Um longo post (dividido em várias partes) sobre as séries da minha vida _ parte um

Antes de mais nada vocês precisam saber que eu sou uma garota que ama séries. Esse é um fato muito importante sobre mim, porque por mais estranho que isso possa soar, eu acho de verdade que séries me influenciaram muito ao longo da vida.

É impressionante a empatia que eu criei com determinados personagens, de me ver ali, de me reconhecer naquelas atitudes, de entender quando ele não fazia o que as pessoas esperavam dele, mas o que ele esperava dele mesmo.  As cenas impossíveis (mas ainda assim cheias de lições) que eu muitas vezes “vivi” através de séries e até mesmo os dramas, – familiares, com amigos, namorado, no trabalho – também sempre fizeram um sentido muito concreto pra mim. Eu não precisava passar pela mesma situação pra entender o recado, mas entender o recado, de certa forma, me preparava para os problemas reais que eu enfrentava no mundo aqui fora.

Por isso tudo, fazia algum tempo que eu tava com vontade de escrever aqui no blog sobre as séries que mais marcaram minha vida. Esse era um pedaço muito grande da minha história pra eu simplesmente deixar de fora, sabem?

Então, decidi fazer assim: de tempos em tempos vou vir aqui falar sobre três séries que me marcaram muito. Vai ser um post longo, dividido em várias partes, mas foi o jeito que achei pra falar sobre cada uma delas do jeito que elas merecem. Tomara que vocês se identifiquem com elas pelo menos um pouquinho do tanto que eu me identifiquei (:

Dentre tantas séries maravilhosas que já cruzaram meu caminho, fica difícil apontar apenas uma como a “série da minha vida”. Mas, se por algum motivo eu precisasse responder a essa questão, muito provavelmente Gilmore Girls seria a grande escolhida.

A série foi transmitida pelo canal The WB de 2000 a 2007 (eu só fui assistir a série inteirinha tempos depois, quando ela já havia acabado) e apesar de ter uma sinopse bem água com açúcar, esse é um dos poucos seriados que eu consigo ver repetidas vezes, sem nunca enjoar da história ou dos personagens.  São os seus personagens, aliás, – especialmente as duas estrelas principais da história, Lorelai e Rory Gilmore – que transformam a série em algo muito maior do que a sua própria sinopse poderia prever. O que era para ser uma história sobre uma mãe jovem e solteira criando sua filha em uma cidadezinha pacata e cheia de bons vizinhos, se transformou em um show que mostra a relação de duas mulheres extremamente diferentes e fortes, de personalidades marcantes e, assim como eu e como você, cheias de altos e baixos na vida.

Lorelai é engraçada e esperta, mas mete os pés pelas mãos em várias situações do dia a dia, tem medo de se entregar ao amor e muitas vezes faz transparecer sua fragilidade por ter sido obrigada a amadurecer tão rápido.

Rory é a menina exemplar, que vê na mãe sua melhor amiga e só tem olhos para os livros e seu futuro, mas que vai vendo que no meio do caminho, as coisas nem sempre seguem a estradinha perfeita que a gente imaginou para elas.

Tem ainda os outros personagens da história que também são muito maravilhosos (Luke, Sookie, Emily…) e que trazem uma contribuição gigante para a série se transformar no programa atemporal, cheio de referências inteligentes (de Kurt Cobain a livros clássicos) e com lições de vida nada impostas, mas que facilmente mexem com a gente, que ele é.

Se eu posso, portanto, dar apenas um conselho pra você que está lendo esse texto, eu digo sem titubear: pegue uma boa xícara de café, vista suas meias mais quentinhas e vá já assistir a esse seriado.

FRIENDS -- Season 2 -- Pictured: (l-r) Matthew Perry as Chandler Bing, Jennifer Aniston as Rachel Green, David Schwimmer as Ross Geller, Courteney Cox as Monica Geller, Matt LeBlanc as Joey Tribbiani, Lisa Kudrow as Phoebe Buffay (Photo by NBC/NBCU Photo Bank via Getty Images)

Já pararam pra pensar em como a sinopse de Friends é bem simples? Um grupo de seis amigos que moram no mesmo prédio, amam tomar café no mesmo lugar e têm personalidades completamente diferentes, mas que se dão super bem juntas. Pronto, era só isso que os produtores precisavam (mentira, eles precisavam exatamente dos seis atores que fazem os personagens principais, porque sem eles, dificilmente teria rolado a química tão forte que o seriado tem) para que tudo desse certo.

