TAG: 15 coisas legais que aconteceram em 2015

Meu 2015 foi um ano loucamente confuso, é verdade, mas foi também um ano loucamente importante. Muita coisa aconteceu desde o dia 01/01 até aqui e ainda que tenham rolados alguns tropeços no meio do caminho, problemas sérios (que, ainda bem, foram devidamente solucionados) e momentos em que eu me senti completamente perdida, tiveram muito mais momentos libertadores, lindos, emocionantes, inspiradores e apaixonantes em 2015.

Eu não poderia jamais reclamar de um ano que me ensinou tanto, que me fez crescer, profissional e pessoalmente, e que fez eu gritar de felicidade muitas vezes. A real é que eu tenho muito a agradecer e muito a comemorar por esses últimos 365 dias.

Essa tag aqui, criada originalmente pela Bruna Vieira do Depois dos Quinze, é, portanto, uma forma de eu fazer isso. Ela relembra os 15 momentos mais marcantes do meu ano, me faz revivê-los um pouquinho e me enche de vontade de fazer de 2016 um ano tão ou mais importanto do que esse.

Porque, afinal, esse espírito de final de ano tá sendo um só: olhar pra trás com um sorriso no rosto de felicidade e olhar pra frente com uma vontade danada de botar pra quebrar e fazer acontecer.

A viagem dos meus sonhos aconteceu em 2015 e foi ainda mais bonita do que eu imaginava. Conhecer Londres e Paris, especialmente ao lado do Diego, foi uma sensação indescritível.

Ver a Torre Eiffell, andar pela Champs-Élysées, passear na London Eye, chorar de emoção na Abbey Road, sentir o cheiro dos jardins de Versailles, tomar café na cafeteria onde foi gravado “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, brincar na plataforma 9 3/4 e ver a imensidão do Big Ben foram só algumas das emoções que essa viagem me proporcionou. O que ficou de tudo isso foram duas certezas: a de que nunca vou esquecer esses dias em que estive por lá, e a de que sei que vou voltar e aproveitar essas duas cidades ainda mais.

Uma coisa que eu queria muito fazer em 2015 era ir mais em shows, porque apesar de eu escutar muita música em casa, no trabalho, no banho, na rua e em praticamente todo lugar, shows não costumavam figurar na minha lista de programas corriqueiros. E eu consegui! Meta anotada e meta cumprida! Fui em três shows esse ano: do Capital Inicial e do Roupa Nova aqui em Bauru mesmo, e do Los Hermanos em São Paulo.

Viajar de trem era algo que eu queria fazer há muito tempo. Muito tempo mesmo. Eu nunca nem tinha botado os pés dentro de um, e achei que não poderia haver situação mais propícia pra finalmente fazer isso do que dispensar o avião e ir de trem de Londres pra Paris. Além de ser mais barato e rápido, foi muito mais divertido e interessante: as paisagens são lindas e em determinado momento da viagem você passa em um túnel por baixo do Canal da Mancha, que apesar de ser todo escuro, dá um frio enorme na barriga só de pensar que você tá há 50m abaixo do mar, e em uma região histórica tão incrível.

2015 foi o ano em que eu verdadeiramente me descobri feminista. Eu aprendi uma infinidade de coisas sobre o movimento e sei que vou aprender muito mais sobre isso em 2016, especialmente por causa da Babi, que tá sendo uma guia pra mim nisso tudo. Quando eu estiver mais preparada (porque eu acho mesmo que ainda não tô o suficiente), eu quero vir aqui e conversar sobre isso com vocês. Vai ser muito importante pra mim e espero que também seja legal e empoderador pra quem ler.

2015 foi o ano em que eu tomei coragem pra fazer shootings aqui no blog e o resultado foi muito mais legal do que eu imaginava. Um deles foi em maio, e foi absurdamente especial e belo porque foi fotografado pela Natália Dian, uma amiga fotógrafa muito querida, que tá aprontando todas agora na Alemanha, mas que quando estava aqui no Brasil me deu esse presente maravilhoso. As fotos ficaram incríveis e eu fiquei completamente apaixonada por todo o ensaio.

