Os cinco de julho

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav 🌷

Eu já contei meio que por alto aqui no blog que até o final do ano quero mudar do apartamento em que tô. E isso por um monte de motivos, que vão desde ter mais espaço, até a questão da facilidade de locomoção pro trabalho e, claro, o bom e velho conforto.

Apesar de eu e o Di já termos visitado uma quantidade razoável de casas, ainda não achamos a ideal, aquela que a gente achou que valia a pena bater o martelo – o que obviamente não me impede de fazer alguns bons planos pra quando essa mudança acontecer. Contei sobre eles nesse post aqui, mas, de lá pra cá é engraçado como a ideia do cantinho de flores ganhou ainda mais força na minha lista de desejos.

Flores andam me fazendo mais bem do que de costume, nem que seja do jeito como elas aparecem na foto aqui de cima: em uma estampa de vestido que eu amo (e que daqui a pouco vai andar sozinho de tanto que eu uso) ou em uma rosa pink linda que ganhei como convite de um evento em que chamaram o blog.

Quero muito embelezar a casa nova com flores de tipos, cheiros e cores diferentes porque a sensação que eu tenho é que elas me abraçam assim que chego perto delas.

Em julho decidi ler o livro que a Shonda Rhimes lançou no ano passado, o The Year of Yes, e que chegou agora em 2016 no Brasil sob o título de “O ano em que disse sim”. O livro é uma espécie de biografia da Shonda onde ela conta sobre como foi seu ano de 2014, também conhecido como o ano em que decidiu dizer sim pra toda e qualquer oportunidade que pudesse surgir de interessante na sua vida pessoal e profissional.

De uma aparição no programa do Jimmy Kimmel até uma palestra na sua ex-universidade, ela decidiu topar o desafio de estar em todos esses eventos que sempre lhe soaram aterrorizantes, mas que agora serviam como uma forma de provar a si mesma que ela podia quebrar essa barreira.

Não é auto-ajuda (nada contra, claro, mas eu particularmente não sou uma pessoa que gosta de livros do gênero) e nem o tipo de livro cheio de autoelogios constantes. Mas é extraordinariamente bom. Bom de um jeito que me fez ficar mandando mensagens pras minhas amigas com pequenos trechos dele.

Sinto que especialmente quem é fã de Greys Anatomy vai amar a leitura (caso você não saiba, Shonda é a criadora da GA, Scandal e Private Practice, além de produtora executiva de How to get away with murder) e se apaixonar anda mais por essa mulher, que é um tipo um Midas da TV americana, transformando em ouro tudo que toca.

Dois amigos de Mogi vieram pra Bauru passar o final de semana e fazendo jus ao que todo mundo dessa foto aí gosta, fomos em um bar-gamer daqui, onde em cada mesa há um tipo de videogame diferente pras pessoas se divertirem. Mais do que uma simples reunião de amigos, esse fim de semana foi também a despedida do Pato, um desses amigos de Mogi, que agora em setembro tá se mudando pra Tóquio (!) sem previsão alguma de volta.

A mudança é gigante, claro, mas como ninguém quis dar um clima de adeus a esses dias, procuramos nos divertir do jeito que sempre fazemos: com muito jogos, o barzinho de que já falei, um cafezinho gostoso no meio da tarde, muita conversa jogada fora e uma mesa de bar.

Apesar da viagem pra Gramado ter sido em junho, algumas coisas de lá continuam muito presentes na minha vida. Uma delas é esse chocolate quente da Prawer que tem me acompanhado em muitos finais de semana, especialmente naqueles sábados preguiçosos quando o Diego acorda antes de mim e prepara duas boas xícaras dele pra gente tomar na cama, ainda debaixo das cobertas.

E ai, acordar assim é tão bom! É um jeito todo quentinho, acolhedor e gostoso de começar o dia, E eu sei que pode parecer bobo, mas isso faz uma diferença real na minha rotina, me dando muito mais disposição e força pra fazer as coisas.

Eu acho que já deu pra perceber que todas as minhas saidinhas com amigos quase sempre envolvem comida, né? A foto daqui de cima é só mais uma prova disso, já que eu, Ari, Bruna, Inaiá e Lucas fomos jogar conversa fora e comer um bocado em um lugar daqui de Bauru chamado Esquina do Pão de Queijo. O encontro foi uma delícia, especialmente porque se antes a gente se via quase todo dia, agora tá bem mais difícil reunir todo mundo em um mesmo lugar.O que me faz desejar ter em breve uma outra noite como essa.

 POSTS DE JULHO

Passeando por Gramado e Canela

Coleção Audrey Hepburn: Um Clarão nas Trevas

Os cinco de maio e junho

FILMES DE JULHO

  • O Homem de Palha | Robin Hardy {1973}
  • Conta Comigo {revisto} | Rob Reiner {1986}
  • Um Clarão nas Trevas | Terence Young {1967}
  • Sala Verde | Jeremy Saulnier {2015}

LIVROS DE JULHO

  • O Ano em Que Disse Sim | Shonda Rhimes
  • A Herdeira | Kiera Cass

TEXTOS MEUS EM OUTROS LUGARES

Cinco livros de história da moda para ler já!