Friends é uma série de comédia, mas eu consigo encontrar tantos outros elementos dentro dela, que acho até difícil classificá-la apenas como uma coisa. O seriado foi um dos mais famosos e rentáveis da história (o episódio final da série teve mais de 50 milhões de espectadores!) e acho que a já citada química entre os atores, os personagens tão engraçados e carismáticos, a ideia de uma amizade tão forte entre um grupo de pessoas e uma espécie de simplicidade que o roteiro da série seguia, fizeram dela o clássico que se tornou. 

Uma das maiores proezas que eu vejo na série, é que mesmo estando por dez temporadas no ar, eles conseguiram manter o mesmo nível de comédia, drama, amor e empatia em todo o tempo. Imagina como deve ser difícil manter um programa de tanto sucesso ao longo de dez anos sempre superando as expectativas do público? Sempre criando novas histórias que não caíam naquele limbo de enrolação que muitas séries legais acabaram caindo simplesmente pra se manterem na TV?

Friends conseguiu manter o mesmo tom em dez anos e o mais importante de tudo: soube a hora de parar. E mesmo que tanto tempo depois eu ainda alimente o desejo de que exista um filme com os personagens, acho que Friends conseguiu se manter tão incrível e tão atemporal exatamente porque não quis forçar a barra e teve o timing necessário para saber o que era legal e o que não era pra história.

Pra ser bem sincera com vocês, eu não lembro muito bem porque comecei a assistir Skins. Acho que alguém comentou sobre a série no facebook e eu fiquei curiosa (ou eu tava procurando algo pra assistir e simplesmente fui parar no episódio piloto), mas a única coisa que lembro com certeza é que desde o comecinho eu achei a série estranha pra caramba. Mas estranha de um jeito bom, digamos assim.

A impressão que dá é que Skins é uma série meio caseirona, que não tá nem aí pra aquilo que já foi feito em termos de séries adolescentes. É como se eles desprezassem o que todo mundo enxerga nas séries do gênero e quisessem mostrar na real o que de incrível e de ruim pode acontecer nessa fase da vida. Isso tudo de um jeito bem cru, bem descarado, bem dedo na ferida.

Esse é um dos motivos porque a série – que é original britânica – se deu tão bem no Reino Unido, que tem esse jeito mais blasé e mais underground. Quando ela ganhou uma versão americana, o programa foi um verdadeiro fiasco, porque além de ter o maior distanciamento possível de séries adolescentes que por lá nos EUA fazem sucesso (vide Gossip Girl e cia), a série era considerada esquisita demais, pesada demais para aquele público.

E se tem uma coisa que não podemos negar é que Skins é de fato mesmo pesada.

A série conta a história de um grupo de amigos que vive em Bristol, sudoeste da Inglaterra, e apresenta aspectos da adolescência que os seriados quase sempre fazem questão de não mostrar. Anorexia, drogas, sexo, problemas com autoestima, estranhamento com os pais, dores de amor pesadas, depressão, alcoolismo…

Uma das coisas mais inteligentes de Skins é que a série, a cada duas temporadas, mostra um grupo de adolescentes diferente de Bristol. Alguns grupos têm até relação uns com os outros, como é o caso de Effy Stonem (Kaya Scodelario), uma das principais personagens da segunda geração (cada turma é chamada de geração em Skins) e que na primeira, aparecia apenas como a irmã mais nova de Tony (Nicholas Hoult).

São essas duas gerações, aliás, a primeira e a segunda, que pra mim são responsáveis pelo sucesso que o seriado foi e continua sendo. Quando a terceira geração começou, parecia até que os produtores estavam meio perdidos, sem saber como desenvolver os novos personagens, e eu confesso que nem quis terminar de assistir tudo porque fiquei bastante decepcionada com o roteiro e com o desenrolar das coisas.

Mas pra minha felicidade, nem tudo estava perdido. Pra sétima temporada, os produtores de Skins tiveram uma ideia maravilhosa: fazer uma temporada especial de três episódios, divididos cada um em duas partes, que se dedicassem a mostrar o que aconteceu no futuro de três dos personagens mais queridos do público.

