SPFW TRANS N42: algumas impressões e links sobre a última edição

Essa edição do SPFW foi muito diferente de todas as outras.

Foto do FFW mostrando a entrada do evento feita Kleber Matheus e que ficava toda iluminada em neon à noite

A entrada do evento foi feita pelo artista Kleber Matheus e ficava toda iluminada em neon à noite. Foto: Agência Fotosite para o FFW.

Pra início de conversa, a sigla TRANS, de transição, foi acrescentada ao nome do evento, em uma referência as mudanças que estão acontecendo na semana de moda de São Paulo e que passam a valer já na próxima edição.

Uma dessas mudanças é a assimilação do sistema “see now, buy now”, que em resumo (um dos links daqui de baixo se aprofunda mais nesse tópico) consiste na venda imediata (ou quase isso) das coleções apresentadas na edição, de forma que não haja um espaço de tempo tão grande entre o desfile e a chegada das roupas às lojas. Isso implica também na mudança do calendário verão/inverno, já que agora as marcas que adotarem esse modelo passarão a desfilar com peças da estação em vigor.

Além disso, a partir do ano que vem, o SPFW passa a acontecer nos meses de março e agosto, em uma forma de ajustar esse novo sistema com as engrenagens do mercado têxtil.

O corredor da entrada do evento dava direito para uma arvorezinha <3 Foto: Agência Fotosite para o FFW.

O corredor da entrada do evento dava direito para uma arvorezinha muito fofa e, em seguida, para a área de livre circulação. Foto: Agência Fotosite para o FFW.

Mas as diferenças não pararam por aí. Nessa edição, o SPFW deu um rápido adeus a Bienal e foi acontecer ali do ladinho, em uma tenda montada no meio do Parque Ibirapuera, ao lado do Museu Afro Brasileiro. O espaço ficou totalmente diferente, inclusive com uma parte aberta para o parque, cheia de espreguiçadeiras bem gostosas que serviam como uma pausa muito bem-vinda em meio a correria da semana de moda.

Por causa do espaço reduzido havia apenas uma sala de desfile no local e o line-up (que já foi mais enxuto do que o normal porque algumas marcas precisaram pular a edição para conseguirem ajustar sua produção), acabou tendo que se dividir em muitas apresentações externas. O que, ainda que complique a vida da imprensa e deixe o calendário cheio de horários malucos, acabou se mostrando interessante e até quase que imprescindível para os desfiles de algumas marcas.

Foto do FFW mostrando as cadeira estilo espreguiçadeiras que ficavam na área externa

As cadeiras estilo espreguiçadeiras que ficavam na área externa da edição e que quase fizeram eu tirar um cochilo no final da tarde de sexta-feira. Foto: Agência Fotosite para o FFW.

Como de praxe dei um pulinho no último dia do evento, sexta-feira, pra conferir in loco alguns desfiles e toda a estrutura dessa fase de transição. A visita, aliás, foi bem menos corrida do que nas últimas vezes, já que havia um espaçamento bem grande entre os desfiles que eu assisti e, assim, pude fazer uma coisa que quase nunca consigo: visitar os stands e participar das ações de cada um. Tirei foto polaroid no stand da Instax 70, brinquei de boomerang com os canudos personalizados da Coca, tomei um Magnum de creme brulé maravilhoso que tavam dando no carrinho da marca e fiz mais um monte de outras atividades que em anos de SPFW nunca tinha conseguido fazer.

E, claro, assisti a algumas apresentações. Duas, para ser mais exata.

Vi dois desfiles nesse dia, e ainda que os dois tenham sido completamente diferentes e com propostas quase que extremas, foi ótimo assistir duas apresentações que tiveram destaques bem positivos pra essa edição.

Highlights do desfile da MEMO. FOTO: Ze Takahashi da Agência Fotosite para o FFW.

Highlights do desfile da MEMO. Foto: Ze Takahashi da Agência Fotosite para o FFW.

O primeiro desfile que assisti foi o da Memo, marca fitness da Patricia Birman, herdeira do Grupo Arezzo, que fez sua estreia no SPFW. Eles já haviam feito uma parceria com a estilista Lollita antes e resolveram repetir a dobradinha para essa coleção (pelo que foi divulgado pela marca, a cada nova edição da semana de moda um estilista diferente será convidado a preencher esse cargo).