As mulheres nas séries: cinco personagens cheias de estilo

Bisous, bisous

O Clube de Discussão de Gilmore Girls | primeira e segunda temporada

Eu sei que pode parecer que os anos 2000 estão logo ali na esquina, mas a verdade é que lá se vão dezesseis anos desde que Gilmore Girls estreou na Warner Bros – o que para o mundo do entretenimento, onde programas de TV nascem e morrem todos os dias, significa praticamente uma outra vida.

A série, no entanto, sempre teve uma linguagem tão direta (e a gente sabe que também bastante rápida) com o público, abordando temas que dezesseis anos depois são até talvez mais importantes e cativantes do que na época, que a Netflix logo percebeu que ainda não havia chegado a hora de apagar as luzes. Isso e é claro o novo público do programa, que descobriu a série quando ela foi colocada no próprio serviço de streaming dos EUA em 2014 e provou que o poder das meninas Gilmore estava mais forte do que nunca.

Assim, em 2016 foi anunciado não apenas que haveria uma nova temporada do seriado, mas ainda que ele teria um formato especial, com quatro episódios de 90 minutos cada chamados de “A Year in the Life”.

No aquecimento para essa que já é uma das minhas maiores expectativas do ano (especialmente por saber que Daniel e Amy Sherman-Palladino estão à frente do projeto), eu e a Amanda Araújo resolvemos reassistir as sete temporadas do programa. E mais: decidimos nos encontrar de tempos em tempos (a cada duas temporadas mais precisamente) pra discutir sobre como está sendo rever cada um dos episódios.

Assim nascia um projeto que nós carinhosamente chamamos de “O Clube de Discussão de Gilmore Girls”.

Antes de falar, no entanto, sobre nosso primeiro encontro (que aconteceu na semana passada e foi obviamente palco de conversas muito rápidas, comidas gostosas e uma boa xícara de café), preciso explicar uma coisinha.

Quando eu e a Amanda assistimos Gilmore Girls pela primeira vez, todo mundo frequentava locadoras de vídeo, era preciso esperar dar meia-noite para usar internet e ter um celular de flip era um verdadeiro sonho de consumo. Ou seja, éramos muito mais próximas da idade da Rory do que da Lorelai, e fomos muito (mas muito mesmo) influenciadas por ela durante a adolescência. O amor pelos livros, a convicção de se acreditar em algo e lutar por aquilo, a mania de fazer listas pra tudo, a vontade de fazer jornalismo… Estava tudo lá.

E ainda está e acho mesmo que sempre estará.

Só que hoje em dia, estando muito mais próximas da idade de Lorelai (ainda que eu particularmente ache que nunca vou conseguir me encaixar nesse mundo de adultos que habita aí fora), é impossível não aproveitar as experiências que esses anos trouxeram pra olhar a série de uma outra forma. Pra notar coisas que antes nunca havíamos reparado e para perceber como certos personagens são ainda mais maravilhosos do que lembrávamos.

Assim sendo, logo que sentamos pra conversar, já sabíamos que não íamos apenas relembrar Star Hollows.

Nós íamos redescobrir Stars Hollow. Por inteiro e ainda melhor

Primeiras temporadas têm sempre uma vantagem: são elas as responsáveis por nos apresentarem os personagens da história. E é esse primeiro contato que a gente tem com cada um deles que cria ou não a magia necessária pra série funcionar.

No caso de Gilmore Girls, praticamente todos os personagens apresentados entre a primeira e segunda temporada estiveram presentes ao longo de todo o seriado, mesmo que com idas e vindas. E de cara já dá pra notar que todos eles são muito únicos, desempenhando diferentes tipos de papeis dentro da sociedade de Stars Hollow e dentro da vida das garotas Gilmore.

Ainda que Kirk, Miss Patty, Luke e tantos outros continuem sendo queridos por nós, foi muito curioso como eu a Amanda criamos uma empatia logo de cara por dois personagens que não costumávamos gostar: Emily e Richard Gilmore.

Talvez seja de novo essa coisa da idade, mas eu fiquei verdadeiramente tocada ao rever a primeira temporada e enxergar nos pais de Lorelai algo muito além do que a própria protagonista enxergava. Eles são sim complicados, difíceis de lidar, apegados a um monte de valores para os quais eu não ligo a mínima, mas tentaram criar sua filha da forma como achavam mais correta, amando-a e educando-a da maneira como sabiam.

A sensação que fica é que por mais que eles tenham construído uma relação toda torta e confusa, no fundo, só queriam estar mais próximos dela, podendo vê-la crescer e amadurecer.

Outra pessoa que também chamou muito nossa atenção nesse começo de série foi a maravilhosa Melissa Mccarthy, que faz o papel da Sookie, melhor amiga da Lorelai.