Os escolhidos foram a própria Effy (Kaya Scodelario), para o episódio Fire, James Cook (Jack O’Connell), em Rise, e Cassie Ainsworth (Hannah Murray), minha personagem favorita, em Pure.

O resultado ficou um absurdo de incrível, até porque, não foram apenas os personagens que cresceram. Ainda que o clima pesadíssimo da série tenha continuado nesses episódios especiais, os produtores, a série, os atores, a história toda em si evoluiu. O que trouxe uma certa dose de poesia e de beleza em toda a sétima temporada, encerrando maravilhosamente um dos programas mais controversos e inteligentes que eu já vi.

Bisous, bisous e aguardem que em breve sobem mais posts sobre as séries da minha vida!

Os cinco de agosto 2015

* Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Eu não sou o tipo de garota que costuma reclamar das coisas, mas assim como aconteceu com muita gente, o bichinho do “agosto mês do cão” me pegou. Tiveram coisas bem pesadas rolando durante esses 31 dias; todas acompanhadas de muito choro e stress, me deixando bastante desesperada em alguns momentos. Por fim, tudo se ajeitou (e não é que foi mesmo da melhor maneira possível?)  e setembro começou muito mais calmo e cheio de expectativas.

Mas, apesar dos pesares, agosto até teve seus momentos bons – alguns incríveis, pra ser sincera – e como eu não gosto de deixar essas coisas passarem em branco, resolvi colocar uma partezinha deles aqui embaixo pra vocês verem (:

Em agosto, em uma das rápidas visitas que a Natalia Dian fez aqui em Bauru, a gente conseguiu se encontrar pra tomar um café e fazer um shooting pro blog. Nosso trajeto começou na livraria, continuou na cafeteria, depois foi pra floricultura e terminou na feirinha da praça, com tudo isso sendo registrado pelas lentes da Nat.

As fotos vieram parar nesse post aqui, junto com uma entrevista que fiz com ela, mas tem mais um montão que estão no seu tumblr mostrando que delícia que foi o nosso dia. Visitem o lnk pra verem o ensaio completo e pra conferirem o trabalho incrível dessa amiga tão querida.

Maitê mora em Sorocaba, eu em Bauru, e Gabi em Leme – com um pezinho em Limeira, onde vive o seu namorado. Ou seja, é uma raridade quando calha de nós três estarmos na nossa cidade natal e conseguirmos nos encontrar. Dias assim merecem ser comemorados, e foi isso que aconteceu em agosto, quando a gente finalmente se reuniu e pôde sair pra beber, comer e conversar muito.

O melhor de tudo é que agora em setembro é aniversário de 25 anos da Gabi e depois de muitos anos passando aniversários umas longe das outras, a gente vai comemorar o dela juntinhas, com direito a muita festa, danças loucas e risadas. Mal posso esperar.

Durante os dias que fiquei em Leme, aproveitei o fato de morar pertinho do lago municipal, esse lugar pouco maravilhoso, e fui caminhar. Não sei nem colocar em palavras o quanto é inspirador caminhar em um lugar assim, bem de frente pra uma paisagem maravilhosa, muito verde, um lago lindo e um cheirinho de terra molhada.

Me dei conta de que é muito desperdício eu estar tão perto de um cantinho tão incrível assim e quase nunca ir aí. Por isso, coloquei na minha cabeça que vou dar um jeito de caminhar nesse lugar sempre que for pra casa dos meus pais, e que aqui em Bauru vou tentar achar um lugar que também me inspire e me motive a sair de casa pra andar.

Em agosto minha irmã foi pra Miami e eu aproveitei e pedi que ela comprasse pra mim alguns produtos de beauté que tava afim de experimentar fazia um tempão: a máscara Aussie 3 minutes Miracle Strong, o Eos lip balm, o primer The POREfessional da Benefit e o batom Heroine da MAC.

Não quero falar muito sobre esses produtos nesse post porque alguns deles devem entrar no meu próximo vídeo de produtos que estou amando, (e daí lá vou contar mais direitinho o que eu achei de cada um) mas posso adiantar que dar uma renovada nas minhas coisas de beleza me fez muito bem. Eu amo testar produtos novos, e me empolgo a usar mais maquiagem e a tentar umas coisas diferentes. Me dá uma chacoalhada a sair da rotina, sabem?

