Os cinco de maio e junho

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Maio

Os cinco de maio e junho

Comecei meu mês de maio na terra da garoa, sendo recebida de braços abertos pela Babi e seus dois roomies, Lucas e Naína, no novo apartamento dos três. Foi uma delícia conhecer o lugar, ser acolhida tão bem e ver que existe sim muito amor em São Paulo.

Além disso, junto da Babi e do Lucas, eu tive uma das tardes mais recheadas de programações culturais de toda a minha vida! Começamos indo ao Caixa Belas Artes assistir ao filme da Nise da Silveira, o “Nise – O coração da Loucura”, fizemos uma parada no Urbe pra matar a fome e de lá fomos para o Sesc Ipiranga ver a “Fora da Moda – uma exposição em construção”.

Por coincidência, nesse mesmo dia estava rolando uma performance do Fause Haten na mostra, e além de assistirmos a ela, vimos também uma apresentação de dança que…. Bem, não era de dança, deixou a gente sem entender nada do que tava acontecendo e de tão ruim que foi, fez a gente se divertir muito.

E pra encerrar um dia maravilhoso assim, apresentei oficialmente Rupaul’s Drag Race para os dois, que se viciaram de uma tal maneira que eu sinto como se tivesse cumprido com 100% de aproveitamento minha missão na cidade grande.

A volta pra Bauru não foi nada monótona porque eu tinha em minha companhia a nova Entertainment Weekly, e que como vocês podem ver pela foto daqui de cima, tinha ninguém mais ninguém menos que as meninas Gilmore na capa. Foi um parto achar essa revista, mas com a ajuda da Babi e do Lucas (sim, eles de novo hehe) consegui encontrar uma única edição na Cultura da Paulista, a qual eu me agarrei com unhas e dentes como se disso dependesse a minha vida.

E olha, valeu muito a pena, porque a matéria de capa é um presente maravilhoso para os fãs do programa! Além de adiantar algumas novidades sobre a próxima temporada, ela faz um balanço das sete seasons da série que fez meu coração ficar mais quentinho.

E ah, fica aqui registrado aqui caso vocês ainda não saibam que eu eu estou fazendo uma maratona de GG no Netflix, e que a cada duas temporadas eu e a Amanda vamos nos encontrar para tomar café e discutir tudo o que assistimos até então. Esses encontros vão virar uma série de posts aqui no blog chamados de “O Grupo de Discussão de Gilmore Girls” e o primeiro já vai ao ar na metade de agosto. Acompanhem aí porque acho que isso vai ser muito divertido!

Em maio eu e esse menino lindo da foto completamos sete anos de namoro. É muito tempo, eu sei, mas é maravilhoso de verdade perceber que quando a gente está apaixonadinha e tem uma pessoa tão incrível ao nosso lado, esse tempo enorme está longe de pesar e é apenas o começo de muitos outros dias, e meses, e anos juntos <3

Ainda dentro das comemorações dos sete anos de namoro, decidimos jantar no La Terrasse Café & Bistrô, um restaurante daqui de Bauru que fazia anos que eu não ia e que me surpreendeu demais! O cardápio tá muito maior e mais gostoso, e o lugar (que já era lindo) tá ainda mais belo, com um atendimento impecável.

Achei uma graça o clima intimista do jantar, com uma luz bem baixa em todo o bistrô e velas espalhadas pelas mesas. A noite que já tinha todos os motivos pra ser linda, – ainda que a gente não tivesse feito nada demais e apenas comemorado nossos seven years com uns beijinhos e uma comida simples em casa – ficou ainda mais gostosa, mais romântica e mais memorável por causa desse restaurante.

Em maio falei no Instagram e aqui no blog sobre o crowdfunding que tava rolando pra aLagarta, publicação na qual eu escrevo há alguns anos.

Pra quem não conhece a revista, que é online e existe desde 2010, aLagarta é uma publicação que trata de um tema novo a cada edição, com matérias, colunas, editoriais e vídeos sobre o assunto. E confesso, é sempre muito maravilhoso e recompensador ver o resultado final da revista, fruto do trabalho de muitos profissionais que fazem tudo na base da colaboração.

