Inspiração do dia: moletons

Ontem contei lá no instagram que achei um moletom maravilhoso, quentinho e que me serviu direitinho, quando estava na seção infantil de uma loja (tem que existir vantagem em ser pequena, né?). Eu confesso que não sou de usar muito moletom, mas depois da compra de ontem percebi que eu conseguia fazer combinações legais com ele e com as peças da minha arara, passando longe do estilo esportivo, que eu acho bem legal, mas que é sempre a primeira coisa que vem na na cabeça quando alguém fala dessa peça.

O tal moletom novo que mudou tudo que eu achava sobre a peça

O tal moletom novo que mudou tudo que eu achava sobre a peça

Ainda que eu já tivesse visto algumas ideias diferentes de como usar moletom no inverno 2012 (lembram do moletom de tigre da Kenzo que virou febre do dia pra noite?), foi só ontem mesmo, enquanto testava minha compra com outras roupas, que me acendeu essa luzinha na cabeça: tá na hora de adotar o moletom nas combinações do dia a dia!

Separei então uma série de imagens que já estão devidamente salvas numa pastinha aqui do computador e que servem de inspiração pra gente sair da zona de conforto e experimentar o moletom, do oversized ao top cropped, de um jeito diferente: despojado, mas com um toque a mais de charme.

Ok que eu não usaria essa saia pra andar de bicicleta, já que ela é muito colada e eu acharia mega desconfortável me movimentar desse jeito, mas gostei de pensar que em dias fresquinhos, mas não tão invernais, rola apostar numa combinaçaao dessas

Ok que eu não usaria essa saia pra andar de bicicleta – queria uma saia mais compridinha e rodada, e assim mais confortável pra me movimentar – mas gostei de pensar que em dias fresquinhos, não tão invernais, rola apostar numa combinaçaao dessas.

Blair, do Atlantic Pacific, sempre maravilhosa, mostrando que dá sim pra usar calça jeans e moletom e não ficar com cara de todo dia. E palmas pra essa estampa de abacaxis <3

Minha imagem preferida de todas, afinal, ela faz a gente voltar nossa atenção não pra uma peça de roupa, mas pra um acessório que muda completamente a roupa. Pra moletons lisos, apostar em colares, lenços, e cachecóis deixa tudo tão mais divertido!

Minha imagem preferida de todas, afinal, ela faz a gente voltar nossa atenção não pra uma peça de roupa, mas pra um acessório. Pra moletons lisos, apostar em colares, lenços, e cachecóis deixa tudo muito mais divertido!

Não canso de admirar saias com moletons porque acho uma maneira super legal de misturar proporções e pesos no look.

Não canso de admirar saias com moletons porque acho uma maneira super legal de misturar proporções e pesos no look.

Bailr apostando de novo em um moletom divertido. E queria dizer que tô doida por uma saia midi volumosa assim! Vocês também não amam?

Bailr apostando de novo em um moletom divertido. E queria dizer que tô doida por uma saia midi volumosa assim! Vocês também não amam?

Com calça, sem salto, de coque bem no alto (meu preferido!) e tão confortáve, tão bonita, tão queria usar amanhã pra ir trabalhar...

Com calça, sem salto, de coque bem alto (meu preferido!) e tão confortável, tão bonita, tão “queria usar amanhã pra ir trabalhar”…

Vocês repararam que é uma camisa social branca por baixo do moletom oversized… E só?! E pras pernocas não ficarem de fora, uma meia-calça preta que deixa tudo mais quentinho, mas que também não desvia a atenção do moletom.

Também dá pra ser lady like de moletom

Eu gosto muito de looks com moletom que trocam a calça pela meia-calça, mas nesse daqui em especial o que eu mais amo é a mistura de azuis que não tá brega, forçada e nem feita pra parecer tudo combinadinho. Tá bem chic e muito bela.

Eu gosto muito de looks com moletom que trocam a calça pela meia-calça, mas nesse daqui em especial o que eu mais amo é a mistura de azuis que não tá brega, forçada e nem feita pra parecer tudo combinadinho. Tá bem chic e muito bela.

 Bisous, bisous e vamos todos amar mais o moletom? <3

Jeans fora das calças!

