Primeira parada: Roma

Casei e fui viajar. Essa talvez seja a forma mais simples de dizer que quase 9 anos depois de estarmos namorando e 5 de termos juntado nossos cacarecos e ido morar juntos, Diego e eu fomos ao cartório, assinamos uns papéis e nos casamos oficialmente.

As fotos desse dia devem ser postadas em breve por aqui, junto com mais algumas coisinhas bem especiais que tenho pra falar sobre essa data. Mas, por ora, fiquem sabendo que eu tô muito feliz e que viajar com o Di pra comemorar essa ocasião foi o melhor presente que eu poderia ter desejado. A viagem, aliás, foi planejada com um bom tempo de antecedência, mas depois de muitas procuras, cotações aqui e promoções ali, acabamos decidindo partir para três destinos que tínhamos muita vontade de conhecer: Roma, Amsterdã e Milão.

Nossa primeira parada foi em Roma e dizer que a cidade é ainda mais bonita e mais diferente do que imaginávamos é provavelmente um grande clichê, mas também uma grande verdade.

Roma é uma cidade muito antiga, que cresceu como um espaço feito por e para pessoas, de forma que a chegada dos carros tornou tudo uma verdadeira confusão. As ruas e calçadas (quando essas últimas existem) se confundem a todo momento, e as ruelinhas estreitas quase não comportam os veículos. Os romanos, no entanto, habitam esses espaços muito bem, e seja com carros, bicicletas ou a pé cruzam as diversas ruas da cidade passando por monumentos a perder de vista, quase como se o lugar fosse um museu a céu aberto.

Essa é, inclusive, uma boa definição para Roma.

Primeira parada: Roma

Roma é mesmo a terra do macarrão, das pessoas falando em voz alta e parecendo que estão bravas quando na verdade estão apenas conversando, das plantinhas nas janelas, do Coliseu (o Coliseu!) esplendoroso no meio da cidade, das ruínas do Fórum Romano, dos sabores diversos de pizza, das escadarias, das fontes, das igrejas que fazem a gente ficar de queixo caído, das praças lotadas.

Roma é a cidade das lambretas, dos filmes “Roman Holiday” e “La Dolce Vita”, das estátuas, do Vaticano, da História ao vivo e a cores ali na nossa frente. Roma é a cidade do amor, a cidade que faz a gente dar um mergulho sem volta no passado e se apaixonar por tudo que ela nos conta e nos mostra.

Foi por isso que decidi fazer um post sobre Roma, falando sobre cada um dos lugares que visitei, sobre o que eles têm de incrível e o que representaram para mim. Logo em seguida vem Amsterdã e Milão.

Sei que é  muita coisa, que os posts vão ficar enormes e que talvez você precise pegar um copo d’água na geladeira antes de começar a ler. Mas pra fazer jus a beleza dessas cidades, é preciso tudo isso. É preciso reservar um tempo, escrever sem pressa, relembrar de cada um desses cenários e, assim espero, transmitir para vocês pelo menos um bocadinho de toda a emoção e admiração que eu senti por esses lugares.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

A gente cresce escutando falar sobre o Coliseu nas aulas de História e assistindo filmes que mostram como ele foi pano de fundo pra diversas batalhas sangrentas. Mas pisar dentro dos seus muros e imaginar como era a vida naquela época e os inúmeros episódios horríveis que aconteceram ali dentro é muito mais forte, muito mais impactante do que eu poderia imaginar. Hoje em dia, no seu interior, além da sua própria arena (atualmente um labirinto de pedras), existem vários aneis que podem ser visitados, fazendo com que a gente tenha um leve vislumbre de como as coisas se passaram ali.

Não bastasse tudo isso, é mais louco ainda pensar em como o Coliseu, pra gente algo tão inalcançável, tão parte da História com H maiúsculo, é apenas mais uma parte da cidade para os romanos. Algo corriqueiro nos seus dias, apenas como mais um lugar em que eles passam em frente na volta do trabalho. Surreal, eu diria.

