Meryl Streep e o Oscar #aquecimentoOscar

São 67 anos de vida e 40 anos desde que Meryl Streep estreou em seu primeiro filme. E pode até soar estranho e frio se prender a números quando estamos falando da carreira de uma atriz que já disse e continua a dizer tanto em suas atuações,  mas a verdade é que são eles quem nos ajudam a ter uma dimensão do que é essa história.

Pra começar que são 20 indicações ao Oscar e 29 ao Globo de Ouro (!), além de uma premiação em Cannes, duas no Emmy, duas no BAFTA e uma no Festival de Berlim. E não é só isso. Meryl recebeu ainda uma Medalha Presidencial da Liberdade – título que é considerado a mais alta condecoração civil dos Estados Unidos!

Meryl Streep

A primeira indicação de Meryl ao Oscar foi em 1979, como atriz coadjuvante pelo filme O franco Atirador. Só que já nessa época ela não era uma completa desconhecida do público. Além de ter atuado muito no teatro, inclusive em grandes produções da Broadway, Meryl havia estrelado a minissérie Holocausto, que havia tido um sucesso enorme de audiência e lhe rendido um Emmy de melhor atriz.

Foi assim que ela passou a se tornar uma figurinha carimbada nas premiações de Hollywood, especialmente porque em uma indústria tão complicada quanto essa, ela já chamava atenção pelo talento fora do comum. E assim sendo, o que não faltaram foram papeis difíceis – e extremamente elogiados pela crítica – que passaram a se suceder em uma velocidade chocante na sua carreira.

Ela foi uma mãe que lutava pela guarda de seu filho em “Kramer vs Kramer”, assim como uma pacata dona de casa vivendo um romance extraconjugal em “As Pontes de Madison”. Foi também uma professora de violino em “Música do Coração” e a temida editora da revista de moda Runway em “O Diabo Veste Prada”. Se transformou em Julia Child – a famosa autora de livros de culinária e apresentadora de TV – no filme “Julie & Julia”, e foi ainda uma socialite que sonhava obstinadamente em ser uma cantora de ópera (sem, no entanto, ter talento para isso) em sua mais recente indicação ao Oscar, em o longa “Florence – Quem é essa mulher?”.

As 20 indicações de Meryl Streep ao Oscar

Sempre colocando sua vida pessoal longe do olhar da imprensa, Meryl depositou toda a atenção dos fãs, de Hollywood e obviamente da crítica especializada nos trabalhos que fazia. E, muitas vezes, utilizou desse espaço que tinha para apoiar ou mesmo levantar questões importantes dentro e fora da indústria cinematográfica.

No último Globo de Ouro, por exemplo, quando recebeu uma homenagem na premiação, fez um discurso emocionante condenando as recentes medidas tomadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu deportar milhões de imigrantes. Além disso, em 2015, durante o discurso de Patricia Arquette no Oscar pedindo igualdade salarial para homens e mulheres, Meryl foi uma das primeiras a ficar de pé e gritar em apoio a colega de profissão.

Foi ela também uma das atrizes a participar de uma campanha em 2016 contra (novamente) Donald Trump, em oposição a comentários sexistas que o até então candidato à presidência havia falado. E foi a atriz também quem não teve medo de durante uma renomada premiação cinematográfica em 2014, relembrar os perigos de se “endeusar” certas figuras do cinema como Walt Disney, que a despeito de todo o trabalho que realizou, teve sua carreira marcada por episódios racistas e misóginos.

Meryl Streep no Oscar

Meryl recebendo a estatueta por Kramer vs Kramer em 1980

Considerada uma atriz que “começou tarde” na carreira, Meryl se tornou uma lenda viva no cinema. O recorde de indicações ao Oscar pertence a ela, que só não tem o maior número de estatuetas da premiação porque fica atrás da igualmente maravilhosa Katherine Hepburn – que ganhou 4 vezes enquanto Meryl “apenas” ganhou três.

Com um dos currículos mais respeitados da área, a atriz estará mais uma vez concorrendo ao Oscar desse ano como melhor atriz. Ela não é apontada como favorita para levar o prêmio pra casa, mas continua a fazer de seu nome uma presença constante no cinema e nas premiações da área, não importa quanto tempo passe ou quantas outras atrizes apareçam e (ainda bem) façam muito sucesso nas telonas.

Tudo porque, acredito eu, certos brilhos e um talento de verdade realmente nunca se apagam.

Beijos e até amanhã com mais #aquecimentoOscar!

Do cinema ao tapete vermelho: um longo post sobre o Festival de Cannes

Um dos mais importantes prêmios da indústria cinematográfica, o Festival de Cannes existe oficialmente desde 1946, logo após o final da Segunda Guerra Mundial, quando foi criado para prestigiar e valorizar o cinema a nível internacional, e competir com o Festival de Veneza. O evento acabou tendo tanta projeção dentro da indústria que se tornou uma referência na área, e especialmente a partir dos anos 50 passou a receber também muita atenção da mídia devido as celebridades que por lá passavam, ganhando assim um certo status de premiação glamourosa.

Pode parecer meio estranho esse tipo de definição, eu sei, mas o fato é que além da premiação de Cannes ser completamente diferente da do Oscar, por exemplo, que é muito mais comercial e atende um padrão de filmes hollywoodianos, ela também conseguiu seu próprio tipo de tapete vermelho, que tem um je ne sais quoi muito particular e elegante. Arrisco dizer que entre os muitos fatos que contribuem para isso está o próprio ritmo e foco que o evento tem, sendo uma competição com espaço para filmes conceituais e de diversas nacionalidades, além, é claro, do próprio local escolhido para o festival: a Riviera Francesa, uma das regiões mais turísticas e ricas do mundo.

