Listografia: sua vida em listas

“Este livro tem como objetivo ajudar você a criar sua autobiografia a partir de listas. Tive essa ideia porque sou nostálgica e amo os pequenos detalhes da vida – desde as experiências às coisas preferidas. Então quis criar um lugar agradável para capturar e compartilhar tais detalhes: este livro. Acredito que todos deveriam ter sua autobiografia, mesmo que seja para ser lida só pelos entes queridos e em sua forma mais simples: uma lista.”

Lisa Nolan

Ainda que o nome Lisa Nolan não te diga nada, é bem provável que mesmo sem saber você já tenho visitado o site dessa nova yorkina, ex-professora e apaixonada por gatos: o listography.com.

Desde 2006 no ar, o listography nada mais é do que um site de organização meets rede social em que você pode criar listas sobre os mais variados temas, que podem ir desde “quais são as suas metas para o próximo ano?” até “quais são seus restaurantes favoritos?” ou ainda “quais lugares você ainda sonha viajar?”. Tudo isso de forma pública ou privada, montando assim um arquivo online que mistura afazeres, desejos, metas, obrigações ou, como a própria Lisa gosta de chamar, uma espécie de autobiografia.

O site deu tão certo que em 2007 a ideia tomou proporções ainda maiores e virou livro! O primeiro, aliás, de uma série todinha lançada pela Chronicle Books e que hoje já conta com mais de dez títulos.

Apaixonada que sou pelo tema e pelo listography (fiz minha conta em 2011 e, de lá pra cá, criei 23 listas públicas, 6 especiais, 25 já arquivadas por terem sido cumpridas e 19 privadas) não foi surpresa nenhuma eu ter ficado mega feliz quando no começo desse ano, andando por uma livraria daqui de Bauru, me deparei com um dos livros da coleção. E o mais legal de tudo: na sua versão em português, coisa que eu nem sabia que existia.

O “Listografia: sua vida em listas”, como ficou o título do livro aqui no Brasil, é o livro geral (e primeiro a ser lançado) de toda a coleção, onde existem listas sobre os mais variados assuntos. Lançado pela editora Intrínseca em outubro do ano passado e com ilustrações de Nathaniel Russel, nele você consegue criar sua “autobiografia” listando o que mudou em você desde a adolescência, os melhores presentes que já ganhou, os amigos mais memoráveis do seu passado, suas paixonites, revistas preferidas, os melhores dias da sua vida, as coisas pelas quais gostaria de ser lembrado e muito, muito mais. Tem de tudo um pouco, de verdade.

O livro é uma delícia de ser preenchido e é engraçado como cada uma das páginas faz a gente pensar em tantas coisas pelas quais a gente já passou ou sonha pra nossa vida. A gente percebe como as listas – não só a desse livro, mas todas as que a gente fez ao longo da vida – são importantes pra gente se organizar, pra gente guardar memórias de maneira ainda mais palpável e pra gente lutar com ainda mais força pra realizarmos nossos sonhos.

As imagens das capas dos livros que estão nesse post são do próprio site da Chronicle Books e todas as outras, do “Listografia: sua vida em listas”, são da minha edição – que está aos poucos sendo devidamente preenchida.  Pra quem ficou interessado na edição em português, tem pra vender no site da Livraria Cultura.

Boas listas, metas e itens ricados pra todos vocês

Bisous, bisous

Resenha: Funny Girl | Nick Hornby

Funny Girl, livro lançado no finalzinho do ano passado e que chegou aqui no Brasil traduzido pela Companhia das Letras, foi meu primeiro livro do Nick Hornby. Apesar do escritor já ter vários títulos publicados – Alta Fidelidade, de 1995, é um dos maiores sucesso de sua carreira e ganhou uma versão para os cinema no começo dos anos 2000 – foi só com Funny Girl que eu tive curiosidade de ler algo do autor.