O crowdfunding de que falei ali em cima surgiu porque há muito tempo queríamos migrar para o impresso,(coisa que exigia um investimento alto pra ser feita), mas infelizmente não alcançou o valor necessário. Mas é aquilo né, pra (quase) tudo nessa vida se dá um jeito e como a gente é da turma do “não deixa o samba morrer, não deixa o samba acabar”, muitas novidades ainda estão por vir.

Tenham um pouquinho de paciência que logo nós voltamos com notícias, e enquanto isso vocês podem ir vendo as fotos de preview da publicação, como essa maravilhosa daqui de cima. Modéstia à parte tá tudo muito lindo!

POSTS DE MAIO

FILMES DE MAIO

  • Nise: o coração da loucura | Roberto Berliner {2015}
  • Spoorloos | George Sluizer {1988}
  • The Spectacular Now | James Ponsoldt {2013}
  • Hoje eu quero voltar sozinho | Daniel Ribeiro {2014}
  • The Den | Zachary Donohue {2014}
  • Capitão América: Guerra Civil | Anthony Russo e Joe Russo {2016}
  • Southbound | David Bruckner, Patrick Horvath e Roxanne Benjamin {2016}

LIVROS DE MAIO

  • A Escolha | Kiera Cass

Junho

Como eu contei e mostrei aqui no blog, em junho tirei férias da editora e fui com o Diego passar uns dias em Gramado, cidadezinha do Rio Grande do Sul que parece cenário de filme. A escolha do destino não poderia ter sido melhor, e os poucos porém ótimos dias que passamos lá me fizeram recarregar as energias, especialmente para enfrentar esse mês que tem sido muito turbulento.

Na hora de fazer as malas da viagem, decidi não levar a máquina fotográfica que uso no dia a dia e sim a Intax Mini 8, uma polaroid linda que é meu xodó. Haviam sobrado algumas fotos do filme que comprei pra minha festa de aniversário e fiz questão de aproveitá-los pra registrar alguns momentos em que eu e o Di visitamos lugares lindos de Gramado.

Agora existe um bolinho de fotos cheio de boas recordações em cima da minha cômoda do quarto, e eu estou pensando seriamente em fazer aquele inspiration board que tinha comentado aqui e dar um novo lar para elas.

A volta da viagem foi um pouco complicada. Meu pai, que estava esperando a data de confirmação de uma cirurgia que achávamos que ia demorar um pouco mais pra acontecer, foi chamado para a sua operação no dia da minha volta de Gramado. Por causa disso, desembarquei em Guarulhos, me despedi do Diego e fiquei direto em São Paulo pra acompanhá-lo no pós-operatório.

Eu e minha mãe ficamos alguns dias por lá, naquele entra e sai de hospital e cheiro de remédio no ar, ajudando ele na sua recuperação. Correu tudo bem nesse meio tempo e assim que ele teve alta fomos pra Leme, onde fiquei mais uns dias antes de voltar definitivamente pra Bauru.

E acontece que durante todo esse tempo, quer em São Paulo ou quer em Leme, eu estava acompanhada desse livro maravilhoso daqui de cima: Misto-Quente do Charles Bukowski. Em um período em que as coisas estavam tão estranhamente fora da rotina e que eu estava tão submersa nas coisas que aconteciam com meu pai, preferi meio que me isolar do mundo e escolher só esse livro pra me acompanhar no processo. E isso foi muito bom.

A leitura é pesada, envolvente, te atinge em cheio, e acho que calhou de aparecer em um momento da minha vida em que ainda que de forma muito diferente, eu também precisava ser uma pessoa “durona” e fria, algo que me foi de certa forma emprestado da personalidade do protagonista da história. O resultado é que agora quero ler mutos mais livros do Bukowski.

Em junho inaugurou uma nova cafeteria aqui em Bauru, a Hoss, e como vocês bem sabem do meu amor por esse tipo de lugar, é claro que eu fiz questão de ir até lá no seu primeiro dia de funcionamento. Eu amei muito o lugar, especialmente porque o cardápio deles de café não é brincadeira não e são muitas as variedades da bebida. Além disso, você pode escolher o tipo de grão e a forma como o café vai ser preparado, e eu fiquei com tanta vontade de experimentar tudo que, desde então, já voltei lá uma quantidade incalculável de vezes.

