O Clube de Discussão de Gilmore Girls | terceira, quarta e quinta temporadas

No primeiro encontro que eu e Amanda tivemos, – e que você pode conferir aqui, caso ainda não tenha visto – falamos sobre a experiência de reassistir a primeira e a segunda temporadas de Gilmores Girls anos depois de termos visto a série pela primeira vez.

Tínhamos muita coisa pra falar, é claro, tanto que nosso encontro durou quase que uma tarde toda, mas acabamos focando mais em como foi redescobrir as personagens e em como essas duas primeiras temporadas nos apresentaram uma série extremamente feminista, onde mulheres são fortes e donas da própria vida.

Acabamos nos atrasando um pouco, é verdade, mas na última semana finalmente nos reunimos pra falar sobe a terceira, quarta e quinta temporadas. E conforme a conversa desenrolava, percebemos que nossos tópicos giravam sempre em torno dos mesmos assuntos: o desenvolvimento das personagens das duas primeiras temporadas pra cá, algumas cenas espetaculares que a série teve nesse período (e alguns probleminhas de continuidade também) e algumas relações de amizade, amor e um monte de sentimentos confusos que rolaram na vida das protagonistas e que nos fizeram entender porque afinal nos identificamos tanto com GG.

Só mesmo relembrando tudo que aconteceu nessas três temporadas que a gente se dá conta de quanto tempo passou na vida das personagens e no tanto de mudanças que aconteceram desde então. Vamos pegar Rory como exemplo: ela termina com Dean, começa a namorar Jess, termina o namoro com Jess, volta a namorar Dean (com quem perde a virgindade, enquanto ele estava casado), termina de novo com Dean e começa a namorar Logan.

E isso só falando do âmbito amoroso, porque nesse meio tempo Rory ainda se forma em Chilton, escolhe Yale (pra surpresa de todos nós), começa a morar no campus da faculdade, arruma um estágio, sai do estágio (e rouba um iate logo depois disso) e termina a quinta temporada abandonando a faculdade e indo morar com os avós.

Dá pra acreditar?!

O que a gente vai vendo em todas essas situações é que ainda que Rory continue a ser protegida pela mãe, pela cidade e pelos avós (não se enganem, Rory vive em uma bolha de proteção), acontecem situações na vida da personagem que nem mesmo essas pessoas podem impedir. Sabe a chamada vida real? Pois é, ela chega pra todo mundo, não tem jeito. E os namorados dela, de certa forma, marcam um pouco todas essas fases, representando tipos de relacionamentos que a gente vai tendo conforme a idade (e o amadurecimento) vai chegando.

Lorelai, por sua vez, também muda muito. Ela sai da pousada em que trabalhava para abrir o seu próprio negócio (sem não antes passar por um incêndio), briga e torna a falar com os pais um milhão de vezes, vai passar uns tempos na Europa com a filha e passa por uma série de relacionamentos nem um pouco marcantes antes de começar a namorar com Luke – e finalmente pedi-lo em casamento na cena de encerramento da quinta temporada.

Vale, aliás, abrir um parênteses nesse momento e falar um pouquinho sobre os relacionamento de Lorelai que, venhamos e convenhamos, são um capítulo à parte na história.

Já foi revelado há muito tempo que o personagem de Luke não deveria ter acontecido. Em uma série onde as personagens femininas são tantas e tão fortes, Luke seria na verdade uma mulher. O problema é que a química entre ele e Lauren deu tão certo que para nossa felicidade o ator foi escolhido para o papel.

Só que ainda que exista muita paquera, muita troca de olhares e uma torcida sem precedentes pros dois ficarem juntos, os roteiristas da série decidiram mostrar alguns relacionamento que a protagonista teve no meio do caminho, e que, acredito eu, acabaram tornando a série ainda mais vida real. Tudo bem que alguns desses personagens não eram nada cativantes e realmente não contribuíram em nada pra história (Amanda divide comigo o não aceitamento de Lorelai com Alex, lá pela terceira temporada), mas pra mim eles só mostram aquela tal brecha da realidade que a gente tanto gosta em Gilmore Girls, sabem?

Só que o tempo, é claro, não passa apenas pra elas.

Todos as personagens da série passam por mudanças ao longo dessas três temporadas, das mais sutis até as mais profundas, e uma das que provavelmente mais foi falada no nosso encontro (de uma maneira não tão boa assim) foram as mudanças na vida de Lane Kim.

Eu sei, eu sei, a vida não é esse lugar encantado onde todos os nossos sonhos de infância se realizam, mas me soa um pouco amargo todo o desenvolvimento que Lane vai tendo ao longo do seriado. Quando a 5ª temporada termina e a gente olha pra tudo que aconteceu com ela até então (e que só tende a piorar) me soa um pouco triste essa visão.

Eu não vejo mais a menina louca por rock que queria viver da música, que queria traçar seus próprios passos e que, ainda que tivesse um respeito enorme pela mãe, não se via no mesmo caminho que ela. Parece que tudo que Lane sonhava vai sendo suplantado por outras necessidades do caminho e que no fim a própria personagem se esquece de todas a vontades que tinha. Chega a ser angustiante, eu diria.

Se tem uma coisa que a terceira, quarta e quinta temporadas de Gilmore Girls têm em comum é que as três possuem cenas maravilhosas. Mas assim, maravilhosas mesmo, que tem diálogos incríveis – coisa que a gente sabe que é uma das especialidades do seriado – e momentos fortes e emocionantes.