É tão, tão legal assistir as primeiras temporadas e ver o começo da carreira da atriz!

Confesso que no primeiro episódio tive um pequeno choque quando vi ela sendo apresentada de uma maneira toda caricata e esquisita. Mas conforme a série vai se desenrolando fica bem visível como os roteiristas mudaram de ideia quanto a esse posicionamento.

A gente sabe o quão triste é esse tipo de estereótipo onde melhores amigas de protagonistas nunca podem chamar mais atenção ou serem tão fortes quanta a estrela principal da série. Sinto que se em Gilmore Girls os produtores pensaram em fazer a Sookie dessa forma, o deslize caiu por terra rápido, fazendo com que a personagem crescesse de uma maneira inteligente e bonita ao longo do programa. Um alívio imenso, eu diria.

Outra coisa que a gente não pôde deixar de falar durante o nosso encontro foi sobre um dos temas mais polêmicos das duas primeiras temporadas: a relação Dean & Rory.

Eu juro que tentei reassistir GG de cabeça aberta, procurando descobrir do zero cada personagem, sem me deixar levar pelo que achava deles antes. E sei que a Amanda também apostou nessa ideia. Mas no final, chegamos a mesma conclusão: a gente não torce pro Dean e pra Rory ficarem juntos.

Pra gente fica claro que eles deram certo numa fase muito específica da vida da Rory, mas que as coisas pararam por aí.

Eles queriam coisas completamente diferentes pra si, não só no que dizia respeito aos estudos, mas também na forma como encaravam um relacionamento e uma vida a dois. E não teve jeito, o episódio 11 da primeira temporada, o That Damn Donna Reed, surgiu no assunto, já que pra gente nada simboliza mais esse abismo entre eles do que esse episódio.

Mas olha, não nos entendam mal. O Dean é um garoto bacana de verdade. Ele apenas não é o garoto que a gente acha que saberia lidar com o futuro que a Rory desejava. E sabemos que mudar pra agradar o outro só tende a piorar as coisas, né?

Como último assunto, mas longe de ser menos importante, falamos de algo muito marcante pra mim nessas primeiras temporadas: a desconstrução de Lorelai.

A verdade é que eu sempre enxerguei a gerente da pousada Independence Inn de uma maneira totalmente inabalável, quase ideal. Ela sempre foi uma mãe incrível, a melhor amiga da filha e o tipo de pessoa que foi capaz de sair do zero e conquistar tudo que queria.

E ela realmente é assim.

Mas Lorelai não é perfeita, e foram vários os momentos em que senti que ela agia de maneira infantil nas situações, obrigando Rory a ter muito mais maturidade do que ela.

O que consegui enxergar foi que ela é sim incrível, bem-humorada, confiável e muito convicta das coisas que acredita, mas também tem seus momentos de irresponsabilidade, também pode ser egoísta em algumas situações e não medir as palavras quando está brava. Ela pode ser complexa, pode ser humana, pode ser muito mais real do que eu a via antes. E isso tudo, podem tem certeza, a torna uma mulher ainda melhor.

Mas não pensem que foi apenas a personalidade de cada um dos personagens o tema central da nossa conversa. O tópico mais importante de fato do nosso encontro já tinha surgido antes, quando a Amanda me mandou uma mensagem falando sobre como estava enxergando o feminismo muito presente na série. E ela tava certa, porque se existe algo muito forte em Gilmore Girls, esse algo é o empoderamento feminino.

Conscientemente ou não, Gilmore Girls é mais do que uma série com duas protagonistas mulheres. GG é uma série em que as personagens femininas dominam geral, mostrando sempre personalidades fortes e decisivas. Elas nunca estão em segundo plano e sempre comandam suas vidas, ainda que pra isso precisem enfrentar um monte de obstáculos pelo caminho.

Em algumas personagens esse lado é mais fácil de identificar, como a própria Lorelai que saiu de casa ainda adolescente, com um bebê no colo, e conseguiu conquistar uma vida confortável e amável pra ela e pra Rory. Na mesma situação está Paris, que é mais do que uma aluna dedicada, é também uma garota implacável, consciente do que quer pra si e do quanto precisa ser focada nos seus objetivos.

Mas além delas, também existem outras personagens e situações não tão explícitas em que o empoderamento e o feminismo dominam. É o caso da Gypsy, única mecânica da cidade e maior entendedora de carros do lugar. Já pararam pra pensar quão legal é essa personagem, que está provando que não existe isso de profissão “tradicionalmente” masculina ou de assuntos que só interessam a garotos?!

E tem novamente a Sookie, uma personagem gorda que nunca enxergou isso como um problema, contrariando (ainda bem) muitos estereótipos sobre o assunto. Além de ser uma mulher maravilhosa e extremamente bem resolvida, Sookie usa as roupas que quer e nunca é tratada de forma diferente por ser gorda. Isso nunca é uma questão para a personagem, que se mostra cada vez mais como uma mulher linda, inteligente e que vive um relacionamento feliz.