Eu não sei dizer ao certo quando ou como aconteceu, mas lembro que logo que eu entrei na faculdade eu acabei deixando minhas calças jeans esquecidas no fundo do armário.

A peça que até então era meu maior porto seguro (colocar uma calça jeans, uma regata e sair por aí: quer coisa mais fácil do que isso?) passou a significar um porto seguro demais pro meu gosto. Quanto mais eu passava a gostar de moda e quanto mais eu tinha vontade de desenvolver um estilo próprio, mais eu tinha vontade de deixar a calça jeans de lado e me arriscar em outras coisas.

Aos pouquinhos eu parei mesmo de usá-la e hoje muito raramente (vulgo quando todas as outras peças estão pra lavar) eu visto uma calça jeans antiga. É que depois de um tempo eu passei a me sentir estranha usando calça jeans. Passei a achar chato sair de casa e a cada dez pessoas na rua, oito estarem usando uma. Passei a admirar a peça de longe e até ver uns modelos que me atraem, mas que no meu corpo sempre me deixam desconfortável. Passou a ser uma questão muito menos de “vou deixá-la de canto e experimentar outras coisas” e muito mais de “não me sinto legal usando isso.”

E tava indo tudo muito bem assim, com eu aqui na minha vida de vestidos e saias, e ela lá na sua vida de peça símbolo da contracultura, até que me bateu essa vontade meio estranha de usar jeans de novo. Pois é, amigos e amigas, depois de quase seis anos sem comprar um único item do material, me veio essa vontade louca de querer um pouquinho de jeans na minha arara de roupas.

O mais estranho disso tudo é que mesmo voltando a curtir jeans, o meu problema com as calças não ia embora. Eu continuava a não me sentir bem com elas. Coisa que, sei lá, vai que até pode mudar um dia, mas que por enquanto continua a me deixar desconfortável. E estava eu nesse impasse doido, até que me toquei de uma coisa que é muito, muito simples, mas que acaba quase sempre passando batido no meu guarda-roupa e no guarda-roupa do brasileiro em geral: quem disse que a gente pode usar jeans só nas calças?

Aqui no Brasil a gente já tá tão acostumados a ver as calças jeans desfilando por aí, que fica quase que no piloto automático associar esse material com a peça. É uma ligação tão costumeira e tão rápida, que a gente quase esquece que existem outras mil e uma possibilidades de se usar o denim.

Quando eu passei a enxergar todas essas outras possibilidades que o jeans oferece, o que era uma vontade pequena se transformou numa vontade gigantesca. Eu passei a querer um colete jeans bem esporte pra combinar com peças mais girlies e assim quebrar o visual de menininha. Eu passei a querer (muito, muito!) um macacão jeans pra usar com blusas mais básicas e poder caprichar nos acessórios. Eu passei a querer um shorts jeans detonado porque nesses dias de verão não há nada melhor do que isso.

Eu passei a querer ter a oportunidade de abraçar esse material que tem uma história tão legal e que é tão importante pra moda brasileira.

As imagens desse post são inspirações que eu achei no pinterest e em blogs que amo, e achei que seria muito mais legal compartilhá-las aqui no blog e contar essa história do que simplesmente guardar tudo isso pra mim. Afinal, isso me anima ainda mais a abraçar o jeans na minha vida, além de ser uma forma de mostrar pra quem também tem uma peça ou material tão temido no guarda-roupa que, às vezes, olhar sob uma nova perspectiva pra ele pode ser muito revelador. E eu acho isso uma das coisas mais legais da moda. De que com ela você pode se mostrar pro mundo de maneiras diferentes todos os dias e descobrir coisas, estilos e vontades novas todos os dias.

Pra quem quiser saber mais sobre o assunto, o FFW fez recentemente um especial sobre o jeans muito legal, em matérias que vão desde a história do material até algumas de suas campanhas publicitárias mais memoráveis. Ainda nessa vibe, a Elle Brasil fez a sua edição de dezembro dedicada também ao tema e taí um prato cheio pra ter mais ideias de como incorporar o denim na nossa vida.

E enquanto vocês suspiram nas fotos aqui desse post, me deem licença, porque eu vou ali fazer uma revolução na minha arara de roupas…

Bisous, bisous e boa terça-feira!