As comidas também são muito boas, e o cardápio abrange algumas refeições como massas e risotos. Os doces são uma maravilha à parte, vide essa panna cotta com calda de framboesa daqui de cima.

Pra encerrar o mês, fui ao show da Maria Gadú no SESC.

É verdade que eu não conheço muito do trabalho dela, mas existem algumas das suas canções que eu gosto tanto de cantar no repeat que achei que seria legal dar uma chance a todo o resto. E eu sei que vocês não querem saber, mas a título de curiosidade, queria contar quais são essas músicas: Dona Cila, que eu tenho vontade de chorar toda vez que escuto, Linda Rosa, que é original da Playmobille e tanto nessa versão quanto no arranjo da Maria Gadú parecem me abraçar toda vez que escuto, e Shimbalaiê, que é fofinha, gostosa de escutar, a cara da FAAC haha.

O resultado da minha noite foi que curti um show incrível, que me deixou super respeitosa de todo o trabalho que a Maria Gadú faz. É legal perceber, por exemplo, que ela tem uma relação de total parceria com os músicos da sua banda e faz questão de apresentá-los como um grupo. Até as posições no palco demonstram isso, já que ao invés de ficar na frente e deixar a banda atrás, como normalmente acontece em shows de cantores e cantoras solo, ela e os seus três músicos ficam todos juntos na boca do palco.

Além disso, seu show é muito legal mesmo pra quem não conhece tanto do seu repertório, porque é um show pra se apreciar música: ele é totalmente instrumental, é totalmente sobre sensações, sobre o momento, sobre se pegar de olhos fechados ouvindo cada palavra da letra da canção.

Parece meio esquisito falando assim, eu sei, mas podem ir por mim, vale muito a pena.

POSTS DE JUNHO

FILMES DE JUNHO

  • Enquanto você dorme | Jaume Balagueró {2011}

LIVROS DE JUNHO

  • Misto-Quente | Charles Bukowiski

E o mês de maio e junho de vocês, como foi?

Bisous, bisous

Coleção Audrey Hepburn: Um Clarão nas Trevas

Um Clarão nas Trevas, filme de suspense (sim, de suspense!) estrelado pela Audrey em 1967, infelizmente ainda não está na minha coleção de DVD’s. No entanto, como eu tenho amigos muito fantásticos que gostam de cinema tanto quanto eu, consegui assistir ao filme na casa de um deles no último final de semana. E acreditem quando eu digo que a Audrey ser a protagonista de um filme do gênero tão pesado – tão diferente de Charada, que ainda que tenha suspense, é bastante levinho e divertido – é a menor das surpresas que ele nos reserva.

Wait Until Dark, nome original da história, foi dirigido por Terence Young (diretor de O Satânico Dr. No) e produzido por Mel Ferrer, marido da atriz na época e pai do seu primeiro filho, Sean. Audrey e Mel se separaram um ano após o filme ser lançado, e é curioso como existem alguns elementos do longa que parecem fazer jus a (suposta) vida real dos dois e aos motivos que levaram ao fim do casamento.

Mas calma, daqui a pouco eu explico melhor essa história. Primeiro as primeiras coisas.

Baseado em uma peça de teatro da Broadway, o filme conta a história de Susy e Sam (interpretados por Audrey Hepburn e Efrem Zimbalist Jr.), casal que se conheceu e casou há pouco tempo, logo após o acidente que deixou Susy cega.

No momento em que começamos a acompanhar a história, os dois já estão morando juntos e aprendendo a lidar com a nova condição da protagonista. E é aí que um terceiro elemento nada esperado entra em cena: uma boneca recheada de heroína que vai parar acidentalmente nas mãos de Sam. Atrás dessa boneca está um trio de criminosos (Alan Arkin, Richard Crenna e Jack Weston) responsáveis por criar uma emboscada para invadir o apartamento do casal em um momento em que apenas Susy está em casa.

O filme é um suspense de primeira, super bem construído, e o fato de Susy precisar se valer dos seus outros sentidos pra sobreviver aos criminosos o torna ainda mais interessante, cheio de pequenos desvios que não deixam a narrativa óbvia.

