As histórias que vou levar de Buenos Aires

14 de março, 10h40.

Faltava menos de meia hora para o nosso voo para Buenos Aires decolar, quando abri meu facebook e pulou na tela um daqueles “veja esta lembrança de dois anos atrás”. A imagem era da plataforma 9 ¾ em King’s Cross, o primeiro lugar que eu e o Diego visitamos assim que chegamos em Londres, lá em 2015. Aquela não tinha sido nossa primeira viagem juntos, é verdade, mas havia sido muito especial, não só porque Londres é uma cidade por si só mágica, mas também porque de lá seguimos para Paris – o lugar que eu mais tinha vontade de conhecer no mundo todo.

Sentada naquela sala de aeroporto dois anos depois e vendo aquela lembrança pela tela do celular, não é como se eu tivesse esquecido daqueles dias. Ao contrário: a viagem que fiz em 2015 foi uma das mais transformadoras da minha vida. Mas o curioso era que eu simplesmente não tinha me tocado até ali da coincidência das datas: exatamente dois anos depois de desembarcarmos em Londres, estávamos viajando juntos de novo, só que agora para um outro destino.

Instagram @paulinhav

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Buenos Aires era uma cidade que eu queria conhecer já fazia muito tempo, especialmente pela quantidade de amigos que já tinham ido pra lá e só tinham dito coisas maravilhosas do lugar. E, claro, tinha a questão de lá ser a terra da Mafalda, a garotinha inteligente, politizada e maravilhosa criado pelo cartunista Quino que sempre foi uma inspiração pra mim. Portanto, quando no comecinho desse ano resolvemos definir para onde íamos viajar nas férias, foi muito natural que a gente escolhesse BA como nosso destino.

No dia 14 então, quando desembarcamos na Argentina, fazia uma tarde de clima maravilhoso, com um ventinho gelado soprando nas ruas e fazendo todo mundo tirar os casaquinhos do armário. Já de cara tivemos uma impressão muito boa da cidade, especialmente porque dessa vez não ficamos em hotel, e sim hospedados no apartamento de um argentino, e a recepção que o pai dele fez foi tão acolhedora que eu senti como se aquele fosse um prenúncio do que estava por vir.

Naquele mesmo dia, saímos pra conhecer os arredores do apartamento e demos um pulinho na área do Centro Cultural Recoleta, que estava cheia de gente sentada no gramado, fazendo piquenique, jogando conversa fora e olhando o pôr-do-sol. É impressionante, aliás, a quantidade de áreas verdes espalhadas pela cidade. Parece que em todo canto que você vai sempre têm praças, gramados e jardins, e os argentinos aproveitam cada pedacinho desses espaços públicos pra se encontrarem com os amigos, pra marcarem encontros, pra passarem um tempo com a família.

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Nesse mesmo dia conhecemos também o El Ateneo, uma livraria construída dentro de um antigo teatro, considerada pelo The Guardian a segunda livraria mais linda do mundo! Lá, além das estantes com livros espalhadas pelos diversos andares do teatro, no palco, junto a um velho piano, funciona uma cafeteria que obviamente a gente fez questão de visitar e experimentar um pouco do cardápio (vai ter um post só sobre as comidas da viagem haha, então vou evitar falar disso aqui hoje).

Além disso, ali pertinho conhecemos também a Bond Street, uma versão portenha da Galeria do Rock. Tudo ali é voltado para a cultura underground, como as lojas de piercings e tatuagens, os grafites das paredes e até a forma como o local foi planejado, cheio de escadas em uma “desorganização” planejada.

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Nos dias que se seguiram, aproveitamos pra conhecer alguns dos lugares que já tínhamos lido a respeito e estávamos loucos pra ver de perto, como o Caminito, cheio de casinhas coloridas e muita, muita gente mesmo; a Casa Rosada, sede da presidência da República Argentina; O Rosedal de Palermo, um jardim de rosas que parece saído de dentro de um filme; o Jardim Botânico Carlos Thays, que traz uma paz pra dentro da gente indescritível; toda a região do Puerto Madero, que é um absurdo de linda, especialmente pela arquitetura moderna que fica no seu entorno; a estátua da Mafalda (acompanhada dos seus fieis amigos Susanita e Manolito) e a Fragata Sarmiento, o primeiro barco que eu entrei na minha vida!