Eu e a Amanda inevitavelmente acabamos falando sobre alguns desses momentos e ainda que não cheguemos a nenhum veredito oficial de qual a melhor cena de todas, achei que valia a pena separar algumas pra falar aqui.

O discurso de formatura

A terceira temporada da série se encerra com o discurso de formatura de Rory em Chilton. E se esse não é um discurso emocionante, meus amigos, então eu não sei o que é! Além dela fazer  referência a diversos personagens marcantes da literatura de uma maneira muito Rory Gilmore de agir, ela agradece também seus avós e sua mãe, “a pessoa que ela mais gostaria de ser”.

Além disso, acho especialmente tocante Sookie e Luke estarem nessa cena, porque afora o fato dos dois terem feito parte da criação de Rory, eles representam todo o macrocosmo de amor e carinho que Stars Hollow sente pela protagonista.

A conversa em que Mrs. Kim expulsa Lane de casa

Talvez essa cena não tenha sido marcante pra muita gente, mas eu arriscaria dizer que ela está no meu top five de cenas preferidas do seriado. Ela me deixa emocionada por sentir a tristeza das duas personagens de maneiras diferentes. De um lado a própria Lane, que sonha com uma vida completamente diferente daquela em que foi criada e que mesmo tentando achar um meio termo entre esses dois mundos, vê que isso será impossível. Do outro Mrs. Kim, que descobre não apenas que a filha têm sonhos e vontades completamente diferentes dos ideais de vida nos quais ela acredita, como também que vem sendo enganada há anos.

Essa conversa em que Lane conta finalmente para a mãe sobre tudo que vêm escondendo dela é tão doída, tão pesada, que eu choro sempre que vejo. É como se elas percebessem que chegaram em um impasse onde não há mais o que se fazer, apenas seguir seu caminho sem a outra.

O episódio de Spring Break

Eu sei que tô dando uma roubadinha já que essa aqui não é uma cena e sim um episódio todo, mas eu precisava falar dele aqui nesse post! Ele, aliás, foi um dos poucos episódios que a Amanda nunca tinha assistido, então a gente teve muito o que debater sobre esse momento completamente irreal de GG em que Rory e Paris aproveitam a semana do saco cheio e vão pra Florida farrear na praia. Ok que farrear não é bem o que elas fazem (só pelo fato de eu usar o termo farrear vocês já imaginam que eu também não faço muito isso, né?!), mas o episódio é tão completamente diferente de tudo que acontece na série, que fica divertido, fica leve, fica bem engraçado ver o primeiro porre das duas.

Quando Emily chora depois de um encontro

Durante a quinta temporada, Richard e Emily se separam – ainda que essa separação envolva continuar morando na mesma casa longe um dos outro apenas por alguns passos de distância. E é durante essa pausa no relacionamento que Emily decide se arriscar na roleta russa dos encontros, e sai pra jantar pela primeira vez em anos com um homem que não é o seu marido.

O encontro parece transcorrer  super bem até que o homem a deixa em casa e, assim que entra pela soleira da porta, Emily começa a chorar. A chorar desconcoladamente, de tal modo que a gente sente muito dessa tristeza da personagem de se sentr perdida, de não entender o que ela própria está fazendo e de sentir uma falta absurda de quem ela queria ali. Richard.

“You jump, I jump, Jack!”

Eu sei o que você deve estar pensando. “Mas Paulinha, você gosta desses otários da Brigada de Vida e Morte”? Sim, eu concordo que eles são mesmo uns otários (socorro, como Collin e Finn são idiotas), mas eu preciso confessar do fundo do meu coração que eu gosto dessa história totalmente piegas de organização secreta. Sei que eles são um bando de riquinhos que usam o dinheiro dos pais pra bancar algumas aventuras loucas pelo mundo… Mas e daí? Esse pedacinho de irresponsabilidade que aparece em Gilmore Girls, nesse que é um dos meus episódios preferidos da série, deixa a vida da Rory um pouquinho mais leve, mais divertida, mais in omnia paratus de fato.

Concordo que as coisas podiam ter parado por aí (a menina rouba um iate, gente, não vamos esquecer disso!), mas acho esse dia muito especial, muito importante pra apresentar um outro mundo pra Rory.

E vocês hão de concordar comigo que essa cena é mesmo linda!

O primeiro jantar oficial de Luke e Lorelai

Quando o nosso casal preferido começa a namorar, Luke leva Lorelai pra conhecer o seu restaurante preferido, o “seu Luke” digamos assim. E além do lugar ter um casal de donos muito fofinhos, que o conhecem desde criança, é nesse jantar que os dois começam a relembrar do dia em que se conheceram.

Como eu sei que ver o Luke contando essa história é muito mais emocionante do que eu simplesmente transcrevê-la aqui, fica esse vídeo maravilhoso pra vocês assistirem. Tenho ou não razão de amar esse diálogo?!

Talvez pra muita gente tenha passado batido ou simplesmente não tenha feito diferença mesmo, mas esse foi um assunto que acabou sendo muito falado por mim e pela Amanda: Gilmore Girls não tem erros de continuidade (pelo menos não erros aparentes do tipo alguém aparecer do nada onde não estava antes), mas possui em contrapartida alguns problemas um pouco mais sutis de ligações entre alguns episódios.

O término de namoro de Rory com Dean (já na segunda vez em que eles estavam juntos) foi talvez o mais marcante pra gente. Rory chora um pouquinho na hora e é isso. Vida que segue. O que seria perfeitamente  normal dependendo da pessoa e/ou do relacionamento em questão, se a gente não estivesse falando é claro dela. E da história que os dois tinham.

