Sempre que sai a lista de concorrentes do Oscar, eu corro pra fazer uma maratona e assistir o máximo de indicados possíveis antes do dia da cerimônia! As categorias ‘mais importantes da noite’ eu sempre faça questão de assistir, mas outras não tão óbvias assim me encantam tanto quanto as principais.

Uma dessas categorias é a de curtas de animação. Esses pequeninos filmes sempre me emocionam, seja pela sua história, seja pelos seus efeitos, seja pela forma como condensam em poucos minutos personagens e enredos tão complexos. Dos curtas mais românticos como Paperman aos mais encantadores como La Luna e dos mais divertidos como Maggie Simpson in The Longest Daycare aos mais geniais como Logorama, os indicados dos últimos anos do Oscar foram animações fantásticas! Por isso mesmo, achei que nada mais justo do que estrear o #aquecimentoOscar 2015 com os ganhadores de curtas de animação das últimas cinco premiações.

Estão todos aqui embaixo na íntegra, e eu apenas acho que você vai me culpar eternamente por agora ficar sempre de olho nessa categoria.

Mr. Hublot é um curta francês que levou três anos pra ser finalizado e que encantou tanto a academia no ano passado que conseguiu superar “Get a Horse”, curta da Disney indicado ao prêmio e que era o grande favorito da noite. A animação se passa em um mundo robótico, onde um senhor que sofre de TOC (transtorno obsessivo compulsivo), mora sozinho e enfrenta um terrível medo da “vida lá fora”, se vê abrigando um cachorro-robô que estava abandonado na rua. A relação de amizade, companheirismo e bagunça que o cachorro traz na vida do senhor Hublot transforma completamente a sua rotina e muda também a forma como o protagonista passa a se enxergar no mundo.

Com efeitos visuais lindos (eu fico completamente encantada com as cenas da cidade e dos mecanismo que o senhor Hublot cuida), o curta foi produzido pela dupla Laurent Witz e Alexandre Espigares e é daquelas histórias que a gente assiste e não consegue não se encantar.

Paperman é um curta de animação da Disney que tem como pano de fundo a linda New York dos anos 40. É nesse cenário que um casal se apaixona à primeira vista e acaba se encontrando e desencontrando de uma forma bastante curiosa (e fofinha!) pelas ruas e prédios da cidade. Dirigido por John Kars, Paperman levou o Oscar pra casa e felicidade em dobro pra Disney, já que fazia 43 anos que o estúdio não conseguia ganhar a estatueta nessa categoria.

Todo em preto e branco e com efeitos visuais lindos, Paperman encanta sem fazer muito esforço. Assisti o curta pela primeira vez no cinema (ele passava na abertura de Detona Ralph), e lembro que fiquei com uma sensação mega leve e com um sorrisinho feliz de canto de boca. Acho linda essa ideia que o curta explora de que mesmo durante a correria do dia a dia, dessa coisa louca de trabalho e mais trabalho, seja possível que coisas tão maravilhosas aconteçam. É como dizem, né, o amor pode estar onde menos se espera (:

The fantastic flying books of Mr. Morris Lessmore, vencedor no Oscar 2012, é uma homenagem ao livros, aos apaixonados por livros e as histórias maravilhosas que só eles nos oferecem e nos fazem viver. Dirigido pela dupla William Joyce e Brandon Oldenburg, o Morris Lessmore do título é levado por um furacão (a semelhança com O Mágico de Oz não é à toa) para um lugar onde livros ganham vida e precisam de alguém que lhes dê atenção e carinho. Todas as cenas, as mudanças de cores, a fotografia (ai, essa fotografia <3) desse curta me deixam à flor da pele e muito emocionada.

Vale dizer também que, ainda nesse ano, um dos indicados nessa categoria foi La Luna, um dos meus curtas preferidos da vida. Aqui o link dele pra quem quiser assistir.

The Lost Thing mesmo tendo um enredo completamente diferente de Paperman, me lembra um pouco o curta vencedor de 2013 porque também faz a gente refletir sobre a importância de olhar para o nosso dia a dia sempre de uma maneira nova, procurando enxergar as coisas lá escondidas que ninguém mais vê.

Essa animação australiana foi dirigida por Andrew Ruhemann e também por Shaun Tan, o autor e ilustrador do livro que deu origem a essa produção. O curta conta a história de um garoto que um dia, passeando pela praia, encontra uma criatura perdida que ninguém mais parece notar e se importar. Ele acolhe a criatura e passa a procurar um novo lar para que ela possa viver.

Cheio de poesia e com uma mensagem muito bonita, The Lost Thing concorreu nesse ano com Day & Night, uma animação fofita e engraçadinha demais da Pixar que passou antes de Toy Story 3 nos cinemas.

Logorama é um curta francês que aposta numa linha completamente diferentes dos últimos vencedores do Oscar nessa categoria. Ele é uma sátira ao consumismo desenfreado e a presença de marcas e logos em todas as coisas que fazemos, usamos e queremos no nosso dia a dia.

Dirigido por François Alaux, Hervé de Crécy e Ludovic Houplain, a animação se passa nas ruas de Los Angeles, em uma perseguição de dois policiais a um criminoso. O que a torna realmente especial é que os policiais da história são representados pelos bonecos símbolos da Michelin enquanto o bandido em fuga é ninguém menos que Ronald McDonald. Ao longo da perseguição, propagandas, símbolos e personagens famosos de marcas aparecem em todos os cantos da cidade e são tantos detalhes que é preciso assistir muitas e muitas vezes pra se enxergar tudo.

Inteligente, irônico e com uma grande crítica por trás de si, Logorama foi um sucesso gigante em 2010 e é até hoje um curta lembrado pela forma engenhosa com que foi feito.

Bisous, bisous