Segunda parada: Amsterdã

Esse post é uma continuação do Primeira parada: Roma, que você pode ler clicando aqui. Tô escrevendo sem pressa sobre o lugares que conheci na minha última viagem, e ainda tem Milão e Como para aparecerem por aqui.

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Segunda parada: Amsterdã

Chegamos em Amsterdã no dia 25 de março, no final de uma tarde bastante gelada. E, verdade seja dita, as primeiras horas por lá não foram como a gente havia imaginado.

Em algum momento durante o voo de ida de Roma para Amsterdã, Diego começou a sentir um incômodo no ouvido. E o que no começo parecia ser apenas uma “dorzinha passageira”, se mostrou não apenas uma dor muito forte e insistente, como ainda evoluiu para um quadro  de “- O que você tá falando, não tô ouvindo nada!”.

A preocupação que a gente vinha sentindo no voo só aumentou depois que chegamos na cidade, fomos para o hotel, jantamos e a dor não dava sinais de melhora. Pelo que pesquisamos na internet, era até algo relativamente comum algumas pessoas sentirem um desconforto no ouvido por causa da pressão do voo, mas como a surdez de um dos ouvidos do Diego persistia e gente tava morrendo de medo de algo mais sério ter acontecido (como um tímpano ter estourado, por exemplo), pela primeira vez na vida decidimos acionar o seguro viagem. E, ainda bem, foi bem mais rápido e fácil do que imaginávamos. Tanto que não apenas fomos atendidos algumas poucas horas depois, como o médico foi até nosso quarto de hotel, as duas da manhã, enfrentando um frio de sete graus que fazia lá fora!

Então foi só depois de uma boa noite de sono e de tomar os remédios que o médico passou, que, no dia seguinte, Diego e eu começamos a explorar a capital da Holanda, e a entender um pouco melhor a dinâmica dessa cidade que é tão, mas tão diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil. Primeiro pelos seus tão famosos canais que parecem dar até um novo significado para o que entendemos como ruas e avenidas de uma cidade. E segundo pela forma como a esmagadora maioria dos moradores se desloca usando bicicletas e ocupando os espaços públicos, o que dá uma energia diferente para o lugar. Quase como se aquilo não fosse de fato uma cidade (ou pelo menos não uma cidade como estamos acostumados a entendê-la), mas um universo muito bonito criado para algum filme de fantasia.

Segunda parada: Amsterdã

Os lugares visitados em Amsterdã são um capítulo à parte e assim como eu fiz em Roma, achei mais fácil listá-los um a um para não correr o risco de deixar nada para trás. Eles com certeza merecem esse cuidado. Então aqui embaixo vai um pouquinho de tudo que vivemos na capital holandesa.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Ainda que os lugares listados nesse post não estejam na ordem em que foram visitados, o Van Goh Museum foi de fato o primeiro lugar para onde fomos na manhã seguinte da nossa chegada.

Com os ingressos já comprados com alguma antecedência, fomos sem pressa nenhuma desbravando todas as áreas do museu, que se dividem de acordo com as diferentes fases da carreira de Van Gogh. O que por si só já é algo bastante curioso de se ver, já que o pintor exerceu sua profissão por apenas oito anos, mas, devido a sua entrega artística tão grande, transitou por vários gêneros e produziu mais de 800 pinturas – tendo a maioria delas expostas aqui.

“Os girassois”, “Autorretrato com chapéu de palha” e “Quarto em Arles” (que na verdade são três pinturas) são apenas algumas das obras que estão nesse lugar. Vê-las pessoalmente e conhecer as diferentes incursões que Vincent fez dentro da pintura é algo um tanto quanto emocionante, especialmente quando, pouco a pouco, vamos conhecendo também sobre a história da sua vida. Algo, aliás, que ajuda bastante nessa compreensão é a área dedicada às cartas que ele enviava para seu irmão Theo. Elas ganham um lugar de destaque no museu e falam não apenas sobre a produção de suas obras, mas também sobre as crises emocionais e as reflexões sobre a vida que o pintor fazia.

Um lugar incrível, pra aprender muito e se admirar ainda mais, que eu indico fortemente pra todos que forem pra Amsterdã.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Bem próximo ao Van Gogh Museum, está o Rijksmuseum, um dos museus mais importantes de Amsterdã e um daqueles lugares impossíveis de não serem notados. Sua entrada, como a foto daqui de cima mostra, é muito chamativa e imponente, e seus corredores abrigam um acervo GIGANTESCO de pinturas, mobílias, pratarias, porcelanas e vários outros itens importantes para a história dos Países Baixos.

Ainda que a gente não tenha conseguido ver o museu de cabo a rabo (porque realmente eram muitas áreas), várias coisas do seu acervo me marcaram. Entre elas estava o quadro “A Ronda Noturna” do Rembrandt, toda a sua área impressionante de cultura oriental, uma sala que tinha uma biblioteca gigantesca (e da onde eu não queria mais sair) e os vitrais deslumbrantes da sua entrada. O tipo de passeio que nos ajuda a entender melhor a história e as influências artísticas do país. E, de quebra, um pouco da sua história política, econômica e social.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

O Vondelpark, o maior parque de Amsterdã (e que fica pertinho desses museus que falei aqui em cima) é pra mim uma das regiões mais gostosas da cidade. Com uma área verde enorme, lugares para andar de bicicleta, descansar, fazer um piquenique com os amigos e passear sem pressa, ele é considerado por muita gente como a versão holandesa do Central Park.