Foto: http://blog.clickandboat.com/

O evento nasceu sob o nome de Festival Internacional du Film, e foi só mesmo em 2002 que passou a se chamar Festival de Cannes. Desde sua primeira edição, ele só deixou de acontecer em 1948 e 1950 por problemas financeiros, e já em 1955 institui a Palma de Ouro como prêmio máximo do evento.

Vale dizer, no entanto, que nem todos os filmes que são transmitidos na mostra concorrem à premiação. Antes do festival começar são selecionados apenas alguns poucos longas para concorrerem ao grande prêmio. Eles são transmitidos no festival junto à vários outros filmes importantes para a indústria naquele ano (e que sempre fazem seu début em Cannes), e ao final da mostra, são premiados em categorias como melhor atriz, melhor diretor, melhor ator, e, claro, melhor filme. Esse último, aliás, por uma regra instituída pelo próprio festival, não pode ser premiado em nenhuma outra categoria, levando pra casa “apenas” a tão desejada Palma de Ouro.

Ao longo desses muitos anos de premiação, alguns acontecimentos marcaram a história do festival. Em 1968, por exemplo, a mostra acabou muito antes do esperado e sem entrega de prêmios, já que o local foi tomado por protestos em apoio ao movimento “Maio de 68”.

Pra quem não sabe, maio de 68 foi um dos períodos civis mais turbulentos da recente história da França, já que começou como um protesto dos estudantes em prol de algumas reformas no sistema educacional e terminou em uma greve gigante de trabalhadores. Unidos, estudantes e operariado pararam o país e fizeram com que muitas outras áreas aderissem ao movimento em seu favor.

Profissionais do cinema, – especialmente os amantes da Nouvelle Vague – mostraram apoio ao movimento, e o Festival de Cannes daquele ano viu nomes como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Claude Lelouch, Roman Polanski e Alan Resnais boicotarem o evento.

Nesse ano, por motivos bastante diferentes, mas também importantes, a mostra novamente foi palco de algumas manifestações. Uma delas partiu de algumas atrizes – Julia Roberts, Kristen Stewart e Sasha Lane – que desfilaram descalças no tapete vermelho em protesto a um acontecimento do ano passado, quando algumas profissionais tiveram sua entrada proibida no festival por estarem sem salto (aproveitando o assunto “machismos no cinema”, falei sobre grandes diretoras e alguns preconceitos da profissão nesse post aqui)

Além disso, também nesse ano, uma manifestação política muito importante se deu em Cannes. A equipe do filme brasileiro Aquarius (que concorreu a Palma de Ouro) protestou contra o impeachment da presidenta Dilma, denunciando o golpe que vem sendo dado nos últimos dias no país. A notícia foi muito falada na mídia internacional, mas no Brasil acabou ganhando pouco ou quase nenhum destaque.

Uma das características mais marcantes do Festival de Cannes é o pôster que todo ano é lançado para divulgar a premiação. Desde 1946, várias ilustrações e fotos foram escolhidos para isso e aqui embaixo montei uma galeria com todas essas imagens, desde a primeira edição. Todos os pôsteres são maravilhosos, mas confesso que os de 72, 85, 2005, 2008, 2012 e 2013 são meus preferidos.

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Cannes costuma ter critérios muito específicos (e não muito comerciais) para sua premiação, o que quase sempre faz com que o filme ganhador da Palma de Ouro figure fora do circuito Hollywoodiano. Mas, vez em quando, alguns desses filmes mais conhecidos do grande público ganham destaque também na premiação. Foi o caso de Taxi Driver (1976), Apocalypse Now (1979), Pulp Fiction (1994), O Pianista (2002), A Árvore da Vida (2011) e Amour (2012).

Filmes brasileiros já tiveram também boas representações na premiação. “O Pagador de Promessas” (1962) de Anselmo Duarte é até hoje o único filme nacional a ter conquistado a Palma de Ouro, mas “Vidas Secas” (1963) de Nelson Pereira dos Santos já concorreu a premiação e “Eu Sei Que Vou Te Amar” (1986) de Arnaldo Jabor deu a Fernanda Montenegro, na época uma menina de 20 anos, o prêmio de melhor atriz do festival.

Fernanda Montenegro em cena do filme "Eu sei Que Vou Te Amar", pelo qual levou o prêmio de melhor atriz em Cannes

Fernanda Montenegro em cena do filme “Eu sei Que Vou Te Amar”, pelo qual levou o prêmio de melhor atriz em Cannes

Também na lista de filmes brasileiros em Cannes estão “Linha de Passe” (2008), de Walter Salles, vencedor do prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni, e o mais recente da lista, “Aquarius”(2016), de Kleber Mendonça Filho, que concorreu esse ano na disputa do festival.

Ainda que o evento não tenha nascido sob tal pretexto, Cannes ganhou ao longo dos anos um dos tapetes vermelhos mais estrelados e concorridos da história do cinema. Por lá já passaram os atores, músicos e diretores das fotos daqui de baixo, mas também muitos outros profissionais das mais diferentes áreas da indústria cinematográfica. Um festival que, definitivamente, tem muita história pra contar.

Lupita Nyong’o (2015)
 Lupita Nyong’o (2015)
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Fotos das galerias: www.festival-cannes.fr

Bisous, bisous e até a próxima

TAG: com que filme eu vou

Desde que eu descobri a newsletter da Anna, fiquei completamente viciada em todos os lugares que ela escreve, incluindo o seu blog, o So Contagious, de onde eu descaradamente roubei essa tag aqui. Ela é uma tag de filmes e vocês sabem como eu amo falar sobre isso (ainda que meu desafio do “1001 filmes para ver antes de morrer” esteja estacionado há milênios no vídeo de apresentação).

