4 aplicativos incríveis de fotografia!

Eu já tinha contado nesse post aqui que andava meio a louca dos aplicativos, mas como loucura pouca é bobagem, eu ainda continuo lendo matérias, baixando e fuçando em apps dos mais variados jeitos.

Foto minha tirada pela Bárbara Carneiro (http://babimouton.tumblr.com/)

Foto minha tirada pela Bárbara Carneiro (http://babimouton.tumblr.com/)

Ultimamente os de fotografia têm me conquistado mais do que tudo (quem me segue no instagram, aka @paulinhav, deve saber), mas no meio de tantos que existem, quatro chamaram a minha atenção porque têm funções diferentes e – na minha humilde opinião nada profissional, mas muito apaixonada por fotografia – são os melhores naquilo que se propõem a fazer.

Afterlight

O afterlight é parecido com um photoshop, mas claro que em uma versão muito mais modesta. Eu acho ele extremamente intuitivo e fácil de mexer e sério, de todos os outros que experimentei do gênero, ele foi o mais completo!

Mas afinal o que ele faz?

O afterlight é dividido em cinco grandes funções.

Tratamento | Na primeira categoria você consegue mexer em toda a “raiz” da imagem (desculpa, gente, mas não sei termos técnicos de fotografia), ou seja, dá pra mexer no contraste, brilho, claridade, saturação, sombras, tonalidades, temperatura… ao todo são 15 opções só nessa primeira categoria! E o mais engraçado é que mesmo você achando esse tipo de ferramenta em outros aplicativos, não encontrei nenhum que tivesse todas elas e em que o resultado final ficasse tão bom. O befunky, por exemplo, que eu também gosto muito, tem algumas dessas funções, mas tenho sempre a impressão que a qualidade do brilho dele sempre é menor do que a qualidade do brilho do afterlight. Sabe umas coisas assim?

Filtros | Os filtros dele são incríveis e bem diferentes dos filtros tradicionais do Instagram! Duas coisas que eu adoro nessa parte são o número de filtros totais que têm (36!) e o fato de que você pode usar um filtro, salvar a imagem e depois jogar um outro filtro sobre ele.

Luzes e texturas | Ao todo são 31 efeitos diferentes de luzes e 13 de texturas. Tanto luzes quanto texturas podem ter sua tonalidades alteradas, serem rotacionadas na imagem e ainda serem encaixadas em qualquer um dos quatro cantos da foto. Sério, só falta falar haha. Ah, e outra coisa legal! Assim como nos filtros, qualquer um desses “efeitos” vem com uma barra de rolagem embaixo, ou seja, você consegue aumentar o diminuir a intensidade do jeito que desejar.

Cortes | Você pode cortar a imagem, rotacionar, girar e ainda deixá-la inclinada.

Molduras | As molduras do afterlight são divertidíssimas! Na primeira seção, são 28 molduras diferentes. Tem desde as quadradinhas (minhas preferidas!) que permitem com que você deixe a imagem menor e assim ela possa aparecer inteira e mais fofa no instagram, e também as com formato. Tem redondinho, oval, triângulo, nuvem, estrela… Soltem sua imaginação! Na segunda seção, as molduras são letras do alfabeto, número e pontuações. Então se virem uma imagem por aí em formato de arroba, já sabem de onde veio hehe.

Fotos do meu instagram, @paulinhav, com aplicações do Afterlight

Fotos do meu instagram, @paulinhav, com aplicações do Afterlight

 

Lumiè

Além de ser um aplicativo gracinha demais e cheio de efeitos fofos, o lumiè ainda ganha um segundo ponto positivo por ter uma história linda por trás de si. A Melina do A series of a seredipty já até fez um post sobre isso. Vale mesmo a pena ler.

Mas afinal o que ele faz?

O Lumiè tem filtros que aplicam algumas imagens e brilhos na foto, ora em um ponto específico, ora repetidas vezes. Ao todo são 74 imagens que você pode sobrepor, e elas estão dividas em 14 categorias: corações, glitter, bolinhas, cosmos, disco, estrelas, formas, flores, street, geeky, pop, xmas, fogos de artifício e carnaval.