E assim como em outras viagens que fizemos onde visitamos uma quantidade razoável de museus (Diego divide comigo essa pira louca pelo acervo desses lugares), em Buenos Aires visitamos O Museu Nacional de Belas Artes e o Museu de Arte Latino-Americana, onde vimos o quadro O Abaporu da Tarsila do Amaral. Coisa que pra mim foi bem emocionante mesmo, já que cresci escutando minha mãe, professora de Artes, falar desse quadro, de Tarsila e de toda a sua turma de 1922.

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Só que mais até do esses lugares que conhecemos da cidade, na maioria bem famosos e conhecidos por serem ponto turísticos, a gente também procurou se deixar levar muitas vezes. Se perder um pouco pelo caminho. Parar pra ver o movimento das praças, acompanhar os pais deixando as crianças na escolinha do lado do apartamento, parar nas bancas de revistas e conhecer um pouco do que os argentinos consomem de notícias e entretenimento.

E um monte de coisa não tão importantes assim à primeira vista, mas que tornaram essa viagem ainda mais linda, foram surgindo por causa disso. Como ficar um tanto quanto emocionada ao ver um senhorzinho de terno e gravata, perdido em pensamentos, jantando sozinho e escutando tango no fundo de um restaurante na Recoleta. Como se divertir dentro do supermercado conhecendo marcas argentinas e comprando coisinhas para jantarmos no apartamento. Como sair de madrugada bêbada do restaurante em Puerto Madero e de mãos dadas com o Diego sentir aquela brisa vindo das águas geladas do lugar. Como dispensar táxis e ubers e fazer quase que tudo a pé, conhecendo diferentes cantos da cidade.

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Na volta pra casa só conseguia pensar em quanta coisa boa levei comigo dessa cidade. Não só em fotos, mas no conhecimento, na memória e no coração.

Um monte de histórias que Buenos Aires me proporcionou e que nunca vou esquecer.

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Beijos, com saudade.

Desbravando São Paulo #6

Aproveitando que no último dia 25 de janeiro foi aniversário de São Paulo e que na última vez que estive por lá conheci alguns lugares muito incríveis, resolvi fazer o Desbravando São Paulo #6 aqui no blog,  com lugares pra comer, passear e ter bons com momentos com os amigos.

Pra quem quiser ver outros posts que já rolaram com indicações de lugares pra visitar em São Paulo, é só clicar aqui.

E ah, contem depois nos comentários quais desses lugares vocês conhecem ou quais ficaram com vontade de conhecer, e me indiquem lugares legais pra ir também! Vou colocar na lista pra minha próxima visita.

Foto do site oficial do restaurante

Foto do site oficial do restaurante

O Consulado Mineiro tem diversas unidades espalhadas por São Paulo, mas a que eu fui, acompanhado da Babi, do Lucas e da Naína, fica em frente a feirinha da Benedito Calixto. Foi lá inclusive onde ficamos enrolando enquanto não chegava nossa vez de entrar no restaurante, já que fomos almoçar tarde e pegamos uma senhora fila pra entrar. Parece, aliás, ser meio comum esse movimento todo no lugar, o que faz com que o pessoal fique esperando a sua vez ali na rua bebendo, em um ambiente bem leve e descontraído.

Almoçamos em uma das mesas lá de dentro e os pratos deles são super fartos, tipicamente mineiros e muito, muito gordos. Sabe comida de vó que você não consegue parar enquanto não vê o fundo da panela? Bem isso!

Achei um lugar muito gostoso pra ir almoçar em um final de semana quando você não tá preocupada com o tempo ou com alguns quilos a mais na balança. Nós que estávamos em quatro dividimos dois pratos, ficamos mega satisfeitos e o valor pra cada um foi bem justo diante da qualidade e quantidade de comida que foi servida.

