Era 21 de março de 1956 e o fotógrafo Allan Grant (que tem fotos memoráveis das maiores estrelas do cinema nas décadas de 40, 50 e 60) registrou para a revista Life o nervosismo de duas moças que estavam nos bastidores do 28º Oscar. Audrey Hepburn e Grace Kelly não haviam sido indicadas a nenhuma categoria daquele ano e estavam ali, na verdade, para apresentarem os ganhadores de melhor filme e melhor ator, respectivamente.

As fotos mostram as duas olhando atentamente para o palco e trocando algumas palavras e, fico eu aqui pensando, como seria estar nessa mesma sala vendo um “encontro” entre duas das maiores divas do cinema.

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Como sempre impecavelmente belas (eu e minhas redundâncias), em dois vestidos de cintura bem marcada (alô Dior!), e com escolhas que fazem bastante sentido com a maneira que sempre se vestiam: Grace Kelly toda feminina, em um vestidão bem volumoso e com um coque bem trabalhado, e Audrey com aquela feminilidade caraterística que sempre ganhava um toque meio excêntrico da atriz. Pode parecer loucura minha, mas sempre tive a impressão que Audrey usava roupas superfemininas a) ou de uma maneira diferente ou b) com detalhes que não deixavam aquilo banal. E é impressão minha ou esse vestido dela aí é meio mullet? Audrey preconizando tendências, um beijo! E claro, finalizando com um coque bem feito e firme, de que ela sempre foi adepta.

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Audrey Hepburn foi a vencedora do Oscar de melhor atriz em 1954 pelo filme “A Princesa e o Plebeu” e em 1992 ganhou o “Prêmio Humanitário Jean Hersholt” (Elizabeth Taylor também ganhou essa premiação no mesmo ano) em uma homenagem póstuma da academia.

O vídeo aqui embaixo foi quando ela ganhou o Oscar em 1954 e eu fiquei emocionadinha ao ver a reação dela ao ganhar o prêmio. Parece que ela tá explodindo de felicidade e, ao mesmo tempo, tá num momento introspectivo, olhando o tempo inteiro pra baixo. Mas também, imagina a sensação de ganhar um Oscar? Se fosse eu, certeza que minha voz ia pífar, eu ia esquecer tudo que havia planejado pra dizer, ia entrar num semi estado de pânico e ia querer chorar de felicidade ali mesmo.

E ah, vocês repararam que na hora de falar as indicadas à estatueta, além delas e dos nomes dos filmes, também se costumava falar a produtora responsável? #detalhes

Já Grace Kelly recebeu o prêmio de melhor atriz em 1955 por “The Country Girl”. Reparei no detalhe de que ela subiu com a bolsa na mão haha. Deve ser o nervosismo (apesar que eu achei até bem charmosinho), afinal, ela tava ganhando um Oscar, mon dieu!

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