As incríveis canções de Alan Menken #aquecimentoOscar

Se existe uma pessoa que teve uma participação marcante no Oscar durante os anos 90 e começo dos anos 2000, essa pessoa foi Alan Menken. Compositor talentosíssimo, com uma vasta carreira no teatro musical e em diversas animações da Disney, Alan ganhou nada menos que 8 estatuetas da premiação, além de ter sido indicado 19 vezes nas categorias de melhor trilha sonora e melhor canção original.

O post do #aquecimentoOscar de hoje é em homenagem a ele, que além de ter feito algumas das minhas músicas preferidas da Disney (alô, “A Bela e a Fera”) tem esse dom que tão poucos têm de fazer uma música casar perfeitamente com uma cena, de fazer uma canção traduzir tão bem pequenos momentos de uma grande história.As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

O filme “A Pequena Loja de Horrores” (1986), primeira indicação de Allan Menken para o Oscar, foi inspirado em uma peça de teatro produzida por Allan e Howard Ashman, seu parceiro já de outros musicais, em 1982. A peça, por sua vez, foi inspirada em um filme de terror cult do diretor Roger Corman, e conta a história de um atendente de uma floricultura que “adota” uma misteriosa planta e descobre que ela tem um apetite enorme por sangue.

Dirigido por Frank Oz, o filme foi indicado nas categorias de melhor efeito visual e melhor canção original pela música “Mean Green Mother from Outer Space”. Bastante diferente das outras canções pelas quais Allan foi indicado ao Oscar, a letra dessa música segue o mesmo tom de sátira e humor negro do filme, e infelizmente acabou perdendo a estatueta para “Take My Breath Away” do filme “Top Gun – Ases Indomáveis”.

Mean Green Mother from Outer Space

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Ainda que a primeira música escrita por Allan Menken para a Disney não tenha sido em “A Pequena Sereia” (1990), – e sim no filme “Polly”, lançado no mesmo ano – essa foi a primeira vez que Menken foi responsável por toda a trilha sonora de um longa. Junto com Howard Ashman, ele compôs as 20 deliciosas faixas da animação e firmou uma parceria com os estúdios Disney que perduraria por muito anos.

Além de ter sido um sucesso comercial (coisa que há anos não acontecia com uma animação da empresa), o filme “A Pequena Sereia” foi indicado ao Oscar de melhor canção original com duas músicas. A primeira foi a linda “Kiss the Girl”, que mais tarde ganhou uma versão gravada pela cantora Ashley Tisdale, e a segunda, que foi quem levou a estatueta para casa, foi a maravilhosa “Under the Sea”. Não bastasse tudo isso, o filme ainda conquistou o prêmio de melhor trilha sonora da noite, coroando de vez a história da sereinha que queria se tornar humana.

Kiss the Girl

Under the Sea

 

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Depois do sucesso estrondoso de “A Pequena Sereia”, a Disney resolveu apostar em um musical que fosse pela mesma linha dessa animação, e para isso decidiu fazer uma adaptação do conto de fadas de “A Bela e a Fera” (1991), uma história que a empresa já estava de olho há algumas décadas. Allan e Howard Ashman foram chamados novamente para fazerem a trilha sonora do filme, cuidando, respectivamente, da letra e da composição das canções.

Foram mais de 10 músicas criadas para ajudar a contar a história da doce e inteligente Bela, uma garota que se vê aprisionada no castelo de uma Fera e que aos poucos vai se apaixonando pela criatura que está sob o poder de uma maldição. O filme ganhou o Oscar de melhor trilha sonora e melhor canção, com a maravilhosa “Beauty and the Beast”, e ainda teve as músicas “Belle” e “Be Our Guest” indicadas na categoria. Não bastasse tudo isso, “A Bela a e Fera” foi indicado ao Oscar de melhor mixagem de som e se tornou a primeira animação da história a ser indicada a categoria de melhor filme.

Oito meses antes do filme chegar aos cinemas, Ashman, o parceiro de Menken, morreu por complicações do vírus HIV, e “A Bela e Fera” foi dedicada em memória do letrista.

