Se existia uma certeza nesse blog era a de que todo final de ano eu faria um post por aqui listando as minhas metas dos próximos 365 dias. E quando eu faço essas metas, eu listo de tudo, de coisas pessoais a profissionais, de coisas muito grandes a coisas muito pequeninas, de coisas muito difíceis até outras que eu sei que é só eu me esforçar um pouquinho pra que tudo dê certo. E são metas que eu sempre encaro de unhas e dentes e faço questão de olhar no final do ano pra ver o que deu certo ou não, pra ver onde errei e onde acertei. Até porque o intuito é esse, né? Aprender todo um ano um pouco mais, com as coisas ruins e com as coisas boas.

Só que nesse ano, se vocês acompanharam todos os posts que rolaram em dezembro por aqui, devem ter notado que não postei minha lista. E a verdade é que isso não aconteceu porque eu não a escrevi. Até porque eu sou assim, uma garota que gosta de listar coisas, que gosta de se organizar, que gosta de ter metas e objetivos. Eu sonho alto, tão alto que eu tenho até medo da altura dos meus sonhos. E acho que são exatamente essas vontades – que quando colocadas numa lista assim, parecem me incentivar ainda mais – que me fazem chegar lá.

Mas como eu ia dizendo, eu não postei minha lista de resoluções esse ano aqui. E o motivo é que o que eu desejava de verdade pra 2016, e que foi o que eu coloquei no papel, eram coisas muito mais abstratas do que nos outros anos. As tais das coisas pequenininhas que eu falei ali em cima, mas que no final fazem uma diferença enorme na nossa vida. Coisas que são difíceis de explicar, porque pra mim mesmo ainda estão tomando forma.

E na hora de falar sobre essa lista aqui, percebi que fazia muito mais sentido eu falar sobre a única coisa que unia todos os itens que nela apareciam. A coisa que fez eu perceber o que eu queria – e quero – de verdade pra 2016.

Eu preciso de um eixo esse ano. Eu preciso conseguir me desligar das coisas que só me atrapalham. Eu preciso aprender a começar e terminar essa coisa que eu comecei. Eu preciso aprender a não me auto sabotar com horários, prazos e metas malucas. Eu preciso aprender a mirar em algo e trabalhar pra que aquilo dê certo, sem deixar que coisas que não deveriam se infiltrar no meio desses planos, se infiltrem. Eu preciso saber das minhas limitações. Eu preciso entender que eu devo levar certas coisas mais a sério. E preciso entender também que tem outras tantas coisas que eu não devo dar a mínima.

Eu preciso de foco esse ano. Assim, em letras garrafais.

E eu acho que 2016 tem tudo pra ser esse ano (até porque ele já começou de forma maravilhosa, e muito em breve eu vou contar aqui o porquê). O ano pra eu me tornar essa pessoa que consegue se desvencilhar do que não é legal – pelo menos não naquele momento – e mirar no que importa.

E eu acho que agora vai. Fé e foco que vai dar certo.

Bisosu, bisous