Bem-vindo ao mundo Vaiôla

“A marca surgiu há alguns vários anos no meu coração, mas eu, como qualquer pessoa “cética” demais, reprimi este sonho, com medo de todos os passos que eu precisaria dar para que ela começasse. Mas este sonho voltou de forma efetiva este ano, em março. Percebi que era um desperdício ouvir a voz assombrosa do medo e resolvi dar um tiro no escuro.”Foram essas as primeiras palavras de Isabella Rabello, dona e diretora criativa da Vaiôla, quando conversávamos sobre o surgimento da marca. Com poucos meses de vida, mas com muita vontade de trazer algo especial para o mercado, não demorou muito pra Vaiôla – que no comecinho ainda trabalhava com revendas, mas hoje apresenta um trabalho 100% autoral – nascer e conquistar um público cada vez maior. “Foi tudo se alastrando e tomando proporções inimagináveis. Em menos de uma semana eu já estava mandando pedidos para vários estados, para pessoas que não conheço. Depois que elas recebiam as peças, elas voltavam para comprar mais e com mais pessoas, e assim tudo foi fluindo, no boca a boca, da melhor maneira possível.”

Com vontade de trazer uma cara fresca pra moda brasileira (e para o público feminino), a Vaiôla aposta em itens quase exclusivos, com poucas peças de cada modelo.  As saias midi estruturadas, as camisas e as peças em tricô já são seu carro-chefe, mas a cada novo artigo, a marca vem consolidando seu estilo e seu público-alvo: mulheres que não querem ser mais uma na multidão.

Ajudando a Isa nessa empreitada, há uma pequena, porém bela equipe, em sua maioria composta por amigos, todos extremamente competentes e profissionais. Cada uma dessas pessoas tem uma função muito bem definida no processo de produção das peças, colocando todas as engrenagens pra funcionar até chegar ao produto final idealizado pela Isabella. “Conto com meu marido para a administração e logística; a Laura começou como única costureira e hoje me ajuda botando no tecido tudo o que eu imagino para mandarmos à oficina; meu cunhado Felipe tira quase diariamente as fotos dos produtos e a Mari Devito é nossa profissional de beleza. Ela cuida direitinho das modelos, que também são amigas minhas.”

A ideia inicial de cada peça, parte, no entanto, da própria Isabella, que busca inspiração nas ruas, nas revistas de moda e na TV para o processo de criação. Ela rapidamente coloca no papel todo o conceito da roupa, ainda em forma de texto, e depois de pesquisar mais referências e definir cada detalhe, passa todas as informações para a Laura – ou “Santa Laura”, como a chefe de produção e modelagem é carinhosamente chamada. “Ela me incentiva, põe meus pés no chão e faz uma peça piloto. A partir daí a mágica acontece.”

Desde que embarcou nessa empreitada, a dona da Vaiôla percebeu, no entanto, que nem tudo sempre são flores e que trabalhar com o mercado de moda (especialmente no Brasil) ainda é complicado. “Nem sempre é fácil. Percebo que uma moda acessível, infelizmente, tem algumas restrições quando o assunto é modelagem e tecido, mas faço de tudo para aquilo sair do papel e criar vida.”

A vontade de transformar todos esses sonhos e ideias em realidade é tão grande que ainda que a ficha do sucesso da Vaiôla esteja caindo aos poucos, Isabella já tem muitos planos pela frente. “Tenho muitos, muitos sonhos! Quero crescer, amadurecer no mercado e atender outros públicos (começando pelo plus size). Quero ser feliz quando penso no que faço. E, por hora, estou sendo, e muito…”

Tenho certeza que os consumidores da Vaiôla também, Isa 😉

Para conhecer mais sobre a marca, acesse:

Instagramhttp://instagram.com/vaiola_
Facebookhttps://www.facebook.com/lojavaiola

Bisous, bisous

III Bazar na Varanda

No último sábado, 12/04, aconteceu a terceira edição do Bazar na Varanda, projeto que une arte, moda e gastronomia e que visa valorizar o lado artesanal e natural das coisas. A ideia por trás de tudo isso parte de um princípio super legal: é possível sim consumir de forma inteligente, aumentando o tempo de vida útil dos objetos. Por isso, o bazar se propõe a colocar o consumo consciente em prática, trabalhando sempre a troca de ideias entre quem vai expor no local e focando em trabalhos com conceitos próximos ao do bazar. Quem organiza tudo isso é a querida Natália Nogueira, formada em Artes Plásticas pela UNESP e que “acredita na arte e na moda como um bem maior para o mundo, com a união de novos artistas contribuindo para essa jornada”, e o Gustavo Vidrih, estudante de arquitetura na FAU-USP, colecionador de vinil e integrante do Xurumy  (coletivo musical de São Paulo).