Belle

Be Our Guest

Beauty and the Beast

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Apesar da morte prematura aos 40 anos, em seus últimos meses de vida, Howard Ashman apresentou uma ideia aos estúdios Disney de uma nova adaptação que poderia ser feita. A animação em questão era “Aladdin”(1992), um conto árabe muito famoso que fazia parte do livro Mil e Uma Noites. A Disney passou a trabalhar em cima do projeto e, mais uma vez, Ashman e Alan foram chamados para fazer a trilha sonora do filme. Com o falecimento do letrista no meio da realização do projeto, Tim Rice foi o escolhido para trabalhar com Menken nas faixas que faltavam.

O longa, que mostra a história de amor da princesa Jasmine e do jovem e generoso Aladdin, ganhou o Oscar de melhor trilha sonora e de melhor canção com a música “Whole new world”, além de ter a faixa “Friend like me” indicada na categoria.

Friend Like Me

Whole New World

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Ainda na fase de ouro da Disney, que lançava sucesso atrás de sucesso, estreou “Pocahontas” (1995), primeira animação do estúdio a ser inspirada em fatos reais. O filme, que conta a história de uma índia nativo-americana que se apaixona por um colono britânico, teve sua trilha sonora composta por Alan Menken e Stephen Schwartz, letrista com uma carreira bastante consolidada no teatro musical.

Um dos detalhes mais interessantes sobre a soundtrack da animação é que os dois escreveram e compuseram suas faixas ainda no começo da produção do filme, de modo que houve uma influência muito grande das letras e do estilo das canções no desenrolar da sua história.

Vencedor do Oscar de melhor canção por “Colors oh the Wind” (uma das músicas mais maravilhosas da Disney na minha opinião) e também por melhor trilha sonora, a soundtrack de Pocahontas agradou não apenas a academia, mas também ao público, que fez com que ela chegasse ao topo da Billboard 200!

Colors of the Wind

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

O sucesso de “Pocahontas” garantiu que Menken e Schwartz repetissem a dobradinha para o filme “O Corcunda de Notre Dame” (1996), adaptação feita pela Disney para o famoso livro de Victor Hugo. Com um tom mais sombrio do que as animações até então lançadas pelo estúdio, o longa fala sobre a busca por aceitação de um sineiro corcunda e marginalizado pela sociedade.

Indicado a melhor trilha sonora do Oscar, o longa possui 16 faixas produzidas pela dupla, e já foi apontado pelo próprio Menken como uma de suas soundtracks favoritas.

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

O filme “Hercules” (1997) – que mais tarde deu origem a um dos meus desenhos favoritos da infância – foi uma aposta alta da Disney de adaptar uma história da mitologia grega para os cinemas, criando um longa divertido e musical, que não poupou esforços de pesquisa e produção para sua realização.

Ao lado do letrista David Zippel (um dos responsáveis por, no ano seguinte, fazer as músicas de “Mulan”), Menken compôs a trilha sonora da animação, que teve a faixa “Go the Distance” indicada a melhor canção original do Oscar. A música perdeu para – a até hoje exaustivamente tocada – “My heart Will Go On”, do filme Titanic.

Go The Distance

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Depois de alguns anos trabalhando exclusivamente com o teatro musical, Alan Menken retomou a sua parceria com a Disney no começo dos anos 2000. Ele foi o responsável pela trilha sonora de “Nem que a vaca tussa” (2004) e “Soltando os cachorros” (2006), mas foi graças a “Encantada” (2007) que o compositor recebeu novamente uma indicação ao Oscar. Trabalhando mais uma vez ao lado de Stephen Schwartz, ele foi o responsável pela trilha sonora do live-action, que possui 15 faixas e conta a história de uma princesa que foi expulsa de seu reino encantado e teve que se mudar para a Manhattan dos dias atuais.

Em uma mistura de homenagem e paródia dos clássicos filmes do estúdio, “Encantada” recebeu indicações de melhor canção original pelas músicas “Happy Working Song”, “So Close” e “That’s How You Know”.

Happy Working Song

So Close

That’s How You Know

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

De volta ao universo das animações, em 2010 foi a vez de Alan compor a trilha de “Enrolados” (2010), filme da Disney inspirado no clássico conto-de-fadas de Rapunzel. Considerada a animação mais cara já feita até hoje devido aos recursos visuais utilizados em sua produção (várias cenas do filme foram feitas de maneira que lembrassem uma pintura), “Enrolados” conta a história de uma princesa presa no alto de uma torre que topa ser ajudada por um ladrão para conseguir escapar do lugar.