Pois bem, quero voltar em breve aqui pra indicar decentemente a newsletter dela e de algumas outras meninas maravilhosas que venho acompanhando, mas, por ora, vamos falar de filmes pra assistir nas mais diferentes situações, fechado? Já aviso que eu fiz uma pequena misturinha e respondi algumas categorias de forma mais geral e algumas de forma bem pessoal. Espero que não tenha ficado confuso.

1. Um filme para assistir sozinha: 

Noah Baumbach (2012)

Eu não sei nem como classificar um filme como Frances Ha. Ele é leve, mas tem momentos de tensão também. É engraçado, mas me fez sentir um aperto no peito em vários cenas. É sobre uma história quase que banal, mas que ganha uma profundidade gigante ao longo da seu desenrolar. Definitivamente, algo difícil de classificar.

O que dá pra dizer é que Frances Ha é um filme que te faz mergulhar dentro dele e experimentar diversos sentimentos diferentes. E acho que filmes assim, quando vistos sozinhos, tornam a experiência ainda mais intensa, mais transformadora. Vale a pena ver aproveitando cada cena, cada momentinho de beleza que ele tem.

Sei que vocês não vão se arrepender.

2. Um filme para assistir quando está chovendo: 

Giuseppe Tornatore (1988)

Cinema Paradiso, além de ser um dos meus filmes preferidos da vida, tem aquele tipo de história impossível de não emocionar o mais duro dos corações. Tenho pra mim que a melhor forma de assistir a esse filme é em um dia chuvoso, debaixo das cobertas, comendo muita pipoca e chorando e rindo sem pudores em cada uma das suas cenas maravilhosas.

Ele foi o vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1990 e, no fundo, ele nada mais é do que uma grande ode ao cinema, a todas as suas histórias e a toda a sua importância na vida das pessoas.

De uma delicadeza e inocência gigantes, tem aqui o trailer do filme pra quem quiser dar uma olhadinha.

3, Um filme para te fazer dormir: 

Ti West (2012)

Eu sou fã assumida de histórias de terror/suspense. Assisto tudo que vocês possam imaginar de filmes nessa categoria, indo dos clássicos aos blockbusters e passando ainda por aqueles filmes lado B mega trashs que quase ninguém nunca escutou falar.

Tem muita porcaria no meio? Claro que tem. Mas é uma alegria muito grande (meio creep isso, eu sei haha) quando a gente acha um bom filme na categoria, desses que tem uma história sólida, um enredo bem amarrado e que não menospreza a inteligência do espectador. E sim, era exatamente tudo isso que eu tava esperando quando fui assistir esse filme aqui.

Além de Hotel da Morte ser do Ti West, um dos diretores de terror mais aclamados dos últimos anos, os elogios ao longa foram bastante impressionantes. A crítica especializada amou o filme e eu fui com as minhas expectativas lá em cima pra assistir aos seus 90 minutos de história. Bom, vocês já podem imaginar que eu tive um tombo daqueles, né? Aliás, não só eu, mas praticamente todo mundo que foi assistir, já que esse é um daqueles clássicos filmes que agrada muito ao pofissionais de cinema, mas que deixa nós, meros mortais, sem entender o porquê de tanto alvoroço.

Pra piorar a situação o filme tem um ritmo extremamente lento, mas assim, extremamente lento mesmo. E não de um jeito interessante, que cria um terror psicológico na gente. Na real é de um jeito que faz todo mundo morrer de sono e nem se importar em saber o que vai acontecer no final da história.

4. Um filme para assistir bêbada:

Seth Rogen e Evan Goldberg (2013)

Esse filme tem tantas coisas bizarras acontecendo ao mesmo tempo que deve ser muito maravilhoso assisti-lo estando bêbada. A bem da verdade, o roteiro dele é tão doido que pode muito bem ter saído de uma noite de porre do Jay Baruchel e do Seth Rogen. Posso até imaginar eles muito loucos, contando um para o outro sobre um monte de histórias doidas sobre o fim do mundo, até que de repente alguém fala “imagina se isso virasse um filme!”.

Pronto, tava aí a chance desses caras (e mais James Franco e toda essa turminha de sempre) usarem um pouquinho do dinheiro que eles tem pra fazerem um filme doido, sem compromisso algum, mas que no fundo é uma zoeira com eles mesmos e com todos os filmes que eles já fizeram. E tudo isso com participações de um monte de gente famosa, como Rihanna e Emma Watson.

5. Um filme para passar enquanto você está fazendo outra coisa:

Gil Junger (1999)

Vejam bem, 10 coisas que eu odeio em você é um filme adorável. Além de ser um dos melhores romances teenagers já produzidos, ele tem uma cena musical impagável, com Heath Ledger cantando e dançando Can’t Take My Eyes Off You. Só que como esse é um filme que todo mundo já viu incontáveis vezes, seja por vontade própria ou por ele sempre passar na TV, a gente praticamente já decorou as cenas, as falas e toda a sequência da história (tudo bem, essa parte eu devo estar falando apenas por mim haha).

Anyway, o filme é ótimo pra quando a gente tá arrumando a casa, ou cozinhando ou fazendo qualquer outra coisa do tipo. Quando rola um tempinho, é só olhar pra tela que a gente ainda sabe o que tá acontecendo.

6. Dois filmes para serem assistidos em sequência:

William Wyler (1953)

Blake Edwards (1961)

A escolha mais óbvia pra essa categoria seria é claro a de colocar uma sequência de filmes, tipo “Meu primeiro amor” e “Meu primeiro amor – parte 2”. Mas, assim como a Anna fez, preferi optar por dois filmes que não tem relação direta entre si, mas que ainda assim tem um vínculo bastante forte. No caso, um vínculo chamado Audrey Hepburn.

