São Paulo Fashion Week N45: o que rolou no primeiro dia do evento

No último sábado teve início mais uma edição do SPFW. A de número 45, para ser mais exata.  E, assim como em todas as outras edições em que é escolhido um tema como norte do evento, dessa vez a liberdade criativa foi a grande homenageada da vez, dando especial ênfase ao trabalho visceral e muito inspirador do estilista Conrado Segreto.

Para quem não conhece a história de Conrado, vale abrir uns parênteses aqui nesse texto e explicar um pouquinho do trabalho desse designer. Conrado Segreto foi um importantíssimo nome da moda nacional durante os anos 80, década em que seu trabalho ficou conhecido e se tornou um verdadeiro alvoroço no cenário fashion brasileiro. Famoso por criações extremamente elegantes, mas que sempre tinham algo de diferente e inovadoras em relação a outros estilistas da época, Segreto teve uma carreira curta, mas extremamente intensa. Ele fez história em poucos anos, e teria feito muito mais pela moda brasileira, se em 1992, ainda com 32 anos de idade, não tivesse falecido em decorrência da AIDS.

Em vista de tudo isso, nada mais justo do que homenagear alguém tão importante e – talvez pelo pouco tempo de reconhecimento – tão esquecido quando falamos de designers nacionais. Para isso, nessa edição, uma série de fotógrafos e stylists foram chamados para através de um acervo de arte plumária, roupas, textos e ilustrações de Conrado (que era um exímio desenhista!), traçar paralelos com o trabalho do estilista em fotografias muito impactantes.

Esse trabalho foi todo exposto na mostra “POW! Explosão Criativa”, que para minha surpresa e felicidade, no domingo ficou aberta para o público em geral. Coisa rara de se ver no SPFW, que vire e mexe tem mostras muito interessantes, mas que ficam restritas apenas ao público do evento.

Para quem, assim como eu, não pode ir à exposição, mas ficou curioso, aqui nessa galeria do FFW tem algumas fotos dessa apresentação. Vale a pena o clique.

Croqui de Conrado Segreto

Ilustração de Conrado Segreto | FFW

O SPFW, no entanto, além de seus temas, mostras, homenagens e lojinha, tem ainda um grande acontecimento nas suas edições, responsável pelo surgimento do evento e pelo que ele se tornou hoje em dia: seus desfiles, é claro. E foram eles que deram start nessa temporada, ainda no sábado, com a apresentação de uma marca e um projeto muito inspirador.

Água de Coco por Liana Thomaz

SPFW N45: o que rolou no primeiro dia

Abrindo os trabalhos dessa edição, a Água de Coco veio mais brasileiríssima do que nunca. Com uma coleção que homenageava o nosso país e apostava em estampas de clima tropical (como folhagens e o personagem Zé Carioca), a marca trouxe para a passarela um casting variado de modelos, com idades, shapes e etnias diferentes. A cartela de cores transitou entre o verde-musgo, o amarelo-ouro, o preto e o grafite, e tanto os homens quanto as mulheres apareceram com looks que usavam e abusavam dos poás, babados e peças esvoaçantes.

Além disso, nos biquínis que apareceram em grande parte da apresentação, as partes debaixo em asa delta predominaram, bem como a presença de peças facilmente usadas “na cidade” que já nas últimas coleções vinha tirando o selo 100% beachwear da Água de Coco.

O desfile foi aberto e encerrado pela participação da cantora Anitta, que ao vivo arrasou ao som de Ary Barroso, e serviu pra coroar de vez a apresentação.

Projeto Ponto Firme

Projeto Ponto Firme

A presença do Projeto Ponto Firme no line-up oficial do SPFW é, de longe, uma das coisas mais legais que eu já vi na semana de moda de São Paulo. Pensar que um projeto que nasceu dentro de uma penitenciária de Guarulhos hoje ganha as passarelas da maior semana de moda do Brasil é, pra mim, a essência e importância da moda como agente transformadora da nossa sociedade.

A história desse projeto (que é sem fins lucrativos e registrado na Secretaria da Educação do Estado), começou quando o designer Gustavo Silvestre passou a dar aulas de crochê para alguns detentos de Guarulhos (isso mesmo, no masculino!) visando a ressocialização e remissão de pena desses presidiários. Só que o interesse deles pelas aulas foi tão grande que o projeto cresceu, transbordou e virou uma ferramenta de expressão e trabalho muito forte dentro da cadeia.

Nessa edição do SPFW, o resultado de todas essa empreitada foi mostrado, apresentando roupas que mais do que extremamente criativas, são o reflexo de seus desejos, desabafos e histórias. Um ofício que, torço muito, seja levado para além da penitenciária, e que seja uma forma de reintroduzir essas pessoas na sociedade mudando drasticamente suas histórias.

Beijos e até amanhã

Fotos: Zé Takahashi/Ag. FOTOSITE para o FFW

Primeira parada: Roma

Casei e fui viajar. Essa talvez seja a forma mais simples de dizer que quase 9 anos depois de estarmos namorando e 5 de termos juntado nossos cacarecos e ido morar juntos, Diego e eu fomos ao cartório, assinamos uns papéis e nos casamos oficialmente.

