Começos de ano, aniversários e tudo no meio do caminho

Faz alguns dias fiz 27 anos.

Lembro que quando era pequena, não achava nada legal essa coisa de fazer aniversário no começo de janeiro, logo quando eram férias e a maioria dos meus amigos tinha ido viajar. As fotos que tenho dessa época tão aí pra provar que não minto: nunca consegui reunir todo mundo que queria nas minhas comemorações, já que sempre tinha algum amiguinho ou amiguinha que a família tinha decidido ir pra praia e voltar só no começo das aulas.

Como uma criança que amava fazer aniversários, eu nunca conseguia esconder minha chateação quando alguém vinha me dizer que não podia ir na minha festa, especialmente porque eu era uma criança com poucos, porém bons amigos – e achava o máximo poder reunir todo mundo na minha casa em um mesmo dia, com bolo, refrigerante, salgadinho e um monte de brincadeiras que não faziam o menor sentido, mas que a gente amava.

Só que aí, conforme eu fui crescendo – e percebendo que mudar a data do meu aniversário era algo meio que impossível – a minha relação com o dia 10 de janeiro também começou a ser outra. Primeiro porque percebi que isso de ter amigos faltando nas minhas comemorações era algo que com que eu teria de me acostumar: se não fossem as férias da escola, seriam as férias do trabalho, o recesso de fim de ano e até mesmo a distância geográfica. E segundo porque percebi também que fazer aniversário logo no começo de janeiro tinha uma grande vantagem – especialmente pra mim que tenho esse sentimento inexplicável com finais/começos de ano e tudo que eles significam em termos de mudanças de vida.

Demorou um tempo pra eu entender que o universo tava esfregando na minha cara que sim, começos de ano são mesmo meu momento. Aqueles em que não só faço um monte de listas (religiosamente), mas também paro para pensar na minha vida, no que tô fazendo de certo, no que tô fazendo de errado e também no que não tô fazendo. E, correndo o risco de soar clichê: me propor a ser alguém melhor. Ou ao menos tentar, mesmo que nos pequenos atos, nas pequenas coisinhas do dia a dia.

Não vou mentir e dizer que é fácil. Ou que eu consigo fazer tudo que quero. Ou que é só querer basta conseguir. (A vida é bem mais dura do que isso, Xuxa). Mas isso de me renovar a cada Natal, a cada virada de ano, a cada aniversário (e nunca me cansar do processo) me faz mesmo mais alegre, mais otimista, mais valente. Alguém que acredita que essa jornada toda vale a pena por si só e que é ainda mais importante do que a linha de chegada. Porque eu não quero ser feliz só lá no fim, eu quero ser feliz no caminho todo.

Que 2017 e esses 27 recém chegados anos me proporcionem muito disso. Eu boto muita fé.

Beijos e boa semana

1001 filmes para ver antes de morrer #1

Finalmente os dias sem internet acabaram – e consequentemente, tenho um monte de freelas e pesquisas pra colocar em dia. Mas, como nos últimos dias o computador já estava instalado e eu queria voltar a atualizar o blog o quanto antes, aproveitei pra começar de fato o projeto do 1001 filmes para ver antes de morrer, um projeto que eu apresentei aqui há muito, muito tempo, em uma galáxia muito distante, e cheguei a gravar alguns vídeos dele que nunca foram pro ar pelo simples fato que eu nunca tinha tempo pra editar.

Bom, o tempo livre dos últimos dias me permitiu então fazer isso, e o primeiro vídeo do projeto, onde falo sobre Juventude Transviada, Spoorloos e As Patricinhas de Beverly Hills, já tá no ar!

Contem quais desses filmes já assistiram e fiquem a vontade pra deixarem suas opiniões nos comentários, ok? Quero muito saber o que vocês acharam.

Beijos e bom restinho de domingo!

Um novo lar

Escrevo este post diretamente do bloco de notas do celular, já que nesse momento não estou nem com meu computador funcionando e nem com acesso a internet.

Isso tudo porque nos últimos dias a possibilidade de mudar de casa se transformou não apenas em uma certeza, mas em uma certeza que se colocou em prática do dia pra noite.
imageEu e Diego queríamos sair do apartamento em que estávamos já fazia um tempo, e calhou de aparecer a possibilidade de mudar pra uma casa.

