Sobre os últimos e os próximos dias

http://charlottedaydesign.com/

Como vocês devem ter notado, durante esse mês tem rolado post quase todos os dias aqui no blog. Digo quase porque nos finais de semana eu me permiti ficar longe da internet (exceto no primeiro final de semana do mês, em que falei sobre minha mudança de visual e fiz a resenha de Precisamos falar sobre o Kevin) e também porque houveram dois dias ~normais~ em que também não postei, já que precisava entregar alguns freelas.

A minha vontade de escrever mais por aqui vem de dois motivos: o primeiro é que eu sentia que tava muito displicente com a minha escrita, e ainda que o blog seja apenas um hobby, eu gosto de o levar bastante a sério. E o segundo é que sentar na frente do computador e escrever todo dia tem me ajudado muito no projeto-mor desse ano – e de que eu falei nesse post aqui. Ter mais foco é a minha grande meta de 2016 e ainda que a internet seja uma das minhas maiores aliadas nesse processo, ela também é uma das minhas maiores inimigas. Louco, não?

Quando eu preciso sentar aqui e fazer algo rápido e sério e que na maioria das vezes envolve escrita, eu acabo demorando muito mais tempo do que deveria porque me distraio facilmente. E não dá pra ser assim. Se eu não sou assim no trabalho, por que raios vou ser assim na minha casa?

Foi por tudo isso que decidi que iria tentar postar todos os dias esse mês e, hoje, 20 dias depois, venho aqui contar que tenho conseguido fazer isso com bastante sucesso. 😀

http://charlottedaydesign.com/

Como eu não deixo os posts agendados, todo dia depois do trabalho (em que, aliás, eu já tava escrevendo, só que pra revistas), eu tenho que vir aqui na frente do computador e escrever sobre o tema do dia.

Tenho que admitir que tá sendo mega cansativo. Mas tá valendo a pena. Eu tenho conseguido focar muito mais nos textos, indo lá e fazendo o que tem de ser feito, sem muita distração. E isso tá me ajudando muito, inclusive em freelas que eu tenho conseguido fazer com mais rapidez.

Por outro lado, existem alguns dias em que eu fico completamente sem ideia do que postar. Eu sou muito movida a inspiração e o blog tem essa função de ser o lugar onde eu deposito tudo isso, além das minhas dúvidas, meu dia a dia, meus gostos, minha visão da moda… E se não tem algo que eu ache verdadeiramente legal e interessante pra escrever, eu deixo quieto e espero surgir um novo tópico na minha vida. Postar ~qualquer coisa~ só por postar não rola e deturpa completamente a ideia que eu faço da blogosfera.

Portanto, encerro esse post com duas considerações. A primeira é que de tão positiva que tá sendo a experiência desse mês, eu quero leva-la – ainda que de forma muito menos rigorosa – pra frente, ou seja, que mesmo depois que abril acabar, a ideia é postar ainda com bastante assiduidade aqui no blog. Não vai ter post todo dia, mas vai ter muito mais post do que tinha antes.

A segunda é que tanto agora em abril quanto depois que o mês terminar, eu já imagino que vão rolar alguns dias de “falta de inspiração” de temas. Normal, né. E aí queria pedir a ajuda de vocês pra me ajudarem com sugestões. Vale TAG, bate papo, resenha, história de algum estilista, o que vocês acharem interessante. Se for algo que me inspire, que me faça pensar, que me chame a atenção, certeza que eu vou escrever sobre o assunto aqui. E mesmo que não role de fazer exatamente aquilo que foi sugerido, às vezes uma ideia dada me ascende outra na cabeça  e isso acaba virando post também.

Então, é isso. Espero muito contar com a ajuda de você! E podem deixar ideias aqui ou em qualquer outra rede social, mandar email, etc, que eu vou olhar tudo. Qualquer sugestão é mais do que bem-vinda!

Bisous, bisous e até amanhã.

– As ilustras desse post fazem parte de uma série linda, linda da ilustradora Charlotte Day. Aqui o link do site dela, cheinho de imagens maravilhosas.

Links para toda hora #10

Deixa eu contar pra vocês uma história…

Há pouco mais de cinco anos nasceu uma revista digital feita por colaboradores de todo canto do país. Essa revista se chamava aLagarta e era feita por jornalistas, designers, stylists, modelos e gente das mais variadas áreas que apostaram na sua proposta (de levar arte e beleza para as pessoas) e que, com MUITA dedicação, fizeram a revista se transformar no projeto tão bacana que ela é hoje.