Essa fisgadinha de atenção veio da sinopse do livro, que me pegou de jeito ao anunciar uma protagonista mulher que na Londres dos anos 60 queria ser reconhecida pelo seu trabalho, espalhando seu amor pela comédia e fazendo as pessoas rirem. Uma premissa que além de ser completamente diferente de tudo que eu já li, deixava ainda em aberto alguns temas que poderiam ganhar mais aprofundamento, como mulheres no mercado de trabalho, swinging London e showbiz. Ou seja, tudo que eu precisava pra começar o livro o mais rápido possível.

Barbara Parker, a protagonista da história, é uma garota do norte da Inglaterra que sonha em virar atriz de comédia, seguindo os passos da sua grande mestra, Lucille Ball. O livro, aliás, está cheio de referências* a Lucille, das mais literais até as mais escondidas, e não deixa de ser uma grande homenagem a atriz, destacando sua importância para a comédia e, especialmente, para as mulheres na TV.

O livro começa de fato quando Barbara finalmente consegue ir para a cidade grande e, por lá, depois de adotar o nome artístico de Sophie Straws, consegue o papel de protagonista em uma nova série da BBC. A sitcom faz um estardalhaço na TV londrina e, do dia pra noite, Sophie se torna uma estrela em ascensão, conquistando a Inglaterra com sua beleza, inteligência e talento.

Outras capas que o livro ganhou pelo mundo

É nesse momento que outros personagens da história começam a ser apresentados. Entre eles estão atores, diretores e outros envolvidos na série “Barbara (e Jim)” que passam a fazer parte da vida da protagonista, dentro e fora dos palcos. Com seus destemperos, suas afetações, seus objetivos e suas histórias de vida, cada um deles se torna extremamemte importante para a história, de modo que o foco da narrativa passa a ser em torno da própria série e de como ela transforma a vida de todos ao seu redor.

Como cenário para todos esses acontecimentos está a efervescente Londres dos anos 60, o melhor lugar e época que Hornby poderia ter escolhido para escrever essa história. É divertidíssimo acompanhar todas as referências a eventos, lugares e pessoas desse período que aparecem e desaparecem pelas páginas de Funny Girl. O contexto histórico, social e político do período é todo esparramado no livro, e de um jeito leve, rápido e inteligente, a gente acompanha tudo isso de uma vez, descobrindo junto com os personagens as transformações pelas quais a cidade vai passando.

Funny Girl é, desde o começo, um livro muito inteligente. O trabalho de pesquisa que Nick Hornby fez para escrever a história dá pra ser notado em cada página, e ainda que Sophie seja a protagonista do livro, todos os personagens causam impacto na narrativa. Nós nos envolvemos com as histórias de cada um e percebmos, aos poucos, como essas diferentes personalidades ditam um pouco do clima da época.

Se eu tivesse que apontar uma única crítica ao livro, seria o capítulo final, que pra mim ficou meio à deriva na história. A impressão que dá é que o escritor se envolveu tanto com os personagens que quis dar um desfecho completo pra cada um deles, e eu sou um pouco do time que acha que algumas histórias podem acabar de uma forma menos conclusória e mais aberta a interpretações se isso fizer mais bem do que mal à narrativa.

Para quem se interessou pelo livro, Funny Girl é da Companhia das Letras, tem 424 páginas e sai por R$44,90 na Livraria Cultura.

E ah, minha pontuação final pro livro é de quatro estrelinhas!

*notona de rodapé: eu gosto muito de I Love Lucy, série que tornou Lucille Ball mundialmente famosa, e uma das coisas que mais me chamou atenção em Funny Girl foi que eu encontrei referências à série espalhadas pelo livro de maneiras incrivelmente sutis. Por exemplo, muita gente não sabe, mas Lucille Ball só topou fazer I Love Lucy com a condição de que seu marido na vida real, Desi Arnaz, interpretasse também seu marido na TV. O problema disso era que Desi era cubano e a CBS achava que um casal tão “diferente” assim poderia ser visto com maus olhos pelo público. Pra resolver o problema a contento pros dois lados, topou-se a presença de Desi na série contanto que seu nome ficasse camuflado no título: ele se tornou o “I” de “I Love Lucy”. E por que eu contei tudo isso? Porque, coincidência ou não, a série criada por Nick Hornby em Funny Girl se chama “Barbara (e Jim)” e ao longo de todo o livro esse título e a ideia de apontar a mulher como a protagonista e seu marido como o papel secundário, são discutidos várias vezes. É uma referência super escondida, mas que eu achei mega inteligente e que me deixou bastante chocada quando eu percebi.