As fotos desse dia devem ser postadas em breve por aqui, junto com mais algumas coisinhas bem especiais que tenho pra falar sobre essa data. Mas, por ora, fiquem sabendo que eu tô muito feliz e que viajar com o Di pra comemorar essa ocasião foi o melhor presente que eu poderia ter desejado. A viagem, aliás, foi planejada com um bom tempo de antecedência, mas depois de muitas procuras, cotações aqui e promoções ali, acabamos decidindo partir para três destinos que tínhamos muita vontade de conhecer: Roma, Amsterdã e Milão.

Nossa primeira parada foi em Roma e dizer que a cidade é ainda mais bonita e mais diferente do que imaginávamos é provavelmente um grande clichê, mas também uma grande verdade.

Roma é uma cidade muito antiga, que cresceu como um espaço feito por e para pessoas, de forma que a chegada dos carros tornou tudo uma verdadeira confusão. As ruas e calçadas (quando essas últimas existem) se confundem a todo momento, e as ruelinhas estreitas quase não comportam os veículos. Os romanos, no entanto, habitam esses espaços muito bem, e seja com carros, bicicletas ou a pé cruzam as diversas ruas da cidade passando por monumentos a perder de vista, quase como se o lugar fosse um museu a céu aberto.

Essa é, inclusive, uma boa definição para Roma.

Primeira parada: Roma

Roma é mesmo a terra do macarrão, das pessoas falando em voz alta e parecendo que estão bravas quando na verdade estão apenas conversando, das plantinhas nas janelas, do Coliseu (o Coliseu!) esplendoroso no meio da cidade, das ruínas do Fórum Romano, dos sabores diversos de pizza, das escadarias, das fontes, das igrejas que fazem a gente ficar de queixo caído, das praças lotadas.

Roma é a cidade das lambretas, dos filmes “Roman Holiday” e “La Dolce Vita”, das estátuas, do Vaticano, da História ao vivo e a cores ali na nossa frente. Roma é a cidade do amor, a cidade que faz a gente dar um mergulho sem volta no passado e se apaixonar por tudo que ela nos conta e nos mostra.

Foi por isso que decidi fazer um post sobre Roma, falando sobre cada um dos lugares que visitei, sobre o que eles têm de incrível e o que representaram para mim. Logo em seguida vem Amsterdã e Milão.

Sei que é  muita coisa, que os posts vão ficar enormes e que talvez você precise pegar um copo d’água na geladeira antes de começar a ler. Mas pra fazer jus a beleza dessas cidades, é preciso tudo isso. É preciso reservar um tempo, escrever sem pressa, relembrar de cada um desses cenários e, assim espero, transmitir para vocês pelo menos um bocadinho de toda a emoção e admiração que eu senti por esses lugares.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

A gente cresce escutando falar sobre o Coliseu nas aulas de História e assistindo filmes que mostram como ele foi pano de fundo pra diversas batalhas sangrentas. Mas pisar dentro dos seus muros e imaginar como era a vida naquela época e os inúmeros episódios horríveis que aconteceram ali dentro é muito mais forte, muito mais impactante do que eu poderia imaginar. Hoje em dia, no seu interior, além da sua própria arena (atualmente um labirinto de pedras), existem vários aneis que podem ser visitados, fazendo com que a gente tenha um leve vislumbre de como as coisas se passaram ali.

Não bastasse tudo isso, é mais louco ainda pensar em como o Coliseu, pra gente algo tão inalcançável, tão parte da História com H maiúsculo, é apenas mais uma parte da cidade para os romanos. Algo corriqueiro nos seus dias, apenas como mais um lugar em que eles passam em frente na volta do trabalho. Surreal, eu diria.

Primeira parada: Roma

O Fórum Romano e o Monte Palatino ficam um pouco mais à frente do Coliseu e, assim como ele, são monumentos que mesmo que você não pague pra entrar, já podem ter grande parte de si vistos de fora. Por dentro, sua ruínas (que foram encontradas por escavações apenas no século XX!) recontam uma parte de como era a vida durante o Império Romano.

Existem vários lugares particularmente bonitos nessa região, mas em um dos templos em que entramos (uma espécie de gruta) haviam projeções nas paredes que primeiro contavam um pouco da história do lugar e depois faziam com que uma “chuva” e em seguida um “tapete de flores” aparecessem nas suas paredes. O efeito era um absurdo de real e dava a impressão que centenas de flores desabrochavam de uma só vez por causa dos pingos da chuva.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Andar por Roma a pé, sem destino certo, talvez seja um dos passeios maios deliciosos que possam ser feitos. Além da quantidade de igrejas e lugares pequenininhos, porém belos que existem, as inúmeras praças espalhadas pela cidade dão um charme muito especial pro lugar. Elas estão sempre lotadas, costumam ser rodeadas de pequenos cafés e restaurantes, e tem uma atmosfera pulsante.