Há três anos me juntei a esse time e pude ver de perto todo o empenho que rola em cada edição, que sempre aposta em um tema central e se desenvolve em torno dele. Aprendi muito em todo esse tempo e tenho um orgulho danado de contar pra todo mundo que tenho um pezinho de participação nessa história toda.

Bom, tudo isso foi pra contar que nós da aLagarta estamos agora dando um novo rumo à revista. É um desafio enorme e complicado, mas que tem nos deixado muito, muito empolgados e felizes: a gente vai virar uma revista impressa!

E pra isso a gente conta com você que acompanha nosso trabalho já há algum tempo ou com você que acabou de nos conhecer, mas que se interessou pelo projeto. Lá no catarse, dá pra contribuir com diferentes valores (com uma recompensa bem massa pra cada um) e assim nos apoiar. E mesmo que você não possa colaborar, ajudar a divulgar o nosso crowdfunding já é super válido.

Vamos lá, hein, estamos contando com vocês. Segue o link http://bit.ly/aL-CrowdFunding

Eu já falei desse texto do Leo Aversa no último post do blog, mas não tinha como montar uma lista com indicações de links e deixá-lo de fora. Ele é leve, divertido, bem escrito e o tipo de texto que a gente lê e fica com um sorriso no canto da boca quando chega na última linha.

Deixem o dia de vocês mais gostoso e o leiam também :)

Pra quem não conhece, o Vlogbrothers  é um canal no youtube feito por dois caras, o John Green (autor de A Culpa é das Estrelas, Cidades de Papel e muitos outros sucessos literários) e o seu irmão, Hank Green. O canal é maravilhoso e conseguiu reunir em torno de si muitos seguidores dedicados e apaixonados pelas conversas e debates dos dois irmão, criando uma comunidade gigante e super entrosada, o Nerdfighters. Ps: pra quem se interessar, existe a comunidade brasileira do Nerdfighters no facebook. Procurem lá! Fui admitida na semana passada e tô adorando acompanhar as discussões.

Tem um texto do GWS que explica muito bem todo esse universo paralelo dos irmãos Green, mas o que eu queria mesmo indicar aqui é um dos últimos vídeos do canal deles, o “Brazil’s Government is Falling Apart… and it’s Good News?”. Ainda que muita coisa já tenha acontecido na política brasileira desde que ele foi lançado, ele é muito interessante pra entendermos todos os passos que foram dados para chegarmos até aqui.

Hank Green dá uma verdadeira aula de história e política brasileira explicando como se deu a ascensão do PT ao poder, a oposição, os escândalos políticos que aconteceram, o esquema da Lava Jato, a imagem que se criou do juiz Moro e muito mais. O mais interessante é que é uma visão totalmente apartidária da situação e uma forma bastante didática de explicar os últimos acontecimentos políticos do país.

E tá tudo legendado, pra facilitar ainda mais as nossas vidas.

De 12/04 a 15/04 rolou a 39ª edição da Casa de Criadores, um dos eventos das modas que eu mais tenho vontade de um dia acompanhar in loco. Eu acho bárbara a ideia da Casa e tenho um respeito muito grande não apenas pela proposta, mas por todos os novos e conhecidos nomes que por lá se apresentam.

Nessa última edição, a Lilian Pacce fez uma bela cobertura do evento, que dá pra ser conferida nesse link aqui. Um dos maiores destaques foi a estreia do brasileiro Lui Iarocheski (a foto daqui de cima é do designer com algumas das suas criações) e tem, inclusive, uma entrevista muito interessante com ele lá no site da Lilian.

Prontas para uma overdose de Taylor Swift?

Pra começar que a Taylor é a covergirl da edição de maio da Vogue e na foto a cantora tá muito diferente do que estamos acostumados a vê-la. Eu ainda não sei dizer se gostei ou não da capa, mas que é diferente e faz a gente perder uns bons minutinhos olhando com mais atenção, isso faz. E pra deixar as coisas mais interessantes, Tay respondeu um dos quadros do canal da Vogue que eu mais amo, o “73 questions with”. O vídeo faz um pequeno tour na sua casa e é uma delícia (como sempre) de acompanhar.

