O que aconteceu em 2017

Vou ser sincera: eu não tenho muito do que reclamar de 2017.

Eu comecei o ano de casa nova, depois de ter saído de um apartamento onde eu e Diego éramos muito felizes, mas onde já não fazia mais sentido estar. Mudamos entre o Natal e o Ano Novo, e passamos a virada do ano aqui, no nosso canto novo, comemorando a chegada de 2017 com um jantar feito pelo Di, sem nem imaginar o tanto de coisa que nos aguardava nos próximos 365 dias.

O que aconteceu em 2017

Foi em 2017 que eu terminei meu curso de inglês. depois de dois anos de aulas incríveis e um professor de que eu sempre vou sentir saudades. E tudo bem que eu ainda não seja fluente no idioma (estamos trabalhando pra isso melhorar), mas é inegável o quanto evoluí. Os jogos em inglês que joguei esse ano não me deixam mentir.

Aliás, por falar em jogos, 2017 foi o ano deles.

Eu descobri um amor por jogos que nem sabia que existia em mim. Nunca fui tão assídua na steam e nunca joguei tanto. Life is Strange, The Legendo of Zelda, Cuphead e Stranger Things são só alguns nomes, assim como CS:GO, jogo que há um ano eu jamais pensaria que ia jogar e muito menos acompanhar os campeonatos.

O que aconteceu em 2017

2017 foi o ano em que eu e Di conhecemos Bueno Aires, uma cidade que tem um charme muito peculiar e pela qual eu me apaixonei. Foi o ano em que minha sobrinha, a Gigi, nasceu e assim acabei voltando muito mais pra Leme. O ano em que comecei a fazer pole dance, trabalhei feito louca e fiz fotos muito legais para o blog.

2017 foi o ano em que renovei amizades, em que trouxe gente que amo e me faz bem ainda mais pra perto, e em que percebi que algumas pessoas entraram mesmo na minha vida pra ficar. Foi o ano em que fui madrinha de casamento de uma das minhas melhores amigas, uma pessoa incrível que tá na minha vida há quase 20 anos.

O que aconteceu em 2017

2017 foi o ano em que eu e o Diego voltamos a ver um show do Paul McCartney juntos, sete anos depois de termos assistido uma apresentação dele pela primeira vez. Foi o ano em que decidimos planos maiores para as nossas vidas, já com data marcada e tudo. O ano em que fomos na exposição do castelo Rá-Tim-Bum em São Paulo, e o ano em que conhecemos ainda mais bares, restaurantes e cafés – um “passatempo” de que eu nunca me canso.

O que aconteceu em 2017

2017 foi o ano em que não li tanto ou vi tantos filmes quanto gostaria, mas foi o ano em que mais fui ao cinema e o ano em que tive poucas, porém incríveis leituras.  Foi o ano em que meu cabelo cresceu, engordei alguns quilinhos, abracei meus gatos um dia sim e no outro também, e maratonei séries como se não houvesse amanhã.

2017 foi o ano em que muita coisa mudou por fora, mas principalmente por dentro. O ano em que eu mais cresci e o ano em que antigos sonhos que pareciam meio adormecidos voltaram a inquietar minha cabeça. Um ano muito bom, desses pra ficar na memória.

Que 2018 seja ainda mais maravilhoso e inesquecível do que ele foi. Pra todos nós.

Feliz ano novo e até janeiro!

Por onde andei escrevendo

Hoje é dia 25 de dezembro, também conhecido como dia de Natal, e eu decidi parar um pouco com a comilança e as comemorações para fazer uma retrospectiva aqui no blog. Só que um pouco diferentes daquelas retrospectivas mais pessoais – que eu também amo fazer e talvez até traga para o blog antes do ano acabar -, essa daqui é apenas focada em uma coisa (que não por coincidência é também uma das coisas que eu mais amo fazer na vida): escrever.

Montei uma lista desavergonhadamente egocêntrica de textos que escrevi esse ano e que não só foram legais demais de fazer, mas que também me deram um orgulho danado do seu resultado. Tudo, é claro, com seu devido link relacionado, e a torcida para que vocês não hesitem em clicar e ler cada uma dessas matérias!