Sob a batuta dos dois, o projeto já chega na sua terceira edição, com gente talentosíssima expondo por lá. No sábado, mesmo com a chuva forte que caiu aqui em Bauru, o local estava super lotado e o bazar foi um verdadeiro sucesso! Eu estive lá pra conferir tudo de pertinho e, aqui nesse post, além de conhecer o trabalho de todos os expositores, você também vai poder ver fotos de como foi o evento – e já ficar ansioso pra que sua quarta edição chegue logo 😉

Anabell Vizaccro

A Anabell trabalha com várias vertentes dentro da arte e da moda: pinta tela, pinta tecido, faz artesanato, etc, mas, hoje em dia, seu foco mesmo tem sido a customização de roupas. Há pouco mais de um ano ela decidiu levar seus 16 anos de experiência em pintura para as roupas, e o resultado de todo esse know-how pôde ser conferido no evento. O mais legal de tudo era chegar no bazar e ver como as peças da artista trabalham com diversos tipos e técnicas de customização: pintura, tingimento, colocação de tachas, patch apliquê, sobreposição de tecidos, descoloração de jeans… Tinha para todos os gostos!

Dona Chica - Delícias Caseiras

Quase todo mundo tem alguma lembrança muito forte e saudosa da infância, não é? A Bruna Moscatelli aproveitou de lembranças saborosas da sua infância e criou a Dona Chica, que busca inspiração nas delícias que eram feitas pela sua nona Angelina, e que incluíam doces, geleias, temperos, vinagres, mostardas, pastinhas e patês, e pelo seu nono Mário, com pinguinhas e licores. Pra vocês verem o tanto de gostosuras que tinham nesse bazar!

Hendy Monteiro

A Hendy e o Grupo Pavio de Candiero – um grupo de música e danças brasileiras – levaram um pouquinho de  arte, moda e gastronomia para o evento. Entre os produtos que estavam expostos por eles, ganha destaque os seus sketchbooks, confeccionados artesanalmente e que utilizam ao máximo materiais que seriam descartados. Para quem não conhece, os sketchbooks são uma espécie de “caderno de inspiração”, onde o artista coloca suas ideias, desenhos e projetos. Além disso, para vender no evento, eles levaram ainda flores de cabelo, brincos artesanais, bolos e chás caseiros, e roupas e calçados novos e semi-novos.

La Femme Bauru

A La Femme Bauru é uma loja daqui da cidade que trabalha com roupas para o público feminino, apostando em peças novas, que compõem a maior parte da sua produção, e roupas usadas, que ganham um trabalho de customização como rasgos e tachas. Essas peças são feitas todas à mão e com ferramentas especiais para esse tipo de trabalho. No bazar, eles marcaram presença levando todo esse universo para sua arara.

Toxic Kitty

Comandada pelas sócias Gabriela Paveloski e Mariana Papasson, a Toxic Kitty tem uma pegada bem jovem e alternativa, com um estilo bem rebel girl de ser. A proposta da loja e das roupas que a dupla vende é, como Gabriela define, “para quebrar padrões de moda e mostrar que moda é usar o que te faz bem”. No bazar, elas venderam peças bem rockers, além de lindas tiaras de flores – que todo mundo que passava por lá fazia questão de experimentar.

M. A. Store

Comandada por Marly Motta e sua irmã Adriana Motta, a M. A. Store produz peças exclusivas do tamanha 34 ao 52, visando um público-alvo que vai desde meninas até mulheres mais maduras. As sócias buscam fazer peças de qualidade e sofisticadas, mas com preço acessíveis. Foi nessa pegada que elas montaram sua arara no bazar – e só pela simpatia da Marly já dava prazer em passar lá.

