Um punhado de opiniões sobre a coleção do Alexandre Herchcovitch para a C&A

Hoje, depois de uma manhã corrida de trabalho na redação, saí da editora e fui para o Bauru Shopping conferir a nova parceria desenvolvida entre o estilista Alexandre Herchcovitch e a C&A. Com uma ansiedade que fazia muito tempo que eu não sentia quando o assunto era parceria de grandes estilistas com redes de fast-fashion, fui ver de perto as peças que já haviam sido divulgadas ontem no site da loja, mas que só chegaram hoje às unidades da rede.

O desfile de lançamento da coleção foi ontem, na Praça das Artes em São Paulo, e dá pra ser visto completinho no vídeo aqui de baixo. Nele a gente nota um casting super diversificado de idades, tipos físicos, estilos… Uma heterogeneidade que faz bastante juz a uma coleção que perpassa um monte de fases diferentes da carreira do estilista. O foco, é claro, são suas raízes, mas pra quem admira o trabalho de Herchcovitch (oi!) e conhece um pouquinho da sua história, a ideia da coleção ganha um sentido ainda mais especial.

Eu amei ver, por exemplo, como eles trouxeram diversos tipos de elementos-chave da carreira do Alexandre, – como as caveiras, o xadrez, a alfaiataria, a risca de giz – de um jeito super, super, super usável. É roupa que você coloca pra trabalhar, roupa que você coloca pra ir no barzinho, roupa que você coloca pra ver o namorado. Roupa que você usa. Mesmo. E ainda que eu ame coleções conceituais, acho que é importantíssimo que as redes de fast-fashion cumpram esse compromisso  de moda comercial com o consumidor.

Dá pra ver e comprar no site da C&A todas as peças da coleção, que chegam quase a 200 itens (!) entre roupas femininas, masculinas e acessórios. Além disso, dá pra ver por lá também um dos itens da parceria que mais causou frisson: o vestido de noiva, que eu achei uma sacada super inteligente e que, quem sabe, pode virar um novo filão a ser explorado nessas parcerias.

Mas vamos ao que interessa: a qualidade, corte e acabamento das peças.

Depois de ver todos os itens no site e ver ao vivo, tive algumas surpresas muito boas e umas pequenas estranhezas também. As blusas de crepe com efeito acetinado, por exemplo, que não tinham chamado minha atenção antes, ganharam meu coração. A amarela é linda e vai ficar especialmente mais chique em quem tem cabelo ou pele morena. Os vestidos florais são mil vezes mais lindos pessoalmente e acho que o maior trunfo da coleção é que os cortes das peças são bons. As calças e shorts são bem alinhados e o casaco vermelho, que eu não resisti e comprei, fica com uma silhueta linda no corpo!

Por outro lado, os vestidos de paetês são meio esquisitos e as camisetas de caveira, uma das peças que eu mais queria comprar, me deixaram um pouco na dúvida. Ainda que vestissem bem, fiquei com medo do tecido e botei na balança se valia a pena os R$89,99 que eles estavam cobrando.

Em geral eu gostei muito da coleção. Ela tá redondinha, bem-feita, muito bem pensada e visando diversos tipos de público. No tempo que fiquei na loja, vi muita gente entrando na C&A só pra provar as peças da coleção e era legal ver a heterogeneidade do pessoal.

Vale a pena dar uma olhadinha pessoalmente se tiver uma unidade com a coleção aí perto da sua casa.

Bisous, bisous e até amanhã!

Sobre vestidos que fazem sonhar

Ontem o blog foi convidado a ir até a loja Noivas Ideias daqui de Bauru para o coquetel de lançamento da sua mais nova coleção de vestidos de noiva, a Poéme, da marca Nova Noivas. E eu fui muito curiosa para o evento, porque ainda que esse seja um tema do qual eu não costumo falar muito por aqui, eu tenho uma admiração bastante grande por vestidos de noiva.

Não é segredo para ninguém que eu não penso em ter um casamento de véu e grinalda, com festão, igreja e tudo mais. Eu já comentei isso algumas vezes aqui no blog e talvez um dia escreva um texto explicando um pouco melhor o que eu penso sobre o assunto. Mas acontece que ao longo desses meus 26 anos de vida, muitas mulheres cruzaram o meu caminho, e eu ficava intrigada como muitas delas tinham uma relação de amor tão grande com esse vestido.