Em abril eu mudei de equipe e de turno na editora onde trabalho, e junto com isso acabei mudando também toda minha rotina de horários. De uma menina que dormia tarde (muito tarde mesmo), acordava tarde, dormia mal e pulava o café da manhã eu me transformei em alguém que dorme antes da uma da manhã, – o que não faz muito tempo era meio que inimaginável pra mim – acorda cedo, toma café e as sete e meia já tá na frente do computador trabalhando. Isso foi uma mudança absurda na minha vida porque eu não apenas tenho conseguido dormir seis horas quase todo dia, como passei a me alimentar melhor, engordei o quanto queria e me sinto mais desperta o dia todo.

Claro que eu continuo amando as madrugadas haha, mas consegui finalmente acertar meus horários e ganhar mais qualidade de vida na minha rotina.

Aconteceram duas coisas profissionais muito legais esse ano. Eu comecei a escrever para o Johnny Tattoo Studio em uma coluna quinzenal sobre moda (aguardem que em 2016 a coluna não só continua como já tô cheia de ideias de temas que quero escrever) e tive a oportunidade de voltar a trabalhar com o Lu, meu ex-chefinho da Luminosidade, na montagem da exposição do FFW Fashion Tour aqui em Bauru. Foi uma correria, uma loucura, mas muito maravilhoso.

Em 2015 eu e o Di completamos seis anos de namoro, viajamos juntos pra Londres e Paris, nos organizamos melhor pra poder cuidar do Batman, dividimos mais um ano sob o mesmo teto, assistimos a uma lista gigante de filmes juntos, nos amamaos cada dia mais e estivemos lá um pelo outro em todos os momentos. Eu olho pra isso tudo e só consigo pensar em como é maravilhoso ter alguém assim do nosso lado, que decide embarcar nessa aventura doida que é a vida juntinho com a gente.

Quando estava em Londres, descobri que a exposição Alexander McQueen: Savage Beauty também tinha acabado de chegar na terra da rainha. Ela estava sendo exposta no Victoria and Albert Museum, um dos museus mais maravilhosos de Londres, que se dedica em grande parte à história da moda. Consegui ingressos de última hora e fui ver essa exposição que é uma das coisas mais belas que já vi na minha vida e que rendeu um post aqui no blog pelo qual eu tenho o maior carinho.

2015 foi um ano de reforçar os laços, o carinho e a lealdade com amigos de longa data, mas foi também um ano de novas amizades. Gente que me ensinou, que me inspirou, que me fez aprender um pouquinho mais sobre diferenças (e sobre como aceitá-las). Eu desejo muito que essas pessoas continuem ao meu lado em 2016 – e por muito mais tempo depois disso – e que o ano que vem traga novos laços, novas pessoas, novos aprendizados.

Uma das metas de 2015 era voltar a estudar numa sala de aula. E já que isso era algo que tava me fazendo falta de verdade e eu queria muito praticar minha conversação de inglês (que é, de longe, minha maior dificuldade com o idioma), juntei as duas vontades em uma realização só: comecei um curso de conversação aqui em Bauru que faço todas as segundas-feiras à tarde. O mais incrível disso tudo é que na minha aula, além de aprender a conversar em inglês, eu aprendo um pouquinho de tudo. De música à literatura, de cinema à política. Eu adoro meu professor, adoro as pessoas da minha sala e os debates que rolam. Mal vejo a hora de voltar do recesso do final de ano pra continuar a aprender um mundaréu de coisas.

Eu não vi muitos filmes em 2015, é verdade (pelo menos não tantos quantos eu vi no ano passado), mas nesse ano fui muito mais ao cinema, comi muita mais pipoca, tomei muito mais coca e me emocionei ainda mais ao ver filmes tão maravilhosos assim na telona. De Divertida Mente a Star Wars, de Jogos Vorazes: A Esperança – O Final a Operação Big Hero, sessões de cinema são uma coisa que povoaram meu 2015 e que eu espero que povoem meu 2016.

Não é segredo pra ninguém que eu sou fissurada em restaurantes e cafés, e adoro descobrir estabelecimentos assim novos pra ir. E o que definitivamente não faltou esse ano foram idas a restaurantes e cafés, fosse pra comer comidas doces ou salgadas, ou às vezes só para tomar uns bons drinks. Descobri vários lugares novos (e ótimos!) e redescobri outros diversos lugares que são sempre uma delícia de estar, que são super confortáveis e aconchegantes.