Com uma trilha sonora de 20 faixas – compostas por Menken e os letristas Glenn Slater e Grace Potter- “Enrolados” teve sua música “I See The Light” indicada a melhor canção original do Oscar.

I See The Light

Obs: ainda que não tenha sido indicado ao Oscar desse ano, vale uma menção honrosa aqui no blog ao trabalho de Alan Menken no live-action de “A Bela e Fera” (2017). O filme teve suas músicas originais reeditas pelo compositor, além de ter ganho três novas canções na sua trilha sonora.

Na noite de hoje, “A Bela e a Fera” concorre nas categorias de melhor figurino e melhor direção de arte.

Beijos, beijos e uma ótima premiação pra vocês!

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Ano passado escrevi aqui no blog sobre a trilha sonora de Life is Strange, jogo da Dontnod Entertainment que marcou meu ano de 2017. Eu pirei de verdade com a história e jogabilidade dele, e fiquei tão envolvida pelas suas músicas que na lista de final de ano do Spotify, Obstacles do Syd Matters entrou no meu top five de canções mais ouvidas.

O jogo, aliás, conquistou muito mais gente do que só eu, tanto que no ano passado foi lançado o Life is Strange: Before the Storm, um prequel do título original que eu tratei de jogar assim que 2018 começou. Com uma história que se passa meses antes da chegada de Max em Arcadia Bay, esse prequel mostra o início da amizade de Chloe Price, nossa já velha conhecida, e Rachel Amber, personagem que no começo do primeiro jogo está desaparecida.

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Ainda que eu tenha achado o título original muito melhor (em grande parte, meu descontentamento ficou pela personalidade que foi atribuída a Rachel e por alguns furos do roteiro), Before the Storm serviu pra matar um pouco da saudades que eu tava sentindo do universo de Life is Strange. Além disso, esse novo jogo precisou readaptar algumas jogabilidades do título original e conseguiu fazer isso de uma maneira bastante positiva. O melhor exemplo dessas mudanças pra mim foram os itens colecionáveis que, se antes eram as fotos que Max batia, agora, no novo jogo, se transformaram nas pichações de Chloe. Uma maneira inteligente de manter os achievements espalhados pela história de modo a fazer sentido com o desenrolar dos fatos.

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Outro ponto legal de Before the Storm é conhecer mais sobre o passado de alguns personagens, e entender como os fatos foram se desenrolando pra chegarmos no cenário do primeiro Life is Strange. E claro, o final da história, que assim como acontece no primeiro jogo, também pode mudar de acordo com as escolhas que você faz, tirando um pouquinho da previsibilidade que um jogo prequel assim poderia ter.

Importante dizer ainda que quem comprou a versão deluxe do jogo (o que infelizmente não é o meu caso), agora no dia 06 de março vai poder jogar um episódio bônus da história, o Farewell. Tô na esperança de que mais pra frente eles liberem uma venda separada dele e que eu possa, assim, rever esses personagens e cenários mais uma vez 😀

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Ainda falando sobre coisas marcantes desse meu começo de ano, achei que valia muito a pena escrever aqui no blog sobre “Fortaleza Impossível”, minha primeira leitura de 2018.

O livro é do Jason Rekulak, autor até então pra mim desconhecido, e tem uma escrita tão fluida, que te prende do começo ao fim da história, que você vai virando suas páginas sem nem perceber como está avançando na leitura. Um YA de primeira mesmo!

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Assim como tantas outras obras que têm feito sucesso nos últimos tempos (alô, Stranger Things!), Fortaleza Impossível se passa nos anos 80 e usas e abusa da cultura pop da época pra contar sua história.

Tudo começa quando um trio de garotos bem esquisitos, Billy, Alf e Clark, decide armar um plano para roubar uma revista Playboy estrelada pela sua apresentadora de TV preferida. Só que pra isso dar certo, eles precisam que Billy se aproxime de Mary, uma garota nerd que mesmo sem saber, pode ajudá-los a conseguir a publicação. O problema é que Billy e Mary tem muito mais a ver um com o outro do que imaginam, e, além disso, formam a dupla perfeita para transformar em realidade um jogo que Billy vem imaginando há muito tempo – e que pode vencer um desafio de programação que promete presentear seu vencedor com um dos computadores mais incríveis da época.