Quando chegamos na cidade em março, o frio estava um pouquinho mais ameno, e por isso, infelizmente, não conseguimos ver as águas do Voldepark congeladas. Mas tudo bem também, já que esse parque não é menos belo ou menos convidativo por causa desse fato. Ao contrário: ele foi provavelmente o lugar em que mais vi locais e viajantes se misturando – o que em cidades turísticas assim, é um ponto mais do que positivo.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Se eu que nem bebo cerveja curti pra caramba a visita a Heineken Experience, as chances de você também gostar são muito altas! Mais até do que entender a história da empresa, que é sim interessante e existe desde o século XIX, o que me fez pirar mesmo na visita foi conhecer o processo de produção da bebida, poder mexer nos caldeirões, sentir os cheiros, provar a cerveja durante as suas fases de produção e todas essas coisas que eu acho muito doidas e legais de se ver.

Além de tudo isso, rola essa proposta da visita à fábrica ser o mais dinâmica e divertida possível, então ocorrem vários vídeos, brincadeiras, fotos e interações com as instalações do lugar durante todo o tempo que você fica lá dentro. E, no final do percurso, cada pessoa ganha duas Heinekens pra beber, e ainda pode participar de uma competição pra descobrir quem serve o chopp com o melhor colarinho. Por incrível que pareça, eu ganhei da galera na rodada em que participei e ri muito da situação porque a verdade é que eu não tinha a menor ideia do que tava fazendo.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Localizado ali também na região do Vondelpark, perto dos outros museus de que eu já falei aqui no post, o Moco Museum pode até parecer menos atrativo por causa do seu tamanho, mas é o mais ~diferentão~ de todos os museus que visitei em Amsterdã e o único focado em arte moderna. Ainda que pequenininha, a casa onde ele fica mantém um acervo de obras do Bansky – o artista de rua que ninguém sabe ao certo a identidade e que transformou seus grafites em grandes críticas sociais e políticas  – e do Roy Lichtenstein, um dos artistas mais influentes da pop art.

Os cômodos da “casa” se dividem entre as suas principais obras (nunca que eu achei que fosse ver essas imagens de perto) e no final da exposição você ainda confere uma instalação do Lichtenstein que mostra o interior em 3D de um quarto inspirado no “Quarto em Arles” (uma famosa obra do Van Gogh), mas feito com as características do artista. A foto daqui de cima mostra um pedacinho dessa maravilhosidade.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Eu não esperava por isso, mas visitar a casa do Rembrandt foi talvez uma das experiências mais emocionantes dessa viagem. Diferente de todos os outros museu que já fui, ver as obras criadas por um artista no lugar em que ele as fez, andando pelos cômodos em que ele viveu e tentando entender um pouco do tipo de vida que levava e da pessoa que era, é uma experiência única. De verdade.

Foi muito especial ver o seu ateliê, onde ele dava aula pra tantos outros artista da época. Mas, de longe, o mais incrível dessa visita foi poder assistir a uma aula que é dada no lugar e que mostra como era o processo de produção das tintas que os artistas usavam no período. Feita em uma grande pedra (na foto aqui de cima dá pra ver direitinho), um pintor mostrou a produção de cada uma das cores ali na nossa frente, reproduzindo a mistura de materiais, falando sobre o preço de cada um deles (e como isso influenciava também no preço das obras) e dando vida a tons que a gente encontra nas obras de Rembrandt. Mágico de um tanto que eu nem sei dizer.

Ps: caso você vá visitar o lugar e tenha ficado com vontade de assistir a essa aula, tem que conferir direitinho no site oficial deles os dias e horários em que ela é feita. Mas aviso desde já: vale muito a pena!

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Fora todos esses lugares incríveis, Amsterdã é ainda uma cidade onde andar e ~ficar de bobeira~ são coisas que tem um charme muito maior do que o normal. Entrar em um café aleatório e pedir uma apple pie, passear pelos canais, ir até a frente da casa da Anne Frank (infelizmente não conseguimos comprar os ingressos a tempo, mas andar pela região e ver algumas homenagens feitas para ela já foi muito emocionante) e ficar sentada em um banquinho, apenas olhando o mar de bicicletas nas ruas, foram coisas para se fazer quase tão importantes ou legais quanto os museus e lugares daqui de cima. Eu amei demais e quem sabe um dia, ainda volte.

Até lá, continuo economizando e planejando outras viagens, e escrevendo um pouco sobre elas por aqui porque pra mim ainda é o melhor jeito de reviver todos esses momentos :)

Beijos procês e até mais!

Primeira parada: Roma

Casei e fui viajar. Essa talvez seja a forma mais simples de dizer que quase 9 anos depois de estarmos namorando e 5 de termos juntado nossos cacarecos e ido morar juntos, Diego e eu fomos ao cartório, assinamos uns papéis e nos casamos oficialmente.

As fotos desse dia devem ser postadas em breve por aqui, junto com mais algumas coisinhas bem especiais que tenho pra falar sobre essa data. Mas, por ora, fiquem sabendo que eu tô muito feliz e que viajar com o Di pra comemorar essa ocasião foi o melhor presente que eu poderia ter desejado. A viagem, aliás, foi planejada com um bom tempo de antecedência, mas depois de muitas procuras, cotações aqui e promoções ali, acabamos decidindo partir para três destinos que tínhamos muita vontade de conhecer: Roma, Amsterdã e Milão.