Além disso, depois de assistir a esse longa, é um tanto quanto chocante notar como aconteceu algo aí no meio do caminho do cinema que fez com que hoje em dia a gente necessite que os filmes tenham mil cenários, mil personagens, mil cenas assustadoras ou cheias de adrenalina pra tornar a história boa. Porque vejam bem, esse filme aqui se passa todo dentro de um apartamento, conta com apenas seis personagens e é muito bom. Verdadeiramente bom. Do tipo que se apoia única e exclusivamente no roteiro e na atuação dos seus atores para construir uma história de qualidade.

Outro ponto interessante do filme que me chamou muita atenção, foi a personalidade criada para o casal de atores principais. Logo de cara já fica evidente como Sam tenta ignorar o fato de que Susy é cega. Ele deseja tanto que ela leve uma vida totalmente independente, que passa a adotar medidas extremamente cruéis, negando qualquer tipo de ajuda e obrigando-a a fazer tudo sozinha.

É claro que o “tratamento de choque” faz sentido no filme, afinal o que fica subentendido é que é exatamente por causa dele que a protagonista aprendeu a desenvolver seus outros sentidos e agir contra os bandidos. Mas essa relação do casal é extremamente esquisita. É uma relação que incomoda, que machuca, especialmente porque deixa evidente que Suzy passa a fazer certas coisas não porque quer ou porque acha que isso fará bem a si mesma, mas para agradar ao marido, para mostrar que ela consegue levar a vida que ele quer pra ela.

Enquanto isso, na vida real de Audrey, as coisas também pareciam um pouco fora do lugar.

Até hoje muito se especula sobre a vida que ela e Mel levavam longe dos holofotes de Holywood, mas o que muitos amigos e profissionais que trabalharam com o casal comentavam é que Mel – que também foi ator e diretor – tinha uma paixão obsessiva pela imagem de Audrey no cinema. Ele enxergava no sucesso de sua mulher a realização dos próprios sonhos e constantemente a fazia colocar sua carreira à frente de tudo. À frente, inclusive, daquilo que sempre esteve em primeiro lugar para ela e que a atriz nunca fez questão de esconder que era sua grande paixão: a maternidade.

Audrey perseguiu durante muitos anos esse desejo, sofrendo cinco abortos espontâneos até conseguir dar à luz a Sean, seu primeiro filho. E mesmo depois de tê-lo, com os compromissos profissionais e a vida de estrela de Hollywood que levava, faltava tempo para a vida em família.

Assim, da mesma forma como Sam pressionava Susy sob um suposto motivo de que aquilo era o melhor para ela, na vida real, Mel fazia com que Audrey se dedicasse de corpo e alma ao cinema, tornando-a a grande estrela que ele queria que ela fosse. E assim como Susy se esforçava ao máximo para ser independente e agradar o marido, Audrey se tornava cada dia mais a estrela que Mel desejava.

Mas, ainda bem – pelo menos nesse caso – o cinema não é igual a vida real, e pouco depois de Um Clarão nas Trevas, Audrey decidiu que era hora de viver seu sonho.

Ela e Mel Ferrer se separaram em 1968 e a atriz resolveu dar um hiato na carreira para se dedicar exclusivamente a Sean. O casamento com o psiquiatra Andrea Dotti aconteceu pouco tempo depois e em 1970 os dois tiveram Luca, primeiro e único filho do casal.

Audrey no set de filmagens de Um Clarão nas Trevas

Audrey nos bastidores de Um Clarão nas Trevas

Vida pessoal à parte, Wai Until Dark foi muito importante para a carreira de Hepburn e para os filmes do gênero em Hollywood. Ela recebeu a sua quinta indicação ao Oscar por essa atuação e o filme teve um enorme sucesso de público, especialmente por um anúncio impresso feito pelos produtores que causou alvoroço antes mesmo da sua estreia.

“During the last eight minutes of this picture the theatre will be darkened to the legal limit, to heighten the terror of the breathtaking climax which takes place in nearly total darkness on the screen. If there are sections where smoking is permitted, those patrons are respectfully requested not to jar the effect by lighting up during this sequence. And of course, no one will be seated at this time”.

Eu disse que esse era um bom filme, não disse?

