termos a certeza de que estávamos realizando um sonho.

Versailles e sua imensidão

Versailles e sua imensidão

Além da Torre, o Palácio de Versailles era um o lugar que eu mais queria conhecer na França. E como valeu a pena! Para visitar o jardim todo é preciso de mais de uma hora de caminhada, mas em cada cantinho parece que há uma beleza escondida fazendo valer a pena tanta bateção de perna. Pra mim então que sou super curiosa pela história da Maria Antonieta, visitar aquele lugar me deu uma dimensão ainda maior dos motivos de revolta do povo francês com a monarquia francesa e, ao mesmo tempo, me inseriu um pouco mais no universo tão quadradinho da rainha.

Espero que vocês tenham gostado e não deixam de falar aí nos comentários se curtem esse formatinho de resumo de mês.

Bisous, bisous e até mais!

Antes da viagem: o sonho e os planos

Foi no dia 13 de março de 2015, as 22h35 de uma sexta-feira muito feliz e ansiosa, que eu e Diego embarcamos para Londres. Essa viagem, no entanto, começou quase um ano antes dessa data, quando em dezembro de 2013 eu escrevi esse texto aqui – em um daqueles momentos que às vezes a gente tem de parar e repensar nossa vida.

O sonho

Na época, eu havia colocado na minha cabeça que não dava mais pra postergar minhas vontades. Lembro que eu vivia falando sobre as coisas que eu sonhava (e ainda sonho) em ser, as coisas que eu queria realizar, que eu queria cumprir, tudo aquilo que eu imaginava para o meu futuro. Só que a impressão que eu tinha era que eu sonhava muito com tudo isso, mas não corria atrás de fato dessas tantas vontades que eu tinha.

Foi no final do ano então, já sabendo que em 2014 eu começaria em um emprego novo, que eu havia desejado por muito tempo, que eu decidi que aquela era a hora da virada. Eu coloquei na minha cabeça que eu não deixaria para depois o que eu podia fazer hoje. Que eu pararia de apenas sonhar com viagens que queria fazer (não, eu nunca havia saído do Brasil) e passaria a tentar realizá-las de fato. Que eu pararia de reclamar da minha falta de dinheiro e economizaria em pequenas despesas do dia a dia que eu sabia serem possíveis. Que eu pararia de falar e agiria mais. Eu decidi, por fim, que eu batalharia pra realizar meus sonhos, nem que pra isso eu levasse minha vida inteira.

E, claro, não foi fácil. Ainda não é, obviamente. Ainda há um batalhão de sonhos que eu quero realizar e que eu luto todo dia pra chegar lá. Mas saber que um deles eu consegui concretizar por meio dos meus esforços, das minhas economias, dos meus planejamentos, das minhas vontades é muito maravilhoso. Porque é óbvio que ganhar uma viagem dos pais, dos avós, whatever, é incrível, – não tô recusando não, gente, haha – mas pra mim era muito importante realizar isso sozinha. Era algo que eu devia a mim mesma, numa forma de provar pra Paula que ela podia sim colocar algo na cabeça, lutar por aquilo e fazer a tal coisa ganhar forma.

Mais bonito e importante ainda foi realizar isso ao lado do Diego, uma pessoa muito menos “faladeira” do que eu dos seus sonhos assim em público, mas que tem um monte de vontades, ideias maravilhosas, projetos e desejos dentro de si. É uma coisa que eu vou guardar pra toda a minha vida: ter realizado um sonho meu e ele ter realizado um sonho dele, juntos. <3

Com ele, lá no alto da torre :)

Sei que tudo isso aqui pode soar bastante melodramático pra vocês, mas eu precisava explicar a importância que essa viagem tem pra mim pra que vocês possam acompanhar os próximos posts sentindo essa mesma felicidade. Olhando do ponto de vista de alguém que realizou o sonho de conhecer Paris, a cidade pela qual ela mais suspirava no mundo, que viajou pra Londres e descobriu que uma cidade pode sim ser maravilhosa e que já tem uma outra viagem planejada ainda pra esse ano porque descobriu que “conhecer o mundo” é o que ela de fato quer.