Desde que criei esse blog aqui eu tento me jogar um pouquinho mais no universo da beleza – que nunca me interessou tanto quanto o universo da moda, por exemplo, – e aprender um pouquinho mais sobre maquiagem. Talvez esse ano eu não tenha falado muito sobre isso aqui no blog, mas esse foi com certeza o ano em que eu mais testei produtos, em que eu assumi sem pudores meus batons vermelhos e roxos, em que eu passei a usar primer, em que eu usei e abusei de delineador, em que eu me rendi as águas termais e esfoliantes, em que eu aprendi a cuidar mais da minha pele e em que eu não tive medo de tentar, errar e tentar de novo. E nem medo também de não usar um pingo de maquiagem se eu não estivesse afim. Porque o legal da beleza é isso: nos alegrar e não nos escravizar.

Não, eu não consegui postar de segunda a sexta em 2016 (na real, eu não cheguei nem perto disso), mas eu continuei a escrever no blog com uma regularidade até que boa e sem forçações de barra. Escrevi só sobre o que queria, só sobre o que me inspirava, me fazia pensar, me tirava do lugar. Escrevi sobre viagens, sobre paixões, sobre roupas, sobre pessoas, sobre filmes, sobre músicas, sobre sentimentos. E postei muitas fotos, respondi algumas tags, crei categorias novas e fiz até algumas parcerias lindas, que me deixaram muito feliz de ver o blog dando resultados além do esperado.

2015 foi de fato um ano pra nunca mais se esquecer :)
Eu espero do fundo do coração que o de vocês também tenha sido incrível e que o próximo seja ainda mais legal, mais cheio de lições, mais repleto de pessoas e lugares e momentos maravilhosos.

Feliz Ano Novo e até 2016!

Os cinco de novembro

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Com a Gabi, nos 15 anos da Laris

A festa de 15 anos da minha prima rolou em novembro, e além de ter todas as tradições das festas de 15 anos, teve algumas supresas bem divertidas – tô super curiosa pelo álbum de fotos!

Eu sei que parece o maior papo de velha dizer isso, mas é muito doido ver ela completar 15 anos. Especialmente porque eu não moro mais em Leme, então não a vejo sempre, e quando vejo rola aquele choque enorme de perceber o quanto ela cresceu.

E claro que aí, nessas de pensar em transformações e crescimentos, eu já caio em mil loucuras na minha cabeça. Fico aqui lembrando de todas as mudanças que vi minha família passar nesses quase sete anos (!!!) desde que me mudei pra Bauru. E já rolou tanta água por baixo dessa ponte, que enquanto estava lá no aniversário dela só conseguia pensar em como as coisas sempre acabaram se ajeitando no final das contas, e em como continuamos fortes e juntos, ainda que seguindo por caminhos diferentes.

Ps: a foto daqui de cima é com a Gabi, – amiga desde quando eu tava aprendendo a escrever, – porque ainda que ela não seja da família de sangue, é da família do coração.

Laçoes e Lições, da Graphic MSP

Eu fiquei empolgada demais com minhas leituras nesse final de ano e li quatro livros da Grapich MSP, aquele projeto super bacana do Maurício de Souza em que ele convidou alguns autores a fazerem releituras dos seus personagens da Turma da Mônica.

Na foto estão Laços e Lições, livro lindos dos irmãos Vitor e Lu Cafaggi, mas além deles eu li também Astronauta Magnetar e Astronauta Singularidade, ambos do Danilo Beyruth, e que são histórias super tocantes e inteligentes. Já falei um pouquinho sobre cada uma delas no último post do blog, mas precisava deixar registrado aqui esses livros lindos que estiveram comigo em novembro.

Inesperadamente lindo :)

Esses dias, voltando de carro de Leme, Diego fez um caminho diferente e passamos por esse lugar. Eu não sei direito onde ele é e nem como chegamos lá, mas sei que eu achei ele uma lindeza. O bom de fazer road trips assim é que a gente pode ser surpreendidos por paisagens absolutamente lindas em lugares absolutamente inesperados, o que só faz aumentar minha vontade – e meus planos – de viajar muito em 2016.