Além delas, há é claro muitas outras personagens que eu poderia citar nessa linha, assim como outras muitas situações em que o feminismo aparece ainda que de maneira discreta, quase como se nem os próprios roteiristas da série soubessem da importância do que estavam fazendo.

Mas, independente dessa consciência ou não, o importante mesmo é que essa visão está lá e sei que da mesma forma como Rory nos influenciou de maneira crucial na adolescência, isso também contribuiu pra tudo aquilo que acreditamos e lutamos hoje em dia.

Enfim, queria escrever muito mais sobre o nosso encontro nesse post (afinal foram mais de duas horas de conversa!), mas acho que o que fiz aqui já é um bom resumo dos principais tópicos.

Pra finalizar o longo texto e de quebra atender um pedido que fizeram lá no facebook, aqui vai uma listinha dos meus episódios preferidos dessas duas primeiras temporadas. Contem depois nos comentários quais são os de vocês!

Primeira temporada

Episódio 3. Kill me now – porque Rory descobre que seu avô é uma figura muito mais complexa e parecida com ela do que supunha.

Episódio 6. Rory’s Birthday Parties – porque a festa de aniversário de 16 anos da Rory é uma festa gostosa como festas de aniversário devem ser. E porque é bonito ver Emily conhecendo mais da vida da filha e da neta.

Episódio 13. Concert Interruptus – porque tem show do Bangles <3, o início da amizade entre Paris e Rory, e Lorelai sendo uma mãe maravilhosa em vários aspectos.

Episódio 19. Emily in Wonderland – porque Emily vai conhecer Stars Hollow e porque entendemos um pouco melhor dos seus sentimentos em relação a vida de Lorelai.

Episódio 21. Love, Daisies and Troubadours – porque temos 1000 margaridas. “Nem 1001, nem 999, mas 1000.”

Segunda temporada

Episódio 4. Road Trip to Harvard – porque Rory foge com Lorelai de seu casamento, as duas passam por uma road trip divertidíssima e vão parar em Harvard.

Episódio 5. Nick & Nora, Sid & Nancy – porque Jess chega na cidade <3

Episódio 10. The Bracebridge Dinner – porque esse é apenas o jantar mais louco e de todos os tempos.

Episódio 13. A-Tisket, A-Tasket – porque há piqueniques, Jess & Rory, Luke & Lorelai e Jackson & Sookie.

Episódio 19. Teach me Tonight – porque no fatídico acidente de carro com Jess, Rory começa a perceber que sente algo a mais pelo garoto.

Episódio 21. Lorelai’s Graduation Day – porque Lorelai se forma e Rory vai visitar Jess em New York.

 

Venham discutir essas primeiras temporadas de Gilmore Girls com a gente, porfa!

A caixa de comentários é de vocês :)

Bisous e um ótimo final de semana.

A segunda paixão de Amelia Earhart

Todo mundo já escutou falar sobre Amelia Earhart e sobre como ela foi uma figura importantíssima dentro da história da aviação. Mais do que uma grande pilota, ela detém alguns dos recordes mais importantes na área, o que se torna ainda mais incrível quando lembramos que ela fez tudo isso sendo uma mulher durante os anos 20 e 30.

No entanto, esse post não é para falar sobre essa Amelia Earhart dos livros. Ou, pelo menos, não para falar sobre esse lado dela.

Esse post é para falar sobre como descobri, enquanto lia algumas páginas do livro “100 anos de moda”, que Amelia tinha uma segunda paixão. E não estou me referindo ao feminismo – que também era um tópico muito importante em sua vida e que a fez até criar um clube para mulheres pilotas. Estou me referindo a paixão que essa mulher tinha pela moda e que a fez, inclusive, lançar sua própria marca de roupas.

A passagem que fala sobre Amelia nesse livro lindo, com Audrey estampada na capa, é bem pequena, mas foi o suficiente para me deixar com uma pulga atrás da orelha e com vontade de pesquisar mais sobre o assunto. Foi assim que descobri que Amelia Earhart já gostava de moda desde pequena.

Essa paixão foi levada também para a sua vida adulta e acabou sendo muito útil durante os trabalhos que fez antes de se tornar aviadora. Na época, o salário que ganhava era pouco para as suas despesas, o que fez com que Amelia decidisse ela mesma fazer suas próprias roupas. Isso a ajudou por um bom tempo e muito provavelmente foi a primeira faísca – ainda que nem ela soubesse disso – da sua capacidade de levar a moda como profissão e não apenas como hobbie.

Mas costurar suas próprias roupas se mostrou algo apenas temporário. Depois que entrou para o mundo da aviação, as roupas que Amelia passou a usar, – e pelas quais ficaria para sempre lembrada – são as roupas que usava em seus voos, e que normalmente eram trajes extremamente confortáveis e práticos, duas características essenciais para sua profissão.