Não que eu ache que ela deveria ficar se lamentando por um namoro que realmente não tava mais dando certo, mas essa é só uma situação dentre dezenas onde parece que algumas brigas e sentimentos ficam meio que acabados abruptamente, ficando pra gente apenas pressupor que houve alguma reconciliação ou tristezinha ali no meio do caminho.

Outro exemplo é o término de namoro (juro que queria dar um exemplo diferente, mas é que esses dois realmente foram os mais evidentes pra gente) de Lane com Dave. Pra mim foi até difícil lembrar como a gente ficava sabendo que eles não estavam mais juntos, até que me dei conta que Lane meio que solta isso em uma conversa com a Rory como se nós já soubéssemos disso. E nós não sabíamos, e Dave, que era um namorado incrível, e por quem Lane era louca, simplesmente vira fumaça, como tantas outras coisas viraram na série :/

No primeiro post que fiz de Gilmore Girls, acho que já ficou bem claro como eu tenho uma admiração muito grande pela Sookie, e como acho ela uma das personagens que mais cresceu na série, conseguindo se desprender de uma imagem totalmente caricata com que foi apresentada no primeiro episódio. Da mesma maneira, se você chegou até essa parte do texto, já deve saber também que eu amo/sou Lorelai, ainda que muitas vezes ela meta os pés pela mãos.

E é aí que eu queria chegar.

Eu tenho que admitir que foi um tanto quanto doloroso pra mim e pra Amanda dizermos isso em voz alta, mas a real é que a amizade da Sookie e da Lorelai é, na maioria das vezes, uma amizade de mão única.

As duas se adoram, se ajudam e contam tudo uma pra outra, isso é verdade, mas eu perdi a conta de quantas vezes Lorelai foi um tanto quanto condescendente com a Sookie, assumindo um certo ar de “eu sei o que eu tô fazendo, deixa que eu resolvo isso”. O episódio em que isso fica mais evidente, inclusive, é o episódio que a rua da pousada troca de nome e Lorelai toma a frente da história, excluindo Sookie das decisões. E vale lembrar: além de melhor amiga da protagonista, Sookie é também sua sócia!

Os exemplos são muitos pra citar aqui, mas se há uma coisa que eu gostaria de poder intervir na série, seria essa: de fazer Lorelai perceber que uma amizade é feita de muitas coisas, inclusive de momentos em que é preciso compartilhar, ceder e escutar o outro.

Enfim, o post ficou imenso e só serviu pra aumentar ainda mais minha ansiedade para o dia 26. Como eu e a Amanda não vamos conseguir fazer o encontro pra discutir a sexta e a sétima temporadas antes do revival, decidimos nos juntar depois e discutir as temporadas que faltaram e mais a nova todas uma vez. Aí eu divido isso em duas partes aqui no blog pra facilitar a leitura :)

Contem nos comentários o que vocês acharam de tudo que foi dito aqui. E ah, aproveitem pra falarem sobre as expectativas dos novos episódios! Tô curiosa pra saber o que vocês esperam desse especial do Netflix.

Beijos e até mais!

SPFW TRANS N42: algumas impressões e links sobre a última edição

Essa edição do SPFW foi muito diferente de todas as outras.

Foto do FFW mostrando a entrada do evento feita Kleber Matheus e que ficava toda iluminada em neon à noite

A entrada do evento foi feita pelo artista Kleber Matheus e ficava toda iluminada em neon à noite. Foto: Agência Fotosite para o FFW.

Pra início de conversa, a sigla TRANS, de transição, foi acrescentada ao nome do evento, em uma referência as mudanças que estão acontecendo na semana de moda de São Paulo e que passam a valer já na próxima edição.

Uma dessas mudanças é a assimilação do sistema “see now, buy now”, que em resumo (um dos links daqui de baixo se aprofunda mais nesse tópico) consiste na venda imediata (ou quase isso) das coleções apresentadas na edição, de forma que não haja um espaço de tempo tão grande entre o desfile e a chegada das roupas às lojas. Isso implica também na mudança do calendário verão/inverno, já que agora as marcas que adotarem esse modelo passarão a desfilar com peças da estação em vigor.

Além disso, a partir do ano que vem, o SPFW passa a acontecer nos meses de março e agosto, em uma forma de ajustar esse novo sistema com as engrenagens do mercado têxtil.

O corredor da entrada do evento dava direito para uma arvorezinha <3 Foto: Agência Fotosite para o FFW.

O corredor da entrada do evento dava direito para uma arvorezinha muito fofa e, em seguida, para a área de livre circulação. Foto: Agência Fotosite para o FFW.

Mas as diferenças não pararam por aí. Nessa edição, o SPFW deu um rápido adeus a Bienal e foi acontecer ali do ladinho, em uma tenda montada no meio do Parque Ibirapuera, ao lado do Museu Afro Brasileiro. O espaço ficou totalmente diferente, inclusive com uma parte aberta para o parque, cheia de espreguiçadeiras bem gostosas que serviam como uma pausa muito bem-vinda em meio a correria da semana de moda.

Por causa do espaço reduzido havia apenas uma sala de desfile no local e o line-up (que já foi mais enxuto do que o normal porque algumas marcas precisaram pular a edição para conseguirem ajustar sua produção), acabou tendo que se dividir em muitas apresentações externas. O que, ainda que complique a vida da imprensa e deixe o calendário cheio de horários malucos, acabou se mostrando interessante e até quase que imprescindível para os desfiles de algumas marcas.