Consulado Mineiro
Praça Benedito Calixto, 74
Site do Consulado Mineiro

Foto do instagram da sorveteria, o @fridaemina

O Frida & Mina é uma sorveteria supercharmosa ali em Pinheiros, toda pequenininha e delicada, com sorvetes que tem um sabor irresistível.  Todos os sabores (e as casquinhas!) são feitos artesanalmente lá na própria sorveteria, com produtos naturais e frescos. O mais legal disso tudo é que como o espaço de produção deles é de vidro, você consegue ver tudo isso sendo feito enquanto escolhe o que vai saborear. E que sabor, meus amigos! Os sorvetes de lá são super diferentes e deliciosos. Indico fortemente o crocante de macadâmia (que eu pedi uma bola e não queria que terminasse nunca mais), mas chutaria dizer que vale a pena voltar muitas vezes lá e experimentar um pouquinho de todos.

Tenho que admitir que não é um sorvete barato. Mas, ainda assim, acaba valendo a pena pelo sabor e texturas diferentes, qualidade da produção e pela casquinha que é puro amor.

Frida & Mina
R. Artur de Azevedo, 1147 – Pinheiros
Site da Frida & Mina

Foto do meu instagram @paulinhav

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É muito difícil dizer em poucas palavras porque vale a pena visitar o bairro da Liberdade, já que ele é tão grande e tem tantos lugares – dos mais famosos até os mais escondidinhos – que merecem ser conhecidos. Babi já me levou em alguns desses lugares em uma outra visita que fiz na cidade, mas nessa última vez passeamos por lá despretensiosamente, fizemos compra em um mercadinho da região e admiramos as tão famosas lanternas das suas ruas.

E isso é uma das coisas mais gostosas de lá: não são apenas os restaurantes, lojinhas ou insira aqui seu lugar preferido que tem na Liberdade que são legais. O bairro, por si só, é cheio de vida, de pequenas feirinhas nas calçadas, de decorações diferentes e coloridas, de pessoas falando alto e se apinhando pra andar em um lugar que tem ritmo próprio.

Acho que é uma parte de São Paulo muito intensa e muito diferente de todo o resto, que merece ganhar um pouco do nosso tempo pra ser conhecida melhor, mesmo que sem um destino certo. Se deixa levar.

Foto do meu instagram @paulinhav

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A Beth é um potinho de amor em forma de padaria. Só assim pra explicar pra vocês as comidas e bebidas deliciosas que eles fazem nesse lugar, que é super pequenininho e fica numa ruinha charmosa ali na Vila Mariana. Eles têm uma produção de pães artesanais sem conservantes, e absolutamente tudo que tem lá pra comer é tão natural e te enche de amor a cada mordida que fica impossível não querer voltar muitas vezes.

Fui lá em um domingo pra experimentar o cardápio de brunch e tava tudo muito delicioso e cheio de gente (tão cheio que muitas pessoas ficavam sentadas na calçada mesmo porque o lugar é pequeno e tem pouquíssimas cadeiras). No dia anterior havia tido um evento especial deles com o tema de Gilmore Girls (!) e ainda tinham adesivos sobrando pras pessoas escolherem se eram team Logan, team Jess ou team Dean. Como não amar?

Portanto, visitem, comam, comprem (inclusive na lojinha online deles) e se deliciem. É muito bom!

Beth Bakery
Rua Paula Ney, 338 – Vila Mariana
Site da Beth

Foto do meu instagram @paulinhav

O parque da Aclimação é um pedaço lindo de verde em São Paulo, que fica aberto diariamente das 6h as 22h e que é perfeito pra caminhar, correr, desestressar um pouco  e, se você tiver uma amiga fotógrafa como a Babi, ainda ganhar de brinde fotos suas tiradas lá.

Além disso, o parque tem um lago lindo, uma concha acústica e vários pequenos cantinhos charmosos em que dá pra fazer um piquenique ou mesmo levar um livro pra ler. É um lugar até que bem movimentado pelo tanto de gente que vai pra lá se exercitar, mas que é repleto de pequenos cantos onde você pode parar, ficar sozinho, respirar e recuperar as energias.

Parque da Aclimação
End.: Rua Muniz de Souza, 1119 – Aclimação
Site do Parque

Beijos e bom final de semana

Passeando por Gramado e Canela

Em junho eu entrei de férias e aproveitei a ocasião pra fazer aquilo que mais amo fazer na vida: viajar! Diego e eu tínhamos ficado na dúvida entre ir para o sul do país ou para Buenos Aires, mas depois de muito ponderar, achamos melhor deixar a capital da Argentina pras férias que vem e conhecer um pouquinho mais do nosso próprio pais.