Portanto, não se acanhem: leiam os próximos textos e assistam os vídeos (sim, terão vídeos!) lembrando sempre que o mundo tá aí pra ser descoberto e que se a gente quer se jogar nele, a gente vai achar um meio de chegar lá. Com toda certeza.

Os planos

Eu comecei a me planejar pra essa viagem de uma maneira toda errada, haha, querendo tudo pra ontem: botei na cabeça que a viagem tinha de sair em 2014 e nem me toquei que, além da questão financeira, havia toda uma questão de “falta de tempo” que não se resolveria sozinha. Afinal, a gente tem emprego e toda uma vida aqui que não dá pra largar pra trás e dizer “daqui 15 dias tô voltando, ok?” Foi com o coração um pouquinho pesado que eu vi que ainda não era a hora e eu precisava ter um pouco mais de paciência.

Mas, olhando agora pra trás, eu acho que esse tempo foi ótimo. Porque foi graças a ele que eu e Diego conseguimos tirar nosso passaporte sem correria e ir juntando um pouco de dicas, experiências de amigos e familiares e mais um arsenal de opiniões aí espalhadas pela internet pra montar os destinos e roteiros da nossa viagem.

Pra começar que Amsterdã (que inicialmente seria a terceira cidade que nós iríamos visitar) foi riscada dos planos. Como não conseguimos tirar férias exatamente nos mesmo período e não íamos poder ficar 16 dias completos fora do país, optamos por focar em apenas duas cidades – e assim aproveitar melhor cada uma delas – do que fazer um passeio corrido em que não desse tempo de ver muita coisa.

Decidimos por Londres por ser a cidade que Diego mais queria conhecer, e por Paris porque eu sonho com ela há um tempão. Da mesma forma, a viagem pela Eurostar (que fizemos de Londres para Paris) foi escolhida porque nós nunca havíamos andando de trem, e estrear com um passeio pelo Canal da Mancha não era uma ideia de todo ruim.

Feito isso, compramos as passagens e fechamos os hostels. Aliás, se alguém se interessar, posso fazer um post depois sobre os hostels que fiquei, porque sei que rola um certo receio de muita gente em ficar em hostel ao invés de hotel. Já adianto que os dois que ficamos, o de Londres e o de Paris, são maravilhosos, com quartos só pra mim e para o Diego, com banheiro só pra gente, super seguros e confortáveis.

Algumas dicas que me deram, que eu usei e que são ótimas pra quem vai viajar para Londres e Paris:

Desde o primeiro momento em que eu e Diego decidimos fazer essa viagem, nossa ideia era “viver a cidade”. Nem por um momento a gente pensou em outra coisa. Porque é muito legal balancear os lugares mais famosos (os tais “pontos turísticos”) com lugares menos movimentados, mas que nos fazem ter muito mais contato com quem é de fato de lá. Acho que é uma forma da conhecer melhor a cidade, longe dos turistas e dos flashes. O engraçado, no entanto, é que várias das pessoas pra quem a gente contava da viagem, não perguntavam o que a gente tinha em mente conhecer, mas sim o que a gente pretendia comprar.

Que fique claro: nada contra quem faz viagens e gasta um rim em cada uma. Se eu tivesse dinheiro pra isso, não me importaria mesmo em passear e gastar horrores, mas nossa prioriade tava longe de ser essa. Algumas coisas a gente comprou porque é natural (tô pensando em gravar um videozinha depois, mas já adianto que não são muitas coisas não), mas a gente focou em gastar dinheiro em passeios, em momentos, em lugares. Subi na Torre, subi no Arco do Triunfo, subi em Notre Dame, visitei a Tower of London, fui me maravilhar com a “Savage Beauty” (exposição sobre a carreira do McQueen de que vou falar depois aqui), passeei na London Eye, fui visitar o Palácio de Versalhes (e os Domínios da Maria Antonieta), fiquei embasbacada com as pinturas do Louvre e fiz mais um monte de passeios que, infelizmente, são pagos, mas que valeram cada centavo. Pelo menos pra mim, muito mais do que seu tivesse gastado em roupa.