E ah, a revista da foto também foi comprada na viagem (na verdade minha irmã comprou ela na volta, no aeroporto), e eu fiquei mega feliz de ter essa edição maravilhosas da Vanity Fair pra ler com calma aqui em casa. Acho inspiradora a história da Caitlyn Jenner, e amei a capa e o recheio dessa revista.

A edição da número 20 da aLagarta saiu do forno com um gostinho ainda mais especial do que de costume: comemoramos 5 anos de revista! Por isso mesmo voltamos às nossas origens e, nessa edição, mergulhamos na história da menina Alice mais uma vez.

A minha coluna da nº20 e chama Mary’s Adventure in Wonderland, e conta a história da ilustradora Mary Blair, responsável pela indentidade visual de vários filmes da Disney – inclusive de Alice no País das Maravilhas. Além disso, fiquei super feliz porque minha matéria contou com fotos lindas da Carol Lancelloti, editora da publicação.

Pra mim é uma honra fazer parte desse projeto tão lindo, tão acolhedor e que me deixa livre pra criar e falar sobre assuntos diversos. Tô na lagartinha desde a sua oitava edição e só vejo ela ganhar cada vez mais força e conquistar voos cada vez mais altos.

E o mês de agosto de vocês, como que foi? Contem nos comentários!

Bisous, bisous

Os cinco de julho 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Em julho aconteceu um evento de food trucks aqui em Bauru e eu fiz questão de dar uma passada por lá pra experimentar algumas das comidinhas que tavam rolando. Além de comer um croque monsieur delicioso, também tomei um milkshake divino na Kombosa – uma fod komb que de tão charmosa dava vontade de morar dentro!

Além de ser um veículo super gracinha, todo pintado em tons de rosa e azul bebê, eu fiquei envolvida por todo o estilo que eles têm, que vai desde o uniforme dos atendentes (macacões!), até o jeito elegante de servir, os nomes engraçados das bebidas, o sabor tão bem executado do milkshake… Virei fã de verdade! Pra quem ficou curioso, no site deles é possível conhecer mais sobre a marca e entender um pouco dessa pegada retrô que eles possuem.

Em outro final de semana de julho teve a festinha da Ari, que resolveu juntar todos os seus amigos em um único lugar. O resultado foi muita comida, muita bebida e  uma playlist absurda de boa que empolgou todo mundo. As músicas rolaram noite adentro (mostrei minha coreo de Stop das Spice Girls no snpachat, me sigam lá: @little_blog) e tiveram muitas fotos no meio do caminho pra registrar o momento. Essa daqui de cima com o Diego foi a que acabou indo para o Instagram, mas ela faz parte de um pequeno “book” que começa super sério e termina comigo estatelada no chão depois de ter sido carregada e girada por ele. Pois é, nosso jeitinho haha.

Eu sei que é covardia postar uma fotos dessas por aqui, mas eu preciso compartilhar essa descoberta com vocês! Que me desculpem as carnes do Madero, – que são sim deliciosas, claro – mas a grande estrela de lá pra mim é esse brigadeiro de panelinha. A sobremesa não é barata, mas vale cada real investido: quentinho, com gosto de chocolate de verdade e com uma cremosidade difícil de colocar em palavras, só experimentando mesmo pra entender!

Em julho foi a primeira vez que eu fui ao Madero (no “tradicional” jantar de dia 17 que sempre faço com o Di), mas se as outras sobremesas forem tão boas quanto essa, pode apostar que eu vou voltar lá muitas outra vezes.

Foi muito difícil achar um dia e um horário pra reunir toda a turma dessa foto em uma mesmo lugar, – e mesmo assim ainda ficou faltando algumas pessoas queridas – mas nós finalmente conseguimos! A turma do tablado, como a gente carinhosamente gosta de se chamar, se reuniu dessa vez não para tomar café, mas sim para jantar, e contamos até com a participação especial do Rafinha que tá dando seus primeiros passinhos. Uma fofura, gente!

Acho que vai demorar pra conseguirmos fazer um round 2 desse encontro, mas não ia achar nem um pouco ruim se rolasse uma reunião assim todo mês.