É então nessa mistura de romance adolescente, referências a perder de vista dos anos 80, computadores (todos os capítulos do livro abrem com códigos de programação) e a magia dos jogos online que se desenrola esse enredo, além é claro de um daqueles plot twists que a gente tanto ama.

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Se você gostou então de Fortaleza Impossível ou de Life is Strange, dá pra comprar tanto o livro quanto o jogo no Submarino. E, se quiser um pouco de desconto nas compras, é só usar os cupons do Cupom Válido (que além do Submarino, ainda oferecem cupons de desconto em lojas como Saraiva, Natura, Extra e até 18% de desconto na Centauro).

Depois me contem o que vocês acharam deles :)

Beijos e até já, já que essa semana tem #aquecimentoOscar aqui no blog!

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

Ainda que quando o assunto seja cinema eu goste de acompanhar um pouquinho de tudo, longa-metragens de terror são, de longe, o tipo de filme que eu mais assisto. E, talvez por isso mesmo, o fato desses filmes serem bastante desvalorizados dentro da indústria sempre foi algo que me incomodou (e ainda incomoda) muito.

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

Ninguém precisa ser cinéfilo de carteirinha pra perceber como os filmes de terror são tratados muitas vezes como o patinho feio dos gêneros cinematográficos. É como se eles sempre fossem avaliados já com alguns pontos a menos só por fazerem parte dessa lista, saindo um pouco atrás da largada quando comparados a gêneros como drama e romance.

Além de grande parte das produções não serem levadas a sério, é de incomodar o fato de muitos filmes de horror serem olhados como puro entretenimento de má qualidade, sem uma avaliação crítica e séria do que está sendo mostrado – e talvez até mais importante do que isso, de como está sendo mostrado.

Não me entendam mal, existem inúmeros filmes de terror ruins. O grande problema é que existem filmes ruins em qualquer gênero, mas, aparentemente para a crítica, quando estamos falando de filmes de horror, essa é a regra, e não a exceção.

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscarFalando dessa situação especificamente no Oscar (o que pra mim é apenas um espelho de como a crítica em geral trata o gênero), recentemente li um texto bem interessante do cineasta Daniel Bydlowski que fala exatamente sobre esse “preconceito” que os filmes de horror sofreram por muito tempo na premiação.

Uma das coisas mais interessantes dele, no entanto, é mostrar como as coisas vem mudando, e como a academia – que sempre priorizou filmes de drama -, parece finalmente estar abrindo os olhos para outros gêneros. E isso não apenas devido a mudanças políticas e sociais, mas também da própria indústria, que hoje em dia possui um público muito mais fragmentado devido as diversas formas de se consumir cinema.

Aproveitando todo esse gancho e o fato de termos um filme de terror concorrendo a melhor filme do ano no Oscar (falo mais sobre “Corra!” no finalzinho desse post), decidi escrever um pouquinho sobre todos os filmes que já concorreram nessa categoria da premiação – e também sobre o único que até hoje conseguiu levar a estatueta para casa. É uma pequena, mas poderosa lista.

O Exorcista (1974)

 

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

O Exorcista, de 1973, além de ser um dos filmes mais populares do gênero, é o único filme dessa lista classificado exclusivamente como terror (mais especificamente como terror sobrenatural). Além de suas indicações e vitórias no Oscar, ele também conquistou diversos prêmios no Globo de Ouro, como melhor filme de drama, melhor diretor, melhor atriz coadjuvante e melhor roteiro.

Baseado em um livro escrito por William Peter Blatty, o filme conta a história da pequena Regan, uma garota de 12 anos que é possuída pelo demônio. Sua mãe, desesperada com o comportamento da filha, pede ajuda de um padre, que chama um exorcista profissional para lidar com a garota.

 

Tubarão (1976)

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

Tubarão, de 1975, conta a história de uma praia turística dos EUA onde os banhistas passam a sofrer ataques mortais de um tubarão-branco, o que faz com que o chefe da polícia da cidade, um biólogo e um caçador de tubarões unam forças para caçá-lo.