Bisous, bisous e contem nos comentários se vocês já leram algo desse escritor!

Maus | Art Spiegelman

Sei que tô atrasadona nas resenhas aqui do blog (lembram que eu contei que em 2015 eu queria falar sobre todos – ou pelo menos quase todos – os livros que eu lesse?), mas tô tentando me organizar, e hoje é a vez de falar de “Maus”, do Art Spiegelman, uma das graphic novels que eu mais tinha vontade de ler por causa do sem fim de bons comentários, prêmios ganhos e leituras favoritas alheias que possui.

Fiquem mesmo a vontade pra falar nos comentários se resenhas assim são legais, se eu falei muito rápido ou devagar no vídeo, se alguma coisa ficou faltando… Enfim, fiquem a vonts! E ah, não deixem de falar também o que vocês acham desse livro (e quem ainda não leu, já adianto que eu indico super a leitura!).

Minha pontuação pra Maus (e não tinha como ser diferente) é de cinco estrelinhas.

Bisous, bisous

Resultado do sorteio: A Moda | Erika Palomino

E o(a) vencedor(a) é… Que rufem os tambores: Mayra Adalith! Parabéns, chèrie!

O sorteio foi realizado pelo random.org e a Mayra cumpriu todos os requisitos pedidos, curtindo a página do blog e preenchendo as informações da planilha.

Mayra, se você estiver lendo isso, fica de olho no seu email que ainda hoje entro em contato com você!

E quem não ganhou, não desanime, porque terão mais sorteios e concursos aqui no blog com certeza :)

Bisou, bisous e até logo mais, porque ainda hoje sobe post novo.

SORTEIO | A Moda, Erika Palomino

Ontem andando pela livraria encontrei o livro “A Moda”, um dos títulos que habitam a minha lista de leitura há um tempão. Sempre escutei críticas muito positivas sobre ele e o fato dele ter sido escrito pela Erika Palomino, uma jornalista que eu admiro muito, só contribuía ainda mais pra essa vontade.
No final das contas, acabei não só comprando o livro pra mim, como também trazendo mais um exemplar pra sortear aqui no blog! Espero que vocês se animem por essa leitura tanto quanto eu e participem do sorteio :)

Você pode se inscrever no sorteio do dia 02/02/2015 até o dia 01/03/2015 e precisa seguir duas regrinhas:

1. Curtir a página do blog no facebook >> https://www.facebook.com/littleblogfashion
2. Ter endereço de entrega no Brasil e preencher todas as informações da ficha abaixo.

Só vale se inscrever uma vez e o resultado do sorteio vai ser publicado aqui no blog no dia 02/03/2015. Eu vou avisar o vencedor por email também e a pessoa vai ter um prazo de 72 horas pra me responder. Passado esse tempo, se a pessoa não me contatar, eu irei fazer um novo sorteio.

“A Moda” faz parte de uma coleção chamada Folha Explica e como consta no próprio site da editora

 

…apresenta o universo da alta-costura, do prêt-à-porter ao streetwear, explicando o funcionamento das engrenagens do Planeta Fashion – Paris, Milão, Londres e Nova York. O livro analisa a cadeia têxtil e o ponto de partida das tendências, além de esclarecer os principais conceitos e correntes no estudo da moda. A obra inclui um histórico sobre a moda brasileira e serve como paradidático para os cursos de Moda. 

 

Não deixem de participar!

Bisous, bisous