Primeira parada: Roma

O Fórum Romano e o Monte Palatino ficam um pouco mais à frente do Coliseu e, assim como ele, são monumentos que mesmo que você não pague pra entrar, já podem ter grande parte de si vistos de fora. Por dentro, sua ruínas (que foram encontradas por escavações apenas no século XX!) recontam uma parte de como era a vida durante o Império Romano.

Existem vários lugares particularmente bonitos nessa região, mas em um dos templos em que entramos (uma espécie de gruta) haviam projeções nas paredes que primeiro contavam um pouco da história do lugar e depois faziam com que uma “chuva” e em seguida um “tapete de flores” aparecessem nas suas paredes. O efeito era um absurdo de real e dava a impressão que centenas de flores desabrochavam de uma só vez por causa dos pingos da chuva.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Andar por Roma a pé, sem destino certo, talvez seja um dos passeios maios deliciosos que possam ser feitos. Além da quantidade de igrejas e lugares pequenininhos, porém belos que existem, as inúmeras praças espalhadas pela cidade dão um charme muito especial pro lugar. Elas estão sempre lotadas, costumam ser rodeadas de pequenos cafés e restaurantes, e tem uma atmosfera pulsante.

De todas as praças pelas quais passamos, as que mais gostei foram a Piazza Navona e a Piazza di Spaga. A Piazza Navona, talvez a praça mais famosa, gigante e importante de Roma, abriga ao longo de toda sua extensão nada mais nada menos que três lindas fontes: a Fontana del Moro, a Fontana dei Quattro Fiumi e a Fontana del Nettuno. Já a Piazza di Spagna, onde foi batida a foto daqui de cima, não é tão gigante quanto ela, mas em compensação possui uma das escadarias mais bonitas que já vi. Lá no seu topo fica a igreja Trinità dei Monti, além de um visão muito bonita das ruas da cidade.

Primeira parada: Roma

É quase impossível falar sobre Roma e acabar não falando também sobre o Vaticano. Muito mais do quem um “passeio religioso”, acredito que visitar os museus do Vaticano e a Capela Sistina é um passeio histórico e cultural, especialmente pra quem é admirador do mundo das artes. O acervo acumulado pelo Vaticano ao longo dos anos, seja em momentos gloriosos ou em momentos horrendos da História, fica exposto nesses museus, e não foram poucas as vezes em que fiquei embasbacada com as coisas que vi. A múmia embalsamada no museu do Egito foi uma delas, assim como as pinturas feitas com ouro derretido expostas em diversas salas. No entanto, nada, nada mesmo me deixou tão chocada e emocionada quanto a Capela Sistina.

Localizada no final dos museus, a Capela Sistina é um aposento recoberto de afrescos em cada milímetro das suas paredes. Tudo ali é muito grandioso e imponente,  e no seu teto fica uma pintura enorme de Michelangelo com nove cenas do Gênesis. No seu centro está a principal delas – e também uma das pinturas mais famosas do mundo – chamada de “A Criação de Adão”. Lá, infelizmente, é proibido bater foto, mas tenho certeza que nunca vou esquecer do clima daquela sala, e das coisas que vi e senti ali.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

A Basílica de São Pedro, outro grande símbolo religioso de Roma, pode ser vista de qualquer ponto mais alto da cidade e se destaca no horizonte, deixando a vista ainda mais bonita. É lá que o papa celebra a maioria das suas missas, onde o apóstolo Pedro está enterrado e onde a Pietà, uma das mais famosas obras de Michelangelo, está localizada. Além de tudo isso, tanto a Basílica por fora quanto todo o terreno que a circunda (uma área que no dia que fomos estava lotada de fieis) têm uma arquitetura maravilhosa. Assim como vários outros monumentos que vi na viagem (e possivelmente vocês já estão cansados de ler essa palavra aqui no blog) ela é majestosa, e foi uma pena não termos conseguido ver uma celebração do papa por lá enquanto estávamos em Roma.