Foto do FFW mostrando as cadeira estilo espreguiçadeiras que ficavam na área externa

As cadeiras estilo espreguiçadeiras que ficavam na área externa da edição e que quase fizeram eu tirar um cochilo no final da tarde de sexta-feira. Foto: Agência Fotosite para o FFW.

Como de praxe dei um pulinho no último dia do evento, sexta-feira, pra conferir in loco alguns desfiles e toda a estrutura dessa fase de transição. A visita, aliás, foi bem menos corrida do que nas últimas vezes, já que havia um espaçamento bem grande entre os desfiles que eu assisti e, assim, pude fazer uma coisa que quase nunca consigo: visitar os stands e participar das ações de cada um. Tirei foto polaroid no stand da Instax 70, brinquei de boomerang com os canudos personalizados da Coca, tomei um Magnum de creme brulé maravilhoso que tavam dando no carrinho da marca e fiz mais um monte de outras atividades que em anos de SPFW nunca tinha conseguido fazer.

E, claro, assisti a algumas apresentações. Duas, para ser mais exata.

Vi dois desfiles nesse dia, e ainda que os dois tenham sido completamente diferentes e com propostas quase que extremas, foi ótimo assistir duas apresentações que tiveram destaques bem positivos pra essa edição.

Highlights do desfile da MEMO. FOTO: Ze Takahashi da Agência Fotosite para o FFW.

Highlights do desfile da MEMO. Foto: Ze Takahashi da Agência Fotosite para o FFW.

O primeiro desfile que assisti foi o da Memo, marca fitness da Patricia Birman, herdeira do Grupo Arezzo, que fez sua estreia no SPFW. Eles já haviam feito uma parceria com a estilista Lollita antes e resolveram repetir a dobradinha para essa coleção (pelo que foi divulgado pela marca, a cada nova edição da semana de moda um estilista diferente será convidado a preencher esse cargo).

Ainda que eu tenha ido com zero de expectativas assistir ao desfile, achei tudo bem fresco, e uma combinação que de cara asim não me parecia muito animadora, acabou rendendo um bom resultado na passarela e fazendo muito sentido pra esse momento em que vivemos, onde o sportwear já mostrou que tem espaço além das academias faz tempo.

Em seguida foi a vez de ver o maravilhoso João Pimenta. E ainda que ele sempre faça um trabalho muito bonito (tenho amigos – e amigas também! – que brincam que se fossem rico teriam apenas João Pimenta no armário), ele conseguiu se superar nessa edição e criar uma coleção masculina extremamente bonita, que é bastante conceitual em muitos aspectos, mas, que ao mesmo tempo, consegue mostrar força de mercado e um ar fresco para o que se vê da moda masculina atual.

Highlights do desfile do João Pimenta. FOTO: Ze Takahashi / FOTOSITE para o FFW

Highlights do desfile do João Pimenta. Foto: Ze Takahashi da Agência Fotosite para o FFW

Como teve muita gente da imprensa fazendo um trabalho bem incrível nessa edição, com pautas que permeavam muito além de tendências e críticas de desfiles (que eu gosto muito também, diga-se de passagem!) achei que valia a pena compartilhar alguns links por aqui.

Leiam, vejam e compartilhem – porque eles merecem.

Transgressão foi a palavra que definiu este SPFW

Agência Fotosite

Foto Agência Fotosite

A maravilhosa da Vivian Witheman fez um balanço desse SPFW pro site da Elle Brasil, e nele ela fala sobre alguns momentos muito especiais dessa edição que foram de extrema importância pra história do evento e da própria moda brasileira. Entre eles está o desfile de Ronaldo Fraga e da LAB, marca comandada pelo Emicida e pelo Fióti.

Diferente de apenas pincelar o que aconteceu nas apresentações, Vivian faz (como sempre) uma análise profunda da situação e do que ela representa dentro da “alta roda da moda brasileira”, mostrando como o trans do nome do evento já parecia ser um prenúncio de todas as transgressões que estavam por vir.

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Lá no Petiscos, a Mariana Inbar explicou mais detalhadamente no que consiste esse sistema do “see now, buy now” e como ele repercutiu nas marcas internacionais que já adotaram esse mecanismos nas suas últimas coleções.

O texto todo é bem interessante não apenas pra se entender melhor essa mudanças, mas pra se avaliar até que ponto ela é de fato positiva (ou não) para a moda.

Ronaldo Fraga fala ao FFW sobre a moda como ato político

O final do desfile de Ronaldo Fraga. FOTO: Gabriel Cappelletti | Agência Fotosite

O final do desfile de Ronaldo Fraga. Foto: Gabriel Cappelletti da Agência Fotosite para o FFW

A jornalista Juliana Lopes do FFW escreveu um texto desmembrando o desfile de Ronaldo Fraga em muitas nuances, desde a importância da mensagem passada pela coleção, até o casting de modelos escolhido e a história por trás das roupas mostradas.

Pincelado com algumas falas do próprio Ronaldo logo após o desfile, é ainda mais emocionante olharmos assim, com lupa de aumento, cada detalhe dessa apresentação, percebendo a importância dela não apenas pra moda, mas para a problematização de uma questão tão brutal que enfrentamos no Brasil.

Quem merece nosso shot?