Ainda que eu tenha ido com zero de expectativas assistir ao desfile, achei tudo bem fresco, e uma combinação que de cara asim não me parecia muito animadora, acabou rendendo um bom resultado na passarela e fazendo muito sentido pra esse momento em que vivemos, onde o sportwear já mostrou que tem espaço além das academias faz tempo.

Em seguida foi a vez de ver o maravilhoso João Pimenta. E ainda que ele sempre faça um trabalho muito bonito (tenho amigos – e amigas também! – que brincam que se fossem rico teriam apenas João Pimenta no armário), ele conseguiu se superar nessa edição e criar uma coleção masculina extremamente bonita, que é bastante conceitual em muitos aspectos, mas, que ao mesmo tempo, consegue mostrar força de mercado e um ar fresco para o que se vê da moda masculina atual.

Highlights do desfile do João Pimenta. FOTO: Ze Takahashi / FOTOSITE para o FFW

Highlights do desfile do João Pimenta. Foto: Ze Takahashi da Agência Fotosite para o FFW

Como teve muita gente da imprensa fazendo um trabalho bem incrível nessa edição, com pautas que permeavam muito além de tendências e críticas de desfiles (que eu gosto muito também, diga-se de passagem!) achei que valia a pena compartilhar alguns links por aqui.

Leiam, vejam e compartilhem – porque eles merecem.

Transgressão foi a palavra que definiu este SPFW

Agência Fotosite

Foto Agência Fotosite

A maravilhosa da Vivian Witheman fez um balanço desse SPFW pro site da Elle Brasil, e nele ela fala sobre alguns momentos muito especiais dessa edição que foram de extrema importância pra história do evento e da própria moda brasileira. Entre eles está o desfile de Ronaldo Fraga e da LAB, marca comandada pelo Emicida e pelo Fióti.

Diferente de apenas pincelar o que aconteceu nas apresentações, Vivian faz (como sempre) uma análise profunda da situação e do que ela representa dentro da “alta roda da moda brasileira”, mostrando como o trans do nome do evento já parecia ser um prenúncio de todas as transgressões que estavam por vir.

Veja-agora-comprZzzzzz

Lá no Petiscos, a Mariana Inbar explicou mais detalhadamente no que consiste esse sistema do “see now, buy now” e como ele repercutiu nas marcas internacionais que já adotaram esse mecanismos nas suas últimas coleções.

O texto todo é bem interessante não apenas pra se entender melhor essa mudanças, mas pra se avaliar até que ponto ela é de fato positiva (ou não) para a moda.

Ronaldo Fraga fala ao FFW sobre a moda como ato político

O final do desfile de Ronaldo Fraga. FOTO: Gabriel Cappelletti | Agência Fotosite

O final do desfile de Ronaldo Fraga. Foto: Gabriel Cappelletti da Agência Fotosite para o FFW

A jornalista Juliana Lopes do FFW escreveu um texto desmembrando o desfile de Ronaldo Fraga em muitas nuances, desde a importância da mensagem passada pela coleção, até o casting de modelos escolhido e a história por trás das roupas mostradas.

Pincelado com algumas falas do próprio Ronaldo logo após o desfile, é ainda mais emocionante olharmos assim, com lupa de aumento, cada detalhe dessa apresentação, percebendo a importância dela não apenas pra moda, mas para a problematização de uma questão tão brutal que enfrentamos no Brasil.

Quem merece nosso shot?

Já na página do facebook do Altas da Moda, um canal de moda bem maneiro feito pelo trio de jornalistas Luigi Torres, Giuliana Mesquita e Guga, rolaram lives de todos os dias do evento e um vídeo de encerramento da temporada com os destaques da edição.

Vai ter gorda no SPFW, sim!

Ainda que feito de forma bastante humorada, o vídeo gravado por Juliana Romano e Lucas Castilho para o seu canal, o “A Gorda e o Gay”, lança um questionamento bem interessante “A moda ama os gays e odeia as gordas?”.

A pergunta que não quer calar é o ponto de partida para os dois buscarem indícios de uma representatividade de mulheres gordas no evento e – o que é uma pequena, mas importante mudança nesse cenário – encontrarem ao menos uma modelo dentro dessas características.

