Desbravando São Paulo #4

Não sei se já falei sobre isso em algum momento aqui do blog, mas até pouco tempo, uns dois anos acho eu, eu tinha esse sonho de ir morar em São Paulo.

Eu achava a cidade linda, surpreendente, cheia de oportunidades, e me encantava essa ideia de um dia morar lá e poder aproveitar essas muitas maravilhas que ela tinha pra oferecer.

Acontece que com o tempo – e com essas experiências que a gente vai tendo com a vida – eu comecei a perceber que por maior que fosse meu amor por São Paulo, essa cidade pra mim tinha muito mais a ver com renovação e gratidão, do que exatamente com estadia.

Não é como se eu não amasse mais – ao contrário, eu a amo muito – mas acho que agora, com as coisas que tenho vivido agora, com as necessidades que tenho agora, com os desejos que tenho agora, São Paulo só pode mesmo ocupar esse espaço na minha vida. E eu tô bem com isso.

Tão bem, que toda vez que eu vou pra lá, eu faço questão de aproveitar cada cantinho e cada esquininha da cidade, pra me inspirar com as pessoas, os lugares e as experiências daquela visita e voltar renovada pra casa. E na minha última estadia passei um sábado tão maravilhoso e divertido com a Babi, que no final do dia eu já sabia que ele renderia um desbravando São Paulo foda aqui no blog.

Olha só…

Eu pedi pra Babi me levar no Beco do Batman porque tinha visto alguém postando uma foto de lá (Desculpa, gente, não lembro quem é. Memória ruim aqui.) e pirei com o cenário. Eu nunca tinha escutado falar do lugar, e quando fui pesquisar sobre ele, fiquei ainda mais curiosa.

Até a década de 80, o Beco do Batman era apenas um lugar abandonado da Vila Mariana, sem nada de muito especial. As coisas só começaram a mudar quando alguns artistas resolveram grafitar em suas paredes e o resultado foi tão legal que naturalmente o lugar foi se tornando uma galeria a céu aberto, onde artistas mostram sua arte em seu labirinto de paredes.

Pelo que pesquisei, de tempos em tempos as artes são trocadas, mas sempre num intercâmbio super saudável entre artistas que conversam entre si antes, respeitando os espaços de cada um e a arte de cada um.

O lugar se tornou assim um marco da região e atrai gente de todo tipo e de todo lugar. Tanto é que no fim de semana em que fomos, em um sábado super normal, tinham grupos fazendo sessões de fotos, gringos pirando com todas as artes, pessoas que pareciam ser frequentadoras assíduas do beco e mais um monte de gente perdida assim como nós.

Para quem gosta de arte urbana, colocar o Beco do Batman na listinha de lugares pra conhecer é indispensável.

Endereço: Rua Gonçalo Afonso – Vila Madalena, São Paulo – SP | Site

Quase do ladinho do Beco do Batman fica a Choque Cultural, uma galeria de arte pequenininha, charmosa e super encantadora.

O foco da galeria é street art e tanto nas obras expostas no interior da galeria, quanto as que ficam no jardinzinho lá do fundo, há trabalhos insanos de artistas que retratam desde cenas do cotidiano até misturas superinteressantes entre técnicas e universos. Têm uns quadros que dão vontade de mergulhar dentro, de querer olhar mais e mais pra que a cada nova olhada, a gente pensa e sinta algo diferente.

É arte pra se ver e pra se viver.

Endereço: R. Medeiros de Albuquerque, 250 – Vila Madalena, São Paulo | Site | Facebook

A gente aproveitou pra passar também na feirinha da Benedito Calixto, que é super tradicional em São Paulo – ela começou ainda nos anos 80! – e que acontece todos os sábados, das 9h às 19h.

Eu acho feiras assim graciosas quase que na mesma medida que importantes. Porque pensar que em pleno ano de 2015 ainda rola fazer coleção de selos, comprar arte na rua, ter a sua própria máquina de escrever e coisas do tipo, me soa uma forma de abraçar o passado naquilo que ele tem de melhor. Não tem nada a ver com nostalgia ou essas balelas de ter parado no tempo. Tem a ver com raízes, com heranças, com coisas que nos fazem bem. E disso essa feirinha aqui entende muito.

São mais de 300 expositores reunidos na praça vendendo todo tipo de arte, de objetos de decoração a discos de vinil, de acessórios até mobília semi-nova. Tudo de um jeito bem organizado, mas ao mesmo tempo super agitado, com gente pra lá e pra cá, conversas altas, pedidos de pechincha, risadas, crianças correndo…

Tem que dar um pulinho lá pra ver.