O filme A Princesa e o Plebeu, de William Wyler, foi responsável pela estreia de Audrey nas telonas. Na verdade, ela até já tinha feito outros filmes antes, mas em papéis muito menores, o que tornava a princesa Ann de fato sua primeira protagonista. E a sua estreia foi tão triunfal que de cara Audrey conquistou um Oscar de melhor atriz. Além disso o filme é uma graça, cheio de delicadezas e cenas lindas de Roma, e a química entre Audrey e Gregory Peck é tão boa que você torce o tempo todo para que o dia de plebéia da princesa nunca mais termine.

Bonequinha de Luxo, em contrapartida, mostra um outro lado da atriz. O filme foi a consagração da carreira de Audrey e transformou a sua personagem em uma referência atemporal para diversas garotas que se apaixonavam por seu tubinho preto e seu colar de pérolas.

Assistir os dois filmes em sequência, além de ser delicioso, mostra a evolução de uma das atrizes mais incríveis que Hollywood já teve, em dois momentos chaves que fizeram a imagem de Audrey perdurar como um ícone ate hoje. É legal ver essas diferenças e, claro, aproveitar dois filmes tão lindos e com histórias tão envolventes.

7. Um filme para (não) assistir com o namorado:

Tom Hooper (2012)

Foi bem difícil pensar em um filme pra essa categoria, especialmente porque nos meus quase sete anos de namoro com o Di, a gente já assistiu filmes de tudo quanto foi tipo, desde os que eu morri de rir, morri de chorar ou morri de tanto tomar susto.

Sendo bem pessoal nessa resposta, acho que o único filme que eu não veria (e de fato não vi, já que nem ele e nem nenhum dos meus amigos quis assistir ao filme comigo e eu acabei indo ao cinema sozinha) é Os Miseráveis do Tom Hooper. Nem tanto por ele não se interessar pela história, mas pura e simplesmente pelo fato de que Os Miseráveis é um musical e Diego tem zero de paciência com musicais (na verdade só os de cinema, os de teatro ele gosta).

Eu, em compensação, indico fortemente esse filme haha. Ele é maravilhoso do começo ao fim, tem cenas super fortes e conta uma das histórias mais maravilhosas que eu já vi, que se passa ao longo da Revolução Francesa. Sou doida pra ler o livro também, que é do escritor francês Victor Hugo.

8. Um filme para assistir com amigos:

Christopher Smith (2009)

Eu falei que sou a doida dos filmes de terror/suspense, né? O que talvez eu não tenha falado é que eu tenho uma turma de amigos tão louca quanto eu por filmes desse tipo. E Triângulo do Medo foi um dos melhores longas que a gente já viu juntos!

No começo ele até parece ter uma história de suspense qualquer, mas conforme o filme vai se desenrolando a gente vai percebendo que as coisas não são bem assim, e que existem diversas teorias e caminhos malucos que ele toma e que contradizem tudo aquilo que a gente imaginava que era certo.

Sério, se você tem amigos que também gostam de longas de suspense, vocês precisam assistir esse filme aqui juntos! Tenho certeza que vocês também vão ficar discutindo sobre todas as possibilidades malucas que vão surgindo (durante e mesmo depois do filme acabar) e debatendo qualquer detalhezinho que aparece na tela – e que pode mudar a história toda.

9. Um filme para assistir com a sua mãe:

Brian Percival (2014)

Mais uma resposta pessoal hehe. Talvez A Menina que Roubava Livro não seja o filme mais indicado pra essa categoria, mas como eu assisti ele no cinema com a minha mãe e nós duas gostamos do filme e ficamos um tempão conversando sobre tudo que aconteceu, foi inevitável que ele fosse o primeiro longa a aparecer na minha cabeça.

O filme é inspirado no livro homônimo escrito por Markus Zusak e é contado do ponto de vista da Morte, que observa os passos dados pela garota Liesel Meminger durante a Segunda Guerra Mundial. Eu já o tinha lido muito antes do filme, o que me fez ir preparada emocionalmente para o cinema. E, claro, não adiantou nada. Ainda que o filme não tenha a mesma profundidade do livro, ele é bastante triste e poético, e mexeu muito com a gente. Sabe filme que faz você ficar pensando nele um tempão mesmo depois que a sessão terminou? Esse daqui é um deles.

10. Um filme para assistir com o seu pai:

Steven Soderbergh (2001)

Eu tenho bastante certeza que Onze Homens e um Segredo é o típico filme que meu pai adoraria assistir. Ele tem todos os pontos fortes dos filmes de ação, tem bons atores no elenco e tem uma história bastante interessante, que prende a gente do começo ao fim.

Ainda que eu não seja fã dos filmes do gênero, esse é um dos poucos que eu adoro. Acho o máximo esses filmes de ação que têm planos inteligentíssimos por trás (na história, 11 ladrões especialistas em diferentes áreas arquitetam um plano para assaltar três grandes cassinos de Las Vegas na mesma noite).

O filme, aliás, teve duas continuações: o Doze Homens e Outro Segredo, lançado em 2004, e o Treze Homens e Um Novo Segredo, de 2007, ambos também do Steven Soderbergh.

 

E vocês, o que indicariam em cada uma dessas categorias?

Bisous, bisous e até amanhã!

Os filmes que concorreram na categoria de melhor figurino do Oscar

Eu sei que o Oscar já passou, mas, mesmo tendo feito dois posts de aquecimento aqui no blog, ainda assim quis voltar e escrever sobre os filmes que concorreram na categoria de melhor figurino. Isso porque, como vocês sabem, eu sempre faço uma maratona com todos os indicados, e ainda que esse ano eu tenha ficado um pouco decepcionadas com a lista no geral, achei que especialmente nessa categoria os concorrentes estavam muito fortes.