Nossa primeira parada foi em Roma e dizer que a cidade é ainda mais bonita e mais diferente do que imaginávamos é provavelmente um grande clichê, mas também uma grande verdade.

Roma é uma cidade muito antiga, que cresceu como um espaço feito por e para pessoas, de forma que a chegada dos carros tornou tudo uma verdadeira confusão. As ruas e calçadas (quando essas últimas existem) se confundem a todo momento, e as ruelinhas estreitas quase não comportam os veículos. Os romanos, no entanto, habitam esses espaços muito bem, e seja com carros, bicicletas ou a pé cruzam as diversas ruas da cidade passando por monumentos a perder de vista, quase como se o lugar fosse um museu a céu aberto.

Essa é, inclusive, uma boa definição para Roma.

Primeira parada: Roma

Roma é mesmo a terra do macarrão, das pessoas falando em voz alta e parecendo que estão bravas quando na verdade estão apenas conversando, das plantinhas nas janelas, do Coliseu (o Coliseu!) esplendoroso no meio da cidade, das ruínas do Fórum Romano, dos sabores diversos de pizza, das escadarias, das fontes, das igrejas que fazem a gente ficar de queixo caído, das praças lotadas.

Roma é a cidade das lambretas, dos filmes “Roman Holiday” e “La Dolce Vita”, das estátuas, do Vaticano, da História ao vivo e a cores ali na nossa frente. Roma é a cidade do amor, a cidade que faz a gente dar um mergulho sem volta no passado e se apaixonar por tudo que ela nos conta e nos mostra.

Foi por isso que decidi fazer um post sobre Roma, falando sobre cada um dos lugares que visitei, sobre o que eles têm de incrível e o que representaram para mim. Logo em seguida vem Amsterdã e Milão.

Sei que é  muita coisa, que os posts vão ficar enormes e que talvez você precise pegar um copo d’água na geladeira antes de começar a ler. Mas pra fazer jus a beleza dessas cidades, é preciso tudo isso. É preciso reservar um tempo, escrever sem pressa, relembrar de cada um desses cenários e, assim espero, transmitir para vocês pelo menos um bocadinho de toda a emoção e admiração que eu senti por esses lugares.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

A gente cresce escutando falar sobre o Coliseu nas aulas de História e assistindo filmes que mostram como ele foi pano de fundo pra diversas batalhas sangrentas. Mas pisar dentro dos seus muros e imaginar como era a vida naquela época e os inúmeros episódios horríveis que aconteceram ali dentro é muito mais forte, muito mais impactante do que eu poderia imaginar. Hoje em dia, no seu interior, além da sua própria arena (atualmente um labirinto de pedras), existem vários aneis que podem ser visitados, fazendo com que a gente tenha um leve vislumbre de como as coisas se passaram ali.

Não bastasse tudo isso, é mais louco ainda pensar em como o Coliseu, pra gente algo tão inalcançável, tão parte da História com H maiúsculo, é apenas mais uma parte da cidade para os romanos. Algo corriqueiro nos seus dias, apenas como mais um lugar em que eles passam em frente na volta do trabalho. Surreal, eu diria.

Primeira parada: Roma

O Fórum Romano e o Monte Palatino ficam um pouco mais à frente do Coliseu e, assim como ele, são monumentos que mesmo que você não pague pra entrar, já podem ter grande parte de si vistos de fora. Por dentro, sua ruínas (que foram encontradas por escavações apenas no século XX!) recontam uma parte de como era a vida durante o Império Romano.

Existem vários lugares particularmente bonitos nessa região, mas em um dos templos em que entramos (uma espécie de gruta) haviam projeções nas paredes que primeiro contavam um pouco da história do lugar e depois faziam com que uma “chuva” e em seguida um “tapete de flores” aparecessem nas suas paredes. O efeito era um absurdo de real e dava a impressão que centenas de flores desabrochavam de uma só vez por causa dos pingos da chuva.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Andar por Roma a pé, sem destino certo, talvez seja um dos passeios maios deliciosos que possam ser feitos. Além da quantidade de igrejas e lugares pequenininhos, porém belos que existem, as inúmeras praças espalhadas pela cidade dão um charme muito especial pro lugar. Elas estão sempre lotadas, costumam ser rodeadas de pequenos cafés e restaurantes, e tem uma atmosfera pulsante.

De todas as praças pelas quais passamos, as que mais gostei foram a Piazza Navona e a Piazza di Spaga. A Piazza Navona, talvez a praça mais famosa, gigante e importante de Roma, abriga ao longo de toda sua extensão nada mais nada menos que três lindas fontes: a Fontana del Moro, a Fontana dei Quattro Fiumi e a Fontana del Nettuno. Já a Piazza di Spagna, onde foi batida a foto daqui de cima, não é tão gigante quanto ela, mas em compensação possui uma das escadarias mais bonitas que já vi. Lá no seu topo fica a igreja Trinità dei Monti, além de um visão muito bonita das ruas da cidade.