Primeira parada: Roma

Ainda que não seja um dos pontos turísticos mais tradicionais da cidade, o Buco della Serratura atrai muita gente pelo boca a boca e pela curiosidade em entender o que de tão especial tem nesse lugar. Afinal, o que era para ser apenas um grande portão no topo de uma colina, acaba se tornando um local onde muitas pessoas vão, fazem fila na sua entrada e saem ainda mais encantadas depois de olharem no buraco da sua fechadura.

O segredo escondido naquele pequeno buraquinho é o de uma vista muito, muito mágica que mostra não apenas a Basílica de São Pedro exatamente de frente, mas todo um caminho milimetricamente desenhado em um jardim para se chegar até ela. A paisagem é quase como se fosse uma pintura. E tem mais: dentro de todo esse caminho é possível avistar três estados/ordens ao mesmo tempo! O estado italiano, o estado do Vaticano e a Ordem Soberana e Militar de Malta, uma organização internacional católica que é autônoma da Itália, possuindo até seu próprio passaporte e nacionalidade.

Sei que esse é o tipo de lugar que pode parecer muito “pequeno” em relação a todos os outros monumentos da cidade, mas ele foi, verdadeiramente, um dos que mais me marcaram.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Palco de uma das cenas mais famosas de “La Dolce Vita” de Federico Fellini e uma três vezes maior do que eu imaginava, a Fontana di Trevi é um cartão-postal da cidade, com uma escultura do rei Netuno bem no centro da sua construção. Ela sempre fica rodeada de dezenas pessoas, gente que além de querer tirar uma foto do lugar, ainda deseja jogar uma moeda nas suas águas, já que, reza a lenda, isso fará com que você volte para Roma. Essa superstição, inclusive, é levada tão a sério que quando eu estava montando o roteiro da viagem, descobri que no ano retrasado resgataram mais de um milhão e meio de euros de dentro da fonte! Isso mesmo, um milhão e meio. De euros. Em moedinhas na fonte. Uma verdadeira fortuna de desejos!

Primeira parada: Roma

Preciso confessar uma coisa: eu já havia escutado falar de tantos lugares incríveis de Roma (e que comprovei serem maravilhosos mesmo quando cheguei lá e fui visitar cada um), que a Galleria Borghese, um museu até então desconhecido pra mim, não gerou tanta expectativa assim. O que até acabou sendo uma coisa boa depois, porque fez com que o passeio fosse muito mais chocante e encantador do que eu supunha.

Essa admiração toda aconteceu porque além dessa galeria ficar localizada dentro de um enorme parque verde de Roma, que por si só já é muito bonito e fez com que a gente tivesse um dos momentos mais relaxantes da viagem, ela abriga ainda obras de arte de artistas que cresci escutando falar sobre, como Rafael, Caravaggio, Botticelli… E o mais importante, que foi o que me deixou mesmo de queixo caído: todos, absolutamente todos os seus cômodos são decorados em cada milímetros das suas paredes. Todas as salas da galeria, ainda que não tivessem essas obras expostas, são por si só extremamente bonitas e cheias de adornos, me lembrando muito algumas das salas que vi no palácio de Versailles em 2015. O tipo de lugar que me emociona, que me transporta para outras épocas e me faz sonhar, mesmo acordada.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Se você estiver pesquisando sobre passeios para fazer em Roma, é bem provável que a Via Margutta não chegue a aparecer nas suas anotações. Isso porque ela é uma “ruazinha como outra qualquer”,  muito bonitinha, mas sem nenhum grande monumento que a torne especial aos olhos dos turistas. Acontece que pra mim, grande fã de Audrey Hepburn, a Via Margutta é um pouco diferente e tem um significado muito especial

Tanto ela quanto a Boca della Verità foram palco das gravações de Roman Holiday, um dos meus filmes preferidos da atriz, e poder passear por esse cenários me emocionou de um jeito que acho mesmo que só pessoas que têm uma relação assim com algum filme vão entender o que eu senti.

