Wishlist literária

Fazia um tempo que eu não falava das minhas wishlists por aqui, e como junho tá sendo um mês em que vários livros tem me chamado atenção e me deixado com vontade de lê-los em breve, achei que nada mais justo do que falar um pouquinho sobre cada um deles. Então, vamos lá.

Wishlist literária

 

  • Quinze Dias – Vitor Martins

Acompanho o canal do Vitor Martins já faz algum tempo, e por algum motivo que nem eu sei explicar bem o porquê, sinto que vou me identificar muito com esse livro que ele escreveu e que acabou de ser lançado pela Globo Alt.

Eu gosto muito da forma como o Vitor pensa e se expressa, com o tipo de literatura que ele consome e recomenda, e com tudo o que ele faz lá no seu canal. E ainda que escrever um livro não se compare em nada com tudo isso que eu falei, eu acredito que ele é o tipo de pessoa que não tá escrevendo apenas por escrever, mas que tá de fato entregando um trabalho em que investiu tempo, dedicação e uma boa dose de criatividade, sabem? Como eu disse, não sei explicar bem porque acredito tanto nisso, mas o que com certeza sei dizer é que a sinopse da história é bem gracinha e que a capa do livro desenhada pelo próprio Vitor é tão linda que me deixou com ainda mais vontade de ler essa história.

  • Sobre a escrita – Stephen King

No momento estou lendo um outro livro do King, “It – A Coisa”, e acabei parando pra pesquisar um pouco sobre a vida do autor e algumas de suas obras. O fato é que desde então eu não consigo não me surpreender com a quantidade absurda de livros que ele escreveu, especialmente porque grande parte deles tem ótimas críticas, geraram outros vários produtos como filmes e séries e, em alguns casos, chegaram até a se tornar o que chamamos de “clássicos”. Ou seja, um autor que, gostando ou não do tipo de literatura que produz, precisamos aceitar que tem sim algo de especial.

Foi assim que “Sobre a escrita” acabou parando na minha wishlist. O livro é uma mistura de biografia do Stephen King com a importância que a escrita adquiriu na sua vida, e por mais que alguns amigos já tenham me dito que o livro tem lá suas partes egocêntricas, eu continuo muito, muito curiosa sobre o que vou encontrar nele. Não espero nenhuma fórmula pronta de “como sentar a bunda na cadeira e escrever” (até porque isso é meio autoexplicativo), mas espero entender pelo menos um pouco dessa motivação pela escrita fascinante que o King tem.

  • Ninguém vira adulto de verdade – Sarah Andersen

Eu sou fã confessa das tirinhas da Sarah Andersen e desde que folheei esse livro na livraria, não consegui mais desgrudar da cabeça esse pensamento de que preciso sentar, passar um café e ler esses quadrinhos de cabo a rabo.

A Sarah fala (e ilustra) de maneira muito divertida temas pertinentes e reais dessa chamada ~vida adulta~, e a gente fica com aquele sentimento de achar que todas as tirinhas delas foram feitas especialmente pra gente, porque é tudo muito igualzinho a nossa vida, aos nossos dramas, as nossas incertezas. Alguém que entende – muito bem – que crescer não é nem um pouco fácil.

  • As águas vivas não sabem de si – Aline Valek

Já faz um bom tempo que acompanho o trabalho da Aline Valek aqui nesse mundo mágico da internet, tanto em textos soltos que ela escreve por aí, quanto no Bobagens Imperdíveis, uma newsletter linda que ela criou faz três anos e que, agora em 2017, se transformou numa zine que chega todo mês aqui em casa.

Eu adoro a escrita da Aline, além dos assuntos nada convencionais que ela pensa e transporta pro papel, e desde que descobri “As águas vivas não sabem de si”, livro que ela lançou já tem um tempinho, fiquei com vontade de trazer mais esse trabalho dela aqui pra casa. A história do livro é, – como não poderia deixar de ser um trabalho da Aline – maravilhosamente fora da caixinha, apostando em um tipo de ficção que quase não tem espaço aqui no Brasil e que merece muito ser valorizada. Tô doida pra ler!