Foi tudo tão despretensioso, tão de uma hora pra outra, que deu certo. Deu tão certo que mudamos antes mesmo do ano terminar e nesse momento estamos com a casa meio que arrumada, meio que bagunçada, ainda colocando no lugar algumas coisas que faltam.

Como disse lá em cima, a internet ainda é uma dessas coisas que faltam (fiquei devendo posts de Natal esse ano por causa disso), mas acho que semana que vem já estarei com isso resolvido.

A ceia de hoje à noite, inclusive, já será aqui (decidimos cozinhar algo especial e aguardem os próximos capítulos pra saber o que resultou disso), o que quer dizer que começaremos 2017 numa casa 5 vezes maior do que nosso antigo apartamento, com piso de taco, com a minha tão sonhada biblioteca/escritório e com a companhia dos nossos gatos.

A mudança é muito, muito grande, não só por questões de espaço, mas também de localização, mas acho que aos poucos vou me adaptando a essa nova realidade. E isso tudo é bom, porque me faz acreditar que 2017 vai ser um ano todinho assim, cheio de mudanças na minha vida que vão botar a “casa em ordem”.

Quem leu o último post sabe que eu tô precisando disso (ainda que de lá pra cá as coisas tenham melhorado um pouquinho) e tô determinada mesmo a fazer do ano que vem o grande ano da diferença, daqueles que são divisores de água na vida.
imageDaqui a pouquinho vou sentar pra escrever minha lista de metas pra 2017 (posso dividir ela aqui depois se alguém por acaso quiser) e além das várias questões pessoais/emocionais que são prioridade na lista desse ano, uma dessas metas tem a ver com se dedicar mais ao blog e ao canal. Sei que não é a primeira vez que falo disso por aqui, mas pro ano que vem tenho metas um pouco mais reais nesse quesito – além de algumas coisas que em breve já devem ser colocadas em prática, podem esperar.

Por ora então desejo pra vocês uma virada de ano bem gostosa, na companhia de pessoas muito especiais (inclusive na de você mesma, porque afinal quer companhia melhor que essa?) e um 2017 incrível, leve e feliz.

Que ano que vem a gente bote pra quebrar!

Beijos e corre aí que tá quase na hora da ceia (:

Sobre os últimos dias

Faz quase um mês que não posto aqui no blog e, de lá pra cá, muita coisa mudou.

Foto by Bárbara Carneiro

Foto batida pela Babi em um dia ensolarado no Parque da Aclimação

O engraçado é que todas essas mudanças não foram coisas palpáveis, do tipo que eu posso apontar e dizer “foi isso aqui que aconteceu, tá vendo?”. Não é nada do tipo. Não ganhei na loteria, não mudei de emprego, não achei um novo hobby maluco pra começar a fazer e nem mesmo fiz algumas das muitas viagens que vivo planejando. Na verdade, de palpável mesmo aconteceu que nesse último mês eu me atolei em trabalho, quase não consegui parar em casa e consequentemente escrever por aqui. Mas fora tudo isso, fora todas essas coisas ~reais~ que acontecem no nosso dia a dia, nada mudou. A não ser é claro que muita coisa mudou, aqui por dentro.

Sinto que tenho passado por um dos momentos mais difíceis da minha vida, emocionalmente falando. Uma das crises mais doídas que eu já tive. Quer dizer… Quem que eu tô querendo enganar? É a crise mais doída que eu já tive. E mistura um monte de coisas, o que torna tudo ainda mais complicado. Especialmente porque tem a ver com uma das coisas que eu mais amo fazer na vida, que é escrever, e tem também a ver com um monte de problemas de autoestima que eu desenvolvi.

E olha, me dói muito falar sobre isso, porque se teve uma coisa que eu sempre acreditei e falei, fosse aqui no blog ou fosse entre as minhas amigas, é que a gente precisa aprender a se amar do jeito que a gente é. Porque isso é algo em que eu realmente acredito. Mas acredito mesmo, do fundo do coração, não tenham dúvida. E é aí justamente o problema: me bate uma certa vergonha de me sentir assim, de passar por todos esses problemas que tô passando e que dizem respeito a minha aparência, sendo que eu acredito nessa premissa.