Alumia

Três amigos e artistas, Bruna Moscatelli, Bruno Ducatti e Bruna Machado, resolveram se juntar e formar esse projeto aqui, que tem uma proposta diferente de tudo mais que tava rolando no bazar. A ideia é fazer uma arte reciclada e criativa, usando de luminárias e saboneteiras em garrafas para decoração. Diferente e legal, né? O cantinho deles no evento tava super colorido!

Linhagem ancestral

E a Bruna Moscatelli está em todas! Nesse projeto aqui, o público-alvo dela são mamães e bebês, e daí a referência do nome da marca à palavra ancestralidade. O foco do trabalho aqui, totalmente artesanal, é criar travesseirinhos aromatizados, chaveiros, fios de luz, costurices e wrap slings, uma espécie de carregador de bebê. Tudo isso com o máximo de carinho e cuidado na escolha de tecidos, criando assim lindas peças que priorizam sempre o bem-estar da criança e do pai. Um trabalho muito bonito, conferido de pertinho por quem passou lá pelo bazar.

Mini Nina

A Mini Nina, além do nome gracinha, tem também um lindo trabalho feito pela artista Marcela Fernandes. Ela, que sempre gostou de DIY e tudo que tem a ver com o universo handmade, se inspira em filmes, livros, memórias de infância, amor, amizade e muito mais para criar lindas bonecas e bonecos. E ah, é tudo exclusivo! No bazar, um dos seus bonecos que mais fez sucesso foi o do Walter White de Breaking Bad.

Respect Life

Coisas gostosas foram o que não faltaram no bazar, e uma das responsáveis por isso foi a Respect Life, marca da Paula Maria que existe desde 2012 e que trabalha apenas com delícias veganas. No bazar, a Respect Life marcou presença com cupcakes e salgados incríveis.

Yngrid Bradsheawd

Tanto na moda quanto na arte, a Yngrid arrasa muito. Na primeira, o trabalho dela é todo focado em customização, com aplicações e bordados com pedrarias e tecidos. Já no segundo, o foco é o artesanato, especialmente a confecção de sachês perfumados. No bazar ela levou um pouquinho desses dois universos, sempre priorizando o uso de roupas de brechó na sua produção, – bonitas e com um preço camarada – já que como ela mesma diz “hoje em dia o pessoal só que saber de comprar coisas novas”.

Extinção

O Empório Contracultural Extinção existe desde 2003 aqui na cidade de Bauru e é especializado em LP’s, peças de roupa e várias formas de artes alternativas. Além de funcionar como loja, é cinema também, exibindo alguns filmes gratuitos no seu espaço. No evento eles marcaram presença com discos de vinil e livros incríveis – tinha até Rê Bordosa!

Arthur Mizutani

O Arthur marcou presença no bazar levando camisetas descoladas e estampadas manualmente! O trabalho dele é super delicado e envolve um processo longo e feito minuciosamente: primeiro vem a criação da arte, depois a queima da tela e finalmente a impressão na camiseta, sempre focando em apresentar um trabalho criativo e original.

Aleluia!

Arte, música e moda são três coisas que eu gosto muito, e sei que tem gente à beça que divide esse gosto comigo. Imagine então uma loja que tem como proposta reunir essas três expressões artísticas em um lugar só? Difícil não conquistar a gente logo de cara, né? Pois foi seguindo esses pilares que a Beatriz Monti criou a Aleluia!, essa loja que “funciona não só como um laboratório de estilo, mas como um ponto de encontro para mentes que buscam cultura”, define ela. No bazar, suas camisetas fizeram o maior sucesso!

Gabriela Neves

A arara de roupas que a Gabriela expôs, toda fofa e vintage, me conquistou logo de cara. Ela vendeu tanto roupas novas quanto usadas (em preços bem camaradas!), e tudo tinha uma bossa gostosa, meio cara de filme antiguinho. As estampas florais, em especial, e um vestido xadrez-paixão bem anos 60 fizeram meu coração disparar.

O Formigueiro

Eu já falei do Formigueiro por aqui, lembram? Pois então, o projeto comandado pela Bruna Moscatelli (ela realmente está em todas!), pela Bruna Machado e pela Natália Nogueira reúne só coisas legais: peças garimpadas, comidas gostosas e objetos artísticos e culturais. Elas hoje vendem seus achados de moda em uma lojinha no enjoei, e para o bazar separaram coisas bacanérrimas pra sua arara, apostando bastante em jaquetas jeans.