O filme, que é dirigido por Steven Spielberg, teve sua trilha sonora criada por John Williams (um dos compositores mais famosos e premiados do Oscar) fazendo com que uma das suas músicas, a que é tocada durante os ataques do tubarão, se tornasse uma referência de “temas de suspense” na história do cinema.

O silêncio dos inocentes (1992)

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

Baseado em um livro homônimo escrito por Thomas Harris, o filme O Silêncio dos Inocentes, de 1991, é até hoje o único longa-metragem de terror a ganhar como melhor filme do Oscar. Ele conta a história de Clarice Starling, uma investigadora do FBI escalada para descobrir o paradeiro de um serial killer chamado Buffalo Bill. A fim de entender como funciona sua mente, Clarice começa a entrevistar o Dr. Hannibal Lecter (personagem que já havia aparecido no filme “Caçador de Assassinos”), um ex-psiquiatra e assassino condenado à prisão perpétua.

Com uma trama que usa e abusa do terror psicológico para construir sua narrativa, o filme foi extremamente aclamado pelo público e pela crítica, e acabou ganhando uma sequência, “Hannibal”, e dois prelúdios, “Dragão Vermelho” e “Hannibal – A Origem do Mal”.

O sexto sentido (2000)

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscarCom um dos finais mais surpreendentes da história do cinema, O Sexto Sentido, de 1999, conta a história do psicólogo infantil Malcolm Crowe, um profissional que tenta ajudar um garotinho solitário que diz ser assombrado por pessoa mortas. Concomitante a isso, o psicólogo também enfrenta problemas pessoais, vivendo em um casamento problemático onde sua mulher se recusa a falar com ele.

O longa, que consagrou de vez a imagem do pequeno Haley Joel Osment no cinema (depois de O Sexto Sentido, o garotinho ainda brilharia em “A Corrente do Bem” e “A.I. – Inteliigência Artificial”), foi indicado também ao Globo de Ouro nas categorias de melhor ator coadjuvante e melhor direção.

Cisne Negro (2011)

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscarCisne Negro, de 2010, possui um enredo que explora o suspense e o terror psicológico, e que conta a história de Nina, uma bailarina extremamente dedicada e entregue à profissão. Em busca de conseguir o papel principal de uma produção do balé O Lago dos Cisnes, – onde interpretaria tanto o bondoso Cisne Branco quanto o malvado Cisne Negro -, Nina se vê sob um stress tremendo, especialmente quando uma nova bailarina chega na companhia e passa a disputar o papel com ela. Com seu emocional forçado ao extremo, a dançarina começa a sofrer alucinações e não distinguir mais realidade de fantasia.

Corra! (2018)

Os filmes de terror no Oscar #aquecimentoOscar

Indicado ao Oscar de melhor filme desse ano e aumentando essa lista tão poderosa de filmes de terror, Corra!, de Jordan Peele, é um dos longas do gênero mais inteligentes que me lembro de já ter assistido. Além de fazer uso do terror psicológico e do suspense, ele se vale de elementos sarcásticos para ditar o tom do filme, fazendo uma crítica feroz ao racismo ainda tão presente em nossa sociedade.

Tudo começa quando Chris, um jovem negro americano, viaja durante um final de semana com sua nova namorada para conhecer os pais dela que moram no interior. A família da garota, branca e bastante endinheirada, parece amigável em um primeiro momento, mas acaba inquietando o rapaz, que pecerbe que algo estranho está acontecendo no lugar.

Com um desenrolar brilhante e uma atuação fantástica de Daniel Kaluuya, Corra! é, até agora, meu filme favorito para levar a estatueta para casa (ainda preciso assistir “Três anúncios para um crime” e “Trama Fantasma”), e, espero, um exemplo importante para a academia do enorme potencial que longas de terror possuem.

Beijos e até já, já, com mais #aquecimentoOscar

Toda a beleza da premiere de Pantera Negra

Essa é a primeira vez que falo sobre uma première de um filme aqui no blog. E não porque eu não costume dar uma espiadinha em fotos de eventos assim sempre que posso – até porque festas que envolvam cinema quase sempre tem um apelo visual muito forte e inspirador. Mas, simplesmente, porque esse nunca foi um tópico que me despertou vontade de escrever ou que eu achasse que podia gerar de fato muita discussão por aqui. Isso claro até essa semana, quando vi as fotos da première de Pantera Negra e fiquei totalmente embasbacada pelo tema, pelas roupas e pela mensagem poderosa que vem disso tudo.