  • Tetralogia Napolitana

Tá, vou ser sincera. Eu sei bem pouco sobre a sinopse que ronda esses quatro livros da Elena Ferrante. Pra ser ainda mais sincera, eu diria que não sei nada sobre essa história. E, sim, mesmo assim quero ler esses livros, por um motivo muito simples: eu vejo as pessoas lerem Elena Ferrante e se apaixonarem perdidamente pela escrita da autora.

Sabe quando você vê seus amigos – ou mesmo pessoas que você acompanha de longe pela internet – falando com tanta paixão dessas histórias que te dá vontade de fazer parte daquilo?  Quando você vê uma série fazendo sucesso, mas não daquele jeito histérico e às vezes até meio enfadonho, mas de um jeito bonito, de um jeito envolvente, de um jeito que faz você saber que você vai se apaixonar por aquilo também?

Elena Ferrante é assim pra mim, mesmo que a gente não se conheça ainda. Mesmo que eu não saiba quase nada sobre seus livros ou mesmo sobre ela. Só me resta torcer pra que nossos caminhos se cruzem logo.

Beijos e boa noite

As histórias que vou levar de Buenos Aires

14 de março, 10h40.

Faltava menos de meia hora para o nosso voo para Buenos Aires decolar, quando abri meu facebook e pulou na tela um daqueles “veja esta lembrança de dois anos atrás”. A imagem era da plataforma 9 ¾ em King’s Cross, o primeiro lugar que eu e o Diego visitamos assim que chegamos em Londres, lá em 2015. Aquela não tinha sido nossa primeira viagem juntos, é verdade, mas havia sido muito especial, não só porque Londres é uma cidade por si só mágica, mas também porque de lá seguimos para Paris – o lugar que eu mais tinha vontade de conhecer no mundo todo.

Sentada naquela sala de aeroporto dois anos depois e vendo aquela lembrança pela tela do celular, não é como se eu tivesse esquecido daqueles dias. Ao contrário: a viagem que fiz em 2015 foi uma das mais transformadoras da minha vida. Mas o curioso era que eu simplesmente não tinha me tocado até ali da coincidência das datas: exatamente dois anos depois de desembarcarmos em Londres, estávamos viajando juntos de novo, só que agora para um outro destino.

Instagram @paulinhav

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Buenos Aires era uma cidade que eu queria conhecer já fazia muito tempo, especialmente pela quantidade de amigos que já tinham ido pra lá e só tinham dito coisas maravilhosas do lugar. E, claro, tinha a questão de lá ser a terra da Mafalda, a garotinha inteligente, politizada e maravilhosa criado pelo cartunista Quino que sempre foi uma inspiração pra mim. Portanto, quando no comecinho desse ano resolvemos definir para onde íamos viajar nas férias, foi muito natural que a gente escolhesse BA como nosso destino.

No dia 14 então, quando desembarcamos na Argentina, fazia uma tarde de clima maravilhoso, com um ventinho gelado soprando nas ruas e fazendo todo mundo tirar os casaquinhos do armário. Já de cara tivemos uma impressão muito boa da cidade, especialmente porque dessa vez não ficamos em hotel, e sim hospedados no apartamento de um argentino, e a recepção que o pai dele fez foi tão acolhedora que eu senti como se aquele fosse um prenúncio do que estava por vir.

Naquele mesmo dia, saímos pra conhecer os arredores do apartamento e demos um pulinho na área do Centro Cultural Recoleta, que estava cheia de gente sentada no gramado, fazendo piquenique, jogando conversa fora e olhando o pôr-do-sol. É impressionante, aliás, a quantidade de áreas verdes espalhadas pela cidade. Parece que em todo canto que você vai sempre têm praças, gramados e jardins, e os argentinos aproveitam cada pedacinho desses espaços públicos pra se encontrarem com os amigos, pra marcarem encontros, pra passarem um tempo com a família.

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Nesse mesmo dia conhecemos também o El Ateneo, uma livraria construída dentro de um antigo teatro, considerada pelo The Guardian a segunda livraria mais linda do mundo! Lá, além das estantes com livros espalhadas pelos diversos andares do teatro, no palco, junto a um velho piano, funciona uma cafeteria que obviamente a gente fez questão de visitar e experimentar um pouco do cardápio (vai ter um post só sobre as comidas da viagem haha, então vou evitar falar disso aqui hoje).