Não bastasse tudo isso, menina Taylor ainda é a garota propaganda da nova campanha da Apple Music e já teve liberados dois vídeos dessa sua empreitada. No primeiro, enquanto escuta uma playlist especial para correr e se exercita em uma esteira, ela toma um tombaço daqueles homéricos, de ficar estatelada no chão morrendo de dor. Já no segundo, ao som de “The Middle” do Jimmy Eat World, ela dança loucamente enquanto se arruma para sair – e faz a gente ter vontade de sair dançando por aí também.

Pois é, quando a gente acha que Tay deu uma sossegada, aí é que ela vem e PÁ, causa todo um rebuliço maravilhoso. Aah<3

Bisous, bisous e até amanhã!

Eu escrevo, tu escreves

Eu admiro pessoas que conseguem escrever com leveza. Gente que consegue transformar um tema quase considerado bobo, como, sei lá, o brinquedo novo que comprou para o cachorro, em algo que a gente tem um prazer gigantesco de ler. E com a mesma maestria, de um jeito descomplicado que é de dar inveja, vai lá e fala também sobre a viagem que mudou a sua vida, sobre como é ter o emprego dos sonhos, sobre uma história de amor que já viveu, e sobre qualquer outro tema enorme e profundo, de um jeito descolado de quem tá contando um causo para um amigo no bar.

Ainda que eu não seja nenhuma especialista em técnicas de escrita, nesses muitos anos de ávida leitora e nesses outros tantos como jornalista, eu aprendi a ver e apreciar diferentes estilos de texto. Só que muito raramente, quando menos eu espero, alguém assim aparece. Alguém que escreve de um jeito que eu paro e penso: é isso. Essa pessoa conseguiu.

Vejam bem, eu amo escrever matérias. Pesquisar, selecionar informações, responder ao lead e desenvolver o texto de um jeito que informe, que envolva, que cutuque o leitor. E amo escrever ficção. Taí algo que talvez vocês não saibam sobre mim, mas eu sempre tive um apreço especial por textos em que eu podia criar a minha própria história. Tanto que foram por causa desses textos que eu decidi cursar a universidade que cursei. Mas o fato é que eu tenho esse amor escrachado, desbundado, sem o mínimo pudor por textos que tenham um pé ali entre a crônica e a carta, entre a conversa de portão e o bilhetinho deixado correndo na geladeira.

Textos que falem sobre a vida, ou sobre parte dela, sobre um dia, ou sobre morrer de amor. Textos de gente com o Caio Fernando Abreu (um dos meus escritores preferidos), que falam com a mesma intensidade e loucura sobre conviver com uma doença como o HIV ou sobre as previsões do horóscopo.

Textos como esse que li essa semana, do Leo Aversa. Tão corriqueiro, tão divertido e leve. Uma gostosura de ler.

Ou textos ainda como os que o Gian Lucca escrevia para o GWS. Sempre sobre umas paradas doidas que passavam pela cabeça dele e que eram maravilhosamente alucinantes de acompanhar.

Me encham de textos assim na vida, por favor. Me deixem ir ali mergulhar neles. De corpo, cabeça, alma e inspiração.

Bisous, bisous e até amanhã!

Time of the season

{para escutar durante o post} 🎧

A loja Rosegal, que é parceira do blog e de quem eu já falei aqui e fotografei algumas peças aqui, me mandou mais um item para ser resenhado. E confesso que quando fiz a solicitação do vestido no site, a tentativa (muito bem-sucedida, diga-se de passagem) era de colocar um pouco mais de estampas belas na minha arara de roupas.

No final das contas, além de flores supercoloridas, minha arara ganhou também mais um vestido em A lindo – um dos meus shapes preferidos. E assim como o vestido em A preto e branco deles de que eu já falei aqui no blog, esse vestido do post também tem um tecido mais encorpado, o que eu acho essencial para dar volume e movimento à uma silhueta dessas.

O vestido faz parte da categoria Print Dresses do site, tá por R$49,40 e além das estampas florais e de chaves (as da gola são as mais fofas!), o tecido dele é todo texturizado. Vocês me perdoem se eu estiver usando o termo errado, mas pra mim é como se tanto na parte de cima quanto na de baixo ele fosse todo quiltado em formato de flores. O que de longe pode até passar despercebido, mas de perto se torna um tipo de detalhe que torna a peça ainda mais incrível.

Além disso, preciso falar que todas as peças da Rosegal que recebi até hoje nesse formato, vieram com pregas muito bem feitas na parte de baixo. Acabamento que eu, particularmente, acho essencial em vestidos assim.