Jimp Handmade

Criado pela Jaqueline Xavier, a Jimp Handmade é um atelier de Piratininga (cidade próxima aqui de Bauru) nascido de uma ideia muito legal: recém-chegada na cidade com sua família e sem emprego em vista, a Jaqueline resolveu voltar seu tempo para a costura. O resultado não poderia ser mais prazeroso, já que além de descobrir uma nova paixão, ela ganhou uma segunda profissão! Hoje, além de professora ela também é artesã e fez questão de estar no bazar levando seu trabalho de customização de roupas, brechó, patchwork e costura em feltro.

Bike & Burguer

Comandada pelo Liu Corte, a Bike & Burguer é uma mini-cooperativa focada em culinária vegana, e com uma proposta que, como eles mesmo definem, “cria e distribui alimentos e ideias”. Até aulas de culinária vegana eles oferecem, e, é claro, possuem um cardápio super variado e apetitoso.

Marina Wang

A Marina tem um trabalho bem diferente do resto do pessoal: trabalha com mandalas, objetos que harmonizam o ambiente, os campos físico, energético, mental e emocional. Ela cria essas mandalas em um trabalho super demorado e carinhoso – cada uma leva em médias três horas pra ser confeccionada! – e utiliza de linha de lã e madeira reaproveitada para sua confecção. No bazar, além de vender suas criações, ela ainda, de quebra, distribuía boas energias para o ambiente.

Maria Odila e Maria Eleonora

A parceria entre essas duas Marias resultou em uma combinação de vária coisas legais: roupas e acessórios seminovos, artesanato em geral e bolos integrais. Unindo essas três vertentes elas marcaram presença no bazar, sendo muito bem representadas pela Maria Eleonora.

Alfineteria

A Lívia foi e é um pouco de tudo: professora de história da moda, professora de artes, costureira, figurinista, produtora teatral, ixi, a lista vai longe! Mas, além de tudo isso, desde 2009 ela tem o atelier Alfineteria, que já foi uma lojinha física, mas, devido a essas suas mil facetas e trabalhos, acabou se tornando um atelier que funciona dentro da sua casa e através de redes sociais, bazares, etc. No sábado, ela levou peças de morrer de lindas para o evento, com destaque para as suas saias rodadas e laçarotes.

N. Ecochic

A Natália Nogueira, além de organizadora do evento, também marcou presença no sábado com uma arara da sua loja, afinal a N. Ecochic não podia ficar de fora dessa, né? Eu conheço a Natália – e o trabalho da N – já faz tempo, e o conceito por trás da marca de produzir uma alternativa ao industrial, prezando pela arte e por uma peça “ecochic” é coisa linda de ver. Vale muito a pena conhecer esse trabalho

Mudando de assunto...

E pra sentir o clima dessa terceira edição do Bazar na Varanda, o Diego, que me acompanhou no evento, fez vários registros do que rolou por lá. Olha só…

Fotos: Diego Melo

As amigas Ana Teresa e Carla foram ao bazar pela primeira vez e disseram que não só gostaram do evento e arremataram muitas peças para o seu armário, como ainda acharam o bazar uma ótima opção de programa para os sábados à tarde.

As amigas Ana Teresa e Carla foram ao bazar pela primeira vez e disseram que adoraram o evento e o acharam uma ótima opção de programa para os sábados à tarde.

Bisous, bisous!

Dicionário de chapéus #2

Pra quem quiser ler o post com a primeira parte do Dicionário de Chapéus, onde falei sobre o panamá, boina, fedora e floppy, é só clicar aqui. E vale sempre ficar de olho na tag #dicionário que é um espaço pra “dar nome aos bois” a vários itens de moda e beleza.

Casquete

A casquete é um dos acessórios de moda mais representativos dos anos 40. Basta darmos uma olhadinha nas fotos das mulheres dessa década pra nos depararmos com uma variedade imensa do acessórios em cores, estampas e formatos diversos. No entanto, apesar de ter sido a grande sensação da época, a casquete nasceu um pouco antes, no começo dos anos 20. Devido a toda a escassez econômica que assolava o mundo pós-guerra, era completamente inviável continuar a usar os mesmos chapéus enormes e extravagantes de antes, e foi aí que a casquete surgiu como uma opção de moda que mantinha o luxo e a vaidade feminina, mas que necessitava de pouca matéria-prima para seu feitio.