Além disso, ali pertinho conhecemos também a Bond Street, uma versão portenha da Galeria do Rock. Tudo ali é voltado para a cultura underground, como as lojas de piercings e tatuagens, os grafites das paredes e até a forma como o local foi planejado, cheio de escadas em uma “desorganização” planejada.

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Nos dias que se seguiram, aproveitamos pra conhecer alguns dos lugares que já tínhamos lido a respeito e estávamos loucos pra ver de perto, como o Caminito, cheio de casinhas coloridas e muita, muita gente mesmo; a Casa Rosada, sede da presidência da República Argentina; O Rosedal de Palermo, um jardim de rosas que parece saído de dentro de um filme; o Jardim Botânico Carlos Thays, que traz uma paz pra dentro da gente indescritível; toda a região do Puerto Madero, que é um absurdo de linda, especialmente pela arquitetura moderna que fica no seu entorno; a estátua da Mafalda (acompanhada dos seus fieis amigos Susanita e Manolito) e a Fragata Sarmiento, o primeiro barco que eu entrei na minha vida!

E assim como em outras viagens que fizemos onde visitamos uma quantidade razoável de museus (Diego divide comigo essa pira louca pelo acervo desses lugares), em Buenos Aires visitamos O Museu Nacional de Belas Artes e o Museu de Arte Latino-Americana, onde vimos o quadro O Abaporu da Tarsila do Amaral. Coisa que pra mim foi bem emocionante mesmo, já que cresci escutando minha mãe, professora de Artes, falar desse quadro, de Tarsila e de toda a sua turma de 1922.

As histórias que vou levar de Buenos Aires

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Só que mais até do esses lugares que conhecemos da cidade, na maioria bem famosos e conhecidos por serem ponto turísticos, a gente também procurou se deixar levar muitas vezes. Se perder um pouco pelo caminho. Parar pra ver o movimento das praças, acompanhar os pais deixando as crianças na escolinha do lado do apartamento, parar nas bancas de revistas e conhecer um pouco do que os argentinos consomem de notícias e entretenimento.

E um monte de coisa não tão importantes assim à primeira vista, mas que tornaram essa viagem ainda mais linda, foram surgindo por causa disso. Como ficar um tanto quanto emocionada ao ver um senhorzinho de terno e gravata, perdido em pensamentos, jantando sozinho e escutando tango no fundo de um restaurante na Recoleta. Como se divertir dentro do supermercado conhecendo marcas argentinas e comprando coisinhas para jantarmos no apartamento. Como sair de madrugada bêbada do restaurante em Puerto Madero e de mãos dadas com o Diego sentir aquela brisa vindo das águas geladas do lugar. Como dispensar táxis e ubers e fazer quase que tudo a pé, conhecendo diferentes cantos da cidade.

As histórias que vou levar de Buenos Aires

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Na volta pra casa só conseguia pensar em quanta coisa boa levei comigo dessa cidade. Não só em fotos, mas no conhecimento, na memória e no coração.

Um monte de histórias que Buenos Aires me proporcionou e que nunca vou esquecer.

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Beijos, com saudade.

Emma Watson na Vanity Fair de março

Já faz mais de um ano desde que Emma Watson anunciou uma espécie de recesso de Hollywood. Na época, quando questionada sobre esse afastamento, Emma foi bem enfática sobre o quanto precisava desse período para se dedicar a uma outra grande prioridade da sua vida: a causa feminista.

Embaixadora pela boa vontade da ONU Mulheres, Emma esteve nesse tempo divulgando pelos quatro cantos do mundo o projeto HeForShe, uma campanha internacional do órgão que busca a igualdade de gênero e o empoderamento feminino. Com um discurso muito belo, forte e corajoso, – e que ela fez questão de levar para a sua vida pública, fosse em suas redes sociais ou mesmo nas aparições que fazia – Emma mostrou um outro lado de si que muitas das pessoas que apenas a conheciam como “a garotinha de Harry Potter”, jamais imaginariam.