Eu acho legal também que quando você escolhe qualquer uma dessas sobreposições, ele te dá ainda mais três opções de intensidades diferentes da imagem. Então enquanto em “shine” o coração fica mais brilhantes, em “dark” a imagem toda fica mais escura e o coração mais apagado. Além disso, só tocando na tela você consegue andar com essa sobreposição ou rotacioná-la, deixando na posição que preferir.

Fotos com filtros do Lumiè, tiradas todas do instagram oficial do aplicativo, o @lumie_app

Fotos com filtros do Lumiè, tiradas todas do instagram oficial do aplicativo, o @lumie_app

 

Beautiful Mess

O Beautiful Mess é lindo de morrer haha. Eu considero ele como um app mais puxado pro design e pra tipografia e acho muito bacana saber que por trás da sua criação tem duas mulheres tão ou mais inspiradoras quanto suas imagens. Ela comandam um blog de mesmo nome que também é lindo, e tem imagens e vídeos muito graciosos.

Mas afinal o que ele faz?

Pra começar que o Beautiful Mess, diferente de todos os aplicativos aqui de cima, já de cara te dá a opção de brincar com uma foto sua ou de simplesmente pegar um fundo já pronto e criar um desenho todo do zero em cima dele. Escolhido isso, você tem a opção de navegar por cinco categorias diferentes.

Filters | Os famosos filtros a la instagram, com a diferença que aqui você só tem 6 opções, mas que em compensação têm algo muito, muitoo legal: você não precisa clicar em cada um dos filtros pra ver como sua foto vai ficar porque ele já te dá uma lista com a sua foto inserida em cada um deles. E eu acho isso incrível, de verdade, porque acredito que facilita muito na hora de comparar as imagens. Vocês também não ficam indo e voltando em filtros do instagram porque não lembram direito como a imagem tinha ficado antes? Haha Então, isso resolve o problema.

Borders | Bordas de coração, de chuvinha, chamuscado, arabescos, fica a vonts que aqui tem de tudo. E se você não quiser deixar branquinho, não tem problema não, porque ele oferece também uma paleta de cores onde você escolhe o tom desejado.

Text | Você escolhe a fonte que desejar (uma mais linda que a outra!), escreve o que quer e voilá! Daí você pode encaixar o escrito no lugar que quiser da foto, aumentá-lo ou diminuí-lo, rotacioná-lo e ainda escolher a cor que combina mais :}

Doodles | Imagens fofíssimas pra você inserir na sua foto. São todas mais pro mnimalismo, quase sempre só com o contorno da imagem, mas que ainda assim ficam uma graça. E assim como no Text dá pra rotacionar, controlar o tamanho e mudar de cor.

Phrases | O phrases é meu preferido! Ele te dá algumas palavras já prontas, escritas em fontes super lindas. Tem “Amazing”, “Perfection”, “Ooh la la”, “OMG!” e coisas do gênero em tipografias apaixonantes. Ele tem também todas aquelas outras opções de alterações do Text e do Doodles.

As fotos são dos perfis @annaleeneale, @jodaisy, @wilenedw, @mkzotov e a montagem final veio lá do próprio site do Beautiful Mess

As fotos são dos perfis @annaleeneale, @jodaisy, @wilenedw, @mkzotov e a montagem final veio lá do próprio site do Beautiful Mess

 

Pic Collage

O Pic Collage nada mais é do um aplicativo de colagens. O único, aliás, que eu achei sobre o assunto.

Mas afinal o que ele faz?

No Pic Collage você cria um perfil (ou não, caso as suas colagens sejam tão vergonhosas quanto as minhas e daí não role compartilhá-las com o mundo haha) que pode até associar à sua conta do facebook.

Você pode começar sua colagem escolhendo entre um fundo de tela simples ou um personalizado, e definindo uma borda que pode ir da mais simples, como um retângulo, até aquelas divididas em quadrados e retângulos menores. Igual aquelas fotos de detalhes de look do dia, sabem?  E é bonitinho que o aplicativo tem uma barra de rolagem que permite aumentar ou diminuir o tamanho de cada uma dessas molduras, pra você deixar bem com a sua cara mesmo.