Johnny Tattoo Studio

Esse ano continuei a escrever para o Johnny Tattoo e lá em fevereiro falei sobre os filmes que estavam concorrendo na categoria de melhor figurino do Oscar. “Animais Fantásticos e Onde Habitam” acabou levando a estatueta para casa, mas no texto falo um pouquinho sobre todo os longas, e como os figurinos de cada um foram pensados e produzidos.

Por onde andei escrevendo

Croquis de “Animais Fantásticos e Onde Habitam” – Imagens: Divulgação

Conexão Teen

Fiz uma matéria para o Conexão Teen falando sobre como podemos usar as roupas do namorado misturando elas com as roupas do nosso próprio armário. A ideia do texto era fazer a gente sair da caixinha na hora de pensar nosso looks e trazer algumas referências legais de combinações para peças específicas.

Por onde andei escrevendo

Imagem: Pixabay

aLagarta

Em 2017 estive mais uma vez participando da aLagarta, uma revista digital que tem foco na liberdade criativa e que já está na sua 22ª edição (tô na revista desde a 8ª!). Dessa vez, o desafio foi ainda maior, porque me aventurei pelo campo da ficção de um jeito que nunca tinha feito antes. O resultado foi o texto “Sobre a vida quando já não se há mais vida”, um escrito que reacendeu em mim a vontade de escrever um livro.

Por onde andei escrevendo

Foto: Divulgação

No Episódio Anterior

A maravilhosa newslettter No Episódio Anterior me chamou para participar do especial de convidados que eles fizeram entre setembro e outubro, e eu muito feliz escrevi sobre Confissões de Adolescente, uma série que marcou minha vida. O texto me deu um quentinho bom no coração enquanto eu o estava escrevendo e continua a causar o mesmo efeito sempre que o leio.

Por onde andei escrevendo

Imagem: Divulgação

Site Todateen

Desde abril até o começo de dezembro passei a escrever um texto por dia, de segunda a sexta, pro site da Todateen. Foi uma experiência muito, muito incrível e que me ensinou um zilhão de coisas sobre esse universo.

O “problema” é que com tantos textos que eu amei escrever publicados lá no site, foi muito difícil escolher quais compartilhar aqui. Mas, com muito esforço, cheguei em uma seleção dos que mais me marcaram (por diversos motivos) e que me dão muito orgulho.

Plus: um videozinho entrevistando a Malena, que gravei na cobertura de um evento pra tt.

Revista Todateen

E para encerrar o ano com chave de ouro, escrevi um texto para a edição de dezembro da Todateen sobre viagem de formatura. Essa edição, aliás, foi comemorativa de 22 anos (!) da revista, o que só deixou essa matéria ainda mais especial para mim. <3

Por onde andei escrevendo

Imagem: Divulgação

Espero que vocês tenham curtido ler essas matérias tanto quanto eu amei escrevê-las, e para encerrar esse post, queria agradecer muito a quem acompanhou meus textos esse ano, seja aqui ou em qualquer um desses lugares que citei. Vocês fizeram esse 2017 valer ouro! Um beijo e Feliz Natal :)

Começos de ano, aniversários e tudo no meio do caminho

Faz alguns dias fiz 27 anos.

Lembro que quando era pequena, não achava nada legal essa coisa de fazer aniversário no começo de janeiro, logo quando eram férias e a maioria dos meus amigos tinha ido viajar. As fotos que tenho dessa época tão aí pra provar que não minto: nunca consegui reunir todo mundo que queria nas minhas comemorações, já que sempre tinha algum amiguinho ou amiguinha que a família tinha decidido ir pra praia e voltar só no começo das aulas.

Como uma criança que amava fazer aniversários, eu nunca conseguia esconder minha chateação quando alguém vinha me dizer que não podia ir na minha festa, especialmente porque eu era uma criança com poucos, porém bons amigos – e achava o máximo poder reunir todo mundo na minha casa em um mesmo dia, com bolo, refrigerante, salgadinho e um monte de brincadeiras que não faziam o menor sentido, mas que a gente amava.

