Repetto no Brasil

Tem esse filme francês, com o nome poderoso de “E Deus criou a mulher”, que tem uma das cenas mais clássicas – e sexys – do cinema: Brigitte Bardot descalça, completamente envolvida pelo som do mambo e dançando em cima de uma mesa.

De 1956 e dirigido por Roger Vadim, marido de BB, o filme “E Deus criou a mulher” fez com que Brigitte estourasse em Hollywood. Do dia pra noite, todo mundo descobriu aquela menina que tinha um sexy appeal fora do comum e que dali pra frente viraria símbolo sexual.

Mas, acontece que enquanto “E Deus criou a mulher” se tornava um sucesso enorme nos cinemas, não era só a musa BB quem despontava. Em uma outra cena desse mesmo filme, uma sapatilha vermelha usada pela atriz chamou muito a atenção do público. Da marca francesa Repetto, a sapatilha tinha sido encomendada especialmente por Brigitte a Rose Repetto, fundadora da marca, e aparecia displicentemente nos seus pés enquanto ela esperava sentada em cima de um carro.

Em 1947, Rose Repetto, mãe de um jovem bailarino da companhia Ópera Nacional de Paris, criou uma marca especializada em roupas e sapatilhas de balé que virou queridinha de bailarinos do quilate de Caroline Carlson e Mikhail Baryshnikov. Rose entendeu tão bem o mundo do balé que transportou toda essa beleza e sentimento pro trabalho que fazia. E foi amor a primeira, segunda, terceira vista de todo mundo do balé que pousava os olhos nas suas criações.

Dez anos depois, nos pés de Brigitte Bardot, muito mais gente conheceu a Repetto, e toda aquela doçura e leveza do balé foi parar em sapatilhas para o dia a dia, para serem usadas muito além dos palcos.

Em 1980 Rose faleceu e a Repetto quase acabou, mas daí entrou em cena Jean Marc Gaucher, ex-executivo da Reebok, que foi tipo uma fada madrinha e conseguiu unir o espírito original da Repetto a sua expertise de mercado. Trouxe parcerias a rodo (gente como Issey Miyake, Yohji Yamamoto e Rei Kawakubo) e, de repente, fez das suas sapatilhas um verdadeiro clássico e da marca a sua maior referência.

Mês passado inaugurou a primeira loja da Repetto no Brasil e, ainda que eu saiba que comprar uma sapatilha da marca tá fora da minha realidade (os preços na loja do Shopping Cidade Jardim variam de R$700 a R$2.000) eu quero muito ir até lá fazer uma visita assim que for pra São Paulo.

Tem essas marcas e suas lojas que pra mim mais do que trazerem um produto, contam uma história. Pode parecer bem piegas, mas eu acredito nessa ideia de que “valor agregado” é um dos maiores presentes que uma marca pode te oferecer, e posso até não ser uma Brigitte Bardot calçando uma Repetto, mas sou uma fã assumida de sapatilhas e uma fã (não tão assumida assim) do balé.

Aqui, uma pitada de imagens inspiradoras da Repetto pra tornarem nossa quarta mais bela, mais pura e mais delicada, assim como eu enxergo o balé e essa marca.

Dicionário de sapatos – parte 3

A primeira parte deste post foi publicada aqui e a segunda aqui :}Dicionário de Sapatos

Cone heel: o nome dele, por si só, já dá uma boa pista do que vem por aí. Os cone heels nada mais são do aqueles sapatos que tem o salto em formato de cone, com a base mais larga em cima e a mais estreita embaixo. Agora, se o salto é padronizado, já não podemos dizer o mesmo das partes de cima, que podem vir em formato de oxford, scarpin, botas de cano médio, sandálias gladiadoras… Tá tudo liberado (ops!).

D’orsay: tradicionais e extremamente ladylike, eles são fechados na frente e no calcanhar, com uma abertura (mais ou menos larga, dependendo do modelo), entre esses dois extremos.

Ankle strap: as tiras são sua marca registrada, mas podem ser reguláveis ou não, caindo bem em diversos modelos. Mas, pelo bem dos nossos tornozelos, vamos lembrar que nossos pés devem estar muito bem presos não só nas tiras, mas também em todo o sapato. Já vi gente usando ankle strap e colocando todo o peso do corpo na tira enquanto o pé dançava no solado da sandália! Santa maria protetora das quedas tem que trabalhar muito nessas situação, gente, então vamos evitar o desgaste.