Ainda que a maioria dos trajes fosse bastante masculino, com uma gama de cores quase reduzida ao preto, marrom e cinza, Amelia sempre fez questão de dar um toque mais leve e colorido à sua roupa com lenços – acessório que se tornaria uma de suas marcas registradas.


amelia

Com as mudanças na vida profissional e sua nova carreira como pilota, o prestígio e a popularidade da americana também começaram a crescer. Ela era muito admirada por todos os recordes que quebrava, se tornando uma inspiração para diversas mulheres que começaram a vê-la não apenas pelo lado profissional, mas também pelo lado pessoal. Nesse processo, suas roupas também acabaram ganhando bastante atenção, tornando alguns de seus itens (alô, jaqueta aviador!) até hoje muito populares na indústria da moda.

Foi então que em 1934, Amelia decidiu que era hora de provar mais uma vez o quanto mulheres podiam ir à luta e, de quebra, realizar um sonho. Ela criou a “Amelia Earhart Fashion Designs”, marca de roupas que teve a sua primeira coleção, a Active Living, lançada naquele mesmo ano.

Vendida em 50 lojas, incluindo a famosa loja de departamento Macy’s de New York, a coleção tinha uma proposta completamente diferente das roupas que Amelia usava como aviadora. Tecidos leves, vestidos, chapéus e suéteres estavam lá, assim como o maravilhoso slogan “para a mulher que vive ativamente”.

A aviadora mergulhou tão fundo nesse projeto, que ela mesma criou as peças protótipos da coleção em sua máquina de costura, fazendo questão de acompanhar todos as outras etapas de produção até as roupas chegarem às lojas. No entanto, ainda que os preços das peças fossem razoavelmente acessíveis, o terrível período econômico que os EUA atravessava acabou falando mais alto e a marca de Amelia Earhart não prosperou.

Em 1937, quatro anos depois dessa empreitada no mundo da moda, Amelia Earhart resolveu dar a volta ao mundo em seu avião e desapareceu no Oceano Pacífico já no trajeto final do percurso. Até hoje não se sabe ao certo o que realmente aconteceu, mas ela foi dada como morta em 1939, se transformando em uma lenda da aviação mundial.

Sei que existe um filme sobre a sua vida (que eu quero muito assistir) estrelado pela Hilary Swank e enquanto pesquisava para escrever esse post aqui, descobri que a aviadora também foi uma das inspirações para uma coleção da Hermés em 2009 (para quem quiser saber mais, tem as fotos do desfile nesse link aqui da Harper’s Bazaar).

Ainda assim, parece que faltam informações mais profundas sobre a sua vida, especialmente sobre suas outras empreitadas comerciais (que foram além das roupas) e sua veia feminista, que parecia ser muito forte e depositada em tudo que fazia. Uma pena, já que antes mesmo de ser a profissional brilhante que era, Amelia parecia ser uma mulher incrível.

Bisous, bisous

Os cinco de maio e junho

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Maio

Os cinco de maio e junho

Comecei meu mês de maio na terra da garoa, sendo recebida de braços abertos pela Babi e seus dois roomies, Lucas e Naína, no novo apartamento dos três. Foi uma delícia conhecer o lugar, ser acolhida tão bem e ver que existe sim muito amor em São Paulo.

Além disso, junto da Babi e do Lucas, eu tive uma das tardes mais recheadas de programações culturais de toda a minha vida! Começamos indo ao Caixa Belas Artes assistir ao filme da Nise da Silveira, o “Nise – O coração da Loucura”, fizemos uma parada no Urbe pra matar a fome e de lá fomos para o Sesc Ipiranga ver a “Fora da Moda – uma exposição em construção”.

Por coincidência, nesse mesmo dia estava rolando uma performance do Fause Haten na mostra, e além de assistirmos a ela, vimos também uma apresentação de dança que…. Bem, não era de dança, deixou a gente sem entender nada do que tava acontecendo e de tão ruim que foi, fez a gente se divertir muito.

E pra encerrar um dia maravilhoso assim, apresentei oficialmente Rupaul’s Drag Race para os dois, que se viciaram de uma tal maneira que eu sinto como se tivesse cumprido com 100% de aproveitamento minha missão na cidade grande.

A volta pra Bauru não foi nada monótona porque eu tinha em minha companhia a nova Entertainment Weekly, e que como vocês podem ver pela foto daqui de cima, tinha ninguém mais ninguém menos que as meninas Gilmore na capa. Foi um parto achar essa revista, mas com a ajuda da Babi e do Lucas (sim, eles de novo hehe) consegui encontrar uma única edição na Cultura da Paulista, a qual eu me agarrei com unhas e dentes como se disso dependesse a minha vida.

E olha, valeu muito a pena, porque a matéria de capa é um presente maravilhoso para os fãs do programa! Além de adiantar algumas novidades sobre a próxima temporada, ela faz um balanço das sete seasons da série que fez meu coração ficar mais quentinho.