Os cinco filmes desse ano além de serem muito originais em seus figurinos (mesmo quando a história já era uma velha conhecida nossa), utilizaram-se de tecidos, técnicas, recursos, histórias e contextos muito diversos para criarem suas roupas. Ainda que Mad Max tenha sido o grande vencedor da categoria, em aspectos diferentes, todos foram muito geniais. Portanto, aqui embaixo falei sobre os cinco incríveis longas que concorreram a melhor figurino do Oscar, contando um pouquinho sobre sua história e todo o processo de criação de suas roupas e acessórios.

Adaptado pelo direto Todd Haynes do livro de mesmo nome da autora Patricia Highsmith, Carol se passa na Nova York dos anos 50, quando duas mulheres muito fortes e independentes, mas que possuem estilos de vida e idades completamente diferentes, se conhecem e se apaixonam.

Além de duas protagonistas maravilhosas, – Cate Blanchett (Carol) e Rooney Mara (Therese) – o filme tem ainda por trás de si a mão de Sandy Powell, uma das maiores figurinistas de Hollywood. Profissional tarimbada no Oscar, ela já teve 14 filmes indicados à estatueta de melhor figurino, tendo sido três vencedores: Shakespeare Apaixonado de 1998, O Aviador de 2004 e a Jovem Rainha Vitória de 2009.

Logo que a gente vê os primeiros looks de Carol e Therese, já conseguimos perceber que o guarda-roupa das duas é muito diferente, ainda que ambos representem estilos que se sobressaíram na década de 50. Em uma entrevista para a Variety, Sandy contou, por exemplo, que ainda que ela seja uma grande fã de cores chamativas, os figurinos das duas são no geral de tons sóbrios e frios, sendo assim mais fiéis à época e lugar onde a história se passa.

Enquanto Carol, uma mulher experiente e rica, veste roupas e acessórios mais glamourosos, como casacões, conjuntinhos, jaquetas trapézio, lenços e óculos estilo gatinho, Therese tem um estilo mais simples, com pouca mistura de tecidos ou volumes. Ainda que eu tenha ficado apaixonada pelo figurino de Carol, que tem uma vibe bem lady like, achei superinteressante o fato de que as roupas de Therese foram todas garimpadas em brechós. Pouco se ligou para etiquetas ou nomes de marcas famosas no figurino do filme, porque o intuito foi mesmo o de resgatar a moda da época da forma mais literal possível.

Concorreu também nas categorias de: melhor atriz (Cate Blanchett), melhor trilha sonora, melhor roteiro adaptado, melhor fotografia e melhor atriz coadjuvante (Rooney Mara)

Um dos filmes mais badalados da noite, especialmente por ter sido o responsável por Leonardo DiCaprio finalmente levar uma estatueta para casa, O Regresso (The Revenant, em inglês) é do diretor Alejandro González Iñárritu. Baseado em eventos reais, ele conta a história de Hugh Glass (Leonardo DiCaprio), um caçador que parte numa expedição pelo deserto dos EUA, acaba sendo atacado por um urso, traído por um de seus companheiros e vendo seu filho ser assassinado.

Depois de quase morrer por ter sido largado para trás, Hugh parte atrás de John Fitzgerald (Tom Hardy) em busca de vingança, numa jornada épica, cheia de cenas sobre o poder da natureza e da força espiritual.

Com quase três horas de duração, o filme que foi gravado ao longo de nove meses na Argentina e no Canadá, em ambientes externos e apenas com luz natural, teve também seu figurino como um dos maiores trunfos para torná-lo o mais verídico possível. A grande responsável por tudo isso foi Jacqueline West, designer de moda e figurinista que já teve outras duas indicações ao Oscar pelos filmes Contos Proibidos do Marquês de Sade de 2000 e O Curioso Caso de Benajmin Button de 2008.

Apesar de ter me decepcionado um pouco com O Regresso, achei bastante curioso e incrível como Jacqueline conseguiu fazer de um filme que é completamente o oposto das grandes produções
luxuosas que muitas vezes concorrem nessa categoria, um longa que tem um figurino extremamente complexo, bem pensado e que retrata de maneira bastante fiel o ambiente e ritmo da história.

Li uma matéria no UOL que contava que para costurar as roupas, a figurinista se aprofundou em técnicas muito próximas as usadas pelos caçadores da época (1820), criando réplicas de processos feitos com intestinos secos de pequenos animais. Já para impermeabilizar os casacos, foi usado gordura animal misturada com terra, criando uma cor e brilho especiais às peças.

Um dos maiores destaques desse figurino foi com certeza a pele de urso usada por Leonardo DiCaprio em grande pate do filme. A pele era de verdade e quando molhada chegava a pesar mais de 45kg! Como ao longo do filme ela e todos os outros figurinos vão sendo envelhecidos, surrados e sujos, foram feitas várias réplicas do casaco, de forma a se obter uma para cada desventura passada pelo ator em cena.

Concorreu também nas categorias de: melhor filme, melhor design de produção, melhores efeitos viuais,melhor montagem, melhor ator codjuvante (Tom Hardy), melhor edição de som, melhor mixagem de som e melhor cabelo e maquiagem.

Vencedor nas categorias de: melhor diretor, melhor ator (Leonardo DiCaprio) e melhor fotografia.

Adaptado do livro homônimo escrito por David Ebershoff (que foi baseado nos diários da protagonista), A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl, em inglês) conta a história do casal de artistas Einar Weegener (Eddie Redmayne) e Gerda Weneger (Alicia Vikander). A história se passa na Copenhagem dos anos 20 e ainda que romanceada, conta o momento em que durante o casamento dos dois, Einar toma consciência de viver em um corpo em que não se reconhece. É nesse contexto que surge então uma das primeiras transexuais da história a passarem por uma cirurgia de mudança de sexo.