Terminado esse um ano, e sem colocar de lado, é claro, tudo que foi conquistado nesse período, a atriz decidiu voltar aos cinemas. E voltar em grande estilo, é importante dizer, já que Emma é a protagonista do live-action de A Bela e A Fera, um dos filmes mais comentados pela imprensa nos últimos tempos.

O longa estreia esse mês e se já não bastasse eu estar muito, muito ansiosa pra ver Emma como protagonista do meu filme preferido da Disney dos anos 90, a atriz ainda me deixou mais empolgada ao aparecer na capa e no recheio da Vanity Fair desse mês falando sobre o longa, sobre seu relacionamento com os fãs, sobre intimidade e, claro, sobre feminismo.

A entrevista na íntegra tá aqui pra quem quiser dar uma olhadinha e eu arriscaria dizer que se você não tem opinião formada sobre a atriz, vai passar a gostar muito mais dela e a entender bem melhor as ações que ela tomou nos últimos anos em relação a sua carreira e a sua vida pessoal.

Além disso, as fotos estão incríveis e tem aquele quê artístico e maravilhosamente maluco do Tim Walker, um fotógrafo que sempre extrapola o mundo real e faz de cada imagem que fotografa um sonho, um acontecimento onírico.

Uma coisa curiosa desse ensaio é que uma de suas fotos gerou uma pequena polêmica no Twitter, trazendo ainda mais à tona a importância de se debater o poder de escolha que nós, mulheres, temos sobre o nosso corpo.

Tudo porque em uma das fotos daqui de baixo, Emma usou apenas um bolero sobre os ombros, deixando parte dos seios à mostra. Isso bastou pra que algumas pessoas começassem a criticar a atriz, apontando a imagem como uma atitude hipócrita vinda de alguém que defende o feminismo.

Bizarro, eu sei.

Só que em tempos assim, onde movimentos sociais tão necessários de existirem ganham distorções absurdas, nossa eterna Hermione Granger soube ser simples e muito sábia na sua resposta “Isso sempre me mostra quantos equívocos e mal-entendidos existem sobre o que é o feminismo. Feminismo significa dar escolhas às mulheres. Feminismo não é um bastão que você usa para bater em outras mulheres. É sobre liberdade, libertação, igualdade. Realmente não sei o que os meus seios têm a ver com isso.”

Emma Watson na Vanity Fair de março

Emma Watson na Vanity Fair de março

Emma Watson na Vanity Fair de março

Emma Watson na Vanity Fair de março

Emma Watson na Vanity Fair de março

E pra quem terminou de ver essas imagens e, assim como eu, acha que tá pouco de Emma Watson, pode mandar mais, fica a dica pra acompanhar o novo perfil que a atriz criou no Instagram pra mostrar os looks que ela têm usado na divulgação de A Bela e a Fera. A ideia é falar sobre os estilistas que estão por trás de cada peça e, assim, ajudar a divulgar o trabalho de pessoas quer possuem um trabalho eco-friendly, e acreditam na sustentabilidade e no comércio justo.

Ou seja, como não amar essa mulher?

Bisous, bisous

Meryl Streep e o Oscar #aquecimentoOscar

São 67 anos de vida e 40 anos desde que Meryl Streep estreou em seu primeiro filme. E pode até soar estranho e frio se prender a números quando estamos falando da carreira de uma atriz que já disse e continua a dizer tanto em suas atuações,  mas a verdade é que são eles quem nos ajudam a ter uma dimensão do que é essa história.

Pra começar que são 20 indicações ao Oscar e 29 ao Globo de Ouro (!), além de uma premiação em Cannes, duas no Emmy, duas no BAFTA e uma no Festival de Berlim. E não é só isso. Meryl recebeu ainda uma Medalha Presidencial da Liberdade – título que é considerado a mais alta condecoração civil dos Estados Unidos!

Meryl Streep

A primeira indicação de Meryl ao Oscar foi em 1979, como atriz coadjuvante pelo filme O franco Atirador. Só que já nessa época ela não era uma completa desconhecida do público. Além de ter atuado muito no teatro, inclusive em grandes produções da Broadway, Meryl havia estrelado a minissérie Holocausto, que havia tido um sucesso enorme de audiência e lhe rendido um Emmy de melhor atriz.