Para elas, aquilo era muito mais do que uma roupa. Era parte de um sonho gigantesco, de um desejo maior, e tinha um significado muito especial na vida de cada uma. E quando a gente percebe esse tipo de coisa e vê esse tipo de amor repetidas vezes, não tem como não parar pra pensar no assunto.

E foi só quando eu fiz isso e parei pra olhar e refletir, que eu descobri que ainda que vestidos de noiva não fizessem parte do meu sonho, eu os admirava imensamente por fazerem parte do sonho de tantas outras mulheres.

No lançamento que pude conferir ontem, essa admiração não ficou para trás. Primeiro porque a coleção é deslumbrante, toda inspirada na poesia e faz jus há uma marca especializada no segmento, que tem 30 anos de estrada e um cuidado muito grande na confecção de cada peça. Além das coleções de pret-à-porter, eles possuem também modelos exclusivos de vestidos e vários tipos de acessórios para noivas.

Outra coisa legal da noite de ontem foi que enquanto o evento rolava no piso térreo da Noivas Ideias, eu tive a oportunidade de conhecer a parte de cima da loja, onde ficam todos os vestidos do seu acervo – e que tem uma pequena parte mostrada aqui, na foto que abre esse post.

É difícil explicar racionalmente isso, mas essas salas parecem ter vida própria. Tanto na área voltada para o público masculino, que tem casacos, fraques e ternos, quanto na feminina, que tem vestidos e acessórios paras noivas. Tem algo a mais ali, que eu não sei bem dizer o que é (talvez a boa energia e felicidade de todo mundo que passa por lá?), mas que deixa uma sensação boa e que te inspira quando você põe os pés no lugar.

Para quem quiser ver em detalhes os vestidos da coleção Poème, é só clicar aqui para conferir todo o catálogo da coleção.

E queria aproveitar pra deixar um parabéns pra loja Noivas Ideias, que há mais de 20 anos no mercado vem mostrando um trabalho super sério e de respeito ao universo dos vestidos de noiva, e um agradecimento especial a Lu Oliveira da Lettera Comunicação pelo convite do evento.

Bisous, bisous e bom final de semana pra todo mundo (amanhã eu volto!)

Poderosa como uma super-heroína

Eu sei que falar de capas com um calor de 40º escaldante lá fora é quase uma ofensa, mas entendam que eu tô com tanta saudade de dias mais friorentos que fico vendo um monte de fotos inspiradoras nesse estilo no pinterest, já pensando no que vou usar quando a próxima brisa bater por aqui.

E nesse apanhado de imagens lindas o que mais tem me chamado a atenção são mesmo as tais capas, que eu concordo que podem causar um pouquinho de estranheza no começo, mas que com tanta beleza logo nos conquistam (assim, muito rápido mesmo) e nos deixam com vontade de sair passeando com uma delas por aí.

Gigi maravilhosa Hadid

Eu acho o máximo como essas capas (as do super-heróis também, mas no caso aqui estamos falando mesmo sobre as de streetstyle) são praticamente um look completo de tão imponentes e poderosas que ficam. Desde as menorzinhas (essas acima do quadril, as capelets) até as enormes, que funcionam quase como um sobretudo.

Eu não tenho nenhuma ainda no armário, mas quero comprar um modelo antes de junho, pra poder usar na minha viagem de férias. Tenho tanta dúvida de qual modelo investir (e também em qual lugar comprar) que prefiro antes montar minha pastinha de referência – e que no caso, acabou virando esse post aqui haha – antes de decidir.

Valentino Pre-Fall 2015

Valentino Pre-Fall 2015

A la anos 60

Blair Eadie do Atlantic Pacific

Blair Eadie do Atlantic Pacific

Valentino Pre-Fall 2015

Blair Waldorf

Blair Waldorf

Betty do Le Blog de Betty

Betty do Le Blog de Betty

Pierre Cardin

Pierre Cardin

Tadashi Shoji's Fall 2014

Tadashi Shoji’s Fall 2014

E vocês, alguém aí tem alguma? Têm vontade de usar? Contem aqui nos comentários!

Bisous, bisous e até amanhã!

TAG: a minha moda

Há muito tempo, em uma galáxia muito distante, a Lu Ferreira do Chata de Galocha gravou um vídeo respondendo essa tag lá no canal dela. Eu adorei a ideia logo de cara (é engraçado como não vejo muitas tags sobre moda nesse mundo de blogs) e, desde então, fiquei morrendo de vontade de fazer também.

Demorou, mas finalmente tô aqui pra fazer a minha versão, dessa vez em texto, respondendo 10 perguntas sobre estilo pessoal. Não vou taguear ninguém porque quero que todo mundo se sinta à vontade pra responder as perguntas, seja em vídeo ou em post, e claro, deixar o link depois aqui nos comentários pra eu ler. :)

1. Qual tipo de roupa você nunca usaria?

Nunca é uma palavra muito forte, vocês também não acham? Não gosto de dizer que nunca usaria uma determinada peça porque acho que nossos gostos e vontades mudam muito ao longo da vida. Concordo que é normal a gente ter um estilo mais ou menos definido, mas isso não nos impede de testar coisas diferentes também, né? (Aliás, essa é uma das partes mais legais da moda!) Por isso mesmo, aprendi que muitas das roupas que um dia eu já achei estranhas ou que imaginava não terem nada a ver comigo, tempos depois me convenceram não apenas que eram legais, mas que também podiam ficar incríveis no look.

Portanto, o que eu não usaria agora são saias longas, que além de não serem peças que eu gosto muito, também me achatam e me “engolem” de um jeito que eu não me sinto bem. Ah, não usaria crocs também! Todo mundo fala que eles são muito confortáveis, mas acho que se esse for o único bônus da parada, tem mais uma penca de sapatos bonitos e confortáveis por aí à disposição pra gente escolher haha.

2. Qual tipo de roupa que você ama usar?

Sou apaixonada por roupas bastante femininas, especialmente saias e vestidos bem rodados. Acho que a silhueta em A fica bem em mim, e gosto de peças com uma pegada anos 50/60. Agora, se for pra escolher só uma peça, fico com os vestidos. Eu amo pernas de fora, haha, e vestidos em especial me soam muito mais libertadores.

3. Qual estampa você menos gosta ou não gosta?

Tirando bolinhas e listras, eu não sou de usar muitas estampas. Ta aí uma coisa, inclusive, que eu queria muito mudar no meu guarda-roupa! Acho incrível quando alguém faz um mix de estampas nada esperado que fica com um resultado lindo e surpreendente.

Pensando rapidamente aqui em alguns tipos de estampas, acho que as que menos combinam comigo e consequentemente as que menos uso são as de estilo étnico.

4. Que roupa você só usou por ser um presente ou já usou alguma roupa só por ter ganho?

Definitivamente eu não sou o tipo de pessoa que usa algo que não gostou só porque foi um presente.

O que já aconteceu algumas vezes foi eu ganhar uma peça de roupa que provavelmente não teria comprado se visse na loja, mas que em casa, provando e testando com outras peças, ganhou meu coração. Agora, se a roupa realmente não faz meu estilo e não dá certo com mais nada do meu guarda-roupa, eu não uso mesmo. Sábado mesmo falei aqui no blog sobre como a gente não pode fazer algo só pra agradar os outros e tá aí mais uma prova disso. Nesse caso aqui, prefiro doar a peça pra alguém que vai usá-la muito mais do que eu.

5. Tomara que caia é…?

Algo que, em geral, não combina comigo. Digo em geral porque dependendo da peça (acho lindo, por exemplo, macacões que tem a parte de cima tomara que caia) ou da cor (preto, preto, preto!), ele pode me agradar sim. Quase sempre tomaras que caia não ficam legais no meu corpo porque eu tenho muito busto e eles marcam ainda mais essa região – e de um jeito não legal, digamos assim.

6. Saia ou vestido?

Como eu disse ali em cima eu sou apaixonada pelos dois, mas na hora de escolher, ainda sou mais da turma do vestido. Além da tal sensação de liberdade que eles me dão, acho que que vestidos são mais versáteis do que as pessoas pensam.

Não dá pra fazer com todos, claro, mas em vestidos mais sequinhos eu tenho um truque que sempre funciona muito bem: uso um suéter ou blusas não tão largas sobre a parte de cima, de modo que só apareça a parte debaixo do vestido, “transformando” ele em uma saia. O contrário também vale, ou seja, para “transformá-lo” em uma blusa é só usar por cima dele saias que sejam um tanto mais longas e amplas do que a sua parte de baixo. Quase sempre dá certo e eu sigo feliz usando meus vestidos de um monte de jeitos diferentes hahaha.

7. O que as pessoas te dizem que é feio, mas só você acha bonito?

Não que todo mundo ache feio, mas às vezes rola uma resistência bastante boba com oxfords (que eu amo!). Eu acho o máximo essa pegada um pouco mais masculina que alguns deles têm, porque além de ajudarem a equilibrar meu visual girlie (e que em excesso eu acho bem esquisito), eles também são muito comuns em um dos estilos que eu mais admiro: o boyish!

8. O que seria uma roupa vulgar?

Em pleno 2016 esse tipo de pergunta é meio inacreditável, hein?

Desculpa, gente, mas me nego a responder isso. Eu acho essa palavra muito tosca, cheia de preconceitos e julgamentos horrorosos. Existe uma ideia muito degradante por trás do termo, especialmente quando estamos falando de moda feminina, que só serve pra oprimir ainda mais as mulheres. Tô fora disso!

Próxima pergunta, por favor!

9. Quais as 4 cores que você mais tem no seu guarda-roupa?

Me senti muito básica agora, já que a verdade é que minha arara de roupas é dominada pela cores preta, branca, cinza e azul.

10. Qual a cor ou cores que você não tem e nem vai ter de jeito nenhum no seu guarda-roupa?

Eu até tenho uma camiseta amarela no meu guarda-roupa, mas a verdade é que eu costumo fugir um pouco dessa cor porque não acho que ela combine comigo. Como eu sou muito branquinha, parece que ela “morre” em mim e fica tudo muito opaco, sem vida, sem luz. Não gosto não!

Espero que vocês curtam as perguntas e se animem a respondê-las também.
Bisous, bisous e até amanhã!

Com que roupa eu vou: sobre o Lola e outros festivais

A verdade é que apesar de nunca ter ido a um festivel de música, eu morro de curiosidade de colocar os pés em um. Fico imaginando como devem ser esses festivais gigantes como o Lollapalooza e o Rock in Ro (esse último que me aguarde ano que vem!) porque me dá essa sensação de que a experiência é bastante diferente da de “apenas” ir a um show. É a ideia toda em si de estar em um lugar com um monte de gente celebrando algo muito maior.

Pode soar discurso panfletário essa minha visão, eu sei, mas eu realmente acho que essa atmosfera de festivais acaba sendo um reflexo muito poderoso da nossa geração globalizada que gosta de diversos estilos musicais e que com um clique escuta desde uma música dos Beatles até o novo álbum de uma banda sueca de nicho.

Por isso que em um final de semana como esse, em que o Lola abre seus portões para mais uma edição do evento, eu gosto de dar uma espiadinha, ainda que de longe, no que tá acontecendo e em quais bandas estão se apresentando.

Tem também, é claro, a questão da moda, já que festivais assim costumam ser uma vitrine gigante de estilos normalmente muito mais descolados, confortáveis e cheios de referências do que em qualquer outro evento.

Por isso que achei muito legal que a Farfetch fez uma série de infográficos com sugestões de looks pra usar não só no Lola, mas em outros festivais ao redor do mundo, sempre contextualizando com a história de cada um e algumas das atrações que já passaram por eles.

Pra quem ainda tava na dúvida com qual roupa ir hoje, ficam aí algumas ideias bem legais e estilosas.

Guia de Looks para Festivais - Farfetch

Bom festival pra vocês e me contem depois aqui nos comentários quais foram seus shows preferidos!

Bisous, bisous e bom final de semana!