Como se não bastasse tudo isso, tem um outro fator muito complicado nessa história toda, que tem deixado as coisas ainda mais problemáticas: eu sou uma pessoa muito difícil de me abrir, de falar o que eu tô sentindo e pensando.

Vejam bem, não é que eu não conte sobre os meus problemas pras pessoas mais próximas, eu até conto. Mas eu guardo isso ainda aqui comigo, e fico remoendo as situações, e pensando nelas, e sofrendo repetidamente um zilhão de vezes. O que é exaustivo de uma tal maneira que vocês não fazem ideia.

Quadrinho da Giovana Medeiros

Quadrinho lindo da maravilhosa Giovana Medeiros (no instagram @giovanamedeiros)

Por causa disso, nos últimos dias tenho tentado praticar um exercício diário de aprender a ‘deixar ir’. De viver aquela tristeza sim, mas saber o momento de levantar e continuar. Ainda que doa um pouco. Ainda que doa muito. Porque a verdade é que o mundo não para pra gente juntar nossos caquinhos, e é necessário aprender a fazer isso enquanto outras muitas coisas acontecem na nossa vida.

E claro que não é fácil. Nunca é fácil conseguir mudar algo que, ainda que nos faça mal, já faz parte do nosso jeito de pensar e agir. Mas acho que pouco a pouco as coisas estão melhorando, especialmente porque eu tenho pessoas incríveis ao meu lado, como o Di, que tem sido não apenas o melhor noivo que eu poderia desejar, mas também o melhor amigo, e tantas outras pessoas queridas que vêm me ajudando de maneiras que às vezes nem eles sabem.

Além disso, tenho depositado muitas esperanças que 2017 vai ser um ano incrível, a começar por janeiro que promete coisas muito legais – mas que eu vou deixar acontecerem primeiro antes de vir tagarelar aqui.

Os próximos posts aqui do blog devem ser sobre coisa mais leves, já que estamos em dezembro e às vésperas da minha data preferida de todos os tempos: o Natal. E também porque nesses dias onde o mundo todo anda um caos, a gente precisa de uns momentos mais tranquilos assim, que deixam nosso coração mais aquecido e feliz. Eu acredito muito nisso.

Beijos e bom restinho de segunda-feira.

O Clube de Discussão de Gilmore Girls | terceira, quarta e quinta temporadas

No primeiro encontro que eu e Amanda tivemos, – e que você pode conferir aqui, caso ainda não tenha visto – falamos sobre a experiência de reassistir a primeira e a segunda temporadas de Gilmores Girls anos depois de termos visto a série pela primeira vez.

Tínhamos muita coisa pra falar, é claro, tanto que nosso encontro durou quase que uma tarde toda, mas acabamos focando mais em como foi redescobrir as personagens e em como essas duas primeiras temporadas nos apresentaram uma série extremamente feminista, onde mulheres são fortes e donas da própria vida.

Acabamos nos atrasando um pouco, é verdade, mas na última semana finalmente nos reunimos pra falar sobe a terceira, quarta e quinta temporadas. E conforme a conversa desenrolava, percebemos que nossos tópicos giravam sempre em torno dos mesmos assuntos: o desenvolvimento das personagens das duas primeiras temporadas pra cá, algumas cenas espetaculares que a série teve nesse período (e alguns probleminhas de continuidade também) e algumas relações de amizade, amor e um monte de sentimentos confusos que rolaram na vida das protagonistas e que nos fizeram entender porque afinal nos identificamos tanto com GG.

Só mesmo relembrando tudo que aconteceu nessas três temporadas que a gente se dá conta de quanto tempo passou na vida das personagens e no tanto de mudanças que aconteceram desde então. Vamos pegar Rory como exemplo: ela termina com Dean, começa a namorar Jess, termina o namoro com Jess, volta a namorar Dean (com quem perde a virgindade, enquanto ele estava casado), termina de novo com Dean e começa a namorar Logan.