Depois de pronto todo esse fundo, você pode subir uma imagem do seu computador, uma imagem da internet, adicionar um texto (que permite escolha de cor) ou ainda uma etiqueta (que nada mais são são do que imagens de coração, bigode e toda a parafernália do gênero). Daí é só subir o que quiser e dar asas à imaginação pra fazer uma colagem legal!

Detalhe mais bacana de todos: como toda colagem que se preze, as imagens não precisam ter formas definidas, certo? Pra usar então só uma parte da fotografia, você seleciona a imagem e com o dedo na tela vai contornando toda sua borda, deixando no formato que gostaria. Fácil e rápido.

Ah, ainda dá pra você subir as suas colagens no seu perfil e brincar em um “joguinho” onde você personaliza a colagem alheia.

Colagens feitas pelo Pic Collage, que eu não consegui descobrir de quem eram. Se for sua, só deixar nos comentários que eu dou os créditos aqui.

Colagens feitas pelo Pic Collage, que eu não consegui descobrir de quem eram. Se for sua, só deixar nos comentários que eu dou os créditos aqui.

E é isso hehe. O post é longo, eu sei, mas esses apps são tão legais que valem a pena.

Se alguém tiver alguma indicação, é só compartilhar nos comentários.

Update: tirando o Pic Collage, todos os outros apps são pagos.

Update 2: uma tristeza é que o Lumiè é o único que tem pra IOS e Android. Os outros apps são exclusivos pra Iphone :/

Bisous, bisous

Desmistificando o decote

Eu não costumo usar decotes frontais assim, no dia a dia, mas acho um estouro vestidos que quando decidem apostar na ideia de um decote, investem e vem pra matar mesmo. Tipo Rihanna no Grammy, sabe?

Só que aí andei pensando sobre essa função do decote e comecei a perceber que, dependendo da maneira como ele é usado, dá pra passar diversas imagens, não só essa de mulherão. Como?

Olha, tenho experimentado cada vez mais vestidos que tenham decotes nas costas, às vezes maiores, às vezes menores, mas que são super femininos e ajudam a quebrar um pouco dessa cara de menininha das roupas do meu armário. Daí que percebi que eles equilibraram um pouco do meu visual, ainda me deixando com esse lado fofo que eu gosto, mas sem resquícios de nada infantil. Quase ali na beiradinha pra ter um ar Lolita.

Ou seja, no meu caso o decote cumpriu sim a tal função de “sensualizar” – o que, em teoria, ele se propõe – mas ele foi até mais longe e me ajudou a encontrar uma imagem que deixa a balança menina X mulher mais harmônica.

Pesquisando imagens pra escrever esse post, comecei a ver que o decote influencia de maneiras muito diferentes em cada pessoa. Depende do formato, do tamanho e olha, acredito eu que até da expectativa que a gente cria sobre ele. Tipo, quem acredita que tá uma femme fatale com um decote x, vai ter muito dessa imagem final vinda da própria vontade de acreditar que aquele decote a deixou assim. Deu pra entender?

A verdade é que de repente eu tive a impressão que alguém tinha acendido os refletores dentro de uma sala e eu finalmente conseguia enxergar o que de fato tava acontecendo: o decote não é apenas uma maneira de seduzir, mas também de impor presença, de gerar confiança. Tem uma infinidade de propósitos – às vezes até o de não ter propósito – e aí vai muita da gente ajustar isso pra imagem que a gente quer passar.

Ps: arrasem no decote dessa noite de quarta-feira :p

Bisous!

Cocoppa, o aplicativo que é pura fofura

Confesso que nessas últimas semanas tenho andado meio “a louca dos apps“, procurando aplicativos de fotografia, vídeo, música e mais uma infinidade de coisas pra testar e ver o que acho legal pra usar e compartilhar com as amigas (aka Isabelly). No meio de tanta coisa bacana que eu achei – e outras nem tão bacanas assim – o Cocoppa se destacou porque nunca vi nenhum aplicativo com essa mesma função, e também porque ele é de uma fofura, que olha, fica difícil não se apaixonar. E ah, ele é de graça!

O Cocoppa nada mais é do que um aplicativo que permite personalizar os ícones da sua página inicial do jeitinho que você quiser. As imagens aqui do post são um bom exemplo, mas no aplicativo você pode encontrar uma variedade gigantesca de patterns que podem ser usados.