Einar se transforma em Lili Elbe e, junto a isso, muda-se também seu comportamento, jeito de falar, traquejos, desejos e, claro, suas roupas. Com inspirações vindas de grandes nomes da moda na época, como Coco Chanel, Jeanne Lanvin e Paul Poiret, o figurinista Paco Delgado fez com que a transição de guarda-roupa de Einar para Lili fosse linda de se ver na medida em que refletia as próprias descobertas que a protagonista enfrentava.

Saem as roupas super ajustadas e austeras de Einar e entram em cenas as peças e tecidos fluidos de Lili. Ainda que aos poucos, o guarda-roupa da protagonista vai ganhando cores, volumes e formas diferentes, especialmente quando o casal se muda para Paris, um dos ambientes culturais e intelectuais mais efervescentes da época.

As pesquisas de Paco, – que também já foi indicado para a categoria de melhor figurino por Os Miseráveis, de 2012 – acabaram fazendo com que Edddie Redmayne não precisasse de enchimentos quando no corpo de Lili. Isso porque, seguindo a moda da época e os padrões de beleza impostos, os corpos das mulheres tendiam a ser mais retos, sem peças que marcassem seus quadris ou seios. Assim, Eddie usou apenas um espartilho para deixá-lo mais esguio e lânguido, dando ao ator mais movimento em cena.

Concorreu também nas categorias de: melhor ator (Eddie Redmayne) e melhor design de produção.

Vencedor nas categorias de: melhor atriz coadjuvante (Alicia Vikander).

Ainda que eu tenha ressalvas sobre essa adaptação que Cinderela ganhou no ano passado, a história da garota explorada pela madrasta que ganha uma noite de “princesa” graças a sua fada madrinha (Helena Bonham Carter), continua a conquistar diferentes gerações e é sempre muito bonitinha de se ver. O figurino, é claro, é uma paixão à parte, e pelas mãos de Sandy Powell (olha ela aí de novo!) fica ainda mais rico de referências e belezas.

As inspirações pra madrastá má (Cate Blanchett) e suas filhas (Holliday Grainger e Sophie McShera) tem claras influências dos anos 50, década de estilo bastante clássico e glamouroso, que deixava em bastante evidência a feminilidade da mulher. Os acessórios de cabeça, os vestidos armados, os tecidos leves e fluidos, e o corpo bastante marcado são características-mor da época e podem ser muito bem observadas nas três atrizes e em outras mulheres da alta sociedade (sic) da história.

Mas é claro que no conto de fadas de Cinderela, é seu sapatinho de cristal e sua roupa para o baile, – que em todas as suas versões sempre chamou muita atenção – as grandes estrelas do figurino. Para confecicionar o maravilhoso vestido azul que a menina vai à festa, Sandy criou uma das peças mais lindas e trabalhosas que lembro de ter visto no cinema até hoje.

A atriz Lily James, além de usar um espartilho para deixar seu corpo mais modelado, também usou uma estrutura de aço enorme para dar sustentação a sua roupa. E que roupa! Para confecicionar o vestido, foram usados centenas de metros de seda, dispostos em diversas camadas, com aplicações de cerca de 10 mil cristais Swarovski! E se não bastasse tanto luxo para uma só peça, ainda foram feitas 8 réplicas da roupa, com pequenas alterações em cada uma, para que o vestido se “adaptasse” a diferentes tipos de cena.

A cor da roupa, aliás, foi um dos detalhes mais pensados e discutidos ao longa da produção, já que o azul final do vestido deveria ser de um tom que reluzisse e se sobressaíse de uma maneira única no baile. Depois de muitas pesquisas, chegou-se finalmente a esse tom da imagem, que pra mim é um azul super onírico, bem cor de conto de fadas mesmo.

Salvo todas essas belezes da produção, apenas um detalhe parece ter “manchado” um pouco o tão maravilhoso figurino da história: a cintura finíssima com que a a atriz Lily James apareceu na cena do baile. Essa questão foi duramente criticada pelo público, que acusou o longa de celebrar um padrão irreal e preocupante de corpo para milhares de crianças e jovens. Mesmo com a fugirinista Sandy Powell e a própria Lily dizendo que a cintura da cena foi apenas um efeito de ilusão de ótica do vestido e não o resultado de uma intervenção de photoshop, a polêmica demorou muito tempo para acabar.

O filme não concorreu em outras categorias.

O grande vencedor de melhor figurino da noite (e que ganhou mais cinco estatuetas) foi um dos meus filmes preferidos do ano passado. E confesso que por mais que eu achasse que Spotlight levaria a estatueta de melhor filme pra casa (acho que ele tem a “cara” típica dos filmes que o Oscar premia), lá no fundinho eu desejava muito que Mad Max ganhasse essa também.

Gravado todo no deserto da Namíbia e com direção de George Miller, o filme se passa em um futuro pós-apocalíptico em que além de haver muitas guerras, intempéries e pobreza, a água se tornou um bem bastante escasso. Para fazer jus aos personagens bastante únicos, cada figurino foi pensado de maneira diferente, nos mais ínfimos detalhes, e produzido com materiais nada convencionais.

Couro, plástico, pedaços de bonecos e celulares, medalhas e partes de carros e talheres (!) são alguns dos elementos que compõem as roupas do elenco. A figurinista Jenny Beavan, que já foi indicado outras nove vezes ao Oscar e foi vencedora em 1985 pelo filme “Uma Janela para o Amor”, foi a responsável por montar roupas que além de mostrarem todas as agruras sofridas, como sujeira, desgaste e doenças, ainda fez com que elas conversassem com a história de cada personagem.