A verdade é que nós dois somos muito curiosos sobre essa região do Brasil, e ainda que eu tenha família paterna espalhada por vários cantos do sul, eu só conheço de verdade Florianópolis. Sendo assim, tínhamos uma região inteira pra marcar no mapa, fechar os olhos, apontar o dedo e escolher qualquer lugar que desejássemos. 

Gramado acabou sendo nossa primeira opção. A cidadezinha fica no Rio Grande do Sul, mais especificamente na serra gaúcha, e é uma região bastante turística, especialmente nessa época do ano em que o frio começa a dar as caras. Tivemos aliás bastante sorte nesse quesito e durante o período em que ficamos lá pegamos a maior frente fria do ano da região! O resultado foi uma temperatura de 2 a 7 graus durante o dia e algo em torno do -2 durante à noite. Frio desses de congelar a alma.

Mas além da própria cidade de Gramado, nossa viagem acabou nos levando pra Canela também, uma cidade vizinha que fica a dez minutos dali. Diferente de Gramado que é bastante agitada e cheia de gente passeando pelas ruas, Canela é muito mais tranquila e leve. E ainda que eu tenha amado todos os passeios em Gramado (muitos, aliás, que infelizmente ficaram de fora do vídeo), Canela tem belezas naturais que emocionam. As folhas de outono, a brisa gostosa, os riachos, as cascatas, os cantinhos todos que fazer você acreditar que está em um filme.

Ficamos hospedados no Hotel Galo Vermelho, na Avenida das Hortênsias, e como a cidade é bem pequena levávamos dez minutos pra chegar de carro no centro.  Optamos, aliás, por alugar um veículo porque além da comodidade, fomos também em vinícolas, parques na estrada, trilhas e alguns outros programas onde chegar a pé era fora de questão. Mas se você também for viajar pra lá e decidir ficar só na cidade, pegar um hotel no centro é sucesso. Você consegue fazer tudo a pé tranquilamente, e ainda tem a vantagem de não perder um tempão achando vaga pra estacionar.

Bom, como eu contei foi a primeira vez que fui pra Gramado, mas antes de chegar lá eu já tinha me informado bem sobre alguns programas legais e ~obrigatórios~ de se fazer na cidade e alguns outros não tão famosos, mas incríveis também (obrigada a todas as meninas do Fashonismo que me ajudaram com sugestões e em especial a Nuta que com esse post me apresentou a Casa da Velha Bruxa, uma cafeteria maravilhosa da cidade).

Em Gramado fomos ao Museu da Moda, lugar idealizado pela estilista Milka Wolf que conta com um acervo muito bem feito e organizado. O Museu se debruça sobre a moda de várias décadas e o estilo de grandes estrelas de Hollywood, e apesar do preço salgado da visita, acho que é um lugar que quem gosta de moda vai amar incondicionalmente. Aliás, uma coisa bem legal de Gramado é que lá tem opções de passeios para amantes das coisas mais distintas possíveis.

Pra quem gosta de chocolate (quem não gosta?!), além dos maravilhosos chocolates quentes que têm em praticamente todos os estabelecimentos da cidade, há ainda muitas fábricas de chocolate com visitação aberta ao público. Nós fomos na da Prayer, que faz uma visita bem completa nas suas diferentes etapas de produção, e que tem chocolates que derretem na boca e não enjoam nunca.

Os amantes de uma boa comida, por sua vez, vão encontrar a felicidade nos rodízios de foundue, que são super comuns nos restaurantes de lá. As porções são enormes e acho que nunca comi tanto na minha vida haha. Já quem gosta de passeios bem tranquilos, vai amar o Lago Negro, que é cheio de pedalinhos, pessoas passeando sem pressa, uma luz natural que parece só existir lá e uma calmaria deliciosa.

Tem ainda o Mundo a Vapor, que como o próprio nome diz é um parque temático sobre máquinas à vapor, mas que me surpreendeu muito pela forma didática e leve com que relaciona o uso dessas máquinas ao avanço das fábricas, usinas e reservatórios. Saí de lá aprendendo muita coisa, de verdade.