Pra usar o Cocoppa não tem muito segredo: é só baixar o aplicativo, criar um perfil (você pode vincular a sua conta do twitter ou do facebook) e pronto, você já pode começar a testar tudo que quiser. O primeiro passo é escolher um pattern e, pra encontrar aquele preferido que com certeza vai pra sua tela incial, você pode fazer buscas através de diferentes categorias, como os ícones mais usados no dia, semana ou mês, os últimos ícones adicionados, etc.

Uma coisa que eu acho legal do Cocoppa é que ele te deixa usar qualquer pattern em qualquer ícone, sem restringir o que é pra Instagram, o que é pra Skype, etc (ainda que o pattern sempre traga o nome do aplicativo com o qual ele mais se encaixa logo abaixo do seu desenho). Particularmente, eu prefiro manter sempre os patterns nos ícones a que eles originalmente se destinam porque eu gosto de manter as características essenciais do programa (como a câmera do instagram e o passarinho do twitter) e apenas colocar alguma “brincadeirinha” na imagem. Tem que usar tudo com muita parcimônia pra não parecer um carnaval, gente haha. Por isso mesmo, eu procuro usar cores mais claras e imagens menos carregadas, pra deixar tudo com uma carinha diferente, mas nada que grite quando eu ligar o celular. Mas né, a ideia é que cada um se jogue e descubra os patterns que têm mais a ver com o seu jeito (:

Bom, voltando ao passo a passo do Cocoppa: depois de empreender uma busca por alguma dessas categorias e encontrar o pattern que você quer, é só clicar sobre ele. Uma outra tela irá se abrir com maiores descrições e depois de clicar em “set up link” você será redirecionado pra uma outra tela com uma lista de funções onde você pode usar o aplicativo. O que nos interessa aqui é a primeira função: “app serch”. Clicando nela, abrirá uma lista com nomes de aplicativos. Daí então você só precisa escolher onde você quer aplicar aquele pattern (lembrando que você já precisa ter aquele app instalado no celular pra poder personalizá-lo). Ah, é no ícone do youtube? Clica nele, clica em ok e confirma pra ir pro safari. O safari vai abrir já com o  o ícone e seu novo pattern, e vai mostrar dois botões em que você pode clicar. Apertando qualquer um dos dois , surgirá a opção “adicionar à tela de início”. É só clicar nessa opção e voilá!

E pode até parecer um pouco complicado no início, gente, mas depois que você faz uma vez, não tem mais erro e você faz todo o passo a passo bem rapidinho.

É legal entender que o que o app faz é, na verdade, criar um atalho pro seu ícone, ou seja, você fica com as duas imagens, a do ícone original e a do novo ícone com o pattern, na sua página. Isso é muito importante, porque imagina se dali há algum tempo você enjoa daquela imagem e quer trocar por uma outra? Vai ter que deletar o app e baixar ele e o pattern de novo? Não! É só deletar aquele ícone personalizado, que é um atalho, e pronto, o app ainda continua no seu celular com o ícone original e você pode ou não colocar outro pattern nele.

Eu deixo os meus ícones originais salvos em uma pastinha e os personalizados na frente, à vista. Assim fica tudo mais organizado e os que têm a minha cara é que aparecem de verdade na hora que eu ligo o celular.

Além disso, o Cocoppa também permite colocar papel de parede divertidos e tem um monte de outras funções “engraçadinhas”. Depois que eu testá-las, eu conto tudo aqui no blog! Ps: ah, assim que eu terminar de colocar os patterns nos ícones que quero personalizar, faço um update também aqui com a imagem da minha página inicial pra vocês verem como ela ficou.

Se alguém souber de algum outro aplicativo que tenha essa função ou qualquer outro app legal (disse que to viciada, não disse?), avisa aqui nos comentários, por favor! Haha. E ah, pra quem também tá afim de se jogar nesse mundo de aplicativos, eu daria como dica dar uma olhada nos posts da Lomogracinha pra achar uns bem bacanas de fotografia (mas já adianto que o Befunky, Afterlight e Camera + são ótimos!) e nesse post aqui do GWS pra ver alguns de vídeo para o Iphone.

