Uma das coisas que eu queria ter feito em 2014 era resenhar todos os livros que eu lesse no ano, mas acabou que eu não cheguei nem perto disso. Só que como eu sou brasileira e não desisto nunca, 2015 tá aí pra eu tentar de novo e dessa vez conseguir haha.

Pra deixar mais legal e dinâmico esses pitacos sobre livros, decidi intercalar vídeos e textos sobre as minhas leituras. E em qualquer um dos dois formatos que eu fizer, no post aqui do blog eu vou colocar fotos dos livro, alguns dos meus trechos preferidos e também uma “notinha” de avaliação da leitura – sempre variando de 0 a cinco estrelinhas.

Pra estrear esse formatinho então, gravei um vídeo sobre o “Não Sou Uma Dessas”, livro da Lena Dunham. Aproveitei que tinha acabado de terminá-lo e tava com tudo bem fresco na cabeça pra falar dele em vídeo, mas logo eu volto aqui e resenho em texto o “O Oceano no Fim do Caminho”, livro que eu li antes desse e foi o meu primeiro do ano.

Tomara que vocês gostem!

Ps: como eu sou uma pessoa bem louca, eu corrigi em texto uma coisa que eu falei certa no vídeo – a Lena é sim diretora de Girls! Relevem essa minha cabeça avoada =P


Pontuação de três estrelinhas para o “Não Sou Uma Dessas”!

“Não há nada mais corajoso para mim do que uma pessoa anunciar que sua história merece ser contada, sobretudo se essa pessoa é uma mulher. Por mais que tenhamos trabalhado muito e por mais longe que tenhamos chegado, ainda existem muitas forças que conspiram para dizer às mulheres que nossas preocuoações são fúteis, que nossas opiniões não são relevantes, que não dispomos do grau de seriedade necessário para que nossas histórias tenham importância. Que a escrita pessoal feminina não passa de vaidade e que nós mulheres deveríamos apreciar esse novo mundo para mulheres, sentar e calar a boca.
Mas eu quero contar minhas histórias e, mais do que isso, preciso fazê-lo para manter minha sanidade mental…”

“A vida é longa, as pessoas mudam, eu nunca seria tão boba a ponto de achar o contrário. Mas, de qualquer forma, nada pode ser do jeito que já foi um dia. Tudo mudou de uma forma que parece trivial e quase ofensiva quando descrevo numa conversa casual. Nunca poderei ser quem fui. Posso simplesmente observá-la com compaixão, compreensão e, em certa medida, espanto. Lá vai ela, mochila nas costas, rumo ao metrô ou ao aeroporto. Ela fez o melhor que pôde com o delineador. Ela aprendeu uma nova palavras que quer experimentar com você. Ela anda devegar. Ela está numa busca.”

“Se eu viver por tempo suficiente e tiver a chance de ler este texto quando estiver velha, talvez fique estarrecida pela minha audácia de pensar que tenho alguma ideia do que a morte significa, do que ela revela, do que é viver sabendo que ela se aproxima. Como alguém cujo maior problema de saúde foi uma infecção intestinal causada por café sabe como será o fim da vida? Como alguém que nunca perdeu um dos pais, um amante ou um melhor amigo tem alguma noção do que tudo isso signifca?
Meu pai que está muito bem para alguém com 64 anos, gosta de dizer: “Você não imagina nem por um caralho, Lena.” Ele é daqueles que vê a morte de longe (apesar de sua crença na robótica) e diz coisas como “Manda ver. A essa altura, estou curioso pra cacete.” Entendo: eu não sei de nada. Mas também espero que meu eu futuro tenha orgulho do meu eu presente por tentar entender as grandes ideias e também por tentar fazer vocês sentirem que estamos todos no mesmo barco.”

“Outra pergunta que me fazem sempre é como consigo ter “coragem” suficiente para expor meu corpo na tela. A questão, subentendida nesses casos, é definitivamente como tenho coragem suficiente para expor meu corpo imperfeito, pois duvido que a mesma pergunta fosse feita a Blake Lively. (…) Minha resposta é: não é corajoso fazer algo de que você não tem medo. Eu seria corajosa se saltasse de paraquedas. Visitasse uma colônia de leprosos. Defendesse uma causa na Suprema Corte dos Estados Unidos ou fosse a uma academia de treinamento intensivo. Fazer cenas de sexo que eu mesm dirijo, expor um pouco os meus mamilos inchados meio estranhos: essas coisas não estão na minha zona de terror.”

Bisous, bisous