Vamos falar sobre os preços?

Ainda que não seja nenhuma cobertura do evento, quis encerrar esse post com um texto postado hoje no site do Laboratório Fantasma falando sobre o preço da coleção LAB Yasuke. Mais do que uma marca que traz um preço acessível pra diversas camadas da população brasileira, é muito, muito importante e legal ver a preocupação da LAB de explicar o motivo dos preços, a cadeia de produção e a história por trás das roupas e de tudo isso.

É um exemplo pra inúmeras outras marcas do nosso país, vocês também não acham?

Bisous, bisous e bom final de semana!

As mulheres do verão 2017 da Tory Burch

Na última quinta-feira a New Yok Fashion Week encerrou seus desfiles de verão 2017 com uma apresentação comentadíssima de Marc Jacobs, que fez uma coleção inspirada na cena clubber dos anos 90. A beleza e bom trabalho do desfile são incostentáveis, e nessa matéria aqui do FFW dá pra conferir quais foram os pontos-chaves dessa apresentação tão falada.

Só que nessa temporada americana, ainda que eu tenha ficado encantada com a apresentação de Marc Jacobs – e de Jason Wu, Rodarte e outros nomes dos quais sempre falo aqui no blog – o desfile que mais me chamou a atenção foi mesmo o da estilista Tory Burch, que criou uma coleção que começa inspirada no estilo de vida mais formal e corrido da costa leste dos EUA e, como se estivéssemos em uma viagem bem gostosa, desemboca no clima mais descolado e relax da costa oeste.

Ainda que a mudança de região seja feita de forma gradual nos looks apresentados, ficam bem evidentes as influências de que a estilsta se valeu pra traduzir o clima e o lifestyle desses lugares.

O estilo preppy dos colégios norte-americanos, por exemplo, aparece de um jeito bem sutil e bem belo no começo da coleção, com os casaquinhos de colégio, os sapatos com saltos baixos e os laçarotes. Eles aparecem como se fossem detalhes de uma roupa mais formal, mais elaborada, feita mesmo para uma mulher que tem uma vida profissional e social agitadas.

Além disso, ainda nessa primeira fase do desfile, – quando a história contada ainda transita por New York, Filadélfia e os outros estados da costa leste – afora as estampas e tecidos lindos, o que mais me chamou atenção foi a forma como todos esses elementos foram combinados na passarela. Mais até do que peças bem feitas, com ótimos cortes e caimentos, o acerto dessa coleção é a inteligência do styling, do jeito criativo de mostrar como é possível usar as roupas de diferentes maneiras.

Quando a costa oeste começa a surgir na passarela, parece até que uma brisa mais suave vem anunciando a sua chegada.

É bastante profissional e bonito o jeito como a elegância da primeira parte do desfile continua presente, mas agora em um clima mais boho, mais descontraído, mais leve. Saem as estampas navys e xadrezes, e entram os motivos geométricos.

Ainda que o colorido e a descontração sejam os dois grandes símbolos dessa nova mulher da coleção, o que ganhou mais minha atenção nessa parte foi a esperteza que alguns detalhes trouxeram para os looks, como os sapatos desenhados (que parecem ser de camurça) e os colares de pérolas enormes, que poderiam até parecer deslocados, mas que fazem sentido quando inseridos na proposta das peças.

Nessa “brincadeira” de mostrar em uma mesmo desfile dois estilos quase que opostos, indo de uma mulher mais formal para uma mulher mais relax, o que a estilista Tory Burch faz é unir o melhor de dois mundos, numa forma um tanto quanto estratégica de atingir não apenas diferentes tipos de mulheres, mas também de agradar a uma mesma mulher em momento diferentes do seu dia.

As estampas e as peças lindas continuam lá, mas além de contarem uma história que funciona de um jeito muito legal na passarela, elas abrem um leque bastante interessante para as vendas da marca. Não à toa, Tory Burch é uma verdadeira business woman, que foi além do mundo da moda e, desde 2013, vem expandindo seus negócios também para o mundo da beleza, com perfume, maquiagens, cosméticos e muito mais. A estilista, aliás, figurou na lista da Forbes desse ano como uma das 50 mulheres mais ricas e bem-sucedidas dos EUA.