Só que aí, conforme eu fui crescendo – e percebendo que mudar a data do meu aniversário era algo meio que impossível – a minha relação com o dia 10 de janeiro também começou a ser outra. Primeiro porque percebi que isso de ter amigos faltando nas minhas comemorações era algo que com que eu teria de me acostumar: se não fossem as férias da escola, seriam as férias do trabalho, o recesso de fim de ano e até mesmo a distância geográfica. E segundo porque percebi também que fazer aniversário logo no começo de janeiro tinha uma grande vantagem – especialmente pra mim que tenho esse sentimento inexplicável com finais/começos de ano e tudo que eles significam em termos de mudanças de vida.

Demorou um tempo pra eu entender que o universo tava esfregando na minha cara que sim, começos de ano são mesmo meu momento. Aqueles em que não só faço um monte de listas (religiosamente), mas também paro para pensar na minha vida, no que tô fazendo de certo, no que tô fazendo de errado e também no que não tô fazendo. E, correndo o risco de soar clichê: me propor a ser alguém melhor. Ou ao menos tentar, mesmo que nos pequenos atos, nas pequenas coisinhas do dia a dia.

Não vou mentir e dizer que é fácil. Ou que eu consigo fazer tudo que quero. Ou que é só querer basta conseguir. (A vida é bem mais dura do que isso, Xuxa). Mas isso de me renovar a cada Natal, a cada virada de ano, a cada aniversário (e nunca me cansar do processo) me faz mesmo mais alegre, mais otimista, mais valente. Alguém que acredita que essa jornada toda vale a pena por si só e que é ainda mais importante do que a linha de chegada. Porque eu não quero ser feliz só lá no fim, eu quero ser feliz no caminho todo.

Que 2017 e esses 27 recém chegados anos me proporcionem muito disso. Eu boto muita fé.

Beijos e boa semana

Um novo lar

Escrevo este post diretamente do bloco de notas do celular, já que nesse momento não estou nem com meu computador funcionando e nem com acesso a internet.

Isso tudo porque nos últimos dias a possibilidade de mudar de casa se transformou não apenas em uma certeza, mas em uma certeza que se colocou em prática do dia pra noite.
imageEu e Diego queríamos sair do apartamento em que estávamos já fazia um tempo, e calhou de aparecer a possibilidade de mudar pra uma casa.

Foi tudo tão despretensioso, tão de uma hora pra outra, que deu certo. Deu tão certo que mudamos antes mesmo do ano terminar e nesse momento estamos com a casa meio que arrumada, meio que bagunçada, ainda colocando no lugar algumas coisas que faltam.

Como disse lá em cima, a internet ainda é uma dessas coisas que faltam (fiquei devendo posts de Natal esse ano por causa disso), mas acho que semana que vem já estarei com isso resolvido.

A ceia de hoje à noite, inclusive, já será aqui (decidimos cozinhar algo especial e aguardem os próximos capítulos pra saber o que resultou disso), o que quer dizer que começaremos 2017 numa casa 5 vezes maior do que nosso antigo apartamento, com piso de taco, com a minha tão sonhada biblioteca/escritório e com a companhia dos nossos gatos.

A mudança é muito, muito grande, não só por questões de espaço, mas também de localização, mas acho que aos poucos vou me adaptando a essa nova realidade. E isso tudo é bom, porque me faz acreditar que 2017 vai ser um ano todinho assim, cheio de mudanças na minha vida que vão botar a “casa em ordem”.

Quem leu o último post sabe que eu tô precisando disso (ainda que de lá pra cá as coisas tenham melhorado um pouquinho) e tô determinada mesmo a fazer do ano que vem o grande ano da diferença, daqueles que são divisores de água na vida.
imageDaqui a pouquinho vou sentar pra escrever minha lista de metas pra 2017 (posso dividir ela aqui depois se alguém por acaso quiser) e além das várias questões pessoais/emocionais que são prioridade na lista desse ano, uma dessas metas tem a ver com se dedicar mais ao blog e ao canal. Sei que não é a primeira vez que falo disso por aqui, mas pro ano que vem tenho metas um pouco mais reais nesse quesito – além de algumas coisas que em breve já devem ser colocadas em prática, podem esperar.

Por ora então desejo pra vocês uma virada de ano bem gostosa, na companhia de pessoas muito especiais (inclusive na de você mesma, porque afinal quer companhia melhor que essa?) e um 2017 incrível, leve e feliz.

Que ano que vem a gente bote pra quebrar!