A casa em que a atriz e Gregory Peck moram na história ainda está lá, localizada no número 51 da ruazinha, e no dia que fomos seus portões estavam abertos, dando para uma área em comum de várias construções (hoje, pelo que entendi, transformadas em galeria). A entrada, no entanto, continua bem parecida com a original, e lá, assim como na Bocca della Veritá, a sensação era a de que eu estava sendo diretamente transportada para o ano de 1953, vendo  de perto essa história que eu tanto amo.

Primeira parada: Roma

Ainda que não seja um dos castelos mais legais que já visitei (não também que eu conheça muitos haha, mas é que depois de entrar na Tower of London, fica difícil achar qualquer outro castelo tão impactante quanto aquele), foi bem legal conhecer o Castelo Sant’Angelo.

Tudo já começa pela sua entrada, onde fica a imponente ponte Sant’Angelo, cheia de estátuas em toda sua extensão (quem assistiu ao filme Anjos e Demônios, aliás, deve se lembrar desse lugar!). Enquanto isso, no seu interior,  existem cinco andares que vão contando um pouco da história dos imperadores, papas e prisioneiros que por ali já passaram, afinal o castelo que começou como uma fortaleza acabou se transformando em prisão com o passar dos anos. Para fechar a visita com chave de ouro, há ainda a vista do castelo, que é bem bonita como vocês podem ver nessa foto que tirei lá

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Descobri a existência do Museu do Videogame de Roma poucos dias antes de embarcamos pra cidade e, ainda bem, decidi colocá-lo no roteiro de última hora. Muito diferente de todos os outros passeios que fizemos, mas também cheio de histórias dentro das suas paredes, esse museu aqui é um presente pra todo mundo que se interesse minimamente pela área. Em ordem cronológica ele vai contando toda a evolução que os consoles e jogos tiveram, e homenageando pessoas, empresas e, claro, games que marcaram diversas gerações.

Mais legal ainda do que conhecer tudo isso é pode jogar todos esses títulos, e isso definitivamente é algo super explorado nesse museu: são centenas de jogos, das mais diferentes plataformas e gerações, pra gente jogar ali o quanto quiser. Os do Xbox, por exemplo, ganharam uma sala só pra si, enquanto os games de VR (realidade virtual) podem ser experimentados em uma outra com a ajuda de um atendente. Tudo incrivelmente bem organizado e muito, muito nostálgico, a ponto de nós perdermos completamente a noção da hora enquanto estávamos ali dentro.

Primeira parada: Roma

E é isso, espero que vocês tenham gostado bastante dessa primeira parte da viagem e de todos esses lugares que eu amei conhecer e queria muito escrever sobre aqui no blog. Volto em breve (breve mesmo!) pra falar sobre os desfiles do SPFWN45 e também sobre Amsterdã e Milão. Um beijo e bom restinho de domingo pra todos. Até mais!

O que aconteceu em 2017

Vou ser sincera: eu não tenho muito do que reclamar de 2017.

Eu comecei o ano de casa nova, depois de ter saído de um apartamento onde eu e Diego éramos muito felizes, mas onde já não fazia mais sentido estar. Mudamos entre o Natal e o Ano Novo, e passamos a virada do ano aqui, no nosso canto novo, comemorando a chegada de 2017 com um jantar feito pelo Di, sem nem imaginar o tanto de coisa que nos aguardava nos próximos 365 dias.

O que aconteceu em 2017

Foi em 2017 que eu terminei meu curso de inglês. depois de dois anos de aulas incríveis e um professor de que eu sempre vou sentir saudades. E tudo bem que eu ainda não seja fluente no idioma (estamos trabalhando pra isso melhorar), mas é inegável o quanto evoluí. Os jogos em inglês que joguei esse ano não me deixam mentir.

Aliás, por falar em jogos, 2017 foi o ano deles.