T-Strap: o t ali do começo da palavra tem um significado muito importante porque é exatamente o formato que a tira desse sapato faz. Como? Desse jeitinho aqui, com uma tira que dá a volta em todo o tornozelo e outra tira que sai do meio dessa e atravessa toda o pé até a parte da frente do sapato. Elas dão uma super segurança para o andar e, de quebra, ainda são mega sexys.

Open toe: são super controversos e, pra falar bem a verdade, eu sempre fico na dúvida quando um sapato é open toe ou peep toe. Dizem que a real diferença tá na parte da frente do calçado, já que os open toes deixam todos os dedos do pé à mostra, enquanto os peep toes são mais contidos e mostram apenas um pedacinho. Meio confuso, né?

Wedge: vamos dizer que a wedge é uma prima moderninha da anabela, tá? Ela aprendeu tudo com a prima mais velha, mas deixou de lado aquele jeitão de anos 90 e aqueles saltos de cortiça. Agora, as novas anabelas wedges tem couro, tachas, saltos poderosos e são de tombar qualquer um. No inverno são uma das opções mais incríveis pra esquentar os pezinhos – e sair daquela monotonia chamada botas.

Chunky heel: eles têm um lugar só deles no meu coração por um motivo muto importante… Esses saltos maravilhosos e grossos que dão toda uma firmeza pra andar e trazem um sexy appeal que eu amo. Apesar do salto ser sempre bem grosso, com uma base maior em cima e uma menor embaixo, há inúmeras variações na sua altura. Já no calçado propriamente dito, existem diversos modelos, mas eu gosto dos mais fechado ou dos abertos só com tiras grossas. Sempre tenho a impressão que partes de cima muito finas não ornam (haha ornar é uma palavrinha engraçada) muito legal com o peso e poder desse salto.

Jelly: um beijo, Melissa! Vai falar que quando a gente fala de Jellys, as Melissas não são os primeiros sapatos que vem à nossa cabeça? Mas vamos ser justos e lembrar que as jellys, na verdade, tem uma infinidade de marcas e modelos, com a característica-mor de serem feitas de plástico. Elas apareceram pela primeira vez lá na década de 80, mas ficaram cada vez mais moderninhas e, hoje, tendo como exemplo a própria Melissa, conseguiram sair daquele estigma de “sapato popular”.

Continua…

“O Formigueiro”: bem-vindo e volte sempre

Já faz alguns dias eu recebi o convite da querida Natália Nogueira pra visitar “O Formigueiro”, um lugar que até então eu só conhecia de nome, mas que tava bem curiosa pra conferir de perto. Explico: o Formigueiro é um bazar-brechó que acontece no Galpão Magan, um espaço aqui de Bauru dedicado as artes cênicas, e onde tem um pouquinho de tudo – e quando eu digo de tudo, é tudo mesmo: brinquedos, vinis, livros, comidinhas, acessórios e muitas, muitas roupas.

Parte da turma hoje responsável pelo Formigueiro começou todo esse trabalho primeiro lá na cidade de Votorantim, interior de São Paulo, onde aconteceu o primeiro bazar (na época ainda sem nome). A Nat e o espaço do Galpão Magan se juntaram a essa turma depois, e uma nova história começou a se delinear a partir daí: o  bazar ganhou a alcunha mais do que fofa de “O Formigueiro”, uma cidade nova pra chamar de sua, uma página no facebook e fotos incríveis pra divulgar todo esse trabalho.

As cinco pessoas que atualmente são responsáveis pelo bazar têm diferentes “especialidades”: uma faz e vende docinhos, outra faz trabalhos artesanais com bonecas, agendas, etc, e algumas meninas cuidam só do brechó. Tudo junto e misturado, o que torna tudo ainda mais legal, já que isso acaba atraindo gente de todos os tipos, jeitos e idades, e transformando esse espaço em um lugar onde você vai pra comprar brigadeiro e sai de lá com uma camisa nova, um vinil dos Beatles e milhares de ideias na cabeça.

Arrematei uma camisa amarelo pastel lindeza dessa arara de roupa!

Arrematei uma camisa amarelo pastel lindeza dessa arara de roupa!