Dos pratos lindos que eu quero fazer em 2016

O tanto de comidas e bebidas gordas que aparecem no meu instagram e no meu snapchat (@little_blog) não tão escritas no mapa, então achei que era mais do que merecido que pelo menos uma delas aparecesse nesse micro resumo de novembro. Essa daqui é de um lugar chamado Top Açaí daqui de Bauru e é nada mais nada menos do que um crepe maravilhosos, de creme de avelã com morangos e chantily! Quero muito aprender a reproduzir pratos lindos e deliciosos assim aqui em casa . Vai entrar na listinha de 2016.

Nas quartas de final do campeonato masculino

Apesar de ser um desastre pra jogar vôlei, eu gosto muito de assistir campeonatos pela TV. E, mês passado, troquei um pouco o cenário em que costumo ver esses jogos por uma quadra de areia ao vivo e a cores.

O jogo foi aqui em Bauru mesmo, nas quadras de areia que foram construídas na Getúlio Vargas (e que há algum tempo eram abertas pra quem quisesse ir lá jogar uma partida no final da tarde com os amigos). A disputa fazia parte do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia Open, principal divisão do vôlei de praia aqui no Brasil, tanto nas categorias feminino quanto masculino.

Eu fui assistir as quartas de final do masculino, e queria muito ter ido nas finais do masc. e fem., mas quando eu cheguei lá as arquibancadas já tavam mega lotadas. Aparentemente não sou só eu que gosto de assistir vôlei por aqui haha.

E o mês de novembro de vocês, como que foi?

Bisous, bisous

O cheiro das coisas

Ontem, enquanto perambulava pelo facebook, caí em uma postagem da Mimis (que já participou de um Eles Indicam daqui do blog) que falava sobre Harry Potter, poção Amortentia e nossos cheiros preferidos.

Imagem por http://www.deviantart.com/

“É sabido que em Harry Potter a poção do amor mais poderosa de todas (chamada Amortentia) possui um cheiro que varia de pessoa para pessoa, de acordo com o que cada um gosta/ama. Por exemplo, a Hermione sente cheiro de pergaminho novo, grama recém-cortada, pasta de dente de menta e o cheiro do cabelo do Ron (que é a pessoa que ela ama).

Supondo que existisse Amortentia na vida real, qual seria o cheiro da poção de vocês?”

Depois de ler as respostas de todo mundo e falar também sobre os meus cheiros preferidos, fiquei pensando sobre como o olfato é um sentido extremamente especial e talvez mais sutil, mais reservado, mais misterioso do que os outros, especialmente quando estamos lidando com lembranças.

Pode ser uma impressão minha, é claro, mas sempre tive essa coisa na minha cabeça de que lembranças visuais (uma foto, uma carta, uma pessoa que a gente vê na rua depois de muito tempo) e lembranças táteis (sentir a pele da pessoa de novo, pegar em um objeto esquecido no fundo do armário, um abraço do amigo que foi viajar) são recordações que a gente têm e que são mais impactantes, mais repentinas, mais consistentes. Quase como se fossem lembranças que nos pegam de supetão e que se mostram inteiras na nossa frente.

Cheiros, em compensação, parecem transbordar em sutileza.

Veja bem, não é que cheiros não são marcantes ou tão especiais quanto outros sentidos. Ao contrário, cheiros podem ativar memórias muito profundas, fazer a gente lembrar de uma cena em particular que a gente nem achava que lembrava mais ou ainda nos fazer sentir perto uma pessoa que está muito longe. Só que cheiros parecem fazer isso de uma forma mais leve, quase imperceptível, como se a recordação ganhasse terreno aos pouquinhos na nossa memória, como se o cheiro tomasse nosso corpo e nossas lembranças um passinho por vez.

É como quando a fragrância de um perfume gostoso só chega até nosso nariz depois que a pessoa já saiu do elevador. Ou como quando nossa mãe cozinha algo muito gostoso, e você sente o aroma dos ingredientes um de cada vez.

Acho que é isso: cheiros são interessantes exatamente por serem estímulos tão poderosos e que surgem de forma tão delicada. É essa fragilidade que os torna tão especiais.

E ah, qual foi a minha resposta de poção Amortentia?