Primeira parada: Roma

É quase impossível falar sobre Roma e acabar não falando também sobre o Vaticano. Muito mais do quem um “passeio religioso”, acredito que visitar os museus do Vaticano e a Capela Sistina é um passeio histórico e cultural, especialmente pra quem é admirador do mundo das artes. O acervo acumulado pelo Vaticano ao longo dos anos, seja em momentos gloriosos ou em momentos horrendos da História, fica exposto nesses museus, e não foram poucas as vezes em que fiquei embasbacada com as coisas que vi. A múmia embalsamada no museu do Egito foi uma delas, assim como as pinturas feitas com ouro derretido expostas em diversas salas. No entanto, nada, nada mesmo me deixou tão chocada e emocionada quanto a Capela Sistina.

Localizada no final dos museus, a Capela Sistina é um aposento recoberto de afrescos em cada milímetro das suas paredes. Tudo ali é muito grandioso e imponente,  e no seu teto fica uma pintura enorme de Michelangelo com nove cenas do Gênesis. No seu centro está a principal delas – e também uma das pinturas mais famosas do mundo – chamada de “A Criação de Adão”. Lá, infelizmente, é proibido bater foto, mas tenho certeza que nunca vou esquecer do clima daquela sala, e das coisas que vi e senti ali.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

A Basílica de São Pedro, outro grande símbolo religioso de Roma, pode ser vista de qualquer ponto mais alto da cidade e se destaca no horizonte, deixando a vista ainda mais bonita. É lá que o papa celebra a maioria das suas missas, onde o apóstolo Pedro está enterrado e onde a Pietà, uma das mais famosas obras de Michelangelo, está localizada. Além de tudo isso, tanto a Basílica por fora quanto todo o terreno que a circunda (uma área que no dia que fomos estava lotada de fieis) têm uma arquitetura maravilhosa. Assim como vários outros monumentos que vi na viagem (e possivelmente vocês já estão cansados de ler essa palavra aqui no blog) ela é majestosa, e foi uma pena não termos conseguido ver uma celebração do papa por lá enquanto estávamos em Roma.

Primeira parada: Roma

Ainda que não seja um dos pontos turísticos mais tradicionais da cidade, o Buco della Serratura atrai muita gente pelo boca a boca e pela curiosidade em entender o que de tão especial tem nesse lugar. Afinal, o que era para ser apenas um grande portão no topo de uma colina, acaba se tornando um local onde muitas pessoas vão, fazem fila na sua entrada e saem ainda mais encantadas depois de olharem no buraco da sua fechadura.

O segredo escondido naquele pequeno buraquinho é o de uma vista muito, muito mágica que mostra não apenas a Basílica de São Pedro exatamente de frente, mas todo um caminho milimetricamente desenhado em um jardim para se chegar até ela. A paisagem é quase como se fosse uma pintura. E tem mais: dentro de todo esse caminho é possível avistar três estados/ordens ao mesmo tempo! O estado italiano, o estado do Vaticano e a Ordem Soberana e Militar de Malta, uma organização internacional católica que é autônoma da Itália, possuindo até seu próprio passaporte e nacionalidade.

Sei que esse é o tipo de lugar que pode parecer muito “pequeno” em relação a todos os outros monumentos da cidade, mas ele foi, verdadeiramente, um dos que mais me marcaram.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Palco de uma das cenas mais famosas de “La Dolce Vita” de Federico Fellini e uma três vezes maior do que eu imaginava, a Fontana di Trevi é um cartão-postal da cidade, com uma escultura do rei Netuno bem no centro da sua construção. Ela sempre fica rodeada de dezenas pessoas, gente que além de querer tirar uma foto do lugar, ainda deseja jogar uma moeda nas suas águas, já que, reza a lenda, isso fará com que você volte para Roma. Essa superstição, inclusive, é levada tão a sério que quando eu estava montando o roteiro da viagem, descobri que no ano retrasado resgataram mais de um milhão e meio de euros de dentro da fonte! Isso mesmo, um milhão e meio. De euros. Em moedinhas na fonte. Uma verdadeira fortuna de desejos!

Primeira parada: Roma

Preciso confessar uma coisa: eu já havia escutado falar de tantos lugares incríveis de Roma (e que comprovei serem maravilhosos mesmo quando cheguei lá e fui visitar cada um), que a Galleria Borghese, um museu até então desconhecido pra mim, não gerou tanta expectativa assim. O que até acabou sendo uma coisa boa depois, porque fez com que o passeio fosse muito mais chocante e encantador do que eu supunha.

Essa admiração toda aconteceu porque além dessa galeria ficar localizada dentro de um enorme parque verde de Roma, que por si só já é muito bonito e fez com que a gente tivesse um dos momentos mais relaxantes da viagem, ela abriga ainda obras de arte de artistas que cresci escutando falar sobre, como Rafael, Caravaggio, Botticelli… E o mais importante, que foi o que me deixou mesmo de queixo caído: todos, absolutamente todos os seus cômodos são decorados em cada milímetros das suas paredes. Todas as salas da galeria, ainda que não tivessem essas obras expostas, são por si só extremamente bonitas e cheias de adornos, me lembrando muito algumas das salas que vi no palácio de Versailles em 2015. O tipo de lugar que me emociona, que me transporta para outras épocas e me faz sonhar, mesmo acordada.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Se você estiver pesquisando sobre passeios para fazer em Roma, é bem provável que a Via Margutta não chegue a aparecer nas suas anotações. Isso porque ela é uma “ruazinha como outra qualquer”,  muito bonitinha, mas sem nenhum grande monumento que a torne especial aos olhos dos turistas. Acontece que pra mim, grande fã de Audrey Hepburn, a Via Margutta é um pouco diferente e tem um significado muito especial

Tanto ela quanto a Boca della Verità foram palco das gravações de Roman Holiday, um dos meus filmes preferidos da atriz, e poder passear por esse cenários me emocionou de um jeito que acho mesmo que só pessoas que têm uma relação assim com algum filme vão entender o que eu senti.