E ah, fica aqui registrado aqui caso vocês ainda não saibam que eu eu estou fazendo uma maratona de GG no Netflix, e que a cada duas temporadas eu e a Amanda vamos nos encontrar para tomar café e discutir tudo o que assistimos até então. Esses encontros vão virar uma série de posts aqui no blog chamados de “O Grupo de Discussão de Gilmore Girls” e o primeiro já vai ao ar na metade de agosto. Acompanhem aí porque acho que isso vai ser muito divertido!

Em maio eu e esse menino lindo da foto completamos sete anos de namoro. É muito tempo, eu sei, mas é maravilhoso de verdade perceber que quando a gente está apaixonadinha e tem uma pessoa tão incrível ao nosso lado, esse tempo enorme está longe de pesar e é apenas o começo de muitos outros dias, e meses, e anos juntos <3

Ainda dentro das comemorações dos sete anos de namoro, decidimos jantar no La Terrasse Café & Bistrô, um restaurante daqui de Bauru que fazia anos que eu não ia e que me surpreendeu demais! O cardápio tá muito maior e mais gostoso, e o lugar (que já era lindo) tá ainda mais belo, com um atendimento impecável.

Achei uma graça o clima intimista do jantar, com uma luz bem baixa em todo o bistrô e velas espalhadas pelas mesas. A noite que já tinha todos os motivos pra ser linda, – ainda que a gente não tivesse feito nada demais e apenas comemorado nossos seven years com uns beijinhos e uma comida simples em casa – ficou ainda mais gostosa, mais romântica e mais memorável por causa desse restaurante.

Em maio falei no Instagram e aqui no blog sobre o crowdfunding que tava rolando pra aLagarta, publicação na qual eu escrevo há alguns anos.

Pra quem não conhece a revista, que é online e existe desde 2010, aLagarta é uma publicação que trata de um tema novo a cada edição, com matérias, colunas, editoriais e vídeos sobre o assunto. E confesso, é sempre muito maravilhoso e recompensador ver o resultado final da revista, fruto do trabalho de muitos profissionais que fazem tudo na base da colaboração.

O crowdfunding de que falei ali em cima surgiu porque há muito tempo queríamos migrar para o impresso,(coisa que exigia um investimento alto pra ser feita), mas infelizmente não alcançou o valor necessário. Mas é aquilo né, pra (quase) tudo nessa vida se dá um jeito e como a gente é da turma do “não deixa o samba morrer, não deixa o samba acabar”, muitas novidades ainda estão por vir.

Tenham um pouquinho de paciência que logo nós voltamos com notícias, e enquanto isso vocês podem ir vendo as fotos de preview da publicação, como essa maravilhosa daqui de cima. Modéstia à parte tá tudo muito lindo!

POSTS DE MAIO

FILMES DE MAIO

  • Nise: o coração da loucura | Roberto Berliner {2015}
  • Spoorloos | George Sluizer {1988}
  • The Spectacular Now | James Ponsoldt {2013}
  • Hoje eu quero voltar sozinho | Daniel Ribeiro {2014}
  • The Den | Zachary Donohue {2014}
  • Capitão América: Guerra Civil | Anthony Russo e Joe Russo {2016}
  • Southbound | David Bruckner, Patrick Horvath e Roxanne Benjamin {2016}

LIVROS DE MAIO

  • A Escolha | Kiera Cass

Junho

Como eu contei e mostrei aqui no blog, em junho tirei férias da editora e fui com o Diego passar uns dias em Gramado, cidadezinha do Rio Grande do Sul que parece cenário de filme. A escolha do destino não poderia ter sido melhor, e os poucos porém ótimos dias que passamos lá me fizeram recarregar as energias, especialmente para enfrentar esse mês que tem sido muito turbulento.

Na hora de fazer as malas da viagem, decidi não levar a máquina fotográfica que uso no dia a dia e sim a Intax Mini 8, uma polaroid linda que é meu xodó. Haviam sobrado algumas fotos do filme que comprei pra minha festa de aniversário e fiz questão de aproveitá-los pra registrar alguns momentos em que eu e o Di visitamos lugares lindos de Gramado.

Agora existe um bolinho de fotos cheio de boas recordações em cima da minha cômoda do quarto, e eu estou pensando seriamente em fazer aquele inspiration board que tinha comentado aqui e dar um novo lar para elas.

A volta da viagem foi um pouco complicada. Meu pai, que estava esperando a data de confirmação de uma cirurgia que achávamos que ia demorar um pouco mais pra acontecer, foi chamado para a sua operação no dia da minha volta de Gramado. Por causa disso, desembarquei em Guarulhos, me despedi do Diego e fiquei direto em São Paulo pra acompanhá-lo no pós-operatório.