Já na página do facebook do Altas da Moda, um canal de moda bem maneiro feito pelo trio de jornalistas Luigi Torres, Giuliana Mesquita e Guga, rolaram lives de todos os dias do evento e um vídeo de encerramento da temporada com os destaques da edição.

Vai ter gorda no SPFW, sim!

Ainda que feito de forma bastante humorada, o vídeo gravado por Juliana Romano e Lucas Castilho para o seu canal, o “A Gorda e o Gay”, lança um questionamento bem interessante “A moda ama os gays e odeia as gordas?”.

A pergunta que não quer calar é o ponto de partida para os dois buscarem indícios de uma representatividade de mulheres gordas no evento e – o que é uma pequena, mas importante mudança nesse cenário – encontrarem ao menos uma modelo dentro dessas características.

Vamos falar sobre os preços?

Ainda que não seja nenhuma cobertura do evento, quis encerrar esse post com um texto postado hoje no site do Laboratório Fantasma falando sobre o preço da coleção LAB Yasuke. Mais do que uma marca que traz um preço acessível pra diversas camadas da população brasileira, é muito, muito importante e legal ver a preocupação da LAB de explicar o motivo dos preços, a cadeia de produção e a história por trás das roupas e de tudo isso.

É um exemplo pra inúmeras outras marcas do nosso país, vocês também não acham?

Bisous, bisous e bom final de semana!

TAG do Halloween

A Karol Pinheiro traduziu lá no canal dela uma tag de Halloween com 13 perguntas (claro!) sobre monstros, vilões, medos e até superstições, e como eu gosto demais de Halloween e não resisto a uma boa tag, tomei a liberdade de respondê-la aqui e deixar o convite pra todo mundo fazer o mesmo, independente da data já ter passado ou não. Festa legal não tem problema de estender um pouco a comemoração, não é mesmo? 😛

Ilustração por Iban Barrenetxea

1. O que você não gostaria de encontrar a noite em uma floresta?

Acho que pra começar eu não gostaria nem de estar a noite em uma floresta. Tanto lugar incrível e divertido (e nisso eu incluo o combo “minha cama mais Netflix”) e eu vou estar justo em uma floresta?! Mas se o caso for mesmo esse, acho que o que eu definitivamente não gostaria de encontrar é algum espírito maligno andando por aí. Zumbis, vampiros, bruxas ou qualquer outra coisa do tipo não seriam nem um pouco agradáveis também, é claro, mas acho que encontrar alguém do além mundo que definitivamente não tá aqui pra me fazer bem, me deixaria em um pânico tão grande que eu travaria, desmaiaria, morreria de medo antes mesmo de qualquer coisa acontecer.

2. Qual o seu monstro ou vilão preferido?

Existem vilões tão maravilhosos, com o perdão da palavra, que fica difícil escolher apenas um. Desde Jack Nicholson em O Iluminado, até o Coringa de Heath Ledger, passando pelo Alex de Laranja Mecânica e o Hades do desenho do Hércules, a lista é longa. Mas se eu tivesse que escolher apenas um vilão, ou no caso uma vilã para apontar como meu preferido, acho que acabaria ficando com Bellatrix Lestrange de Harry Potter.

Nos livros ela já tem uma personalidade tão forte, tão assustadoramente maluca, – mas ao mesmo tempo extremamente inteligente – que com a atuação da Helena Bonham Carter isso foi elevado a enésima potência! Ela é uma vilã completa, do tipo que te assusta e te envolve de uma tal maneira, que ainda que você não torça a seu favor, há um reconhecimento tácito do quão grande é a sua força e personalidade.

3. Qual foi a coisa mais assustadora que já aconteceu quando você estava sozinha?

Nem faz muito tempo assim, tomei o maior susto da vida quando saí do banho e descobri a janela do meu quarto aberta, sendo que eu lembrava de já tê-la fechado. O mais assustador é que a única maneira de abri-la seria mesmo por dentro, já que eu sempre fecho minha janela com uma tranquinha interna.

Depois de me convencer de que eu devia tê-la aberto e esquecido disso, fiquei verdadeiramente paralisada de medo quando no dia seguinte a mesma coisa aconteceu, sendo que eu tinha verificado a janela antes de entrar no banho. Fechei a janela, procurei por alguém escondido na casa toda e já tava com a certeza de que tinha um espírito dentro do meu quarto, quando vi que um dos meus gatos estava, – acreditem ou não – abrindo a janela com a patinha. Ele não só aprendeu a abrir a tranca, como esperava eu sair de perto pra poder ir passear belo e formoso na garagem.

Ilustração por Drazen Kozjan

4. Se te desafiarem a dormir em uma casa mal-assombrada, você toparia?

Jamais! Vejam bem, eu sou fissurada em filmes de terror, especialmente em histórias que envolvem casas do gênero, mas uma coisa é assistir uma história (que a gente torce pra ser fictícia) e uma outra bem diferente é virar protagonista de um conto do tipo. Tô passando bem longe disso, acreditem.

5. Você é supersticiosa?

Eu acho que não. Nunca liguei pra essa coisa de passar embaixo de escada ou de deixar chinelo com a sola pra cima. Já quebrei espelho, inclusive, e os últimos anos tem ido muito bem, obrigada. E nem vamos entrar no mérito de que gato preto dá azar, né, porque não apenas é horrível ficarem com a essa superstição boba com o pobre do bichinho, como ainda tem gente desalmada no mundo que chega a judiar do animal. Sério, é um absurdo sem tamanho, uma falta de sensibilidade, humanidade mesmo, que nem dá pra descrever.