Toda a beleza da cultura africana na premiere de Pantera Negra

Pra quem não conhece, Pantera Negra é um super-herói das histórias em quadrinhos da Marvel que agora no finalzinho de fevereiro vai estrelar uma adaptação para os cinemas. O longa – que segundo a crítica especializada parece estar bem fiel à HQ -, conta a história de T’Challa, o príncipe de um reino africano chamado Wakanda que se vê tendo que lutar contra facções criminosas que querem conquistar seu trono.

O enredo, no entanto, ainda que seja o start pra toda a ação do filme, é só um dos motivos que tem gerado tanta expectativa sobre a história. Mais do que um “filme de super-herói”, Pantera Negra é um filme de um super-herói negro. O primeiro com poderes, aliás, que foi criado no universo dos quadrinhos.

Além disso, agora em 2018, Pantera Negra se torna o primeiro herói negro, de origem africana, a ganhar um filme totalmente solo. E detalhe: esparramando nas salas de cinema de todo o mundo a beleza da cultura africana de Wakanda, que só pelo trailer do filme já se mostra de vital importância para a construção do personagem.

Toda a beleza da premiere de Pantera Negra

Dito tudo isso, já era meio de se esperar que a première do filme acabasse se tornando uma extensão de toda essa história, e tivesse como inspiração-mor a realeza africana. O que não era de se esperar, no entanto, era ver a beleza que a gente viu, em roupas que brincam com cores, tradições e símbolos de um jeito incrível. A começar do próprio tapete vermelho que não era vermelho e, sim, roxo!

Para mostrar então um pouco de todo o impacto que foi esse evento, separei aqui alguns dos looks que mais me chamaram atenção, emocionaram e mostraram a força da cultura africana e poder da realeza. Tomara que isso seja apenas uma prévia do filme maravilhoso que Pantera Negra promete ser.

Os looks

Toda a beleza da premiere de Pantera Negra

Instagram: @lupitanyongo

Uma das grandes estrelas do evento, – que aconteceu no Teatro Dolby, em Los Angeles, na Califórnia – foi Lupita Nyong’o, a atriz que interpreta Nakia, a vilã do filme. Usando um dos vestidos mais deslumbrantes que já vi na minha vida, todo de chiffon, em um tom de roxo superintenso, Lupita deixou todo mundo sem respirar por alguns segundos com sua aparição. O look, feito sob medida para a atriz pela Atelier Versace, tem uma espécie de armadura na sua frente toda coberta de pedras douradas.

Toda a beleza da premiere de Pantera Negra

Instagram: @danaigurira

Danai Gurira (sim, a Michonne de The Walking Dead!), que faz a personagem Okoye no longa, compareceu com um vestido rosa de um ombro só, cheio de pequeninos cristais incrustados. Ele é da coleção de verão 2018 da Viktor & Rolf.

Toda a beleza da premiere de Pantera Negra

Twitter Marvel Studios

Chadwick  Boseman, o próprio Pantera Negra, saiu um pouco do tradicional terno preto masculino e usou uma jaqueta floral da Emporio Armani. Os sapatos são Christian Louboutin.

Toda a beleza da premiere de Pantera Negra

Instagram: @im.angelabassett

Angela Bassett, a mãe do super-herói T’Challa, parecia uma verdadeira rainha Sol iluminando a todos com esse macacão. Em uma entrevista para a People, a stylist da atriz contou que eles queriam uma referência tribal forte no look, além de algo que trouxesse bastante movimento e fosse sexy. A escolha acabou recaindo sobre esse look da designer Naeem Khan, todo trabalhado em franjas.

Toda a beleza da premiere de Pantera Negra

Instagram: @janellemonae

O vestido da cantora Janelle Monáe parecia pra mim saído de um conto-de-fadas, ainda mais com essa coroa dourada que ela uniu à produção. Ele faz parte da coleção pre-fall do designer Christian  Siriano.

Toda a beleza da premiere de Pantera Negra

Instagram: @hollywoodladyj

A atriz Janeshia Adams-Ginyard foi com um dos vestidos mais coloridos e cheios de vida da noite. Tnato ele quanto o chapéu são assinados por Tamara Cobus.