De todas as praças pelas quais passamos, as que mais gostei foram a Piazza Navona e a Piazza di Spaga. A Piazza Navona, talvez a praça mais famosa, gigante e importante de Roma, abriga ao longo de toda sua extensão nada mais nada menos que três lindas fontes: a Fontana del Moro, a Fontana dei Quattro Fiumi e a Fontana del Nettuno. Já a Piazza di Spagna, onde foi batida a foto daqui de cima, não é tão gigante quanto ela, mas em compensação possui uma das escadarias mais bonitas que já vi. Lá no seu topo fica a igreja Trinità dei Monti, além de um visão muito bonita das ruas da cidade.

Primeira parada: Roma

É quase impossível falar sobre Roma e acabar não falando também sobre o Vaticano. Muito mais do quem um “passeio religioso”, acredito que visitar os museus do Vaticano e a Capela Sistina é um passeio histórico e cultural, especialmente pra quem é admirador do mundo das artes. O acervo acumulado pelo Vaticano ao longo dos anos, seja em momentos gloriosos ou em momentos horrendos da História, fica exposto nesses museus, e não foram poucas as vezes em que fiquei embasbacada com as coisas que vi. A múmia embalsamada no museu do Egito foi uma delas, assim como as pinturas feitas com ouro derretido expostas em diversas salas. No entanto, nada, nada mesmo me deixou tão chocada e emocionada quanto a Capela Sistina.

Localizada no final dos museus, a Capela Sistina é um aposento recoberto de afrescos em cada milímetro das suas paredes. Tudo ali é muito grandioso e imponente,  e no seu teto fica uma pintura enorme de Michelangelo com nove cenas do Gênesis. No seu centro está a principal delas – e também uma das pinturas mais famosas do mundo – chamada de “A Criação de Adão”. Lá, infelizmente, é proibido bater foto, mas tenho certeza que nunca vou esquecer do clima daquela sala, e das coisas que vi e senti ali.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

A Basílica de São Pedro, outro grande símbolo religioso de Roma, pode ser vista de qualquer ponto mais alto da cidade e se destaca no horizonte, deixando a vista ainda mais bonita. É lá que o papa celebra a maioria das suas missas, onde o apóstolo Pedro está enterrado e onde a Pietà, uma das mais famosas obras de Michelangelo, está localizada. Além de tudo isso, tanto a Basílica por fora quanto todo o terreno que a circunda (uma área que no dia que fomos estava lotada de fieis) têm uma arquitetura maravilhosa. Assim como vários outros monumentos que vi na viagem (e possivelmente vocês já estão cansados de ler essa palavra aqui no blog) ela é majestosa, e foi uma pena não termos conseguido ver uma celebração do papa por lá enquanto estávamos em Roma.

Primeira parada: Roma

Ainda que não seja um dos pontos turísticos mais tradicionais da cidade, o Buco della Serratura atrai muita gente pelo boca a boca e pela curiosidade em entender o que de tão especial tem nesse lugar. Afinal, o que era para ser apenas um grande portão no topo de uma colina, acaba se tornando um local onde muitas pessoas vão, fazem fila na sua entrada e saem ainda mais encantadas depois de olharem no buraco da sua fechadura.

O segredo escondido naquele pequeno buraquinho é o de uma vista muito, muito mágica que mostra não apenas a Basílica de São Pedro exatamente de frente, mas todo um caminho milimetricamente desenhado em um jardim para se chegar até ela. A paisagem é quase como se fosse uma pintura. E tem mais: dentro de todo esse caminho é possível avistar três estados/ordens ao mesmo tempo! O estado italiano, o estado do Vaticano e a Ordem Soberana e Militar de Malta, uma organização internacional católica que é autônoma da Itália, possuindo até seu próprio passaporte e nacionalidade.

Sei que esse é o tipo de lugar que pode parecer muito “pequeno” em relação a todos os outros monumentos da cidade, mas ele foi, verdadeiramente, um dos que mais me marcaram.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Palco de uma das cenas mais famosas de “La Dolce Vita” de Federico Fellini e uma três vezes maior do que eu imaginava, a Fontana di Trevi é um cartão-postal da cidade, com uma escultura do rei Netuno bem no centro da sua construção. Ela sempre fica rodeada de dezenas pessoas, gente que além de querer tirar uma foto do lugar, ainda deseja jogar uma moeda nas suas águas, já que, reza a lenda, isso fará com que você volte para Roma. Essa superstição, inclusive, é levada tão a sério que quando eu estava montando o roteiro da viagem, descobri que no ano retrasado resgataram mais de um milhão e meio de euros de dentro da fonte! Isso mesmo, um milhão e meio. De euros. Em moedinhas na fonte. Uma verdadeira fortuna de desejos!

Primeira parada: Roma

Preciso confessar uma coisa: eu já havia escutado falar de tantos lugares incríveis de Roma (e que comprovei serem maravilhosos mesmo quando cheguei lá e fui visitar cada um), que a Galleria Borghese, um museu até então desconhecido pra mim, não gerou tanta expectativa assim. O que até acabou sendo uma coisa boa depois, porque fez com que o passeio fosse muito mais chocante e encantador do que eu supunha.