Eu e minha mãe ficamos alguns dias por lá, naquele entra e sai de hospital e cheiro de remédio no ar, ajudando ele na sua recuperação. Correu tudo bem nesse meio tempo e assim que ele teve alta fomos pra Leme, onde fiquei mais uns dias antes de voltar definitivamente pra Bauru.

E acontece que durante todo esse tempo, quer em São Paulo ou quer em Leme, eu estava acompanhada desse livro maravilhoso daqui de cima: Misto-Quente do Charles Bukowski. Em um período em que as coisas estavam tão estranhamente fora da rotina e que eu estava tão submersa nas coisas que aconteciam com meu pai, preferi meio que me isolar do mundo e escolher só esse livro pra me acompanhar no processo. E isso foi muito bom.

A leitura é pesada, envolvente, te atinge em cheio, e acho que calhou de aparecer em um momento da minha vida em que ainda que de forma muito diferente, eu também precisava ser uma pessoa “durona” e fria, algo que me foi de certa forma emprestado da personalidade do protagonista da história. O resultado é que agora quero ler mutos mais livros do Bukowski.

Em junho inaugurou uma nova cafeteria aqui em Bauru, a Hoss, e como vocês bem sabem do meu amor por esse tipo de lugar, é claro que eu fiz questão de ir até lá no seu primeiro dia de funcionamento. Eu amei muito o lugar, especialmente porque o cardápio deles de café não é brincadeira não e são muitas as variedades da bebida. Além disso, você pode escolher o tipo de grão e a forma como o café vai ser preparado, e eu fiquei com tanta vontade de experimentar tudo que, desde então, já voltei lá uma quantidade incalculável de vezes.

As comidas também são muito boas, e o cardápio abrange algumas refeições como massas e risotos. Os doces são uma maravilha à parte, vide essa panna cotta com calda de framboesa daqui de cima.

Pra encerrar o mês, fui ao show da Maria Gadú no SESC.

É verdade que eu não conheço muito do trabalho dela, mas existem algumas das suas canções que eu gosto tanto de cantar no repeat que achei que seria legal dar uma chance a todo o resto. E eu sei que vocês não querem saber, mas a título de curiosidade, queria contar quais são essas músicas: Dona Cila, que eu tenho vontade de chorar toda vez que escuto, Linda Rosa, que é original da Playmobille e tanto nessa versão quanto no arranjo da Maria Gadú parecem me abraçar toda vez que escuto, e Shimbalaiê, que é fofinha, gostosa de escutar, a cara da FAAC haha.

O resultado da minha noite foi que curti um show incrível, que me deixou super respeitosa de todo o trabalho que a Maria Gadú faz. É legal perceber, por exemplo, que ela tem uma relação de total parceria com os músicos da sua banda e faz questão de apresentá-los como um grupo. Até as posições no palco demonstram isso, já que ao invés de ficar na frente e deixar a banda atrás, como normalmente acontece em shows de cantores e cantoras solo, ela e os seus três músicos ficam todos juntos na boca do palco.

Além disso, seu show é muito legal mesmo pra quem não conhece tanto do seu repertório, porque é um show pra se apreciar música: ele é totalmente instrumental, é totalmente sobre sensações, sobre o momento, sobre se pegar de olhos fechados ouvindo cada palavra da letra da canção.

Parece meio esquisito falando assim, eu sei, mas podem ir por mim, vale muito a pena.

POSTS DE JUNHO

FILMES DE JUNHO

  • Enquanto você dorme | Jaume Balagueró {2011}

LIVROS DE JUNHO

  • Misto-Quente | Charles Bukowiski

E o mês de maio e junho de vocês, como foi?

Bisous, bisous

Coleção Audrey Hepburn: Um Clarão nas Trevas

Um Clarão nas Trevas, filme de suspense (sim, de suspense!) estrelado pela Audrey em 1967, infelizmente ainda não está na minha coleção de DVD’s. No entanto, como eu tenho amigos muito fantásticos que gostam de cinema tanto quanto eu, consegui assistir ao filme na casa de um deles no último final de semana. E acreditem quando eu digo que a Audrey ser a protagonista de um filme do gênero tão pesado – tão diferente de Charada, que ainda que tenha suspense, é bastante levinho e divertido – é a menor das surpresas que ele nos reserva.

Wait Until Dark, nome original da história, foi dirigido por Terence Young (diretor de O Satânico Dr. No) e produzido por Mel Ferrer, marido da atriz na época e pai do seu primeiro filho, Sean. Audrey e Mel se separaram um ano após o filme ser lançado, e é curioso como existem alguns elementos do longa que parecem fazer jus a (suposta) vida real dos dois e aos motivos que levaram ao fim do casamento.

Mas calma, daqui a pouco eu explico melhor essa história. Primeiro as primeiras coisas.

Baseado em uma peça de teatro da Broadway, o filme conta a história de Susy e Sam (interpretados por Audrey Hepburn e Efrem Zimbalist Jr.), casal que se conheceu e casou há pouco tempo, logo após o acidente que deixou Susy cega.