6. Você acredita em universos paralelos?

Não que eu ache que nós estamos à merce de sermos invadidos a qualquer momento, seja por ~seres de outros planetas~ ou forças sobrenaturais, mas, ao mesmo tempo, acho que é muita, mas muita soberba mesmo da nossa parte acreditarmos que estamos sozinhos aqui, em um mundo tão gigantesco e complexo. A gente acha que sabe muito, mas o muito que a gente acha que sabe é tão minúsculo e tão cheio de incertezas, com respostas atribuídas a religiões e misticismos, que de fato não sabemos quase é nada.

Talvez no futuro as pessoas consigam descobrir mais concretamente coisas sobre outros universos e seres por aí, mas, por enquanto, ao menos pra essa nossa geração, o que ficam são um monte de dúvidas, perguntas não respondidas e um “mas e se” constante na nossa cabeça.

7. Você se assusta facilmente?

Muito! Sou do tipo que pula da cadeira, que o coração quase salta pela boca, que dá um grito de puro terror e que precisa parar uns segundinhos pra respirar quando alguém inventa de pregar uma peça.

8. Você iria a um cemitério à noite?

Acho que eu iria sim, desde que é claro houvesse um motivo minimamente plausível pra isso. Nem tenho tanto problemas assim com cemitérios, ainda que eles não sejam um lugar que eu goste de ir nem nada do tipo.

9. Você prefere ir a uma festa de Halloween vestida de monstro ou uma festa a fantasia vestida bonitinha?

Em festas de Halloween, fantasias dessas bem monstruosas são o que há de melhor. O problema é que, sendo bem sincera, eu nunca me esforço o suficiente pra fazer uma fantasia legal assim haha. Não sei fazer maquiagens mirabolantes, não tenho nenhuma roupa super assustadora e nem me acho tão criativa assim pra bolar algo do zero e fazer total handmade. Então acaba que quase sempre eu opto pelo mais básico e acabo indo numa mistura de “vou tentar surpreender um pouco” com roupa bonitinha.

10. Em um filme de terror você é a menina que morre primeiro, a sobrevivente ou a assassina?

Bem que eu queria dizer que sou a sobrevivente, aquela personagem bem fodona que enfrenta o assassino e de quebra ainda salva uns amigos. Mas a verdade é que muito provavelmente eu sou a menina que morre primeiro.

Eu não sei atirar, tenho quase nada de força nos braços e tenho um péssimo fôlego pra correr, ou seja, o tipo ideal pra aparecer nos cinco primeiro minutos do filme e terminar a carreira por aí mesmo.

11. Com quantos anos você assistiu seu primeiro filme de terror?

Pra ser sincera eu não lembro quantos anos eu tinha ou qual filme de terror assisti, mas se eu tivesse que chutar, diria que provavelmente foi algum filme do Tim Burton.

Eu tenho umas memórias muito antigas de filmes desse diretor, especialmente de Edward Mão de Tesoura (não à toa um dos meus longas preferidos da vida). E já imagino que você vá dizer que Edward não é um filme de terror propriamente dito, o que eu tenho que concordar, mas, ao mesmo tempo, se a gente for parar pra pensar, a história toda é tão macabra e o personagem é de uma peculiaridade tão grande, que seria natural que uma criança se assustasse com ele, assim, à primeira vista.

Mas eu sempre gostei de Edward, sempre achei ele uma figura que inspirava muito mais compaixão do que medo, muito mais coisas boas do que sustos. Acho que talvez por isso, filmes e personagens de terror tenham entrado de maneira tão tranquila na minha vida e me feito gostar tanto do gênero.

12 . Qual foi a primeira fantasia de Halloween que você usou na vida?

Se não me falha a memória, foi de bruxa em uma festa da escola. Nenhum figurino muito elaborado, é verdade (meu histórico de fantasias não muito mirabolantes vem de longe como vocês podem perceber), mas uma bruxinha que dava pro gasto.

13. Se você pudesse ter um animal de estimação de Halloween, qual seria: um gato preto, uma coruja, um morcego ou um lobo?

Ainda que eu ache lobinhos de uma fofura indescritível, – e esquecendo, é claro, toda a parte de que ele provavelmente me comeria – ainda assim eu escolheria um gato preto. Aliás, não só escolheria, como escolhi, já que eu tenho uma gatinha preta linda, toda pimposa e dorminhoca. E quando eu digo dorminhoca é dorminhoca mesmo, do tipo que fica o dia todo dormindo e só acorda pra comer. Aaahh, gatos <3

Enfim, como falei lá em cima, fiquem a vontade pra responder essas perguntas também e lembrem de aproveitar esse restinho de Dia das Bruxas pra comer doces (me enchi de caramelo hoje haha), pregar um susto em algum amigo ou ver um filme bem assustador.

Bisous, bisous e boa semana!

Wishlist de Halloween da Rose Wholesale

Halloween é uma das minhas datas preferidas do ano, e, por isso mesmo, não poderia ter ficado mais feliz do que quando fui convidada pela loja online Rose Wholesale pra fazer uma wishlist da sua promoção de Dia das Bruxas. 👻

Essa promo deles tem desde peças básicas, até peças que beiram a fantasia e que podem servir de inspiração pra qualquer festa desse tema que você for.