Essa admiração toda aconteceu porque além dessa galeria ficar localizada dentro de um enorme parque verde de Roma, que por si só já é muito bonito e fez com que a gente tivesse um dos momentos mais relaxantes da viagem, ela abriga ainda obras de arte de artistas que cresci escutando falar sobre, como Rafael, Caravaggio, Botticelli… E o mais importante, que foi o que me deixou mesmo de queixo caído: todos, absolutamente todos os seus cômodos são decorados em cada milímetros das suas paredes. Todas as salas da galeria, ainda que não tivessem essas obras expostas, são por si só extremamente bonitas e cheias de adornos, me lembrando muito algumas das salas que vi no palácio de Versailles em 2015. O tipo de lugar que me emociona, que me transporta para outras épocas e me faz sonhar, mesmo acordada.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Se você estiver pesquisando sobre passeios para fazer em Roma, é bem provável que a Via Margutta não chegue a aparecer nas suas anotações. Isso porque ela é uma “ruazinha como outra qualquer”,  muito bonitinha, mas sem nenhum grande monumento que a torne especial aos olhos dos turistas. Acontece que pra mim, grande fã de Audrey Hepburn, a Via Margutta é um pouco diferente e tem um significado muito especial

Tanto ela quanto a Boca della Verità foram palco das gravações de Roman Holiday, um dos meus filmes preferidos da atriz, e poder passear por esse cenários me emocionou de um jeito que acho mesmo que só pessoas que têm uma relação assim com algum filme vão entender o que eu senti.

A casa em que a atriz e Gregory Peck moram na história ainda está lá, localizada no número 51 da ruazinha, e no dia que fomos seus portões estavam abertos, dando para uma área em comum de várias construções (hoje, pelo que entendi, transformadas em galeria). A entrada, no entanto, continua bem parecida com a original, e lá, assim como na Bocca della Veritá, a sensação era a de que eu estava sendo diretamente transportada para o ano de 1953, vendo  de perto essa história que eu tanto amo.

Primeira parada: Roma

Ainda que não seja um dos castelos mais legais que já visitei (não também que eu conheça muitos haha, mas é que depois de entrar na Tower of London, fica difícil achar qualquer outro castelo tão impactante quanto aquele), foi bem legal conhecer o Castelo Sant’Angelo.

Tudo já começa pela sua entrada, onde fica a imponente ponte Sant’Angelo, cheia de estátuas em toda sua extensão (quem assistiu ao filme Anjos e Demônios, aliás, deve se lembrar desse lugar!). Enquanto isso, no seu interior,  existem cinco andares que vão contando um pouco da história dos imperadores, papas e prisioneiros que por ali já passaram, afinal o castelo que começou como uma fortaleza acabou se transformando em prisão com o passar dos anos. Para fechar a visita com chave de ouro, há ainda a vista do castelo, que é bem bonita como vocês podem ver nessa foto que tirei lá

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Descobri a existência do Museu do Videogame de Roma poucos dias antes de embarcamos pra cidade e, ainda bem, decidi colocá-lo no roteiro de última hora. Muito diferente de todos os outros passeios que fizemos, mas também cheio de histórias dentro das suas paredes, esse museu aqui é um presente pra todo mundo que se interesse minimamente pela área. Em ordem cronológica ele vai contando toda a evolução que os consoles e jogos tiveram, e homenageando pessoas, empresas e, claro, games que marcaram diversas gerações.

Mais legal ainda do que conhecer tudo isso é pode jogar todos esses títulos, e isso definitivamente é algo super explorado nesse museu: são centenas de jogos, das mais diferentes plataformas e gerações, pra gente jogar ali o quanto quiser. Os do Xbox, por exemplo, ganharam uma sala só pra si, enquanto os games de VR (realidade virtual) podem ser experimentados em uma outra com a ajuda de um atendente. Tudo incrivelmente bem organizado e muito, muito nostálgico, a ponto de nós perdermos completamente a noção da hora enquanto estávamos ali dentro.

Primeira parada: Roma

E é isso, espero que vocês tenham gostado bastante dessa primeira parte da viagem e de todos esses lugares que eu amei conhecer e queria muito escrever sobre aqui no blog. Volto em breve (breve mesmo!) pra falar sobre os desfiles do SPFWN45 e também sobre Amsterdã e Milão. Um beijo e bom restinho de domingo pra todos. Até mais!

As incríveis canções de Alan Menken #aquecimentoOscar

Se existe uma pessoa que teve uma participação marcante no Oscar durante os anos 90 e começo dos anos 2000, essa pessoa foi Alan Menken. Compositor talentosíssimo, com uma vasta carreira no teatro musical e em diversas animações da Disney, Alan ganhou nada menos que 8 estatuetas da premiação, além de ter sido indicado 19 vezes nas categorias de melhor trilha sonora e melhor canção original.