Eu descobri um amor por jogos que nem sabia que existia em mim. Nunca fui tão assídua na steam e nunca joguei tanto. Life is Strange, The Legendo of Zelda, Cuphead e Stranger Things são só alguns nomes, assim como CS:GO, jogo que há um ano eu jamais pensaria que ia jogar e muito menos acompanhar os campeonatos.

O que aconteceu em 2017

2017 foi o ano em que eu e Di conhecemos Bueno Aires, uma cidade que tem um charme muito peculiar e pela qual eu me apaixonei. Foi o ano em que minha sobrinha, a Gigi, nasceu e assim acabei voltando muito mais pra Leme. O ano em que comecei a fazer pole dance, trabalhei feito louca e fiz fotos muito legais para o blog.

2017 foi o ano em que renovei amizades, em que trouxe gente que amo e me faz bem ainda mais pra perto, e em que percebi que algumas pessoas entraram mesmo na minha vida pra ficar. Foi o ano em que fui madrinha de casamento de uma das minhas melhores amigas, uma pessoa incrível que tá na minha vida há quase 20 anos.

O que aconteceu em 2017

2017 foi o ano em que eu e o Diego voltamos a ver um show do Paul McCartney juntos, sete anos depois de termos assistido uma apresentação dele pela primeira vez. Foi o ano em que decidimos planos maiores para as nossas vidas, já com data marcada e tudo. O ano em que fomos na exposição do castelo Rá-Tim-Bum em São Paulo, e o ano em que conhecemos ainda mais bares, restaurantes e cafés – um “passatempo” de que eu nunca me canso.

O que aconteceu em 2017

2017 foi o ano em que não li tanto ou vi tantos filmes quanto gostaria, mas foi o ano em que mais fui ao cinema e o ano em que tive poucas, porém incríveis leituras.  Foi o ano em que meu cabelo cresceu, engordei alguns quilinhos, abracei meus gatos um dia sim e no outro também, e maratonei séries como se não houvesse amanhã.

2017 foi o ano em que muita coisa mudou por fora, mas principalmente por dentro. O ano em que eu mais cresci e o ano em que antigos sonhos que pareciam meio adormecidos voltaram a inquietar minha cabeça. Um ano muito bom, desses pra ficar na memória.

Que 2018 seja ainda mais maravilhoso e inesquecível do que ele foi. Pra todos nós.

Feliz ano novo e até janeiro!

Por onde andei escrevendo

Hoje é dia 25 de dezembro, também conhecido como dia de Natal, e eu decidi parar um pouco com a comilança e as comemorações para fazer uma retrospectiva aqui no blog. Só que um pouco diferentes daquelas retrospectivas mais pessoais – que eu também amo fazer e talvez até traga para o blog antes do ano acabar -, essa daqui é apenas focada em uma coisa (que não por coincidência é também uma das coisas que eu mais amo fazer na vida): escrever.

Montei uma lista desavergonhadamente egocêntrica de textos que escrevi esse ano e que não só foram legais demais de fazer, mas que também me deram um orgulho danado do seu resultado. Tudo, é claro, com seu devido link relacionado, e a torcida para que vocês não hesitem em clicar e ler cada uma dessas matérias!

Johnny Tattoo Studio

Esse ano continuei a escrever para o Johnny Tattoo e lá em fevereiro falei sobre os filmes que estavam concorrendo na categoria de melhor figurino do Oscar. “Animais Fantásticos e Onde Habitam” acabou levando a estatueta para casa, mas no texto falo um pouquinho sobre todo os longas, e como os figurinos de cada um foram pensados e produzidos.

Por onde andei escrevendo

Croquis de “Animais Fantásticos e Onde Habitam” – Imagens: Divulgação

Conexão Teen

Fiz uma matéria para o Conexão Teen falando sobre como podemos usar as roupas do namorado misturando elas com as roupas do nosso próprio armário. A ideia do texto era fazer a gente sair da caixinha na hora de pensar nosso looks e trazer algumas referências legais de combinações para peças específicas.