A casa em que a atriz e Gregory Peck moram na história ainda está lá, localizada no número 51 da ruazinha, e no dia que fomos seus portões estavam abertos, dando para uma área em comum de várias construções (hoje, pelo que entendi, transformadas em galeria). A entrada, no entanto, continua bem parecida com a original, e lá, assim como na Bocca della Veritá, a sensação era a de que eu estava sendo diretamente transportada para o ano de 1953, vendo  de perto essa história que eu tanto amo.

Primeira parada: Roma

Ainda que não seja um dos castelos mais legais que já visitei (não também que eu conheça muitos haha, mas é que depois de entrar na Tower of London, fica difícil achar qualquer outro castelo tão impactante quanto aquele), foi bem legal conhecer o Castelo Sant’Angelo.

Tudo já começa pela sua entrada, onde fica a imponente ponte Sant’Angelo, cheia de estátuas em toda sua extensão (quem assistiu ao filme Anjos e Demônios, aliás, deve se lembrar desse lugar!). Enquanto isso, no seu interior,  existem cinco andares que vão contando um pouco da história dos imperadores, papas e prisioneiros que por ali já passaram, afinal o castelo que começou como uma fortaleza acabou se transformando em prisão com o passar dos anos. Para fechar a visita com chave de ouro, há ainda a vista do castelo, que é bem bonita como vocês podem ver nessa foto que tirei lá

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Descobri a existência do Museu do Videogame de Roma poucos dias antes de embarcamos pra cidade e, ainda bem, decidi colocá-lo no roteiro de última hora. Muito diferente de todos os outros passeios que fizemos, mas também cheio de histórias dentro das suas paredes, esse museu aqui é um presente pra todo mundo que se interesse minimamente pela área. Em ordem cronológica ele vai contando toda a evolução que os consoles e jogos tiveram, e homenageando pessoas, empresas e, claro, games que marcaram diversas gerações.

Mais legal ainda do que conhecer tudo isso é pode jogar todos esses títulos, e isso definitivamente é algo super explorado nesse museu: são centenas de jogos, das mais diferentes plataformas e gerações, pra gente jogar ali o quanto quiser. Os do Xbox, por exemplo, ganharam uma sala só pra si, enquanto os games de VR (realidade virtual) podem ser experimentados em uma outra com a ajuda de um atendente. Tudo incrivelmente bem organizado e muito, muito nostálgico, a ponto de nós perdermos completamente a noção da hora enquanto estávamos ali dentro.

Primeira parada: Roma

E é isso, espero que vocês tenham gostado bastante dessa primeira parte da viagem e de todos esses lugares que eu amei conhecer e queria muito escrever sobre aqui no blog. Volto em breve (breve mesmo!) pra falar sobre os desfiles do SPFWN45 e também sobre Amsterdã e Milão. Um beijo e bom restinho de domingo pra todos. Até mais!

As histórias que vou levar de Buenos Aires

14 de março, 10h40.

Faltava menos de meia hora para o nosso voo para Buenos Aires decolar, quando abri meu facebook e pulou na tela um daqueles “veja esta lembrança de dois anos atrás”. A imagem era da plataforma 9 ¾ em King’s Cross, o primeiro lugar que eu e o Diego visitamos assim que chegamos em Londres, lá em 2015. Aquela não tinha sido nossa primeira viagem juntos, é verdade, mas havia sido muito especial, não só porque Londres é uma cidade por si só mágica, mas também porque de lá seguimos para Paris – o lugar que eu mais tinha vontade de conhecer no mundo todo.

Sentada naquela sala de aeroporto dois anos depois e vendo aquela lembrança pela tela do celular, não é como se eu tivesse esquecido daqueles dias. Ao contrário: a viagem que fiz em 2015 foi uma das mais transformadoras da minha vida. Mas o curioso era que eu simplesmente não tinha me tocado até ali da coincidência das datas: exatamente dois anos depois de desembarcarmos em Londres, estávamos viajando juntos de novo, só que agora para um outro destino.

Instagram @paulinhav

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Buenos Aires era uma cidade que eu queria conhecer já fazia muito tempo, especialmente pela quantidade de amigos que já tinham ido pra lá e só tinham dito coisas maravilhosas do lugar. E, claro, tinha a questão de lá ser a terra da Mafalda, a garotinha inteligente, politizada e maravilhosa criado pelo cartunista Quino que sempre foi uma inspiração pra mim. Portanto, quando no comecinho desse ano resolvemos definir para onde íamos viajar nas férias, foi muito natural que a gente escolhesse BA como nosso destino.