Às vezes eu encano com alguns objetos de decoração e não há o que me faça não ficar pensando em como aquilo ficaria na minha casa, onde seria um lugar legal do meu quarto pra eu colocá-lo, onde que eu poderia comprar (fazer ou garimpar) a tal coisa sem desembolsar tanta grana… Enfim, decoração é algo que me inspira mesmo e de tempos em tempos eu tenho umas vontades meio malucas sobre o assunto haha.

Esse estilo de estofado da foto daqui de cima (que depois de perguntar no Instagram eu descobri que se chama capitonê) é minha nova crush do momento. Eu fico pensando quão lindo seria ter uma poltrona bem grande e aconchegante toda feita desse estofado. Acho bonito, elegante e com um ar de antiguinho que me derrete de amores.

É provável que eu não consiga fazer isso tão já, afinal não tô podendo gastar muito em móveis e meu quarto já tá suficientemente abarrotado de coisas, mas quem sabe no ano que vem, se uma mudanças que eu tenho vontade de fazer se concretizarem, eu não consiga a minha tão sonhada poltrona?

E me contem, como foi o o mês de julho de vocês?

Bisous, bisous

Os cinco de junho 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

12 de junho, também conhecido como dia dos namorados, foi o dia que Diego me deu de presente uma edição de Peter Pan que eu estava cobiçando há dias. Ela faz parte de uma coleção chamada clássicos Zahar e vocês precisam acreditar quando eu digo que essa coleção só tem livros maravilhosos! Não apenas porque eles são clássicos que influenciaram gerações e que foram importantíssimos para a história da literatura internacional ou nacional, mas também porque os títulos dessa coleção são muito caprichados. Além de alguns possuírem edições de bolso (eu tenho Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho), as edições grandes são todas em capa dura, comentadas e ilustradas. Lindas de morrer.

Como vocês podem ver pela foto, além do livro ganhei também um buquê de rosas pinks do Di. Eu gosto mais de rosas pinks do que de rosas vermelhas (acho elas ainda mais vibrantes e diferentes) e fiquei muito chocada com o tanto de tempo que elas aguentaram firmes e fortes sem murchar. E ah, pra quem não viu, nesse dia ainda rolou post aqui no blog contando sobre a história do nosso namoro.

Em junho rolou minha primeira festa junina do ano, em Leme, na casa da minha irmã. Foi uma festa com todos os amigos e amigas dela, e todo mundo levou comidinhas típicas pra comemorar. Teve quentão, pipoca, maçã do amor, bolo de fubá, cuscuz e mais um monte de delícias. E repararam nessa decoração gracinha? Achei que ficou muito, muito caprichada!

Depois de uma infinidade de meses longe uma da outra, eu e Maitê finalmente conseguimos nos reencontrar. Tomamos café juntas e aproveitamos pra colocar pelo menos uma parte das novidades em dia. A verdade é que não importa quanto tempo passe, sempre é difícil ficar longe assim dos nossos amigos. Esse negócio de distância nunca se torna fácil, a gente apenas aprende a lidar com ele na medida do possível.

Eu não sou uma pessoa muito consumista, mas nas poucas vezes em que compro roupa, eu tenho vontade de sair da loja, brechó ou qualquer lugar em que eu tenha adquirido o tal item, já com ele no corpo. Sei que é meio doido dizer isso, mas eu gosto de comprar uma roupa e já usá-la o mais rápido possível. Confesso pra vocês que dependendo da roupa (se eu comprar um vestido de festa e a festa ainda for demorar uns dias, não dá pra usar o tal vestido na rua, né?), eu boto a roupa em casa mesmo e fico um pouquinho com ela até passar esse primeiro comichão de vontade de usá-la haha. Sou doida, eu sei.

Com a blusa daqui da foto não foi diferente. Tinha comprado ela de manhã em um bazar aqui em Bauru e já tratei de usá-la à tarde mesmo. E o du jour registrado me animou também a botar em prática uma vontade de que eu tinha já há algum tempo, mas que sempre me deixava receosa: abrir uma categoria de shooting aqui no blog. Pra quem ainda não viu, o primeiro ‘ensaio’ já até aconteceu e foi em parceria com a loja Rosegal, nova parceria do blog.

Tenho conseguido ir até que bastante no cinema esse ano e um dos últimos filmes que assisti na telona foi Inside Out (“Divertida Mente” aqui no Brasil). Não acho que seja o melhor filme da Pixar, mas com certeza está entre os melhores que eles já fizeram (e arrisco dizer que tá ali no meu top cinco de filmes preferidos deles). É uma animação muito inteligente, muito bonita, muito “a Pixar sendo a Pixar”.