Bisous, bisous

Passeando por Gramado e Canela

Em junho eu entrei de férias e aproveitei a ocasião pra fazer aquilo que mais amo fazer na vida: viajar! Diego e eu tínhamos ficado na dúvida entre ir para o sul do país ou para Buenos Aires, mas depois de muito ponderar, achamos melhor deixar a capital da Argentina pras férias que vem e conhecer um pouquinho mais do nosso próprio pais.

A verdade é que nós dois somos muito curiosos sobre essa região do Brasil, e ainda que eu tenha família paterna espalhada por vários cantos do sul, eu só conheço de verdade Florianópolis. Sendo assim, tínhamos uma região inteira pra marcar no mapa, fechar os olhos, apontar o dedo e escolher qualquer lugar que desejássemos. 

Gramado acabou sendo nossa primeira opção. A cidadezinha fica no Rio Grande do Sul, mais especificamente na serra gaúcha, e é uma região bastante turística, especialmente nessa época do ano em que o frio começa a dar as caras. Tivemos aliás bastante sorte nesse quesito e durante o período em que ficamos lá pegamos a maior frente fria do ano da região! O resultado foi uma temperatura de 2 a 7 graus durante o dia e algo em torno do -2 durante à noite. Frio desses de congelar a alma.

Mas além da própria cidade de Gramado, nossa viagem acabou nos levando pra Canela também, uma cidade vizinha que fica a dez minutos dali. Diferente de Gramado que é bastante agitada e cheia de gente passeando pelas ruas, Canela é muito mais tranquila e leve. E ainda que eu tenha amado todos os passeios em Gramado (muitos, aliás, que infelizmente ficaram de fora do vídeo), Canela tem belezas naturais que emocionam. As folhas de outono, a brisa gostosa, os riachos, as cascatas, os cantinhos todos que fazer você acreditar que está em um filme.

Ficamos hospedados no Hotel Galo Vermelho, na Avenida das Hortênsias, e como a cidade é bem pequena levávamos dez minutos pra chegar de carro no centro.  Optamos, aliás, por alugar um veículo porque além da comodidade, fomos também em vinícolas, parques na estrada, trilhas e alguns outros programas onde chegar a pé era fora de questão. Mas se você também for viajar pra lá e decidir ficar só na cidade, pegar um hotel no centro é sucesso. Você consegue fazer tudo a pé tranquilamente, e ainda tem a vantagem de não perder um tempão achando vaga pra estacionar.

Bom, como eu contei foi a primeira vez que fui pra Gramado, mas antes de chegar lá eu já tinha me informado bem sobre alguns programas legais e ~obrigatórios~ de se fazer na cidade e alguns outros não tão famosos, mas incríveis também (obrigada a todas as meninas do Fashonismo que me ajudaram com sugestões e em especial a Nuta que com esse post me apresentou a Casa da Velha Bruxa, uma cafeteria maravilhosa da cidade).

Em Gramado fomos ao Museu da Moda, lugar idealizado pela estilista Milka Wolf que conta com um acervo muito bem feito e organizado. O Museu se debruça sobre a moda de várias décadas e o estilo de grandes estrelas de Hollywood, e apesar do preço salgado da visita, acho que é um lugar que quem gosta de moda vai amar incondicionalmente. Aliás, uma coisa bem legal de Gramado é que lá tem opções de passeios para amantes das coisas mais distintas possíveis.

Pra quem gosta de chocolate (quem não gosta?!), além dos maravilhosos chocolates quentes que têm em praticamente todos os estabelecimentos da cidade, há ainda muitas fábricas de chocolate com visitação aberta ao público. Nós fomos na da Prayer, que faz uma visita bem completa nas suas diferentes etapas de produção, e que tem chocolates que derretem na boca e não enjoam nunca.

Os amantes de uma boa comida, por sua vez, vão encontrar a felicidade nos rodízios de foundue, que são super comuns nos restaurantes de lá. As porções são enormes e acho que nunca comi tanto na minha vida haha. Já quem gosta de passeios bem tranquilos, vai amar o Lago Negro, que é cheio de pedalinhos, pessoas passeando sem pressa, uma luz natural que parece só existir lá e uma calmaria deliciosa.