No dia 14 então, quando desembarcamos na Argentina, fazia uma tarde de clima maravilhoso, com um ventinho gelado soprando nas ruas e fazendo todo mundo tirar os casaquinhos do armário. Já de cara tivemos uma impressão muito boa da cidade, especialmente porque dessa vez não ficamos em hotel, e sim hospedados no apartamento de um argentino, e a recepção que o pai dele fez foi tão acolhedora que eu senti como se aquele fosse um prenúncio do que estava por vir.

Naquele mesmo dia, saímos pra conhecer os arredores do apartamento e demos um pulinho na área do Centro Cultural Recoleta, que estava cheia de gente sentada no gramado, fazendo piquenique, jogando conversa fora e olhando o pôr-do-sol. É impressionante, aliás, a quantidade de áreas verdes espalhadas pela cidade. Parece que em todo canto que você vai sempre têm praças, gramados e jardins, e os argentinos aproveitam cada pedacinho desses espaços públicos pra se encontrarem com os amigos, pra marcarem encontros, pra passarem um tempo com a família.

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Nesse mesmo dia conhecemos também o El Ateneo, uma livraria construída dentro de um antigo teatro, considerada pelo The Guardian a segunda livraria mais linda do mundo! Lá, além das estantes com livros espalhadas pelos diversos andares do teatro, no palco, junto a um velho piano, funciona uma cafeteria que obviamente a gente fez questão de visitar e experimentar um pouco do cardápio (vai ter um post só sobre as comidas da viagem haha, então vou evitar falar disso aqui hoje).

Além disso, ali pertinho conhecemos também a Bond Street, uma versão portenha da Galeria do Rock. Tudo ali é voltado para a cultura underground, como as lojas de piercings e tatuagens, os grafites das paredes e até a forma como o local foi planejado, cheio de escadas em uma “desorganização” planejada.

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Nos dias que se seguiram, aproveitamos pra conhecer alguns dos lugares que já tínhamos lido a respeito e estávamos loucos pra ver de perto, como o Caminito, cheio de casinhas coloridas e muita, muita gente mesmo; a Casa Rosada, sede da presidência da República Argentina; O Rosedal de Palermo, um jardim de rosas que parece saído de dentro de um filme; o Jardim Botânico Carlos Thays, que traz uma paz pra dentro da gente indescritível; toda a região do Puerto Madero, que é um absurdo de linda, especialmente pela arquitetura moderna que fica no seu entorno; a estátua da Mafalda (acompanhada dos seus fieis amigos Susanita e Manolito) e a Fragata Sarmiento, o primeiro barco que eu entrei na minha vida!

E assim como em outras viagens que fizemos onde visitamos uma quantidade razoável de museus (Diego divide comigo essa pira louca pelo acervo desses lugares), em Buenos Aires visitamos O Museu Nacional de Belas Artes e o Museu de Arte Latino-Americana, onde vimos o quadro O Abaporu da Tarsila do Amaral. Coisa que pra mim foi bem emocionante mesmo, já que cresci escutando minha mãe, professora de Artes, falar desse quadro, de Tarsila e de toda a sua turma de 1922.

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Só que mais até do esses lugares que conhecemos da cidade, na maioria bem famosos e conhecidos por serem ponto turísticos, a gente também procurou se deixar levar muitas vezes. Se perder um pouco pelo caminho. Parar pra ver o movimento das praças, acompanhar os pais deixando as crianças na escolinha do lado do apartamento, parar nas bancas de revistas e conhecer um pouco do que os argentinos consomem de notícias e entretenimento.

E um monte de coisa não tão importantes assim à primeira vista, mas que tornaram essa viagem ainda mais linda, foram surgindo por causa disso. Como ficar um tanto quanto emocionada ao ver um senhorzinho de terno e gravata, perdido em pensamentos, jantando sozinho e escutando tango no fundo de um restaurante na Recoleta. Como se divertir dentro do supermercado conhecendo marcas argentinas e comprando coisinhas para jantarmos no apartamento. Como sair de madrugada bêbada do restaurante em Puerto Madero e de mãos dadas com o Diego sentir aquela brisa vindo das águas geladas do lugar. Como dispensar táxis e ubers e fazer quase que tudo a pé, conhecendo diferentes cantos da cidade.

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Na volta pra casa só conseguia pensar em quanta coisa boa levei comigo dessa cidade. Não só em fotos, mas no conhecimento, na memória e no coração.

Um monte de histórias que Buenos Aires me proporcionou e que nunca vou esquecer.

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Beijos, com saudade.

Desbravando São Paulo #6

Aproveitando que no último dia 25 de janeiro foi aniversário de São Paulo e que na última vez que estive por lá conheci alguns lugares muito incríveis, resolvi fazer o Desbravando São Paulo #6 aqui no blog,  com lugares pra comer, passear e ter bons com momentos com os amigos.

Pra quem quiser ver outros posts que já rolaram com indicações de lugares pra visitar em São Paulo, é só clicar aqui.

E ah, contem depois nos comentários quais desses lugares vocês conhecem ou quais ficaram com vontade de conhecer, e me indiquem lugares legais pra ir também! Vou colocar na lista pra minha próxima visita.

Foto do site oficial do restaurante

Foto do site oficial do restaurante

O Consulado Mineiro tem diversas unidades espalhadas por São Paulo, mas a que eu fui, acompanhado da Babi, do Lucas e da Naína, fica em frente a feirinha da Benedito Calixto. Foi lá inclusive onde ficamos enrolando enquanto não chegava nossa vez de entrar no restaurante, já que fomos almoçar tarde e pegamos uma senhora fila pra entrar. Parece, aliás, ser meio comum esse movimento todo no lugar, o que faz com que o pessoal fique esperando a sua vez ali na rua bebendo, em um ambiente bem leve e descontraído.