Endereço: Praça Benedito Calixto – Jardim Paulista, São Paulo | Site

Foto do facebook da cafeteria

Foto do facebook da cafeteria

No final do dia, a Babi me levou até o Sofá Café, em Pinheiros. uma cafeteria bonitinha que ela já tinha ido outras vezes e adorado.

O nome do lugar, aliás, faz jus ao ambiente, que é cheio de sofazinhos aconchegantes que lembram o da sala da nossa casa. Isso porque o lugar nasceu do sonho de um engenheiro florestal viciado em cafeína que resolveu estudar a fundo essa arte e criar um ambiente que, além da bebida deliciosa, também recebesse a gente assim, que nem a casa de um amigo.

E eu adorei o lugar! Além de termos sido muito bem atendidas, as comidas e bebidas que pedimos tavam maravilhosas e o ambiente era muito leve e acolhedor – algo que eu prezo muito.

O único problema foi que como eu tava resolvendo uns problemas por telefone e tava super preocupada se as coisas iam dar certo ou não, nem consegui dar uma voltinha lá pros fundos do café ou olhar com mais calma o cardápio. Por isso, já coloquei o lugar na lista de lugares pra voltar quando for Sao Paulo, porque quero mesmo experimentar mais comidas e bebidas de lá.

Endereço: Edifício Cultura Inglesa – R. Ferreira de Araújo, 741 – Pinheiros, São Paulo | Site | Facebook

 

E aproveitando o embalo do post, fica aqui a indicação do novo canal do Dhyogo do Sem Geração, o De Rolê por São Paulo, onde ele mostra lugares incríveis da cidade, ótimos pra passear e que são opções baratas pra quem quer sair da rotina.

Bisous, bisous, bom passeios e ótimo final de semana (:

Para comer e beber em Paris

Resolvi repetir a listinha que fiz com restaurantes e cafés excelentes de Londres e fiz a versão Paris, com algumas indicações de lugares que fui na viagem e que tinham uma delícia-de-comida-quero-voltar-já!

E não preciso nem falar que quem tiver dicas de outros lugares deliciosos, pode ficar à vontade pra deixar nos comentários também, né? Ainda quero voltar pra cidade luz e conhecer todo cantinho bacana que eu puder.

AMO croque monsieur e aproveitei pra experimentar o prato em vários dos resaturantes que fui. Esse daqui tava especialmente delicioso.

Em Paris eu fiquei hospedada em Montmartre, um bairro super charmoso que fica no alto de uma colina e tem muitos restaurantes, cafés e floriculturas espalhados por suas ruazinhas. Diferente de Londres, onde no nosso bairro a variedade de lugares pra comer era bem restrita, em Montmartre existem restaurantes e cafés para todos os gostos e bolsos. Em qualquer canto que você olhe há um restaurante francês, uma creperia, uma boa cantina italiana ou ainda um café charmoso cheio de mesinhas na calçada.

Por causa disso, eu e Diego almoçamos e jantamos várias vezes em lugares próximos ao nosso hostel, e um desses cantinhos foi o Pub Montmartre, que além de ter uma atendente super simpática, tinha uma comida quentinha, deliciosa e com um preço bem em conta. Esse pub é muito animado, cheio de gente jovem, rápido na feitura dos pratos e ainda permite a entrada de animais, o que pode te levar a encontrar, como aconteceu com a gente, uma dupla muito simpática de pugs.

Na hora de decidir o que comer eu nem pensei duas vezes e pedi um croque monsieur, já que eu amo esse prato e tava doida de vontade de experimentar a receita original francesa. Ele veio acompanhadoo de batatas fritas, uma salada bem temperada e era simplesmente enorme. Diego que é bem exigente com comida, – na maioria das vezes bem mais do que eu – escolheu uma massa e elogiou bastante o seu prato também. Portanto, a avaliação aqui do lugar foi mais do que positiva.

Pub Montmartre
Endereço: 11 Rue Joseph de Maistre, 75018 Paris, França
Facebook: https://www.facebook.com/pubmontmartre

Foto do meu instagram @paulinhav

Foto do meu instagram @paulinhav

O des 2 Moulins se tornou mundialmente famoso por ser o café onde foi gravado “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, filme francês de 2001 estrelado pela fofa Audrey Tatou. Quem assistiu ao filme deve se lembrar das muitas cenas que se passam dentro do lugar, e possivelmente vai amar uma visitinha ao local para se sentir um pouco mais submerso dentro da história.