E tem ainda a graciosa Fonte do Amor Eterno, a Rua Torta, que tem curvinhas muito charmosas, e a Rua Coberta, espaço onde rolou uma feirinha do livro muito tentadora enquanto eu estava lá.

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Mas Canela não fica nem um pouco atrás de tudo isso. Como eu disse, a cidade é leve, descomplicada e com uma beleza natural inacreditável.

Os lugares mais marcantes pra mim foram a Igreja de Pedra (essa mesma da foto aqui de cima) que à noite tem uma vista deslumbrante, o Castelinho Caracol, que é um casarão antigo de uma das primeiras famílias da cidade e que tem uma aura toda particular (e que eu confesso, foi meu lugar preferido da viagem toda) e o Parque do Caracol, que conta com a maior cascata que eu já vi na minha vida.

Eu com certeza devo ter esquecido de falar de vários lugares que visitamos, mas acho que as fotos e o vídeo daqui de baixo ajudam a passar um pouquinho do clima dessa viagem pra vocês. Espero que gostem.

Bisous, bisous e bom final de semana

Desbravando São Paulo #5

Como já é de praxe aqui no blog, fiz uma listinha de alguns lugares bem interessantes que visitei na minha última passagem por São Paulo. Fica de recomendação pra quem já é da cidade ou pra quem estiver de passagem pela capital paulista (:

Crédito foto: facebook.com/restaurantepracasaolourenco/

Fui fazer a cobertura de um evento que aconteceu lá no restaurante Praça São Lourenço e fiquei completamente embasbacada com o lugar. Pra começar que o restaurante é enorme, e além do salão central e do segundo andar que tem uma graça de vista, eles possuem uma área enorme, totalmente arborizada. As mesinhas ficam espalhadas pelo “jardim” que conta até com um mini lago (!)

Pelo que entendi o restaurante é bastante focado em eventos, mas nada que impeça alguém de ir almoçar com os amigos lá em um domingo qualquer. Os preços são salgados, é verdade, mas os pratos que provei foram muito bem servidos e gostosos. Me perdoem a falha de memória de não saber dizer certinho quais eles eram, mas não sei também se o menu que tínhamos foi preparado apenas para o evento ou se também faz parte do cardápio do restaurante. De qualquer forma, já deu pra perceber que tudo lá é feito com muita qualidade e atenção.

Restaurante Praça São Lourenço
Endereço: R. Casa do Ator, 608 – Vila Olimpia, São Paulo

No dia seguinte, eu, Babi e Lucas fomos ao Sesc Ipiranga conferir a “Fora de Moda – Uma exposição em Construção”, mostra que além de contar com instalações de diversos artistas como Fause Haten, Karla Girotto, e Junior Guarnieri e Simone Pokropp (fundadores da Casa Juici), tem uma série de performances, teatros e intervenções que estarão acontecendo ao longo de todo o seu período de exibição.

Na mostra, por exemplo, é possível visitar “A Fábrica do Dr. F”, um espaço de criação do estilista Fause Haten onde estão expostas as peças da sua última coleção. No dia que fomos, aliás, Fause estava lá fazendo uma apresentação, a primeira de uma série chamada “Lili Marlene – Um Risco”. Como ele mesmo contou, a performance não se trata propriamente de um teatro, mas mais da construção de um personagem – ou, no caso, de vários personagens – junto com o público.

E se não bastasse tudo isso, uma das coisas mais incríveis da exposição são as várias oficinais de moda que vem acontecendo desde abril no SESC. Aprender a costurar ou mesmo a fazer tricô e crochê estão na programação, além de oficinas como “Estilistas por um Dia” e “Ressurreição das Roupas”. Se você gosta de moda ou arte, vale mesmo a pena dar uma olhadinha no site do SESC pra conferir a programação.

Fora de Moda – Uma Exposição em Construção (SESC Ipiranga)
Endereço: R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo
Site: https://goo.gl/sjhwha

Crédito foto: facebook.com/urbecafe

Antes de irmos ao SESC, no entanto, resolvemos parar pra comer, já que eram quatro horas da tarde e não havíamos almoçado ainda.