No momento em que começamos a acompanhar a história, os dois já estão morando juntos e aprendendo a lidar com a nova condição da protagonista. E é aí que um terceiro elemento nada esperado entra em cena: uma boneca recheada de heroína que vai parar acidentalmente nas mãos de Sam. Atrás dessa boneca está um trio de criminosos (Alan Arkin, Richard Crenna e Jack Weston) responsáveis por criar uma emboscada para invadir o apartamento do casal em um momento em que apenas Susy está em casa.

O filme é um suspense de primeira, super bem construído, e o fato de Susy precisar se valer dos seus outros sentidos pra sobreviver aos criminosos o torna ainda mais interessante, cheio de pequenos desvios que não deixam a narrativa óbvia.

Além disso, depois de assistir a esse longa, é um tanto quanto chocante notar como aconteceu algo aí no meio do caminho do cinema que fez com que hoje em dia a gente necessite que os filmes tenham mil cenários, mil personagens, mil cenas assustadoras ou cheias de adrenalina pra tornar a história boa. Porque vejam bem, esse filme aqui se passa todo dentro de um apartamento, conta com apenas seis personagens e é muito bom. Verdadeiramente bom. Do tipo que se apoia única e exclusivamente no roteiro e na atuação dos seus atores para construir uma história de qualidade.

Outro ponto interessante do filme que me chamou muita atenção, foi a personalidade criada para o casal de atores principais. Logo de cara já fica evidente como Sam tenta ignorar o fato de que Susy é cega. Ele deseja tanto que ela leve uma vida totalmente independente, que passa a adotar medidas extremamente cruéis, negando qualquer tipo de ajuda e obrigando-a a fazer tudo sozinha.

É claro que o “tratamento de choque” faz sentido no filme, afinal o que fica subentendido é que é exatamente por causa dele que a protagonista aprendeu a desenvolver seus outros sentidos e agir contra os bandidos. Mas essa relação do casal é extremamente esquisita. É uma relação que incomoda, que machuca, especialmente porque deixa evidente que Suzy passa a fazer certas coisas não porque quer ou porque acha que isso fará bem a si mesma, mas para agradar ao marido, para mostrar que ela consegue levar a vida que ele quer pra ela.

Enquanto isso, na vida real de Audrey, as coisas também pareciam um pouco fora do lugar.

Até hoje muito se especula sobre a vida que ela e Mel levavam longe dos holofotes de Holywood, mas o que muitos amigos e profissionais que trabalharam com o casal comentavam é que Mel – que também foi ator e diretor – tinha uma paixão obsessiva pela imagem de Audrey no cinema. Ele enxergava no sucesso de sua mulher a realização dos próprios sonhos e constantemente a fazia colocar sua carreira à frente de tudo. À frente, inclusive, daquilo que sempre esteve em primeiro lugar para ela e que a atriz nunca fez questão de esconder que era sua grande paixão: a maternidade.

Audrey perseguiu durante muitos anos esse desejo, sofrendo cinco abortos espontâneos até conseguir dar à luz a Sean, seu primeiro filho. E mesmo depois de tê-lo, com os compromissos profissionais e a vida de estrela de Hollywood que levava, faltava tempo para a vida em família.

Assim, da mesma forma como Sam pressionava Susy sob um suposto motivo de que aquilo era o melhor para ela, na vida real, Mel fazia com que Audrey se dedicasse de corpo e alma ao cinema, tornando-a a grande estrela que ele queria que ela fosse. E assim como Susy se esforçava ao máximo para ser independente e agradar o marido, Audrey se tornava cada dia mais a estrela que Mel desejava.

Mas, ainda bem – pelo menos nesse caso – o cinema não é igual a vida real, e pouco depois de Um Clarão nas Trevas, Audrey decidiu que era hora de viver seu sonho.

Ela e Mel Ferrer se separaram em 1968 e a atriz resolveu dar um hiato na carreira para se dedicar exclusivamente a Sean. O casamento com o psiquiatra Andrea Dotti aconteceu pouco tempo depois e em 1970 os dois tiveram Luca, primeiro e único filho do casal.

Audrey no set de filmagens de Um Clarão nas Trevas

Audrey nos bastidores de Um Clarão nas Trevas

Vida pessoal à parte, Wai Until Dark foi muito importante para a carreira de Hepburn e para os filmes do gênero em Hollywood. Ela recebeu a sua quinta indicação ao Oscar por essa atuação e o filme teve um enorme sucesso de público, especialmente por um anúncio impresso feito pelos produtores que causou alvoroço antes mesmo da sua estreia.

“During the last eight minutes of this picture the theatre will be darkened to the legal limit, to heighten the terror of the breathtaking climax which takes place in nearly total darkness on the screen. If there are sections where smoking is permitted, those patrons are respectfully requested not to jar the effect by lighting up during this sequence. And of course, no one will be seated at this time”.

Eu disse que esse era um bom filme, não disse?

Bisous, bisous