Uma pequena parte da decoração mega colorida e divertida do bazar

E não dá pra negar que entre todas as coisas lindas do O Formigueiro, a parte que envolve roupas e acessórios virou a menina dos meus olhos, e eu e saí de lá (ainda mais) empolgada com essa cultura de brechós que cada vez mais ganha espaço no comércio nacional. E fiquem tranquilos que isso tá longe de ser um post ecochato, mas também não dá pra negar que todo esse crescimento dos brechós não tem relação alguma com os problemas ambientais pelos quais a gente tem passado, e que a gente sabe que se não cuidar agora, vai passar por muito mais ainda lá na frente.

Pra começar que a sustentabilidade nunca foi um tema tão falado como tem sido nesse século XXI, e isso em todas as áreas. Acho que a preocupação com o que acontecerá daqui pra frente com nossos recursos naturais é um dos temas mais importantes, falados e pensados nesse século, e é meio que uma metáfora também daquilo que acontece muitas vezes com a gente mesmo: só começamos a pensar no problema quando ele começa de fato a incomodar. Ou vai dizer que a gente nunca tentou resolver uma situação só quando ela já tava no limite e mostrando sinais de perigo? E já que aquele vestidinho de algodão fofo que a gente tem dentro do armário já não serve mais pra gente e tá em completo bom estado, por que não pensar então em maneiras de manter à moda a pleno vapor sem pra isso, necessariamente, aumentar tanto o fluxo de novas peças no mercado? E se isso não é o bastante, por que então não economizar seu precioso dinheiro e ao invés de gastar todo seu salário rios de dinheiro naquela camisa bapho, não investir em uma de brechó tão linda quanto, bem cuidada e menos que um terço do preço? E vale lembrar que tem brechós pra todos os gostos, dos mais caros aos mais baratos. Vai da gente garimpar e achar aqueles que realmente valem a pena. Olha aí O Formigueiro pra comprovar!

O formigueiro

Esses dias, lendo uma matéria sobre essa invasão de brechós em tudo que é canto, foi levantada uma questão que vale a pena mesmo ser pensada: numa época em que tantas tendências nos são impostas cada vez em maior número e em menor tempo, os brechós acabam sendo um lugar onde a gente pode fugir disso e deixar com o que o tal do estilo próprio – que independe de época ou moda vigente – fale mais alto. É onde a gente pode comprar sem se preocupar em ver um bendito vestido bandage em três de cada cinco peças na vitrine da loja.

Mudando de assunto...

Pra quem quiser conhecer O Formigueiro, o endereço do brechó é:

Av. Elias Miguel Maluf, 1-116
Galpão Magan – Bauru (SP)

Ele funciona em sábados e domingos específicos, então tem que ficar ligado lá no facebook pra ficar por dentro das datas!

Queria agradecer ao Di, Pedro e Ari que foram comigo conhecer o lugar e especialmente pra querida Nat, essa menina que faz os shorts customizados mais lindos ever, pelo convite. Vou voltar sempre ao Formigueiro, pode ter certeza :}

Ps: Esse não é um publipost! Se um dia tiver disso no blog, podem ter certeza que haverá uma categoria só pra eles por aqui muito bem identificada.

Ps2: Nesse mesmo dia a Nat pediu pra eu ajudar a divulgar uma das peças do brechó e tchan tchan tchan, tive uma tarde de modelo haha. Valeu, Nat!

paulinha

Momento modelete do post =P

Dicionário de sapatos – parte 2

A primeira parte desse post foi publicada aqui.

Dicionário de Sapatos

Monk: é um sapato masculino dos mais clássicos. Ele é um primo bem distante do oxford e, assim como o parente, ganhou várias adaptações ao longo dos anos recebendo também o direito de fazer parte do armário feminino. Os novos modelos de monk mantêm algumas características do original, como as cores mais escuras e o formato fechado e alongado, mas entre essas versões moderninhas dá pra encontrar modelos que sumiram com a fivela (que era um dos detalhes indispensáveis do original) e colocaram botões de pressão no lugar. A versão mais conhecida deve ser, no entanto, a “Double monk strap” que é nada mais nada menos que o monk original com não uma, mas duas fivelas!

Loafer: um suspiro de conforto. Ele também é original do armário masculino, mas já faz um bom tempo que as mulheres perceberam o quanto ele era lindo, aconchegante e combinava com praticamente qualquer peça de roupa. Ali no meio termo entre o oxford e o mocassim, ele voltou com força total nos últimos invernos ganhando salto, tachas e inúmeros outros detalhes. E é bem provável que você o conheça por um outro nome: sim, o famoso slipper!

Converse: é o nome do sapato, mas também da empresa responsável pela sua fabricação. E olha que a Converse tem muita história pra contar, já que tá nesse ramo dos calçados desde o comecinho do século XX. O clássico tênis feito por eles – que a gente vê no pé de adolescentes sim, mas de crianças, idosos, adultos, até bebezinhos – é o famosos all star. Desde a década de 90 ele é um dos tênis mais populares do mundo.

Oxford: muitos dos sapatos do armário masculino que acabaram ganhando sua versão para o feminino são de algum modo um parente distante desse daí. O oxford é um querido; amo o original, mas as versões com saltinho tem um lugar especial no meu coração. Pra quem se perguntou se a Universidade de Oxford na Inglaterra poderia ter alguma ligação com o nome do sapato, acertou em cheio! Ele ficou conhecido por esse nome porque durante a década de 17 era tendência (haha) entre os universitários de lá.

Ballerina flats: as queridinhas sapatilhas são talvez os sapatos mais atemporais da história, porque desde muito tempo que o seu modelo – ou modelos com características bem próximas – agradam gregos e troianos mulheres do mundo todo. Fechada, sem salto e extremamente confortável, ela atravessou anos e mais anos de história e mesmo com a popularização dos saltos continua sendo um item amado pelas mulheres.

Slip-on: ele tá naquela categoria de sapatos extremamente confortáveis. São fechados, de bico redondo e sem salto algum. Esses tênis se tornaram muito populares pela marca Vans que em 1966 resgatou o slip-on quadiculadinhoe tornando-o um dos seus principais produtos.

Mocassim: diferente da maioria dos sapatos dessa lista, o mocassim não foi criado por nenhuma grande marca ou estilista. Usado pelo índios norte-americanos era ela feito de pele de búfalo e casca de árvore (!). É, as coisas mudaram um pouco, e hoje ele pode ser encontrado nos pés de homens e mulheres ainda mantendo seu toque mais rústico, mas com designs, estampas e materiais, como couro e camurça, que o deixam bem mais moderno e étnico.

Dockside: no começo eles eram usados apenas por esportistas náuticos e velejadores, mas com o passar do tempo foram adotados como um sapato mais casual, podendo tranquilamente serem usados pelo homem no dia a dia. As características mais naves ainda estão lá, além do solado mais grosso, emborrachado e o cadarço que passa pela lateral até chegar na parte de cima.

Continua…

Dicionário de sapatos – parte 1

Uma amiga muito querida, a Ju Bellotti, me enviou essa imagem faz uns dias e eu achei incrível a ideia desse painel (aqui tem o post onde originalmente ele foi publicado). Instantaneamente comecei a lembrar o quanto já cansei de escutar gente perguntando como chamava um sapato x e qual a diferença que tinha dele para um outro y. Eu mesma, vire e mexe, também fico super perdida com essas classificações – que né, às vezes são bem complicadinhas mesmo – porque são tantos tipo, modelos que parecem tão iguais, mas que ganham denominações diferentes, nomes novos pra sapatos que a gente já conhecia de outro jeito que nossa, dá canseira só de pensar. Portanto, além de postar a imagem aqui, quis fazer um resuminho de cada um dos tipos que aparecem nela. Se alguém discordar de algo ou quiser acrescentar alguma coisa, fique à vontade pra falar! E se gostar, bora comentar também haha.

E ah, vou dividir o post porque se não fica longo e cansativo demais, ok?
jEmtfcm

Thigh high boots: são as botas de cano alto altíssimo. As mais comuns são mesmo as de salto fino, mas elas podem aparecer com saltos mais geométricos e até com saltos a la wedges boots. Convenhamos que elas não são os sapatos mais fáceis de se usar e, ao mesmo tempo que alongam as pernas, trazem toda a atenção pra essa região – e aí que mora o perigo.
Ps: quando uma bota dessas aparece, lembro instantaneamente das Spice Girls! Sou só eu? haha.

Knee high boots: elas ficam sempre abaixo do joelho e também são adeptas de um bom saltinho.