O post do #aquecimentoOscar de hoje é em homenagem a ele, que além de ter feito algumas das minhas músicas preferidas da Disney (alô, “A Bela e a Fera”) tem esse dom que tão poucos têm de fazer uma música casar perfeitamente com uma cena, de fazer uma canção traduzir tão bem pequenos momentos de uma grande história.As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

O filme “A Pequena Loja de Horrores” (1986), primeira indicação de Allan Menken para o Oscar, foi inspirado em uma peça de teatro produzida por Allan e Howard Ashman, seu parceiro já de outros musicais, em 1982. A peça, por sua vez, foi inspirada em um filme de terror cult do diretor Roger Corman, e conta a história de um atendente de uma floricultura que “adota” uma misteriosa planta e descobre que ela tem um apetite enorme por sangue.

Dirigido por Frank Oz, o filme foi indicado nas categorias de melhor efeito visual e melhor canção original pela música “Mean Green Mother from Outer Space”. Bastante diferente das outras canções pelas quais Allan foi indicado ao Oscar, a letra dessa música segue o mesmo tom de sátira e humor negro do filme, e infelizmente acabou perdendo a estatueta para “Take My Breath Away” do filme “Top Gun – Ases Indomáveis”.

Mean Green Mother from Outer Space

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Ainda que a primeira música escrita por Allan Menken para a Disney não tenha sido em “A Pequena Sereia” (1990), – e sim no filme “Polly”, lançado no mesmo ano – essa foi a primeira vez que Menken foi responsável por toda a trilha sonora de um longa. Junto com Howard Ashman, ele compôs as 20 deliciosas faixas da animação e firmou uma parceria com os estúdios Disney que perduraria por muito anos.

Além de ter sido um sucesso comercial (coisa que há anos não acontecia com uma animação da empresa), o filme “A Pequena Sereia” foi indicado ao Oscar de melhor canção original com duas músicas. A primeira foi a linda “Kiss the Girl”, que mais tarde ganhou uma versão gravada pela cantora Ashley Tisdale, e a segunda, que foi quem levou a estatueta para casa, foi a maravilhosa “Under the Sea”. Não bastasse tudo isso, o filme ainda conquistou o prêmio de melhor trilha sonora da noite, coroando de vez a história da sereinha que queria se tornar humana.

Kiss the Girl

Under the Sea

 

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Depois do sucesso estrondoso de “A Pequena Sereia”, a Disney resolveu apostar em um musical que fosse pela mesma linha dessa animação, e para isso decidiu fazer uma adaptação do conto de fadas de “A Bela e a Fera” (1991), uma história que a empresa já estava de olho há algumas décadas. Allan e Howard Ashman foram chamados novamente para fazerem a trilha sonora do filme, cuidando, respectivamente, da letra e da composição das canções.

Foram mais de 10 músicas criadas para ajudar a contar a história da doce e inteligente Bela, uma garota que se vê aprisionada no castelo de uma Fera e que aos poucos vai se apaixonando pela criatura que está sob o poder de uma maldição. O filme ganhou o Oscar de melhor trilha sonora e melhor canção, com a maravilhosa “Beauty and the Beast”, e ainda teve as músicas “Belle” e “Be Our Guest” indicadas na categoria. Não bastasse tudo isso, “A Bela a e Fera” foi indicado ao Oscar de melhor mixagem de som e se tornou a primeira animação da história a ser indicada a categoria de melhor filme.

Oito meses antes do filme chegar aos cinemas, Ashman, o parceiro de Menken, morreu por complicações do vírus HIV, e “A Bela e Fera” foi dedicada em memória do letrista.

Belle

Be Our Guest

Beauty and the Beast

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Apesar da morte prematura aos 40 anos, em seus últimos meses de vida, Howard Ashman apresentou uma ideia aos estúdios Disney de uma nova adaptação que poderia ser feita. A animação em questão era “Aladdin”(1992), um conto árabe muito famoso que fazia parte do livro Mil e Uma Noites. A Disney passou a trabalhar em cima do projeto e, mais uma vez, Ashman e Alan foram chamados para fazer a trilha sonora do filme. Com o falecimento do letrista no meio da realização do projeto, Tim Rice foi o escolhido para trabalhar com Menken nas faixas que faltavam.

O longa, que mostra a história de amor da princesa Jasmine e do jovem e generoso Aladdin, ganhou o Oscar de melhor trilha sonora e de melhor canção com a música “Whole new world”, além de ter a faixa “Friend like me” indicada na categoria.

Friend Like Me

Whole New World

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Ainda na fase de ouro da Disney, que lançava sucesso atrás de sucesso, estreou “Pocahontas” (1995), primeira animação do estúdio a ser inspirada em fatos reais. O filme, que conta a história de uma índia nativo-americana que se apaixona por um colono britânico, teve sua trilha sonora composta por Alan Menken e Stephen Schwartz, letrista com uma carreira bastante consolidada no teatro musical.

Um dos detalhes mais interessantes sobre a soundtrack da animação é que os dois escreveram e compuseram suas faixas ainda no começo da produção do filme, de modo que houve uma influência muito grande das letras e do estilo das canções no desenrolar da sua história.