Tem ainda o Mundo a Vapor, que como o próprio nome diz é um parque temático sobre máquinas à vapor, mas que me surpreendeu muito pela forma didática e leve com que relaciona o uso dessas máquinas ao avanço das fábricas, usinas e reservatórios. Saí de lá aprendendo muita coisa, de verdade.

E tem ainda a graciosa Fonte do Amor Eterno, a Rua Torta, que tem curvinhas muito charmosas, e a Rua Coberta, espaço onde rolou uma feirinha do livro muito tentadora enquanto eu estava lá.

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Mas Canela não fica nem um pouco atrás de tudo isso. Como eu disse, a cidade é leve, descomplicada e com uma beleza natural inacreditável.

Os lugares mais marcantes pra mim foram a Igreja de Pedra (essa mesma da foto aqui de cima) que à noite tem uma vista deslumbrante, o Castelinho Caracol, que é um casarão antigo de uma das primeiras famílias da cidade e que tem uma aura toda particular (e que eu confesso, foi meu lugar preferido da viagem toda) e o Parque do Caracol, que conta com a maior cascata que eu já vi na minha vida.

Eu com certeza devo ter esquecido de falar de vários lugares que visitamos, mas acho que as fotos e o vídeo daqui de baixo ajudam a passar um pouquinho do clima dessa viagem pra vocês. Espero que gostem.

Bisous, bisous e bom final de semana

Ouvindo sem parar: Plutão já foi planeta

“Você quer ir embora de você
Como se você não lhe fosse
Todos os destinos possíveis”
(Viagem Perdida)

Sejamos sinceros, eu não sou uma pessoa que assiste muita TV. A bem da verdade, nem TV eu tenho há uns bons quatro anos, fato que sempre causa um espanto gigantesco nas pessoas. Nada contra, de verdade, até tenho amigos que tem uma, mas a verdade é que a internet já consome tanto, mas tanto do meu dia, que no pouco tempo que fico fora dela, prefiro ler ou sair pra comer com os amigos e o namorado. Como disse um amigo essa semana “vamos trazer uma barraca e aceitar que a nossa vida é dentro da internet mesmo, não tem jeito.”

Mas o fato é que apesar de não assistir TV com tanta assiduidade, de vez em quando me dá vontade de assistir alguns programas e novelas que todo mundo anda comentando ou que eu simplesmente fiquei com vontade de rever (alô, Verdades Secretas e Laços de Família).  Assim, por esse motivo, decidi recentemente assinar a Globo Play, aquele serviço de assinatura da Globo que além de ter toda a programação atual da emissora, conta também com um pequeno arquivo de tudo que eles já transmitiram. Foi assim que eu consegui assistir “O Rebu”, por exemplo, uma minissérie maravilhosa que passou na Globo em 2014, e foi assim também que eu comecei a assistir o programa Superstar desse ano (aquela competição entre bandas que passa aos domingos na emissora, sabem?) e conheci a Plutão Já Foi Planeta.

“Meus gostos estranham os teus
Mas eu não estranho você
A diferença não faz diferença
Se você é você”
(Você não é mais planeta)

A banda é de Natal, Rio Grande do Norte, se define dentro do gênero indie rock/pop e possui cinco integrantes: Sapulha Campos (voz, guitarra, ukulele e escaleta), Gustavo Arruda (voz, guitarra e baixo), Vitória de Santi (baixo e synth), Khalil Oliveira (bateria) e Natália Noronha (voz, baixo e synth). O grupo é de uma leveza, de uma beleza e de uma gostosura de cantar e dançar assim sozinho pela casa, que só escutando mesmo pra entender. Pra mim foi amor à primeira vista, ou no caso, à primeira nota.

Na sua estreia no programa eles se apresentaram com a música “Viagem Perdida” e eu fiquei tão maravilhada com a canção, especialmente com a letra da música que é linda, que fui procurar mais sobre a banda. Foi assim que descobri que eles já tem um álbum lançado, o “Daqui Pra Lá”. São sete músicas deliciosas de ouvir e que pra mim parecem transitar ali numa mistura de Los Hermanos com Kid Abelha das antigas. As letras são indiscutivelmente incríveis, mas os arranjos das músicas são muitos originais e diferentes também do que estamos costumados a ouvir nas rádios.

Ainda que eu tenha amado todas as canções, as minhas preferidas são a já citada “Viagem Perdida”, a “Você Não é Mais Planeta” e a belíssima “Sonho de Palmer”.

“Me leve pra longe agora
O que nos espera lá fora
É mais do que a gente sonha
Mais do que a gente sabe”
(Me Leve)

A banda nasceu em 2013 e “Daqui pra Lá” foi gravado no ano seguinte. Na época, a Natália Noronha, vocalista do grupo, deu uma entrevista para o site Apartamento 702 contando sobre o processo de gravação do CD, sobre as composições das músicas e sobre essa vontade que eles tinham – e imagino que continuam a ter – de que as pessoas não apenas baixassem o álbum, mas que o escutassem de verdade, que prestassem atenção nas letras, que sentissem os acordes e aprendessem a cantar junto.

Eles tão com um álbum novo quase saindo do forno e já apresentaram três das novas músicas no programa: “Me Leve” , “Mesa 16” e “O Ficar e o Ir da Gente”. Todas lindas e ainda mais maduras do que as do primeiro disco. E acho que não sou só eu que acho isso, já que a Plutão se apresentou apenas com músicas próprias no Superstar (pra não dizer que foram só músicas autorais, em um dos programas eles cantaram Educação Sentimental II do Kid Abelha. Falei que tinha uma referência bem clara aí, não falei?) e fez todo mundo se apaixonar por eles, chegando entre as quatro bandas finalistas do programa.

A decisão da vencedora, aliás, sai nesse domingo e acho que não preciso nem falar que se você também gostou da banda, não custa nada dar um votinho pra eles durante a apresentação, já que ganhar o programa com certeza vai abrir muitas portas e ajudar demais na divulgação do trabalho do quinteto. E né, banda boa eu quero mais é que se espalhe pelo vento e conquiste o mundo todo.

“A cidade tá na mesma e eu volto pro mesmo abraço
Eu sei muito bem o traço da saudade”
(O Ficar e o Ir da Gente)

Nesse link tem todas as apresentações que eles já fizeram no programa, aqui fica o Instagram da banda e aqui a página no Facebook. E ah, pra quem quiser escutar loucamente o CD “Daqui pra Là”, tem tudinho no Spotify, bem aqui. De nada!

Bisous, bisous e até mais

Os cinco de abril

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

It’s the time of the season when love runs high

Em abril, fiz uma sessão de fotos pra categoria de shootings aqui do blog que foi uma delícia de fotografar. A Ari, amiga mui querida que já clicou outros shootings aqui, fez novamente as fotos e eu continuo a ficar toda feliz com o resultado da sessão sempre que vejo o post em que elas saíram. Como conto no texto, o vestido é da Rosegal e por algum motivo que eu não sei explicar bem, Time of the Season do The Zombies foi não apenas a trilha sonora das fotos, mas também a trilha sonora do meu mês, me acompanhando por todo canto que eu ia.

“Depois do amor: um encontro com Marilyn Monroe”

Esse ano tem vindo umas peças de teatro muito legais aqui pra Bauru, tanto é que em fevereiro eu já havia assistido Mel Lisboa no musical “Rita Lee mora ao lado” (falei disso no Os cinco de fevereiro), e no mês seguinte foi a vez de assistir “Depois do amor: um encontro com Marilyn Monroe”.

A peça conta a história de quando Marilyn, interpretada por Danielle Winits, estava em meio as gravações do filme “Something’s got to give” e precisou da ajuda de uma costureira para ajustar suas roupas depois de emagrecer rapidamente. A profissional escolhida pra tal missão foi a jovem Margot Taylor (Maria Eduarda de Carvalho), antiga amiga de Marilyn que anos antes tinha visto seu noivo (o famoso jogadora de beisebol Joe DiMaggio) trocá-la pela atriz.

A história toda é real e o tal encontro de Margot e Marilyn (que se deu quando a atriz já havia se separado de DiMaggio) deu origem ao espetáculo, que retrata toda a conversa travada entre as duas sobre as suas histórias de vida, suas relação com o amor e a fama, e o que o destino, – anos depois das duas haverem se separado – reservou para cada uma. O espetáculo é um estudo de personagem muito bonito, especialmente quando lembramos que Marilyn morreu naquele mesmo ano.

Uma curiosidade, aliás, bastante triste acerca da peça é que ela foi a última dirigida por Marilia Pera, que faleceu no dia da sua pré-estreia.

De volta ao lugar de sempre com as minhas meninas de sempre

Depois de uma infinidade de meses que eu nem sei contabilizar, finalmente eu, Maitê e Gabi conseguimos nos reunir. Nós fomos em um barzinho de Leme chamado “O Tribunal”, um dos poucos lugares ‘pra sair’ da cidade que continuam abertos desde quando fui embora de lá. Na minha adolescência, eu ia muito ao Tribunal e ao Macaboo, uma casa de shows de Leme que também existe ainda (acabei de perceber que eu era uma adolescente muito visionária, já que os meus lugares preferidos da cidade na época são praticamente os únicos que conseguiram se manter).

Só sei que é muito louco voltar pra um lugar desses, com as amigas de sempre, e ver um monte de gente conhecida da minha adolescência, agora muito mais velha e diferente, mas ao mesmo tempo do mesmo jeito de antes. Os anos passaram, a gente cresceu, saiu da escola, fez faculdade, começou a trabalhar, a maioria mudou de cidade, e mesmo assim parece que as coisas não mudaram muito. Eu sei que esse tipo de pensamento nostálgico é meio depre feelings, mas sei lá, vire e mexe eu me pego pensando nessas coisas, vocês não?

Na festinha de comemoração dos 30 anos da Editora

Em abril a Editora completou 30 anos e teve festa pra comemorar a data. Pensar que eu trabalho em um lugar que tem mais tempo de existência do que a minha vida toda me deixa orgulhosa e maravilhada ao mesmo tempo. Manter uma empresa do tamanho dessa por tanto tempo não é pra qualquer um. Mas o que me deixa mais feliz mesmo é pensar que, além de trabalhar numa redação do jeitinho que eu sempre sonhei, uma das coisas mais importantes que a Editora me proporcionou foram as pessoas que eu conheci lá e que se tornaram mega importantes na minha vida.

Na foto, batida numa cabine da festa, estão a Bruna (que vocês já devem ter visto algumas outras vezes aqui no blog) e a Lirian, a pessoa mais solidária que eu já conheci nessa vida. As duas já trabalharam comigo (a Li ainda trabalha, na real) e fazem parte desse rol de pessoas incríveis que o trabalho me proporcionou conhecer.

Trechinho do desfile do Lino Villaventura no SPFW N41

Trechinho do desfile do Lino Villaventura no SPFW N41

No finalzinho do mês fui ao SPFW N41, o primeiro da nova fase do evento, que não será mais dividido entre verão e inverno. Assisti a quase todos os desfiles do último dia e fiz um post aqui no blog contando várias coisinhas desse dia e dos rumores e expectativas que estavam rolando pelos corredores.

Na foto aparece um pedacinho do desfile do Lino Villaventura, que fez uma apresentação super performática e diferente de tudo que já vi nesses anos de semana de moda de São Paulo. Quem ficou curioso e quiser ver mais fotos do desfile, é só clicar aqui.

POSTS DE ABRIL

Embalada pelo VEDA que muita gente estava fazendo no Youtube, dei início a algo meio parecido aqui no blog com post (quase) todos os dias. A experiência foi muito boa e me fez ver que com um pouquinho mais de foco e planejamento, eu consigo ser ainda mais produtiva por aqui.

FILMES DE ABRIL

  • Sobrenatural: A Origem | Leigh Whannell {2015}
  • Cloverfield | Matt Reeves {2008}
  • Joy | David O. Russell {2016}

LIVROS DE ABRIL

  • Razão e Sensibilidade | Jane Austen
  • Fangirl | Rainbow Rowell
  • A Seleção | Kiera Cass
  • A Elite | Kiera Cass

TEXTOS MEUS EM OUTROS LUGARES

No blog do Johnny Tattoo Studio, falei sobre o estilo boyish e sobre a história do São Paulo Fashion Week.

E o mês de abril de vocês, como foi?

Bisous, bisous