Wellington boots: as galochas! Eu acho elas bem práticas (alô dias chuvosos) e é possível encontrar modelos super girlies mesmo ela tendo essa pegada mais pesada, mais masculina.

Cowboy boots: são bem menores e tem um saltinho bem discreto. Quase sempre elas têm essa carinha mais étnica e são figurinhas fáceis em qualquer festival de música.

Ugg Boots: quentinhas até dizer chega, são aquelas botas que tem pelinhos por dentro. Desde a década de 60 elas eram muito usadas em países de clima bem frio, como a Austrália, mas hoje estão espalhadas pra todo canto.

Timberlands boots: elas sempre me pareceram uma mistura meio ‘grosseira’ entre bota e sapato. São ótimas pra esportes e caminhadas.

Gladiator boots: elas podem ser rasteirinhas assim como na imagem, mas também podem ter um saltão.
Ps: elas apareceram de formas e tamanhos bem diferentes no último desfile do Tufi Duek no SPFW.

Bondage Boots: até onde sei (me corrijam se eu estiver errada!) as bondage boots não precisam ser pequeninas assim. Um exemplo delas em versão cano altíssimo são essas daqui, by Tom Ford, e usadas por Anne Wathaway na premiére de Os Miseráveis.

Weedge botties: as da imagem são altíssimas, mas isso não é uma regra. Tem várias weedgge botties com plataformas mais médias, bem gostosas e fáceis de usar.

Dr Martens: pra quem gosta de punk, esse tá bem fácil. O Doc martens na verdade é uma marca de vestuário, acessórios e – claro – de sapatos, que ficou muito conhecida pela sua bota de mesmo nome. Tanto que quando se fala em Doc Marten é a tal da bota e não a marca aquilo que vem primeiro à cabeça. A bota sempre foi queridinha dos punks e grunges e tem um solado um pouco diferente dos sapatos tradicionais, com um amortecimento muito mais eficaz.

Chelsea boots: no inverno passado elas fizeram uma aparição tímida na estação, mas suficiente pra resgatar essa botinha do armário lá dos anos 60, onde ela era febre em Londres. Sempre de cano bem curto, o que a diferencia de uma bota pequena qualquer é essa lateral com elástico.

Crocs: apenas o sapato mais controverso de todos os tempos. Só dá pra amá-lo ou odiá-lo, assim mesmo sem meio termo. Eu sou assumidamente da segundo categoria, mas como a gente não tá aqui falando só sobre as minhas preferências haha vale dizer que elas são supeeer confortáveis (ah vá!) e que há uns três, quatro anos viraram uma febre mundial que ainda não acabou. #tristeza

Lita: por incrível que pareça a Lita é um bebê no mundo dos sapatos, com apenas três aninhos de vida. Ela tem esse salto mais quadradão mesmo e mistura ankle boot com meia pata de um jeito louco, porém lindo. Ah! E ela foi criada pela Jeffrey Campbell, uma marca californiana bem conhecida pelos sapatos mirabolantes que faz.

Gladiators: a versão da gladiators boots em sandálias ou rasteirinhas.

Clogs: outro grande encrenqueiro entre as mulheres, esses tamancos de madeira de origem holandesa vivem arrumando confusão entre quem os ama e quem os odeia. Eles são lá da década de 70, tiveram um suspiro de sobrevivência nos anos 90, e agora voltaram com tudo pras vitrines de sapato por causa do desfile de primavera 2010 da Chanel. Aqui no Brasil, antes disso, eles eram conhecidos como babouches (acho esse nome tão engraçado!).

Mules: é sempre uma confusão quando se fala delas! Perde-se a conta de quantas lojas online classificam clogs como mules ou usam o nome das coitadinhas em vão pra denominar uns sapatos aleatórios. Sério, gente, pesquisem e vejam do que eu to falando! A que aparece nessa imagem é uma versão mais moderninha que tem circulado por aí, mas as originais são essas daqui, como bem explica a querida Thereza do Fashionismo.

Slingbacks: tiveram sua primeira aparição lá na década de 30 e foram ganhando alguns detalhes com o passar dos anos. A maioria tem uma plataforma muito mais contida, alguns modelos deixam a pontinha dos pés aberta e a fivela, originalmente, não é regulável.

Continua…