Por onde andei escrevendo

Imagem: Pixabay

aLagarta

Em 2017 estive mais uma vez participando da aLagarta, uma revista digital que tem foco na liberdade criativa e que já está na sua 22ª edição (tô na revista desde a 8ª!). Dessa vez, o desafio foi ainda maior, porque me aventurei pelo campo da ficção de um jeito que nunca tinha feito antes. O resultado foi o texto “Sobre a vida quando já não se há mais vida”, um escrito que reacendeu em mim a vontade de escrever um livro.

Por onde andei escrevendo

Foto: Divulgação

No Episódio Anterior

A maravilhosa newslettter No Episódio Anterior me chamou para participar do especial de convidados que eles fizeram entre setembro e outubro, e eu muito feliz escrevi sobre Confissões de Adolescente, uma série que marcou minha vida. O texto me deu um quentinho bom no coração enquanto eu o estava escrevendo e continua a causar o mesmo efeito sempre que o leio.

Por onde andei escrevendo

Imagem: Divulgação

Site Todateen

Desde abril até o começo de dezembro passei a escrever um texto por dia, de segunda a sexta, pro site da Todateen. Foi uma experiência muito, muito incrível e que me ensinou um zilhão de coisas sobre esse universo.

O “problema” é que com tantos textos que eu amei escrever publicados lá no site, foi muito difícil escolher quais compartilhar aqui. Mas, com muito esforço, cheguei em uma seleção dos que mais me marcaram (por diversos motivos) e que me dão muito orgulho.

Plus: um videozinho entrevistando a Malena, que gravei na cobertura de um evento pra tt.

Revista Todateen

E para encerrar o ano com chave de ouro, escrevi um texto para a edição de dezembro da Todateen sobre viagem de formatura. Essa edição, aliás, foi comemorativa de 22 anos (!) da revista, o que só deixou essa matéria ainda mais especial para mim. <3

Por onde andei escrevendo

Imagem: Divulgação

Espero que vocês tenham curtido ler essas matérias tanto quanto eu amei escrevê-las, e para encerrar esse post, queria agradecer muito a quem acompanhou meus textos esse ano, seja aqui ou em qualquer um desses lugares que citei. Vocês fizeram esse 2017 valer ouro! Um beijo e Feliz Natal :)

Começos de ano, aniversários e tudo no meio do caminho

Faz alguns dias fiz 27 anos.

Lembro que quando era pequena, não achava nada legal essa coisa de fazer aniversário no começo de janeiro, logo quando eram férias e a maioria dos meus amigos tinha ido viajar. As fotos que tenho dessa época tão aí pra provar que não minto: nunca consegui reunir todo mundo que queria nas minhas comemorações, já que sempre tinha algum amiguinho ou amiguinha que a família tinha decidido ir pra praia e voltar só no começo das aulas.

Como uma criança que amava fazer aniversários, eu nunca conseguia esconder minha chateação quando alguém vinha me dizer que não podia ir na minha festa, especialmente porque eu era uma criança com poucos, porém bons amigos – e achava o máximo poder reunir todo mundo na minha casa em um mesmo dia, com bolo, refrigerante, salgadinho e um monte de brincadeiras que não faziam o menor sentido, mas que a gente amava.

Só que aí, conforme eu fui crescendo – e percebendo que mudar a data do meu aniversário era algo meio que impossível – a minha relação com o dia 10 de janeiro também começou a ser outra. Primeiro porque percebi que isso de ter amigos faltando nas minhas comemorações era algo que com que eu teria de me acostumar: se não fossem as férias da escola, seriam as férias do trabalho, o recesso de fim de ano e até mesmo a distância geográfica. E segundo porque percebi também que fazer aniversário logo no começo de janeiro tinha uma grande vantagem – especialmente pra mim que tenho esse sentimento inexplicável com finais/começos de ano e tudo que eles significam em termos de mudanças de vida.