Alguém, definitivamente, pra ficar – ainda mais – de olho.

Um dia na 40ª edição do SPFW

Assim como fiz em quase todas as últimas edições do SPFW, na semana retrasada dei um pulinho no último dia do evento – que é sempre numa sexta-feira, o que me permite conciliar com mais facilidade a ausência no trabalho e também emendar o fim de semana em São Paulo – e fui rever alguns amigos queridos, conferir o clima dos corredores e, é claro, assistir alguns desfiles da temporada de moda paulistana.

E, sim, nessa edição, tava mais animada do que de costume pra ir ao SPFW. Primeiro porque o evento voltou pra Bienal do Ibirapuera (as últimas edições foram todas no Parque Villa-Lobo), um lugar que eu, particularmente, considero a verdadeira casa do SPFW e que parece acolher muito mais a galera. E em segundo, porque exatamente no dia que eu ia pra Bienal, ia rolar a estreia de uma nova marca no line-up, a Ratier, e a possibilidade de acompanhar esse primeiro momento de uma grife tão jovem (a Ratier foi lançada em 2014!) me deixou muito ansiosa.

Foto de um dos corredores da temporada, onde vários looks e imagens que marcaram esses 20 anos de evento estavam expostos. Repararam na imagem ali em cima do desfile A Costura do Invisível do Jum Nakao? É um dos meus preferidos da vida <3

Há que se dizer logo de início que ainda que o SPFW tenha voltado pra Bienal, muita coisa mudou na edição desse ano em relação a todas as outras edições que aconteceram por lá. Os motivos podem ser muitos, mas eu acredito que, além do fato da semana de moda de São Paulo estar comemorando 20 anos, e consequentemente a edição querer fazer diferente dessa vez, o espaço da Bienal foi pensado de uma maneira muito mais minimalista pra ser “menos gastadeira”. Isso porque os corredores foram muito mais reduzidos do que nas outras edições, o que não apenas concentrou as pessoas quase todas em um mesmo andar, como diminui muito o espaço para ser decorado (a crise chega pra todo mundo, né?).

Assim, enquanto o público em geral ficava pelo segundo andar da Bienal, aproveitando os food trucks, os lounges e as exposições dos 20 anos, o terceiro andar se dividia entre a sala de imprensa e uma grande sala de desfile, que abrigou três apresentações ao longo da semana: Animale, Ellus e Reinaldo Lourenço.

O clima dos corredores tava muito relax, e pelo que conversei com alguns amigos que trabalharam a semana toda por lá, essa edição foi muito mais tranquila do que as últimas. Não teve Gisele (o que já faz uma diferença absurda), não tiveram tantos famosos e, ao que parece, dessa vez a temporada tava mais lotada de profissionais do que público em geral.

Pedacinho do desfile da Ratier, meu preferido do dia.

Essa edição tiveram várias ações super legais acontecendo junto com os desfiles: o lançamento do novo guaraná da Schweppes, que manteve geladeiras abastecidas com o produto totalmente de graça pro pessoal que transitava pelos corredores (obrigada de coração!); o espaço da TNT com tatuadores trabalhando full time – uma amiga me disse que na quarta, todos os horários até a sexta-feira já estavam agendados!; a Magnum distribuindo picolés de graça (outro obrigado de coração!) e vários outras ações que envolviam postagem de fotos no Instagram e que tinham filas gigantescas o dia todo. Assim, o dia todo mesmo.

E um detalhe meio bobinho, mas que achei muito bonito nessa temporada: as salas de desfiles recereberem nomes, como Copan, Casa das Canoas e Espaço Niemeyer.

Wagner Kallieno e seu inverno 2016

Wagner Kallieno e seu inverno 2016

Nas exposições desse ano, além de uma parede incrível de chapéus, casquetes e fascinators projetada pelo designer e stylist Davi Ramos e que a gente já dava de cara logo que chegava na Bienal, foram também exibidos vários looks importantes da história do SPFW (inclusive os que estiveram aqui no FFW Fashion Tour!), além de imagens de vários momentos marcantes do evento e um telão giga onde desfiles memoráveis ficavam passando a todo momento.

Primeiro desfile da Colcci sem Gisele

E, claro, tiveram os desfiles também.

Sexta-feira o line-up do SPFW tava bem extenso, com duas marcas fazendo suas apresentações de manhã em desfiles externos, Giuliana Romanno e Patricia Viera, e mais quatro marcas fazendo suas apresentações à tarde, na Bienal: Wagner Kallieno, Ratier, Colcci e Amapô.

Como eu fui um pouco depois do almoço pra Bienal e assisti todos os desfiles que por lá rolaram, deu pra fazer um balanço bem pessoal das coisas que vi e que mexeram comigo nas apresentações.

Pra começar que foi um prazer abrir o dia com um desfile do Wagner Kallieno. Acho ele um designer que merece demais ser prestigiado, porque além de ser dono de uma moda super autoral, que vai atrás de materiais nacionais que são de uma qualidade gigante e que podem produzir uma moda universal, ele conseguiu mostrar que o que não falta é gente talentosa fora do tão visado eixo Rio-São Paulo-Belo Horizonte.

Depois veio a estreia maravilhosa da Ratier, meu desfile preferido do dia. Eu quero muito fazer um post só sobre a marca, porque fiquei completamente fissurada na proposta deles, mas vale dizer que a Ratier é do Renato Ratier, dono da D-Edge. O trabalho dele é muito focado no urbano e tem uma postura bastante underground (e que inclusive me lembrou Alexandre em começo da carreira) e uma amiga me contou que o conceito por trás da loja, do site e de tudo o que elas fazem e que orbitam em torno da marca, é altamente inspirador <3

O lado trevoso da Amapô

Teve também a Colcci, que fez seu primeiro desfile depois da saída da Gisele (acho que agora é pra valer mesmo haha), mas ainda assim, a apresentação tava completamente lotada, o que faz bastante sentido quando a gente lembra que a marca é uma das mais comerciais do evento.

E pra encerrar essa 40ª edição com um bom drama, veio a Amapô, com um casting e uma coleção super trevosos e performáticos. Tem o vídeo do desfile aqui pra quem quiser ver. Foi mara, foi bem feito, foi corajoso e muito a cara da Pitty e da Carô, designers da marca.

A única coisa chata foi o que aconteceu antes do desfile, quando depois de esperar muito tempo pra entrar na sala, o telão que deveria subir pra dar o start na apresentação, simplesmente travou. Só que é aquilo, né, gente, aparelhos dão problema, falhas acontecem e atrasos são chatos, mas infelizmente existem. Tenho certeza que as estilistas também tavam super chateadas com a situação, então nada justifica as vaias terríveis que rolaram, nada justifica a gritaria das pessoas atrás de mim de que isso era falta de respeito, nada justifica as grosserias que eu vi.  Era pra ter acabado de um jeito lindo, mas faltou educação e bom senso de uma grande parte da galera que foi ver o desfile.

E vocês, acompanharam essa edição? O que acharam? Contem aí nos comentários!

Bisou, bisous

Social Bauru Fashion Show 2015

Em 2013 e em 2014 eu tive a oportunidade de assistir ao Social Bauru Fashion Show, um evento que reúne marcas e lojas locais e nacionais para desfilarem e mostrarem um pouco do seu trabalho aqui em Bauru.

Por isso mesmo é tão legal que agora em 2015, na sua terceira edição, dê pra gente notar como o evento não apenas cresceu estruturalmente – estão aí os dois dia de desfiles que não me deixam mentir, além de todas as mudanças na apresentação e cenografia do espaço – além de ter aumentado seu número de marcas e lojas participantes.

O primeiro dia de desfiles contou a apresentação da Villa Novia, multimarca especializada em vestidos de noiva, Chica Brasil, marca de moda praia daqui de Bauru que é maravilhosa e participou das duas edições anteriores do evento, e Tânia Boutique, meu desfile preferido da noite, cheio de vestidos de festa deslubrantes.

Além disso, ainda tiveram as novas coleções arrasadoras da Carmen Steffens e Provence Lingerie, que deixaram as 400 pessoas que foram assistir aos desfiles, suspirando em alto e bom som.