Toda a beleza da premiere de Pantera Negra

Just Jared

Issa Rae foi com um vestido branco que ganhava um toque ainda mais lindo quando a atriz “abria” o seu drapeado: um degradê brilhante que ia do bordô ao verde e que emanava um toque de realeza da cabeça aos pés. Ele faz parte da coleção resort 2018 da designer Rosie Assoulin.

Toda a beleza da premiere de Pantera Negra

Just Jared

E pra fechar essa lista de looks belíssimos, escolhi colocar a foto do ator Donald Glover, que foi pra mim o grande destaque masculino da noite. Ele fez uma escolha nada óbvia, mas que acertou em cheio: um terno laranja de tom quase fosforescente. Uma pena que eu não tenha consigo descobrir o designer responsável pela produção.

E vocês, viram algum outro look da première que tava belíssimo e não apareceu por aqui? Então deixem nos comentários!

Beijos, beijos e até a próxima!

O que aconteceu em 2017

Vou ser sincera: eu não tenho muito do que reclamar de 2017.

Eu comecei o ano de casa nova, depois de ter saído de um apartamento onde eu e Diego éramos muito felizes, mas onde já não fazia mais sentido estar. Mudamos entre o Natal e o Ano Novo, e passamos a virada do ano aqui, no nosso canto novo, comemorando a chegada de 2017 com um jantar feito pelo Di, sem nem imaginar o tanto de coisa que nos aguardava nos próximos 365 dias.

O que aconteceu em 2017

Foi em 2017 que eu terminei meu curso de inglês. depois de dois anos de aulas incríveis e um professor de que eu sempre vou sentir saudades. E tudo bem que eu ainda não seja fluente no idioma (estamos trabalhando pra isso melhorar), mas é inegável o quanto evoluí. Os jogos em inglês que joguei esse ano não me deixam mentir.

Aliás, por falar em jogos, 2017 foi o ano deles.

Eu descobri um amor por jogos que nem sabia que existia em mim. Nunca fui tão assídua na steam e nunca joguei tanto. Life is Strange, The Legendo of Zelda, Cuphead e Stranger Things são só alguns nomes, assim como CS:GO, jogo que há um ano eu jamais pensaria que ia jogar e muito menos acompanhar os campeonatos.

O que aconteceu em 2017

2017 foi o ano em que eu e Di conhecemos Bueno Aires, uma cidade que tem um charme muito peculiar e pela qual eu me apaixonei. Foi o ano em que minha sobrinha, a Gigi, nasceu e assim acabei voltando muito mais pra Leme. O ano em que comecei a fazer pole dance, trabalhei feito louca e fiz fotos muito legais para o blog.

2017 foi o ano em que renovei amizades, em que trouxe gente que amo e me faz bem ainda mais pra perto, e em que percebi que algumas pessoas entraram mesmo na minha vida pra ficar. Foi o ano em que fui madrinha de casamento de uma das minhas melhores amigas, uma pessoa incrível que tá na minha vida há quase 20 anos.

O que aconteceu em 2017

2017 foi o ano em que eu e o Diego voltamos a ver um show do Paul McCartney juntos, sete anos depois de termos assistido uma apresentação dele pela primeira vez. Foi o ano em que decidimos planos maiores para as nossas vidas, já com data marcada e tudo. O ano em que fomos na exposição do castelo Rá-Tim-Bum em São Paulo, e o ano em que conhecemos ainda mais bares, restaurantes e cafés – um “passatempo” de que eu nunca me canso.

O que aconteceu em 2017

2017 foi o ano em que não li tanto ou vi tantos filmes quanto gostaria, mas foi o ano em que mais fui ao cinema e o ano em que tive poucas, porém incríveis leituras.  Foi o ano em que meu cabelo cresceu, engordei alguns quilinhos, abracei meus gatos um dia sim e no outro também, e maratonei séries como se não houvesse amanhã.

2017 foi o ano em que muita coisa mudou por fora, mas principalmente por dentro. O ano em que eu mais cresci e o ano em que antigos sonhos que pareciam meio adormecidos voltaram a inquietar minha cabeça. Um ano muito bom, desses pra ficar na memória.

Que 2018 seja ainda mais maravilhoso e inesquecível do que ele foi. Pra todos nós.

Feliz ano novo e até janeiro!