Esse café também fica em Montmartre (fiquei hospedada a cinco minutos dele) e é um dos pontos turísticos mais famosos do lugar. Dependendo do horário em que você for, fica um pouco concorrido achar uma mesa para se sentar, mas acredito que quem também é apaixonado pelo filme (amo aquela frase que diz “são tempos difíceis para os sonhadores”), vai gostar da visita.

Indico ele especialmente como cafeteria, já que as refeições são gostosas, mas possuem um preço salgado em comparação a outros restaurantes e cafés. O fish and chips, por exemplo (prato que experimentamos por lá logo no nosso primeiro dia em Paris) era gostoso, mas menor e mais caro do que em outros lugares. Então dê uma passadinha por lá no final da tarde, peça um cappuccino bem gostoso e aproveite esse cantinho lindo de Paris.

Café des Deux Moulins
Endereço: 15 Rue Lepic, 75018 Paris, França
Google+: https://plus.google.com/112738451887008505124/about?gl=br&hl=pt-BR

Minha foto não faz jus a beleza que é a fachada da loja da Ladurée na Champs Elysées.

Minha foto não faz jus a beleza que é a fachada da loja da Ladurée na Champs Elysées.

Pretendo fazer um texto especial aqui no blog sobre a história da Ladurée, mas já adianto que sempre tive uma admiração enorme por tudo que a marca fez e por ter conseguido transformar seu nome em sinônimo de tradição e competência.

Só para contextualizar para quem não conhece a empresa, vale dizer que a Laudurée existe desde 1982 e é uma marca francesa especializada em doces finos e deliciosos. Ela construiu um verdadeiro império ao longo dos anos e hoje possui pâtisseries espalhadas por todos os cantos do mundo, inclusive no Brasil.

Na viagem, visitei a Ladurée da Avenue des Champs-Élysées e de Versailles (sim, existe uma loja deles lá!) e pude finalmente provar os tão famosos macarons da marca. Ganhei do Di uma caixa com oito macarons (você pode montar sua caixa com qualquer um dos sabores do catálogo) que custou £16.30. A caixa, aliás, é uma graça e agora está enfeitando lindamente a minha cômoda.

A Ladurée é bastante cara sim, mas visitar uma de suas lojas em Paris, provar aqueles doces maravilhosos e desfrutar do ambiente delicioso que eles possuem, – já que o atendimento, os detalhes, o conforto e a beleza das suas lojas possuem características muito próprias – valeu muito a pena.

Ladurée {Paris}
Endereço: 75 Av. des Champs-Élysées, 75008 Paris, França
Além dessa, existem outras seis unidades da marca em Paris e uma em Versailles.
Site: https://www.laduree.com/en_int/

E adivinhem o que eu pedi de novo? Sim, croque monsieur! hahaha

O Le Latin Saint Germain foi uma surpresa incrível e agradável! No penúltimo dia da viagem, pegamos uma chuva bem forte na hora do almoço e como tanto eu quanto Diego já estávamos morrendo de fome, acabamos escolhendo um restaurante ao acaso pra nos abrigarmos da chuva e comermos algo. E que bom que a gente fez isso justamente aqui, nesse lugar!

Além de ter um cardápio bem variado, que passa não só por pratos, mas saladas, croquies, brusquetas e muito mais, ele também tem uma carta de vinhos bem interessante.  Localizado em Saint Germain, o lugar é igual aqueles típicos restaurantes franceses que a gente vê em filmes, com um interior super acolhedor e mesinhas pequenas nas calçadas.

Pedi um croque monsieur de novo (eu realmente adoro esse prato) que tava excelente e vinha acompanhado de uma salada (com alfaces roxas <3) e batatas fritas bem crocantes.

Le Latin Saint Germain
Endereço: Boulevard Saint-Germaine 92, 75005 Paris, França
Site: http://www.latinsaintgermain.fr/

E é isso, gente. Eu analiso restaurantes e comidas das formas mais doidas possíveis, porque né, não sou profissional, mas espero que alguma dessas dicas possam ajudar alguém que esteja à procura de um lugar gostoso pra comer em Paris.

Bisous, bisous e bom feriado

Sobre os hostels da viagem

Já vieram pedir indicações sobre os hostel que eu fiquei tanto lá na página do blog quando por inbox no meu facebook pessoal, e quanto percebi como esse assunto realmente interessava muita gente (eu também nunca havia ficado em hostel antes disso e não sabia muito bem o que iria encontrar por lá), achei que era mais do que válido fazer um texto sobre isso aqui no blog.