E isso só falando do âmbito amoroso, porque nesse meio tempo Rory ainda se forma em Chilton, escolhe Yale (pra surpresa de todos nós), começa a morar no campus da faculdade, arruma um estágio, sai do estágio (e rouba um iate logo depois disso) e termina a quinta temporada abandonando a faculdade e indo morar com os avós.

Dá pra acreditar?!

O que a gente vai vendo em todas essas situações é que ainda que Rory continue a ser protegida pela mãe, pela cidade e pelos avós (não se enganem, Rory vive em uma bolha de proteção), acontecem situações na vida da personagem que nem mesmo essas pessoas podem impedir. Sabe a chamada vida real? Pois é, ela chega pra todo mundo, não tem jeito. E os namorados dela, de certa forma, marcam um pouco todas essas fases, representando tipos de relacionamentos que a gente vai tendo conforme a idade (e o amadurecimento) vai chegando.

Lorelai, por sua vez, também muda muito. Ela sai da pousada em que trabalhava para abrir o seu próprio negócio (sem não antes passar por um incêndio), briga e torna a falar com os pais um milhão de vezes, vai passar uns tempos na Europa com a filha e passa por uma série de relacionamentos nem um pouco marcantes antes de começar a namorar com Luke – e finalmente pedi-lo em casamento na cena de encerramento da quinta temporada.

Vale, aliás, abrir um parênteses nesse momento e falar um pouquinho sobre os relacionamento de Lorelai que, venhamos e convenhamos, são um capítulo à parte na história.

Já foi revelado há muito tempo que o personagem de Luke não deveria ter acontecido. Em uma série onde as personagens femininas são tantas e tão fortes, Luke seria na verdade uma mulher. O problema é que a química entre ele e Lauren deu tão certo que para nossa felicidade o ator foi escolhido para o papel.

Só que ainda que exista muita paquera, muita troca de olhares e uma torcida sem precedentes pros dois ficarem juntos, os roteiristas da série decidiram mostrar alguns relacionamento que a protagonista teve no meio do caminho, e que, acredito eu, acabaram tornando a série ainda mais vida real. Tudo bem que alguns desses personagens não eram nada cativantes e realmente não contribuíram em nada pra história (Amanda divide comigo o não aceitamento de Lorelai com Alex, lá pela terceira temporada), mas pra mim eles só mostram aquela tal brecha da realidade que a gente tanto gosta em Gilmore Girls, sabem?

Só que o tempo, é claro, não passa apenas pra elas.

Todos as personagens da série passam por mudanças ao longo dessas três temporadas, das mais sutis até as mais profundas, e uma das que provavelmente mais foi falada no nosso encontro (de uma maneira não tão boa assim) foram as mudanças na vida de Lane Kim.

Eu sei, eu sei, a vida não é esse lugar encantado onde todos os nossos sonhos de infância se realizam, mas me soa um pouco amargo todo o desenvolvimento que Lane vai tendo ao longo do seriado. Quando a 5ª temporada termina e a gente olha pra tudo que aconteceu com ela até então (e que só tende a piorar) me soa um pouco triste essa visão.

Eu não vejo mais a menina louca por rock que queria viver da música, que queria traçar seus próprios passos e que, ainda que tivesse um respeito enorme pela mãe, não se via no mesmo caminho que ela. Parece que tudo que Lane sonhava vai sendo suplantado por outras necessidades do caminho e que no fim a própria personagem se esquece de todas a vontades que tinha. Chega a ser angustiante, eu diria.

Se tem uma coisa que a terceira, quarta e quinta temporadas de Gilmore Girls têm em comum é que as três possuem cenas maravilhosas. Mas assim, maravilhosas mesmo, que tem diálogos incríveis – coisa que a gente sabe que é uma das especialidades do seriado – e momentos fortes e emocionantes.

Eu e a Amanda inevitavelmente acabamos falando sobre alguns desses momentos e ainda que não cheguemos a nenhum veredito oficial de qual a melhor cena de todas, achei que valia a pena separar algumas pra falar aqui.