A segunda noite também foi bastante agitada, com desfiles da Track  & Field, Hope, Canal e Santa Lolla. Além disso, na quinta foi dia da Vogue Casa de Moda se apresentar com vestidos da coleção Patrícia Bonaldi – que eu confesso, me fizeram querer morar dentro de cada um – assim como a Carmelina, minha loja queridinha, que encerrou a noite numa apresentação cheia de música, balões, piquenique, flores e estilo boho.

Pode até soar repetitivo, mas eu preciso dizer que acho importante mesmo que mais eventos assim aconteçam por aqui. Essa é uma forma de inteirar quem é da cidade a respeito da nossa moda local, mostrando marcas e lojas que às vezes não são conhecidas do público, e, claro, também gerar repercussão na região, fortalecendo nossa economia de moda. Porque né, tá mais do que na hora da gente olhar pra dentro e valorizar o que também é daqui.

E pra finalizar, queria que vocês ficassem com essas fotos maravilhosas do fotógrafo Willian Olivato, que mostrou os bastidores e os melhores momentos dessas duas noites de um jeito muito único e belo.

Bisous, bisous

Uma noite de moda em Bauru

Esse foi o segundo ano em que o Social Bauru, mídia online daqui da minha cidade, promoveu uma noite nada convencional para os bauruenses. Através do Social Bauru Fashion Show, evento que reúne lojas e marcas locais, essa é a segunda vez que a plataforma procura divulgar a moda da nossa cidade para as pessoas da nossa cidade.  E isso não é pouco, gente. Aliás, isso é muita coisa!

Conhecer e valorizar a moda e a arte da nossa região é importante não só pra sair fora dos grandes conglomerados de moda e assim pensar fora da caixa, mas importante também pra fazer crescer nosso produto regional. E, consequentemente, fazer com que nossa cidade e região ganhe cada vez mais importância dentro desse mercado.

Vale lembrar também que isso inclui as marcas que estão por todo o Brasil, mas que sempre reservam um olhar super atento pra nossa região. Sinal de que há uma troca e uma identificação entre os dois lados.

Curiosamente, só de olhar para o evento, já deu pra notar como as coisas mudaram nesse segmento do ano passado pra cá: toda a produção do show cresceu muito e o número de pessoas que comparecerem foi muito maior! (Aliás, pra quem perdeu o SBFS do ano passado, tem post aqui no blog contando sobre tudo que aconteceu.)

Esse ano, entre as marcas e lojas participantes estavam a Hope, marca giga de lingeries; a Chica Brasil, marca de moda praia e moda casual que sempre arrasa nas estampas e em peças mega confortáveis (a Chica tem lojas em Bauru, Ribeirão Preto, Londrina e Uberlândia!); a Universo Fitness, marca voltada para o mundo fitness e beach e que trouxe a blogueira Marina Iris, do By Marina, para a passarela (a marca tem lojas em Bauru e Botucatu); Carmen Steffens, super marca de calçados, roupas e acessórios femininos, com mais de 300 lojas espalhadas em 18 países; a Canal, marca feminina que eu não conhecia (shame on me) e fiquei verdadeiramente apaixonada (eles têm 26 anos de história [como eu não conhecia, gente?!] e 23 lojas espalhadas pelo Brasil); e , finalmente, a Carmelina, loja queridinha de tudo daqui da cidade.

Desfile da Carmen Steffens

Desfile da Carmen Steffens

Desfile da Carmen Steffens

Fila final do desfile da Carmen Steffens

Fila final do desfile da Carmen Steffens

Desfile da Canal

Desfile da Canal

Desfile da Canal

Desfile da Canal

Desfile da Hope

Desfile da Hope

Desfile da Universo Fitness

Desfile da Universo Fitness com Marina Iris, do Blog By Marina, na passarela

Desfile da Carmelina

Desfile da Carmelina

Detalhes da decoração do evento

Detalhes da decoração do evento

Detalhes da decoração do evento

Detalhes da decoração do evento

Como disse o Vinícius na abertura dos desfiles, quem sabe ano que vem a gente já não consegue aumentar o tamanho dessa apresentação e fazer uma semana de moda aqui em Bauru? Dedos cruzados e muito investimento na moda local que a gente chega lá!

Bisous, bisous