“Cheiro de chuva, de livro novo quando a gente abre pela primeira vez, do Di e dos croissants quentinhos dos cafés de Paris.” ?

Os cinco de setembro e outubro 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Setembro

A saga do vestido

A saga do vestido

Contei no snapchat (me sigam lá, sou little_blog) a história desse vestido/blusa, mas pra quem não acompanhou, vamos aos fatos: há milênios encontrei esses vestido em um brechó e fiquei completamente encantada por ele. Assim, do tipo amor à primeira vista mesmo. E nem o fato dele ser umas cinco vezes maior do que eu me desanimou: eu comprei o dito cujo prometendo pra mim mesma que ia dar um jeito de arrumá-lo pra caber em mim.

Eis que uma infinidade de meses depois, arrumando minha gaveta, encontrei o tal vestido perdido no meio das minhas roupas. Sério, gente, eu me senti completamente frustada por isso. Vocês não fazem ideia do quanto eu acho horrível comprar uma roupa e não usá-la! Eu não sou assim, não curto esse tipo de consumo e fiquei me cobrando pra dar um jeito nessa situação.

O resultado foi que o vestido recebeu uma reforma absurda – caíram mangas, diminuiu-se o comprimento, afinou-se cavas – e voilà… Tanta coisa mudou que de gigante ele acabou ficando muito curto! hihi. Ainda assim, não poderia estar usando ele mais do que já tô: como blusa em dias mais quentes e como vestido em dias mais frios, junto com meia-calça.

E se você esperou uma moral dessa história toda, ela não existe. Só o fato mesmo de que quando eu realmente quero algo, sou muito insistente!! hahaha.

20 anos de SPFW

O FFW Fashion Tour é um projeto da Luminosidade que celebra a moda, a inovação e a criatividade de diferentes maneiras, e nesse ano, o projeto passou aqui por Bauru, com direito a palestra do Reinaldo Lourenço e Arlindo Grund (e mediação do Paulo Borges!) e uma exposição maravilhosa de 20 roupas que marcaram a história do SPFW.  Eu tive o prazer de trabalhar na montagem da exposição com o Lu, meu ex-chefe, e também assisti a palestra, que foi super interessante e passeou por diversos tópicos.

Contei sobre tudo isso em um post aqui do blog, e só posso dizer que eu desejo do fundo do coração que mais projetos e iniciativas desse tipo venham pra Bauru. A gente tem espaço, mão-de-obra, muita gente interessada e vontade de sobra de investir na área de moda.

O poder das garotas

Eu já falei sobre a Capitolina uma vez aqui no blog, mas de lá pra cá meu amor por essa revista online só aumentou. As meninas tão fazendo textos cada vez mais maravilhosos, inteligentes e com temas que saem do senso comum, e é inspirador ver meninas escrevendo para outras meninas em um exercício de sororidade constante.

Em setembro elas lançaram seu primeiro livro e eu corri comprar o meu exemplar. Fiquei tristinha de não poder ir ao lançamento em São Paulo (acabei indo pra lá só uma semana depois), mas já fico feliz de, ainda que de longe, poder prestigiar o trabalho dessas garotas tão maravilhosas.

Um quarto de século

Gabi fez 25 anos e decidiu comemorar em grande estilo, com festão, muita música, amigos, risadas, comidas gordas e tudo que ela tivesse direito. E foi incrível chegar na festa e me deparar com vários murais de fotos – cada um de uma época diferente da vida dela – e perceber que eu e a Má estávamos em todos, comemorando e ajudando umas às outras em todos os momentos.

Fevereiro de 93

Em setembro, eu e Diego fizemos uma senhora faxina no apartamento e jogamos milhares de tranqueiras fora, doamos algumas coisas e mudamos o espaço de alguns cômodos. Isso fez um bem danado pro apartamento, tanto que a sala depois da mudança, acabou ficando muito mais espaçosa e aconchegante.

E aí que no meio da arrumação, encontrei uma pilhinha de fotos antigas numa velha caixa da estante. Essas fotos não foram embora não, claro, e acabaram só reavivando um monte de memórias na minha cabeça…

Outubro

Assim como o Batman dos quadrinhos

Outubro começou triste e pesado: o Batman, um dos meus gatinhos, foi atropelado aqui na frente do apartamento e atingido em cheio na coluna vertebral. Levamos ele para o hospital escola de Jaboticabal e depois de um batalhão de exames e uma cirurgia numa clínica local, Batman sobreviveu, mas ficou paralítico.