O discurso de formatura

A terceira temporada da série se encerra com o discurso de formatura de Rory em Chilton. E se esse não é um discurso emocionante, meus amigos, então eu não sei o que é! Além dela fazer  referência a diversos personagens marcantes da literatura de uma maneira muito Rory Gilmore de agir, ela agradece também seus avós e sua mãe, “a pessoa que ela mais gostaria de ser”.

Além disso, acho especialmente tocante Sookie e Luke estarem nessa cena, porque afora o fato dos dois terem feito parte da criação de Rory, eles representam todo o macrocosmo de amor e carinho que Stars Hollow sente pela protagonista.

A conversa em que Mrs. Kim expulsa Lane de casa

Talvez essa cena não tenha sido marcante pra muita gente, mas eu arriscaria dizer que ela está no meu top five de cenas preferidas do seriado. Ela me deixa emocionada por sentir a tristeza das duas personagens de maneiras diferentes. De um lado a própria Lane, que sonha com uma vida completamente diferente daquela em que foi criada e que mesmo tentando achar um meio termo entre esses dois mundos, vê que isso será impossível. Do outro Mrs. Kim, que descobre não apenas que a filha têm sonhos e vontades completamente diferentes dos ideais de vida nos quais ela acredita, como também que vem sendo enganada há anos.

Essa conversa em que Lane conta finalmente para a mãe sobre tudo que vêm escondendo dela é tão doída, tão pesada, que eu choro sempre que vejo. É como se elas percebessem que chegaram em um impasse onde não há mais o que se fazer, apenas seguir seu caminho sem a outra.

O episódio de Spring Break

Eu sei que tô dando uma roubadinha já que essa aqui não é uma cena e sim um episódio todo, mas eu precisava falar dele aqui nesse post! Ele, aliás, foi um dos poucos episódios que a Amanda nunca tinha assistido, então a gente teve muito o que debater sobre esse momento completamente irreal de GG em que Rory e Paris aproveitam a semana do saco cheio e vão pra Florida farrear na praia. Ok que farrear não é bem o que elas fazem (só pelo fato de eu usar o termo farrear vocês já imaginam que eu também não faço muito isso, né?!), mas o episódio é tão completamente diferente de tudo que acontece na série, que fica divertido, fica leve, fica bem engraçado ver o primeiro porre das duas.

Quando Emily chora depois de um encontro

Durante a quinta temporada, Richard e Emily se separam – ainda que essa separação envolva continuar morando na mesma casa longe um dos outro apenas por alguns passos de distância. E é durante essa pausa no relacionamento que Emily decide se arriscar na roleta russa dos encontros, e sai pra jantar pela primeira vez em anos com um homem que não é o seu marido.

O encontro parece transcorrer  super bem até que o homem a deixa em casa e, assim que entra pela soleira da porta, Emily começa a chorar. A chorar desconcoladamente, de tal modo que a gente sente muito dessa tristeza da personagem de se sentr perdida, de não entender o que ela própria está fazendo e de sentir uma falta absurda de quem ela queria ali. Richard.

“You jump, I jump, Jack!”

Eu sei o que você deve estar pensando. “Mas Paulinha, você gosta desses otários da Brigada de Vida e Morte”? Sim, eu concordo que eles são mesmo uns otários (socorro, como Collin e Finn são idiotas), mas eu preciso confessar do fundo do meu coração que eu gosto dessa história totalmente piegas de organização secreta. Sei que eles são um bando de riquinhos que usam o dinheiro dos pais pra bancar algumas aventuras loucas pelo mundo… Mas e daí? Esse pedacinho de irresponsabilidade que aparece em Gilmore Girls, nesse que é um dos meus episódios preferidos da série, deixa a vida da Rory um pouquinho mais leve, mais divertida, mais in omnia paratus de fato.

Concordo que as coisas podiam ter parado por aí (a menina rouba um iate, gente, não vamos esquecer disso!), mas acho esse dia muito especial, muito importante pra apresentar um outro mundo pra Rory.

E vocês hão de concordar comigo que essa cena é mesmo linda!

O primeiro jantar oficial de Luke e Lorelai

Quando o nosso casal preferido começa a namorar, Luke leva Lorelai pra conhecer o seu restaurante preferido, o “seu Luke” digamos assim. E além do lugar ter um casal de donos muito fofinhos, que o conhecem desde criança, é nesse jantar que os dois começam a relembrar do dia em que se conheceram.