As outras peças que compõem o meu look não são da loja, mas acredito que sirvam como um ideia inicial pra gente pensar em vários outros tipos de combinações que podem ser feitas com esse vestido. Eu particularmente ainda quero muito usá-lo com sapatilha, um casaquinho ou blazer se esfriar um pouco, brincar com chapéus de abas maiores e apostar em outros modelos de bolsas que ajudem a acender a estampa. Mas aí, é claro, vai do estilo e gosto de cada um pra combinar como bem entender.

Preciso agradecer MUITO a Ariane pela paciência e ajuda com o shooting. Todas as fotos daqui do post são dela, e olha que essa foi a nossa segunda sessão, já que na primeira vez, a câmera fez o favor de zoar com todas as fotos que a gente tinha feito. Ari, obrigada mesmo, cê arrasa <3

Bisous, bisous eaté amanhã! o/

Um punhado de opiniões sobre a coleção do Alexandre Herchcovitch para a C&A

Hoje, depois de uma manhã corrida de trabalho na redação, saí da editora e fui para o Bauru Shopping conferir a nova parceria desenvolvida entre o estilista Alexandre Herchcovitch e a C&A. Com uma ansiedade que fazia muito tempo que eu não sentia quando o assunto era parceria de grandes estilistas com redes de fast-fashion, fui ver de perto as peças que já haviam sido divulgadas ontem no site da loja, mas que só chegaram hoje às unidades da rede.

O desfile de lançamento da coleção foi ontem, na Praça das Artes em São Paulo, e dá pra ser visto completinho no vídeo aqui de baixo. Nele a gente nota um casting super diversificado de idades, tipos físicos, estilos… Uma heterogeneidade que faz bastante juz a uma coleção que perpassa um monte de fases diferentes da carreira do estilista. O foco, é claro, são suas raízes, mas pra quem admira o trabalho de Herchcovitch (oi!) e conhece um pouquinho da sua história, a ideia da coleção ganha um sentido ainda mais especial.

Eu amei ver, por exemplo, como eles trouxeram diversos tipos de elementos-chave da carreira do Alexandre, – como as caveiras, o xadrez, a alfaiataria, a risca de giz – de um jeito super, super, super usável. É roupa que você coloca pra trabalhar, roupa que você coloca pra ir no barzinho, roupa que você coloca pra ver o namorado. Roupa que você usa. Mesmo. E ainda que eu ame coleções conceituais, acho que é importantíssimo que as redes de fast-fashion cumpram esse compromisso  de moda comercial com o consumidor.

Dá pra ver e comprar no site da C&A todas as peças da coleção, que chegam quase a 200 itens (!) entre roupas femininas, masculinas e acessórios. Além disso, dá pra ver por lá também um dos itens da parceria que mais causou frisson: o vestido de noiva, que eu achei uma sacada super inteligente e que, quem sabe, pode virar um novo filão a ser explorado nessas parcerias.

Mas vamos ao que interessa: a qualidade, corte e acabamento das peças.

Depois de ver todos os itens no site e ver ao vivo, tive algumas surpresas muito boas e umas pequenas estranhezas também. As blusas de crepe com efeito acetinado, por exemplo, que não tinham chamado minha atenção antes, ganharam meu coração. A amarela é linda e vai ficar especialmente mais chique em quem tem cabelo ou pele morena. Os vestidos florais são mil vezes mais lindos pessoalmente e acho que o maior trunfo da coleção é que os cortes das peças são bons. As calças e shorts são bem alinhados e o casaco vermelho, que eu não resisti e comprei, fica com uma silhueta linda no corpo!

Por outro lado, os vestidos de paetês são meio esquisitos e as camisetas de caveira, uma das peças que eu mais queria comprar, me deixaram um pouco na dúvida. Ainda que vestissem bem, fiquei com medo do tecido e botei na balança se valia a pena os R$89,99 que eles estavam cobrando.

Em geral eu gostei muito da coleção. Ela tá redondinha, bem-feita, muito bem pensada e visando diversos tipos de público. No tempo que fiquei na loja, vi muita gente entrando na C&A só pra provar as peças da coleção e era legal ver a heterogeneidade do pessoal.

Vale a pena dar uma olhadinha pessoalmente se tiver uma unidade com a coleção aí perto da sua casa.

Bisous, bisous e até amanhã!