Como eu já tinha adiantado no post em que falei sobre os sonhos e planos que antecederam a viagem, tanto no hostel de Londres quanto no de Paris, eu e Diego ficamos em quartos de casal só pra gente e com banheiro também só pra gente. Pra ser sincera, foi tudo muito parecido com um hotel, inclusive a segurança, o café da manha já no pacote e a privacidade. A diferença básica a meu ver foi o preço bem mais em conta e um pouco menos de luxo – o que não fez diferença alguma pra gente que ia pro hostel praticamente só pra dormir.

Lembrando, é claro, que essa foi a minha experiência e que como eu não peguei quarto ou banheiro compartilhado, não posso opiniar sobre essa parte.  Posso, no entanto, falar das áreas em comum do hostel, do atendimento, do conforto, da localização… E acho que isso já ajuda um bocado. Então, aqui embaixo vou contar um pouco desses lugares em que eu fiquei e como foi esse tempo por lá, e se alguém aí tem outros hostels pra indicar em Londres e Paris, por favor, deixa aí nos comentários pra ajudar mais gente que chegar por aqui pesquisando sobre isso, combinado?

Londres é dividida em vários áreas, indo da mais central, a zona 1, até a mais distante, a zona 6. A maior parte das atrações turísticas da cidade ficam nas regiões 1 e 2, então compensa pagar mais caro e ficar em um hostel nessas regiões do que pegar um que fique na zona 4, por exemplo, e gastar horrores depois com o transporte, já que há variação de preço de acordo com a zona que você deseja ir.

O Palmers Lodge Hillspring fica em Willesden Lane, exatamente na divisa entre a zona 2 e a zona 3, e tem a vantagem de que o metrô mais próximo, o Willesden Green, ainda está situado na zona 2. Assim, como a gente praticamente só usou metrô pra se deslocar pela cidade, ter ficado nessa região e pertinho de uma estação – a pé são em torno de dez minutinhos de caminhada – nos ajudou a economizar tempo e dinheiro para fazermos os passeios que queríamos.

Diferente do hostel de Paris, que tem uma cara mais “família”, a proposta aqui é mais focada em jovens e cria todo um ambiente mais descontraído pra isso. A recepção (da foto aqui de cima) é super descolada, cheia de pufes, gente 24 horas conversando, comendo salgadinho e tomando refrigerante das máquinas da sala, e mexendo em notebooks. À noite, sempre que a gente chegava ou saía, tinha uma galera de pijama sentada conversando haha. Além disso, existem outras várias áreas comuns, como o restaurante, o bar (com mesa de sinuca, muita música e um”jardim” com uma coleção gigantesca de motos antigas), a varanda e toda a frente do hostel que, até onde eu entendi, tem ligação com um salão de festas também.

O pessoal da recepção é super jovem, super afim de conversar e extremamente simpático. Não tivemos problema nenhum com atendimento ou segurança enquanto estivemos lá, e tinha, inclusive, cofre no nosso quarto se a gente quisesse guardar alguma coisa.

A gente tomou café da manhã apenas duas vezes no hostel, – é que algumas vezes queríamos tomar café na rua mesmo em algum lugar bonitinho e em outras simplesmente acordamos tarde pra isso hahaha – mas tava tudo bem gostoso, sem grandes luxos. Tinha café, leite, croissants, chá, biscoitos e pãezinhos. E, à noite, o lugar funcionava como restaurante, o que era bem prático pra aqueles dias que você chegava morta depois de um dia todo de passeio e não tinha forças pra sair de novo pra jantar. Nós comemos uma noite nesse restaurante, o preço tava bem ok, a comida tava gostosa e o prato era gigantesco.

Pra não falar que só falei das flores, ou, nesse caso, que só falei das coisas boas da estadia, eu tenho duas ressalvas pra fazer sobre o Palmers Lodge: a primeira é que não achei o chuveiro do hostel muito quente e como Londres é muito, muitoo fria (e eu sou bastante friorenta também), isso foi um problema pra mim. O segundo foi que o bairro em que ele fica localizado tem, claramente, influências muçulmanas, e a maior parte dos restaurantes tem comidas típicas, bastante diferentes e com temperos mega fortes. Veja bem, nada contra a culinária muçulmana, mas eu que sou a rainha das alergias preciso tomar cuidado com essas coisas. Meu cardápio acabava ficando muito restrito ali nas redondezas, o que fazia com que eu e Diego quase sempre preferíssemos jantar pelos lugares em que passeávamos e abastacer o quarto do hostel com comprinhas de supermercado pra comer se desse fome de madrugada.