Fomos no Urbe Café Bar, um cantinho ali da Augusta que tem um ambiente super cool e descontraído. e que segundo meus amigos “é onde o pessoal leva o paquera no primeiro date” (fica aí de dica para os amigos solteiros). Além de funcionar como café, o lugar tem vários pratos gostosos, bem servidos e de ótimo custo x benefício. Eu e Bá optamos por pratos com massa, enquanto o Lucas pediu um creme de abóbora.

Como dá pra ver na foto aqui de cima, o lugar tem dois andares com mesinhas e cadeiras super aconchegantes. No sábado, no horário que fomos, a parte de baixo tava completamente lotada e quase que nem no segundo andar conseguimos achar lugar pra sentar, mas imagino que durante a semana o movimento não deve ser tão grande e dá pra ir com calma tomar um café ou mesmo pedir uma refeição.

Urbe Café Bar
Endereço: R. Antônio Carlos, 404 – Consolação, São Paulo
Facebook: https://goo.gl/j9H5Li

BÔNUS: Caixa Belas Artes

Sei que já falei sobre o Caixa Belas Artes no Desbravando São Paulo #3, mas como contei naquele post, eu só tinha visitado o café que fica na parte de baixo do cinema. Dessa vez fui lá pra ver o filme “Nice – O Coração da Loucura”, um longa espetacular dirigido pelo Roberto Berliner e estrelado pela Glória Pires.

Baseado em parte da história da Nise da Silveira, quando a médica foi trabalhar na clínica psiquiátrica Engenho de Dentro, o filme é emocionante e traz um pouco do reconhecimento que Nise merece não só na área médica, mas também na área artística do nosso país. Pra quem não conhece muito sobre ela (como era meu caso antes do filme), recomendo fortemente esse texto aqui da Babi pra Capitolina.

Caixa Belas Artes
Endereço:  R. da Consolação, 2423 – Consolação, São Paulo
Site: http://goo.gl/HYJ2eT

Bisous, bisous e até mais

Desbravando São Paulo #4

Não sei se já falei sobre isso em algum momento aqui do blog, mas até pouco tempo, uns dois anos acho eu, eu tinha esse sonho de ir morar em São Paulo.

Eu achava a cidade linda, surpreendente, cheia de oportunidades, e me encantava essa ideia de um dia morar lá e poder aproveitar essas muitas maravilhas que ela tinha pra oferecer.

Acontece que com o tempo – e com essas experiências que a gente vai tendo com a vida – eu comecei a perceber que por maior que fosse meu amor por São Paulo, essa cidade pra mim tinha muito mais a ver com renovação e gratidão, do que exatamente com estadia.

Não é como se eu não amasse mais – ao contrário, eu a amo muito – mas acho que agora, com as coisas que tenho vivido agora, com as necessidades que tenho agora, com os desejos que tenho agora, São Paulo só pode mesmo ocupar esse espaço na minha vida. E eu tô bem com isso.

Tão bem, que toda vez que eu vou pra lá, eu faço questão de aproveitar cada cantinho e cada esquininha da cidade, pra me inspirar com as pessoas, os lugares e as experiências daquela visita e voltar renovada pra casa. E na minha última estadia passei um sábado tão maravilhoso e divertido com a Babi, que no final do dia eu já sabia que ele renderia um desbravando São Paulo foda aqui no blog.

Olha só…

Eu pedi pra Babi me levar no Beco do Batman porque tinha visto alguém postando uma foto de lá (Desculpa, gente, não lembro quem é. Memória ruim aqui.) e pirei com o cenário. Eu nunca tinha escutado falar do lugar, e quando fui pesquisar sobre ele, fiquei ainda mais curiosa.

Até a década de 80, o Beco do Batman era apenas um lugar abandonado da Vila Mariana, sem nada de muito especial. As coisas só começaram a mudar quando alguns artistas resolveram grafitar em suas paredes e o resultado foi tão legal que naturalmente o lugar foi se tornando uma galeria a céu aberto, onde artistas mostram sua arte em seu labirinto de paredes.

Pelo que pesquisei, de tempos em tempos as artes são trocadas, mas sempre num intercâmbio super saudável entre artistas que conversam entre si antes, respeitando os espaços de cada um e a arte de cada um.