Almoçamos em uma das mesas lá de dentro e os pratos deles são super fartos, tipicamente mineiros e muito, muito gordos. Sabe comida de vó que você não consegue parar enquanto não vê o fundo da panela? Bem isso!

Achei um lugar muito gostoso pra ir almoçar em um final de semana quando você não tá preocupada com o tempo ou com alguns quilos a mais na balança. Nós que estávamos em quatro dividimos dois pratos, ficamos mega satisfeitos e o valor pra cada um foi bem justo diante da qualidade e quantidade de comida que foi servida.

Consulado Mineiro
Praça Benedito Calixto, 74
Site do Consulado Mineiro

Foto do instagram da sorveteria, o @fridaemina

O Frida & Mina é uma sorveteria supercharmosa ali em Pinheiros, toda pequenininha e delicada, com sorvetes que tem um sabor irresistível.  Todos os sabores (e as casquinhas!) são feitos artesanalmente lá na própria sorveteria, com produtos naturais e frescos. O mais legal disso tudo é que como o espaço de produção deles é de vidro, você consegue ver tudo isso sendo feito enquanto escolhe o que vai saborear. E que sabor, meus amigos! Os sorvetes de lá são super diferentes e deliciosos. Indico fortemente o crocante de macadâmia (que eu pedi uma bola e não queria que terminasse nunca mais), mas chutaria dizer que vale a pena voltar muitas vezes lá e experimentar um pouquinho de todos.

Tenho que admitir que não é um sorvete barato. Mas, ainda assim, acaba valendo a pena pelo sabor e texturas diferentes, qualidade da produção e pela casquinha que é puro amor.

Frida & Mina
R. Artur de Azevedo, 1147 – Pinheiros
Site da Frida & Mina

Foto do meu instagram @paulinhav

Foto do meu instagram @paulinhav

É muito difícil dizer em poucas palavras porque vale a pena visitar o bairro da Liberdade, já que ele é tão grande e tem tantos lugares – dos mais famosos até os mais escondidinhos – que merecem ser conhecidos. Babi já me levou em alguns desses lugares em uma outra visita que fiz na cidade, mas nessa última vez passeamos por lá despretensiosamente, fizemos compra em um mercadinho da região e admiramos as tão famosas lanternas das suas ruas.

E isso é uma das coisas mais gostosas de lá: não são apenas os restaurantes, lojinhas ou insira aqui seu lugar preferido que tem na Liberdade que são legais. O bairro, por si só, é cheio de vida, de pequenas feirinhas nas calçadas, de decorações diferentes e coloridas, de pessoas falando alto e se apinhando pra andar em um lugar que tem ritmo próprio.

Acho que é uma parte de São Paulo muito intensa e muito diferente de todo o resto, que merece ganhar um pouco do nosso tempo pra ser conhecida melhor, mesmo que sem um destino certo. Se deixa levar.

Foto do meu instagram @paulinhav

Foto do meu instagram @paulinhav

A Beth é um potinho de amor em forma de padaria. Só assim pra explicar pra vocês as comidas e bebidas deliciosas que eles fazem nesse lugar, que é super pequenininho e fica numa ruinha charmosa ali na Vila Mariana. Eles têm uma produção de pães artesanais sem conservantes, e absolutamente tudo que tem lá pra comer é tão natural e te enche de amor a cada mordida que fica impossível não querer voltar muitas vezes.

Fui lá em um domingo pra experimentar o cardápio de brunch e tava tudo muito delicioso e cheio de gente (tão cheio que muitas pessoas ficavam sentadas na calçada mesmo porque o lugar é pequeno e tem pouquíssimas cadeiras). No dia anterior havia tido um evento especial deles com o tema de Gilmore Girls (!) e ainda tinham adesivos sobrando pras pessoas escolherem se eram team Logan, team Jess ou team Dean. Como não amar?

Portanto, visitem, comam, comprem (inclusive na lojinha online deles) e se deliciem. É muito bom!

Beth Bakery
Rua Paula Ney, 338 – Vila Mariana
Site da Beth

Foto do meu instagram @paulinhav

O parque da Aclimação é um pedaço lindo de verde em São Paulo, que fica aberto diariamente das 6h as 22h e que é perfeito pra caminhar, correr, desestressar um pouco  e, se você tiver uma amiga fotógrafa como a Babi, ainda ganhar de brinde fotos suas tiradas lá.

Além disso, o parque tem um lago lindo, uma concha acústica e vários pequenos cantinhos charmosos em que dá pra fazer um piquenique ou mesmo levar um livro pra ler. É um lugar até que bem movimentado pelo tanto de gente que vai pra lá se exercitar, mas que é repleto de pequenos cantos onde você pode parar, ficar sozinho, respirar e recuperar as energias.

Parque da Aclimação
End.: Rua Muniz de Souza, 1119 – Aclimação
Site do Parque

Beijos e bom final de semana

Passeando por Gramado e Canela

Em junho eu entrei de férias e aproveitei a ocasião pra fazer aquilo que mais amo fazer na vida: viajar! Diego e eu tínhamos ficado na dúvida entre ir para o sul do país ou para Buenos Aires, mas depois de muito ponderar, achamos melhor deixar a capital da Argentina pras férias que vem e conhecer um pouquinho mais do nosso próprio pais.