Portanto, pode parecer um conselho bobo, mas se você tá indo pra esses lugares (ainda mais se for a primeira vez como eu), é muito importante focar onde você quer gastar seu dinheiro. Se vai ser em compras ou se vai ser em passeios. Vale lembrar ainda que em Londres a moeda é a libra e em Paris é o euro (na época que eu fui, chegamos a pagar R$5,20 na libra e R$3,60 no euro! socorr!), ou seja, na maior parte dos lugares, financeiramente falando, não compensa mesmo fazer compras.

Outra dica legal, que me pareceu bobinha de início, mas que me ajudou demais durante os passeios, foi montar um roteiro do que íamos fazer. Gente, tenham em mente que roteiros que nós mesmo fazemos são legais porque podem ser quebrados a qualquer hora. hahaha. E podem ter certeza que eles serão quebrados, porque a cidade acaba te fazendo ter outras vontades. Fora mudanças básicas como tirar um passeio que era a céu aberto de um dia chuvoso e descobrir uma galeria bonitinha perdida em um bairro da cidade que merece sua atenção. Mas ter um roteiro já em mente, de lugares  que você realmente quer conhecer, é muito importante. Olhar antes o que fica mais perto do que e o que é melhor pra visitar em tal dia (Versailles, por exemplo, não abre aos domingos, assim como a troca da guarda real em março só acontece em dias ímpares), economiza tempo e dinheiro e te faz aproveitar muito melhor os lugares.

E, por fim, duas dicas que são bem específicas pra quem tá indo viajar pra Londres e para Paris. Em Londres, existe o travelcard, uma espécie de cartão que você compra e te dá acesso livre aos metrôs, ônibus e trens da cidade por um ou sete dias, dependendo da opção que você escolher. Nós escolhemos o de sete dias e pagamos um valor salgadinho (46 libras por pessoa), mas que compensou muito pela comodidade que o cartão proporcionou. Vale lembrar que nós ficamos seis dias em Londres, então o tempo do travelcard pra nós foi muito ok, mas se você vai ficar mais de meses na cidade, talvez um Oyster card valha mais a pena, já que ele é um cartão recarregável.

Agora, muita atenção: se você for comprar o travelcard como nós e estiver passeando com namorado, amigo, whatever, você deve comprá-lo em uma estação do metrô que também seja estação de trem. Dessa forma, você vai ganhar um “brinde” das companhias ferroviárias de Londres chamado 2 for 1. E gente, o 2 for 1 é maravilhoso! Com ele, você visita vários pontos turísticos pagando o valor de apenas uma entrada para duas pessoas. A Tower of London, por exemplo, um dos lugares mais legais de Londres, tá inclusa no 2 for 1. No papelzinho que vem junto com ele, há uma lista de todos os lugares que ele dá acesso e digo e repito, gente: vale muito a pena!

Em Paris há um esquema mais ou menos parecido. Apesar de para os bilhetes de metrô eles não terem nenhum serviço parecido com o travelcard (pelo menos nós não conseguimos descobrir nenhum), e ser necessário comprar bilhetes unitários normais, eles possuem uma promoção parecida com o 2 for 1. A diferença aqui é que você precisa comprar essa promoção.

Chamado de Paris Museum Pass, esse cartãozinho (que também só pode ser comprado em estações que são tanto de metrô quanto de trem e custa mais ou menos uns 50 euros por pessoa (o de quatro dias, que foi o que nós compramos)), te dá acesso de graça em vários pontos turísticos que são pagos. E o melhor de tudo: em vários deles, você tem acesso “vip” e não precisa pegar fila. Gente, isso é uma maravilha que vocês não têm nem ideia. No Louvre, por exemplo, com o PMP nós, além de não pagarmos a entrada, pulamos uma fila que, brincando, nos faria gastar umas duas horas do nosso dia.

Se você vai fazer um passeio parecido com o nosso, do tipo “quero mesmo conhecer todos esses lugares”, eu recomendo os dois cartões. Lembrando que a cidade vai muito além dos pontos turísticos que possui é que é legal demais sair dessas áreas também de vez em quando.

Agora, de malas prontas, tudo acertado, cintos afivelados, é hora de contar como foi nossa viagem.

E essa parte, ah, essa parte é especial demais <3  (mas vai ficar para um próximo post/vídeo que esse já tá gigantesco hihi)

Bisous, bisous e até já já 😉