Confesso que não foi fácil chegar a uma lista com 10 produtos finais, mas acabei optando por roupas e acessórios de decoração que têm a vibe trevosa que eu tanto amo no Halloween, mas que também podem ser usados em outras ocasiões. Então, aí vão eles!

Wishlist de Halloween da Rose Whosale

1. Casaco vermelho. (R$ 104,56) Já repararam como nos filmes de terror antigos, sempre tem alguém vestido com um casacão ou uma capa dessas bem impactantes? E faz sentido, porque acho que casacos além de chiques, são peças um tanto quanto misteriosas, dessas que fazem a gente sempre imaginar uma boa história por trás de si. Confessa apaixonada que sou pela peça, gostei em particular desse modelo por ter um corte mais reto do que o da maioria, ter só uma casa de botão (ainda que normalmente eu goste do efeito de muitos botões na parte frontal de roupas) e essa cor vinho tão, tão linda.

2. Suéter com ombro à mostra. (R$ 21,47) Gosto quando uma peça que tinha tudo pra ser muito parecida com qualquer outra, tem um charminho extra, um toque diferente do restante. E pra mim é exatamente isso o que acontece com esse suéter aqui. Branco, estampado com uma caveira grandona, com tecido bem levinho e fluido, o diferencial dele fica por conta da gola caída de um lado, que deixa um dos ombros à mostra.

Como a peça é bem focada em meia estação (o tecido parece ser bem leve mesmo), o recorte diferente da gola não fica estranho e dá pra imaginá-lo como uma terceira peça que a gente veste quando começa a bater um ventinho mais gelado.

3. Saia longa de tule plissada. (R$ 32,60) Acho que essa peça é a que de fato mais me inspira a pensar em looks para o Halloween. Ela tem volume e todo um drama característico das fantasias da data, mas acho que mesmo fora desse contexto eu consigo pensar em combinações em que a usaria. Não é fácil, eu sei, mas acho que uma das coisas mais legais da moda é mesmo essa parte de styling e da maravilha que podemos fazer com ele.

4. Sandália pink. (R$ 60,96) Não sei se todo mundo aqui sabe, mas eu sou bem baixinha. E ainda que eu não use tanto salto assim pra compensar a altura (ou a falta dela, no caso), de vez em quando me bate essa vontade de subir em um bom salto plataforma e arrasar por aí.

Esse daqui da foto é bem alto, mas tem o salto grosso – o que me deixa mais confortável e me inspira a ter mais segurança na hora de andar. Além disso, eu amei essa tira diagonal que não deixa a sandália tão óbvia e traz uma vibe ~impactante~ pro sapato. E ah, fica de aviso pra quem também o amou, que no site da Rose Wholesale dá pra encontrar esse mesmo modelo nas cores preto e nude.

5. Caveira decorativa. (R$ 66,43) Não é de agora que eu namoro uma dessas caveira, sonhando em colocá-la como decoração da minha cômoda ou da mesa do computador (apesar de achar que nessa última já tá ficando humanamente impossível caber alguma coisa).

Eu sempre gostei de caveiras, e acho que uma parte dessa influência vem de acompanhar o trabalho do Alexandre Herchcovitch, que sempre trabalhou esse símbolo na suas coleções.

Anyway, quem sabe agora é a hora de adquirir a minha.

6. Camiseta preta com asas. (R$ 27,00) Faz um tempinho, eu escrevi um post para o Johnny Tattoo Studio falando sobre camisetas longline, aquelas camisetas que são mais compridas do que o normal e que viraram uma febre no guarda-roupa masculino. Só que bem antes de virar tendência e delas desfilares um monte aí pelas ruas, eu já usava camiseta longline até não poder mais, já que adoro camisetas mais compridinhas assim.

Essa que escolhi pra wishlist atende não só esse requisito como também é preta (a cor que eu mais uso) e tem esse detalhe bem bonito das asas. Ou seja, outra roupa que eu usaria facilmente no meu dia a dia.

7. Almofada geométrica. (R$ 21,34) Essa almofada não tem muito erro, né? Ela combina fácil em qualquer canto da casa e acho que fica ainda mais bonita quando combinada com outras almofadas coloridas pra criar um contraste.

8. Saia rodada azul. (R$ 49,50) Sei que essa saia talvez assim à primeira vista não inspire muito um traje de Halloween, mas só quem já teve uma saia rodada sabe como essa peça pode ser versátil. E juro que isso não é balela! Eu sou apaixonada por saias amplas assim, bastante rodadas, que cabem bem em diferentes ocasiões.

9. Almofada verde de caveira. (R$ 25,49)Eu amei, amei essa almofada! É o tipo de peça que é claro que pode servir de decoração pras festas de outubro (ou de novembro de você for como eu e não se importar de estender um pouquinho as festas de Halloween), mas é um acessório que dá pra decorar qualquer canto da casa sem ficar com cara de “esqueceram de tirar a decoração da festa temática daqui”.

Já consigo até imaginar essa almofada na poltrona do meu futuro escritório.

10. Vestido preto com mangas de lantejoulas. (R$62,08)Eu fiquei tão, mas tão apaixonada por esse vestido! Eu amo vestidos “simples” que tem um detalhe forte como esse daqui (olhem essas mangas de lantejoulas que maravilhosas!). Além disso, posso me imaginar usando essa peça em tantas festas e ocasiões sociais diferentes, que mais do que uma roupa de Halloweeen, acho ele um super curinga para a arara de roupas.

Contem depois nos comentários quais peças do site vocês mais gostaram? Quero muito saber!

Muitos sustos e boas compras pra vocês!