Assim como o herói dos quadrinhos que perdeu o movimento das pernas, o meu Batman não mexe mais as patinhas de trás, mas vem aprendendo a se virar todo dia um pouquinho mais. Ele precisa de cuidados constantes, é claro, já que perdeu o controle da bexiga e não tem mais a mesma rapidez ou locomoção de antes, mas um passinho por vez, as coisas têm melhorado.

Agora que a medicação finalmente acabou, vou começar algumas sessões de fisioterapia e acupuntura (nem a medicina sabe explicar, mas a técnica vem dando resultados maravilhosos no tratamento de felinos) e torcer pra que ele possa ter alguma melhora.

E pra todo mundo que me ajudou ao longo desse mês ou simplesmente se preocupou com o estado dele, meu muito, muito obrigada. Vocês são maravilhosos.

28 primaveras

Uma das datas mais maravilhosas do ano é comemorada em outubro, e juro que não tô falando de Halloween ou do Dia das Crianças. O aniversário do Diego é dia 20, e apesar dele não gostar de festejar loucamente ou nem de nada do tipo, a gente sempre comemora esse dia de um jeitinho especial.

Nesse ano, ele completou 28 primaveras, e lá no instagram eu resgatei essa foto batida pela Babi em uma passagem nossa por São Paulo e fiz textão, porque gosto mesmo de falar em alto e bom som pras pessoas que eu amo o quanto elas são importantes na minha vida.

Tudo junto & misturado

Tudo junto & misturado

Teve mais um aniversário maravilhoso em outubro: o da Ju. E todo mundo foi pra chácara passar o dia todo lá, com os pés na piscina, muita disputa pela música a ser tocada, amor envolvido e litros de gargalhadas. E teve até chapeuzinho de festa, dear lord!

Princesa do cabelo pink

Princesa do cabelo pink

Fui pra São Paulo pra assistir o último dia de SPFW (contei aqui sobre isso), ir ao show dos Los Hermanos e ver a Babi, a amiga-fotógrafa-gênia e princesa do cabelo pink que bateu minha foto com o Di que tem nesse post. Passei o sábado todinho com a Bá e a gente fez alguns rolês muito maneiros por São Paulo. Ainda essa semana eles vão virar post aqui no blog em mais um Desbravando São Paulo!

Apesar de eu falar o tempo inteiro com a Babi por whatsapp, tava morrendo de saudade da minha amiga. É muito, muito, muito bom revê-la pessoalmente e conversar sobre assuntos doidos, mas que a ele entende direitinho, melhor do que ninguém.

Esse é só o começo do fim da nossa vida

Esse é só o começo do fim da nossa vida

O show dos Los Hermanos foi um acontecimento maravilhoso do mês passado. Virou post aqui no blog, onde eu contei minha história de amor pela banda. Apesar de tudo isso, eu ainda não consegui achar um jeito de explicar a sensação deliciosa que foi entrar naquela arena com mais 30 mil pessoas e ver um filme passar na minha cabeça a cada música deles que tocava.

Foi inspirador, foi apaixonante, foi libertador. Quero mais shows, por favor!

Bisous, bisous

Esse é só o começo do fim da nossa vida

Descobri Los Hermanos aos quinze anos de idade. E quando eu digo descobrir, eu tô querendo dizer descobrir por completo, sem nada pela metade, mergulhando fundo em todas as composições da banda.

Anna Julia, a primeira música que fez eles estourarem pro mundo, foi lançada em 1999.  Ela virou hit em tudo quanto era canto do país e não havia um jovem em pleno começo dos anos 2000 que com acesso a TV, nunca tivesse visto o clipe da música, com Mariana Ximenes dançando em um bailinho de escola enquanto a banda tocava ao fundo.

Então é claro que eu já havia visto o grupo algumas vezes, mas até então pra mim eles eram apenas uma banda desconhecida, com um single bonitinho tocando nas rádios.

Corta pra seis anos depois. Começo de 2005 e eu, do alto dos meus 15 anos de idade, doida de vontade de escutar a playlist que uma amiga havia feito e me emprestado em um CD. Foi aí, no meio de outras várias canções nacionais que estavam virando famosas na época que eu escutei Primavera, música do primeiro CD (homônimo) do grupo.

Primavera era suave, bonita, romântica – sem ser melosa – e inteligente. E eu gostei demais do que ouvi. Mas gostei mesmo. E decidi procurar mais coisas que aqueles garotos escreviam e cantavam de um jeito único.

O começo foi meio chocante. As canções era melancólicas pra caralho. Mas tinham umas coisas mais agitadas no meio também, umas críticas inteligentes, umas histórias bem contadas, um jeito de escrever música que eu nunca tinha visto antes, mas que me encantava. Era uma coisa meio louca, mas muito, muito, muito boa.

Minha adolescência foi moldada por músicas e os Los Hermanos foram uma das maiores influências nessa área. Eu descobri a banda na época de seu último CD e tentei recuperar o tempo perdido escutando tudo, cantando tudo a plenos pulmões e esmiuçando cada um dos versos de suas músicas. Eu peguei os últimos anos de banda, quando o grupo já tinha sofrido grandes mudanças (especialmente do primeiro para o segundo álbum), e aprendi a gostar de cada uma das suas fases, aprendi a sentir um quentinho bom no peito com cada uma das suas declarações, com cada uma das suas canções.

Olhando pra todo esse histórico da banda e pro quanto eles sempre colocaram de sentimento nas suas músicas, faz total sentido o processo catártico que foi usado na gravação dos últimos três álbuns: ir pra um sítio no meio do nada, com quase nada de acesso ao “mundo real”, e ficar por lá durante dois meses inteirinhos, compondo, cantando, tocando e criando melodias.

As coisas fluíam naturais assim, como eles mesmo gostavam de dizer, e os quatro podiam criar um trabalho de fato deles, sem influência de gravadoras e sem pressão da mídia.

O reconhecimento acabava vindo por outros meios, como a legião de fãs absurda da banda que se criou aqui fora – e que muitas vezes foi taxada de chata, mas que na real tava pouco ligando pra esse tipo de coisa.

De lá pra cá já se passaram dez anos de admiração pela banda e oito desde que eles anunciaram a separação, em 2007.
Um tempo que serviu pra eu entender ainda melhor algumas das coisas que eles cantavam e pra ter ainda mais dimensão do quanto eles foram importantes pra música brasileira dos últimos anos. Como quando a gente passa a olhar alguma coisa de forma muito mais crítica e madura, e vê que ela é muito mais do que apenas “bonitinha”. É inteligente mesmo, é humana, é de emocionar.

Por isso que no começo desse ano, ao saber que eles fariam uma nova turnê especial pra relembrar os velhos tempos – a primeira foi em 2012 e deu origem a um documentário que tem o mesmo título desse post “Esse é só o começo do fim da nossa vida” – eu sabia que agora era a hora de finalmente realizar uma das minhas maiores vontades de quando adolescente, e de prestigiar uma banda que merece ser lembrada, que conquistou um espaço importante demais na nossa música.

Eu posso dizer que o que aconteceu no último sábado na Arena Anhembi, ao lado de outras 30 mil pessoas, muitas que como eu, assistiam a um show deles pela primeira vez, foi um presente que eu dei pro meu eu de dez anos atrás. Foi um presente que eu dei pra aquela garota que escrevia as letras de música das suas bandas preferidas em um caderno e que aprendeu que a música era uma das maneiras mais bonitas de se expressar. Pra aquela garota que amava escrever, que sonhava em ser jornalista, e que sabia que algumas canções conseguiam tocar tão fundo quanto uma boa história.

Mas não é só isso. O show de sábado na Arena Anhembi foi um presente pro meu eu de agora também. Pra garota que não tem mais um caderno com as letras das suas bandas preferidas, mas que continua a achar que alguns grupos e cantores conseguem fazer dos versos de uma música um lugar lindo pra se repousar.

E uma certeza que eu tenho é que desse presente que eu vou lembrar pra sempre, especialmente quando, distraidamente, eu escutar alguém cantarolando uma canção dos Los Hermanos por perto.

Bisous, bisous