E um bom divertimento! ;}

Repetto no Brasil

Tem esse filme francês, com o nome poderoso de “E Deus criou a mulher”, que tem uma das cenas mais clássicas – e sexys – do cinema: Brigitte Bardot descalça, completamente envolvida pelo som do mambo e dançando em cima de uma mesa.

De 1956 e dirigido por Roger Vadim, marido de BB, o filme “E Deus criou a mulher” fez com que Brigitte estourasse em Hollywood. Do dia pra noite, todo mundo descobriu aquela menina que tinha um sexy appeal fora do comum e que dali pra frente viraria símbolo sexual.

Mas, acontece que enquanto “E Deus criou a mulher” se tornava um sucesso enorme nos cinemas, não era só a musa BB quem despontava. Em uma outra cena desse mesmo filme, uma sapatilha vermelha usada pela atriz chamou muito a atenção do público. Da marca francesa Repetto, a sapatilha tinha sido encomendada especialmente por Brigitte a Rose Repetto, fundadora da marca, e aparecia displicentemente nos seus pés enquanto ela esperava sentada em cima de um carro.

Em 1947, Rose Repetto, mãe de um jovem bailarino da companhia Ópera Nacional de Paris, criou uma marca especializada em roupas e sapatilhas de balé que virou queridinha de bailarinos do quilate de Caroline Carlson e Mikhail Baryshnikov. Rose entendeu tão bem o mundo do balé que transportou toda essa beleza e sentimento pro trabalho que fazia. E foi amor a primeira, segunda, terceira vista de todo mundo do balé que pousava os olhos nas suas criações.

Dez anos depois, nos pés de Brigitte Bardot, muito mais gente conheceu a Repetto, e toda aquela doçura e leveza do balé foi parar em sapatilhas para o dia a dia, para serem usadas muito além dos palcos.

Em 1980 Rose faleceu e a Repetto quase acabou, mas daí entrou em cena Jean Marc Gaucher, ex-executivo da Reebok, que foi tipo uma fada madrinha e conseguiu unir o espírito original da Repetto a sua expertise de mercado. Trouxe parcerias a rodo (gente como Issey Miyake, Yohji Yamamoto e Rei Kawakubo) e, de repente, fez das suas sapatilhas um verdadeiro clássico e da marca a sua maior referência.

Mês passado inaugurou a primeira loja da Repetto no Brasil e, ainda que eu saiba que comprar uma sapatilha da marca tá fora da minha realidade (os preços na loja do Shopping Cidade Jardim variam de R$700 a R$2.000) eu quero muito ir até lá fazer uma visita assim que for pra São Paulo.

Tem essas marcas e suas lojas que pra mim mais do que trazerem um produto, contam uma história. Pode parecer bem piegas, mas eu acredito nessa ideia de que “valor agregado” é um dos maiores presentes que uma marca pode te oferecer, e posso até não ser uma Brigitte Bardot calçando uma Repetto, mas sou uma fã assumida de sapatilhas e uma fã (não tão assumida assim) do balé.

Aqui, uma pitada de imagens inspiradoras da Repetto pra tornarem nossa quarta mais bela, mais pura e mais delicada, assim como eu enxergo o balé e essa marca.

Primavera brasileira

Quinta-feira, 13 de junho de 2013, 22h.

Acordei ainda ruim depois de uma crise de enxaqueca. Tinha passado a tarde toda na redação em pré-fechamento e depois que cheguei em casa só queria dormir um pouco pra ver se minha cabeça melhorava. Fui pra cama, dormi pouco tempo e ainda com a cabeça no outro texto que precisava fazer, levantei. Levantei e, de repente, descobri que enquanto eu dormia, São Paulo tava mais do que acordada. Aliás, o Brasil todo. São Paulo, Maceió, Rio de Janeiro, Porto Alegre… Todo mundo tava vivo, tava gritando nas ruas freneticamente, tava tomando bomba de gás lacrimogênio e bala de borracha na cara em um cenário de guerra civil.