Demorou um tempo pra eu entender que o universo tava esfregando na minha cara que sim, começos de ano são mesmo meu momento. Aqueles em que não só faço um monte de listas (religiosamente), mas também paro para pensar na minha vida, no que tô fazendo de certo, no que tô fazendo de errado e também no que não tô fazendo. E, correndo o risco de soar clichê: me propor a ser alguém melhor. Ou ao menos tentar, mesmo que nos pequenos atos, nas pequenas coisinhas do dia a dia.

Não vou mentir e dizer que é fácil. Ou que eu consigo fazer tudo que quero. Ou que é só querer basta conseguir. (A vida é bem mais dura do que isso, Xuxa). Mas isso de me renovar a cada Natal, a cada virada de ano, a cada aniversário (e nunca me cansar do processo) me faz mesmo mais alegre, mais otimista, mais valente. Alguém que acredita que essa jornada toda vale a pena por si só e que é ainda mais importante do que a linha de chegada. Porque eu não quero ser feliz só lá no fim, eu quero ser feliz no caminho todo.

Que 2017 e esses 27 recém chegados anos me proporcionem muito disso. Eu boto muita fé.

Beijos e boa semana

Um novo lar

Escrevo este post diretamente do bloco de notas do celular, já que nesse momento não estou nem com meu computador funcionando e nem com acesso a internet.

Isso tudo porque nos últimos dias a possibilidade de mudar de casa se transformou não apenas em uma certeza, mas em uma certeza que se colocou em prática do dia pra noite.
imageEu e Diego queríamos sair do apartamento em que estávamos já fazia um tempo, e calhou de aparecer a possibilidade de mudar pra uma casa.

Foi tudo tão despretensioso, tão de uma hora pra outra, que deu certo. Deu tão certo que mudamos antes mesmo do ano terminar e nesse momento estamos com a casa meio que arrumada, meio que bagunçada, ainda colocando no lugar algumas coisas que faltam.

Como disse lá em cima, a internet ainda é uma dessas coisas que faltam (fiquei devendo posts de Natal esse ano por causa disso), mas acho que semana que vem já estarei com isso resolvido.

A ceia de hoje à noite, inclusive, já será aqui (decidimos cozinhar algo especial e aguardem os próximos capítulos pra saber o que resultou disso), o que quer dizer que começaremos 2017 numa casa 5 vezes maior do que nosso antigo apartamento, com piso de taco, com a minha tão sonhada biblioteca/escritório e com a companhia dos nossos gatos.

A mudança é muito, muito grande, não só por questões de espaço, mas também de localização, mas acho que aos poucos vou me adaptando a essa nova realidade. E isso tudo é bom, porque me faz acreditar que 2017 vai ser um ano todinho assim, cheio de mudanças na minha vida que vão botar a “casa em ordem”.

Quem leu o último post sabe que eu tô precisando disso (ainda que de lá pra cá as coisas tenham melhorado um pouquinho) e tô determinada mesmo a fazer do ano que vem o grande ano da diferença, daqueles que são divisores de água na vida.
imageDaqui a pouquinho vou sentar pra escrever minha lista de metas pra 2017 (posso dividir ela aqui depois se alguém por acaso quiser) e além das várias questões pessoais/emocionais que são prioridade na lista desse ano, uma dessas metas tem a ver com se dedicar mais ao blog e ao canal. Sei que não é a primeira vez que falo disso por aqui, mas pro ano que vem tenho metas um pouco mais reais nesse quesito – além de algumas coisas que em breve já devem ser colocadas em prática, podem esperar.

Por ora então desejo pra vocês uma virada de ano bem gostosa, na companhia de pessoas muito especiais (inclusive na de você mesma, porque afinal quer companhia melhor que essa?) e um 2017 incrível, leve e feliz.

Que ano que vem a gente bote pra quebrar!

Beijos e corre aí que tá quase na hora da ceia (: