No Road is Long with Good Company

Sempre achei que tudo que tem um toque de sétima arte se torna ainda mais inspirador.

E isso serve tanto pra uma referência mais literal, como ver alguma coisa e lembrar na hora da cena de algum filme, ou até pra uma referência mais mascarada, como quando a gente passa por uma situação ou lê alguma coisa e tudo parece ter aquele ar de cinema, aquele filtro meio “isso é cena de filme”, sabe?

Esse editorial aqui da I-D outono 2013, pra mim, tem exatamente essa sensação. Eu posso até imaginar uma história entre esse casal, posso olhar pra essas fotos e criar pequenas cenas na minha cabeça que vão mostrando momentos do dia a dia deles e desse relacionamento que pode até parecer mudo, silencioso, isolado, mas que ao mesmo tempo inspira uma cumplicidade enorme entre os dois.

Estrelado pela modelo Sam Rollinson (apontada pelo Telegraph como uma das top dez modelos britânicas do outono/inverno 2013) e pelo modelo Jacob Morton, o editorial “No Road is Long with Good Company” consegue ser muito preciso no seu nome pra definir aquilo que a gente vê nas imagens.

Cena a cena a gente acompanha a vida de um casal bem jovenzinho dos anos 70, que faz programas bem gostosinhos tipo tomar sorvete ou ir ao cinema, mas que não deixa de ter também seus momentos a sós. A aura pesada que a gente vê nas fotos e no desenrolar desse dia a dia dos dois – o longo casaco até abaixo dos joelhos, os sapatos de salto grosso, a maior parte das fotos em p&B, esse clima de cansaço, de dureza da vida – parece que só consegue ser enfrentado porque um tem a companhia do outro. Tipo quando a gente tá num momento péssimo da vida, mas a gente consegue passar ileso por aquilo porque tem alguém ao nosso lado que tá lá pela gente, segurando nossa mão e servindo de refúgio.

O fotógrafo responsável por essa fotos tão pesadas e belas é o Richard Bush e a stylist foi a Sarah Richardson, que selecionou peças incri e com esse ar todo nostálgico e retrô de nomes como Margaret Howell, Salvatore Ferragamo e Marc by Marc Jacobs. O cabelo é obra de Wong Chi e a make de Kirstin Piggott.

Ps: vocês repararam nas duas frases da Sam Rollinson que apareceram na quarta e penúltima foto? Achei muito legal inserirem frases assim, da vida real, mas que se relacionem com a sessão de fotos ou mesmo com essa ideia de cumplicidade, de “pessoas que estão lá por você”. Uma maneira sutil e bonita de conectarem as duas coisas.

Bisou, bisous

I’m on Fire com a Lula Magazine

Eu sempre me pergunto se é possível alguém não gostar da Lula Magazine. Pra mim ela foi e continua sendo (a despeito de muitos burburinhos que surgiram por aí de que a revista andava “vendida” e tinha perdido seu foco inicial) uma síntese de um mundo encantado. Tem tudo aí: as entrevistas nada óbvias, os editoriais que me lembram filmes etéreos e uma curadoria de pautas meticulosamente pensada.

Eu gosto da Lula porque acho ela uma revista, acima de tudo, pra ser lida aos pouquinhos. É muita coisa pra digerir, muita foto linda pra você perder o fôlego quando vê pela primeira vez. Então não é uma revista que você vai abrir e ler inteirinha da primeira a última página assim de uma vez. Ou, se fizer isso, aposto que ainda vai voltar muitas e muitas vezes em algumas das fotos e matérias pra reler/se inspirar de novo com alguma coisa. Porque a Lula é simplesmente assim <3

Pra quem não conhece a revista, tem um texto meu lá de 2010 que conta um pouquinho sobre ela. Naquela época eu ainda não tinha conseguido comprar nenhuma Lula (porque como conto no texto, ela não é uma revista muito fácil de achar aqui no Brasil). Só que de lá pra cá aproveitei as viagens que minha irmã fez pra Londres e arrematei duas edições pra chamar de minhas, a #13 e a #15.

Essa última, que teve um plus de três capas lindas (a minha é a da direita), veio com esse editorial aqui do post, o “I’m on fire”.

“I’m on fire” é um editorial clicado pela dupla Sofia Sanchez &  Mauro Mongiello e conta a história de uma garota, a modelo Monika Sawika, que está comemorando seu aniversário.

Tudo na festa parece estar em seu lugar: a decoração cheia de balões, fitas e até uma pinãta, os copos e pratos da festa arrumados em cima da mesa, os chapéuzinhos dos convidados, as cadeiras, os presentes, tudo… Aliás, quase tudo.

Não há nenhuma pessoa na festa além da aniversariante e a gente fica com aquela sensação horrível de não saber o porquê ninguém apareceu, ou o porquê ninguém foi convidado, ou o porquê… Enfim, são muitos porquês.

Toda a beleza da decoração e das roupas usadas por Monika, que incluem Valentino, Miu Miu, Chanel, Dior, Prada, Nina Ricci e Mulberry só pra começar a conversa, formam um contraste lindo com a locação da festa: aparentemente os fundos de uma casa no meio do nada, cheia de árvores atarracas e secas, paredes rochosas e um campo árido.

O mais lindo e melancólico do editorial – e que talvez, exatamente por isso, me faça lembrar tanto de “As Virgens Suicidas” da Sofia Coppola – é que a menina, mesmo sem amigos, sem família, sem ninguém que comemore seu aniversário junto com ela, segue todo o “ritual” da festa. Ela brinca na pinãta, posa para as fotos, arruma a mesa de doces, recebe os presentes e fecha a “festa” levando embora ainda alguns os balões que tem as mesmas cores de toda a decoração.

Apesar da modelo soar melancólica nas fotos e essas imagens fazerem a gente ter uma pontada de tristeza no coração, a menina parece enfrentar todos os rituais da festa com muita calma e com uma certa leveza até.

Triste e belo na mesma medida.

Bisous, bisosu

Na balança: beleza x saúde

Já fazia um bom tempo que eu queria estrear uma categoria de editoriais no blog e achei que essa edição de junho da Vogue Itália –  com capa e recheio estrelado por Gisele Bündchen – trouxe a oportunidade perfeita. Eu já até tinha falado dela bem rapidinho lá na página do facebook, mas tava com muita vontade de trazer as fotos do seu editorial “Luxury” pra cá, já que ele é daqueles que têm imagens “pedras no sapato”, ou seja, imagens que incomodam, que só dão descanso quando a gente consegue entender que aquilo que é mostrado é muito mais profundo do que tá ali na superfície.

Capa da Vogue Itália junho/2013

Capa da Vogue Itália junho/2013

Ok, “Luxury” não é tipo um “Water & Oil” que nos deixa profundamente chocados depois de ver suas imagens, mas nem por isso deixa de ser menos instigante. E antes de falar dele, deixa eu abrir um parênteses bem rapidinho aqui.

Eu tenho essa paixão meio louca por revistas (cês sabem), e desde quando comecei a comprar revistas de moda, lembro que os editoriais me encantavam não só pelas imagens incríveis, pela beleza das paisagens, da modelo e das roupas. Uma das coisas que mais me interessava nos editoriais era quando eles saíam da ideia de “apenas uma pose” e iam pra ideia de “vamos contar uma história”. Porque, no fundo, é bem isso. Acredito nessa ideia de que bons editoriais contam uma história ou levantam uma questão ou ainda jogam um tema espinhoso em cima do nosso colo pra fazer a gente ir além da imagem prontinha ali da foto. Tem que mergulhar e descobrir o que afinal ela está querendo dizer pra gente.

E essa é bem a proposta desse editorial aqui.

Enquanto olhava esse editorial de junho da Vogue Itália muitas coisas passaram pela minha cabeça. Pra começar que ele fala dessa obsessão nada sadia, nada normal pela beleza, que faz a gente se submeter a milhões de tratamentos estéticos, que faz a gente ser a louca das cirurgias, do diminui um pouco ali, aumenta um pouco aqui. Algo bem além da conta mesmo.

E olha, longe de mim condenar cirurgias e tratamentos desse tipo. Afinal, todo esse avanço que a área de beleza alcançou nos últimos anos é incrível e deve ser mesmo aproveitado. Na real, ninguém precisa se encaixar em molde nenhum, – isso é a maior besteira já inventada – mas se sentir bem com a gente mesmo é mega importante. Então acredito que se cuidar, mentalmente e fisicamente, só faz bem e nos torna mais felizes. Mais daí que o problema em questão aqui é outro. Eu sinto que o editorial quer falar sobre quando a beleza se torna a prioridade na vida da pessoa, quando tudo passa a girar em torno daquilo e o que era pra ser uma preocupação e cuidado saudável do nosso corpo, acaba desandando pra algo obsessivo.

É bem aquela frase que a nossa mãe diz e a gente sempre comprova ser verdade: “nada em excesso faz bem, menina”.

No mês passado tinha lido uma entrevista do Philipe Allouche, que é o fundador da marca de dermocosméticos Biologique Recherche – marca de luxo que tem toda uma exclusividade e preocupação de tratar e cuidar da pele da forma mais saudável possível – e fiquei matutando sobre as palavras dele. A entrevista foi dada para o FFW e dá pra ver ela na íntegra aqui.

A todo tempo ele batia na tecla que a gente precisa entender que quando falamos de beleza, ainda mais no tocante aos cuidados da pele, estamos falando de saúde em primeiro lugar. E isso me fez pensar também em como somos bombardeadas a todo instante com milhares de produtos, tratamentos, tutoriais, etc e etc, enquanto a parte mais importante de tudo, que é como tudo isso influencia na nossa saúde, muitas vezes nem é levada em consideração, nem ganha espaço ou passa batido como se um fosse um assunto menos importante.

Numa parte da entrevista o tópico abordado foi o mercado de beleza brasileiro e uma das frases dele me marcou muito. “E no Brasil, as pessoas tendem a recorrer a medidas extremas em primeiro lugar. Este foi o primeiro país no mundo a emprestar dinheiro para cirurgias estéticas. Pessoas com baixa renda se espelham nas revistas e fazem cirurgia no nariz, no peito, lipoaspiração, e trabalham por dois ou mais anos só para pagar isso. É a forma como as pessoas reagem a um problema aqui. “

Fui procurar mais sobre o assunto e descobri que uma pesquisa realizada em 2011 por várias entidades mega sérias da área – como a Isaps (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética) e a SBPC (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) – revelou que o Brasil é o segundo país no ranking mundial de cirurgias plásticas! A gente só perde para os EUA. E ah, a título de curiosidade, a lipoaspiração é a cirurgia estética mais realizada por aqui.

O que mais me preocupa nisso tudo nem são os números, mas mais os motivos que levam as pessoas a “entrarem na faca”. Eu tenho um pouco de receio de quando uma cirurgia assim vira algo corriqueiro na vida de alguém (e sim, conheço gente pra dedéu que vai pra mesa de cirurgia como se estivesse escolhendo o “look do dia” na arara de roupas) porque poxa, é algo extremamente invasivo e doloroso e tomar uma decisão dessa como escapatória pra tudo é uma baita agressividade pro nosso corpo.

E nem precisa ir tão longe, do tipo ir pra mesa de cirurgia desnecessariamente, pra gente de fato se questionar até que ponto deixamos esse lado da beleza falar tão alto na nossa vida. Porque tem que ser mesmo um exercício diário de botar ali na balança como que a gente tá tratando da nossa beleza pensando na nossa saúde, nas limitações do nosso corpo, sem exageros, sem buscar uma perfeição inexistente.

E esse assunto é longo e gera tópico pra muita conversa ainda, até porque se a gente for mais fundo nesse editorial, o “Luxury” do seu título funciona tanto pro lado da beleza quanto pro lado da moda, dessa mega ostentação e plastificação que precisa vir estampada na pele e nas roupas.

Bom, por enquanto vou deixar vocês com as últimas imagens desse lindo editorial – fotografado, aliás, pelo muso Steven Meisel – e com o seu vídeo de backstage. Comentários sobre ele são mais do que bem-vindos, são necessários pra gente discutir mais e mais sobre o assunto (;

Bisous!

Editorial: “Luxury” – Vogue Itália junho/2013
Fotografia: Stevem Meisel
Edição de moda: Lori Goldstein
Cabelo: Guido
Maquiagem: Pat McGarth

Update: Gisele Bündchen também foi capa e recheio da Vogue Brasil de junho, em uma edição que foi super comentada pela imprensa e leitores por causa de mudanças drásticas na capa. Pra quem ficou curioso, a redação do Acho Fashion me convidou para escrever um texto sobre isso. Espero que vocês gostem!

Girls!

Eu lembro que bem lá no comecinho de 2012, quando Girls ainda nem havia estreiado na HBO, rolava um grande bafafá de que a série seria um novo “Sex and the City”, ou um SATC mais jovem, com garotas de 20 e poucos anos revivendo muito do espírito de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte. Exatamente por isso, eu achei melhor esperar pra assistir. Por que? Bom, agora vem a parte revelação não me joguem pedras, por favor do post. Eu nunca havia assistido SATC até o final do ano passado porque tinha um mega preconceito com a série. Sim, amigos e amigas, eu era daquelas garotas chatas que apontava o dedo, mesmo sem nunca ter assistido o seriado, e achava tudo fútil, cheio de montação.

Só que a verdade é que a gente cresce e vai vendo que julgar a capa pelo livro ou, no caso, o seriado por um pré-conceito que a gente faz dele é uma das piores besteiras dessa vida. Um dia ainda conto minha história com SATC (ó, já achei até nome pro post haha), mas por enquanto só vou contar que perdi o preconceito e resolvi que tava na hora também de ver Girls. Ainda mais porque depois do início da série, muita gente falou pra eu esquecer essa história de versão mais jovem de “Sex and the City”, já que Girls era um seriado que andava com as próprias pernas. Não era cópia de nada nem de ninguém.

Duas temporadas depois, eu tomei coragem. Baixei todos os episódios e fui ver o que que essas gurias tinham de tão especial – e que renderam dois prêmios no Globo de Ouro 2013, nas categorias de melhor atriz (Lena Dunham) e melhor série.

Cena da 1ª temporada

É difícil explicar o que faz de Girls a série incrível que é. Logo no comecinho da primeira temporada, ainda quando Hannah tenta convencer os pais de que precisa ser sustentada por eles, ela fala que não quer assustá-los, mas que ela talvez seja a voz de sua geração, bem naquele jeito Hannah pedante de ser. E longe de mim querer dizer que a série é isso, mas essa frase dita por Lena Dunham, ainda que não totalmente verdadeira, faz muito sentido quando a gente para pra entender o seriado.

Ele pode até não ser a voz de toda uma geração, mas que Girls é um dos seriados mais verdadeiros dos últimos tempos, ah, isso ele é. Verdadeiro porque ele não tem absolutamente nada demais. As quatro amigas são garotas cheias de qualidades e defeitos, – na maioria das vezes, com muito mais defeitos do que qualidades – sem dinheiro ou emprego certo, ainda descobrindo o que querem da vida, cheia de probleminhas que aos seus olhos são o grande mal do século e com problemas que são de fato um grande mal dessa geração, afinal se os garotas e garotas de vinte e poucos anos tem, na sua maioria, um problema em comum, ele atende pelo nome de “pressão”, ou de “stress”, ou de “vocês precisam crescer rápido”. E Girls fala disso, tendo como personagem principal (pasmem!) uma garota toda normal. Não é aquela garota loser que ninguém quer por perto, nem aquele menina-princesa que todos amam. Hannah não tem nada de especial, só é mais uma garota – bem egoísta, por sinal – que quer virar adulta, mas que ainda não sabe muito bem como chegar lá.

Cena da 1ª temporada

Girls foi criada por Lena Dunham, essa novaiorquina de 26 anos que também é a personagem principal da série. Acho um porre que até hoje, mesmo depois de todo o sucesso, muita gente faça cara de nojinho pra ela por achar que a menina tem “costas quentes” (céus, olha os termos!). Não que isso seja de todo mentira, já que ela e algumas das outras meninas do seriado vieram de famílias que trabalham e são influentes no meio televisivo, mas nem de longe isso apaga ou diminui seus créditos. Pra mim ela é apenas a prova viva daquele ditado: se a vida te der limões, faça uma limonada. Ou seja: ela tinha talento, tinha uma super sinopse nas mãos e teve a chance de mostrar isso ao mundo. E como de boba ela não tem é nada, agarrou a oportunidade.

E é incrível como não bastasse tudo isso, Lena Dunham ainda se mostrou uma atriz hiper talentosa, tanto que não é raro ela se expor de uma tal maneira que nos deixa desconcertados. Na nudez do corpo ou dos sentimentos, dá pra sentir um pouco de vergonha de assistir algumas cenas. Parece que estamos participado de algo muito pessoal, que só diz respeito a ela e a mais ninguém, o que nos torna um pouco intrusos, sabe? É um sentimento muito singular, que poucas séries ou filmes já me fizeram sentir.

Shoshanna e Jessa

Mas o nome desse post e da série nos lembra de algo muito importante: estamos falando de garotas, assim mesmo no plural. E por mais que Lena Dunham seja uma menina excepcional pra sua idade, Girls só é o que é porque tem um quarteto perfeito de meninas à sua frente. A gente pode amar ou odiar determinada personagem, mas acho que todas elas tem características em que nos reconhecemos. A menina descolada, viajada e tão sofrida que é a Jessa (meu eterno amor por você); a sonhadora e ingênua Shoshanna, que aliás, vejam só, é fãzoca assumida de SATC!; a tão centrada, tão adulta… e tão entediada com a vida e boring da Marnie; e, claro, a menina estranha, engraçada e egocêntrica (mesmo sem perceber) que é a Hannah.

Jessa

Jessa

Shoshanna

Shoshanna

Marnie

Marnie

Hannah

Hannah

Pra tentar passar um pouco do espírito da série pra quem ainda não assistiu, – e também pra aumentar meu desespero ao pensar que a terceira temporada tá tão longe de começar – achei que valia a pena postar a cena aqui de baixo. Pra mim, todos os principais elementos de Girls tão nela: a trilha sonora de tombar, a tristeza tão sentida de Jessa, as palhaçadas da Hannah, a amizade entre essas garotas e até aquela invasão de privacidade que o seriado vive jogando na nossa cara.

E pra vocês se apaixonarem ainda mais, aqui tem toda a trilha sonora da primeira temporada e aqui um compilado com as melhores da segunda, com direito a Shoshanna cantando Beautiful Girls! Vale comentar também que foi Girls quem me apresentou pra “I love it” da Icona Pop, ou seja, outro fato pra eu amar muito mesmo esse seriado e suas músicas.

E, por fim, mas nem de longe menos legal, o ensaio que Lena Dunham, Jemima Kirke, Allison Williams e Zosia Mamet (Hannah, Jessa, Marnie e Shoshanna respectivamente), fizeram pra New York Magazine e que teve essa capa lindona com a Leninha.

Girls - New York Magazine

Girls - New York Magazine

Girls - New York Magazine

Girls - New York Magazine

Girls - New York Magazine

Girls - New York Magazine

Girls - New York Magazine

Girls - New York Magazine

Girls - New York Magazine