Beijos e corre aí que tá quase na hora da ceia (:

Sobre os últimos dias

Faz quase um mês que não posto aqui no blog e, de lá pra cá, muita coisa mudou.

Foto by Bárbara Carneiro

Foto batida pela Babi em um dia ensolarado no Parque da Aclimação

O engraçado é que todas essas mudanças não foram coisas palpáveis, do tipo que eu posso apontar e dizer “foi isso aqui que aconteceu, tá vendo?”. Não é nada do tipo. Não ganhei na loteria, não mudei de emprego, não achei um novo hobby maluco pra começar a fazer e nem mesmo fiz algumas das muitas viagens que vivo planejando. Na verdade, de palpável mesmo aconteceu que nesse último mês eu me atolei em trabalho, quase não consegui parar em casa e consequentemente escrever por aqui. Mas fora tudo isso, fora todas essas coisas ~reais~ que acontecem no nosso dia a dia, nada mudou. A não ser é claro que muita coisa mudou, aqui por dentro.

Sinto que tenho passado por um dos momentos mais difíceis da minha vida, emocionalmente falando. Uma das crises mais doídas que eu já tive. Quer dizer… Quem que eu tô querendo enganar? É a crise mais doída que eu já tive. E mistura um monte de coisas, o que torna tudo ainda mais complicado. Especialmente porque tem a ver com uma das coisas que eu mais amo fazer na vida, que é escrever, e tem também a ver com um monte de problemas de autoestima que eu desenvolvi.

E olha, me dói muito falar sobre isso, porque se teve uma coisa que eu sempre acreditei e falei, fosse aqui no blog ou fosse entre as minhas amigas, é que a gente precisa aprender a se amar do jeito que a gente é. Porque isso é algo em que eu realmente acredito. Mas acredito mesmo, do fundo do coração, não tenham dúvida. E é aí justamente o problema: me bate uma certa vergonha de me sentir assim, de passar por todos esses problemas que tô passando e que dizem respeito a minha aparência, sendo que eu acredito nessa premissa.

Como se não bastasse tudo isso, tem um outro fator muito complicado nessa história toda, que tem deixado as coisas ainda mais problemáticas: eu sou uma pessoa muito difícil de me abrir, de falar o que eu tô sentindo e pensando.

Vejam bem, não é que eu não conte sobre os meus problemas pras pessoas mais próximas, eu até conto. Mas eu guardo isso ainda aqui comigo, e fico remoendo as situações, e pensando nelas, e sofrendo repetidamente um zilhão de vezes. O que é exaustivo de uma tal maneira que vocês não fazem ideia.

Quadrinho da Giovana Medeiros

Quadrinho lindo da maravilhosa Giovana Medeiros (no instagram @giovanamedeiros)

Por causa disso, nos últimos dias tenho tentado praticar um exercício diário de aprender a ‘deixar ir’. De viver aquela tristeza sim, mas saber o momento de levantar e continuar. Ainda que doa um pouco. Ainda que doa muito. Porque a verdade é que o mundo não para pra gente juntar nossos caquinhos, e é necessário aprender a fazer isso enquanto outras muitas coisas acontecem na nossa vida.

E claro que não é fácil. Nunca é fácil conseguir mudar algo que, ainda que nos faça mal, já faz parte do nosso jeito de pensar e agir. Mas acho que pouco a pouco as coisas estão melhorando, especialmente porque eu tenho pessoas incríveis ao meu lado, como o Di, que tem sido não apenas o melhor noivo que eu poderia desejar, mas também o melhor amigo, e tantas outras pessoas queridas que vêm me ajudando de maneiras que às vezes nem eles sabem.

Além disso, tenho depositado muitas esperanças que 2017 vai ser um ano incrível, a começar por janeiro que promete coisas muito legais – mas que eu vou deixar acontecerem primeiro antes de vir tagarelar aqui.

Os próximos posts aqui do blog devem ser sobre coisa mais leves, já que estamos em dezembro e às vésperas da minha data preferida de todos os tempos: o Natal. E também porque nesses dias onde o mundo todo anda um caos, a gente precisa de uns momentos mais tranquilos assim, que deixam nosso coração mais aquecido e feliz. Eu acredito muito nisso.

Beijos e bom restinho de segunda-feira.