Vencedor do Oscar de melhor canção por “Colors oh the Wind” (uma das músicas mais maravilhosas da Disney na minha opinião) e também por melhor trilha sonora, a soundtrack de Pocahontas agradou não apenas a academia, mas também ao público, que fez com que ela chegasse ao topo da Billboard 200!

Colors of the Wind

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

O sucesso de “Pocahontas” garantiu que Menken e Schwartz repetissem a dobradinha para o filme “O Corcunda de Notre Dame” (1996), adaptação feita pela Disney para o famoso livro de Victor Hugo. Com um tom mais sombrio do que as animações até então lançadas pelo estúdio, o longa fala sobre a busca por aceitação de um sineiro corcunda e marginalizado pela sociedade.

Indicado a melhor trilha sonora do Oscar, o longa possui 16 faixas produzidas pela dupla, e já foi apontado pelo próprio Menken como uma de suas soundtracks favoritas.

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

O filme “Hercules” (1997) – que mais tarde deu origem a um dos meus desenhos favoritos da infância – foi uma aposta alta da Disney de adaptar uma história da mitologia grega para os cinemas, criando um longa divertido e musical, que não poupou esforços de pesquisa e produção para sua realização.

Ao lado do letrista David Zippel (um dos responsáveis por, no ano seguinte, fazer as músicas de “Mulan”), Menken compôs a trilha sonora da animação, que teve a faixa “Go the Distance” indicada a melhor canção original do Oscar. A música perdeu para – a até hoje exaustivamente tocada – “My heart Will Go On”, do filme Titanic.

Go The Distance

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Depois de alguns anos trabalhando exclusivamente com o teatro musical, Alan Menken retomou a sua parceria com a Disney no começo dos anos 2000. Ele foi o responsável pela trilha sonora de “Nem que a vaca tussa” (2004) e “Soltando os cachorros” (2006), mas foi graças a “Encantada” (2007) que o compositor recebeu novamente uma indicação ao Oscar. Trabalhando mais uma vez ao lado de Stephen Schwartz, ele foi o responsável pela trilha sonora do live-action, que possui 15 faixas e conta a história de uma princesa que foi expulsa de seu reino encantado e teve que se mudar para a Manhattan dos dias atuais.

Em uma mistura de homenagem e paródia dos clássicos filmes do estúdio, “Encantada” recebeu indicações de melhor canção original pelas músicas “Happy Working Song”, “So Close” e “That’s How You Know”.

Happy Working Song

So Close

That’s How You Know

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

De volta ao universo das animações, em 2010 foi a vez de Alan compor a trilha de “Enrolados” (2010), filme da Disney inspirado no clássico conto-de-fadas de Rapunzel. Considerada a animação mais cara já feita até hoje devido aos recursos visuais utilizados em sua produção (várias cenas do filme foram feitas de maneira que lembrassem uma pintura), “Enrolados” conta a história de uma princesa presa no alto de uma torre que topa ser ajudada por um ladrão para conseguir escapar do lugar.

Com uma trilha sonora de 20 faixas – compostas por Menken e os letristas Glenn Slater e Grace Potter- “Enrolados” teve sua música “I See The Light” indicada a melhor canção original do Oscar.

I See The Light

Obs: ainda que não tenha sido indicado ao Oscar desse ano, vale uma menção honrosa aqui no blog ao trabalho de Alan Menken no live-action de “A Bela e Fera” (2017). O filme teve suas músicas originais reeditas pelo compositor, além de ter ganho três novas canções na sua trilha sonora.

Na noite de hoje, “A Bela e a Fera” concorre nas categorias de melhor figurino e melhor direção de arte.

Beijos, beijos e uma ótima premiação pra vocês!

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Ano passado escrevi aqui no blog sobre a trilha sonora de Life is Strange, jogo da Dontnod Entertainment que marcou meu ano de 2017. Eu pirei de verdade com a história e jogabilidade dele, e fiquei tão envolvida pelas suas músicas que na lista de final de ano do Spotify, Obstacles do Syd Matters entrou no meu top five de canções mais ouvidas.

O jogo, aliás, conquistou muito mais gente do que só eu, tanto que no ano passado foi lançado o Life is Strange: Before the Storm, um prequel do título original que eu tratei de jogar assim que 2018 começou. Com uma história que se passa meses antes da chegada de Max em Arcadia Bay, esse prequel mostra o início da amizade de Chloe Price, nossa já velha conhecida, e Rachel Amber, personagem que no começo do primeiro jogo está desaparecida.

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Ainda que eu tenha achado o título original muito melhor (em grande parte, meu descontentamento ficou pela personalidade que foi atribuída a Rachel e por alguns furos do roteiro), Before the Storm serviu pra matar um pouco da saudades que eu tava sentindo do universo de Life is Strange. Além disso, esse novo jogo precisou readaptar algumas jogabilidades do título original e conseguiu fazer isso de uma maneira bastante positiva. O melhor exemplo dessas mudanças pra mim foram os itens colecionáveis que, se antes eram as fotos que Max batia, agora, no novo jogo, se transformaram nas pichações de Chloe. Uma maneira inteligente de manter os achievements espalhados pela história de modo a fazer sentido com o desenrolar dos fatos.

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Outro ponto legal de Before the Storm é conhecer mais sobre o passado de alguns personagens, e entender como os fatos foram se desenrolando pra chegarmos no cenário do primeiro Life is Strange. E claro, o final da história, que assim como acontece no primeiro jogo, também pode mudar de acordo com as escolhas que você faz, tirando um pouquinho da previsibilidade que um jogo prequel assim poderia ter.

Importante dizer ainda que quem comprou a versão deluxe do jogo (o que infelizmente não é o meu caso), agora no dia 06 de março vai poder jogar um episódio bônus da história, o Farewell. Tô na esperança de que mais pra frente eles liberem uma venda separada dele e que eu possa, assim, rever esses personagens e cenários mais uma vez 😀

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Ainda falando sobre coisas marcantes desse meu começo de ano, achei que valia muito a pena escrever aqui no blog sobre “Fortaleza Impossível”, minha primeira leitura de 2018.

O livro é do Jason Rekulak, autor até então pra mim desconhecido, e tem uma escrita tão fluida, que te prende do começo ao fim da história, que você vai virando suas páginas sem nem perceber como está avançando na leitura. Um YA de primeira mesmo!

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Assim como tantas outras obras que têm feito sucesso nos últimos tempos (alô, Stranger Things!), Fortaleza Impossível se passa nos anos 80 e usas e abusa da cultura pop da época pra contar sua história.

Tudo começa quando um trio de garotos bem esquisitos, Billy, Alf e Clark, decide armar um plano para roubar uma revista Playboy estrelada pela sua apresentadora de TV preferida. Só que pra isso dar certo, eles precisam que Billy se aproxime de Mary, uma garota nerd que mesmo sem saber, pode ajudá-los a conseguir a publicação. O problema é que Billy e Mary tem muito mais a ver um com o outro do que imaginam, e, além disso, formam a dupla perfeita para transformar em realidade um jogo que Billy vem imaginando há muito tempo – e que pode vencer um desafio de programação que promete presentear seu vencedor com um dos computadores mais incríveis da época.

É então nessa mistura de romance adolescente, referências a perder de vista dos anos 80, computadores (todos os capítulos do livro abrem com códigos de programação) e a magia dos jogos online que se desenrola esse enredo, além é claro de um daqueles plot twists que a gente tanto ama.

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Se você gostou então de Fortaleza Impossível ou de Life is Strange, dá pra comprar tanto o livro quanto o jogo no Submarino. E, se quiser um pouco de desconto nas compras, é só usar os cupons do Cupom Válido (que além do Submarino, ainda oferecem cupons de desconto em lojas como Saraiva, Natura, Extra e até 18% de desconto na Centauro).

Depois me contem o que vocês acharam deles :)

Beijos e até já, já que essa semana tem #aquecimentoOscar aqui no blog!

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

Ainda que quando o assunto seja cinema eu goste de acompanhar um pouquinho de tudo, longa-metragens de terror são, de longe, o tipo de filme que eu mais assisto. E, talvez por isso mesmo, o fato desses filmes serem bastante desvalorizados dentro da indústria sempre foi algo que me incomodou (e ainda incomoda) muito.

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

Ninguém precisa ser cinéfilo de carteirinha pra perceber como os filmes de terror são tratados muitas vezes como o patinho feio dos gêneros cinematográficos. É como se eles sempre fossem avaliados já com alguns pontos a menos só por fazerem parte dessa lista, saindo um pouco atrás da largada quando comparados a gêneros como drama e romance.

Além de grande parte das produções não serem levadas a sério, é de incomodar o fato de muitos filmes de horror serem olhados como puro entretenimento de má qualidade, sem uma avaliação crítica e séria do que está sendo mostrado – e talvez até mais importante do que isso, de como está sendo mostrado.

Não me entendam mal, existem inúmeros filmes de terror ruins. O grande problema é que existem filmes ruins em qualquer gênero, mas, aparentemente para a crítica, quando estamos falando de filmes de horror, essa é a regra, e não a exceção.

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscarFalando dessa situação especificamente no Oscar (o que pra mim é apenas um espelho de como a crítica em geral trata o gênero), recentemente li um texto bem interessante do cineasta Daniel Bydlowski que fala exatamente sobre esse “preconceito” que os filmes de horror sofreram por muito tempo na premiação.

Uma das coisas mais interessantes dele, no entanto, é mostrar como as coisas vem mudando, e como a academia – que sempre priorizou filmes de drama -, parece finalmente estar abrindo os olhos para outros gêneros. E isso não apenas devido a mudanças políticas e sociais, mas também da própria indústria, que hoje em dia possui um público muito mais fragmentado devido as diversas formas de se consumir cinema.

Aproveitando todo esse gancho e o fato de termos um filme de terror concorrendo a melhor filme do ano no Oscar (falo mais sobre “Corra!” no finalzinho desse post), decidi escrever um pouquinho sobre todos os filmes que já concorreram nessa categoria da premiação – e também sobre o único que até hoje conseguiu levar a estatueta para casa. É uma pequena, mas poderosa lista.

O Exorcista (1974)

 

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

O Exorcista, de 1973, além de ser um dos filmes mais populares do gênero, é o único filme dessa lista classificado exclusivamente como terror (mais especificamente como terror sobrenatural). Além de suas indicações e vitórias no Oscar, ele também conquistou diversos prêmios no Globo de Ouro, como melhor filme de drama, melhor diretor, melhor atriz coadjuvante e melhor roteiro.

Baseado em um livro escrito por William Peter Blatty, o filme conta a história da pequena Regan, uma garota de 12 anos que é possuída pelo demônio. Sua mãe, desesperada com o comportamento da filha, pede ajuda de um padre, que chama um exorcista profissional para lidar com a garota.

 

Tubarão (1976)

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

Tubarão, de 1975, conta a história de uma praia turística dos EUA onde os banhistas passam a sofrer ataques mortais de um tubarão-branco, o que faz com que o chefe da polícia da cidade, um biólogo e um caçador de tubarões unam forças para caçá-lo.

O filme, que é dirigido por Steven Spielberg, teve sua trilha sonora criada por John Williams (um dos compositores mais famosos e premiados do Oscar) fazendo com que uma das suas músicas, a que é tocada durante os ataques do tubarão, se tornasse uma referência de “temas de suspense” na história do cinema.

O silêncio dos inocentes (1992)

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

Baseado em um livro homônimo escrito por Thomas Harris, o filme O Silêncio dos Inocentes, de 1991, é até hoje o único longa-metragem de terror a ganhar como melhor filme do Oscar. Ele conta a história de Clarice Starling, uma investigadora do FBI escalada para descobrir o paradeiro de um serial killer chamado Buffalo Bill. A fim de entender como funciona sua mente, Clarice começa a entrevistar o Dr. Hannibal Lecter (personagem que já havia aparecido no filme “Caçador de Assassinos”), um ex-psiquiatra e assassino condenado à prisão perpétua.

Com uma trama que usa e abusa do terror psicológico para construir sua narrativa, o filme foi extremamente aclamado pelo público e pela crítica, e acabou ganhando uma sequência, “Hannibal”, e dois prelúdios, “Dragão Vermelho” e “Hannibal – A Origem do Mal”.

O sexto sentido (2000)

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscarCom um dos finais mais surpreendentes da história do cinema, O Sexto Sentido, de 1999, conta a história do psicólogo infantil Malcolm Crowe, um profissional que tenta ajudar um garotinho solitário que diz ser assombrado por pessoa mortas. Concomitante a isso, o psicólogo também enfrenta problemas pessoais, vivendo em um casamento problemático onde sua mulher se recusa a falar com ele.

O longa, que consagrou de vez a imagem do pequeno Haley Joel Osment no cinema (depois de O Sexto Sentido, o garotinho ainda brilharia em “A Corrente do Bem” e “A.I. – Inteliigência Artificial”), foi indicado também ao Globo de Ouro nas categorias de melhor ator coadjuvante e melhor direção.

Cisne Negro (2011)

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscarCisne Negro, de 2010, possui um enredo que explora o suspense e o terror psicológico, e que conta a história de Nina, uma bailarina extremamente dedicada e entregue à profissão. Em busca de conseguir o papel principal de uma produção do balé O Lago dos Cisnes, – onde interpretaria tanto o bondoso Cisne Branco quanto o malvado Cisne Negro -, Nina se vê sob um stress tremendo, especialmente quando uma nova bailarina chega na companhia e passa a disputar o papel com ela. Com seu emocional forçado ao extremo, a dançarina começa a sofrer alucinações e não distinguir mais realidade de fantasia.

Corra! (2018)

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

Indicado ao Oscar de melhor filme desse ano e aumentando essa lista tão poderosa de filmes de terror, Corra!, de Jordan Peele, é um dos longas do gênero mais inteligentes que me lembro de já ter assistido. Além de fazer uso do terror psicológico e do suspense, ele se vale de elementos sarcásticos para ditar o tom do filme, fazendo uma crítica feroz ao racismo ainda tão presente em nossa sociedade.

Tudo começa quando Chris, um jovem negro americano, viaja durante um final de semana com sua nova namorada para conhecer os pais dela que moram no interior. A família da garota, branca e bastante endinheirada, parece amigável em um primeiro momento, mas acaba inquietando o rapaz, que pecerbe que algo estranho está acontecendo no lugar.

Com um desenrolar brilhante e uma atuação fantástica de Daniel Kaluuya, Corra! é, até agora, meu filme favorito para levar a estatueta para casa (ainda preciso assistir “Três anúncios para um crime” e “Trama Fantasma”), e, espero, um exemplo importante para a academia do enorme potencial que longas de terror possuem.

Beijos e até já, já, com mais #aquecimentoOscar