Bisous, bisous

Os três jogos da vez

De vez em quando eu realmente me rendo ao universo dos jogos de videogame, passando por vários estágios de amor.

A primeira fase dessa paixão consiste em ficar completamente presa ao bendito jogo, não querendo levantar a bunda da cadeira enquanto não vejo o fim da história. A segunda já é um pouco menos autocentrada, digamos assim, e consiste em nada mais nada menos do que querer indicá-lo pra todo mundo que eu conheço, fazendo questão de explicar em detalhes porque aquele game realmente vale a pena.

No momento, três jogos têm despertado essa vontade em mim, o que fez com que inevitavelmente eu decidisse fazer esse post pra indicá-los. Quem tiver a curiosidade de jogar algum dos jogos mencionados aqui, conta depois nos comentários o que achou :)

Overcooked

Antes de apresentar Overcooked em detalhes, preciso contar para o mundo que, ainda que na vida real eu não cozinhe praticamente nada, nesse jogo aqui eu preparo sopas de cebola e tomate como ninguém, além de deliciosos sanduíches com variadas combinações. Então se eu consigo esse feito, amigos, acreditem, vocês também conseguem!

Dito isso, vamo ao propósito desse post: Overcooked é um jogo cooperativo onde você é um aspirante a chef de cozinha que precisa provar suas habilidades preparando pedidos feitos pelos fregueses. A cada nova fase, não só as cozinhas vão se tornando mais complicadas de se trabalhar, – desde ratos invadindo o lugar até cozinhas móveis onde você precisa transitar de um espaço para outro – como também os pedidos vão ficando mais complicados. E aqui você faz de tudo, desde o corte dos alimentos, até a fritura de carnes, a montagem dos pratos, as entregas e a limpeza das louças.

A história por trás de Overcooked, no entanto, vai um pouco além da cozinha. Ainda que isso não interfira na jogabilidade das fases, todas as provas pelas quais você e seus amigos passam têm por trás de si um objetivo maior: vocês voltaram no tempo, e através da culinária, têm a chance de salvar o mundo de ser destruído por um espaguete gigante.

Parece bizarro, eu sei, mas é tão divertido jogar Overcooked com o Diego e com mais alguns amigos que eu me sinto na obrigação de recomendar esse jogo pra todo mundo que está a procura de um game cooperativo divertido. E às vezes confuso, mas por isso mesmo ainda mais hilário.

E ah, ele têm o bônus de passadas as fases iniciais você poder jogar no modo versus, vendo quem dentre os seus amigos consegue cozinhar melhor e mais rápido no jogo.

Disponível para: Playstation 4, Xbox One e Microsoft Windows.

Keep talking and nobody explodes

Sim, Keep talkin and nobody explodes, como o próprio nome sugere, tem a ver com explosões, e conversas, e maneiras de não fazer tudo ir pelos ares.

Esse aqui também é um jogo de modo cooperativo (como disse lá em cima ando jogando muito com o Di e mais alguns amigos) só que diferente de Overcooked onde todos os cozinheiros têm os mesmos objetivos, em ‘Keep talking…’ os jogadores podem ter funções diferentes dento da história. Pra ser mais exata, apenas um dos participante fica em frente da tela do game, onde se vê em uma sala com uma bomba que precisa ser desarmada. Cabe a ele então descrevê-la da melhor maneira possível para os outros jogadores que devem descobrir como desativá-la tendo acesso apenas aos manuais do jogo.

Parece até fácil falando assim, mas acontece que para cada bomba ser desarmada, existem vários pequenos-grandes problemas que precisam ser solucionados. Um dos mais clássicos é o de cortar o fio da cor certa em um emaranhado de fios, mas existe ainda o de saber por qual caminho levar uma bolinha por um labirinto e mesmo o de descobrir qual a combinação exata de certas letras.

Tudo isso em um tempo máximo de cinco minutos, se não, é claro, a bomba explode.

Esse jogo é principalmente sobre não se desesperar, sobre ter foco e saber ser ágil. E eu busco tanto isso no meu dia a dia, que acho muito bem-vindo quando um game me estimula a ser mais assim.

Disponível para: Playstation 4, Android, Microsoft Windows, Macintosh

Framed

Além de ser de longe o jogo mais bonito e curioso dos três, Framed tem o mérito de ter sido indicado e ter ganhado uma quantidade respeitável de prêmios desde que foi lançado em 2014. Muito merecidamente, diga-se de passagem.

A ideia aqui é que você acompanhe uma história em quadrinhos onde os quadros podem ser trocados de lugar, fazendo com que novos rumos sejam dados à narrativa. Quando as fases começam a ficar mais complicadas, os quadros podem até ser rotacionados, o que torna a história ainda mais cheia de reviravoltas.

Desenvolvido por um estúdio australiano chamado Loveshack, sua missão ao longo da história é a de basicamente salvar o protagonista de ser pego pelo policiais, – esse não é o jogo mais politicamente correto do mundo, eu sei – enquanto ele atravessa prédios, trens e ruas mal-iluminadas com uma maleta misteriosa.

O jogo é uma delícia e a história vai ficando tão interessante que em pouco mais de uma hora já dá pra terminá-la. E ficar com a vontade de jogar uma continuação, que eu tô torcendo pra ser lançada muito em breve.

Disponível para: dispositivos móveis (Apple Store, Google Play e Amazon Apps).

E vocês, têm jogado o que ultimamente?

Bisous, bisous e boa semana!