Como eu sei que ver o Luke contando essa história é muito mais emocionante do que eu simplesmente transcrevê-la aqui, fica esse vídeo maravilhoso pra vocês assistirem. Tenho ou não razão de amar esse diálogo?!

Talvez pra muita gente tenha passado batido ou simplesmente não tenha feito diferença mesmo, mas esse foi um assunto que acabou sendo muito falado por mim e pela Amanda: Gilmore Girls não tem erros de continuidade (pelo menos não erros aparentes do tipo alguém aparecer do nada onde não estava antes), mas possui em contrapartida alguns problemas um pouco mais sutis de ligações entre alguns episódios.

O término de namoro de Rory com Dean (já na segunda vez em que eles estavam juntos) foi talvez o mais marcante pra gente. Rory chora um pouquinho na hora e é isso. Vida que segue. O que seria perfeitamente  normal dependendo da pessoa e/ou do relacionamento em questão, se a gente não estivesse falando é claro dela. E da história que os dois tinham.

Não que eu ache que ela deveria ficar se lamentando por um namoro que realmente não tava mais dando certo, mas essa é só uma situação dentre dezenas onde parece que algumas brigas e sentimentos ficam meio que acabados abruptamente, ficando pra gente apenas pressupor que houve alguma reconciliação ou tristezinha ali no meio do caminho.

Outro exemplo é o término de namoro (juro que queria dar um exemplo diferente, mas é que esses dois realmente foram os mais evidentes pra gente) de Lane com Dave. Pra mim foi até difícil lembrar como a gente ficava sabendo que eles não estavam mais juntos, até que me dei conta que Lane meio que solta isso em uma conversa com a Rory como se nós já soubéssemos disso. E nós não sabíamos, e Dave, que era um namorado incrível, e por quem Lane era louca, simplesmente vira fumaça, como tantas outras coisas viraram na série :/

No primeiro post que fiz de Gilmore Girls, acho que já ficou bem claro como eu tenho uma admiração muito grande pela Sookie, e como acho ela uma das personagens que mais cresceu na série, conseguindo se desprender de uma imagem totalmente caricata com que foi apresentada no primeiro episódio. Da mesma maneira, se você chegou até essa parte do texto, já deve saber também que eu amo/sou Lorelai, ainda que muitas vezes ela meta os pés pela mãos.

E é aí que eu queria chegar.

Eu tenho que admitir que foi um tanto quanto doloroso pra mim e pra Amanda dizermos isso em voz alta, mas a real é que a amizade da Sookie e da Lorelai é, na maioria das vezes, uma amizade de mão única.

As duas se adoram, se ajudam e contam tudo uma pra outra, isso é verdade, mas eu perdi a conta de quantas vezes Lorelai foi um tanto quanto condescendente com a Sookie, assumindo um certo ar de “eu sei o que eu tô fazendo, deixa que eu resolvo isso”. O episódio em que isso fica mais evidente, inclusive, é o episódio que a rua da pousada troca de nome e Lorelai toma a frente da história, excluindo Sookie das decisões. E vale lembrar: além de melhor amiga da protagonista, Sookie é também sua sócia!

Os exemplos são muitos pra citar aqui, mas se há uma coisa que eu gostaria de poder intervir na série, seria essa: de fazer Lorelai perceber que uma amizade é feita de muitas coisas, inclusive de momentos em que é preciso compartilhar, ceder e escutar o outro.

Enfim, o post ficou imenso e só serviu pra aumentar ainda mais minha ansiedade para o dia 26. Como eu e a Amanda não vamos conseguir fazer o encontro pra discutir a sexta e a sétima temporadas antes do revival, decidimos nos juntar depois e discutir as temporadas que faltaram e mais a nova todas uma vez. Aí eu divido isso em duas partes aqui no blog pra facilitar a leitura :)

Contem nos comentários o que vocês acharam de tudo que foi dito aqui. E ah, aproveitem pra falarem sobre as expectativas dos novos episódios! Tô curiosa pra saber o que vocês esperam desse especial do Netflix.

Beijos e até mais!