Fast forward para os anos 2000. Com o boom enorme que o retrô teve, especialmente na moda, a casquete foi resgatada lá de trás, e de repente, PÁ, tava literalmente na cabeça de todo mundo.

Ela é um tipo de chapéu bem pequenino que fica no topo da cabeça, e é usada de lado, quase dando a impressão de que está caindo. Dá pra prendê-la com grampos, mas existem também algumas versões mais moderninhas que possuem um arco específico pra isso.

A  imagem daqui de cima é do desfile do Marc Jacobs de inverno 2011, que usou e abusou das casquetes durante a sua apresentação. Mas, além dele, quem já usou muito desse chapéu também foi Kate Middleton, a princesa mais badalada desde Lady Di, Blake Lively e Victoria Beckham (que usou a casquete pra frente).

Clochê

Sempre que eu vejo uma garota de chapéu clochê associo imediatamente a uma imagem de princesa moderna, algo bem com cara de boneca mesmo. Além disso, eu acho ele ultra feminino e charmoso, com um ar todo europeu. Tá na lista de tipos de chapéus que quero adquirir em breve!

O clochê foi um sucesso nos anos 20, perdeu força lá pelo meios dos anos 30 e ressurgiu durante os anos 2000 como uma nova tendência. O nome dele tem a ver com seu formato que lembra um sino (e que em francês é cloche), com a parte de cima bem arredondada “encaixando” na cabeça e com uma aba caidinha por toda a sua volta. Além dos modelos mais simples, o que não faltam são versões que têm enfeitinhos, como laços e flores.

O clochê é fiel escudeiro de nossa querida Blair Waldorf, da modelo Twiggy e de Angelina Jolie no filme “A Troca”.

Boné

Ok que a função número um do boné sempre foi a de proteger nosso rosto contra os raios solares, – daí o motivo dele ser tão comum entre atletas – mas faz tempo que ele virou também uma forma de ornamentação e passou a aparecer na cabeça de homens e mulheres dos mais diversos estilos.

Diferente da maioria dos chapéus, o boné possui apenas uma aba larga na frente, e existem tanto modelos de tamanho único quanto alguns que podem ser ajustados na parte de trás. Ele sempre foi o mais estereotipado dos chapéus, – com muitas reservas ainda quanto ao seu uso – mas de uns tempos pra cá tem ganhado cada vez mais força em looks de pegada street, além de aparecer também em versões pra lá de mirabolantes, como esse aqui da foto que é cravejado de pedras e brilhos.

Quem não dispensa de jeito nenhum um bom boné é Beyoncé, que também usa alguns modelos mais chiques em seus shows; Rihanna, que o usa com a aba pra frente, pra trás, pro lados, caído, certinho, e insira aqui mais mil e uma formas diferentes; e Avril Lavigne.

Chapéu coco

É meio difícil falar sobre o chapéu coco, ou bowler hat como ele é conhecido lá fora, e não associar instantaneamente sua imagem com a moda britânica. Afinal, foi lá que ele nasceu, – em fins do século XIX –  fez sucesso e se tornou um chapéu extremamente formal, sendo muito adotado no lugar da cartola pelos banqueiros e funcionários da coroa britânica.

O chapéu coco é tradicionalmente inteiro preto, tem essa copa redondinha de tamanho único e possui abas viradas para cima. Ele ficou durante muito tempo associado a essa imagem mais conservadora de trabalho – lembram de Charles Chaplin e seu inseparável chapéu coco? – mas, principalmente fora da Inglaterra, acabou sendo adotado também no dia a dia, trazendo uma certa austeridade para o streestyle.

Entre as personalidades e personagens que já usaram o chapéu coco fica impossível esquecer do Alex do filme Laranja Mecânica, da cantora Ashlee Simpson e da (ai, que saudade dela em The O.C.!) Rachel Bilson.

Continua…

Créditos do chapéu clochê e do chapéu coco.