Minha personagem preferida é de longe a Sadness (essa da foto) e ultimamente ando meio obcecada por tudo que tenha a ver com ela. Tô até considerando a possibilidade de comprar um funko da personagem, mas dá uma tristeza quando penso que ele tá saindo por mais de oitenta reais aqui no Brasil… Nada legal ver como brinquedos custam tão caro por aqui :{

E o mês de junho de vocês, como é que foi?

Bisous, bisous

Eu quero mudar o mundo hoje

Desde quando eu era pequena, eu sempre tive essa vontade de mudar o mundo. Essa ideia de que um dia, quando eu fosse mais velha e tivesse realizado coisas muito incríveis, eu poderia olhar pra trás e veria que sim, eu tinha feito algo grandioso o suficiente pra dizer que pelo menos uma parte do mundo eu havia mudado. Que eu havia conseguido criar ou transformar algo muito importante, algo que havia melhorado a vida de outras pessoas, algo que havia feito a diferença na vida de alguém.

{Revolution – The Beatles}

Essa ideia de que “um dia” eu precisava chegar lá sempre me acompanhou. Eu via essas pessoas que haviam construído coisas revolucionárias, que haviam descoberto curas, que haviam impactado positivamente outras pessoas e pensava que eu queria ser como elas. Que se eu batalhasse muito, estudasse muito, me dedicasse muito e me jogasse em um objetivo, um dia eu chegaria lá.

Um dia…

É engraçado que olhando agora pra trás e lembrando de todas as vezes que eu repeti isso – de certa forma tentando provar pra mim mesma que um sonho assim não era utópico –  eu sempre usava a palavra “um dia” relacionada a essa vontade. Era como se o fato de fazer algo muito grandioso estivesse intrinsicamente ligado ao amanhã. Porque, poxa, leva tempo algo assim, né? Como é que você muda a vida de alguém, cria algo incrível, transforma histórias que não são apenas a sua, do dia pra noite? Eu sempre coloquei na minha cabeça que esse tipo de coisa levava tempo.

Mas a verdade é: será que leva mesmo?

Na semana passada meu mundo teve um grande chacoalhão. Daqueles poderosos mesmo que fazem passar um filme na nossa cabeça e nos levam a repensar várias coisas tidas como certas na nossa vida. Isso porque alguém próximo a mim, alguém que eu convivo todo dia, alguém que eu não tinha escutado falar nos livros, nas entrevistas, nas minhas aulas de História, enfim, alguém não-longe do meu universo, fez a diferença na vida de alguém. Aquela diferença louca e gigante que eu sonho um dia realizar. Aquela diferença que transforma a vida e a história de muitas pessoas.

O mais incrível de tudo isso é que essa pessoa não apenas tá aqui, do meu lado, como também fez algo que estava ao meu alcance. Na verdade não só do meu, mas também no de você que tá sentado aí lendo esse texto, no do meu vizinho, no da minha família, no de quase todo mundo que eu conheço. A única diferença é que essa pessoa que queria muito mudar o mundo, que queria ser A transformação, achou uma maneira de fazer isso. Não “um dia”, mas hoje.

E de repente me deu esse choque de realidade de que ainda que algumas mudanças possam levar anos – afinal, descobrir a cura pra uma doença é de fato um processo longo – existem maneiras de impactar a vida das pessoas que só estão aí, a nossa espera. Ainda que eu sempre tivesse a consciência de que pequenas ações do dia a dia também são maneiras de fazer do mundo um lugar melhor, nesses últimos dias me caiu essa ficha de que existem formas de realizar grandes transformações hoje mesmo. Não amanhã, nem depois. E que se a gente de fato quiser, a gente até pode dentro de alguns anos escrever um romance que vai influenciar gerações ou criar um programa que ajude crianças carentes, mas que hoje, hoje mesmo, a gente poe sair à caça de transformações grandes pro mundo. Porque existem transformações ao nosso alcance. Porque a chance de fazermos uma revolução pode estar ali na esquina  agora mesmo.

E eu quero ser a pessoa que vai fazer isso. Você não?

Bisous, bisous