Foi assim que ela passou a se tornar uma figurinha carimbada nas premiações de Hollywood, especialmente porque em uma indústria tão complicada quanto essa, ela já chamava atenção pelo talento fora do comum. E assim sendo, o que não faltaram foram papeis difíceis – e extremamente elogiados pela crítica – que passaram a se suceder em uma velocidade chocante na sua carreira.

Ela foi uma mãe que lutava pela guarda de seu filho em “Kramer vs Kramer”, assim como uma pacata dona de casa vivendo um romance extraconjugal em “As Pontes de Madison”. Foi também uma professora de violino em “Música do Coração” e a temida editora da revista de moda Runway em “O Diabo Veste Prada”. Se transformou em Julia Child – a famosa autora de livros de culinária e apresentadora de TV – no filme “Julie & Julia”, e foi ainda uma socialite que sonhava obstinadamente em ser uma cantora de ópera (sem, no entanto, ter talento para isso) em sua mais recente indicação ao Oscar, em o longa “Florence – Quem é essa mulher?”.

As 20 indicações de Meryl Streep ao Oscar

Sempre colocando sua vida pessoal longe do olhar da imprensa, Meryl depositou toda a atenção dos fãs, de Hollywood e obviamente da crítica especializada nos trabalhos que fazia. E, muitas vezes, utilizou desse espaço que tinha para apoiar ou mesmo levantar questões importantes dentro e fora da indústria cinematográfica.

No último Globo de Ouro, por exemplo, quando recebeu uma homenagem na premiação, fez um discurso emocionante condenando as recentes medidas tomadas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que prometeu deportar milhões de imigrantes. Além disso, em 2015, durante o discurso de Patricia Arquette no Oscar pedindo igualdade salarial para homens e mulheres, Meryl foi uma das primeiras a ficar de pé e gritar em apoio a colega de profissão.

Foi ela também uma das atrizes a participar de uma campanha em 2016 contra (novamente) Donald Trump, em oposição a comentários sexistas que o até então candidato à presidência havia falado. E foi a atriz também quem não teve medo de durante uma renomada premiação cinematográfica em 2014, relembrar os perigos de se “endeusar” certas figuras do cinema como Walt Disney, que a despeito de todo o trabalho que realizou, teve sua carreira marcada por episódios racistas e misóginos.

Meryl Streep no Oscar

Meryl recebendo a estatueta por Kramer vs Kramer em 1980

Considerada uma atriz que “começou tarde” na carreira, Meryl se tornou uma lenda viva no cinema. O recorde de indicações ao Oscar pertence a ela, que só não tem o maior número de estatuetas da premiação porque fica atrás da igualmente maravilhosa Katherine Hepburn – que ganhou 4 vezes enquanto Meryl “apenas” ganhou três.

Com um dos currículos mais respeitados da área, a atriz estará mais uma vez concorrendo ao Oscar desse ano como melhor atriz. Ela não é apontada como favorita para levar o prêmio pra casa, mas continua a fazer de seu nome uma presença constante no cinema e nas premiações da área, não importa quanto tempo passe ou quantas outras atrizes apareçam e (ainda bem) façam muito sucesso nas telonas.

Tudo porque, acredito eu, certos brilhos e um talento de verdade realmente nunca se apagam.

Beijos e até amanhã com mais #aquecimentoOscar!

There is too much love to go around these days

{para escutar durante o post} 🎧

Fevereiro já vai quase pela metade, mas o primeiro shooting de 2017 finalmente aconteceu.

No último domingo, depois de ter dormido quase nada porque fui em uma festa de drag queens no sábado (sim, de drag queens <3), eu e a Ari aproveitamos o sol da manhã para irmos fotografar. E deixando a modéstia de lado, preciso contar que eu amei as fotos e fiquei bem feliz do primeiro ensaio de 2017 ter acontecido assim: ao som dessa música, numa manhã de sol, rodeada de ar puro e com esse balão tão bonitinho, que ainda tá cheio e enfeitando o quarto ao lado.

Espero que vocês curtam as fotos tanto quanto eu :)

Beijos e até logo mais.