Informações:
Palmers Lodge Hillspring – 233, Willesden Lane, London
Site da rede Palmers Lodge
Facebook da rede Palmers Lodge.
Palmers Lodge Hillspring no Tripadvisor.

Fiz reserva no Plug-Inn Boutique Hostel por indicação da minha irmã, que já tinha ficado hospedada por lá e tinha gostado muito do lugar. E olha, gente, ela realmente tinha motivos pra ter ficado contente, porque esse hostel é um verdadeiro achado de fofura em Paris!

A primeira vantagem que eu eu enxergo no Plug-Inn é a localização maravilhosa que ele tem: o bairro de Montmartre, um dos cantinhos mais boêmios, românticos e “a cara” de Paris que existem. Chegar na cidade e já ir direto para lá foi muito maravilhoso porque a impressão que eu tinha era que eu havia desembarcado do avião e entrado em um filme francês da década de 60. Montmartre respira o estilo parisiense e é cheio de cafés com mesinhas nas ruas, floriculturas, cachorrinhos seguindo seus donos sem coleira, casarões antigos super charmosos e toda uma atmosfera que a gente sempre vê em livros e filmes sobre a cidade. Além disso, ele é o bairro mais alto de Paris e tem atrações turísticas bem conhecidas, como a Basílica do Sacré-Coeur, o Café des 2 Moulins (onde foram gravadas cenas do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), o Le murs de Je t’aime e o Moulin Rouge (sim, o famoso cabaré que inspirou o filme de mesmo nome!).

Apesar de ter vários andares, esse hostel é menor e bem menos chamativo do que o Palmers Lodge, e fica em uma ruazinha linda, pertinho do metrô (em torno de dez minutos de caminhada). O pessoal que fica na recepção entende perfeitamente inglês e não rolou nenhum tipo de confusão com o idioma enquanto estivemos lá. Além disso, em termos de segurança o lugar também é super tranquilo, e assim como em Londres, havia um cofre no quarto caso a gente quisesse guardar alguma coisa. Além disso, outro ponto ótimo do Plug-Iin, é que como ele fica muito bem localizado, nesse bairro que é bastante turístico, opções de restaurantes, cafés e pubs é o que não faltam. Qualquer hora do dia ou da noite, a gente encontrava ali pertinho lugares abertos com uma comida quentinha e deliciosa.

O Plug-inn, como eu disse lá em cima, tem uma vibe um pouco mais familiar, mas isso também não quer dizer que a gente não veja gente jovem por lá. No nosso último dia, encontramos uma turma novinha de amigos de Minas que tinham acabado de chegar e mesmo durante nossa estadia, vimos gente de todo tipo de idade na recepação e na sala do café. E ah, por falar em café da manhã, o deles é uma delícia, com atendentes super simpáticas. O único porém – e aqui cabe o primeiro ‘probleminha’ que encontrei no hostel –  é que como o local é bem pequenininho, às vezes todas as cadeiras ficavam ocupadas e era preciso esperar um pouquinho pra conseguir um lugar pra sentar. O segundo fato não tão legal assim que notei é que o elevador deles é minúsculo! Só cabem duas pessoas por vez e pra gente subir/descer com as malas foram necessárias algumas viagens. Mas, sinceramente? Nada disso foi algo que de fato atrapalhou nossa estadia. Não era algo que com um pouquinho de paciência não seria tranquilo de resolver, sabem?

Informações
Plug-Inn Boutique Hostel. 7 rue Aristide Bruant, 75018, Paris.
Site do Plug-Inn Boutique Hostel
Facebook do Plug-Inn Boutique Hostel
Plug-Inn Boutique Hostel no Tripadvistor.

Se eu deixei de falar aqui sobre algo que vocês queriam saber dos hostels, podem comentar ou me chamarem no facebook que vou ter o maior prazer de contar. Tentei fazer um resuminho das minhas maiores impressões e espero que pelo menos uma visão um pouco mais detalhada do lugar vocês tenham conseguido captar.

Bisous, bisous e até a próxima

Passeando por Paris!

Ao invés de “passeando por Paris”, o título desse post podia muito bem ser “um sonho realizado”, de tão incrível e esperada que foi essa viagem. Por isso mesmo,  eu fiz questão de botar em palavras, fotos e imagem tudo que aconteceu por lá. E se eu conseguir colocar nesse post um quinto de toda a beleza e emoção que eu senti estando pertinho da torre, vendo o Louvre, passeando por Versailles ou admirando o Sena, eu tenho certeza que vocês também vão se apaixonar perdidamente por essa cidade <3

Bisous, bisous cheios de saudade