A primeira parte desse post foi publicada aqui.

Dicionário de Sapatos

Monk: é um sapato masculino dos mais clássicos. Ele é um primo bem distante do oxford e, assim como o parente, ganhou várias adaptações ao longo dos anos recebendo também o direito de fazer parte do armário feminino. Os novos modelos de monk mantêm algumas características do original, como as cores mais escuras e o formato fechado e alongado, mas entre essas versões moderninhas dá pra encontrar modelos que sumiram com a fivela (que era um dos detalhes indispensáveis do original) e colocaram botões de pressão no lugar. A versão mais conhecida deve ser, no entanto, a “Double monk strap” que é nada mais nada menos que o monk original com não uma, mas duas fivelas!

Loafer: um suspiro de conforto. Ele também é original do armário masculino, mas já faz um bom tempo que as mulheres perceberam o quanto ele era lindo, aconchegante e combinava com praticamente qualquer peça de roupa. Ali no meio termo entre o oxford e o mocassim, ele voltou com força total nos últimos invernos ganhando salto, tachas e inúmeros outros detalhes. E é bem provável que você o conheça por um outro nome: sim, o famoso slipper!

Converse: é o nome do sapato, mas também da empresa responsável pela sua fabricação. E olha que a Converse tem muita história pra contar, já que tá nesse ramo dos calçados desde o comecinho do século XX. O clássico tênis feito por eles – que a gente vê no pé de adolescentes sim, mas de crianças, idosos, adultos, até bebezinhos – é o famosos all star. Desde a década de 90 ele é um dos tênis mais populares do mundo.

Oxford: muitos dos sapatos do armário masculino que acabaram ganhando sua versão para o feminino são de algum modo um parente distante desse daí. O oxford é um querido; amo o original, mas as versões com saltinho tem um lugar especial no meu coração. Pra quem se perguntou se a Universidade de Oxford na Inglaterra poderia ter alguma ligação com o nome do sapato, acertou em cheio! Ele ficou conhecido por esse nome porque durante a década de 17 era tendência (haha) entre os universitários de lá.

Ballerina flats: as queridinhas sapatilhas são talvez os sapatos mais atemporais da história, porque desde muito tempo que o seu modelo – ou modelos com características bem próximas – agradam gregos e troianos mulheres do mundo todo. Fechada, sem salto e extremamente confortável, ela atravessou anos e mais anos de história e mesmo com a popularização dos saltos continua sendo um item amado pelas mulheres.

Slip-on: ele tá naquela categoria de sapatos extremamente confortáveis. São fechados, de bico redondo e sem salto algum. Esses tênis se tornaram muito populares pela marca Vans que em 1966 resgatou o slip-on quadiculadinhoe tornando-o um dos seus principais produtos.

Mocassim: diferente da maioria dos sapatos dessa lista, o mocassim não foi criado por nenhuma grande marca ou estilista. Usado pelo índios norte-americanos era ela feito de pele de búfalo e casca de árvore (!). É, as coisas mudaram um pouco, e hoje ele pode ser encontrado nos pés de homens e mulheres ainda mantendo seu toque mais rústico, mas com designs, estampas e materiais, como couro e camurça, que o deixam bem mais moderno e étnico.

Dockside: no começo eles eram usados apenas por esportistas náuticos e velejadores, mas com o passar do tempo foram adotados como um sapato mais casual, podendo tranquilamente serem usados pelo homem no dia a dia. As características mais naves ainda estão lá, além do solado mais grosso, emborrachado e o cadarço que passa pela lateral até chegar na parte de cima.

Continua…