Furiosa (Charlize Theron), por exemplo, é uma das personagens mulheres mais fortes que já vi no cinema (alguém me explica por que ela não foi indicada a melhor atriz?!) e suas roupas e acessórios foram todos pensados para tornar sua imagem ainda mais forte e destemida, deixando de lado toda e qualquer feminilidade. O próprio Mad Max (Tom Hardy) é bastante inspirado no primeiro herói da franquia, só que aqui em uma versão ainda mais desgastada; e o vilão-mor da história, Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), carrega uma das peças mais chocantes e imponentes do filme: uma máscara que o permite respirar e que imita a arcada dentária de um cavalo.

Existem ainda os The War Boys, quem tem na sua maquiagem um dos elementos mais marcantes do longa (outra categoria, aliás, na qual o filme foi vencedor), e claro, as esposas de Immortan Joe, que são um choque de beleza e frescor e que usam tecidos leves, claros e fluidos.

Ou seja, um filme que definitivamente levou a excelência de seu roteiro para cada um dos trajes que fez.

Também concorreu nas categorias de: melhor filme, melhor diretor (George Miller), melhor fotografia e melhores efeitos especiais.

Também ganhou nas categorias de: melhor design de produção, melhor montagem, melhor cabelo e maquiagem, melhor mixagem de som e melhor edição de som.

BIsous, bisous

As músicas que ganharam um Oscar

Em uma noite onde filmes é que deveriam brilhar, vocês não acham curioso que exista uma categoria no Oscar que premie a área musical? Intrusa na festa, a categoria de melhor canção original foi adicionada a premiação em 1935 e, desde então, vem revelando músicas que não são apenas importantes dentro do filme em que estão, mas que também são fortes, emocionantes e possuem letras e melodias incríveis mesmo fora deles.

Fiz uma listinha então de algumas músicas que já ganharam o Oscar, que entraram pra história – da indústria cinematográfica e fonográfica – e que eu adoro! Pra quem quiser ver a lista completa de músicas vencedoras, é só clicar aqui.

 

Selma (2015)
Glory | John Legend e Common

No ano passado quando falei sobre os longas que estavam concorrendo a estatueta de melhor filme, cheguei a comentar que apostava todas as minhas fichas que Glory do filme Selma seria a grande canção vencedora da noite. Dito e feito! A música é maravilhosa (olha essa letra!) e tem uma presença enorme no filme. Ganhou merecidíssimo.

 

Frozen (2014)
Let it go | Idina Menzel

Frozen foi o filme que definitivamente fez a Disney reviver seus momentos áureos dos anos 90. Valente, de 2012, já tinha feito um ensaio desse retorno, mas foi mesmo com o filme da princesa que tem poderes mágicos de criar gelo que o estúdio fez um sucesso estrondoso ao redor do mundo.

O mesmo aconteceu com Let it Go, trilha sonora do longa interpretada por Idina Menzel, que também resgatou o legado de grandes canções que a empresa sempre teve (nas próximas músicas desse post vocês vão entender o que eu tô falando!).
Além da canção original que toca no filme, há uma versão da música interpretada pela Demi Lovato.

 

Quem quer ser um milionário? (2009)
Jai Ho | A. R. Rahman

Quem quer ser um milionário, apesar de britânico, é inspirado em um livro do escritor indiano Vikas Swarup e foi todinho gravado na Índia. Ao todo, o filme recebeu 10 indicações ao Oscar, das quais ele ganhou oito, inclusive a de melhor filme.

A música Jai Ho é de A. R. Rahman, mas acabou ganhando uma versão mais popular quando o cantor a gravou junto com as meninas do Pussycat Dolls.

 

8 miles (2003)
Lose Yourself | Eminem

Estrelado pelo próprio Eminem, 8 miles – Rua das Ilusões é um filme sobre um jovem rapper lutando contra seus problemas pessoais. O filme foi bem recebido pela crítica na época do lançamento e a música Lose Yourself, eu lembro bem, tocava quase que em repeat nas rádios e na MTV.

 

Tarzan (2000)
You’ll be in my heart | Phil Collins

Como eu havia comentado lá em cima, é impressionante (e merecido) como as animações da Disney dominaram o Oscar durante toda a década de 90!

Além da própria premiação, Tarzan também ganhou o Globo de Ouro de melhor canção e uma indicação ao Grammy. A sua versão em português foi gravada por Ed Motta e recebeu o nome de “No meu coração você vai sempre estar”.

Ps: escutei umas cinco vezes essa música antes de subir o post e é impressionante como cada vez ela fica mais linda!

 

Príncipe do Egito (1999)
When you believe | Stephen Schwartz 

Nunca assisti O Príncipe do Egito, mas é praticamente impossível ter nascido no começo dos anos 90 e nunca ter escutado essa canção nas vozes de Mariah Carey e Whitney Houston. A música foi um sucesso enorme na época e acabou sendo indicada também para melhor canção do Globo de Ouro. A letra é do compositor Stephen Schwartz (que também escreveu letras para Pocahontas e O Corcunda de Notre Dame) e o filme é do estúdio Dreamworks.

 

O Rei Leão (1995)
Can you fell the love tonight | Elton John

O Rei Leão é uma animação meio que sem precedentes na história do cinema, né? Até hoje, mesmo que animações com gráficos e enredos completamente incríveis tenham sido lançados, o filme acabou conquistando um espaço e uma importância só dele, impossível de tirar.

No ano em que Can you feel the love tonight ganhou como melhor canção do Oscar (e do Globo de Ouro!), mais duas músicas do filme também concorriam nessa categoria: a divertidíssima Hakuna Matata e Circle of Life. O longa levou ainda o prêmio de melhor trilha sonora nas duas premiações e de melhor filme de comédia ou musical no Globo de Ouro.