Há dias eu acompanhava pela internet as manifestações que aconteciam devido ao “preço da tarifa do ônibus”, mas naquele dia 13 quando eu acordei o cenário era muito diferente do que vinha acontecendo até então. E aí as notícias começaram a chegar, os vídeos começaram a circular e eu demorei pra acreditar no que meus olhos viam. Era policial que quebrava o vidro da própria viatura, era jornalista que tava ali fazendo seu trabalho e saiu ferido, saiu muito ferido. Era imprensa que tem rabo preso com político e adota a postura do “no Brasil é vandalismo, é depredação”, lá fora é “manifestação”. É gente que, ainda que não seja a grande massa que tá indo pras ruas lutar e gritar por um Brasil melhor (sim, porque o problema vai muito além de R$0,20 na passagem do ônibus, a luta agora é por um país mais digno, é por podermos exercer nosso direito de cidadãos), é enganado discaradamente por alguns veículos que propagam a ideia de  que PM impede a baderna que tomou a cidade.

É, eu moro em Bauru (o que também não é desculpa), e não to nas ruas gritando e botando pra fora toda essa indignação que tá aqui dentro, Mas, por mais que seja fácil adotar essa postura de ‘politicagem de sofá’, eu sofro junto, e to junto em cada reivindicação e cada melhoria desejada pra essa país. Eu grito junto daqui e minha vontade, de todo coração, é pegar o primeiro ônibus na rodoviária e correr pra São Paulo ou pra alguma dessas outras cidades. Porque isso que tá acontecendo nesse instante no nosso país é lindo, é feroz, é a força de um povo que às vezes até se esquece do poder que tem.

Na quinta ainda, enquanto discutia com uma amiga sobre a importância de se ir pras ruas pra poder alcançar essas mudanças (ela defende uma postura de que a mudança pode vir por outros meios, meios que envolvam estudo de gestão pública por parte da população e que, aí sim, poderiam resultar em alguma melhoria), eu tentava explicar que a passagem do ônibus era apenas um entre os muitos motivos pras manifestações que tavam ocorrendo. E não é só isso. Em teoria, poder marcar uma reunião com o Haddad e discutir o porquê do aumento da passagem, é lindo. É lindo, mas é irreal. A gente sabe que as coisas não funcionam assim. Se a gente olhar pra História do nosso país, acho que fica mais do que claro ainda que as grandes mudanças que ocorreram sempre precisaram de muita luta, muito esforço pra surtirem efeito. E, na real, a própria luta de agora é pra que o Brasil possa ser mais justo em suas decisões, é que a tal da democracia que é tão linda em tese, realmente se faça valer.

Quando os caras pintadas foram pras ruas eles sabiam que isso era necessário pra mudança. E conseguiram. Quando a ditadura descia porrada nos militantes em plena luz do dia, ainda assim, eles se organizavam, procuravam a justiça e, depois de um dos períodos mais negros e funestos do nosso país, conseguiram acabar com a censura e com um governo nojento.

A força que nos move pras ruas é por um preço de passagem de ônibus mais justo, é por um governo que saiba treinar a polícia de uma maneira mais eficiente, disciplinando e incutindo a ideia de que eles não são o poder (e, que fique claro, longe de mim querer generalizar policial. Generalizações, assim como o preconceito, partem de príncípios burros). A luta é também por um país menos corrupto, mais justo, mais educativo, mais atento aos problemas da nossa saúde pública que, pra quem depende dela sabe, é precária. A luta é pela defesa dos nossos direitos, os quais, como cidadãos, deveríamos ter sem precisar de tudo isso. E quem sabe, um dia, talvez a gente não precise mesmo de tudo isso, e marcar uma reunião com algum político e expor suas ideias seja tão simples como ir ali na esquina comprar pão. Seria lindo.

Essa força tão grande que tá nas ruas por si só já é uma mudança. Uma mudança de postura e de pensamento, de saber que se quisermos, termos força suficiente pra mudar esse país, esse mundo. E isso não é discurso panfletário. Isso é o que tá acontecendo nesse exato momento nas ruas do nosso país. E eu bato palmas e quero fazer parte.

Solidariedade a quem tá nas ruas, protestando, gritando, sendo cidadão. Meu respeito, meu orgulho. #primaverabrasileira

Ps: e sim, textos assim vão aparecer por aqui vez em quando. Pode até soar repetitivo, mas o Little Blog sempre deixou claro que falar sobre roupas e sapatos é tipo um grão de areia no meio de todo o mar de assuntos que a moda, nossa sociedade e nosso momento histórico representa. Vamos é pensar fora da caixa.