A verdade é que nós dois somos muito curiosos sobre essa região do Brasil, e ainda que eu tenha família paterna espalhada por vários cantos do sul, eu só conheço de verdade Florianópolis. Sendo assim, tínhamos uma região inteira pra marcar no mapa, fechar os olhos, apontar o dedo e escolher qualquer lugar que desejássemos. 

Gramado acabou sendo nossa primeira opção. A cidadezinha fica no Rio Grande do Sul, mais especificamente na serra gaúcha, e é uma região bastante turística, especialmente nessa época do ano em que o frio começa a dar as caras. Tivemos aliás bastante sorte nesse quesito e durante o período em que ficamos lá pegamos a maior frente fria do ano da região! O resultado foi uma temperatura de 2 a 7 graus durante o dia e algo em torno do -2 durante à noite. Frio desses de congelar a alma.

Mas além da própria cidade de Gramado, nossa viagem acabou nos levando pra Canela também, uma cidade vizinha que fica a dez minutos dali. Diferente de Gramado que é bastante agitada e cheia de gente passeando pelas ruas, Canela é muito mais tranquila e leve. E ainda que eu tenha amado todos os passeios em Gramado (muitos, aliás, que infelizmente ficaram de fora do vídeo), Canela tem belezas naturais que emocionam. As folhas de outono, a brisa gostosa, os riachos, as cascatas, os cantinhos todos que fazer você acreditar que está em um filme.

Ficamos hospedados no Hotel Galo Vermelho, na Avenida das Hortênsias, e como a cidade é bem pequena levávamos dez minutos pra chegar de carro no centro.  Optamos, aliás, por alugar um veículo porque além da comodidade, fomos também em vinícolas, parques na estrada, trilhas e alguns outros programas onde chegar a pé era fora de questão. Mas se você também for viajar pra lá e decidir ficar só na cidade, pegar um hotel no centro é sucesso. Você consegue fazer tudo a pé tranquilamente, e ainda tem a vantagem de não perder um tempão achando vaga pra estacionar.

Bom, como eu contei foi a primeira vez que fui pra Gramado, mas antes de chegar lá eu já tinha me informado bem sobre alguns programas legais e ~obrigatórios~ de se fazer na cidade e alguns outros não tão famosos, mas incríveis também (obrigada a todas as meninas do Fashonismo que me ajudaram com sugestões e em especial a Nuta que com esse post me apresentou a Casa da Velha Bruxa, uma cafeteria maravilhosa da cidade).

Em Gramado fomos ao Museu da Moda, lugar idealizado pela estilista Milka Wolf que conta com um acervo muito bem feito e organizado. O Museu se debruça sobre a moda de várias décadas e o estilo de grandes estrelas de Hollywood, e apesar do preço salgado da visita, acho que é um lugar que quem gosta de moda vai amar incondicionalmente. Aliás, uma coisa bem legal de Gramado é que lá tem opções de passeios para amantes das coisas mais distintas possíveis.

Pra quem gosta de chocolate (quem não gosta?!), além dos maravilhosos chocolates quentes que têm em praticamente todos os estabelecimentos da cidade, há ainda muitas fábricas de chocolate com visitação aberta ao público. Nós fomos na da Prayer, que faz uma visita bem completa nas suas diferentes etapas de produção, e que tem chocolates que derretem na boca e não enjoam nunca.

Os amantes de uma boa comida, por sua vez, vão encontrar a felicidade nos rodízios de foundue, que são super comuns nos restaurantes de lá. As porções são enormes e acho que nunca comi tanto na minha vida haha. Já quem gosta de passeios bem tranquilos, vai amar o Lago Negro, que é cheio de pedalinhos, pessoas passeando sem pressa, uma luz natural que parece só existir lá e uma calmaria deliciosa.

Tem ainda o Mundo a Vapor, que como o próprio nome diz é um parque temático sobre máquinas à vapor, mas que me surpreendeu muito pela forma didática e leve com que relaciona o uso dessas máquinas ao avanço das fábricas, usinas e reservatórios. Saí de lá aprendendo muita coisa, de verdade.

E tem ainda a graciosa Fonte do Amor Eterno, a Rua Torta, que tem curvinhas muito charmosas, e a Rua Coberta, espaço onde rolou uma feirinha do livro muito tentadora enquanto eu estava lá.

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Mas Canela não fica nem um pouco atrás de tudo isso. Como eu disse, a cidade é leve, descomplicada e com uma beleza natural inacreditável.

Os lugares mais marcantes pra mim foram a Igreja de Pedra (essa mesma da foto aqui de cima) que à noite tem uma vista deslumbrante, o Castelinho Caracol, que é um casarão antigo de uma das primeiras famílias da cidade e que tem uma aura toda particular (e que eu confesso, foi meu lugar preferido da viagem toda) e o Parque do Caracol, que conta com a maior cascata que eu já vi na minha vida.

Eu com certeza devo ter esquecido de falar de vários lugares que visitamos, mas acho que as fotos e o vídeo daqui de baixo ajudam a passar um pouquinho do clima dessa viagem pra vocês. Espero que gostem.

Bisous, bisous e bom final de semana