Links para toda hora | Especial Halloween

Semana passada demos adeus ao mês de outubro (eu não acredito que já estamos em novembro e faltam apenas dois meses para o ano acabar!) e “comemoramos” o Halloween do nosso jeito brasileiro, nem de longe tão característico quanto em outras partes do mundo, mas ainda assim bem contaminado pela cultura americana do “doces e travessuras”.

Como o Dia das Bruxas é uma das minhas datas preferidas do calendário, achei que valia a pena fazer um giro de coisas interessantes que aconteceram nesse 31 de outubro. Praticamente um caldeirão de links maravilhosos.

Zumbi Frapuccino

Aparentemente o Starbucks não estava contente em apenas fazer bebidas temáticas de Natal (que são sempre deliciosas e nos deixam tristes por saírem tão rápido do cardápio) e resolveu investir também nas bebidas de Halloween! De 26 a 31 de outubro todas as unidades brasileiras ganharam em seu cardápio o “zumbi frapuccino”, uma bebida a base de matchá (chá verde) com calda de frutas vermelhas e chantilly de cereja. Uma mistura de visual bem forte e esquisito, quase lembrando sangue e assustadora na medida certa para essa data. Aparentemente o sucesso foi grande e eu espero muito que a bebida volte ano que vem, já que eu não consegui experimentar a minha há tempo. Tô na torcida!

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As fantasias do elenco de Stranger Things

Todo ano o Neil Patrick Harris e a sua família arrasam no quesito fantasias de Halloween (aqui um compilado delas pra vocês entenderem do que eu tô falando), mas dessa vez, além deles terem deixado a foto montada e profissional de uma tal maneira que as fantasias em si perderam a graça, o elenco de Stranger Things acabou roubando a cena de melhor foto de Dia das Bruxas.

Gatem Mattarazzo se fantasiou de Han Solo, Sadie Sink de Rey, Millie Bobby Brown de Princesa Leia (eles amam mesmo Star Wars, hein?), Caleb Mclaughlin de Bob Marley e Noah Schnapp de… Eleven! Se isso não é o melhor aquecimento possível para uma nova temporada de Stranger Things, então não sei o que é.

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A Bruxa e a liberdade de ser quem se é

Lá no Valkirias (se você ainda não conhece esse site, faça esse favor a si mesmo e clique no link), as meninas fizeram uma semana especial de terror em comemoração ao Halloween. Entre os diversos textos ótimos que foram postados, fica aqui meu destaque para o “A Bruxa e a liberdade de ser quem se é”, uma ótima análise do filme “A bruxa” (2015), mas, mais do que isso, uma amostra de como ao longo dos séculos o fanatismo religioso causou temor e diversas mortes pelo mundo. O texto fala também sobre o papel da mulher nesse jogo religioso, que, quer pelos seus conhecimentos, quer pela sua “rebeldia”, se viu intitulada e caçada como bruxa pela História. Vale muito a pena ler!

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Aqui quem fala é da Terra

A Plutão Livros lançou o ebook de “Aqui quem fala é da Terra”, uma coletânea de contos alienígenas escritos por autores como Vitor Martins e Bárbara Morais, além de muitos outros escritores nacionais incríveis. Segundo Aline Valek, de “As águas vivas não sabem de si”, o livro é “uma surra galáctica de histórias alienígenas que vão além da imaginação. Cósmicas, assombrosas e divertidas”. Difícil não ter vontade de ler com um título desses, uma descrição assim e autores desse porte, né?

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O mundo sombrio de Sabrina

“O mundo sombrio de Sabrina”, nova aposta da Netflix, é um remake dark de “Sabrina, a aprendiz de feiticeira”, aquela série teen dos anos 90 que fez um super sucesso e tinha Melissa Joan Hart como protagonista, ao lado do carismático gatinho Salém. Dos mesmo produtores de Riverdale (outra aposta da Netflix que emplacou), a nova série tem um clima muito mais pesado do que a original, apresentando “elementos de terror, ocultismo, e, é claro, muita bruxaria”, como divulgou o próprio serviço de streaming.

Depois de ter assistido três episódios completos (a primeira temporada tem 10 ao todo, tendo cada um em torno de uma hora de duração), não achei a história em si tão aterrorizante assim, mas entendo que para algumas pessoas, especialmente para quem for mais religioso, algumas cenas possam causar impacto. De qualquer forma, achei a série muito boa até onde acompanhei, com uma trilha sonora bem gostosinha, uma veia feminista maravilhosa e uma protagonista carismática, que me lembra demais a Emma Watson.

Abóbora do Twitter

Pode parecer uma coisa bobinha, mas achei uma graça que no dia 31 de outubro, qualquer twitte que você curtisse com a hashtag #halloween, fazia com que uma abóborazinha aparecesse momentaneamente no lugar do coração. O tipo de ~fofurice~ que faz eu continuar a achar o Twitter uma das melhores redes sociais que existem.

Beijos e bom novembro pra nós!

Segunda parada: Amsterdã

Esse post é uma continuação do Primeira parada: Roma, que você pode ler clicando aqui. Tô escrevendo sem pressa sobre o lugares que conheci na minha última viagem, e ainda tem Milão e Como para aparecerem por aqui.

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Segunda parada: Amsterdã

Chegamos em Amsterdã no dia 25 de março, no final de uma tarde bastante gelada. E, verdade seja dita, as primeiras horas por lá não foram como a gente havia imaginado.

Em algum momento durante o voo de ida de Roma para Amsterdã, Diego começou a sentir um incômodo no ouvido. E o que no começo parecia ser apenas uma “dorzinha passageira”, se mostrou não apenas uma dor muito forte e insistente, como ainda evoluiu para um quadro  de “- O que você tá falando, não tô ouvindo nada!”.

A preocupação que a gente vinha sentindo no voo só aumentou depois que chegamos na cidade, fomos para o hotel, jantamos e a dor não dava sinais de melhora. Pelo que pesquisamos na internet, era até algo relativamente comum algumas pessoas sentirem um desconforto no ouvido por causa da pressão do voo, mas como a surdez de um dos ouvidos do Diego persistia e gente tava morrendo de medo de algo mais sério ter acontecido (como um tímpano ter estourado, por exemplo), pela primeira vez na vida decidimos acionar o seguro viagem. E, ainda bem, foi bem mais rápido e fácil do que imaginávamos. Tanto que não apenas fomos atendidos algumas poucas horas depois, como o médico foi até nosso quarto de hotel, as duas da manhã, enfrentando um frio de sete graus que fazia lá fora!

Então foi só depois de uma boa noite de sono e de tomar os remédios que o médico passou, que, no dia seguinte, Diego e eu começamos a explorar a capital da Holanda, e a entender um pouco melhor a dinâmica dessa cidade que é tão, mas tão diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil. Primeiro pelos seus tão famosos canais que parecem dar até um novo significado para o que entendemos como ruas e avenidas de uma cidade. E segundo pela forma como a esmagadora maioria dos moradores se desloca usando bicicletas e ocupando os espaços públicos, o que dá uma energia diferente para o lugar. Quase como se aquilo não fosse de fato uma cidade (ou pelo menos não uma cidade como estamos acostumados a entendê-la), mas um universo muito bonito criado para algum filme de fantasia.

Segunda parada: Amsterdã

Os lugares visitados em Amsterdã são um capítulo à parte e assim como eu fiz em Roma, achei mais fácil listá-los um a um para não correr o risco de deixar nada para trás. Eles com certeza merecem esse cuidado. Então aqui embaixo vai um pouquinho de tudo que vivemos na capital holandesa.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Ainda que os lugares listados nesse post não estejam na ordem em que foram visitados, o Van Goh Museum foi de fato o primeiro lugar para onde fomos na manhã seguinte da nossa chegada.

Com os ingressos já comprados com alguma antecedência, fomos sem pressa nenhuma desbravando todas as áreas do museu, que se dividem de acordo com as diferentes fases da carreira de Van Gogh. O que por si só já é algo bastante curioso de se ver, já que o pintor exerceu sua profissão por apenas oito anos, mas, devido a sua entrega artística tão grande, transitou por vários gêneros e produziu mais de 800 pinturas – tendo a maioria delas expostas aqui.

“Os girassois”, “Autorretrato com chapéu de palha” e “Quarto em Arles” (que na verdade são três pinturas) são apenas algumas das obras que estão nesse lugar. Vê-las pessoalmente e conhecer as diferentes incursões que Vincent fez dentro da pintura é algo um tanto quanto emocionante, especialmente quando, pouco a pouco, vamos conhecendo também sobre a história da sua vida. Algo, aliás, que ajuda bastante nessa compreensão é a área dedicada às cartas que ele enviava para seu irmão Theo. Elas ganham um lugar de destaque no museu e falam não apenas sobre a produção de suas obras, mas também sobre as crises emocionais e as reflexões sobre a vida que o pintor fazia.

Um lugar incrível, pra aprender muito e se admirar ainda mais, que eu indico fortemente pra todos que forem pra Amsterdã.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Bem próximo ao Van Gogh Museum, está o Rijksmuseum, um dos museus mais importantes de Amsterdã e um daqueles lugares impossíveis de não serem notados. Sua entrada, como a foto daqui de cima mostra, é muito chamativa e imponente, e seus corredores abrigam um acervo GIGANTESCO de pinturas, mobílias, pratarias, porcelanas e vários outros itens importantes para a história dos Países Baixos.

Ainda que a gente não tenha conseguido ver o museu de cabo a rabo (porque realmente eram muitas áreas), várias coisas do seu acervo me marcaram. Entre elas estava o quadro “A Ronda Noturna” do Rembrandt, toda a sua área impressionante de cultura oriental, uma sala que tinha uma biblioteca gigantesca (e da onde eu não queria mais sair) e os vitrais deslumbrantes da sua entrada. O tipo de passeio que nos ajuda a entender melhor a história e as influências artísticas do país. E, de quebra, um pouco da sua história política, econômica e social.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

O Vondelpark, o maior parque de Amsterdã (e que fica pertinho desses museus que falei aqui em cima) é pra mim uma das regiões mais gostosas da cidade. Com uma área verde enorme, lugares para andar de bicicleta, descansar, fazer um piquenique com os amigos e passear sem pressa, ele é considerado por muita gente como a versão holandesa do Central Park.

Quando chegamos na cidade em março, o frio estava um pouquinho mais ameno, e por isso, infelizmente, não conseguimos ver as águas do Voldepark congeladas. Mas tudo bem também, já que esse parque não é menos belo ou menos convidativo por causa desse fato. Ao contrário: ele foi provavelmente o lugar em que mais vi locais e viajantes se misturando – o que em cidades turísticas assim, é um ponto mais do que positivo.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Se eu que nem bebo cerveja curti pra caramba a visita a Heineken Experience, as chances de você também gostar são muito altas! Mais até do que entender a história da empresa, que é sim interessante e existe desde o século XIX, o que me fez pirar mesmo na visita foi conhecer o processo de produção da bebida, poder mexer nos caldeirões, sentir os cheiros, provar a cerveja durante as suas fases de produção e todas essas coisas que eu acho muito doidas e legais de se ver.

Além de tudo isso, rola essa proposta da visita à fábrica ser o mais dinâmica e divertida possível, então ocorrem vários vídeos, brincadeiras, fotos e interações com as instalações do lugar durante todo o tempo que você fica lá dentro. E, no final do percurso, cada pessoa ganha duas Heinekens pra beber, e ainda pode participar de uma competição pra descobrir quem serve o chopp com o melhor colarinho. Por incrível que pareça, eu ganhei da galera na rodada em que participei e ri muito da situação porque a verdade é que eu não tinha a menor ideia do que tava fazendo.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Localizado ali também na região do Vondelpark, perto dos outros museus de que eu já falei aqui no post, o Moco Museum pode até parecer menos atrativo por causa do seu tamanho, mas é o mais ~diferentão~ de todos os museus que visitei em Amsterdã e o único focado em arte moderna. Ainda que pequenininha, a casa onde ele fica mantém um acervo de obras do Bansky – o artista de rua que ninguém sabe ao certo a identidade e que transformou seus grafites em grandes críticas sociais e políticas  – e do Roy Lichtenstein, um dos artistas mais influentes da pop art.

Os cômodos da “casa” se dividem entre as suas principais obras (nunca que eu achei que fosse ver essas imagens de perto) e no final da exposição você ainda confere uma instalação do Lichtenstein que mostra o interior em 3D de um quarto inspirado no “Quarto em Arles” (uma famosa obra do Van Gogh), mas feito com as características do artista. A foto daqui de cima mostra um pedacinho dessa maravilhosidade.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Eu não esperava por isso, mas visitar a casa do Rembrandt foi talvez uma das experiências mais emocionantes dessa viagem. Diferente de todos os outros museu que já fui, ver as obras criadas por um artista no lugar em que ele as fez, andando pelos cômodos em que ele viveu e tentando entender um pouco do tipo de vida que levava e da pessoa que era, é uma experiência única. De verdade.

Foi muito especial ver o seu ateliê, onde ele dava aula pra tantos outros artista da época. Mas, de longe, o mais incrível dessa visita foi poder assistir a uma aula que é dada no lugar e que mostra como era o processo de produção das tintas que os artistas usavam no período. Feita em uma grande pedra (na foto aqui de cima dá pra ver direitinho), um pintor mostrou a produção de cada uma das cores ali na nossa frente, reproduzindo a mistura de materiais, falando sobre o preço de cada um deles (e como isso influenciava também no preço das obras) e dando vida a tons que a gente encontra nas obras de Rembrandt. Mágico de um tanto que eu nem sei dizer.

Ps: caso você vá visitar o lugar e tenha ficado com vontade de assistir a essa aula, tem que conferir direitinho no site oficial deles os dias e horários em que ela é feita. Mas aviso desde já: vale muito a pena!

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Fora todos esses lugares incríveis, Amsterdã é ainda uma cidade onde andar e ~ficar de bobeira~ são coisas que tem um charme muito maior do que o normal. Entrar em um café aleatório e pedir uma apple pie, passear pelos canais, ir até a frente da casa da Anne Frank (infelizmente não conseguimos comprar os ingressos a tempo, mas andar pela região e ver algumas homenagens feitas para ela já foi muito emocionante) e ficar sentada em um banquinho, apenas olhando o mar de bicicletas nas ruas, foram coisas para se fazer quase tão importantes ou legais quanto os museus e lugares daqui de cima. Eu amei demais e quem sabe um dia, ainda volte.

Até lá, continuo economizando e planejando outras viagens, e escrevendo um pouco sobre elas por aqui porque pra mim ainda é o melhor jeito de reviver todos esses momentos :)

Beijos procês e até mais!

A vida de Alice e a vida de Mariana

No último dia 17 o blog foi convidado para o lançamento do livro “A Vida de Alice”, da escritora Mariana Akemi Yamaguti. O evento aconteceu no Bauru Shopping, e reuniu muita gente interessada em conhecer e prestigiar o trabalho da Mariana, que é bauruense da gema e está lançando o seu primeiro livro.

Antes de tudo isso acontecer, no entanto, acho legal contar que quando recebi o convite do evento, duas coisas me deixaram muito feliz: a primeira foi estar sendo chamada para o lançamento de um livro, coisa que quem acompanha os posts aqui do blog ou me segue nas redes sociais, sabe que tem tudo a ver com meu universo. E a segunda foi que a Mariana, autora do livro, é uma garota de apenas 13 anos de idade e mesmo tão novinha não só conseguiu escrever como ainda publicar a sua história!

"A Vida de Alice" e a vida de uma jovem escritora

Eu e a Mariana no dia do lançamento do livro, em foto do Social Bauru

Acho que quem, assim como eu, também tem uma relação de amor com o mercado editorial, deve entender essa felicidade. Saber que existem pessoas como a Mariana só faz a gente ter ainda mais certeza de que não, a internet não matou os livros, e que essa nova geração tem interesse sim por esse universo. Tanto que houveram vários livros YA de sucesso nos últimos anos, um considerável crescimento de canais literários do YouTube dedicados a um público mais jovem, e um boom em eventos literários já clássicos, como a Bienal do Livro de São Paulo, e o surgimento de novos, como a Flipop. Ou seja, a galera mais nova lê, sim. E, por sinal, lê bastante.

No caso da Mariana, além de ler (aqui embaixo tem uma listinha com os autores preferidos dela!), dá pra ver que também tem gente produzindo coisas muito legais, e foi exatamente sobre o processo de escrita de “A Vida de Alice” e a publicação do livro que a gente conversou.

A Vida de Alice e a vida de Mariana

A Vida de Alice e a vida de Mariana

A Mari contou que tudo começou quando os amigos de escola desafiaram ela a escrever uma história. Na época com 11 anos, a garota deu início então a narrativa que hoje é seu primeiro livro, mas que para chegar até aqui, percorreu um caminho bastante longo. Tudo que ia sendo escrito era levado para sua professora de português, que junto da garota, ia vendo o que precisava melhorar, o que podia ser mantido e assim por diante. Foram cerca de nove meses nessa troca de figurinhas até o livro final ganhar vida e, depois, mais um ano e três meses em busca de uma editora que publicasse a história.

“Eu, na minha cabecinha infantil e alienada do assunto, imaginava que bastava escrever um livro, levar para uma editora que ela publicaria com extrema facilidade; porém não foi bem isso que aconteceu, eu dei de cara com uma barreira imensa que quase cobriu o meu sonho. Fui em diversas editoras e recebi “não” de todas elas, o que foi bem frustrante, mas necessário para eu encontrar as pessoas certas.”, conta.

Foi aí que entrou em cena então a própria escola da Mariana, que com a ajuda de muita gente envolvida, conseguiu tornar esse sonho realidade. O livro foi publicado pela Canal 6 Livraria e “A Vida de Alice” ganhou vida.

"A Vida de Alice" e a vida de uma jovem escritora

Quando questionada sobre as inspirações que ajudaram ela a desenvolver essa história mesmo tão novinha, Mariana aponta duas coisas que tiveram muita influência nesse processo. “Acredito que hajam dois tipos de inspiração, algo mais “físico” relacionado a convivência e influência de determinadas pessoas e experiências; e algo mais interior, uma sensação, um sentimento… não sei descrever ao certo, um choque de adrenalina e criatividade que te impulsionam a passar para o papel, o que está no mais profundo do seu ser.”

E, quando o assunto é sobre os próximos passos da carreira e se ela pretende publicar mais livros, Mariana é enfática. “Não imagino mais a minha vida sem escrever, é algo que já é parte de mim e extremamente vital no meu dia a dia. Pretendo sim escrever mais livros, acho que ainda tenho muito para falar, mas para projetos futuros… No momento ainda estou sentindo e curtindo “A Vida de Alice”.”

A Vida de Alice e a vida de Mariana

“A vida de Alice” conta a história de uma menina que, ajudada pela melhor amiga, está tentando encontrar seu lugar no mundo depois de perder a mãe de uma forma bastante misteriosa. Para quem ficou interessado na sinopse e quer prestigiar o trabalho da Mariana, é possível comprar seu exemplar pelo próprio site da editora ou ainda no site da Amazon.

Me contem depois nos comentários o que vocês acharam. Quero muito saber.

Beijos e até a próxima!

A saia xadrez tem muita história pra contar

Se existe uma peça de roupa que soube se fazer presente em diferentes décadas, transitando pelos mais diversos espaços, modismos, culturas, tribos e estilos, essa peça foi a saia xadrez. Cá para nós, é bastante considerável a quantidade de saias com esse tipo de estampa que durante o último século (e até mesmo antes dele!) se tornaram conhecidas, ficando associadas a alguma personalidade, representando um grupo de pessoas ou até fazendo parte de um determinado “código” de vestimenta.

Brigite Bardot

Um dos exemplos mais famosos e antigos dessa lista é o kilt, a tão conhecida saia escocesa. Ainda que tenha surgido com um formato diferente, – lembrando muito mais uma capa do que uma saia, e ficando grudado ao corpo -, durante o século XVIII ele se transformou na saia de pregas de tartã que estamos acostumados a ver hoje em dia, se tornando um símbolo de identidade nacional e parte da cultura escocesa.

Muitos anos depois, lá pela década de 30 e em um outro lugar do planeta, foi a vez da estilista Coco Chanel ter a sua história entrelaçada a da saia xadrez. Essa peça, inclusive, foi um dos maiores sucessos da carreira da designer, algo bastante admirável de se alcançar quando estamos falando de alguém que revolucionou a forma das mulheres se vestirem. A saia em questão, que fazia parte de tailleurs lançados pela estilista, era feita de pied de poule (pé de galinha, em tradução literal), um tipo de estampa xadrez em que os quadrados ficam separados. Ela fez tanto sucesso na época (e ainda por muito e muito anos depois) que os conjuntinhos com essa padronagem se tornaram uma referência do estilo da marca.

Quem também soube imortalizar sua imagem ao lado de uma saia xadrez foi a musa Brigitte Bardot. Fã incontestável do vichy (aquela padronagem das toalhinhas de piquenique), Brigitte vivia aparecendo com esse tipo de peça em todas as aparições públicas que fazia. Ela usou uma saia dessas, inclusive, em uma cena musical do filme “Voulez-vous danser avec moi” e na sua cerimônia de casamento(!), quando apareceu com um vestido de noiva inteirinho dessa estampa.

E não pensem vocês que as coisas pararam por aí e que a saia xadrez viu seus últimos dias de glória na década de 50. Nos anos 90, essa peça ressurgiu com força total, aparecendo, curiosamente, em looks de duas “tribos” completamente diferentes.

Saias da Rosegal

De um lado o movimento grunge das bandas de Seattle, que quebrou as barreiras da música e passou a ditar também o comportamento de grande parte dos jovens. Além das famosas camisas com essa estampa, a saia xadrez virou um verdadeiro “uniforme” do estilo, aparecendo em uma quantidade infindável de editoriais de moda da época.

Do outro lado dessa história, em uma versão muito mais pop e menos rocker, estava a saia amarela xadrez usada por Alicia Silverstone em As Patricinhas de Beverly Hills. Um verdadeiro hit dos anos 90, essa peça influenciou uma legião de fãs e consagrou esse figurino como um dos mais lembrados até hoje na história do cinema.

Saias da Rosegal

Corta para 2018 e a saia xadrez continua a fazer bonito. Nas passarelas do SPFW, no começo do ano, foi o xadrez, inclusive, a estampa que mais esteve presente nas coleções apresentadas, fazendo com que as saias dessa padronagem ganhassem um novo boom nas lojas do país. A mistura com outras estampas, como o floral, se tornou a grande novidade da vez, fazendo com que a peça seja perfeita para looks mais alegres e descontraídos.

As peças de catálogo que ilustram esse post são inclusive uma amostra bem legal de como a saia xadrez vem sendo usadas nessa temporada. Elas são todas da loja online Rosegal e você pode ver mais detalhes delas aqui.  Já estou apaixonada por vários modelos e acredito que vocês também vão ficar, afinal, é difícil resistir ao charme de uma saia xadrez, né? :)

Beijos e até mais!

Wishlist da Zaful: leggings de couro fake

Já faz algum tempo que eu venho sonhando com uma calça de couro fake para o meu guarda-roupa, e desde que o inverno resolveu dar as caras por aqui, esse desejo se tornou ainda maior. Tenho vista tantas maneiras bacanas de usar essas calças por aí que, além de toda sua elegância, descobri que elas são também muito versáteis e ajudam a balancear um pouco o estilo menininha tão presente no meu armário.

Isso explica porque fiquei tão feliz quando fui apresentada para a seção de leggings de couro da Zaful, que além de ter modelos bastante variados, possui peças que ajudam a dar uma postura mais longilínea ao visual. Portanto, se você também estava na mesma busca que eu, dá a mão e vem comigo, que eu separei sete calças desse estilo do site para mostrar e falar um pouquinho. Quem sabe a sua calça dos sonhos não está aqui? :)

Wishlist da Zaful: estrelando as leggings de couro fake!

1. Melhor do que uma legging de couro, é uma legging de couro de cintura alta! Acho esse tipo de calça extremamente confortável, especialmente quando ela possui um elástico na cintura que faz a calça se adequar ao nosso corpo e não o contrário. Feita de couro sintético, os rasgadinhos dessa daqui são um charme à parte.

2. Se é de cintura alta que a gente está falando, então essa outra calça aqui não podia ficar de fora da minha seleção. Ela é ainda mais alta do que a primeira e possui uma pala bem grande que ajuda a acinturar o corpo. Como ela é super sequinha, casa super bem com partes de cima maiores como moletons e blusões de tricô.

3. A terceira peça dessa seleção tem uma textura bastante diferente das outras, imitando nervuras e criando um efeito muito legal no visual. Ela é um pouco mais opaca do que a maioria das calças de couro, o que a torna uma ótima opção para partes de cima mais brilhantes.

4. Apesar dessa calça aqui ser de cintura baixa, ela possui o mesmo tipo de elástico da primeira, o que a torna mais ajustável ao corpo, sem causar incômodo. Além disso, achei uma graça os lacinhos da sua barra que dão uma vibe mais romântica para a peça.

5. Talvez a minha preferida de toda essa lista, essa legging aqui é um pouco mais larga do que as outras, ficando um pouco mais reta do joelho para baixo. Achei ela extremamente elegante, e para quem trabalha em ambientes formais (ou pra quem simplesmente gosta de ir mais arrumadinha para o trabalho), ela é um curinga!

6. Faltava uma parte debaixo de pegada mais esportiva nesse post, e essa calça aqui cumpre à risca esse quesito, sem no entanto perder a elegância. E olha que detalhe legal: ela só possui riscas laterais de um lado, criando um visual assimétrico que eu, particularmente, acho bem mais interessante.

7. Pra encerrar essa relação de peças-desejo, separei essa outra calça de formato mais quadrado, mas um pouco mais justa do que a de número 5. Ela fica linda no corpo e consigo facilmente imaginá-la com jaquetas estilo aviador e blazers.

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Para ver mais detalhes clique aqui e confira essas e outras calças leggings de couro fake incríveis da Zaful!

Beijos e até mais o/