 

A Bela e a Fera (1992)
Beauty and the best | Alan Menken 

Além de ser um dos meus filmes preferidos da Disney e ter essa canção maravilhosa de trilha sonora, A Bela e a Fera foi um filme tão bem feito, tanto no que diz respeito ao seu roteiro quanto na sua parte artística, que foi a primeira animação da história a concorrer ao Oscar de melhor filme.

Além da própria música Beauty and the Beast, o filme também concorreu com mais duas músicas na categoria de melhor canção. As escolhidas foram Be our Guest e Belle (lembram do verso “The must be more than this provencial life”? <3). As três músicas foram feitas por Alan Menken, responsável por várias das trilhas sonoras da Disney.

Outras músicas que ele fez para a empresa e ganharam na categoria de melhor canção foram Under the Sea de A Pequena Sereia (1990), A Whole New World de Aladin (1993) e Colors of the Wind de Pocahontas (1996).

Dirty Dancing – Ritmo Quente (1988)
(I’ve had) The time of my life | Bill Medley e Jennifer Warnes

Provavelmente um dos filmes mais vistos e revistos da Sessão da Tarde, Dirty Dancing já apareceu aqui no blog em um outro post, quando falei sobre as minhas cenas musicais preferidas. E confesso, ele é sim um dos meus melhores guilty pleasures!

Além do Oscar, a música tema do longa concorreu ao Globo de Ouro, onde o próprio filme foi indicado a melhor filme de comédia/musical, e Patrck Swayze e Jennifer Grey a melhor ator e melhor atriz, respectivamente.

 

Flashdance (1984)
Flashdance… What a felling | Giorgio Moroder

Ok que eu tenho essa falha cinéfila de nunca ter assistido Flashdance, mas mesmo quem nunca assistiu ao filme já deve ter visto a cena final da história, quando a atriz Jennifer Beals dança ao som dessa música.

O filme virou um clássico dos anos 80 e no Oscar daquele ano foi indicado também nas categorias de melhor fotografia, melhor edição e melhor trilha sonora.

 

Fama (1981)
Fame | Michael Gore

Sabem aquelas músicas de final de festa? Pois bem, Fame com certeza vai estar nessa playlist. E eu acho a música divertidíssima, mas confesso que foi só quando selecionava as músicas que iam entrar nesse post que descobri que ela fazia parte de um filme.

Esse musical dos anos 80, aliás, parece ter uma vibe meio Glee, contando a história de oito adolescentes que sonham entrar na Escola de Artes Performáticas de New York. As poucas cenas que vi me deixaram bem curiosa pela história e coloquei na minha lista pra ver em breve.

 

Butch Cassidy (1970)
Raindrops Keep Fallin’ on My Head | Burt Bacharach

Estrelado por Paul Newman, Butch Cassidy chegou derrubando a porta – e tudo que tivesse atrás dela – do Oscar de 1970: além de concorrer para melhor filme, melhor diretor e melhor mixagem de som, o longa ganhou nas categorias de melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor trilha sonora, e claro, melhor canção original.

A música Raindrops Keep Fallin’ on My Head foi o sucesso musical número 1 dos anos 70 e ganhou uma dimensão tão maior do que o filme nos anos posteriores que chegou a entrar para o top 100 de maiores canções de todos os tempos da Billboard.


Bonequinha de Luxo (1962)
Moon River | Henry Mancini (interpretado por Audrey Hepburn)

Moon River é uma das minhas músicas preferidas da vida e tem uma letra que me toca e emociona muito. Aliás, acho que não só eu, afinal a canção foi a vencedora do Oscar e do Grammy de 1962.

A cena em que Audrey Hepburn toca violão e canta a música na janela do seu apartamento ficou eternizada na história do cinema e deu ainda mais beleza e leveza ao filme de Blake Edwards.

 

Pinóquio (1941)
When  you wish upon a star | Leigh Harline (interpretado por Cliff Edwards)

Pinóquio foi o segundo filme produzido pela Disney (o primeiro foi A Bela Adormecida) e como muitos de vocês devem saber, conta a história do bonequinho de madeira que se torna um menino de verdade graças aos poderes mágicos da fada azul.

A letra da música “When you wish upon a star” é das coisas mais maravilhosas que eu já escutei na minha vida e ainda que Pinóquio não seja das minhas histórias preferidas, sempre tive um carinho especial pelo personagem de Geppeto, o entalhador que cria o boneco.

 

O Mágico de Oz (1940)
Somewhere over the rainbow | Harold Arlen (interpretado por Judy Garland)

É incrível como essa música já foi regravada tantas vezes, cantada em inúmeros programas e competições de TV, e recebido os mais diferentes tipos de versões, mas ficou para sempre marcada na voz de Judy Garland.

A atriz que fazia a Dorothy em O Mágico de Oz, mesmo tão novinha tinha uma voz linda e afinada e teve a música feita especialmente para ela.  Assim como desejava sua personagem, a canção fala sobre a existência de um lugar além do arco-íris, onde os problemas derretem como balas de limão e os sonhos se tornam realidade.

 

Ritmo Louco (1937)
The way you look tonight | Jerome Kern

Qualquer filme com Fred Astaire já ganha de cara um sorriso meu, especialmente se esse filme tem o ator cantando uma música tão bela quanto The Way You Look Tonight.  De brinde, Swing Time tem ainda Ginger Rogers, atriz ganhadora do Oscar em 1941 e que ao longo de sua carreira fez inúmeras parcerias com Fred Astaire no cinema.

 

Bisous, bisous e semana que vem tem mais post do #aquecimentoOscar!!