O lugar se tornou assim um marco da região e atrai gente de todo tipo e de todo lugar. Tanto é que no fim de semana em que fomos, em um sábado super normal, tinham grupos fazendo sessões de fotos, gringos pirando com todas as artes, pessoas que pareciam ser frequentadoras assíduas do beco e mais um monte de gente perdida assim como nós.

Para quem gosta de arte urbana, colocar o Beco do Batman na listinha de lugares pra conhecer é indispensável.

Endereço: Rua Gonçalo Afonso – Vila Madalena, São Paulo – SP | Site

Quase do ladinho do Beco do Batman fica a Choque Cultural, uma galeria de arte pequenininha, charmosa e super encantadora.

O foco da galeria é street art e tanto nas obras expostas no interior da galeria, quanto as que ficam no jardinzinho lá do fundo, há trabalhos insanos de artistas que retratam desde cenas do cotidiano até misturas superinteressantes entre técnicas e universos. Têm uns quadros que dão vontade de mergulhar dentro, de querer olhar mais e mais pra que a cada nova olhada, a gente pensa e sinta algo diferente.

É arte pra se ver e pra se viver.

Endereço: R. Medeiros de Albuquerque, 250 – Vila Madalena, São Paulo | Site | Facebook

A gente aproveitou pra passar também na feirinha da Benedito Calixto, que é super tradicional em São Paulo – ela começou ainda nos anos 80! – e que acontece todos os sábados, das 9h às 19h.

Eu acho feiras assim graciosas quase que na mesma medida que importantes. Porque pensar que em pleno ano de 2015 ainda rola fazer coleção de selos, comprar arte na rua, ter a sua própria máquina de escrever e coisas do tipo, me soa uma forma de abraçar o passado naquilo que ele tem de melhor. Não tem nada a ver com nostalgia ou essas balelas de ter parado no tempo. Tem a ver com raízes, com heranças, com coisas que nos fazem bem. E disso essa feirinha aqui entende muito.

São mais de 300 expositores reunidos na praça vendendo todo tipo de arte, de objetos de decoração a discos de vinil, de acessórios até mobília semi-nova. Tudo de um jeito bem organizado, mas ao mesmo tempo super agitado, com gente pra lá e pra cá, conversas altas, pedidos de pechincha, risadas, crianças correndo…

Tem que dar um pulinho lá pra ver.

Endereço: Praça Benedito Calixto – Jardim Paulista, São Paulo | Site

Foto do facebook da cafeteria

Foto do facebook da cafeteria

No final do dia, a Babi me levou até o Sofá Café, em Pinheiros. uma cafeteria bonitinha que ela já tinha ido outras vezes e adorado.

O nome do lugar, aliás, faz jus ao ambiente, que é cheio de sofazinhos aconchegantes que lembram o da sala da nossa casa. Isso porque o lugar nasceu do sonho de um engenheiro florestal viciado em cafeína que resolveu estudar a fundo essa arte e criar um ambiente que, além da bebida deliciosa, também recebesse a gente assim, que nem a casa de um amigo.

E eu adorei o lugar! Além de termos sido muito bem atendidas, as comidas e bebidas que pedimos tavam maravilhosas e o ambiente era muito leve e acolhedor – algo que eu prezo muito.

O único problema foi que como eu tava resolvendo uns problemas por telefone e tava super preocupada se as coisas iam dar certo ou não, nem consegui dar uma voltinha lá pros fundos do café ou olhar com mais calma o cardápio. Por isso, já coloquei o lugar na lista de lugares pra voltar quando for Sao Paulo, porque quero mesmo experimentar mais comidas e bebidas de lá.

Endereço: Edifício Cultura Inglesa – R. Ferreira de Araújo, 741 – Pinheiros, São Paulo | Site | Facebook

 

E aproveitando o embalo do post, fica aqui a indicação do novo canal do Dhyogo do Sem Geração, o De Rolê por São Paulo, onde ele mostra lugares incríveis da cidade, ótimos pra passear e que são opções baratas pra quem quer sair da rotina.

Bisous, bisous, bom passeios e ótimo final de semana (: